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72 CERVEJA AROMATIZADA Inês Neves & Vanda Taborda Prof.-orientadores: Alda Fidalgo e João Fidalgo A cerveja era conhecida pelos sumérios, mesopotâmios e egípcios, desde pelo menos 4.000 a.C. É uma bebida composta por água, malte (cevada germinada), lúpulo (planta aromática) e levedura, sendo obtida a partir da fermentação natural da cevada. A adição de outros condimentos ou fontes de açúcar pode ser uma alternativa à cerveja tradicional. O objectivo deste trabalho foi produzir uma cerveja modificada, de forma a encontrar um produto diferente. Para tal recorremos ao uso de lúpulo e a diferentes aromas, nomeadamente hortelã, café e baunilha. Para tal utilizámos processos específicos para a produção de cerveja que são: produção de malte, que inclui a molha da cevada, germinação da cevada e secagem do malte e produção da cerveja que inclui a fabricação do mosto, clarificação e arrefecimento, fermentação, guarda e filtração da cerveja. Foram produzidos vários tipos de cerveja, em que se utilizaram diversos aromas, nemeadamente o lúpulo. Estas, e uma cerveja adquirida no mercado, que serviu de contra-prova, foram submetidas a provas, sob a forma de teste-cego, com utilização de um questionário onde se avaliou a aparência, o aroma e o sabor. Os resultados apontam para uma classificação nas cervejas produzidas com sendo, no global, “pouco satisfatórias”, por comparação com a cerveja adquirida no mercado. Sendo a amostra pouco representativa, aliada ao facto de haver alguma resistência à introdução de novos aromas e pelo facto de as técnicas utilizadas serem artesanais, não permitindo a obtenção de um produto completamente límpido, não podemos afirmar com absoluta certeza que as cervejas produzidas se possam apresentar como produtos alternativos á cerveja tradicional.

resumo cerveja72

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C ERVEJA AROMATIZADA 72 Inês Neves & Vanda Taborda Prof.-orientadores: Alda Fidalgo e João Fidalgo

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CERVEJA AROMATIZADA Inês Neves & Vanda Taborda Prof.-orientadores: Alda Fidalgo e João Fidalgo

A cerveja já era

conhecida pelos sumérios,

mesopotâmios e egípcios,

desde pelo menos 4.000

a.C.

É uma bebida composta

por água, malte (cevada germinada), lúpulo (planta

aromática) e levedura, sendo obtida a partir da

fermentação natural da cevada. A adição de outros

condimentos ou fontes de açúcar pode ser uma

alternativa à cerveja tradicional. O objectivo deste

trabalho foi produzir uma cerveja modificada, de

forma a encontrar um produto diferente. Para tal

recorremos ao uso de lúpulo e a diferentes aromas,

nomeadamente hortelã, café e baunilha. Para tal

utilizámos processos específicos para a produção

de cerveja que são: produção de malte, que inclui a

molha da cevada, germinação da cevada e secagem

do malte e produção da cerveja que inclui a

fabricação do mosto, clarificação e arrefecimento,

fermentação, guarda e filtração da cerveja.

Foram produzidos vários tipos de cerveja, em que

se utilizaram diversos aromas, nemeadamente o

lúpulo. Estas, e uma cerveja adquirida no mercado,

que serviu de contra-prova, foram submetidas a

provas, sob a forma de teste-cego, com utilização

de um questionário onde se avaliou a aparência, o

aroma e o sabor.

Os resultados apontam para uma classificação nas

cervejas produzidas com sendo, no global, “pouco

satisfatórias”, por comparação com a cerveja

adquirida no mercado. Sendo a amostra pouco

representativa, aliada ao facto de haver alguma

resistência à introdução de novos aromas e pelo

facto de as técnicas utilizadas serem artesanais,

não permitindo a obtenção de um produto

completamente límpido, não podemos afirmar com

absoluta certeza que as cervejas produzidas se

possam apresentar como produtos alternativos á

cerveja tradicional.