SADE NA COMUNIDADE - Servio Social na Sade . Direco-Geral da Sade Sade na Comunidade: Guia Orientador para a Elaborao de Indicadores. – Lisboa: Direco-Geral da Sade

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  • Direco-Geral da Sade

    Diviso de Sade Materna, Infantil e dos Adolescentes

    Lisboa

    2003

    SADE NA COMUNIDADE

    GUIA ORIENTADOR PARAELABORAO DE INDICADORES

  • Portugal. Direco-Geral da SadeSade na Comunidade: Guia Orientador para a Elaborao de Indicadores. Lisboa: Direco-Geral da Sade. 2003 - 36 p.

    Indicadores de Sade / Indicadores de Qualidade de Vida / Planeamento de Base / Participao Comunitria /Educao em Sade / Avaliao / Manual

    ISBN 675 - 087 - 3

    Projecto Reduo das Desigualdades em SadeCoordenao de Beatriz Calado: Direco-Geral da Sade, Diviso de Sade Materna, Infantil e dos Adolescentes

    RedacoDr. Pitt ReitmaierDepartamento de Higiene Tropical e Sade PblicaUniversidade de HeidelbergPitt@Reitmaier.net

    RevisoAlcindo Maciel BarbosaDenisa MendonaFernanda CoelhoNatrcia MirandaPaulo FerrinhoVtor Ramos

    EdioDireco-Geral da SadeAlameda D. Afonso Henriques, 451049-005 Lisboahttp// www.dgsaude.pt

    dgsaude@dgsaude.min-saude.pt

    CapaVitor Alves

    Composio e ImpressoGrafifina

    Tiragem1500 exemplares

    Depsito Legal197213/03

  • PREMBULO

    A proposta de elaborao deste guia resultou da dificuldade sentida no acompanhamento dealguns projectos, no mbito da sade sexual e reprodutiva, desenvolvidos em bairros perifricosde Lisboa e do Porto, junto de populaes caracterizadas como minorias urbanas pobres.

    Embora nas atribuies dos cuidados de sade primrios a interveno na comunidade no sejauma novidade, importante reconhecer que a demonstrao do verdadeiro impacto dessasactividades na populao alvo nem sempre tem sido inequivocamente conseguida, por no sedispor de instrumentos ou, quando estes existem, no serem na sua maioria adequados e/ouvalidados. Por outro lado, para a prpria equipa que lidera o projecto, a dificuldade emquantificar as mltiplas e diversificadas aces desenvolvidas no terreno, de forma a traduzir ejustificar o esforo realizado, tem sido, em muitos casos, factor de desalento e desmotivao.

    Nesse contexto, considerou-se pertinente elaborar um instrumento de apoio, eminentementeprtico, capaz de ajudar a identificao de indicadores de avaliao que permitam:

    sustentar a tomada de deciso a diferentes nveis

    medir o impacto de projectos na comunidade

    assinalar os aspectos susceptveis de melhoramento

    tornar mais eficaz a interveno

    melhorar o poder competitivo e a sensibilidade para as necessidades da comunidade

    Para tal, recorreu-se a um conjunto de 24 profissionais, com diferentes saberes e competncias,com experincia, quer directamente em actividades na comunidade, quer nas reas doplaneamento e da avaliao. Estes profissionais reuniram-se durante quatro dias, sob acoordenao de um perito internacional. O produto desta reflexo conjunta constituiu a basesobre a qual o coordenador do grupo construiu este documento, cuja finalizao se deve aoempenhamento e dedicao de alguns dos participantes no painel.

    A circunstncia de neste grupo estarem profissionais ligados s reas de promoo da sadereprodutiva, infantil e dos adolescentes resultou na construo de exemplos de indicadoresrelacionados, fundamentalmente, com aquelas reas. Dessa constatao no parece resultar, noentanto, qualquer limitao que impea a construo, baseada nos mesmos pressupostos, deindicadores relativos a outras reas da sade.

    Oxal este guia venha a ter a utilidade prtica pretendida e para o qual tanto se empenharam aspessoas envolvidas na sua elaborao, cuja imensa disponibilidade a Diviso de Sade Materna,Infantil e dos Adolescentes sublinha e agradece.

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    1. Introduo 7

    2. Gesto do Ciclo do Projecto 9

    3. Formular objectivos 10

    4. Indicadores objectivamente verificveis (IOV) 11

    4.1 A Seleco de Indicadores 11

    4.1.1 Processo de seleco 11

    4.1.2 Qualidade dos Indicadores 11

    4.1.3 Qualidade esperada dos dados de rotina 12

    4.1.4 Escolha ponderada 12

    4.1.5 Pressupostos 13

    4.1.6 Formular Indicadores Objectivamente Verificveis 13

    5. Medio de mudanas de participao 14

    6. Indicadores base recolhidos nos servios de sade 17

    7. Indicadores do estado de sade de minorias urbanas pobres recolhidos em estudos locais 19

    7.1 Unidade, Universo, amostragem 19

    7.2 Os instrumentos e a organizao do estudo 21

    7.3 Escolha e formao das entrevistadoras 21

    8. Glossrio 28

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    1. Introduo

    A gesto de projectos de interveno em sade segue os princpios e mtodos gerais comuns gesto de outros projectos. Um dos princpios-chave a observar o de que S possvel gerir eavaliar aquilo que se puder medir.

    Os projectos nas reas social e da sade incidem frequentemente em problemas multifactoriais ecomplexos, em contextos de contnua evoluo da realidade que se pretende modificar. Asrespostas dos servios e dos prestadores s populaes tm que direccionar-se s necessidades desade reais, sentidas (expressas ou no) e de oferta, e visar atingir objectivos e metaspreviamente definidos.

    Assim, fulcral a utilizao de mtodos de avaliao crtica, sistemtica e contnua dosproblemas, das necessidades, dos recursos, das polticas e das formas de interveno, de modo aserem tidas em conta e a serem incorporados na gesto de projectos de interveno comunitriaem sade.

    A populao-alvo, bem como a populao em geral que contribui com impostos ou donativos, osplaneadores, os gestores e a comunidade cientfica tm o direito e o dever de escolher asintervenes que do melhor garantia de sucesso, a custos razoveis, e so aceites pelapopulao. Em democracia, todos os interessados tm o direito de avaliar e de dar opinio, masos tcnicos tm o dever de avaliar com o mximo de objectividade para melhor adequarprogramas e projectos.

    Sem uma disciplina de medio e de avaliao, suficientemente rigorosas, os projectos deinterveno podem no passar de meros rituais sociais sem qualquer efeito de mudana darealidade e ... sem que ningum se d conta disso !

    A gesto e a avaliao de projectos necessitam, portanto, de indicadores adequados.

    O mtodo de recolha de informao, baseado em indicadores, permite medir realidades emudanas ou resultados decorrentes das intervenes e os seus impactos.

    Este guia tem por objectivo facilitar a formulao e a seleco de indicadores apropriados a cadaprograma ou projecto, de modo a tornar possvel:

    reconhecer e medir a situao de partida, em termos de estado de sade e dos factores que oinfluenciam, no que respeita tanto comunidade como ao sistema de cuidados de sade;

    reconhecer e medir os efeitos da aco dos servios junto das comunidades; monitorizar a execuo e os outputs dos projectos ou dos programas de interveno; medir e avaliar os inputs, os processos, os outputs e os outcomes especficos de um dado

    projecto ou programa.

    Assim, o conjunto de indicadores seleccionados, na ptica da administrao em sade e dagesto de um projecto, deve permitir:

    a descrio e quantificao correcta dos problemas (base-line); a descrio e quantificao correcta dos recursos; a definio das prioridades e das estratgias a escolher, com base em pesquisa, literatura,

    resultados e experincias locais.

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    Os pontos de partida da avaliao devero ser:

    a) a previso da sua factibilidade, resultante da consulta da documentao e da informaodisponveis, de contactos com informadores-chave, de um levantamento rpido dasnecessidades sentidas junto da populao-alvo;

    b) a definio dos interessados e potenciais intervenientes.

    Outra base importante a construo dos documentos de planeamento do projecto, os quaisincluiro, necessariamente, objectivos gerais e especficos, previso de resultados, bem comoquadros sucintos das actividades e tarefas, em que transparea a gesto dos cinco recursosprincipais: humanos, materiais, financeiros, tempo e informao.

    Na proposta de indicadores, para alm dos aspectos relacionados com a disponibilidade e com aqualidade da informao, h que ter em conta os custos envolvidos, designadamente os quedizem respeito aos recursos humanos e ao tempo.

    No que se refere a servios socio-sanitrios, o facto de existir um nmero amplo de estruturas,projectos e programas na comunidade leva a que os polticos e os gestores queiram efectuarcomparaes de diferentes abordagens, entre diferentes abordagens usadas em diferentes registose contextos sociais. Deste modo, tm que estar garantidos alguns pr-requisitos:

    1. Os projectos e programas tm que adoptar uma abordagem comum de planeamento e gestoque garanta a lgica horizontal e vertical de objectivos, actividades, instrumentos, recursos eresultados;

    2. A escolha e a construo de indicadores tem que ser individualizada, adaptada ao contextolocal e histrico de cada projecto ou programa em questo.A escolha de indicadores tem que ser vista como processo contnuo;1

    3. Os indicadores a escolher ou a construir tm que satisfazer os critrios de IndicadoresObjectivamente Verificveis (IOV) (caracterizados pela sua utilidade, acessibilidade, tica,robustez, representatividade e fcil compreenso);

    4. A situao das minorias urbanas pobres e de problemas sociais, dificilmente quantificveispelas estatsticas existentes, tm que encontrar resposta especfica, atravs de estudosoperacionais peridicos no terreno.

    Em concluso: s por si, a existncia de uma lista de indicadores no suficiente. Os indicadoresdevem fazer parte de um edifcio lgico mais complexo para o qual a Unio Europeia utiliza otermo de Abordagem Integrada. 2

    1 A seleco de indicadores no um exerccio nico nem definitivo. Os indicadores selecionados devem ser encarados como

    experimentais, e a utilidade e importncia que tm para as necessidades, devem ser revistas regularmente.

    Como as reas programticas se desenvolvem e as j existentes evoluem, as necessidades para os diferentes indicadores ta

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