Suplemento BTL 2016 | Diário de Coimbra

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Veja o suplemento especial BTL 2016 editado pelo jornal Dirio de Coimbra

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  • ESPECIAL BTL 2016

    ABTL - Feira Internacional de Turismo abre hoje portas e pelos cerca de mil expositores devem passar maisde 70 mil visitantes. A diversidade (e qualidade) do territrio dos 100 municpios que compem a TurismoCentro de Portugal vai ser levada at Lisboa em diversas iniciativas nestes dias do importante certame.

    A diversidade de uma regio conquista do planeta

  • Suplemento BTL 2016 Introduo | 03

    DirectorAdriano Call Lucas

    Directores-adjuntosMiguel Call Lucas, J. C. GalianoPinheiro, Armnio Travassose Joo Lus Campos (director--adjunto executivo)

    TextosBruna Santos, Catarina TomsFerreira, Clia Domingues, He-lena Amaro e Patrcia IsabelSilva. FotografiaArquivo.

    Coordenao ComercialMrio Rasteiro

    Vendas:Ana Lopes, Ldia Saraiva e MrioCarrola

    Design GrficoPedro Seia

    PublicidadeCarla Borges e Guilherme Bu-satoImpressoFIG Indstrias Grficas, S.A.

    Tiragem: 20.000 exemplares

    FICHA TCNICAMaro 2016 Turismo o sector que pode

    ajudar a fazer a diferena

    Numa poca de grandes dvidas anvel econmico, o sector do Tu-rismo tem assumido em Portu-gal um crescente protagonismo. Os n-meros tm vindo a melhorar, ano apsano, com cada vez mais turistas a visita-rem o nosso pas. A segurana, o clima ea progressiva estruturao do sector sopontos cruciais que tm dado os seus re-sultados. muita a esperana que se de-posita no Turismo para ajudar a melhorara economia do pas e, ao mesmo tempo,ajudar a combater as desigualdades ter-ritoriais.

    Neste contexto, a BTL - Feira Interna-cional de Turismo, surge como uma via-gem determinante para todo o territrionacional. Quer nos primeiros dias, dedi-cados aos profissionais da rea, quer nofim-de-semana, aberto ao pblico emgeral, este certame apresenta-se comoum palco de excelncia para a promoodos muitos projectos em curso e queneste suplemento damos a conhecer comum especial enfoque na rea abrangidapela Turismo Centro de Portugal.

  • 04 | Expectativas para 2016 Suplemento BTL 2016

    A secretria de Estado do Turismoconsidera que as expectativaspara o turismo em Portugal para2016 so positivas e de cresci-mento e defendeu que o caminhoda consolidao o sector pblicoe privado trabalharem juntos.

    Questionada recentementesobre as expectativas para o tu-rismo em Portugal em 2016, AnaMendes Godinho declarou que asexpectativas so "bastante posi-tivas".

    "Do que eu tenho ouvido dosempresrios e das associaes, aprocura para 2016 tende at a au-mentar. Portanto, temos umaexpectativa ainda de mais cres-cimento", referiu Ana MendesGodinho, margem do XI FrumInternacional de Turismo.

    Ana Mendes Godinho defendeque a lgica para consolidar ocrescimento do turismo portu-gus trabalhar em parceria en-tre o sector pblico e o privado,para garantir que Portugal seafirme cada vez mais como um"destino turstico de excelnciamundial".

    "O grande desafio de factoacrescentar valor, fazer comquem procura Portugal gastemais dinheiro, que fique maistempo e conhea mais destinosno pas, considerou a secretriade Estado do Turismo.

    "O Turismo um sector querepresenta 16% das exportaestotais", recordou Ana MendesGodinho, referindo que a activi-dade tem tido "capacidade decrescer com a sua resilincia faceaos contextos econmicos adver-sos", demonstrando que umaaposta ganha, sem "baixar osbraos".

    Segundo a secretria de Estadodo Turismo, "a sorte constri-se" e deu como exemplo a apostanas companhias areas de baixocusto, as chamadas low cost'.

    Em 2004 no havia low cost'em Portugal e chegavam 10 mi-lhes de turistas via area. Em2015, Portugal teve 20 milhes achegar pelos aeroportos, infor-mou.

    Fundo de captaode rotas

    E foi na abertura desse FrumInternacional de Turismo que

    Ana Mendes Godinho anuncioua criao de um novo fundo decaptao de rotas at ao final doprimeiro trimestre deste anopara garantir que o destino Por-tugal tem capacidade de seratractivo.

    Neste momento estamos apreparar e a ultimar um fundode captao de rotas para, nofundo, garantir que os nossosdestinos tm capacidade de ser

    atractivos em termos de rotasareas", declarou Ana MendesGodinho. "O que me interessamesmo que existam rotas e queos turistas cheguem aos destinosportugueses", declarou AnaMendes Godinho, recordandoque o fundo de captao de rotasj existiu no passado e que ter-minou no final de 2015.

    Questionada pela Lusa sobrequando estaria pronto o fundo

    de captao de rotas, a secretriade Estado do Turismo no quisavanar datas, mas afirmou queest a trabalhar para que sejaconcludo no primeiro trimestredeste ano e que seja lanado omais breve possvel para garantira competitividade area do des-tino de Portugal.

    Segundo Ana Mendes Godi-nho, este fundo vai ajudar a"promover rotas tursticas junto

    dos mercados", ou seja Portugalvai estar a promover o destinonos pases onde estas rotas tmligao.

    O fundo de captao de rotasfunciona na dinamizao e pro-moo junto dos mercadosemissores, naturalmente que asrotas esto interessadas, porque uma forma de dinamizarem oseu prprio trfico dessas rotas,acrescenta.

    Investimento Ana Mendes Godinho, secretria de Estado do Turismo, acredita que possvelque Portugal se afirme cada vez mais como destino turstico de excelncia mundial

    Consolidar crescimentocom privado e pblico juntos

    So169 as empresas do tu-rismoque foram distinguidascom oEstatuto PME Exceln-cia 2015, num universo de1.509 empresas dos vriossectores de actividade, queapresentaram os melhoresdesempenhos econmico-fi-nanceiros e de gesto noexerccio de 2014, revelou oTurismo de Portugal.

    O turismo tem uma quotade 11% do universo Exceln-

    cia, sendo, segundo a mesmafonte, um dos sectores queregista um crescimento emtodos os todos os indicadoresde desempenho, num ano.Sendo ainda de destacar oaumento de 28,2% da Renta-bilidade do Activo e de 26,6%da Rentabilidade das Vendas.

    No seu conjunto, as 169empresas PME Excelncia doTurismo representam 6.086postos de trabalho directos e

    apresentam um volume denegcios de cerca de 420 mi-lhes de euros em 2014.

    Com um activo lquido de612 milhes de euros e capi-tais prprios de 397 milhesde euros, as PME Excelnciado Turismo tm uma autono-mia financeira mdia de 65%e nveis de rentabilidade su-periores mdia nacional.

    A nvel sectorial, as 169empresas esto distribudas

    pelas seguintes actividades:83 estabelecimentos de res-taurao e bebidas; 55 em-preendimentos tursticos; 15agncias de viagem; 7 rent-a-car; 4 estabelecimentos deanimao.

    Regionalmente, nos dis-tritos de Lisboa (com 44 em-presas), Porto (com 36)eFaro (com 34), onde se con-centram 68% das PME Exce-lncia.

    Estatuto PME Excelncia 2015chega a 169 empresas do turismo

    Ana Mendes Godinho, responsvel governativa pela pasta do Turismo, visitou em Coimbra vrios projectos tursticos

  • 06 | Entrevista | Pedro Machado Suplemento BTL 2016

    Dirio de Coimbra -Os provei-tos dos operadores tursticosnos 100 concelhos da Turismodo Centro ultrapassaram em2015 um valor de 200 milhesde euros, de acordo com dadosdivulgados pelo Instituto Na-cional de Estatstica. Estes n-meros so um recorde?Pedro Machado -Estamos a fa-lar de 203.139 milhes de euros,que significa mais 14,99% de au-mento de receitas em 2015, com-parativamente ao perodo ho-mlogo de 2014. uma ciframuito representativa, que repre-senta tambm um aumento de13% do nmero global de dormi-das e hspedes, em particular,um aumento significativo nosestrangeiros, cerca de 10,5%, oque d um total de cerca de 4,5milhes de dormidas.

    O perodo que os turistas per-manecem na regio comea adeixar de ser um problema?

    A regio melhora em todos osindicadores principais: nmerode dormidas (10%), nmeros dehspedes (13%), nos proveitos.Temos o problema ainda da es-tadia mdia, essa manteve-se,praticamente, inaltervel, 1,8noites. a que precisamos deaumentar e ter melhores indi-cadores em 2016.

    Os valores so reveladores dosucesso da estratgia que temsido desenvolvida?O turismo uma actividade pro-fissional, muito pouco compa-tvel com amadorismos e comestratgias de experimentao.Exige recursos tcnicos e finan-ceiros, capacidade de dilogo,cooperao e trabalho. Estamosa falar de uma actividade eco-nmica representativa demais de 16% das exporta-es em Portugal. Segundo,exige cada vez mais empre-sas em cooperao, com

    conhecimentos mnimos narea da competio para o mar-keting, para o branding, para acomunicao, para o envolvi-mento, at podermos chegarquele que o grande desafio daoperao, que a internaciona-lizao. Temos vindo a trabalharem parceria com associaesempresariais do sector, com aComisso de Coordenao e De-senvolvimento da Regio Centro que um parceiro estruturantee fundamental para ns, no-meadamente, atravs de instru-mentos financeiros, atravs daprpria parceria com as comu-nidades intermunicipais. aque se joga o futuro comum, ofuturo dos projectos intermuni-cipais, a definio de estratgias

    e de crescimento, desenvolvi-mento e criao de riqueza.Portanto, definimos esseparceiro estratgico paradesenvolvermos a nossaprpria actividade.

    A qualificao da oferta aindauma preocupao?Julgo que ainda h um trabalholongo a fazer em relao quiloque a qualificao da oferta. Aideia de que todos os recursospodem ser produtos tursticos eque podemos promover todos,em turismo no vendvel, por-tanto, preciso que se saiba fazerescolhas e ter conscincia de queessas prioridades podem e de-vem servir o bem comum, atransversalidade dos territrios,a transversalidade das comuni-dades.

    E esse trabalho em rede faz todaa diferena. o trabalho que temos vindo afazer. Umas vezes mais bemcompreendidos, umas vezesmenos bem compreendidos. Aprova disso que os resultadosque a regio obtm so os me-lhores resultados de sempre. Aprova inequvoca de que a estra-tgia que definimos, o reconhe-cimento pblico que almejmosem 2015 o Centro de Portugalconquista o galardo da melhorregio de Turismo