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UEPA 1ª ETAPA 2008-2014

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uepa 1ª etapa

Text of UEPA 1ª ETAPA 2008-2014

  • UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PAR

    BOLETIM DE QUESTES

    PROVA TIPO 1

    LEIA, COM ATENO, AS SEGUINTES INSTRUES

    1. CARTO-RESPOSTA destinado marcao das respostas das 56 questes objetivas.

    2. Confira seu nome, nmero de inscrio e TIPO DE PROVA na parte superior do CARTO-RESPOSTA que voc recebeu.

    3. No caso de no coincidir seu nome e nmero de inscrio, devolva-o ao fiscal e pea-lhe o seu. Se o seu carto no for encontrado, solicite um carto virgem, o que no prejudicar a correo de sua prova.

    4. Verifique se o TIPO DE PROVA, indicado neste Boletim de Questes, coincide com o que aparece no rodap da sua prova e no seu CARTO-RESPOSTA. Em caso de divergncia, comunique ao fiscal de sala para que este providencie a troca do Boletim de Questes.

    5. Aps a conferncia, assine seu nome no espao correspondente do CARTO-RESPOSTA, utilizando caneta esferogrfica de tinta preta ou azul.

    6. Para cada uma das questes existem 5 (cinco) alternativas, classificadas com as letras a, b, c, d e e. S uma responde corretamente ao quesito proposto. Voc deve marcar no Carto-Resposta apenas uma letra. Marcando mais de uma, voc anular a questo, mesmo que uma das marcadas corresponda alternativa correta.

    7. O CARTO-RESPOSTA no pode ser dobrado, nem amassado, nem rasgado.

    LEMBRE-SE 8. Este Boletim de Questes constitudo de 56 questes

    objetivas. A durao desta prova de 5 (cinco) horas, iniciando s 8 (oito) horas e terminando s 13 (treze) horas.

    10. terminantemente proibida a comunicao entre candidatos.

    ATENO 11. Quando for marcar o Carto-Resposta, proceda da

    seguinte maneira: a) Faa uma reviso das alternativas marcadas no Boletim

    de Questes. b) Assinale, inicialmente, no Boletim de Questes, a

    alternativa que julgar correta, para depois marc-la no Carto-Resposta definitivamente.

    c) Marque o Carto-Resposta, usando caneta esferogrfica com tinta azul ou preta, preenchendo completamente o crculo correspondente alternativa escolhida para cada questo.

    d) Ao marcar a alternativa do Carto-Resposta, faa-o com cuidado, evitando rasg-lo ou fur-lo, tendo ateno para no ultrapassar os limites do crculo.

    Marque certo o seu carto como indicado: CERTO

    e) Alm de sua resposta e assinatura, nos locais indicados, no marque nem escreva mais nada no Carto-Resposta.

    12. Releia estas instrues antes de entregar a prova. 13. Assine a lista de presena, na linha correspondente, o

    seu nome, do mesmo modo como foi assinado no seu documento de identidade.

    BOA PROVA!

  • UEPA PRISE SUBPROGRAMA XI Prova Tipo 1 Pg. 2

    Barbrie Social: jovens, ricos e intolerantes

    Os textos 1 e 2, sob o ttulo acima, apresentados a seguir, exemplificam manifestaes da barbrie social urbana, ou seja, aes condenveis praticadas por indivduo ou grupos de uma classe social contra outra a que consideram inferior. Exatamente o contrrio do que se espera de pessoas ditas civilizadas. Leia-os com ateno para responder s questes de n 1 a 7 inerentes no s construo deles como tambm sua compreenso, interpretao e anlise.

    Texto 1

    Em 1997, a Unesco reuniu cientistas, polticos e estudiosos em Utrecht, na Holanda, para discutir como lidar com a violncia entre crianas, adolescentes e jovens em escolas europias. Um dos primeiros problemas do grupo foi chegar a um acordo sobre o que identifica algum violento. Termos como comportamento indesejvel ou anti-social e atitudes politicamente incorretas apareceram para descrever jovens normais e sem aparentes tendncias delinqncia, mas que, um dia, fizeram algo gravssimo. Dez anos depois, essas questes permanecem desafiando pais, escolas e governos. O que leva jovens com famlia, dinheiro e acesso boa educao a se comportarem como brbaros sem motivo aparente? Este o debate no qual o Brasil se envolve aps tomar conhecimento de que um grupo de garotos da classe mdia alta carioca espancou covardemente uma empregada domstica que estava sozinha em um ponto de nibus, na madrugada do domingo 24. At ento, eles eram considerados mimados, arrogantes, segundo vizinhos e colegas de faculdade que no quiseram se identificar. Agora so criminosos.

    (Assis Filho e Eliane e Lobato. Comportamento: marginais de classe mdia. Revista ISTO , 04 julho de 2007)

    Texto 2

    O assassinato do ndio patax Galdino Jos dos Santos foi um dos muitos crimes cometidos por jovens de classe mdia que mais chocaram o Brasil. Em 1997, cinco rapazes de Braslia tocaram fogo no ndio que dormia num ponto de nibus. A gente s queria dar um susto em um mendigo, no sabamos que era ndio, disse na poca A.N.V., filho de um juiz. Foi preso com os amigos M.R.A, E.R. de O., T.O. e G.O. de A., por incendiar o patax. Galdino teve 95% do corpo queimado e morreu. Eles nunca ficaram em celas enquanto esperavam o julgamento, diz a promotora Maria Jos Miranda. Segundo ela, ocupavam a biblioteca da penitenciria, tinham banho quente e computador, entre outros privilgios.

    Os rapazes foram julgados e condenados a 14 anos de priso em 2001 e deveriam ter permanecido pelo menos nove anos em regime fechado. No foi o que aconteceu. Em 2003, A.N. e N.M., enteado de um ex-ministro do TSE, foram flagrados tomando cerveja num bar. Em 2004, estavam todos soltos. Para sair da cadeia, disseram que queriam trabalhar e estudar. Nenhum estudava antes de ser preso, diz o promotor Maurcio Miranda. O rico, depois que entra na cadeia, vai para a faculdade para se beneficiar com o saido. Hoje levam uma vida discreta.

    (Assis Filho e Eliane e Lobato. Comportamento: marginais de classe mdia. Revista ISTO , 04 julho de 2007)

    1. Os textos 1 e 2 referem-se a dois episdios brbaros o espancamento de uma domstica, em 2007 (Texto 1) e o assassinato de um ndio, em 1997 (Texto 2) cometidos por jovens de classe mdia. Ao l-los, encontra-se a seguinte relao entre eles: a o Texto 2 comprova que, aps a reunio

    da Unesco, em 1997, a delinqncia praticada por crianas, adolescentes e jovens diminuiu no mundo todo.

    b os textos 1 e 2 mostram prticas criminosas juvenis dissociadas das discusses ocorridas na reunio da Unesco, na Holanda.

    c os textos 1 e 2 limitam a barbrie infanto-juvenil ao territrio das naes do 1 mundo, no alcanando pases emergentes como o Brasil.

    d as ocorrncias expressas nos dois textos exemplificam, claramente, que, afora a coincidncia temporal o encontro da Unesco, em 1997 e o assassinato do ndio patax, tambm em 1997 no h outra relao entre eles.

    e o Texto 2, ao mostrar a brandura das penas e do cumprimento delas, pelos assassinos do ndio patax, possibilita ver, nestes fatos, uma causa para o crime relatado no Texto 1, em 2007.

    2. Aps a leitura dos textos 1 e 2, considere com ateno as afirmativas que seguem. I. De modo geral, apesar de os dois textos

    tratarem do mesmo tema, as idias no se articulam, o que torna a frase ttulo Barbrie Social: jovens, ricos e intolerantes incompatvel com os dois textos.

    II. Entre as informaes da UNESCO (1997) que identificam algum violento, e os crimes praticados pelos jovens, ricos e intolerantes, mencionados, deduz-se que a pobreza no o nico fator responsvel por essa barbrie.

    III. Os textos exemplificam a barbrie social urbana, como a sofrida pelo patax e a domstica, mas ambos, explicitamente, afirmam que esse tipo de violncia s tem ocupado mais espao na mdia pelo fato de envolver jovens da elite.

    IV. Em 1997, enquanto na Holanda se discutia a barbrie juvenil, em Braslia 5 jovens mataram um ndio patax. Decorridos dez anos, nada mudou e a flagrante impunidade provoca novo crime.

    V. A iniciativa da UNESCO, em 1997, de nada adiantou, pois no apontou claramente outras causas da barbrie juvenil e nem apresentou um caminho a percorrer no processo de superao desse problema.

    De acordo com os textos 1 e 2, so corretas, apenas: a as afirmativas I, III e IV. b as afirmativas II, III e V. c as afirmativas II, III e IV. d as afirmativas II, IV e V. e as afirmativas III, IV e V.

  • UEPA PRISE SUBPROGRAMA XI Prova Tipo 1 Pg. 3

    3. Qual das afirmativas, a seguir, extradas dos textos 1 e 2, exemplifica a ntima relao entre preconceito, violncia e excluso social; respectivamente?

    a Galdino teve 95% do corpo queimado e morreu.

    b Eles nunca ficaram em cela, enquanto esperavam o julgamento.

    c Foram flagrados tomando cerveja em um bar.

    d A gente s queria dar um susto em um mendigo, no sabamos que era ndio.

    e Tinham banho quente e computador, entre outros privilgios.

    4. Os textos 1 e 2 so fragmentos de uma reportagem sobre a violncia entre jovens de classe mdia. Por se tratar de textos de um gnero jornalstico, evidencia-se neles a seguinte funo da linguagem:

    a metalingstica.

    b referencial.

    c emotiva.

    d conativa.

    e potica.

    5. Na frase (Texto 2): Eles nunca ficaram em celas enquanto esperavam o julgamento..., o termo grifado expressa:

    a conformao da promotora com as leis brasileiras.

    b satisfao da promotora com o rumo do processo encaminhado pelos juzes responsveis.

    c decepo da promotora com o desenvolvimento do processo contra os jovens delinqentes.

    d aceitao da promotora por serem os jovens de classe mdia.

    e o desejo das autoridades de oportunizar uma chance aos jovens infratores.

    6. Nos textos jornalsticos, de carter informativo, no so muito freqentes as figuras de linguagem, no entanto, no Texto 1 ocorre uma metonmia bastante expressiva. Assinale a alternativa em que foi usada essa figura.

    a Um dos principais problemas do grupo foi chegar a um acordo que identifica algum violento.

    b Termos como comportamento indesejvel ou anti-social e atitudes politicamente incorretas apareceram para descrever jovens normais...

    c Dez anos depois, essas questes per

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