TABELA DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS - oabsp.org.br .A marca da sociedade atual é o consumo. Alguns

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TABELA DE HONORRIOS ADVOCATCIOS

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Direito do

Consumidor

COMISSO DE DIREITO ERELAES DE CONSUMO

SO PAULO

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASILSEO SO PAULO

MARCOS DA COSTAPRESIDENTE EM EXERCCIO

GESTO 2010/2012

PresidenteJOS EDUARDO TAVOLIERI DE OLIVEIRA

Editora da OAB-SPPRODUOKACO BOVI

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Direito do Consumidor

SUMRIO

APRESENTAO pg. 5

NOES BSICAS pg. 7

QUANDO APLICAR O CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR pg. 7

VCIO E DEFEITO EM PRODUTOS E SERVIOS pg. 8

DO VCIO EM PRODUTOS E SERVIOS pg. 9

GARANTIA pg. 10

PRAZOS DE RECLAMAO pg. 10

MODELO - CARTA DE RECLAMAO pg. 11

A QUEM RECLAMAR pg. 11

CUIDADOS COM A ENTREGA pg. 11

ARREPENDIMENTO DA COMPRA EFETUADA POR TELEFONE OU INTERNET pg. 12

VENDAS EM DOMICLIO pg. 12

PEAS DE REPOSIO pg. 12

ORAMENTO pg. 12

PROMOES pg. 13

PRODUTOS NO ESTADO pg. 13

CONTRATOS pg. 14

COMO RECLAMAR pg. 14

TABELA DE HONORRIOS ADVOCATCIOS

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Direito do Consumidor

APRESENTAO

A marca da sociedade atual o consumo. Alguns produtos e servios

compramos para sobreviver e outros para trazer mais conforto e lazer. Difcil

seria imaginar nossa vida sem o consumo.

O livre mercado composto de consumidores e fornecedores. Na ponta

do consumo, h um elemento fraco, reconhecido como a parte vulnervel da

relao. o receptor dos modelos de produo unilateralmente definidos e

impostos pelos fornecedores, devendo por isso ser protegido.

A liberdade do consumidor adquirir ou no o produto. Desde que seja

bem informado, pois somente podemos tomar atitudes corretas se estivermos

cientes dos nossos direitos e deveres.

Com esse intuito de informar o consumidor sobre os seus direitos

asseguramos a cidadania, caminho percorrido h anos pela COMISSO DE

DIREITO E RELAES DE CONSUMO da ORDEM DOS ADVOGADOS DO

BRASIL SECCIONAL DE SO PAULO.

Marcos da CostaPresidente em exerccio da OAB-SP

Jos Eduardo Tavolieri OliveiraPresidente da Comisso Direito e Relaes de Consumo da OAB-SP

Felipe TerranovaMembro da Comisso Direito e Relaes de Consumo da OAB-SP

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Direito do Consumidor

OAB-SP Gesto 2010-2012

Luiz Flvio Borges DUrsoPresidenteMarcos da CostaPresidente em exerccioBraz Martins NetoSecretrio-Geral

Clemencia Beatriz WolthersSecretria-Geral AdjuntaJos Maria Dias NetoTesoureiroTallulah Kobayashi de Andrade CarvalhoDiretora Adjunta

Comisso de Relao de Consumo da OAB-SP

Jos Eduardo Tavolieri de Oliveira

Presidente

Sandro Bonucci

Secretrio-geral

Membros efetivos

Alexandre Corra Lima

Antonio Baptista Gonalves

Fbio Lopes Soares

Laurady Thereza Figueiredo

Manuel Vila Ramirez

Marcos de Almeida Villaa Azevedo

Nelson Hiroyuki Nakamura

Rodrigo Eterovic Vicente

Vitor Moraes de Andrade

Membros colaboradores

Alessandra de Oliveira Hifumi

Alexandre Marcelo Souza Viegas

Ana Carolina Melo Artese

Caio Teixeira de Carvalho

Carolina Gladyer Rabelo

Celso Luis Simes Filho

Douglas Belanda

Evelin Sofia Rosenberg Konig

Fbio Fernandes Figueira

Felipe Terranova

Fernando Ferreira Pastore

Ivan Firmino da Silva

Jos Maria Franco de Godoi Neto

Juliana Nicolau da Silva

Keli Cristina Silvestre da Silva

Marcelo de Jesus Mateus

Marcelo Eduardo Calvo Roque

Marco Aurlio Silva

Mrio Srgio Ferreira da Silva

Mnica Rodrigues Villani

Odilon Martins Neto

Thais Dorta Santiago Dalle Lucca

Vanessa Moscan da Silva

Werner Guelber Barreto

TABELA DE HONORRIOS ADVOCATCIOS

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1. NOES BSICAS

Todo o cidado brasileiro possui direitos e deveres. Os estrangeiros que estiverem no pastambm. Nosso sistema jurdico formado por diversas leis que so aprovadas pelas casaslegislativas, o Congresso Nacional, as assembleias legislativas dos estados e as cmarasmunicipais.Outras regras so complementadas pelos rgos do governo, ministrios, agncias regula-doras e por certas entidades.A Constituio Federal de 1988 a lei maior, nenhuma outra norma pode altera-l. Issosignifica que qualquer lei nova no pode descumprir os princpios e regras constitucionais.O artigo 5, inciso XXXII da Constituio determina que o Estado promover, na forma dalei, a defesa do consumidor. Tal preceito refere-se a todos os poderes: Judicirio, Legisla-tivo e Executivo e seus rgos e empresas pblicas, como tambm em todos os nveis,sejam da Unio, dos estados ou dos municpios.Em outra oportunidade, prev o inciso V, do art. 170 da Constituio: A ordem econmi-ca, fundada na valorizao do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar

a todos existncia digna, conforme os ditames da justia social, observados os seguintes

princpios: (...) V - defesa do consumidor.Veja que entre outros valores que o texto consagra, o consumidor encontra-se amparadoe protegido pela Constituio.Dada a importncia do tema, a prpria Constituio determinou que o Congresso Nacionalelaborasse um Cdigo de Defesa do Consumidor em 180 dias, e assim foi feito com atraso.Surgiu ento a Lei no 8.078 de 11 de setembro de 1990 chamado de Cdigo de Defesa doConsumidor, cuja sigla utilizada CDC ou CODECON.

2. QUANDO APLICAR O CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Quando o consumidor compra produtos ou contrata servios para uso prprio que forne-cido ou prestado por um fornecedor habitual, aplica-se o Cdigo de Defesa do Consumidor.Aquele que compra um presente para outro tambm est protegido pelo Cdigo, assimcomo a pessoa que foi presenteada. O que importa retirar o produto do mercado comodestinatrio final, atingindo o fim do ciclo de produo. No est garantido pelo Cdigoaquele que compra produtos para revender.Vale lembrar que as empresas tambm podem ser consideradas consumidoras ao adqui-rem produtos e servios, mediante o exame da vulnerabilidade e quando a natureza dobem no for a especialidade da empresa. Assim, se uma loja de cosmticos adquiriu umveculo para o diretor da empresa, aplica-se o CDC.O fornecedor deve ser habitual, ou seja, prestar servios ou vender produtos populao emgeral mediante o pagamento do valor ajustado, de forma organizada e contnua. Por exem-plo, no relao de consumo o caso do mdico que vendeu seu veculo para um cidado.Porm, se esse mdico empreender esforos para a comercializao de diversos veculos deforma contnua e organizada com o fim de obter lucro passar a ser um fornecedor.A relao de consumo se configura quando de um lado est o consumidor que adquiriuou utilizou produtos e servios, e do outro lado o fornecedor que vendeu o produto ouprestou o servio.

Direito do Consumidor

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Ao adquirir um sapato, por exemplo, est formada a relao de consumo, mesmo semperceber.O Cdigo inclui outras hipteses como a coletividade de pessoas, as vtimas de acidentesde consumo que so equiparados aos consumidores, bem como as pessoas que estoexpostas as prticas comerciais.Lembre-se que o fornecedor no pode tentar afastar a aplicao do CDC ao inserir clusulaespecifica no contrato. Sendo relao de consumo, a aplicao do Cdigo obrigatria.Os servios pblicos de fornecimento de gua, energia eltrica, telecomunicaes etransporte coletivo tambm so considerados abrangidos pelo CDC, pois h remunera-o direta. J segurana pblica, sade e educao, tipicamente fornecidos pelo Estado,no incidem o CDC.

3. VCIO E DEFEITO EM PRODUTOS E SERVIOS

O CDC contempla duas formas de responsabilidade civil do fornecedor, o vcio e o defeitoem produtos ou servios.O vcio abrange somente o produto adquirido ou o servio contratado pelo consumi-dor. A responsabilidade do fornecedor restrita prpria coisa, no atinge direta-mente o consumidor.Como exemplo de vcio, podemos mencionar o recall dos automveis, que constituem umvcio do produto, o qual ainda no se transformou em defeito, ainda no atingiu o patrim-nio jurdico do consumidor.J o defeito, pressupe a existncia de um vcio, que causa uma leso no s quanto aobem ou servio adquirido, mas, tambm, leso ao patrimnio jurdico material e moral doconsumidor. um vcio exteriorizado que causa um acidente ao consumidor. A existnciade um dano caracteriza o acidente de consumo, s vezes chamado de fato do produto oudo servio.Considera-se defeituoso o produto ou o servio quando no oferece a segurana que delese espera, levando-se em considerao circunstncias relevantes.O uso e os riscos razoavelmente esperados dizem respeito utilizao normal do produto edo servio, mas pode ocorrer a utilizao anormal desde que legitimamente esperada. Sub-dividem-se em trs classificaes: defeito de concepo, fabricao, e comercializao.Citamos como exemplo de acidente de consumo, certo produto alimentcio contaminadoque ingerido pelo consumidor causa morte. Existe vcio no produto, o mesmo est conta-minado, porm ao ser consumido pelo cidado causa inmeros danos patrimoniais e mo-rais. Sem o consumo do alimento contaminado no h defeito.Se o defeito for proveniente de pea ou componente inserido na montagem ou fabricaodo produto ou utilizado na execuo do servio, o consumidor pode pedir a reparao dosdanos ao fabricante, construtor, importador ou ao que realizou a montagem ou incorpora-o da pea.A ausncia de informaes sobre os riscos dos produtos e servios, configuram defeitos.Nos acidentes de consumo tem direito o consumidor a reparao integral dos danos mate-riais e morais. Deve ser indenizado o consumidor com despesas efetuadas comprovada-mente e mais o que deixou de ganhar, alm da reparao moral por sentimentos negativose abalo honra e imagem.