O COMÉRCIO INTERNACIONAL NAS ECONOMIAS EM .quer pela Organização Mundial do Comércio, quer desconhecedoras

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O COMRCIO INTERNACIONAL

NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO

GLOBALIZAO E AS PEQUENAS E MDIAS EMPRESAS

Autor: Nuno Clington Costa,

Lisboa, 2005

GLOBALIZAO E PMES NAS ECONOMIAS EM DESENVOLVIMENTO

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INTRODUO

Com o fim da guerra fria inicia-se um novo ciclo da economia

Se h uns anos atrs utilizava-se o Era uma vez e como no estou interessado em

nenhum prmio Cames prefiro a originalidade por isso continuando a divagar acerca

do novo ciclo em que nos encontramos ou melhor atravessamos, e em que o debate

Norte Sul continua pois as questes geogrficas demoram algum tempo para sair de

moda pois ao tempo do () Era uma vez(..) em que era o debate Leste- Oeste que

ocupava esta lacuna do debate Politico- Econmico e Go-Politico. Vamos agora

contudo fugir um bocado a esse grande nome, GEOECONOMIA que exceptuando os

go- economistas tenho as minhas dvidas sobre mais quem discute sobre o assunto!!

Ok e continuando, j agora, quanto ao debate Este- Oeste que j comea a voltar ao

activo s que de forma bem mais suave, se bem que desta vez em realando-se num

domnio mais resrvado apenas a Europeus, mas como no existe ainda um peso

comercial desta nova Republica das Bananas aplicando-se claro esta metfora em

razo da traduo literal de um suposto dicionrio tcnico de economia funadamentado

pela realidade do imprio chins, centremo-nos apenas e novamente no debate Norte

Sul e da importncia das Pequenas e Mdias Empresas (PMEs) nas economias menos

desenvolvidas e os reflexos para o domnio do comrcio internacional.

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Esquecendo o sucesso asitico, vamos tentar aqui abordar o desenvolvimento em

economias de alto risco como sero o caso, a titulo de exemplo das economias

africanas, no inseridas ainda dentro dos parmetros internacionais ideais formulao

de estabilidade econmica viavl. O mbito das diversas economias so abordadas

como um todo claro, pois se casos h que isolados de estabilidade efectiva estes no

espelham a realidade do todo Africano que um pouco parte dos trmites estabelecidos

quer pela Organizao Mundial do Comrcio, quer desconhecedoras das normas e

regulamentos dos INCOTERMS, e vistas internacionalmente como economias pouco

atractivas, sem qualquer relevncia para os grandes fluxos financeiros que o Comrcio

Internacional requer e que realmente atra.

Assim quais as hipteses destas economias num mundo cada vez mais vido de

conhecimento e desenvolvimento Econmico ? Nenhumas! Pois, pois a China at

bem poucos anos tambm era vista internacionalmente apenas como um grande

potencial consumidor, uma economia pouco competitiva nos mercados internacionais,

produtora de bens de qualidade duvidosa, e que de um momento para o outro

constatar como uma futura Super Potencia Comercial a estabelecer parmetros de

liberalizao de mercado e a acusar a concorrncia nos mercados internacionais de

proteccionismo. Grande parte das economias competitivas esto assustadas com a

capacidade produtora do Imprio do meio e a repensar as suas politicas comerciais e

econmicas para os prximos tempos. Agora qual a verdadeira importncia das

pequenas e mdias empresas nesta competio global, neste mundo de cada vez mais

multinacionalizado em que os grandes gigantes econmicos parecem autnticos rolos

compressores econmicos altamente bem preparados, com maior capacidade de

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captao de quadros, estruturalmente compactos para arrasarem com a concorrncia.

mobilizadoras de autnticas rpublicas de empregados. Com receitas totais superiores a

oramentos de alguns estados menos desenvolvidos, enfim, ser lgico falar neste

contexto em PMEs? Claro que sim, alis o mais do que nunca o lgico realmente

falar das PMEs. Mais do que nunca necessrio capitalizar-se a classe mdia. Mais do

que nunca necessrio proporcionar incentivo a uma nova classe de empreendedores.

disto que se aborda neste pequeno trabalho.

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A Problemtica

As economias mais desenvolvidas, actualmente mostram excesso de qualificaes,

resultando mesmo que em muitos domnios, as pessoas sejam obrigadas a produzir e a

desenvolver-se muito abaixo das suas capacidades. Ora bem os pequenos mercados

em desenvolvimento no tm o grau de instruo, no tm a capacidade tecnolgica e

nem mesmo um centsimo do potencial de consumo chins, assim como nem uma data

de outros quantos mais indicadores que os tornem atractivos para o investimento

estrangeiro. Mas teriam aquele grande chamariz que tem um grande peso nos factores

de produo em alguma industrias que a mo de obra no qualificada e logo muito

mais atractiva pelo seu baixo custo, mas como a tendncia a de cada vez mais a

tecnologia se tornar mais e mais acessvel e cada vez menos poluidora de facto, a

captao de investimento estrangeiro por parte destes pases e mercados no parece de

principio muito promissora.

Os seus Governos reagem com pedidos de apoios s Instituies de Bretton Woods, e a

doadores Internacionais o que s agrava mais os seus problemas pois as aplicaes dos

programas institudos quer pelo Banco Mundial quer pelo Fundo Monetrio Internacional,

no tem resultados prcticos. Das razes no so de importar e apontar aqui mas a

verdade que cada vez mais se nota que mesmo nesses estados a economia tem

pernas para andar por si s. Aos governos ter-se-o que se especializar no

estabelecimento dos princpios do estado de direito e fornecer realmente condies para

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que as pessoas possam desenvolver por si mesmas os seus conceitos economicistas,

refiro-me aqui no sentido de gerirem os seus parcos recursos de forma mais eficiente.

neste sentido que s PMEs tm que realmente ser concedidos garantias pois nunca o

planeta ofereceu melhores garantias de acesso internacionalizao a to baixo custo e

neste sentido que aqui se faz a defesa deste conceito.

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O quadro

Com o colapso do bloco de leste muitas destas economias baseadas nas grandes

planificaes econmicas viram-se de repente a braos com hiper-inflaes e a terem

que se reorganizar em economias de mercado com as consequncias que

temporariamente tiveram que acarretar.

de salientar que muitas destas economias fizeram a transaco de uma economia

fechada, enquadrada nos preceitos do pacto de Varsvia para uma economia aberta,

liberal de cariz mundial de livre concorrncia, oposta as economias planificadas.

componente econmica juntamos a politica pois a evoluo de um estado Absolutista

para um estado de direito no dever ter sido nada fcil basta olharmos para a nossa

histria quase cem anos e com que custos. As transies acarretam custos, custos s

por si j muito altos Administraes fortemente centralizadas, com hbitos sociais e

culturais completamente opostos, aos sucessores toda essa panplia de elementos que

caracterizam na realidade um estado. Ter de um momento obrigatoriamente que ser

alterada exige na realidade um esforo e reconhecimento muito grande.

A reconstruo dentro dos padres de uma economia de mercado a funcionar sob os

preceitos de um estado de Direito requer acima de tudo um esforo hercleo para o qual

a economia mundial tem alguns instrumentos fundamentais j montados para enfrentar

esse grande problema .

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As Instituies de Bretton Woods so a face mais visivl da Mundializao da economia.

Muitos pases recorrem a elas com xito e outros no. No nos debruaremos agora

sobre o grau de sucesso da aplicabilidade dos seus programas unicamente fizemos

referencia sua utilidade e importncia para o desenvolvimento das economias de

mercado.

Relativamente ao espao Africano que aqui tentaremos fazer uma abordagem o mais

elucidativa possivl comearei primeiro por fazer um pequeno enquadramento com uma

realidade bem diferente a de muitos outros espaos econmicos certamente inicialmente

mais apetecveis.

Daqui em diante, quando o lxico frica for abordado relativamente Africa Sub-

Sahariana que aquela em que existe uma maior confluncia de culturas, e problemas a

nvel de instruo e adaptao maiores e mais relevantes, e j agora porque no aquela

com que mais me identifico. Prosseguindo, o grande problema desta parte do continente

africano com toda a certeza a reduo da pobreza. Esta passar por uma srie de

medidas impostas pelos governos mas no podemos esquecer as componentes

tradicionais, culturais, educacionais no fundo todo um tipo de sintomas e elementos

caractersticos a uma cultura, um territrio um povo, um estado. Quem melhor para

conhecer e para definir a melhor forma de interagir com o desenvolvimento destas

populaes?

Pois porque se por um lado no nos podemos esquecer que sem o desenvolvimento das

populaes no teremos consumidores credveis, estveis, fies, sem consumidores no

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