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São Leopoldo (RS) 2013 STIHL BRASIL 40 ANOS SUA HISTÓRIA FAZ A NOSSA HISTÓRIA

STIHL BRASIL 40 ANOS€¦ · evolução da marca em solo brasileiro. “No início, os clientes eram des-confiados. Pediam até para desmontar a motosserra para conhecê-la em detalhes

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São Leopoldo (RS)2013

STIHL BRASIL 40 ANOS

SUA HISTÓRIA FAZA NOSSA HISTÓRIA

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Hans Peter StihlPresidente Honorário do Conselho

Consultivo do Grupo STIHL

“Máquinas e softwares não sãonada sem as pessoas.”

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Apresentação6

CAPÍTULO UM

Identidade STIHL8

CAPÍTULO QUATRO

Algumas Histórias56

EncerramentoDiretoria76

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CAPÍTULO DOIS

Trajetória38

CAPÍTULO TRÊS

Concurso Conte sua História52

Expediente80

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Apresentação

MUITAS HISTÓRIASPARA CONTAR

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ESTA OBRA É DEDICADA A TODAS as pessoas que protagonizaram e protagonizam histórias com a STIHL diariamente. Ela fala do comprome-timento, dedicação e orgulho de cada um que ajudou a compor esses 40 anos da STIHL no Brasil. É o retrato de uma história de sucesso, de uma empresa que continuará crescendo e renderá ainda mais páginas no futuro. O livro é destinado aos clientes que escolhem os produtos STIHL por con-fiança e afinidade com a marca; aos parceiros, que prestam seus serviços atu-ando de mãos dadas com a empresa; e a todos os profissionais que se empe-nham em suas funções, trabalhando em nome da qualidade excelente e da geração de novos negócios.

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Capítulo 1

IDENTIDADE STIHL

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A STIHL É RECONHECIDA mundialmente como líder em ferra-mentas motorizadas portáteis. Essa posição começou a ser conquistada em 1926, com o lançamento da primeira ferramenta desenvolvida pelo engenheiro suíço Andreas Stihl, fundador da empresa: uma motosserra que pesava 56 quilos e precisava de duas pessoas para ser operada.

Na época, o corte de madeira na Alemanha – país de origem da empresa – acontecia em condições precárias, com o auxílio apenas de machados e serras manuais. O produto foi recebido com grande entusiasmo por sua característica inovadora. Iniciava-se, assim, a missão que a STIHL conti-nuaria a desempenhar nas próximas décadas: a de criadora de tecnologia para facilitar a vida das pessoas.

À esquerda: Andreas Stihl, fundador da empresa, referência hoje em tecnologia e qualidade

Acima : Um dos primeiros modelos de serra da STIHL

Página anterior: A serra de 1926 precisava ser manejada por duas pessoas

O começo de tudo...

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12Acima: Testes do modelo KS 43, produzido na época da II Guerra

Abaixo: Modelo de serra para duas pessoas em utilização

À direita: Testesde engenharia na fábrica alemã

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Acima: modelo BL (1950), primeira serra que podia ser manejada por uma única pessoa

De Stuttgart para o mundo

Abaixo: Andreas Stihl adquiriu a fábrica de papel em Neustadt (Waiblingen) próxima ao rio Rems, hoje escritório central

À direita: Departamento de controle de qualidade nos anos 30/40

Em 1931, os produtos da marca já cruzavam a fronteira alemã – mais precisamente, a cidade de Stuttgart – e chegavam para simplificar a vida de mais pessoas em outros países e continentes.

Apesar dos prejuízos trazidos pela Segunda Guerra Mundial (1939-1945), Andreas Stihl reconstruiu a fábrica em 1947, reabrindo-a em Waiblingen, no mesmo terreno onde morava a família Stihl e onde estão a sede administrativa e uma das fábricas até hoje.

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16Acima: Departamento de design nos anos 30/40

Abaixo: Linha de montagem nos anos 30/40

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17Acima: Entrada da fábrica de Stuttgart

Abaixo: Linha de montagem da serra modelo BL

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A obstinação e a busca pela inovação levaram o fundador Andreas Stihl a ser conhecido como o “pai da motosserra” em 1959. O pro-duto responsável pelo título foi a “STIHL Contra”, uma motosserra que, além de ter inacreditáveis 12 quilos – os primeiros modelos pe-savam quase quatro vezes mais –, conseguia aumentar a produção de madeira em 200% em comparação com as serras manuais. Na mesma época, ele também lançou a primeira roçadeira da marca. Andreas Stihl faleceu em 1973.

Nos anos 1970, a STIHL adotou o laranja como cor identificadora da marca e iniciou sua expansão com as duas primeiras operações fora da Alemanha: no Brasil e nos Estados Unidos.

O pai da motosserra

Acima: Modelo STIHL Contra atribuiu a Andreas Stihl o título de “pai da motosserra”

À direita: Andreas Stihl e a famosa STIHL Contra

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20Acima: Eva e Hans Peter Stihl ao lado do pai, Andreas Stihl, em 1960

À direita: A linha de montagem sendo gradualmente mecanizada nos anos 60 na Alemanha

Abaixo: A linha de montagem nos anos 70 na Alemanha

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A STIHL chegou ao Brasil por volta de 1960, quando o mundo já conhecia o entusiasmo das inovações que a empresa frequentemen-te produzia. Na época, o alemão Karl Kurz, que morava no Rio de Ja-neiro, vendia motosserras da marca para alguns estados do País. “Meu avô trouxe a primeira motosserra STIHL para o Brasil”, conta Rena-to Antonius de Azevedo, atual Diretor e proprietário da Karl Kurz Máquinas Agrícolas, que mantém a loja na mesma cidade até hoje. Segundo ele, Karl, natural de Frankfurt, conheceu Andreas Stihl em uma feira de negócios em Hannover. “Os dois se tornaram amigos”, lembra.

Karl foi o primeiro distribuidor STIHL no Brasil, atuando no Rio de Janeiro e abrindo uma rede de revendas com forte presença em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Já no início das importações, Karl Kurz revendia diversos modelos de motosserras para atender o mercado brasilei-ro: BLK, BDN, 07, 08 e Contra são alguns exemplos.

Luiz Hohl, hoje dono da concessionária Casa do Pica-Pau, também foi um dos pioneiros a trabalhar com a marca no País. “Eu era praticamente o único que vendia essas máquinas em Goiás e rodava o Pará e o Mato Grosso também. No início, atuava o mês inteiro na mata para ajudar meu pai com a serraria e dedicava apenas uma semana para ser vendedor am-bulante”, explica.

A STIHL no Brasil

Abaixo: Modelo 08, uma das motosserras mais comercializadas no Brasil

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Em pouco tempo, a qualidade STIHL foi se tornando conhecida e Luiz começou a se dedicar à venda praticamente de maneira integral. O mes-mo aconteceu com outros vendedores que, ao longo do tempo, também se tornaram concessionários da STIHL.

Luiz lembra que, certa vez, quando foi comprar as motosserras de Karl Kurz, pretendia levar poucas unidades porque não podia pagar por muitas na ocasião. Porém, acabou convencido a levar 18 no total. “Eu falei para o Sr. Karl: ‘Levar como? O senhor nem me conhece’, e ele retrucou: ‘Quando você vier buscar mais produtos para vender, você me paga’. Ele estava certo. Eu voltei muitas vezes mais e ele foi a primeira pessoa a me conceder cré-dito comercial no início da carreira”, relembra. Em 1969, abria em Goiânia (GO) a primeira loja Casa do Pica-Pau. Atualmente, são seis filiais na região.

No final da década de 60, as vendas dos produtos da STIHL no Brasil ganharam impulso, quando a empresa Trilho Otero começou a comercia-lizá-los nos três Estados do Sul do País. “Enquanto se estimava um poten-cial de vendas de 500 máquinas ao ano no mercado brasileiro, em março de 1972 já eram vendidas 400 máquinas por mês somente na região Sul”, destaca Arthur Torelly Franco, Diretor de Marketing e Vendas da STIHL de 1975 a 2001 e ex-funcionário da importadora.

Lothar Krause também começou a revender produtos da marca nessa época, na loja que leva seu nome, em Santa Cruz do Sul (RS). “Já na primeira vez que vi como funcionava uma motosserra achei que o equi-pamento ia poupar tempo e facilitar o trabalho do agricultor e que eu poderia explicar isso para os meus clientes”, lembra. O empresário conta que vários consumidores que estavam em sua loja presenciaram a primeira demonstração da motosserra STIHL e nunca tinham visto o equipamento. “Até hoje ainda os recebo aqui. Chega freguês dizendo que foi um dos primeiros a comprar a motosserra e agora quer presentear o filho.”

Jayr Pereira de Lima, hoje proprietário da Remoto Comercial de Mo-tores e Peças, com duas filiais e 26 funcionários, foi outra testemunha da evolução da marca em solo brasileiro. “No início, os clientes eram des-confiados. Pediam até para desmontar a motosserra para conhecê-la em detalhes. Mas isso mudou com a abertura da fábrica STIHL no Brasil e o aumento da publicidade ao longo dos anos. Hoje, eles já chegam à loja decididos a comprar”, avalia.

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Acima: Inauguração da fábrica da STIHL no Brasil em 1975

Abaixo: Em 1978, uma marca histórica: 100 mil motosserras produzidas no Brasil

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Em São Leopoldo (RS), a produção teve início em 1973 em instalações provisórias em um prédio locado no centro da cidade. A inauguração ofi-cial da fábrica aconteceu em outubro de 1975, em uma cerimônia com a presença da família Stihl e de autoridades locais e federais. A fábrica foi instalada em uma área de 16 hectares no recém-implantado Distrito Industrial Fazenda São Borja.

“Tive que fazer uma grande opção: ou eu administrava São Leopoldo da forma tradicional, cuidando do bueiro, da iluminação e do calçamento – que também são iniciativas importantes numa administração municipal, ou eu administrava a cidade pensando no futuro.” É assim que Henrique Prieto, Prefeito de São Leopoldo (RS) de 1972 a 1976, resume o início do processo que levaria a fábrica da STIHL a se instalar de forma definitiva no Brasil.

Em 1973, o Prefeito desembarcou em comitiva na Alemanha para uma maratona de reuniões com empresas daquele país, entre elas a STIHL, que conquistara naquele ano o posto de marca de motosserras mais ven-dida em todo o mundo. “Nós fizemos uma visita guiada pela fábrica. À noite, fomos recebidos para um jantar com Eva Stihl, filha do fundador, Andreas Stihl”, relata.

Assim que o Prefeito retornou ao Brasil, foi enviado um documento à Alemanha, assumindo diversos compromissos para a instalação da fábrica em São Leopoldo.

O lugar onde a unidade produtiva se instalou, em 1975, era uma área rural. Diversas obras, que incluíram a abertura da Avenida São Borja e a instalação de sistema telefônico e de água e esgoto, tiveram de ser realiza-das rapidamente. “Lembro que Peter Stihl ficou surpreso com a falta de estrutura, mas, com o tempo, fomos cumprindo todos os nossos compro-missos. Hoje, a STIHL é a empresa mais importante de São Leopoldo, com maior número de funcionários e melhor tecnologia. Me orgulho de ser uma das pessoas que ajudaram a trazê-la para cá.”

A fábrica

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Wiolandy Drews, hoje Analista de Exportação, foi uma das primeiras colaboradoras. Começou como secretária no setor de Propaganda. “Quan-do surgiu a vaga no departamento de Exportação, em 1988, em vez de selecionar alguém de fora, preferiram dar a oportunidade para alguém que falava espanhol, inglês e alemão daqui de dentro”, conta.

Ela não tem medo de admitir que ficou com receio da mudança, mas, quando menos esperava, já estava desempenhando a função com tranqui-lidade, com o uso da máquina de datilografia, do aparelho de fax e de tele-fone – o computador começou a ser utilizado só no início dos anos 1990.

Luiz Antônio da Rosa também foi um dos primeiros a integrar o time STIHL. Ainda criança conheceu a marca, pois sua família tinha quatro motosserras em uma chácara em Encruzilhada do Sul (RS), onde ele cresceu ajudando os pais na lavoura. Os equipamentos, desde cedo, ali-mentavam o desejo que Luiz tinha de um dia fazer parte do quadro de colaboradores. “Eu sonhava em trabalhar na STIHL. Saí do quartel e fui direto para a empresa.” Com algum conhecimento trazido de casa, Luiz ingressou para trabalhar na linha de montagem da STIHL em 1981. A fábrica ainda era nova no distrito industrial de São Leopoldo. Na época, apenas dois modelos de motosserras eram montados no Brasil.

Mas para alguém como Luiz, que já dedicou mais da metade da vida trabalhando na fábrica, é no aspecto pessoal que a STIHL será sempre lembrada. Quando a primeira filha dele tinha 11 meses e começou a ter convulsões, Luiz e a esposa descobriram que ela era portadora de uma doença rara no sangue. O prognóstico era de que a menina não poderia caminhar nem falar, pois ainda não havia tratamento disponível para a patologia no Brasil. A STIHL, então, importou o medicamento e sub-sidiou o tratamento da bebê, que hoje está com 26 anos. “Minha filha só caminha, fala, anda de bicicleta, cozinha e faz tudo sozinha porque a STIHL nos ajudou.”

Equipe engajadadesde o início

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Embora a proposta inicial fosse a de manter em São Leopoldo uma fábrica montadora com componentes importados, a política de proteção à produção nacional e desestímulo às importações do governo Geisel (1974-1979) levou a uma mudança de estratégia. “Partimos para um pro-jeto de nacionalização que se consolidou no início dos anos 80”, relata Luciano Bicca de Bem, Gerente de Compras. Segundo ele, a fábrica brasileira mobilizou-se na construção de uma rede nacional de fornece-dores para obter, em solo brasileiro, componentes que eram antes impor-tados a custos elevados.

Nos pavilhões da fábrica, a nacionalização fez com que processos como a fundição do magnésio e a fabricação do virabrequim fossem viabilizados ainda no final da década de 70. A fabricação de sabres começou no início da década de 1980. Junto a esses processos, novos modelos de máquinas foram nacionalizados: a motosserra 041 e a 038 – sendo que esta última foi o marco da diversificação dos modelos no portfólio.

Nacionalização foidecisão estratégica

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Ao longo de sua trajetória, a companhia acabou servindo de modelo de gestão para várias empresas brasileiras e, por diversas vezes, esteve entre as melhores empresas do País para se trabalhar, na avaliação de diferentes entidades.

Um dos fatos que mais marcaram a história da STIHL Brasil foi a inau-guração da linha de produção de cilindros, em 1996, que hoje atende diversos mercados de todo o mundo.

Quem se envolveu pessoalmente nesse projeto foi Horst Bals. “Como tive a oportunidade de dirigir a empresa de 1985 a 2004, acompanhei mui-to da operação. Hoje assisto aos frutos das principais sementinhas plan-tadas naqueles anos: liderança no mercado brasileiro e exportações para mais de 30 países, além da fabricação de cilindros para as demais fábricas do grupo STIHL no mundo. Desejo que a STIHL Brasil continue crescen-do nos anos a vir”, ressalta.

O Diretor Industrial da época, Eero Jokiaho, lembra até hoje da ligação recebida com a notícia sobre o Brasil ter sido o local escolhido: “Aquele telefonema foi uma alegria! O cilindro é um componente estratégico e nós tínhamos um grande desafio pela frente. Me sinto orgulhoso por ter feito parte do grupo que iniciou essa fabricação em São Leopoldo. A peça é o coração dos produtos STIHL e é muito gratificante saber que a operação cresceu, se desenvolveu e hoje é referência”, destaca. Eero dedicou-se 21 anos à empresa e aposentou-se em 2009.

Gilmar Schmitzhaus, Especialista em Durabilidade de Motores da STIHL, também lembra do início das operações: “Começamos do zero para trans-formar a ideia em realidade. Tivemos que conseguir maquinário e conhe-cimento. Mas fomos melhorando, progressivamente, e, após um ano de testes, chegamos à qualidade de cilindros que buscávamos”.

Para se ter uma ideia, desde o início da produção em solo brasileiro já foram fabricados mais de 46 milhões de cilindros.

Referência noPaís e no mundo

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Nos primeiros quatro anos que sucederam a inauguração da fábrica brasileira, a Gerência de Marketing e Vendas dedicou-se a um ambicioso plano de expansão: abrir filiais em diferentes regiões e consolidar 800 re-vendas em todo o País, meta que foi atingida no tempo previsto.

Na área de Marketing, uma novidade para a época foi o projeto de re-venda-padrão. “O objetivo era que todas as revendas tivessem pintura pa-dronizada, uma fachada luminosa e um recanto para as motosserras”, re-lembra Arthur Torelly Franco. Ele levou sempre em conta uma premissa enunciada por Andreas Stihl: “Em princípio, todas as motosserras são boas. A líder será a que prestar serviços de qualidade ao cliente”. Esse serviço, segundo ele, não depende apenas do bom vendedor. Inclui oficina, mecâ-nico treinado, peças de reposição, acessórios e assistência técnica.

“Quem visita nossa loja hoje encontra o showroom, a assistência téc-nica e o espaço dedicado para entrega técnica da STIHL. Os espaços são exclusivos, não se misturando com os outros produtos”, relata Astor Weizenmann, Gerente da filial AD Brenner, em Montenegro (RS). Como concessionário da marca há 40 anos, Astor destaca que a qualidade técnica da STIHL ao longo do tempo é um diferencial. Na matriz AD Brenner, em Lajeado (RS), o sentimento é o mesmo. “Além da tecnologia, o pós-venda é excelente”, afirma Luis Carlos Brenner, Diretor da concessionária.

Concessionárias e serviços de qualidade

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Destacam-se na história do portfólio de produtos do Grupo STIHL lançamentos como o do primeiro soprador portátil (1983), da primei-ra motosserra com catalisador (1988), da multifuncional KA 85 (anos 2000) e da linha de produtos a bateria, que chegou ao Brasil em 2012, entre vários outros.

“A cada novo modelo, se começava tudo do zero. O pessoal ia para a Alemanha, voltava e dava cursos para nós”, relata Ivan Luis da Silva, Mon-tador da fábrica de São Leopoldo há 34 anos. Ele diz que quando entrou na STIHL, em 1979, apenas dois modelos de motosserra eram montados, a 08 e a 051. De acordo com Geraldo Luiz Einloft, Gerente de Vendas da Regional Sul, a primeira era mais vendida na região Sul e a segunda, na região Norte do Brasil.

Rolf Nebelung, Sócio-Diretor da WS Máquinas Ltda., concessionária STIHL de Blumenau (SC), conta que a máquina modelo 08 conquistou clientes e ganhou fama. Ao longo dos anos de parceria, a concessionária acompanhou a diversificação de mercado da marca STIHL no Brasil e ampliou as vendas.

Em 2013, a fábrica de São Leopoldo (RS) comemora seus 40 anos e conta com cerca de 2 mil colaboradores – responsáveis pela produção de algumas das ferramentas motorizadas portáteis da empresa, que podem ser encontradas em mais de 2.400 pontos de venda distribuídos pelo Brasil; e também pela fabricação de cilindros para o Grupo STIHL, além de toda a administração comercial do mercado brasileiro e atendimento às exportações e aos importadores. O bom desempenho no País acompanha o sucesso que o Grupo apresenta no exterior: hoje são mais de 12 mil cola-boradores atuando em unidades produtivas e subsidiárias, responsáveis por disponibilizar os produtos da marca nos mais de 40 mil pontos de venda, espalhados pelos 160 países em que o Grupo STIHL está presente.

Portfólio diversificado

Sucesso absoluto

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A filosofia da STIHL está alicerçada em três pilares principais, conside-rados fundamentais para o dia a dia de trabalho. É o jeito STIHL de ser, com produtos e processos de qualidade excelente, garantindo a liderança tecnológica mundial.

Qualidade excelente No mundo todo, a indicação “Produzido pela STIHL” está associada

a produtos e processos de qualidade excelente. A liderança tecnológica da empresa é garantida pela excelência de sua engenharia. A STIHL de-monstra constantemente sua competência como líder mundial através de inovações que aprimoram a funcionalidade, a facilidade operacional, a proteção ao meio ambiente e a segurança de manuseio.

Meio Ambiente e EnergiaA STIHL está comprometida com a sustentabilidade também na prote-

ção do meio ambiente e eficiência energética. A empresa se compromete com a proteção ambiental em alto nível e sua melhoria contínua - tanto nos seus processos industriais como nos produtos. Reduzimos o nosso con-sumo de energia a longo prazo e o utilizamos racionalmente.

Mundo dos NegóciosA STIHL orienta-se pelos princípios da economia social de mercado e da

livre concorrência, reconhece a liberdade de associação dos colaboradores, rejeita qualquer forma de trabalho forçado ou infantil, garante a igualdade de oportunidade no recrutamento e na contratação, empenha-se em manter e sempre aprimorar um alto nível de segurança e saúde no local de trabalho e apoia a integração de pessoas com deficiências – PcD.

Cultura Corporativa

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Capítulo 2

TRAJETÓRIA

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NAS PÁGINAS A SEGUIR, você acompanhará alguns dos fatos que mar-caram os últimos 40 anos na STIHL e no mundo. Esse resumo foi construí-do com a ajuda de pessoas que contribuíram com seus relatos a respeito do que viveram e presenciaram ao longo dos anos, como concessionários, colaboradores e ex-colaboradores que compartilharam suas memórias para compor esta coletânea sobre a trajetória da STIHL.

Momentos marcantes

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“NOVENTA MILHÕES em ação, pra frente, Brasil, do meu coração! To-dos juntos, vamos, pra frente, Brasil, salve a seleção!” Essa era a trilha sonora dos anos iniciais da década em que a STIHL iniciou sua produção no Bra-sil, quando a seleção brasileira de futebol ainda comemorava o tricampeo-nato. A multinacional também chegava à posição de marca de motosserras mais vendida em todo o mundo. Apesar do momento turbulento vivido na política – o Brasil passava por uma ditadura –, os brasileiros experimenta-ram, durante os anos de 1970, um momento econômico promissor, finan-ciado com recursos estrangeiros: o chamado milagre econômico. Essa dé-cada é lembrada mundialmente pelo crescimento da consciência política e ambiental e do espaço feminino na sociedade. O movimento punk e o surgimento da dance music são outras marcas do período.

ANOS 70

1970• Brasil campeão da Copa do Mundo, realizada no México. Além da euforia no futebol, o país vivia o milagre econômico, com crescimento surpreendente, baseado em financiamentos e empréstimos estrangeiros • No campo da política, os brasileiros vivenciavam a Ditadura Militar desde 1964, regime autoritário que se estenderia até 1985

Acima: Fábrica da STIHL no Brasil foi inaugurada em 1975

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1973• Início da produção da STIHL no Brasil, em São Leopoldo (RS)

1975 • STIHL contratava sua primeira agência de publicidade de propaganda, passando a investir em comerciais de televisão, mídia impressa e rádio. As atividades de comunicação eram desenvolvidas em nível regional pela empresa importadora antes da inauguração da fábrica

1977• Foi lançado o primeiro filme da cultuada série de ficção científica Star Wars. As outras cinco obras da série estrearam entre 1977 e 2005, arrecadando um total de 4,41 bilhões de dólares em bilheteria

1978• STIHL Brasil alcançava uma marca histórica: a produção de 100 mil motosserras, no dia 16 de fevereiro (foto abaixo)

1979• A STIHL Brasil chegava ao número de 250 colaboradores

1972• STIHL marcava presença na Expointer (foto ao lado), importante feira agropecu-ária de destaque nacional e internacio-nal que até hoje é realizada no Parque de Exposições Assis Brasil, na cidade de Esteio (RS). Na ocasião, técnicos da Alemanha participavam do evento para abrilhantar as demonstrações de produtos

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GESTÃO COMPARTILHADA e foco ainda maior na qualidade foram os principais pontos instituídos durante a década de 1980 na fábrica brasileira da STIHL. A década foi marcada também pela consolidação do projeto de nacionalização. Nesse período, foi inaugurada a primeira obra de am-pliação desde a inauguração da sede de São Leopoldo para acomodar a fábrica de sabres.No Brasil, assim como no mundo todo, acontecia a popularização de itens como videocassete, walkman, videogame e computador pessoal. Além des-sas novidades tecnológicas, os brasileiros experimentam novas emoções no campo da política: redemocratização e, depois de mais de duas décadas de ditadura, a primeira eleição direta para Presidente da República.

ANOS 80

1982• Lançamento do Pacman, jogo eletrônico desen-volvido para o videogame Atari, sucesso de vendas

• Introdução da motosserra brasileira STIHL na Argentina. Durante a Guerra das Malvinas, o país vizinho sofreu restrições em suas importações da Europa. Ao buscar os equipamentos no Brasil, os argentinos passaram a adotar a fábrica como seu fornecedor número 1. Hoje, há uma subsidiária de vendas lá

Acima: Construção da

portaria em 1981

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1984• Surgia o primeiro computador pessoal de sucesso, o Macintosh, desenvolvido pela Apple. O equipamento foi o primeiro a popularizar a interface gráfica, com o uso de ícones, janelas e mouse

• Iniciava-se o movimento das Diretas Já, reivindicando eleições presidenciais diretas no Brasil, que estava sob regime ditatorial

• STIHL inaugurava fábrica de sabres, primeira obra de ampliação desde 1975. Hoje, o prédio também abriga a produção de lâminas para roçadeiras que antes eram importadas

• STIHL lançava a motosserra MS 038 Super – ideal para a indústria de reflorestamento. A engenharia de produto buscou suporte na Alemanha para modernizar o produto. Foi a máquina que iniciou a diversificação da linha

1985• Gestão da Qualidade Total era incorporada às rotinas da fábrica em São Leopoldo. A introdução das máquinas de medição tridimensionais facilitou o controle dos processos da produção

1988• Grupo STIHL lançava a primeira motosserra com catalisador (foto à esquerda mostra um catalisador em teste de bancada) • Promulgada a atual Constituição Federal do Brasil. Sua elaboração só foi possível após o fim da dita-dura militar, em 1985. Em 1989, depois de 29 anos, aconteceriam as primeiras eleições diretas para a Presidência da República

1989• Instituído o Profit (Programa de Focalização Industrial Total), ferramenta que permite a gestão compartilhada da fábrica de São Leopoldo (RS)

Acima: Sabres na fábrica STIHLAbaixo: Modelo 038 em uso nos anos 80

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A POPULARIZAÇÃO DA internet foi o grande marco da década, que começou com o fim da Guerra Fria (1945-1991) – conflito entre União Soviética e Estados Unidos pelo poder de influência política, econômica e ideológica em todo o mundo.O grande destaque da década para a fábrica brasileira da STIHL foi a in-trodução das roçadeiras. Hoje elas representam uma fatia significativa nas vendas da STIHL Brasil.

ANOS 90

1992• Grupo STIHL desenvolvia tecnologia para a produção dos primeiros sopradores com baixo índice de ruído (foto abaixo)

1994• Seleção brasileira de futebol conquistava seu 4º título na Copa do Mundo FIFA

1995• No dia 5 de abril a STIHL atingia a marca histórica de 1,5 milhão de motores produzidos em solo brasileiro (foto acima)

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1996• STIHL obtinha Certificado de Qualidade ISO 9001

• Ano em que foi cons-truído o prédio para fabricação de cilindros (foto ao lado) no Brasil. Nesse mesmo ano a STIHL Brasil estaria preparada para atender diversos mercados em nível mundial

1998• Chegavam ao mercado as primeiras motosserras com tampa manual no tanque de combustível (foto ao lado), dispen-sando a necessidade do uso de ferramentas para abastecimento e permitindo abertura e fechamento rápido. A tecnologia foi introdu-zida nos modelos MS 029 e MS 039

1997• Pela primeira vez, a STIHL era eleita pelo instituto Great Place to Work como uma das melhores empresas para se trabalhar no Brasil, fato que se repetiria por mais cinco vezes

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A STIHL BRASIL inaugurava seu primeiro Centro de Treinamento, em 2005, na fábrica, em São Leopoldo (RS). Antes disso, havia uma pequena sala de treinamento chamada “escolinha”, onde a empresa ministrava seus cursos.

ANOS 2000

2001• Primeiro rascunho do genoma humano era publicado na revista científica Nature. Era a apre-sentação de resultados obtidos pelo Projeto Genoma, que reuniu cientistas do mundo inteiro para mapear a sequência do DNA

2002• O Brasil conquistava o pentacampeona-to de futebol na Copa do Mundo FIFA

2003• STIHL completava 30 anos de atuação no Brasil e inaugurava dois novos prédi-os na fábrica de São Leopoldo

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2006• Grupo STIHL atingia a marca de 40 milhões de motosserras produzidas desde sua fundação, em 1926

2003• Grupo STIHL, com 77 anos, promo-via a primeira STIHL TIMBERSPORTS, competição esportiva de corte de madeira realizada na Alemanha. Mais de 3.500 pessoas acompanharam o evento, que passou a ser realizado anualmente

2007• Lançamento no Brasil da tecnologia STIHL 4-MIX, que combina as vantagens do motor 2 tempos e do motor 4 tempos, proporcionando baixo nível de emissão de gases poluentes e menor nível de ruído

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50RENOVAÇÃO E INOVAÇÃO. A década em andamento prioriza grandes investimentos em tecnologia no Brasil e no mundo. Na STIHL Brasil, é lançado um plano de desenvolvimento industrial, resultado de um crescimento acelerado, com ampla modernização de processos. No portfólio, a linha a bateria chega para inovar, atraindo consumidores de Norte a Sul do País, que encontram a marca facilmente por meio da expansão da rede.

ANOS 2010

2010• Brasil se tornava o segundo no ranking de usuários do Twitter. Atualmente, o País mantém a posição com 41, 2 milhões de usuários da rede social

• Dilma Rousseff era eleita a primei-ra mulher presidente no Brasil, com 56% dos votos

2011• Casamento real do Príncipe William e Kate Middleton

• Grupo STIHL completava 85 anos de atuação no mundo

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2013• No dia 18 de abril foi inaugurado na fábrica de São Leopoldo o novo Centro de Distribuição da STIHL Brasil, o maior investimento individual da história do Grupo STIHL, com 16 mil metros quadrados de área construída. O recente crescimento e a diversifica-ção do mercado doméstico levaram à construção do novo prédio, propor-cionando maior área para estoque e melhor adequação das docas

• STIHL completa 40 anos de história no Brasil e adota um novo slogan: Sua história faz a nossa história

2012• STIHL Brasil lançava sua linha de produtos a bateria, tecnologia inovadora, possibilitando maior mobilidade e praticidade, sem emitir gases. A linha chegou ao mercado com motosserra, roçadeira, podador, soprador e o primeiro cortador de grama lançado pela empresa no Brasil, além de carregador e baterias

• Facebook alcançava 1 bilhão de usuários ativos mensais no mundo todo

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Capítulo 3

CONCURSO CONTE SUA HISTÓRIA

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AO LONGO DAS ÚLTIMAS quatro décadas, muitas pessoas foram protagonistas e testemunhas de diversas histórias com a STIHL. Esses momentos aconteceram em salas de reunião, nas lojas, nas propriedades rurais, nas residências de todo o Brasil e também pelos prédios da fábrica e nos corredores da linha de produção. Cada um desses episódios é im-portante porque representa o jeito STIHL de ser. Um jeito que valoriza, sobretudo, as pessoas.

Por isso, ao completar 40 anos no Brasil, a STIHL lançou o concurso “Conte Sua História”, em alinhamento ao novo slogan da empresa: “Sua História Faz a Nossa História”. O objetivo da ação foi conhecer e celebrar histórias dos diversos públicos com a marca.

Com quatro meses de duração, o concurso mobilizou pessoas do Brasil inteiro, que fizeram questão de compartilhar suas experiências. As histó-rias foram divididas em cinco categorias: Clientes, Colaboradores, Pontos de Venda, Fornecedores e Outros (classificação para quem não se enqua-drou nas demais, mas também tem relacionamento com a STIHL).

A comissão julgadora contou com profissionais de diversas áreas da empresa, formando uma equipe multidisciplinar. O grupo conheceu as histórias e as avaliou de acordo com os critérios estipulados no regulamen-to: criatividade e originalidade.

Os cinco eleitos – um em cada categoria – receberam, além dos cumprimentos da STIHL, um soprador elétrico e um kit promocional da marca.

E agora, nas páginas a seguir, você acompanha alguns dos relatos dessa grande história. São exemplos do que acontece diariamente en-volvendo personagens muito especiais: clientes, colaboradores e par-ceiros da STIHL.

Personagens do dia a dia

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Capítulo 4

ALGUMAS HISTÓRIAS

CLIENTES 58

COLABORADORES 62

PONTOS DE VENDA 66

FORNECEDORES 70

OUTROS 74

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CLIENTES

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Roçadeira especial

Anderson de Souza da SilvaRio de Janeiro (RJ)Vencedor da categoria

“NO INÍCIO DE 2013, meu pai decidiu que iria comprar uma roçadeira para cuidar da propriedade que temos em Juiz de Fora (MG). Eu tinha boas referências da STIHL porque sou engenheiro agrônomo e já conhecia a marca desde 2009. Disse a ele que iríamos à loja da STIHL para comprar.

Mas meu pai, teimoso e genioso como sempre, falou que preferia pes-quisar outras marcas. Assim, visitamos diversas lojas atrás do equipamento. Ele olhava, pegava as roçadeiras, simulava o uso, mas não se contentava com nenhuma. Até que, finalmente, fomos à loja da STIHL e ele comprou uma roçadeira FS 350. Ficou tão entusiasmado que nem quis esperar o final da semana para que eu pudesse ir até o sítio ensinar como operar a ferramenta. Disse que o manual e a explicação do técnico eram mais do que suficientes. Assim, comprou o equipamento de proteção e partiu para a nossa ‘roça’.

Na semana seguinte, quando cheguei à propriedade, vi tudo limpo. E logo observei meu pai lá no meio do pasto, roçando de um lado para o outro. Ele veio falar comigo, todo entusiasmado: ‘Que tal?’. Respondi com outra pergunta: ‘Pai, o senhor fez isso tudo sozinho?’. Ele sorriu e fez que sim com a cabeça. Disse que a máquina, apesar de forte, era leve e de uso simples. Quatro meses depois disso, ele veio a falecer por complicações de diabetes. Hoje quem cuida da propriedade nos finais de semana somos meu irmão e eu. Não sei por que motivo, mas quando uso o equipamento, cuidando da propriedade que meu pai tanto amava, me sinto bem, como se estivesse mais próximo dele. E acho que meu irmão tem a mesma sensação, pois ago-ra disputa comigo o uso da roçadeira. O uso dessa roçadeira, de certa forma, trouxe momentos inesquecíveis com meu pai e me aproximou ainda mais do meu irmão. Isso me deixa feliz.

Coincidência ou não, li a respeito desse concurso ao entrar no site da STIHL para pesquisar e comprar novas lâminas para poder fazer cortes diferentes. Foi assim que tive vontade de escrever este pequeno relato da minha vida.”

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Soprando o desânimo“NOSSO RELACIONAMENTO com a STIHL é antigo. No nosso ca-samento, ganhamos de presente do meu sogro uma roçadeira. Parece um presente estranho para um casamento, mas foi nosso melhor presente.

Moramos num terreno que eu gosto de chamar de ‘nosso cantinho ver-de abençoado’. Meu marido mantém o gramado como um tapete e temos árvores nativas e bem antigas. Cultivamos o jardim e o pomar com muito carinho e dedicação. Mas, em novembro de 2012, o local onde moramos (Indaial/SC) e regiões vizinhas foram atingidas por um vendaval com ven-tos de 120 km/h, muita chuva e granizo. Além dos danos materiais, o que nos entristeceu muito foi ver o jardim e o pomar devastados. Não sobrou nada. Compramos então uma motosserra da STIHL. Era preciso abrir o caminho novamente e tirar os galhos, cortar as árvores quebradas ao redor da casa. Era muito triste ver nosso gramado, que sempre foi um tapetinho verde, naquela situação. Até que um grande amigo nosso, da cidade de Blumenau, nos emprestou um soprador da STIHL. Em um dia de traba-lho limpamos o nosso jardim.

Eu sempre falo para o meu marido que o soprador soprou nosso desâni-mo, pois ver tudo limpo nos motivou. Chegar em casa à noite, na semana seguinte, e ver tudo limpinho foi muito mais animador.”

Marilei TanchellaIndaial (SC)

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A alegria da roçadeira“MEU FILHO MAL TINHA completado 2 anos e já era um apaixonado por roçadeiras. Mantemos um equipamento desse tipo em um pequeno sítio que possuímos em Piraí, no interior do Paraná.

Desde que adquirimos a ferramenta, todos em casa se interessam e aprenderam a roçar, já que a tarefa se torna mais simples com o uso corre-to da roçadeira STIHL. Meu filho, que chegou quatro anos após a aquisi-ção do sítio, sempre nos via utilizando o equipamento, e quando aprendeu a caminhar, começou o nosso sufoco: qualquer distração nossa e lá estava ele no galpão com a roçadeira na mão. Se enxergava alguém trabalhando com a ferramenta, ia atrás insistindo que também queria trabalhar.

Lembro-me de uma vez que ele conseguiu trazer a roçadeira para den-tro de casa e o pegamos fazendo barulho com a boca, como se estivesse roçando. Agora ele já tem 8 anos, temos outra roçadeira e ele está queren-do aprender a fazer ela funcionar. A gente torce para que esse interesse continue quando ele estiver maior. É muito bom ver que aprecia a vida no campo. Ele gosta muito da STIHL também. Sabe que a empresa tem diversos outros produtos e até anda sonhando com um cortador de grama.

Quem sabe ele ainda não vai usar muito os equipamentos da marca? Tomara. Bom mesmo seria nos mudarmos de vez para o sítio, para ter mais qualidade de vida com a facilidade das ferramentas STIHL.”

Edina Guedin SviechPiraí (PR)

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COLABORADORES

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Motosserra de família

Vania Benetti BoseAnalista de Sistemas Departamento de T.I.Vencedora da categoria

“A STIHL FEZ PARTE DE toda a minha infância. O equipamento de maior orgulho do meu pai era a sua motosserra STIHL. Fazia com que ele se lembrasse da coragem que precisou ter para largar um emprego conven-cional e ir trabalhar com corte de madeira. Ele fez um acordo com meus tios: compraria as terras deles e iria pagando, aos poucos, com o dinheiro que ganhasse na atividade madeireira.

Minha mãe sempre lembra que foram tempos difíceis, afinal, além das dívidas, eles tinham quatro filhos para alimentar. Mesmo assim, ele conseguiu quitar cada uma das propriedades que adquiriu. Ele era o úni-co que tinha um equipamento desse tipo na região e me lembro dele ter muito orgulho desse serviço. A motosserra era tão importante que ficava dentro de casa, junto com a família. Não é à toa que cresci com a ideia de que a STIHL é a melhor marca e que só com muito trabalho se conquista alguma coisa na vida. Meu pai sempre foi um homem sério e muito traba-lhador. Ele sabia que eu fazia faculdade, mas não sabia muito bem qual.

Quando comecei a trabalhar na STIHL, ele saiu espalhando para todo mundo onde eu estava empregada. Sempre que ia visitá-lo ele dizia: “Faz teu trabalho certinho lá, é uma empresa muito boa, não podes perder esta oportunidade”. Ele nunca conheceu a empresa STIHL em si, apenas fazia relação com a motosserra que tinha. Faz 20 anos que trabalho na compa-nhia e posso dizer que, assim como ele, construí minha história de vida com a STIHL.

Meu pai faleceu há algum tempo, mas a velha motosserra ainda deve estar por lá. Como minha mãe não consegue usá-la, agora comprou um modelo mais leve. Ela está com 72 anos, porém diz que sempre tem uma lenha para cortar ou uma árvore para podar e não quer depender de ninguém. Novos tempos, novas utilidades, mas sempre STIHL.”

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Pai orgulhoso“TENHO MUITO ORGULHO de trabalhar em um lugar com valores que permitem às pessoas fazerem história e fortalecerem a própria empre-sa. O fato que mais marcou a minha vida e da minha família, nesses 28 anos vividos na STIHL, foi o nascimento da nossa filha: a Luiza.

Ela tem Síndrome de Down e, logo aos três meses de vida, teve que passar por vários procedimentos para corrigir um problema sério de saúde. Serei sempre grato pelas demonstrações de carinho que recebi dos colegas e nunca me esquecerei, pois foram muito importantes e me deram forças para continuar na luta e nunca desistir. Assim como a STIHL, a Luiza é uma vitoriosa, que me ensinou a ver a vida com outros olhos. Hoje valori-zo até mesmo os mínimos detalhes.

Quando caminho pela fábrica e vejo alguns colegas que têm deficiên-cia como ela, sendo tratados com igualdade e trabalhando com eficiência, me sinto valorizado. Sou muito grato e por isso acredito profundamente que esses são alguns dos diferenciais que fazem e contam história.”

Paulo Jorge BazoEspecialista de MercadoDepartamento de Marketing

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O sonho da motosserra“AINDA PIÁ, lá pelos idos de 1962, eu morava na parte rural de São Ga-briel (RS). Todos na família tinham sua função, e a minha era preparar toras e galhos para manter o fogão a lenha funcionando. Embora fosse desejo do meu avô adquirir uma motosserra, isso não passava de sonho.

Minha ferramenta de trabalho era um bom machado leve, com cabo de corticeira tostada e bem afiado. Num dia nublado de inverno, diante de uma montanha de camboatas, guajuviras, pitangueiras e eucalipto, vi uma imagem que se parecia com a da Nossa Senhora que ficava no quarto da minha avó. Quando movimentei um desses galhos, a figura desapareceu, mas ficou registrada na minha memória. Passei o dia encantado, relem-brando aquela imagem, me sentindo privilegiado e, ao mesmo tempo, em dúvida se contava para alguém ou não.

À noite, esses pensamentos acabaram me visitando de novo. Sonhei com a mesma montanha de lenha – que parecia ainda maior –, o meu machado quebrado e todos me pedindo mais lenha. No lugar da imagem de Nossa Senhora, estava uma motosserra. Acordei aflito: sonhos passam. Ou não. Anos depois, longe de São Gabriel, em 1978, já era estudante de engenharia mecânica, e aquela imagem voltaria a me visitar. Foi no dia em que assinei meu contrato de estágio na STIHL.

Ao entrar na linha de montagem, encontro com o meu sonho de piá: lá estava ela, sobre um tronco de eucalipto, uma MS 075 AV, com seus 14 quilos. Do sonho veio a realidade: formação como engenheiro, carreira na STIHL, metas alcançadas, STIHL n° 1 no Brasil. A STIHL não esqueceu do piá e hoje, mesmo nas lonjuras dos interiores brasileiros, ela está lá ao lado de quem tem sonhos de construir um Brasil melhor.”

Luciano Bicca de BemGerente do Departamento de Compras

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PONTOS DE VENDA

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O garoto da chuva

Luiz Carlos de Souza PazConcessionária HL Motosserras Mantena (MG)Vencedor da categoria

“EM JULHO DE 2008 aconteceu a formatura do Curso PAGE (Programa de Atualização de Gerentes Executivos) na fábrica da STIHL, em São Leopoldo (RS). Eu viajei com a expectativa de um garoto que joga bola na chuva e deseja o primeiro chute. Ao chegar, fiquei impressionado com a imponência da fábrica, o restaurante, a sala onde aconteceu a formatura e os prédios onde são fabricados os cilindros: tudo maravilhoso.

Fiquei emocionado. Os colegas de turma ficaram felizes também e perguntaram por que eu chorava. Disse: ‘Sei que vivo cada momento como o garoto que brinca na chuva. Fiz coisas importantes sem ser impor-tante, como estar aqui. Quem sou eu para estar aqui? Sou apenas o garoto da chuva!’. Nunca esquecerei aquele dia, porque foi o momento de me deliciar com uma vitória.

Não foi fácil me tornar uma concessionária STIHL. Comprei 20 cartões de orelhão, em 2005, até conseguir falar com o responsável pelo departa-mento de vendas da Região Sudeste. Quando ele veio à oficina e viu minha vontade e garra, nomeou-me revendedor autorizado. Crescemos, passamos maus momentos, mas hoje estamos alcançando nossas metas.

Tenho orgulho e um sentimento verdadeiro de paixão pelo que faço. E o que faço é ser STIHL. Em cada entrega técnica que realizo, vejo nos olhos do nosso cliente a satisfação de estar frente a frente com a solução de seu problema. Quando visitei a fábrica, olhava tudo aquilo e dizia: ‘Meu Deus, eu faço parte de tudo isso, trabalho para que todos os dias essa em-presa abençoada continue a crescer. Posso bater no peito e dizer que sou mais uma formiguinha desse enorme formigueiro chamado STIHL!’”

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Dois irmãos“MINHA HISTÓRIA com a STIHL acompanha minha vida real de tra-balho. Desde que decidi abrir o meu próprio negócio tinha uma imensa vontade de trabalhar com a empresa. Recebi propostas para revender ou-tras marcas, mas tinha uma intuição, uma convicção: minha vontade era revender produtos da STIHL.

Posso dizer que essa marca representou para mim o irmão mais velho. Hoje, a STIHL está fazendo 40 anos e a minha firma, 30. Acompanhei e torci pela sua evolução como se acompanha e torce por um irmão. Posso dizer que aprendi, seguindo os passos da STIHL, observando e admirando o irmão-amigo, competente, exigente, que te faz enxergar além do comum e do óbvio.

Posso dizer que, por meio da STIHL, conheci pessoas e fiz amigos, vivi momentos ímpares e fatos pitorescos em feiras agropecuárias, um grande veículo para vendas.

Posso dizer, com grande alegria e satisfação, que atingi muitas metas vislumbradas pelo irmão mais velho.

Posso dizer que é fácil quando se tem um irmão mais velho que te dá garantias, que te valoriza e que tem qualidade de sobra. Obrigado, STIHL! E que venham, no mínimo, mais outros 40 anos!”

Flávio Ferreira MeirellesConcessionária Serra do Sudeste AgropecuáriaEncruzilhada do Sul (RS)

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Dia a dia STIHL“A STIHL ENTROU NA minha vida junto com o meu grande amor. Quando começamos a namorar, ele me falou que trabalhava com motos-serras e máquinas agrícolas, algo que para mim era um mundo totalmente desconhecido. O tempo passou e fui entrando nesse mundo.

Com a compra de mais uma loja em outra cidade, veio o casamento e eu assumi um cargo na concessionária. A partir daí, não só passei a traba-lhar e conhecer melhor a marca como passei a respirar STIHL. Afinal, era 90% do nosso faturamento. Comecei a compreender tudo que se passa na área. Desde a necessidade de vender até a preocupação com a manuten-ção, atendimento ao cliente e meio ambiente.

Hoje, tenho muito orgulho de poder explicar o que envolve essa marca: a responsabilidade e a preocupação de uma empresa que visa ao bem-estar de todos. A STIHL entrou na minha vida pelo meu casamento e marcou uma nova fase. Está presente no meu dia a dia e influencia nossas decisões. Tenho orgulho de a minha história ajudar a fazer a história da STIHL.”

Deisy M. K. PerozzoConcessionária Comércio de Máquinas Agrícolas PerozzoCampo Erê (SC)

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FORNECEDORES

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Som de motosserra

Maria Ines Motta Cerveira AGF Vinte e Cinco de Julho São Leopoldo (RS) Vencedora da categoria

“EU TINHA DE 8 para 9 anos. Era uma menina simples do interior e já trabalhava com meu pai na lavoura. Lembro-me de escutar ao longe o barulho das motosserras, desbravando os matos de eucalipto. Meu pai, às vezes, dizia: ‘Esse aparelho só pode ser STIHL! Só pelo ruído do mo-tor dá pra saber que é a melhor’. Para mim, STIHL era uma fábrica de motosserras. Não tinha a menor ideia da variedade de produtos que eram produzidos pela marca.

O tempo passou e, aos 32 anos, mudei para a cidade de São Leopoldo (RS), onde está instalada a grande empresa STIHL. Consegui emprego em uma Agência Franqueada de Correios, a qual atendia a STIHL em alguns setores, como no envio de informativos. Depois de alguns anos, tornei-me gerente comercial e tive a oportunidade de atender diretamente essa conceituada empresa e, por isso, pude fazer uma visita à fábrica. Foi incrível, me senti de volta ao passado: o som da motosserra e a voz do meu pai pareciam vivos na minha memória. Conheci vários setores e, aos poucos, fui agregando valor aos serviços prestados, fortalecendo o relacio-namento com os Correios. Tive a felicidade de me reunir com os setores de Marketing e Expedição, para trocarmos ideias, ajustando as melhores maneiras de envios, considerando valor, prazo e satisfação dos clientes da STIHL. Do simples atendimento, acabamos formalizando um contrato. O trabalho em parceria com a STIHL já acontece há 22 anos, e eu estou nesse processo há 16.

Para mim, a STIHL representa o desenvolvimento daquela menina do interior, que identificava o ruído da motosserra ao longe. Hoje, temos um trabalho contínuo e tornei-me uma mulher empreendedora, que luta pelos seus objetivos com base na simplicidade, comprometimento e valo-rização.”

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Parceria de qualidade“A EMPRESA ONDE TRABALHO fabrica peças técnicas em resina fenólica (baquelite) e plásticos em geral para uso em máquinas, equipa-mentos e material elétrico. Já éramos fornecedores da STIHL há algum tempo, quando passamos por um momento difícil, com a chegada da crise mundial, no final de 2008. Nossos custos estavam muito elevados e corría-mos um sério risco de perder participação no mercado. Foi com auxílio da STIHL que conseguimos virar o jogo.

A empresa nos convidou para participar de uma prática de Kaizen, ferra-menta de melhoria contínua, em um dos seus fornecedores diretos. A partir daquele dia, começamos a implantar os preceitos dessa filosofia em todos os nossos processos produtivos, mitigando falhas como quantidade excessi-va de estoque, mão de obra, horas extras, superprodução, transporte, movi-mentação, excesso de processamento e desperdício.

O Kaizen continua contribuindo para a construção de uma nova cul-tura na empresa, baseada em preceitos como desenvolvimento de novas lideranças, quebra de paradigmas e diminuição do trabalho com aumento de produção. Depois de 42 Kaizens implantados, chegamos a mais um novo objetivo: o desenvolvimento do Sistema de Produção, baseado no Sistema Lean Manufacturing, que objetiva o aumento da eficiência da produção por meio da eliminação contínua de desperdícios. A parceria com a STIHL continua duradoura.

Com a participação no 1º Fórum Sul-Brasileiro de Lean Manufacturing e outras ações, a STIHL, por meio da sua área de melhoria contínua, im-pulsiona nossa empresa para um crescimento sustentável.”

Thiago PetersenIPOSCaxias do Sul (RS)

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Quando o I vem antes do H“DOS 40 ANOS DA STIHL no Brasil, ter participado de pelo menos 20% dessa história é uma honra e um imenso orgulho. Como empresa forne-cedora, foram muitas vivências, mas, mais do que isso, aprendizados que pudemos levar para o nosso dia a dia.

Com a STIHL, aprendemos que qualidade não é valor agregado, é essencial. Com a STIHL, aprendemos que a natureza pode ficar muito mais bonita se receber os devidos reparos. Com a STIHL, aprendemos que a Alemanha também fica no interior do Rio Grande do Sul. Com a STIHL, aprendemos a falar no superlativo, afinal os produtos STIHL são utilíssimos! Com a STIHL, aprendemos que AFAS é sinônimo de muitos encontros, divertidos ou estratégicos. Com a STIHL, aprendemos que por trás de sobrenomes ultracomplicados estão pessoas muito simples e que-ridas. Com a STIHL, aprendemos que família não é só aquela que temos em casa. Com a STIHL, aprendemos a amar o laranja e que ele combina muito bem com o cinza.

Com a STIHL, aprendemos que o I vem antes do H. Com a STIHL, mais precisamente com o Sr. Peter Stihl, aprendemos que máquinas não são nada sem as pessoas. Com a STIHL, aprendemos a querer fazer histó-ria. E sempre a melhor!”

Roberta MuradásGiornale Comunicação EmpresarialPorto Alegre (RS)

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OUTROS

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Especialista em roçadeira

“EM 2001 EU TRABALHAVA em uma fazenda de graviola, em Teolândia (BA). Tinha acabado de chegar à cidade, fugindo de uma situação de desemprego. Quando o dono da propriedade comprou uma roçadeira FS 160, me esforcei para entender como funcionava aquela máquina.

Lembro-me de ter estudado bem o manual que veio com o equipa-mento. E por causa do meu empenho, acabei me tornando operador de roçadeira da fazenda: era responsável pela manutenção e tudo. Um ano depois, quando retornei a minha cidade natal, Canavieiras (BA), acabei conseguindo um emprego, graças à experiência adquirida em Teolândia.

A prefeitura da cidade precisava de alguém que fosse capaz de conser-tar dois equipamentos da STIHL, uma FS 160 e outra FS 220. Como eu identifiquei o problema prontamente, acabei virando mecânico das roçadeiras e monitor de turma. Foram dez anos de trabalho na Prefeitu-ra de Canavieiras.

Atualmente, moro em Vitória (ES) e atuo numa empresa de serviços, posto obtido também por causa da minha história com a STIHL. Hoje agradeço a Deus e à STIHL, porque, desde que comecei a trabalhar com as roçadeiras da marca, não sei o que é ficar desempregado.”

Juvenal Oliveira de SenaVitória (ES) Vencedor da categoria

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É COM GRANDE SATISFAÇÃO que estamos celebrando os 40 anos de atuação da STIHL no Brasil. Este livro histórico que você acaba de ler é a coletânea de uma trajetória escrita por muitas mãos. Ao longo das páginas desta publicação foram apresentados fatos, recordações e relatos dos gran-des responsáveis pelo sucesso da marca STIHL no País.

Vivenciar quatro décadas em solo brasileiro significou mais do que consolidar a empresa no mercado nacional. Nesse período, podemos di-zer que o Grupo se fortaleceu apoiado pela cultura verde e amarela. A STIHL Brasil é feita de muitos sotaques, pessoas amigáveis, sorriso es-pontâneo e vontade de crescer. E essa mistura deu tão certo que somos, hoje, uma referência.

Encerramento

AGRADECIMENTO ESPECIAL

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Romário BritoPresidente

Assim, queremos reconhecer e agradecer a todos os personagens da nossa história. Chegamos até aqui superando desafios, comemorando con-quistas e, sobretudo, construindo relações de confiança.

É por isso que os episódios do dia a dia são tão significativos para nós. Sabemos que todos esses anos foram extremamente importantes para

que possamos olhar para o futuro e vislumbrar muitas oportunidades para o constante desenvolvimento no caminho da STIHL Brasil.

Seguiremos juntos, trabalhando e fazendo história.Um grande abraço,

Diretoria STIHL Brasil

Da esquerda para a direita: Dr. Karsten Wagner, Vice-Presidente Operações Cilindros; Cláudio Guenther, Presidente da STIHL Brasil; Selina Stihl, Vice-Presidente Administrativa e de Finanças; Arno Tomasini, Vice-Presidente Operações Motores; e Romário Britto, Vice-Presidente de Marketing e Vendas

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EXPEDIENTE

Esta é uma publicação criada pelaSTIHL Ferramentas Motorizadas Ltda.

CoordenaçãoDepartamento de Comunicação STIHL Avenida São Borja, 3.000 • CEP: 93032-000São Leopoldo/RS www.stihl.com.br • [email protected]

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Direção GeralDenise PolidoriDireção Executiva e EstratégicaFernanda Carvalho GarciaDireção de Conteúdo e Jornalista ResponsávelRoberta Muradás - Reg. Prof. 9351 Coordenação da PublicaçãoAline MarquesRedação Aline Marques Daiana de AraújoSabrina Mello

CapaDepartamento de Comunicação STIHL

Projeto gráficoSamir Machado de Machado

FotosTânia Meinerz e Banco de Imagens do Grupo STIHL (alguns produtos que aparecem nesta publicação são meramente ilustrativos e não são comercializados no Brasil)

Esta obra contou com o apoio e a colaboração de

concessionários, colaboradores e ex-colaboradores da STIHL