Tipologias Textuais - .predominante em: serm£o, ensaio, monografia, disserta§£o, tese, ensaio,

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  • Tipologias Textuais

  • Tipos Textuais Gneros textuais

    Os tipos textuais so caracterizados por propriedades lingusticas, como vocabulrio, relaes lgicas, tempos verbais, construes

    frasais etc.

    Possuem funo comunicativa e esto inseridos em um contexto cultural.

    So eles: narrao, argumentao, descrio, injuno (ordem) e exposio (que

    o texto informativo).

    Possuem um conjunto ilimitado de caractersticas, que so determinadas de acordo com o estilo do autor, contedo,

    composio e funo.

    Geralmente variam entre 5 e 9 tipos. So infinitos os exemplos de gneros: receita culinria, blog, e-mail, lista de

    compras, bula de remdios, telefonema, carta comercial, carta

    argumentativa etc.

    http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/narracao.htmhttp://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/descricao.htmhttp://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/texto-injuntivo-texto-prescritivo.htmhttp://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/carta-argumentativa.htm

  • Podemos afirmar que a tipologiatextual est relacionada com a formacomo um texto apresenta-se e caracterizada pela presena de certostraos lingusticos predominantes. Ognero textual exerce funes sociaisespecficas, que so pressentidas evivenciadas pelos usurios da lngua.

  • Saber as diferenas elencadas no quadro acima fundamental para a correta distino entre gneros e tipos textuais, pois quando conhecemos as caractersticas de cada um desses elementos, fica muito mais fcil interpretar um texto. A interpretao est relacionada no apenas com a construo de sentidos, mas tambm com os diversos fatores inerentes estruturao textual.

  • Tipologia Textual

    1. NarraoModalidade em que um narrador, participante ou no, conta um fato, real ou fictcio, que ocorreu num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens. Refere-se a objetos do mundo real. H uma relao de anterioridade e posterioridade. O tempo verbal predominante o passado. Estamos cercados de narraes desde as que nos contam histrias infantis at s piadas do cotidiano. o tipo predominante nos gneros: conto, fbula, crnica, romance, novela, depoimento, piada, relato, etc.

  • 2. DescrioUm texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa, um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa produo o adjetivo, pela sua funo caracterizadora. Numa abordagem mais abstrata, pode-se at descrever sensaes ou sentimentos. No h relao de anterioridade e posterioridade. Significa "criar" com palavras a imagem do objeto descrito. fazer uma descrio minuciosa do objeto ou da personagem a que o texto se Pega. um tipo textual que se agrega facilmente aos outros tipos em diversos gneros textuais. Tem predominncia em gneros como: cardpio, folheto turstico, anncio classificado, etc.

  • 3. DissertaoDissertar o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Dependendo do objetivo do autor, pode ter carter expositivo ou argumentativo.

    3.1 Dissertao-Exposio

    Apresenta um saber j construdo e legitimado, ou um saber terico. Apresenta informaes sobre assuntos, expe, reflete, explica e avalia ideias de modo objetivo. O texto expositivo apenas expe ideias sobre um determinado assunto. A inteno informar, esclarecer. Ex: aula, resumo, textos cientficos, enciclopdia, textos expositivos de revistas e jornais, etc.

  • 3.1 Dissertao-Argumentao

    Um texto dissertativo-argumentativo faz a defesa de ideias ou um ponto de vista do autor. O texto, alm de explicar, tambm persuade o interlocutor, objetivando convenc-lo de algo. Caracteriza-se pela progresso lgica de ideias. Geralmente utiliza linguagem denotativa. tipo predominante em: sermo, ensaio, monografia, dissertao, tese, ensaio, manifesto, crtica, editorial de jornais e revistas.

  • 4. Injuno / InstrucionalIndica como realizar uma ao. Utiliza linguagem objetiva e simples. Os verbos so, na sua maioria, empregados no modo imperativo, porm nota-se tambm o uso do infinitivo e o uso do futuro do presente do modo indicativo. Ex: ordens; pedidos; splica; desejo; manuais e instrues para montagem ou uso de aparelhos e instrumentos; textos com regras de comportamento; textos de orientao (ex: recomendaes de trnsito); receitas, cartes com votos e desejos (de natal, aniversrio, etc.).

  • OBS1: Muitos estudiosos do assunto listam apenas os tipos acima. Alguns outros consideram que existe tambm o tipo predio.

    5. PredioCaracterizado por predizer algo ou levar o interlocutor a crer em alguma coisa, a qual ainda est por ocorrer. o tipo predominante nos gneros: previses astrolgicas, previses meteorolgicas, previses escatolgicas/apocalpticas.

    OBS2: Alguns estudiosos listam tambm o tipo Dialogal, ou Conversacional. Entretanto, esse nada mais que o tipo narrativo aplicado em certos contextos, pois toda conversao envolve personagens, um momento temporal (no necessariamente explcito), um espao (real ou virtual), um enredo (assunto da conversa) e um narrador, aquele que relata a conversa.

    Dialogal / ConversacionalCaracteriza-se pelo dilogo entre os interlocutores. o tipo predominante nos gneros: entrevista, conversa telefnica, chat, etc.

  • Gneros textuaisOs Gneros textuais so as estruturas com que se compem os textos, sejam eles orais ou escritos. Essas estruturas so socialmente reconhecidas, pois se mantm sempre muito parecidas, com caractersticas comuns, procuram atingir intenes comunicativas semelhantes e ocorrem em situaes especficas. Pode-se dizer que se tratam das variadas formas de linguagem que circulam em nossa sociedade, sejam eles formais ou informais. Cada gnero textual tem seu estilo prprio, podendo ento, ser identificado e diferenciado dos demais atravs de suas caractersticas.

  • Exemplos:

    Carta: quando se trata de "carta aberta" ou "carta ao leitor", tende a ser do tipo dissertativo-argumentativo com uma linguagem formal, em que se escreve sociedade ou a leitores. Quando se trata de "carta pessoal", a presena de aspectos narrativos ou descritivos e uma linguagem pessoal mais comum. No caso da "carta denncia", em que h o relato de um fato que o autor sente necessidade de o expor ao seu pblico, os tipos narrativos e dissertativo-expositivo so mais utilizado.

  • Propaganda: um gnero textual dissertativo-expositivo onde h a o intuito de propagar informaes sobre algo, buscando sempre atingir e influenciar o leitor apresentando, na maioria das vezes, mensagens que despertam as emoes e a sensibilidade do mesmo.

  • Bula de remdio: trata-se de um gnero textual descritivo, dissertativo-expositivo e injuntivo que tem por obrigao fornecer as informaes necessrias para o correto uso do medicamento.

  • Receita:

    um gnero textual descritivo e injuntivo que tem por objetivo informar a frmula para preparar tal comida, descrevendo os ingredientes e o preparo destes, alm disso, com verbos no imperativo, dado o sentido de ordem, para que o leitor siga corretamente as instrues.

  • Tutorial: um gnero injuntivo que consiste num guia que tem por finalidade explicar ao leitor, passo a passo e de maneira simplificada, como fazer algo.

    Editorial: um gnero textual dissertativo-argumentativo que expressa o posicionamento da empresa sobre determinado assunto, sem a obrigao da presena da objetividade.

  • Notcia: podemos perfeitamente identificar caractersticas narrativas, o fato ocorrido que se deu em um determinado momento e em um determinado lugar, envolvendo determinadas personagens. Caractersticas do lugar, bem como dos personagens envolvidos so, muitas vezes, minuciosamente descritos.

  • Reportagem: um gnero textual jornalstico de carter dissertativo-expositivo. A reportagem tem, por objetivo, informar e levar os fatos ao leitor de uma maneira clara, com linguagem direta.

  • Entrevista: um gnero textual fundamentalmente dialogal, representado pela conversao de duas ou mais pessoas, o entrevistador e o(s) entrevistado(s), para obter informaes sobre ou do entrevistado, ou de algum outro assunto. Geralmente envolve tambm aspectos dissertativo-expositivos, especialmente quando se trata de entrevista a imprensa ou entrevista jornalstica. Mas pode tambm envolver aspectos narrativos, como na entrevista de emprego, ou aspectos descritivos, como na entrevista mdica.

  • Histria em quadrinhos: um gnero narrativo que consiste em enredos contados em pequenos quadros atravs de dilogos diretos entre seus personagens, gerando uma espcie de conversao.

    Charge: um gnero textual narrativo onde se faz uma espcie de ilustrao cmica, atravs de caricaturas, com o objetivo de realizar uma stira, crtica ou comentrio sobre algum acontecimento atual, em sua grande maioria.

  • Poema:

    Trabalho elaborado e estruturado em versos. Alm dos versos, pode ser estruturado em estrofes. Rimas e mtrica tambm podem fazer parte de sua composio. Pode ou no ser potico. Dependendo de sua estrutura, pode receber classificaes especficas, como haicai, soneto, epopeia, poema figurado, dramtico, etc. Em geral, a presena de aspectos narrativos e descritivos so mais frequentes neste gnero. Importante tambm a distino entre poema e poesia. Poesia o contedo capaz de transmitir emoes por meio de uma linguagem, ou seja, tudo o que toca e comove pode ser considerado como potico. Assim, quando aplica-se a poesia ao gnero , resulta-se em um poema potico, quando aplicada prosa, resulta-se na prosa potica (at mesmo uma pea ou um filme podem ser assim considerados).

  • Cano: possui muitas semelhanas com o gnero poema, como a estruturao em estrofes e as rimas. Ao contrrio do poema, costuma apresentar em sua estrutura um refro, parte da letra que se repete ao longo do texto, e quase sempre tem uma interao direta com os instrumentos musicais. A tipologia na