R&C Germen 2012

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Relatrio e Contas 2012 - Germen

Text of R&C Germen 2012

  • RELATRIO E CONTAS2012

  • 3NDICEMensagem do Presidente

    Orgos Sociais

    Relatrio de Gesto

    Anexo ao Relatrio de Gesto

    Balano

    Demonstrao de Resultados por Naturezas

    Demonstrao de Alteraes no Capital Prprio

    Demonstrao de Fluxos de Caixa

    Notas s Demonstraes Financeiras

    Certificao Legal de Contas

    Relatrio e Parecer do Conselho Fiscal

    05

    07

    09

    17

    19

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    rgulhamo-nos de vos comunicar que 2012 foi um ano de desafios exigentes, os quais foram superados com distino!

    Para 2013 temos como ambio metas ainda mais exigentes para alcanar e, nesse sentido, centramo-nos nas necessidades dos nossos Clientes e Parceiros, desenvolvendo uma oferta de produtos inovadores, que acrescentem valor aos nossos negcios.

    Uma especial nota de agradecimento aos nossos Colaboradores que, de forma decisiva, tm contribudo para o crescimento da Germen, e tambm aos Parceiros Financeiros que, ao acreditarem no nosso projecto, tm sido fundamental pilar do nosso desenvolvimento.

    Diogo Abreu Teixeira

    O

    MENSAGEM DO PRESIDENTE

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    ORGOS SOCIAIS

    Mesa da Assembleia-geral

    Presidente: Carlos Manuel Pina dos Reis Novais

    Secretrios: Manuel Matos Jcome Ramos Gonalo Nuno de Abreu Teixeira A. Oliveira

    Conselho de Administrao

    Presidente: Diogo Jos Jcome Abreu Teixeira

    Vogais: Lus Manuel Matos da Silva Ramos Maria de La Salette C. Jcome de Abreu Teixeira

    Conselho Fiscal

    Presidente: Jos Rodrigues de Jesus

    R.O.C.: Antnio Magalhes & Carlos Santos, S.R.O.C., representada por: Antnio Monteiro de Magalhes Adlio de Oliveira Macedo - suplente

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  • RELATRIO E CONTAS 2012 9

    s mercados em que a Germen actua comportaram-se de forma distinta ao longo do ano de 2012. Enquanto que

    em Portugal e na Unio Europeia as vendas se mantiveram rela-tivamente estveis, confirmando o comportamento pouco cclico do sector moageiro, em frica as vendas aumentaram bastante em relao ao ano anterior.

    Em 2012, a economia portuguesa contraiu-se em termos reais em 3,2%. Esta performance do PIB revelou-se em linha com as previses realizadas no incio do ano, embora a repartio do contributo da procura tenha evoludo de forma diferente da esperada. A retraco da procura interna foi maior que a prevista, sobretudo ao nvel do consumo privado; enquanto que as exportaes tiveram um maior contributo positivo para o PIB, devido a um crescimento das expor-taes para os mercados extra-comunitrios maior do que o estimado.

    A retraco no consumo privado deveu-se a trs principais facto-res. Por um lado, a subida do desemprego, que ter terminado o ano acima de 16%. Por outro lado, uma alterao dos padres de consumo, decorrentes do aumento do IVA, com as famlias a foca-rem a sua despesa de consumo em bens mais acessveis e a reduzi-rem o volume de despesa em servios considerados no essenciais. Tambm a procura de bens de consumo duradouro, em especial de veculos automveis, registou uma contraco bastante pronuncia-da. Finalmente, as famlias aumentaram a poupana por precau-o, mesmo considerada a reduo do rendimento disponvel que ocorreu. O aumento do desemprego e os receios de agravamentos fiscais explicam a moderao observada a nvel do consumo.

    O investimento reduziu-se em 13,7% em 2012, sobretudo ao nvel da despesa de capital em construo, afectada pela diminuio de actividade verificada no segmento residencial e nas obras pblicas.

    As exportaes continuaram a ser o motor da economia em 2012, tendo alguma desacelerao verificada nas exportaes destinadas Europa sido compensada pelo aumento de exportaes para mercados extra-comunitrios (Angola, China, Brasil e Rssia, por exemplo).

    A economia portuguesa apresentou uma Capacidade Lquida de Financiamento em 2012 de 0,4% do PIB (Necessidade de Finan-ciamento de 5,6% no ano anterior). Esta evoluo positiva deveu--se, sobretudo, reduo do dfice comercial, que se fixou em apenas -0,5% do PIB, valor histricamente baixo.

    Composio da variao em volume do PIB

    Taxa de variao anual (%)

    2008 2009 2010 2011 2012

    Procura Interna 0,8 -3,3 1,8 -5,8 -6,8

    Exportaes -0,1 -10,9 10,2 7,2 3,3

    Importaes 2,3 -10,0 8,0 -5,9 -6,9

    PIB 0,0 -2,9 1,9 -1,6 -3,2

    O ano de 2012 foi para a Germen Moagem de Cereais S.A., o primeiro ano de implementao de um Plano Estratgico de Crescimento delineado ao longo do ltimo trimestre de 2011. Com o apoio de uma equipa de consultores externos, foi possvel iniciar um processo de reposicionamento estratgico com o objectivo de optimizar a actividade e performance da empresa.

    RELATRIO DE GESTO

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    R E L AT R I O D E G E S T O

    Tal como em Portugal, na Germen, o peso das exportaes no total de vendas tem vindo a aumentar de forma progressiva e sustentada, fruto da aposta da empresa nas exportaes ao abrigo do Plano Es-tratgico de Crescimento.

    A ttulo de exemplo da importncia das exportaes para a Germen, em 2012, mais de 50% da produo total de farinhas de arroz, pro-duto de elevado valor acrescentado, foi canalizada para satisfazer as crescentes exportaes para a Unio Europeia.

    As exportaes da Germen caracterizam-se por terem menor risco de crdito que as demais vendas e um prazo mdio de recebimento subs-tancialmente menor, consumindo dessa forma menos fundo de maneio.

    Para 2013 estima-se uma manuteno dos nveis de vendas em Por-tugal e Unio Europeia e um aumento significativo das exportaes, tendo em conta contratos de fornecimento j firmados.

    O departamento de Concepo & Desenvolvimento da Germen re-viu em 2012 a formulao da sua gama de produtos de panificao de maior valor acrescentado, conseguindo melhorar o seu desempenho e reduzir ligeiramente o seu custo de produo, o que contribuiu para melhorar a margem bruta do negcio.

    A actuao comercial da Germen no mercado foi ajustada em 2012, tendo em vista um aumento de vendas a clientes relativamente mais

    atractivos do ponto de vista da margem bruta, com menor risco de crdito e menor consumo de fundo de maneio.

    Reforou-se tambm o servio comercial prestado aos clientes, so-bretudo ao nvel das exportaes, onde se conseguiu dar um maior apoio tcnico aos clientes panificadores e simultneamente dar a conhecer produtos de maior valor acrescentado que a Germen produz, em complemento dos produtos mais tradicionais.

    A Germen esteve presente ao longo de 2012 em vrias feiras, criando dessa forma condies para dinamizar as suas exportaes.

    Ao nvel dos mercados de matrias-primas, nomeadamente do tri-go panificvel francs (MATIF), referncia para o sector, verificou--se uma subida no preo superior a 20% em 2012. Esta variao teve por base uma colheita inferior esperada em ambos os hemis-frios, que conduziu a um aumento dos preos a partir do terceiro trimestre de 2012.

    Para 2013 estima-se uma manuteno dos nveis de

    vendas em Portugal e Unio Europeia e um aumento significativo das exportaes, tendo em conta

    contratos de fornecimento j firmados.

    Peso das exportaes nas vendas totais de farinhas

    5%

    10%

    15%

    20%

    Dez-11 Jan-12 Fev-12 Mar-12 Abr-12 Mai-12 Jun-12 Jul-12 Ago-12 Set-12 Out-12 Nov-12 Dez-12 Jan-13 Fev-13 Mar-13

    Peso

    (E)

  • 11RELATRIO E CONTAS 2012

    Ao abrigo do Plano Estratgico de Crescimento, foram adoptadas pr-ticas internas na compra de matria-prima que visam minimizar os efeitos destas variaes de preos, focando-se a empresa na estabilidade da contribuio efectiva (margem) por tonelada de produto vendida.

    Do ponto de vista fabril, foram feitos investimentos de reposio e adaptao da capacidade instalada, no se considerando ser necessrio, de momento, maior investimento, dado que a fbrica da Senhora da Hora hoje uma das maiores e mais modernas moagens em Portugal.

    O forte investimento na ltima dcada na modernizao fabril con-duziu a que a fbrica seja hoje bastante polivalente, moendo nas suas trs linhas de produo independentes trigo, centeio e arroz, o que lhe permite produzir produtos de elevado valor acrescentado como farinha de arroz sem glten ou farinhas obtidas a partir de trigos especialmen-te seleccionados para alimentao infantil. Este tipo de produtos exige

    muitas vezes um processo de produo integrado e controlado logo a partir do cultivo da matria-prima, o que s possvel implementar graas a parcerias da Germen com agricultores portugueses.

    De salientar tambm as parcerias com os clientes deste tipo de produtos, na sua maioria multinacionais do ramo alimentar, que permitem a trans-misso de know-how e tecnologia de ponta para a Germen, que dessa for-ma tem capacidade para produzir produtos alimentares mais saudveis, indo ao encontro das necessidades de nichos de mercado mais exigentes.

    De entre os investimentos realizados, de referir a adaptao do armazm por forma a comportar o aumento exponencial que se ve-rificou na expedio de contentores, fruto sobretudo do aumento das exportaes para frica.

    Em 2012, todas as certificaes da Germen foram renovadas:

    Certificao Referencial Entidade Certificadora

    Sistemas de Gesto da Qualidade e Segurana Alimentar British retail consortium SAI GLOBAL

    Sistemas de Gesto da Qualidade e Segurana Alimentar ISO 22000 APCER

    Sistemas de Gesto de Qualidade ISO 9001 APCER

    Sistemas de Gesto de Qualidade em Laboratrios de Ensaios NP EN ISO/IEC 17025 IPAC

    Certificaes renovadas

    MATIF Trigo Panificvel Francs, 2012 / ton

    150

    200

    250

    300

    Dez-11 Jan-12 Fev-12 Mar-12 Abr-12 Mai-12 Jun-12 Jul-12 Ago-12 Set-12 Out-12 Nov-12 Dez-12 Jan-13 Fev-