Profit Monitor

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Revista sobre lucratividade de cartoes

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  • 1Estudo sobre

    Rentabilidade

    dos Cartes

  • Expectativa dos agentes com relao ao

    desenrolar dos impactos da crise: inadimplncia

    deve crescer ainda mais - aumento do

    desemprego e queda da renda.

    Atenuantes: quadro no visto como explosivo e nvel de

    proviso das instituies financeiras considerado adequado

    para fazer frente aos novos calotes.

    Bancos acreditam que volume de parcelas em atrasos acima de

    90 dias poder chegar a 5,4% este ano (j foi 5,7% em set/00 e

    hoje est em 4,8%).

    Antes mesmo do agravamento da crise, volume de atrasos j

    estava mais alto do que no ano anterior - ao longo de todo ano

    de 2008, dados andaram acima de 2007 e agora esto acima

    dos nmeros do ano passado.

    Elevao dos atrasos ainda no decorre de queda da renda ou

    do emprego - mais pelo susto das pessoas com a crise.

    Distoro no fator estatstico: queda na concesso - com

    diminuio do estoque, aumenta relativamente a parcela em

    atraso em relao ao crdito pago em dia.

    Outra questo que agrava a tendncia: processo de cobrana

    est menos flexvel.

    Falando de Crdito Fernando Manfio -WitRisk

  • A expectativa que o mercado fique mais conservador em 2009. Por parte das instituies

    financeiras so fortes as tendncias de diminuir o ritmo das novas concesses de

    crdito, manter o spread da taxa de juros em nveis elevados e diminuir os prazos nas

    operaes de crdito. Pelo lado do consumidor, o medo do desemprego e o no aumento

    do salrio diminui demanda por novas operaes de crdito.

    Diante desse quadro e da possvel diminuio no ritmo de crescimento das operaes de

    crdito, que tem efeito imediato na economia com a diminuio da demanda

    interna, trazendo conseqncias negativas para o varejo e a indstria, o governo vem

    estudando medidas para estimular o mercado de crdito, baixar o spread bancrio e

    controlar a inadimplncia.

    No final de 2008, j foram liberados recursos do depsito compulsrio para dar liquidez ao

    mercado e destravar o crdito. Agora, temas como a aprovao do projeto do Cadastro

    Positivo e a regulamentao do mercado de cartes de crdito voltaram pauta do governo.

    Atravs do Cadastro Positivo, pode-se conhecer o comportamento do consumidor em

    relao a adimplncia de suas dvidas, consegue-se separar os bons dos maus

    pagadores, beneficiando os primeiros com melhores taxas de juros e facilidades na

    aprovao de novos financiamentos de bens e servios. Assim, acredita-se que a

    implantao do cadastro positivo propiciar uma queda no spread bancrio e um aumento

    na qualidade do crdito concedido, diminuindo os nveis de inadimplncia. Porm, a deciso

    de aprovar o crdito continua sendo do gestor de crdito, que pode tomar decises no s

    baseadas em informaes objetivas, que o que o Cadastro Positivo fornece, mas tambm

    em outras variveis, como a necessidade de cumprimento de metas de liberao de crdito

    para a instituio, comprometendo a qualidade do crdito concedido. Vide o mercado

    americano, que possui cadastro de compartilhamento de comportamento de crdito, mas

    no foi capaz de evitar a crise do sub-prime.

    Em relao regulamentao do mercado de cartes ainda no h informaes de como

    ser realizada. O governo formou grupo para estudar o tema. O que se pretende conhecer

    melhor o mercado de cartes e diminuir as taxas de juros praticadas.

    5

    Mercado de Crdito

  • O saldo total de crdito no sistema financeiro vem, desde outubro de 2008, apresentando

    um ritmo menor de crescimento. Em janeiro desse ano, o saldo apresentou aumento de

    30,1% em relao a janeiro de 2007, fechando com valor de R$ 1,23 trilho.

    O saldo de crdito de Pessoas Jurdicas aumentou 33,4% em janeiro, na comparao com

    janeiro de 2007. Porm, houve queda no ms de 0,5%. O saldo fechou no valor de R$ 769,5

    bilhes.

    J a carteira de Pessoas Fsicas apresentou crescimento de 25%, fechando com saldo de

    R$ 460,3 bilhes.

    O que se observou no mercado de crdito a partir de setembro de 2008 foi a queda nas

    novas concesses de crdito, quando comparadas com o mesmo ms do ano anterior, que

    refletiu no saldo por razo da queda do ritmo de crescimento. No grfico abaixo est a

    evoluo das novas concesses com recursos livres* comparada com o mesmo perodo do

    ano anterior.

    Saldo de Crdito Total

    945 960 993 1.0181.045 1.068 1.086 1.110

    1.153 1.185 1.208 1.227 1.230

    28,0% 28,2%

    31,1% 31,0%32,4% 33,5% 32,8% 31,8%

    34,4% 34,4%

    32,7%31,1%

    30,1%

    Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan

    Evoluo do Saldo Total de Crdito (R$ bilhes)

    2008 2009

    Saldo de crdito total (R$ milhes) Crescimento de 12 meses

    -20%

    -10%

    0%

    10%

    20%

    30%

    40%

    Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan

    Total P. Jurdica P. Fsica

    Variao das concesses (em relao ao mesmo perodo do ano anterior)

    * Referenciais para taxa de juros6

  • O conceito do Banco Central de inadimplncia dos cartes considera como base somente

    as operaes do Rotativo, Parcelado com Juros e Saques. Assim sendo, para o clculo do

    percentual em atraso acima de 90 dias, divide-se o valor total em atraso pela base das

    operaes citadas (rotativo + parcelado com juros + saques). Neste conceito, o percentual

    em atraso acima de 90 dias em janeiro/2009 era de 27,9%.

    Se incluirmos na base do clculo as operaes de parcelado sem juros e compras vista

    ainda no vencidas, a inadimplncia acima de 90 dias cai para o valor de 8,5% em janeiro

    de 2009. este o conceito que utilizamos nesse relatrio. o mesmo conceito utilizado

    pela ABECS, em seu release sobre Crdito e Inadimplncia (26/05/2008).

    Com esse ajuste, o saldo total de crdito na modalidade carto fechou janeiro de 2009 em

    R$ 75,1 bilhes, que o mesmo valor mencionado em reportagem de capa do Jornal Valor

    Econmico de 18/03/2009.

    Fonte:BC

    Carto de Crdito

    9

    10

    11

    12

    13

    14

    Jan 08 Jul 08 Jan 09

    Concesses - R$ bilhes

    50

    55

    60

    65

    70

    75

    80

    Jan 08 Jul 08 Jan 09

    Saldo - R$ bilhes

    8,0

    8,2

    8,4

    8,6

    8,8

    9,0

    9,2

    Jan 08 Jul 08 Jan 09

    Inadimplncia - % carteira

    25

    28

    31

    34

    37

    40

    Jan 08 Jul 08 Jan 09

    Prazo mdio - dias corridos

    Carto de Crdito

  • Francisco Valim

    Presidente da Serasa

    A atividade do comrcio varejista nacional cresceu 3,9% em fevereiro, na comparao com o mesmo ms

    de 2008. O setor, no entanto, vem crescendo em menor ritmo. o que revela o Indicador Serasa

    Experian de Atividade do Comrcio, lanado hoje pela Serasa Experian. Em janeiro deste ano a alta foi

    de 5,1% em relao a janeiro de 2008. Na relao dezembro 2008/2007, o varejo havia registrado

    crescimento de 7,5%.

    O novo ndice, que ser mensal, aponta que no primeiro bimestre de 2009 a atividade varejista, medida

    pelas consultas do setor base de dados da Serasa Experian cresceram 4,5% sobre o mesmo perodo

    de 2008.

    De acordo com o indicador da Serasa Experian, maior empresa do Brasil em pesquisas, informaes e

    anlises econmico-financeiras para apoiar decises de crdito e negcios, a alta da atividade comercial

    no primeiro bimestre de 2009 foi caracterizada pelo crescimento de 8,6% nas lojas de eletroeletrnicos,

    mveis e informtica, seguido por combustveis/lubrificantes, que teve alta de 6,1%, e veculos e motos e

    peas, com crescimento de 5,9%. Na variao acumulada de 2009, os hipermercados, supermercados e

    o varejo de alimentos e bebidas, cresceram 2,6%. J as lojas de material de construo tiveram uma

    queda 8,8%. Vesturios e calados tambm apresentaram queda, -2,8%, no perodo.

    Lanamento

    A Serasa Experian lanou em 26 de maro de 2009, o Indicador Serasa Experian de Atividade do

    Comrcio, que vai analisar eventos ocorridos em todo o Brasil e refletir a evoluo da atividade do

    comrcio varejista em mbito nacional. O indicador considera as consultas registradas base de dados

    da Serasa Experian de aproximadamente 6.000 empresas comerciais.

    O ponto de partida e ferramental exclusivo o banco de dados da Serasa Experian, uma das maiores

    empresas do mundo em informaes e anlises econmico-financeiras para apoiar decises de crdito e

    negcios. A Serasa Experian a nica organizao do Brasil que tem registros de todos os segmentos

    econmicos do pas.

    Com a metodologia de clculo do PIB, apresentada pelo IBGE em 2007, o comrcio passou a ser,

    individualmente, o setor com maior participao na gerao do valor adicionado da economia brasileira,

    respondendo por 11% e, neste sentido, de fundamental importncia que se disponha de mais

    indicadores, destinados a mensurar com preciso, robustez e presteza a evoluo deste importante setor

    da atividade econmica do pas. O novo indicador da Serasa Experian ter periodicidade mensal.

    Com mais este referencial, a Serasa Experian cumpre sua importante funo de prover, a todo o pblico interessado, informaes que permitam avaliar o ritmo dos negcios no pas, afirma Francisco Valim.

    Em maro, a Serasa Experian lanou outros dois ndices: o Indicador Serasa Experian da Demanda do

    Consumidor por Crdito e o Indicador Serasa Experian da Demanda das Empresas por Crdito. Estes e

    mais o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comrcio nascem sob a marca Serasa Experian, que

    conjuga a fora do nome Serasa no mercado brasileiro com a li