Planilha Constitucional

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TribunalInform/SmTemaJurisprudncia

PRINCPIOS

STFEmagisPrincpio da IgualdadeAlgumas posies do STF sobre o p. da igualdade:

o foro especial para a mulher nas aes de separao judicial e de converso da separao judicial em divrcio no ofende o princpio da isonomia entre homens e mulheres ou da igualdade entre os cnjuges.

- a adoo de critrios diferenciados para o licenciamento dos militares temporrios, em razo do sexo, no viola o princpio da isonomia.

- no afronta o princpio da isonomia a adoo de critrios distintos para a promoo de integrantes do corpo feminino e masculino da Aeronutica.

- viola o princpio da isonomia legislao estadual que prev a concesso de penso por morte esposa do servidor pblico falecido e restringe o benefcio ao marido invlido, em caso de bito de servidora pblica.

- A igualdade na lei que opera numa fase de generalidade puramente abstrata constitui exigncia destinada ao legislador, que, no processo de formao do ato legislativo, nele no poder incluir fatores de discriminao responsveis pela ruptura da ordem isonmica. (...) A igualdade perante a lei, de outro lado, pressupondo lei j elaborada, traduz imposio destinada aos demais poderes estatais, que, na aplicao da norma legal, no podero subordin-la a critrios que ensejem tratamento seletivo ou discriminatrio.

Oral TRF15) O senhor saberia me explicar at onde vai a princpio da proibio do retrocesso?Resposta:O princpio da vedao do retrocesso, em linhas gerais, dispe que vedado ao Legislador a supresso ou alterao de normas infraconstitucionais que densificam direitos fundamentais sociais, de molde a violar sua eficcia. Para J. J. Gomes Canotilho, o princpio do no retrocesso social leciona que os direitos sociais, uma vez obtido determinado grau de realizao, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo, limitando a reversibilidade dos direitos adquiridos, o que, para ele, violaria o princpio da proteo da confiana e da segurana dos cidados no mbito econmico, social e cultural. No obstante, a vedao ao retrocesso social no importa em uma proibio absoluta ao movimento retrocessivo. Sua aplicao depender sempre de uma ponderao com outros princpios e regras no caso concreto. Assim, alguns princpios estaro em constante tenso com a vedao de retrocesso, como si ser o princpio democrtico, que d liberdade de conformao ao legislador, ou mesmo a reserva do possvel, que atua juntamente com o princpio da proporcionalidade, assegurando, contudo, o que o Min. Celso de Mello denominou de ncleo intangvel consubstanciador de um mnimo existencial.

Oral TRF16) H a possibilidade de um choque entre uma regra e um princpio constitucional? Uma regra que venha a ser incorporada no texto constitucional pode violar um corpo principiolgico da CF no que tange, por exemplo, s clusulas ptreas?Resposta: conhecida a j tradicional distino entre regras e princpios na doutrina contempornea nacional e estrangeira, no obstante a ausncia de uniformidade conceitual. Paulo Bonavides reconhece que os princpios constitucionais so normas jurdicas e que as normas compreendem as regras e os princpios. Segundo o mestre, "violar um princpio muito mais grave que transgredir uma norma qualquer. A desateno ao princpio implica ofensa no apenas a um especfico mandamento obrigatrio, mas a todo o sistema de comandos". Para Virglio Afonso da Silva, princpios seriam as normas mais fundamentais do sistema, enquanto as regras costumam ser definidas como uma concretizao desses princpios e teriam, por isso, carter mais instrumental e menos fundamental.Dessarte, eventualmente, uma regra instituda pelo poder constituinte reformador pode entrar em rota de coliso com um princpio, explcito ou implcito, de sorte que ser insofismavelmente inconstitucional se violar uma clusula ptrea. Se a coliso for entre princpios, a tcnica a ser utilizada ser a ponderao, de sorte que o intrprete escolhe a o bem ou direito que ir prevalecer no caso concreto.

ORAL TRF210) Diferencie normas constitucionais de princpio e normas constitucionais de preceito.Resposta:(acredito que o examinador tenha utilizado ao termo preceito como sinnimo de regras, como o fazem muitos doutrinadores)Existem vrios critrios tradicionais para a distino entre regras e princpios. O mais comum o critrio da generalidade (Robert Alexy apud Bonavides). Segundo este critrio, os princpios so normas com um grau de generalidade relativamente alto e as regras, normas com um nvel relativamente baixo de generalidade. H tambm o conhecido critrio da abstrao, segundo o qual os princpios so normas com um grau de abstrao relativamente alto e as regras, normas com um nvel relativamente baixo de abstrao. Outros critrios, tais como o do valor expressado e o da aplicabilidade, so tambm comumente utilizados com o intuito de fazer a distino entre as regras e os princpios.Afirma Alexy, ainda, que entre regras e princpios existe no somente uma diferena de grau, mas uma diferena qualitativa.As normas constitucionais de princpios seriam os mandamentos nucleares do sistema constitucional (Virglio Afonso da Silva), haja vista consagrarem os principais valores do ordenamento. Seriam, ainda, mandamentos de otimizao, caracterizados pelo fato de que podem ser cumpridos em diferentes graus, na li8o de Alexy. Os critrios de distino em relao s regras so variados, como tambm aponta Canotilho (Grau de abstrao, grau de determinabilidade, carcter de fundamentalidade, natureza normogentica), para quem a tarefa, longe de afigurar-se simples, demais complexa. As normas constitucionais de preceito apresentam-se sob a forma de um contedo determinado que ou no realizado em sua plenitude, isto , a regra ou no cumprida na inteira medida de seu enunciado normativo.

ORAL TRF211) Discorra sobre a aplicabilidade de normas de princpios e de normas de preceitos.Resposta:As regras (preceitos) tm carter categrico, ou isto ou aquilo (Dworkin), tendo aplicao imediata aos casos concretos, atravs de simples subsuno, por via de um raciocnio silogstico. J os princpios, diferentemente das regras, no obedecem lgica do tudo ou nada, no desencadeando a eliminao de um em face daquele que prevalecer, aplicando-se a tcnica da ponderao. Os princpios podem envolver problemas de validade e de peso, as regras s enfrentam questo de validade.

CONSTITUCIONALISMO E PODER CONSTITUINTE

Questo TRF1Elementos da constituioA) As normas que versam sobre a interveno federal nos estados e no DF, bem como dos estados nos municpios, incluem-se entre os chamados elementos de estabilizao constitucional.(C) GABARITO PRELIMINARC) Consideram-se elementos socioideolgicos da CF as normas que disciplinam a organizao dos poderes da Repblica e o sistema de governo.(E) GABARITO PRELIMINAR-elementos orgnicos

Questo TRF1Poder Constituinte - RecepoB) O poder constituinte originrio d incio a nova ordem jurdica, e, nesse sentido, todos os diplomas infraconstitucionais perdem vigor com o advento da nova constituio.(E) GABARITO PRELIMINAR-diplomas infraconstitucionais compatveis com nova ordem constitucional so recepcionados.

Questo TRF1Pode Constituinte Derivado Decorrente - MunicipiosE) Segundo disposio literal da CF, os estados e municpios dispem do chamado poder constituinte derivado decorrente, que deve ser exercido de acordo com os princpios e regras dessa Carta.(E) GABARITO PRELIMINAR-h discusso quanto existncia, ou no, de poder constituinte derivado decorrente aos municpios, inexistindo previso expressa no texto constitucional.

Questo TRF1ADCTD) O ADCT no tem natureza de norma constitucional, na medida em que dispe sobre situaes excepcionais e temporrias. (E) GABARITO PRELIMINAR-ADCT tem natureza de norma constitucional.

Oral TRF11) Qual a diferena entre Poder Constituinte e Poder Constitudo?Resposta:O Poder Constitudo sempre ser um poder jurdico, portanto, limitado e condicionado. Trata-se de um poder de direito. Por sua vez, uma das espcies do Poder Constituinte, o originrio, consiste em poder poltico, poder de fato, apresentando as seguintes caractersticas: inicial (funda o ordenamento jurdico); incondicionado; e autnomo. As demais espcies de poder constituinte so poderes institudo (reformador e decorrente).

Oral TRF2Poder Constituinte - Caractersticas1) Quais as caractersticas de poder constituinte originrio e derivado?Resposta:Caractersticas essenciais do poder constituinte originrio: (a) Inicial: ele d incio ao ordenamento jurdico (no existe outro poder antes ou acima dele); (b) Autnomo: tem autonomia para decidir qual ideia de direito ir prevalecer, qual ser o contedo da Constituio; (c) Incondicionado: no se submete a qualquer tipo de condio (a assembleia constituinte decidir qual ser o procedimento a ser adotado); (d) Latente: atemporal, contnuo, pois est pronto para ser acionado a qualquer momento.; (e) Ilimitado: ilimitado juridicamente (autnomo + incondicionado), soberano, independente. Caractersticas do poder constituinte derivado: (a) Secundariedade: no existe por si s, pois necessrio que exista uma constituio para prev-lo; (b) Subordinao: haure sua fora na obra do poder constituinte originrio; (c) Condicionado e limitado: deve observar os limites previstos, explcita e implicitamente, na constituio.

Oral TRF1Contitucionalismo1) O que significa a expresso realizar a Constituio?Resposta:Nas palavras de Canotilho, realizar a Constituio significa tornar juridicamente eficazes as normas constitucionais. Qualquer constituio s juridicamente eficaz (pretenso de eficcia) atravs da sua realizao. Esta realizao uma tarefa de todo os rgos constitucionais que, na atividade legiferante, administrativa e judicial, aplicam as normas da constituio, inclusive dos cidados.A despeito da existncia de normas constitucionais cuja eficcia esteja sujeita ao plcito de uma normatividade ulterior, a no realizao dos ideais de uma Const