Presença Diocesana - ?· nômica e consequente desigualdade social. Na ... conscientes de que a Igreja…

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Jornal mensal da Diocese de Santos - SP - Distribuio gratuita -

PresenaDiocesanaDiocesanaDiocesanaPresenaDiocesanaPresenaDiocesanaPresenaDiocesanaPresenaMaio - 2018 - N 201 - Ano 17

Caf Teolgico aborda o servio vidaChico Surian Chico Surian

Aparecida celebra 50 anos de criao

O Insti tuto de Teologia So Jos de Anchieta promoveu, no dia 19 de abril, o primeiro Caf Teolgico de 2018, com o tema Igreja a servio da vida, em parceria com a Universidade Catlica de Santos. Este primeiro tema foi apresentado por Pe. Valdeci dos Santos (Vigrio Episcopal Social) e profa. Dalva Mendes.

P. 13 P. 8

D. Tarcsio Scaramussa,SDB, Bispo Diocesano de Santos, presidiu a missa em ao de graas pelos 50 anos de criao da Parquia Nossa Senhora Aparecida, em So Vicente, no dia 1 de Maio. Tambm partcipou da celebrao Padre Julio Lopes Llarena, primeiro proco.

Diocese despede-se de Monsenhor Joaquim

Clementino LeiteMonsenhor Joaquim faleceu no

dia 26 de abril, na Casa de Sade de Santos, vtima de parada cardiorres-piratria, aos 89 anos. Ao lado do seu ministrio sacerdotal, foi tambm Reitor do Seminrio Diocesano So Jos, por duas ocasies, uma em So Vicente, e outra na nova e atual sede, no Morro da Nova Cintra, em Santos. P. 9

Jovens que sarama alma e o corpo

Conhea a vocao da obra Jovens Sarados, na Diocese de Santos, e sua misso apaixonada na evangelizao da JuventudeP. 10

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Presena Diocesana2 Maio/2018Vida da Igreja

EXPEDIENTEPresena Diocesana o informa-tivo oficial da Diocese de Santos, lanado em setembro de 2001

Bispo diocesano:D. Tarcsio Scaramussa, SDB

Bispo Emrito:D. Jacyr Francisco Braido, CS

Diretor: Pe. Eniroque BalleriniConselho Editorial:Pe. Antonio Alberto Finotti Vera Regina G. Roman TorresDic. Reinaldo SouzaFrancisco Emlio SurianJornalista responsvel: Guadalupe Corra MotaDRT 30.847/SPProjeto Grfico e Editorao: Francisco Surian

Tiragem: 40 mil exemplaresImpresso: Grfica O Estado de S. Paulo.Distribuio: Presena Diocesana distribudo gratuitamente em todas as parquias e comunida-des da Diocese de Santos, nos seguintes municpios: Santos, So Vicente, Cubato, Guaruj, Praia Grande, Mongagu, Itanham,

Bertioga e Perube.Os artigos assinados so de responsabilidade exclusiva de seus autores e no refletem, necessariamente, a orientao editorial deste Jornal.

(13) 3228-8881

diocesedesantos@gmail.com

Mensagem da 56 Assembleia Geral da CNBB ao Povo Brasileiro: Eleies 2018 - Compromisso e esperana

Psicologia Pastoral Milton Paulo de Lacerda CRP6-21.251-6 lacerdapsi@uol.com.br

Em nvel internacional, vive-mos uma 3 Guerra Mundial a prestaes, na forma de confl itos e guerrilhas de que esto cheios os no-ticirios. Em nvel de pas, campeia o escndalo da corrupo poltica juntamente com a explorao eco-nmica e consequente desigualdade social. Na famlias, para no falar em nossas comunidades, ocorre com frequncia o fato de que cada cabe-a uma sentena, coisa natural porque cada um vive experincias pessoais nicas; entretanto na base do desentendimento faltam educa-o e vontade de dialogar. O Profeta Jeremias, mais de uma vez repetiu advertncias como esta: Desde o menor at o maior, todos so ga-nanciosos; e desde o profeta at o sacerdote, todos praticam a mentira. Eles cuidam da ferida do meu povo superficialmente, dizendo: Paz! Paz!, quando no h paz (6,14).

O tempo Pascal nos reaviva a conscincia de que a Paz o distin-tivo de Cristo ressuscitado. Muitas vezes ele apareceu repetindo a sau-dao: Shalom! A Paz esteja com vocs! Oras, Paz no passividade ou irresponsabilidade de quem deixa o barco correr. Paz no ati-tude covarde de quem se esconde dos problemas, para no sair da zona de conforto. Paz no falta de conscincia crtica, como alguns que passam pelas necessidades gritantes dos outros como gato sobre brasas, talvez por no quererem compro-meter-se. Segundo Santo Agostinho em A Cidade de Deus, A paz de todas as coisas a tranquilidade da ordem, (De civitate Dei, Livro XIX, Cap. 13, I). Supe a harmonia interna na pessoa, na famlia, na comunidade, no pas, no mundo das naes. E, alm disso, que tudo esteja tranquilo, sem agitao, sem confl itos desnecessrios, sem desentendimentos egostas. O ca-minho fundamental o do dilogo, no qual indivduos, grupos e naes se prontifi quem a sentar-se mesa de negociaes, deixando de lado preconceitos, ambies soberbas e quaisquer outros obstculos, colo-cando em primeiro lugar a vontade sincera de construir a paz, como Je-sus props nas Bem-aventuranas: Felizes os que promovem a paz, porque sero chamados filhos de Deus (Mt 5,9).

Que paz essa?

Continuemos a afirmar a nossa esperana, sem esmorecer (Hb 10,23)

Ns, bispos catlicos do Brasil, conscientes de que a Igreja no pode nem deve fi car margem na luta pela justia (Papa Bento XVI Deus Cari-tas Est, 28), olhamos para a realidade brasileira com o corao de pastores, preocupados com a defesa integral da vida e da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e excludos. Do Evangelho nos vem a conscincia de que todos os cristos, incluindo os Pastores, so chamados a preocupar-se com a construo de um mundo melhor (Papa Francisco Evangelii Gaudium, 183), sinal do Reino de Deus.

Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democrticas e com-promete a construo do bem comum, razo da verdadeira poltica. A atual situao do Pas exige discernimento e compromisso de todos os cidados e das instituies e organizaes responsveis pela justia e pela construo do bem comum.

Ao abdicarem da tica e da busca do bem comum, muitos agentes pblicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenrio desolador, no qual a cor-rupo ganha destaque, ao revelar razes cada vez mais alastradas e profundas. Nem mesmo os avanos em seu combate conseguem convencer a todos de que a corrupo ser defi nitivamente erradi-cada. Cresce, por isso, na populao, um perigoso descrdito com a poltica. A esse respeito, adverte-nos o Papa Francisco que, muitas vezes, a prpria poltica responsvel pelo seu descrdito, devido corrupo e falta de boas polticas pblicas (Laudato S, 197). De fato, a carncia de polticas pblicas consis-tentes, no pas, est na raiz de graves questes sociais, como o aumento do desemprego e da violncia que, no campo e na cidade, vitima milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indgenas.

Alm disso, a perda de direitos e de conquistas sociais, resultado de uma economia que submete a poltica aos interesses do mercado, tem aumentado o nmero dos pobres e dos que vivem em situao de vulnerabilidade. Inmeras situaes exigem solues urgentes, como a dos presidirios, que clama aos cus e causa, em grande parte, das rebelies que ceifam muitas vidas. Os discursos e atos de intolerncia, de dio e de violncia, tanto nas redes sociais como em manifestaes pblicas, reve-lam uma polarizao e uma radicalizao que produzem posturas antidemocr-ticas, fechadas a toda possibilidade de dilogo e conciliao.

Nesse contexto, as eleies de 2018 tm sentido particularmente importante e promissor. Elas devem garantir o for-talecimento da democracia e o exerccio da cidadania da populao brasileira. Constituem-se, na atual conjuntura, num passo importante para que o Brasil reafirme a normalidade democrtica, supere a crise institucional vigente, ga-ranta a independncia e a autonomia dos trs poderes constitudos Executivo,

Legislativo e Judicirio e evite o risco de judicializao da poltica e de politi-zao da Justia. imperativo assegurar que as eleies sejam realizadas dentro dos princpios democrticos e ticos para que se restabeleam a confi ana e a esperana to abaladas do povo brasi-leiro. O bem maior do Pas, para alm de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a conscincia e o corao tanto de candidatos, quanto de eleitores.

Nas eleies, no se deve abrir mo de princpios ticos e de dispositivos legais, como o valor e a importncia do voto, embora este no esgote o exerccio da cidadania; o compromisso de acompa-nhar os eleitos e participar efetivamente da construo de um pas justo, tico e igualitrio; a lisura do processo eleito-ral, fazendo valer as leis que o regem, particularmente, a Lei 9840/1999 de combate corrupo eleitoral median-te a compra de votos e o uso da mqui-na administrativa, e a Lei 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, que torna inelegvel quem tenha sido condenado em deciso proferida por rgo judicial colegiado.

Neste Ano Nacional do Laicato, com o Papa Francisco, afi rmamos que h ne-cessidade de dirigentes polticos que vi-vam com paixo o seu servio aos povos, () solidrios com os seus sofrimentos e esperanas; polticos que anteponham o bem comum aos seus interesses priva-dos; que no se deixem intimidar pelos grandes poderes fi nanceiros e miditi-cos; que sejam competentes e pacientes face a problemas complexos; que sejam abertos a ouvir e a aprender no dilogo democrtico; que conjuguem a busca da justia com a misericrdia e a reconci-liao (Mensagem aos participantes no encontro de polticos catlicos Bogot, Dezembro-2017).

fundamental, portanto, conhecer e avaliar as propostas e a vida dos candida-tos, procurando identifi car com clareza os interesses subjacentes a cada candi-datura. A campanha eleitoral torna-se, assim, oportunidade para os candidatos revelarem seu pensamento sobre o Brasil que queremos construir. No merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e no assumem

o bem comum como sua meta, nem os que propem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade. So igualmente reprovveis candidaturas motivadas pela busca do foro privilegiado e outras vantagens.

Reafi rmamos que