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REQUERIMENTO DE APENSAÇÃO A Sociedade Pereira da Silva e Associados, em representação da Associação dos Taxistas de Capital, com o NIPC nº 162 261 621, com sede na Rua Assunção Braga nº 9, Código Postal 1008-222, Capital, foi citada enquanto contra-interessada no processo nº xx1/15 e no processo nº xx2/15. Em ambos os processos há identidade das partes e identidade do objeto do processo, pelo que se requer a apensação do processo nº xx2/15 ao processo nº xx1/15. Capital, 22 de novembro de 2015 Ana Carolina Fernandes Carolina Cabral Gonçalo Faria Gonçalo Antunes Luís João Costa Rita Barros (Sociedade Pereira da Silva, Antunes e Associados)

REQUERIMENTO DE APENSAÇÃO · REQUERIMENTO DE APENSAÇÃO A Sociedade Pereira da Silva e Associados, ... Afirma-se, depois, no articulado da contraparte que o Regulamento em causa

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REQUERIMENTO DE APENSAÇÃO

A Sociedade Pereira da Silva e Associados, em representação da Associação dos

Taxistas de Capital, com o NIPC nº 162 261 621, com sede na Rua Assunção Braga nº 9,

Código Postal 1008-222, Capital, foi citada enquanto contra-interessada no processo nº

xx1/15 e no processo nº xx2/15. Em ambos os processos há identidade das partes e

identidade do objeto do processo, pelo que se requer a apensação do processo nº xx2/15

ao processo nº xx1/15.

Capital, 22 de novembro de 2015

Ana Carolina Fernandes

Carolina Cabral

Gonçalo Faria

Gonçalo Antunes Luís

João Costa

Rita Barros

(Sociedade Pereira da Silva, Antunes e Associados)

Processo nº: xx1/15

Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito

do Tribunal Administrativo de Círculo de Capital

A Associação dos Taxistas de Capital, com sede na Rua Assunção Braga, nº9, 1008-

222, Capital, com o NIPC nº 162 261 621, contra-interessados no processo que opõe

Como autores,

A Associação de Empresários “Tuk Tuk Who’s There”, com sede na Rua Francisco

Baltazar, nº2, 1020-022, Lisboa, NIPC nº 767 887 789, e

A Empresa Tuk Tuks Luso Verdinhos, Lda., NIPC nº 123 456 78, com sede na Av. Al

Gore, nº7, 1º Dto., 1000-134, Capital

Ao Réu,

Município de Capital, Praça do Município, 1149-014, Capital

Vem deduzir a sua contestação às petições iniciais intentadas.

Das exceções dilatórias da petição nº xx1/15:

Os Tribunais Administrativos e Fiscais estão organizados em três órgãos de jurisdição: O

Supremo Tribunal Administrativo, os tribunais centrais administrativos e os tribunais de

círculo e tribunais tributários como dispõe o artigo 8º do Estatuto dos Tribunais

Administrativos e Fiscais (em diante ETAF).

2.º

O quadro das competências dos diferentes tribunais é definido em função do nível

hierárquico em que eles se encontram colocados: assim, o ETAF estabelece o quadro das

competências dos Tribunais Administrativos de Círculo (em diante TAC) no seu art. 44º.

Assim, cabe aos TAC conhecer, em primeira instância, de todos os processos do âmbito

da jurisdição administrativa e fiscal.

Como consta do artigo 20º/1 do CPTA, os processos respeitantes à prática ou à omissão

de normas e de atos administrativos das regiões autónomas e autarquias locais, são

intentados no tribunal da área da sede da entidade demandada.

A área da sede da entidade demandada é em Capital, logo a ação devia ter sido instaurada

no TAC da Capital.

A preterição das regras relativas à competência territorial, determinam a incompetência

relativa do tribunal em questão, devendo o processo ser remetido para o tribunal

competente, nos termos dos artigos 14º/1 e 111º/3 do Código de Processo Civil (em diante

CPC).

Decorre do art. 10º do CPTA que cada “(…) ação deve ser proposta contra a outra parte

na relação material controvertida e, quando for caso disso, contra as pessoas ou entidades

titulares de interesses contrapostos aos do autor …” (nº 1) sendo que quando “(…) a ação

tenha por objeto a ação ou omissão de uma entidade pública, parte demandada é a pessoa

coletiva de direito público …” (nº 2).

Como é sabido, a legitimidade passiva caberá, em principio, à parte que seja titular do

dever na relação material controvertida, em regra, um pessoa coletiva pública, e também

aos terceiros contra-interessados, enquanto prejudicados diretos com a procedência do

pedido.

O Município de Lisboa não é parte na relação material controvertida, não tendo interesse

em contradizer as petições intentadas.

10º

A ilegitimidade passiva, de acordo com o 89º/ 2 e 4 al. e) do CPTA, constitui uma

exceção dilatória de conhecimento oficioso, dando lugar a absolvição do réu da instância.

Das exceções dilatórias da petição nº xx2/15:

11º

A falta de indicação de algum dos elementos indicados no art. 78º/2 do CPTA, determina

a recusa do recebimento da petição pela secretaria, nos termos do art. 80º/1, al. c) do

mesmo diploma;

12º

O domicilio da sede da “Associação de Taxistas da Capital” é na Rua Assunção Braga,

nº9, 1008-222, Lisboa. (Anexo 7)

13º

Na falta dessa recusa, deve ser proferido despacho de aperfeiçoamento, convidando os

autores a corrigir a irregularidade do articulado (art. 88º/2 do CPTA);

14º

A falta de correção das irregularidades do articulado em cumprimento daquele despacho

de aperfeiçoamento, impede o prosseguimento do processo e determina absolvição da

instância (art. 88º/2 e 4 do CPTA).

Da impugnação:

15º

Ao contrário do que é alegado pelos autores da Petição Inicial (em diante PI) nº xx1/15,

a competência para regular o objeto do despacho impugnado pelos autores, isto é, as

condições de circulação dos triciclos ou ciclomotores afetos à atividade de animação

turística, não é do governo, mas sim da autarquia, nomeadamente da Câmara Municipal

de Capital, de acordo com as alineas qq) e rr) do 33º/1 do Regime das Autarquias

Locais (Lei n.º 75/2013, de 12 de Setembro), sendo esta lei a norma habilitante para a

actividade administrativa posta em causa neste processo.

16º

Dentro Domínio Público Municipal, está inequivocamente incluido o domínio público

estradal.

17º

E ao contrário do que é alegado pelos autores da PI nº xx2/15, estas competências foram

delegadas ao Presidente da Câmara de Capital, tendo o procedimento de delegação de

poderes decorrido conforme o disposto nos artigos 44º e 45º do CPA e o disposto nos

artigos 33º/1, alíneas qq) e rr) e 34º/1 do Regime das Autarquias Locais, respeitando-se o

princípio da legalidade.

18º

A delegação de poderes permite ao presidente de um órgão colegial o exercício de poderes

que pertencem a este último.

19º

A deliberação da Câmara de Capital que determinou a delegação de poderes e

correspondente reunião respeitaram o disposto nos artigos 25º, 29º, 32º e 34º do CPA

(anexo 7).

20º

Como alegado pelos autores da PI nº xx2/15, o início do procedimento administrativo foi

publicitado no sítio da internet do Munícipio de Capital, onde foram abertas as inscrições

para constituição como interessados (anexos 3 e 6), respeitando-se aqui o imperativo do

artigo 99º/1 do CPA.

21º

Mais tarde foi também no sítio da internet do Múnicipio de Capital disponibilizado o

projecto de despacho, em que já estava presente a fundamentação do procedimento,

respeitando o disposto no artigo 99º do CPA, ao contrário do que é alegado pelos autores

da PI nº xx1/15 (anexo 4).

22º

No entanto, se é verdade que foram abertas inscrições para a constituição como

interessados, também é verdade que, posteriormente, os órgãos competentes do

Município dispensaram a audiência prévia dos interessados, por considerarem o número

de interessados demasiado elevado, submetendo o projecto de despacho a consulta

pública, nos termos do art. 101º/1 CPA, e respeitando o disposto no artigos 100º/3 al. c)

e 124º/1 al. d) do mesmo diploma (anexo 4).

23º

A Associação dos taxistas de Capital, como todos aqueles realmente interessados em

expressar-se no procedimento administrativo em questão, enviou por escrito as suas

sugestões na matéria.

24º

Assim, o despacho nº 024/2015 do Presidente da Câmara de Capital não padece de

quaisquer vícios procedimentais, não se verificando aqui a sua ilegalidade.

25º

Mais, o despacho nº 024/2015, tal como o Despacho 2378/2015, como resultam do que é

apresentado em anexo pelo autor da PI nº xx1/15 não podem ser considerados, na medida

em que ambos se tratam de uma extravagante e óbvia falsificação: observe-se a básica

técnica de elaboração de normas do despacho nº 024/2015 e o facto do Despacho

2378/2015, de Setembro de 2015 vir publicar o Despacho 024/2015, também de Setembro

de 2015, em Diário da República de Janeiro do mesmo ano (8 meses antes).

26º

Daqui resulta clara a litigância de má fé do autor da PI nº xx1/15, que age

conscientemente, com dolo, de forma manifestamente reprovável, com o fim de

entorpecer a acção da Justiça, retirando-se conclusões dos despachos apresentados pelo

autor que não poderiam ser retiradas dos despachos verdadeiros.

27º

Afirma-se, depois, no articulado da contraparte que o Regulamento em causa viola uma

série de princípios do Direito Administrativo, pelos quais a Administração Pública se

deveria pautar. Nomeadamente, alegam os autores desta ação que o Regulamento não

prossegue o interesse público, não é imparcial nem cumpre os requisitos do princípio da

proporcionalidade e da igualdade.

28º

O artigo 266º/1 da Constituição da República Portuguesa (em diante CRP) bem como o

artigo 4º do Código de Procedimento Administrativo (em diante CPA), impelem à

Administração Pública a tarefa da prossecução do interesse público, ainda que, e sempre,

com respeito pelos direitos e interesses dos particulares.

29º

A afirmação dos autores de que o Regulamento viola este princípio e apenas atende aos

interesses privados da Associação dos Taxistas de Capital não pode proceder. A Câmara

Municipal de Capital, ao regulamentar esta questão, pretendeu proteger inúmeros

interesses que estavam a ser postos em causa pelos autores.

30º

Desde logo o direito dos moradores à integridade física, nomeadamente o seu direito ao

repouso, que estava a ser lesado pela confusão e barulho criados pelos autores nas zonas

residenciais de Alto Bairro, Alfombra, Castelinho e Mau Maria.

31º

Houve, também, uma preocupação em proteger os hábitos locais, das populações dessas

mesmas freguesias, na medida em que os próprios se pronunciaram contra a circulação

deste tipo de veículos perto das suas casas e estabelecimentos comerciais (anexo 2).

32º

Foi ainda tomada como relevante a proteção do ambiente das referidas áreas, por se

considerarem zonas turísticas, que para manterem a sua atratividade não podem estar

poluídas, sujas e descaracterizadas por este tipo de veículos, cuja ligação cultural com a

História do Município de Capital não existe, visto tratarem-se de uma realidade importada

do estrangeiro.

33º

No que toca à violação do princípio da imparcialidade, que está consagrada nos artigos

266º/2 da CRP e 9º do CPA, vem refutar-se que tenha havido qualquer tratamento especial

ou privilégio injustificado à Associação dos Taxistas de Capital, na medida em que estes

receberam o mesmo tratamento, interesse e cuidado por parte da Administração Pública,

que todas as outras entidades que se constituíram devidamente como interessadas no

procedimento regulamentar e vieram expressar-se em sede de consulta pública..

34º

E pode dizer-se mais: entre a lista de interessados notificados e ouvidos em consulta

pública, no âmbito do procedimento regulamentar do qual resultou o Regulamento

impugnado pelos autores, constam entidades suas concorrentes diretas, nomeadamente

outras empresas de Tuk Tuk’s.

35º

Estas foram ouvidas pela Administração Pública e as suas opiniões consideradas com a

devida objetividade.

36º

No que diz respeito à violação do princípio da proporcionalidade (arts. 266º/2 da CRP e

7º do CPA), também a alegação é de desconsiderar. Como é sabido, este princípio tem

três vertentes.

37º

A primeira vertente, da adequação, obriga a que o meio utilizado pela Administração

tenha de ser adequado ao fim a que se destina. Ora proibir a circulação destes veículos

nas zonas do Alto Bairro, Alfombra e Castelinho é adequado a reduzir a poluição, o ruído

e a impedir a intromissão nos hábitos locais dessas mesmas áreas históricas de residência.

38º

A segunda vertente, da proporcionalidade stricto sensu, obriga a que as vantagens

conseguidas com a atuação administrativa superem os danos que causam. Ora está aqui

em causa valorar danos meramente patrimoniais de certos particulares como

prevalecentes sobre danos físicos, morais e ambientais dos cidadãos moradores e

apreciadores daquelas zonas da Cidade de Capital.

39º

A terceira vertente, da necessidade, obriga a que o meio utilizado pela Administração

seja, de entre os adequados, o menos lesivo para os particulares afetados. É precisamente

esta vertente que os autores alegam ter sido desrespeitada.

40º

Ora não existia outro meio, menos lesivo, para prevenir as intromissões e os danos que

estavam a ocorrer antes da vigência do Regulamento. Proibir a circulação deste tipo de

veículos era a única forma adequada de proteger os cidadãos moradores, os marcos

históricos, o ambiente e os hábitos locais.

41º

Por fim quanto à violação do princípio da igualdade, é evidente que estão em causa

realidades completamente distintas e este mesmo princípio implica um tratamento

diferenciado do que é desigual.

42º

Os táxis são visivelmente menos ruidosos e enformam um meio de transporte mais seguro

que os Tuk Tuks.

43º

Os taxistas têm maior formação profissional e cultural que os condutores de Tuk Tuks.

44º

Os táxis estão pacificamente inseridos na realidade histórico-cultural do Município de

Capital e nos hábitos locais dos residentes, ao contrário dos Tuk Tuks.

45º

A descaracterização do centro histórico do Município de Capital, causada pela presença

constante de Tuk Tuks nas vias públicas, preocupa os munícipes (anexo 2).

46º

O ruído dos Tuk Tuks incomoda os moradores das inúmeras freguesias de Capital (anexo

2).

47º

Os Tuk Tuks da Associação de Empresários “Tuk Tuk Who’s There?” não são desejados

pelos munícipes de Capital devido ao seu ruído, falta de segurança e desconformidade

com a sua realidade cultural.

48º

Os Tuk Tuks da empresa “Tuk Tuks Luso-Verdinhos, Lda.” não são desejados pelos

munícipes de Capital dada a descaracterização cultural que a sua presença acarreta.

49º

Daqui se infere que os Tuk Tuks são uma realidade distinta dos táxis, justificando portanto

um tratamento distinto pela Câmara Municipal de Capital.

50º

A ser assim, não devem proceder aqui as alegações dos autores acerca da violação de

princípios fundamentais do Direito Administrativo, pela simples razão de que tais

violações não existiram.

51º

E pelo que ficou dito também não pode ser considerado procedente o pedido subsidiário

formulado pelos autores da PI nº xx2/15, na medida em que tanto os Tuk Tuks ecológicos

como os não ecológicos perturbam os hábitos locais e a cultura do Município de Capital,

não se justificando um tratamento diferenciado para cada um deles.

52º

Os autores alegam ainda, neste âmbito, uma colisão de direitos, afirmando que a

ponderação deve dar prevalência aos seu direito à iniciativa económica privada, sobre o

direito à integridade física dos moradores.

53º

Existindo colisão de direitos, aplica-se o artigo 335º do Código Civil (em diante CC): “se

os direitos forem desiguais ou de espécie diferente, prevalece o que deve considerar-se

superior”.

54º

Ao vedar o acesso destes veículos às zonas do Alto Bairro, Alfombra e Castelinho,

diminui-se a poluição sonora e, consequentemente, defende-se o direito ao repouso dos

habitantes destes bairros, cuja população é maioritariamente idosa.

55º

O Presidente da Câmara consultou os Presidentes das Juntas de Freguesia e vários

moradores, tendo a grande maioria dos residentes feito queixas em relação ao ruído que

estes veículos fazem, havendo um inquérito que demonstra isso mesmo (anexo 2).

56º

O direito ao repouso, à tranquilidade e ao sono inserem-se no direito à integridade física,

no direito à saúde e no direito à qualidade de vida, que são direitos fundamentais,

consagrados nos artigos 25º/1, 64º/1 e 66º/1 da CRP, figurando nos Direitos, Liberdades

e Garantias ou como direitos de natureza análoga (artigo 17º CRP).

57º

Em relação aos Tuk Tuks, pode colocar-se em causa um direito à iniciativa económica

privada, também de cariz constitucional (artigo 61º/1 da CRP).

58º

Ora, a maioria da jurisprudência, ao contrário do alegado pelos autores, tende a dar

prevalência ao direito ao repouso, pois temos “de um lado, um direito à integridade física,

à saúde, ao repouso, ao sono, e, de outro lado, um direito de propriedade (art. 62º/1 da

CRP) ou, se se quiser, um direito à iniciativa privada (art. 61º/1 da CRP) e afigura-se-nos

que o primeiro, que goza da plenitude do regime dos direitos, liberdades e garantias (art.

19º/6 da CRP), é de espécie e de valor superior aos segundos, os quais são direitos

fundamentais que apenas beneficiam do regime material dos direitos, liberdades e

garantias” – Jorge Miranda, obra citada, páginas 145 e 146; J. J. Gomes Canotilho, obra

citada, 538, in Acórdão STJ de 28/11/1994.

59º

Também a alegação de que os Tuk Tuks são os únicos veículos que circulam nessas zonas

de cidade não corresponde à verdade.

60º

As referidas zonas de difícil acesso, nomeadamente Alto Bairro, Alfombra, Castelinho e

Mau Maria, são transitáveis, não fossem zonas onde os moradores circulam com meios

convencionais de transporte – os seus automóveis, bem como os táxis.

61º

Além disso os taxistas são condutores profissionais, sujeitos a cursos de formação

profissional certificados por CAP (Certificado de Aptidão Profissional) emitido pelo

Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

62º

Assim, os taxistas possuem a aptidão necessária para circular em zonas de difícil acesso,

não sendo os Tuk Tuks, o único meio de acesso a essas zonas.

63º

Vem-se ainda refutar que a frota de Tuk Tuks dos autores da PI nº xx1/15 não produza

ruído acima do limite legal permitido pelo artigo 2º/1, al. e), 2ª parte da Lei Geral do

Ruído, na medida em que o documentos apresentados como prova não estão em

conformidade com a lei, pois datam já de 2014.

64º

O Decreto-Lei n.º 144/2012, de 11 de julho, alterado pela Declaração de Retificação n.º

44/2012, de 7 de Setembro, regula as inspeções técnicas periódicas, as inspeções para

atribuição de matrícula e as inspeções extraordinárias de veículos a motor e seus

reboques, previstas no artigo 116.º do Código da Estrada (anexo 1)

65º

Dispõe o artigo 107º/2 do Código da Estrada, que “ciclomotor é o veículo dotado de duas

ou três rodas, com uma velocidade máxima, em patamar e por construção, não superior a

45 km/h, e cujo motor:

a) No caso de ciclomotores de duas rodas, tenha cilindrada não superior a 50 cm3,

tratando-se de motor de combustão interna ou cuja potência máxima não exceda 4 kW,

tratando-se de motor elétrico;

b) No caso de ciclomotores de três rodas, tenha cilindrada não superior a 50 cm3,

tratando-se de motor de ignição comandada ou cuja potência máxima não exceda 4 kW,

no caso de outros motores de combustão interna ou de motores elétricos.”

66º

Os Tuk Tuks são, por força do artigo 107º/2 do Código da Estrada, ciclomotores de três

rodas.

67º

Quer os automóveis pesados de passageiros quer os automóveis ligeiros licenciados para

transporte público de passageiros estão sujeitos a inspeção, um ano após a data da

primeira matrícula e, em seguida, anualmente, até perfazerem sete anos; no 8.º ano e

seguintes, semestralmente.

68º

Estes veículos estão sujeitos a uma inspeção mais frequente que os meros automóveis

pesados e que os meros automóveis ligeiros que se justifica por esses automóveis estarem

afetos ao transporte público de passageiros.

69º

Os Tuk Tuks, estão afetos ao transporte público de passageiros mas não estão sujeitos a

um regime diferente dos meros ciclomotores, no que concerne à inspeção.

70º

Aquando da entrada em vigor da legislação que regula a inspeção periódica obrigatória,

o legislador não regulou especificamente a inspeção periódica obrigatória para

ciclomotores de transporte públicos de passageiros porque estes ainda não eram uma

realidade no nosso país, e não porque entendeu que essa categoria de veículos não

necessitava de uma regulação especial.

71º

Há portanto um vazio legal uma vez que a lei apenas regula especificamente a inspeção

periódica obrigatória dos automóveis ligeiros de passageiros e dos automóveis pesados

de passageiros, esquecendo os ciclomotores de transporte público de passageiros.

72º

Da análise da legislação em vigor, infere-se, todavia, que a intenção do legislador é

estabelecer, para todos os transportes públicos de passageiros, regulados pelo Código da

Estrada, a inspeção periódica obrigatória um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente, até perfazerem sete anos; no 8.º ano e seguintes, semestralmente.

73º

Logo devemos fazer uma interpretação extensiva do artigo referido, de modo a que

também os ciclomotores de transporte de passageiros sejam abrangidos por uma inspeção

periódica um ano após a data da primeira matrícula e, em seguida, anualmente, até

perfazerem sete anos; no 8.º ano e seguintes, semestralmente.

74º

Acolhendo essa interpretação, concluímos que as inspeções periódicas obrigatórias da

frota da Associação “Tuk Tuk Who’s There?”, já caducaram uma vez que foram efetuadas

à mais de um ano (anexo 1).

75º

Posto isto, conclui-se que os documentos apresentados não demonstram a conformidade

atual entre as emissões de ruído produzidas pelos Tuk Tuks e o valor do nível sonóro do

ruído global de funcionamento, tal como é exigido pelo artigo 22º do Regulamento Geral

do Ruído-Decreto lei nº 9/2007, de 17 de Janeiro.

76º

Assim sendo, a Associação dos Taxistas de Capital dá por contestadas as alegações dos

autores de ambas as PI’s e vem pedir ao Sr. Meritíssimo que declare os pedidos dos

autores, de acordo com a melhor Justiça, improcedentes.

TESTEMUNHAS:

- Maria da Conceição Barbosa, viúva, residente no bairro do Castelinho, cuja notificação

se requer

- Vitor Ramalho, casado, Presidente da Associação de Taxistas de Capital, cuja

notificação se requer

JUNTA:

- Procuração Forense

- Oposição à Providência Cautelar

- Anexos:

1 – Tabela de Veículos sujeitos a inspeções periódicas, segundo o IMT

2 – Inquérito aos cidadãos moradores

3 – Início do Procedimento Administrativo

4 – Submissão a Consulta Pública e Projeto do Despacho

5 – Despacho

6 – Inscrição para constituição dos interessados

7 – Deliberação da Delegação de Poderes

8 – Comprovativo de Morada

9 – Comprovativo de pagamento das custas judiciais

PROCURAÇÃO FORENSE

ASSOCIAÇÃO DOS TAXISTAS DE CAPITAL

A Associação dos Taxistas de Capital, com o NIPC nº 162 261 621, com sede na

Rua Assunção Braga, nº9, 1008-222, Capital, neste ato representada por Vítor Ramalho,

Presidente da mesma, com poderes para o ato, constitui seus bastantes Mandatários e

Procuradores os Senhores Drs. Ana Carolina Fernandes, com cédula profissional nº 1111

e contribuinte fiscal nº 11111, Carolina Cabral, com cédula profissional nº 2222 e

contribuinte fiscal nº 22222, Gonçalo Faria, com cédula profissional nº 3333 e

contribuinte fiscal nº 33333, Gonçalo Antunes Luís, com cédula profissional nº 4444 e

contribuinte fiscal nº 44444, João Costa, com cédula profissional nº 5555 e contribuinte

fiscal nº 55555 e Rita Barros, com cédula profissional nº 6666 e contribuinte fiscal nº

66666, advogados, todos da Sociedade Pereira da Silva, Antunes e Associados, com

domicílio profissional em Av. Da Capital, nº 39, 1201-233, Capital, a quem confere os

mais amplos poderes forenses gerais, bem como os poderes especiais de representar a

Mandante junto de todas as entidades públicas ou privadas envolvidas no processo de

ação administrativa de impugnação de norma interposto no Tribunal Administrativo de

Círculo de Capital, e de representação junto de quaisquer instituições, organismos ou

entidades públicas, nacionais ou da União Europeia.

Capital, 16 de Novembro de 2015

Vítor Ramalho (Vitor Ramalho)

TRIBUNAL ADMINISTRATIVO DE CÍRCULO DE CAPITAL

Exmo. Sr. Dr. Juiz do Tribunal

Administrativo e Fiscal de Círculo de Capital

A Associação dos Taxistas de Capital, com o NIPC nº 162 261 621, com sede na Rua

Assunção Braga, nº9, 1008-222, Capital, contra-interessados no processo que opõe,

Como autora, Empresa Tuk Tuks-Verdinhos, Lda. Pessoa colectiva número 12345678,

com sede na Avenida Al Gore, nº7, 1º DT, 1000-134 Capital,

ao Município de Capital Praça do Município, 1149-014, Capital,

vem deduzir a sua

Oposição à providência cautelar,

O que faz nos termos e com fundamentos seguintes:

DOS FACTOS

Na sequência da emissão do despacho pelo Senhor Presidente da Câmara, os Tuk Tuks

foram proibidos de circular nas zonas do Alto Bairro, Alfombra e o Castelinho da cidade

de Capital

O despacho foi proferido com fundamento no ruído, na poluição e na desarmonização

que os Tuk Tuks faziam nessas zonas da cidade.

Os Tuk Tuks, mesmo os não poluentes, desarmonizam as zonas históricas da cidade e

incomodam os moradores que aí habitam, destabilizando direitos privados dos mesmos

A empresa Tuk Tuks Luso-Verdinhos, Lda. Afirma que toda a sua base empresarial se

situa nestas três localidades da cidade de Capital, ignorando assim por completo a riqueza

desta cidade, que possui outras zonas igualmente históricas, turísticas e rentáveis

Existem outras empresas de Tuk Tuks pela cidade de Capital que se centram em outras

localidades turísticas e que obtém lucro e rendimentos para manutenção das suas

empresas

Firmando todo o seu negócio nestas localidades, a perda do mesmo e a possibilidade de

encerramento da empresa baseiam-se em má gestão empresarial e não decorrem, assim,

da norma emanada pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Capital

DO DIREITO

A autora requer a adoção de uma providência cautelar, na sua vertente de suspensão de

eficácia de normas, nos termos da alínea a), do número 2 do artigo 112º do CPTA

Aquando do requerimento dessa competência, A. Violou o exigido na alínea d), do

número 3 do artigo 114º do CPTA, porque identificou mal a residência da Associação de

Taxistas de Capital, contrainteressados na ação.

Fê-lo, tendo a possibilidade de, como disposto no artigo 115º do CPTA, requerer

previamente a informação correta acerca dos mesmos

10º

Pede-se, assim, a rejeição liminar da providência cautelar, nos termos da alínea a), do

número 2, do artigo 116º do CPTA

11º

Não sendo rejeitada a providência, a mesma não cumpre os requisitos cumulativos

presente do número 1 do artigo 120º do CPTA para adoção de providências cautelares, a

saber: não há probabilidade de que a pretensão formulada no processo principal venha a

ser julgada procedente, por incongruências na apresentação dos factos e das provas feitas

por A.

12º

Com apoio legal no número 2 do artigo 120º do CPTA, esta providência também deve ser

recusada por se apresentar de grande desproporcionalidade face aos interesse públicos em

presença. Os danos que resultariam da possibilidade de todos os Tuk Tuks desta empresa

voltarem a circular na via pública iam ser muito prejudiciais face aos interesses dos

particulares residentes nessas zonas, que se apresentam como sendo contra tal medida.

Os Advogados,

Ana Carolina Fernandes

Carolina Cabral

Gonçalo Faria

Gonçalo Pratas

João Costa

Rita Barros

(Sociedade Pereira da Silva, Antunes e Associados)

Data: 22 de Novembro de 2015

ANEXO 1:

http://www.imtt.pt/sites/imtt/portugues/veiculos/inspecao/Tiposinspeccoes/Paginas/Tip

osdeInspecoes.aspx

Veículos Periodicidade

1 - Automóveis pesados de passageiros (M2 e M3). Um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente, até perfazerem sete anos;

no 8.º ano e seguintes, semestralmente.

2 - Automóveis pesados de mercadorias (N2 e N3). Um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente.

3.1 - Reboques e semirreboques com peso bruto

igual ou superior a 750 Kg e não superior a 3500

Kg, com exceção dos reboques agrícolas (O2).***

Dois anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida, anualmente.

3.2 - Reboques e semirreboques com peso bruto

superior a 3500 Kg, com exceção dos reboques

agrícolas (O3 e O4).

Um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente.

4 - Automóveis ligeiros licenciados para transporte

público de passageiros e ambulâncias.

Um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente, até perfazerem sete anos;

no 8.º ano e seguintes, semestralmente.

5 - Automóveis ligeiros de mercadorias (N1). Dois anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida, anualmente.

6 - Automóveis ligeiros de passageiros (M1). Quatro anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida, de dois em dois anos, até

perfazerem oito anos, e, depois, anualmente.

7 - Automóveis utilizados no transporte escolar e

automóveis ligeiros licenciados para a instrução.

Um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente, até perfazerem sete anos;

no 8.º ano e seguintes, semestralmente.

8 - Restantes automóveis ligeiros Dois anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida anualmente.

9 - Automóveis pesados e reboques com peso bruto

superior a 3500 kg utilizados por corporações de

bombeiros e suas associações e outros que

raramente utilizam a via pública, designadamente

os destinados a transporte de material de circo ou

de feira, reconhecidos pelo IMT.

Um ano após a data da primeira matrícula e, em

seguida, anualmente.

10 - Motociclos (L3e e L4e), com cilindrada

superior a 250 cm3. ***

Quatro anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida, de dois em dois anos, até

perfazerem oito anos, e, depois, anualmente.

11 - Triciclos (L5e), com cilindrada superior a 250

cm3. ***

Quatro anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida, de dois em dois anos, até

perfazerem oito anos, e, depois, anualmente.

12 - Quadriciclos (L6e e L7e), com cilindrada

superior a 250 cm3. ***

Quatro anos após a data da primeira matrícula e,

em seguida, de dois em dois anos, até

perfazerem oito anos, e, depois, anualmente.

67

13

20

OS TUK TUKS INCOMODAM?

Incomodam Não Incomoda Não responde

67

13

20

0

10

20

30

40

50

60

70

80

Incomoda Não Incomoda Não responde

OS TUK TUKS INCOMODAM?

ANEXO 2:

Inquérito realizado entre RTC/ Universidade Judaica,

com uma amostra geral de 2 000 pessoas, num universo de 15 000 cidadãos recenseados.

Margem de erro de 3%

Respostas Percentagem

Incomodam 67%

Não Incomoda 13%

Não responde 20%

ANEXO 3:

Câmara Municipal de Capital

Boletim Municipal 01/07/2015

Sumário: Inicío do procedimento de elaboração de despacho relativo à às condições de

circulação dos triciclos ou ciclomotores afetos à atividade de animação turística.

Edital Nº 86/2015

Joaquim Substituto, Presidente da Câmara Municipal de Capital, com competências delegadas

para a administração do domínio público municipal e em relação ao estacionamento de veículos

nas vias públicas e demais lugares públicos.

Faço público que foi por mim desencadeado o procedimento adequado à elaboração de um

despacho relativo à às condições de circulação dos triciclos ou coclomotores afetos à atividade de

animação turística.

Observando o disposto no art.101º, Nº3 do Código de Procedimento Administrativo, devem os

interessados inscrever-se no sitio: http://www.cm-capital.pt/municipio/camara-

municipal/recursos-humanos/exerciciododireitodeparticipaçãodosinteressados, no prazo de 10

dias.

Para constar, se publica o presente edital, que vai ser afixado em lugar de Estilo.

Capital, 1 de Julho de 2015,

O Presidente da Câmara

(no exercício de poderes delegados)

Joaquim Substituto (Joaquim Substituto)

ANEXO 4:

Câmara Municipal de Capital

Boletim Municipal 15/07/2015

Sumário: Submissão a Consulta Pública do Projecto de Despacho relativo às condições de

circulação dos triciclos ou coclomotores afetos à atividade de animação turística.

Edital Nº 97/2015

Joaquim Substituto, Presidente da Câmara Municipal de Capital, com competências delegadas

para a administração do domínio público municipal e em relação ao estacionamento de veículos

nas vias públicas e demais lugares públicos.

Faço público, que, depois da abertura das inscrições para a constituição como interessados no

procedimento administrativo relativo à elaboração de despacho relativo às condições de

circulação dos triciclos ou coclomotores afetos à atividade de animação turística, verificou-se

que o número de interessados é muitissimo elevado, tornando-se impossível a Audiência Prévia.

Assim, é aqui submetido a apreciação pública, para recolha de sugestões, o "Projecto de

Despacho relativo às condições de circulação dos triciclos ou ciclomotores afetos à atividade de

animação turística", cujo texto se anexa ao presente edital.

Devem os interessados, em respeito pelo artigo 101º, Nº2 do Código do procedimento

Administrativo, dirigir por escrito, no prazo de 30 dias a contar deste edital, as suas sugestões

ao Presidente da Câmara, para o seguinte adereço:

Praça do Município, 1149-014 Capital

Para constar, se publica o presente edital, que vai ser afixado em lugar de Estilo.

Capital, 15 de Julho de 2015,

O Presidente da Câmara

(no exercício de poderes delegados)

Joaquim Substituto (Joaquim Substituto)

Projecto de despacho relativo às condições de circulação

dos triciclos ou ciclomotores afetos à atividade de

animação turística em Capital

Capital é uma cidade com uma rica e específica identidade histórica, cultural

e ambiental, que, acompanhando o espiríto do tempo e as mudanças deste

decorrentes, vinca e preserva no entanto a sua identidade, de valor incálculável.

A cidade, se sempre recebeu, pela sua localização geográfica e atração

cultural e ambiental, visitas turísticas, verificou no entanto um acréscimo

substancial destas visitas nos últimos anos, facto que resultou em consequências

positivas e negativas.

Se, por um lado, verificou-se um crescimento económico que beneficia,

directa ou indirectamente, todos os habitantes de Capital, por outro verificou-se o

aumento exponecial, ao longo dos últimos meses, de queixas fundadas na

sobrecarga da exploração circuitos turísticos, que resulta na obstrução à normal

circulação; na "importação" de elementos culturais externos à cidade, que resultam

na descaracterização cultural da cidade, da sua identidade; na falta de regulação das

condições de estancionamento na cidade, que perturba os hábitos dos moradores,

na medida em que estes se vêm sem estacionamento disponível; e no ruído e

poluição ambiental provocados pelos veículos e motores de explosão. Estas queixas

reportam-se quase sempre à recente circulação de quadriciclos e triciclos.

Considerando-se que a competência nestas áreas são da Câmara Municipal

de Capital, nos termos das alíneas qq) e rr) do Nº1 do art.33º do Regime Jurídico das

Autarquias Locais, mas encontrando-se esta competência delegada no Presidente da

Câmara, nos termos do Nº1 do art.34º do mesmo regime, vem este submeter este

projecto de despacho, com vista a resolver as situações descritas.

1-Determino que os serviços competentes devem colocar sinalética de proibição de

acesso e circulação de triciclos e quadriciculos em áreas que causem perturbações,

nomeadamente na área do Alto Bairro, do Castelinho e de Alfombra.

2-Determino que as entidades fiscalizadoras municipais procedam à fiscalização, no

âmbito das suas competências, o cumprimento do disposto no Nº1 sem prejuízo das

competências de outras forças policiais, designadamente PSP.

ANEXO 5:

Câmara Municipal de Capital

Boletim Municipal 15/09/2015

Sumário: Despacho nº 024/2015 (Condições de circulação dos triciclos ou ciclomotores afetos

à atividade de animação turística).

Edital Nº 105/2015

Despacho nº 024/2015

Condições de circulação dos triciclos ou ciclomotores afetos à

atividade de Animação Turística

Capital é uma cidade com uma rica e específica identidade histórica, cultural

e ambiental, que, acompanhando o espiríto do tempo e as mudanças deste

decorrentes, vinca e preserva no entanto a sua identidade, de valor incálculável.

A cidade, se sempre recebeu, pela sua localização geográfica e atração

cultural e ambiental, visitas turísticas, verificou no entanto um acréscimo

substancial destas visitas nos últimos anos, facto que resultou em consequências

positivas e negativas.

Se, por um lado, verificou-se um crescimento económico que beneficia,

directa ou indirectamente, todos os habitantes de Capital, por outro verificou-se o

aumento exponecial, ao longo dos últimos meses, de queixas fundadas na

sobrecarga da exploração circuitos turísticos, que resulta na obstrução à normal

circulação; na "importação" de elementos culturais externos à cidade, que resultam

na descaracterização cultural da cidade, da sua identidade; na falta de regulação das

condições de estancionamento na cidade, que perturba os hábitos dos moradores,

na medida em que estes se vêm sem estacionamento disponível; e no ruído e

poluição ambiental provocados pelos veículos e motores de explosão. Estas queixas

reportam-se quase sempre à recente circulação de triciclos ou ciclomotores.

No procedimento que resultou neste despacho procedeu-se ainda à consulta

pública dos interessados, cumprindo com o disposto no art.100º, Nº3, alínea c), e

com o disposto no art.101º do Código do Procedimento Administrativo, de maneira

a clarificar a situação a que se reportavam as queixas, e a ouvir todos os interessados

que, não tendo existido a possibilidade de Audiência Prévia, tinham algo a expressar

à Administração.

Considerando-se que a competência nestas áreas são da Câmara Municipal

de Capital, nos termos das alíneas qq) e rr) do Nº1 do art.33 do Regime Jurídico das

Autarquias Locais, mas encontrando-se esta competência delegada no Presidente da

Câmara, este, depois de ter procedido à necessária Consulta Pública vem

determinar:

1-Que, a partir do 15º dia posterior à publicação deste edital, é proíbido o acesso e

consequente circulação e estacionamento de triciclos ou ciclomotores em áreas de

intenso tráfico de turistas, nomeadamente na área do Alto Bairro, do Castelinho e de

Alfombra.

1-Que os serviços competentes devem colocar sinalética de proibição de acesso e

circulação de triciclos e ciclomotores em áreas de intenso tráfico de turistas,

nomeadamente na área do Alto Bairro, do Castelinho e de Alfombra.

2-Que as entidades fiscalizadoras municipais procedam à fiscalização, no âmbito das

suas competências, o cumprimento do disposto no Nº1 sem prejuízo das

competências de outras forças policiais, designadamente PSP.

Capital, 15 de Setembro de 2015,

O Presidente da Câmara

(no exercício de poderes delegados)

Joaquim Substituto (Joaquim Substituto)

ANEXO 6:

Edital

Joaquim Substituto, Presidente da Câmara Municipal da Capital:

Faço Público que a, Câmara Municipal, em sua reunião realizada no dia 12 de Setembro,

deliberou ao abrigo no número 1 do artigo 34º da lei nº 75/2013, de 12 de Setembro delegar

no presidente da câmara as competências previstas no artigo 33º do citado diploma e que

seguidamente se indicam.

Delegação de Competências

1- Proponho, que a Câmara Municipal delegue no Presidente, ao abrigo do disposto no artigo 34º da Lei 75/2013, de

12 de Setembro, as seguintes competências, todas previstas no artigo 33º do referido diploma.

2- As competências previstas nas alíneas qq) e rr) do número 1 do artigo 33º

Artigo 33.º

Competências materiais

1 - Compete à câmara municipal:

(...)

qq) Administrar o domínio público municipal;

rr) Deliberar sobre o estacionamento de veículos nas vias públicas e demais lugares públicos

Mais faço público que a referida proposta produzirá efeitos a partir do dia seguinte ao da

publicação do presente edital.

Eu, Diretor do Departamento de Administração Geral desta Câmara o subscrevi.

Capital, 13 de Setembro de 2015

O Presidente

Joaquim Substituto (Joaquim Substituto)

ANEXO 7:

Formulário de inscrição para constituição com interessados

ANEXO 8:

Comprovativo de Morada

ANEXO 9:

Comprovativo de pagamento das custas judiciais