OAB in foco - .Mercado de trabalho- OS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS CONTRATUAIS E A JUSTIÇA GRATUITA

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www.oabmg.org.br/uberlandia

OAB in focoJulho de 2006 Ano I - N 2 Uberlndia-MG

Ns (advogados)

somos o marido da viva,

o pai do rfo,

a mente do louco,

o olho do cego,

o ouvido do surdo

e a perna do aleijo

Edio especial do Encontro Regional dos Advogados

Dr. Jos Lus de Oliveira Conselheiro Estadual e Vice-Presidente

da Comisso de Resgate da Memria da OAB

Julho 2006 03

Nesta edioExped ien te

OAB IN FOCO: As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade dos seus autores e no refletem, necessariamente, a posio deste veculo. Todos os direitos reservados. Proibida a reproduo total ou parcial, por qualquer meio ou processo.

Avenida Rondon Pacheco, 980, Copacabana CEP: 38408-343

Fone: (34) 3234-5555Uberlndia-MG

www.oabmg.org.br/uberlandiaoab.jornal@triang.com.br

DIRETORIA EXECUTIVA DA OAB/MG - 13 SUBSEO

Eliseu Marques de OliveiraDiretor Presidente

Djanira Maria Radams de SDiretora Vice-Presidente

Iolanda Velasco de AndradeDiretora Secretria Geral

ngela P. de Oliveira BotelhoDiretora Secretria Geral Adjunta

Jos Hamilton de FariaDiretor Tesoureiro

Conselho editorial: Eliseu Marques de Oliveira, Iolanda Velasco de Andrade, ngela Parreira de Oliveira Botelho, Adauto Alves Fonseca, Egmar Sousa Ferraz

Conselho de tica: Adauto Alves Fonseca - Presidente, Ado Alves Pereira, Andr Luiz de Oliveira, Cleuso Jos Damasceno, Deiber Magalhes Silva, cio Roza, Egmar Sousa Ferraz, Eurpedes de Almeida, Magna Carrijo Pereira, Ricardo Luiz Lotti, Selmo Gonalves Cabral, Sueli Silva

Assessora de Comunicao e textos:Claudia Zardo (34)3234-4437

Reviso: Mnica Machado

Reprter e colaboradora: Ana Flvia Fagundes

Assessora de contedo: Carla Aparecida Soares

Projeto Grfico / Diagramao:Diagrama Studio (34) 3226-9937

Jornalista Responsvel: Janana Naves - MTb: MG 06731JP

Fotos: Gleiner Mendona MachadoClaudia Zardo

Departamento Comercial:Clia Soares (34)3238-4031

Colaboradores: Dr. Ives Gandra Martins, Dra. Elaine Cristina Ribeiro Lima, Dr. Srgio Mestriner Jnior, Dr. Luiz Fernando Vallado Nogueira e Dr. Jos Carlos Arajo Almeida Filho

Impresso: Grfica Brasil

Tiragem: 4.000 exemplares Distribuio Gratuita

lanejada e produzida nos ltimos meses, a edio de junho foi organizada e dividida em trs partes: artigos correlatos s reas do Direito, registro do Encontro Regional dos Advogados e balano de atividades na 13 Subseo OAB/MG.

Dezenas de artigos jurdicos inditos e da mais alta relevncia foram enviadas redao por au-tores locais e de vrias partes do Pas. Aps serem avaliados e sele-cionados pelo Conselho Editorial, alguns foram publicados nesta edi-o e outros sero publicados nas edies posteriores.

Uma logstica de cobertura jor-nalstica tambm foi desenhada es-pecialmente para documentar os acontecimentos e as informaes mais importantes do Encontro Re-gional dos Advogados. Na tercei-ra parte da revista, o (a) caro(a) leitor(a) encontra ainda um regis-tro das atividades da gesto 2004/2006 na 13 Subseo OAB/MG.

Dentro desse mosaico de saberes e informaes que a equipe editorial da revista OAB IN FOCO , seguindo as orientaes da diretoria da 13 Subseo OAB/MG, procura acertar nas for-mas e formatos. Para que o trabalho tenha permanente aprimoramento, contudo, sua colaborao essencial, leitor(a).

Seja na forma de crtica ou de sugesto, nossa equipe est sempre aberta a receb-la, a analis-la e, por fim, buscar um ponto de equilbrio para que esta publicao venha de encontro aos seus anseios e necessidades. Esteja certo que a nossa meta trabalhar por voc, para voc e com voc, pois a OAB voc.

Boa leitura!

EditorialP

Conselho Editorial se rene para seleo de artigos

Claudia ZardoAssessora de Comunicao/Impresso

oab.jornal@triang.com.br

Sumr io de A r t i gosTributrio - UMA PROVA IMPOSSVEL - Dr.Ives Gandra Martins - Professor Emrito das Universidades Mackenzie, UNIFMU e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exrcito, presidente do Conselho de Estudos Jurdicos da Federao do Comrcio do Estado de So Paulo, do Centro de Extenso Universitria e da Academia Paulista de Letras.

Ambiental- A RESERVA LEGAL DE PROPRIEDADES RURAIS E O ARTIGO 17, VI, DO CDIGO FLORESTAL DE MINAS GERAIS - Dr. Elaine Cristina Ribeiro Lima - Advogada formada pela UFU,

especialista em Direito Agrrio (Universidade Federal de Gois), professora de Legislao Ambiental na Escola Agrotcnica Federal de Uberlndia e membro da Comisso de Meio Ambiente da 13 Subseo OAB/Uberlndia/

MG.Atua como Assessora Jurdica do Sindicato Rural de Uberlndia.

Penal- DA INTERPRETAO DA NORMA PROCESSUAL PENAL - Dr. Srgio Mestriner Jnior - Advogado criminalista, especialista em Direto Penal, Processual Penal e Processual Civil e professor universitrio e Coordenador do Curso de Direito da UNIPAC Uberlndia/MG.

Mercado de trabalho- OS HONORRIOS ADVOCATCIOS CONTRATUAIS E A JUSTIA GRATUITA - Dr. Luiz Fernando Vallado Nogueira - Conselheiro Seccional e Presidente da

Comisso de tica e Disciplina da Seccional da OAB/MG.

Comportamento - O ENXADRISTA E O PENSADOR DO DIREITO - Dr.Jos Carlos de Arajo Almeida Filho - Mestre em Direito, Professor de Direito Processual Civil na Universidade Catlica de Petrpolis e na Especializao da UERJ,membro efetivo do Instituto Brasileiro de Direito Processual, pesquisador do CNPq.

04 Julho 2006

Artigos

Uma prova impossvel

enho pela Ministra Eliana Calmon particular apreo intelectual. Mi-nistra sria, corajosa, com slidos

conhecimentos jurdicos, independente e cnscia de seu perfil de magistrada, , sem sombra de dvida, das grandes ex-presses da Magistratura brasileira.

Introduzo este artigo com a sincera afirmao acima feita, pelo profundo des-conforto que voto seu me causou, como estudioso e estudante de Direito, no RESP 758.439-MG (2005/0096913-1) em que se l:

PROCESSO CIVIL E TRIBUTRIO EM-BARGOS EXECUO IPTU NO-TIFICAO DO LANAMENTO PRE-SUNO NO AFASTADA.

1) Presume-se a notificao do lanamen-to dos dbitos do IPTU, quando entre-gue o carn para pagamento, cabendo ao contribuinte afast-la, mediante pro-va de que no recebeu, pelo correio, a cobrana do imposto. (grifos meus)

2) Recurso especial conhecido em parte e, nessa parte, provido.

Acrescentando, na sua deciso que:

Dr.Ives Gandra Martins - Professor Emrito das Universidades Mackenzie, UNIFMU e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exrcito, Presidente do Conselho de Estudos Jurdicos da Federao do Comrcio do Estado de So Paulo, do Centro de Extenso Uni-versitria e da Academia Paulista de Letras.

T

caberia ao contribuinte, para afastar a presuno, comprovar que no recebeu pelo correio o carn de cobrana (embora difcil a produo de tal prova), o que no ocorreu neste feito (grifos meus).

a prpria Ministra que declara ser di-fcil a produo de tal prova para mim impossvel - visto ou foi entregue ao con-tribuinte com aviso de recebimento de entrega ao prprio, visto que o nus da prova deveria caber a quem declara ter entregue; ou, se no foi entregue, a produ-o de prova negativa, impossvel.

No tempo que comecei a advogar, em 1957, a segurana jurdica era considera-velmente maior. Apenas com citao pes-soal nos processos judiciais ou prova de entrega, em notificaes, intimaes ou outra forma inequvoca, aquele chama-do a juzo ou a impugnar, pagar ou aten-der autoridade era considerado ciente do teor, com prazo para o direito de contes-tar ou recorrer, passando a correr a par-tir de ento.

A necessidade de celeridade nos pro-cessos levou, todavia e principalmente, as autoridades tributrias a assegurar-se, nos dias atuais, do legtimo ou ilegtimo, do legal ou ilegal, pelo denominado princ-pio da legalidade, tendo chegado a extre-mos nunca antes vistos. Houve inequvo-ca reduo dos direitos do contribuinte, da ampla defesa, do direito de se presu-mir a inocncia, como, alis, determina a Constituio Federal, no art. 5, inciso LVII, assim redigido: ningum ser consi-derado culpado at o trnsito em julgado de sentena penal condenatria.

Ora, se para facilidade da Adminis-trao prefere ela utilizar o correio e no toma as diversas cautelas de entregar ao contribuinte as intimaes para recolher tributos, no tendo como provar que en-tregou, no pode transferir ao contribuin-te a prova de negativa de provar que no recebeu!

Se eu, pessoalmente, no receber uma correspondncia que alegarem ter-me entregado, no saberia como provar que no a recebi, visto que no poderia

sequer apontar prova testemunhal de al-gum que durante 24 horas, sem dormir, ficasse verificando a chegada ou no che-gada de correspondncias, sempre que o correio passasse pela minha residncia e entregasse a correspondncia devida.

Para mim, talvez, pela minha deficin-cia de percepo prpria de um senil ad-vogado de 71 anos, tal prova seria impos-svel - e no difcil.

Conheo muito bem a preocupao com a justia da eminente jurista e Mi-nistra Eliana Calmon. Sou obrigado, en-tretanto, a interpretar, talvez por minhas naturais deficincias, que prova negativa no difcil, mas impossvel de ser feita. muito mais fcil exigir de quem diz ter enviado e entregado, a prova de que en-viou e entregou.

O episdio, todavia, leva-me triste convico de que o avano dos tentcu-los do Estado contra o cada vez mais inde-feso cidado uma caracterstica do Esta-do Moderno. E, no Brasil, o cidado no cidado, mas um mero administrado, sen-do o administrador um verdadeiro senhor feudal da Idade Mdia. O cidado , nes-te quadro e cada vez mais, um mero es-cravo da gleba. Seus representantes, por serem autoridades, fazem leis, sem a par-t