Sociologia Os clássicos da sociologia -Prof.Altair Aguilar

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Sociologia.

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  • OS CLSSICOS DA SOCIOLOGIA : MARX, DURKHEIM E WEBEROS CLSSICOS DA SOCIOLOGIA : MARX, DURKHEIM E WEBERProf Altair Aguilar

  • No sculo XIX, trs pensadores desenvolveram teorias buscando explicar a sociedade capitalista: Karl Marx , Emile Durkheim que continuou o positivismo de Augusto Comte e Max Weber . Estes trs pensadores so denominados os clssicos da Sociologia.Os Clssicos da Sociologia1818-18831858-19171864-1920

  • A Sociologia ingressou na poca do globalismo. [...]As trs teorias sociolgicas que mais influenciam asinterpretaes da globalizao so o funcionalismo,o marxismo e a teoria weberiana. [...] Essas so trs poderosas matrizes do pensamento cientfico na Sociologia, exercendo influncias diretas e indiretas. Mesmo porque essas teorias nunca deixaram de contemplar o indivduo, a ao social, o cotidiano e outras manifestaes das diversidades da vida social.Estas teorias fertilizam a maior parte de tudo o que se produz e se discute sobre as configuraes e movimentos da sociedade global

    Octavio Ianni

  • Para que estudar os Clssicos? Qual a real importncia de Marx, Durkheim e Weber?Tm somente um valor histrico para compreender o processo de formao da sociologia?So fundamentais para compreender a sociedade atual?Tm apenas um valor didtico ou realmente so importantes para a compreenso da vida social moderna?

  • O estudo da realidade brasileira no contexto do capitalismo global no dispensa o estudo da teoria social clssica seno corre-se o risco de precisarmos reinventar continuamente a roda. Mas, por outro lado, no devemos transformar os textos clssicos numa espcie de bblia sagrada pretendendo aplicar as anlises da realidade social europia do sculo XIX para compreender a realidade social brasileira e mundial do sculo XXI.Proposta para o ensino das Cincias Sociais Nilson Nobuaki Yamzauti, REA,27/03/2010

  • Considero clssico um escritor ao qual possamos atribuir as seguintes caracteristicas:Que seja considerado interprete autntico e nico de seu tempo, cuja obra seja utilizada como instrumento indispensvel para compreend-lo.Que seja sempre atual, de modo que cada poca, ou mesmo cada gerao, sinta a necessidade de rel-lo e, relendo-o, de reinterpret-lo.Que tenha construdo teorias-modelo das quais nos servimos continuamente para compreender a realidade, at mesmo uma realidade diferente daquela a partir da qual as tenha derivado e qual as tenha aplicado, e que se tornaram, ao longo dos anos, verdadeira e prprias categorias mentais.Norberto Bobbio, Teoria Geral de PolticaDo ponto de vista terico: as obras dos clssicos possuem um valor muito maior do que os clssicos das rgidas cincias naturais.1. POR QUE OS CLASSICOS?

  • O principio da integrao socialO principio da coeso socialO principio da contradio coeso e equilibrioInteresses e dominaoConflito e transformaoParadigma positivista-funcionalistaParadigma compreensivo-hermenuticoParadigma dialtico-marxista

  • PARADIGMA POSITIVISTA/FUNCIONALISTAETAPASAUTORTEORIAOrigemAugusto ComteEmile DurkheimPositivismoFuncionalismoDesenvolvimentoRobert MertonTalcott ParsonsNiklas LuhmannJeffrey AlexanderRichard MunchAnlise funcionalEstrutural-FuncionalismoTeoria sistmicaNeo-funcionalismo

  • OrigemPositivismoFuncionalismoRobert MertonAnlise funcionalTalcott ParsonsEstrutural-FuncionalismoNiklas LuhmannTeoria sistmicaJeffrey AlexanderNeo-funcionalismoPARADIGMA POSITIVISTA/FUNCIONALISTA

  • PARADIGMA COMPREENSIVO/HERMENEUTICOETAPASAUTORTEORIAOrigemDesenvolvimentoMax SchelerTeoria FenomenolgicaMax WeberTeoria CompreensivaAlfred SchutzPeter Berger/Thomas Luckman

  • PARADIGMA COMPREENSIVO/HERMENEUTICOOrigemTeoria CompreensivaMax SchelerAlfred SchutzPeter Berger/Thomas LuckmanTeoria FenomenolgicaTeoria FenomenolgicaTeoria Fenomenolgica

  • PARADIGMA DIALTICO/MARXISTAETAPASAUTORTEORIAOrigemDesenvolvimentoLenin/Trotski/StalinKarl MarxMaterialismo HistricoEduard Berstein/Karl KaustskyLucaks/Horkheimer/Adorno/Marcuse/Benjamin/FrommMarxismo RevisionistaMarxismo LeninismoMarxismo Ocidental

  • OrigemMaterialismo HistricoEduardBerstein/Karl KaustskyMarxismo RevisionistaLenin/Trotski/StalinMarxismo-LeninismoLucaks/Horkheimer/Adorno/Marcuse/Benjamin/FrommPARADIGMA DIALTICO/MARXISTA

  • Os Clssicos da SociologiaEmile Durkheim (1857 1917)Max Weber (1864 1920)Karl Marx (1818 1883)Objeto da SociologiaMtodoClasses SociaisFato SocialAo SocialDialticaExplicaoCompreenso Social

  • OS CLSSICOS DA SOCIOLOGIAEMILE DURKHEIM1857-1917

  • BIBLIOGRAFIABASICA

    GARCIA, Dirce Maria Falconi. O pensamento sociolgico de Emile Durkheim. In Lemos Filho, Arnaldo. Sociologia Geral e do Direito. 5edio, Campinas:Ed.Alinea, 2012SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Classica: Marx, Durkheim e Weber. Petropolis, Ed.Vozes,2009

    LEMOS FILHO, Arnaldo. Slides

  • BIBLIOGRAFIACOMPLEMENTAR1.COSTA, Cristina. Sociologia,uma introduo Sociedade.3edio.So Paulo: Editora Moderna, 20052. ARON, Raymond. As etapas do Pensamento Sociolgico. Brasilia, UNB,19803. QUINTANERO, Tania. Um toque de classicos. 2 edio. Belo-Horizonte: Ed. UFMG, 20044. CASTRO, Ana Maria-DIAS, Edmundo.Introduo ao pensamento sociolgico. Rio de Janeiro, Ed. Eldorado,1987, 9edio.

  • CONCEITOS BSICOSFATO SOCIALCOERAO SOCIALCONSCINCIA COLETIVADIVISO SOCIAL DO TRABALHOSOLIDARIEDADE MECNICASOLIDARIEDADE ORGNICADIREITO REPRESSIVONORMAL E PATOLGICODIREITO RESTITUTIVOSUICDIOANOMIA

  • 1. Contexto Histrico - Obras2. Contribuies para a Sociologia2.1. A preocupao em estabelecer um objeto e um mtodo para a Sociologia2.2. A preocupao em estabelecer normas que justifiquem a manuteno da sociedade capitalista3. ConclusoROTEIRO

  • CONTEXTO HISTRICOVivendo no perodo que vai da segunda metade do sculo XIX at o final da Primeira Guerra Mundial foi contemporneo dos acontecimentos significativos do perodoInicio da III Republica na FranaO capitalismo consolidado e suas contradiesProgresso tecnolgicoProdutividade nas fbricasComuna de Paris(1871)Sindicatos - Greves

  • No Dia 8 de maro de 1857, operrias de uma fbrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fbrica e comearam a reivindicar melhores condies de trabalho, tais como, reduo na carga diria de trabalho para dez horas (as fbricas exigiam 16 horas de trabalho dirio), equiparao de salrios com os homens (as mulheres chegavam a receber at um tero do salrio de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestao foi reprimida com total violncia. As mulheres foram trancadas dentro da fbrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecels morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.Porm, somente no ano de 1910, durante uma conferncia na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de maro passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fbrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, atravs de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organizao das Naes Unidas).8 de maro de 1857

  • 1871Comuna de Paris foi o primeiro governo operrio da histria, fundado em 1871 na capital francesa por ocasio da resistncia popular ante invaso alem. A Comuna de Paris - considerada a primeira Repblica Proletria da histria - adotou uma poltica de carter socialista, baseada nos princpios da Primeira Internacional. O poder comunal manteve-se durante cerca de 40 dias. Seu esmagamento revestiu-se de extrema crueldade..

  • Em 1886, realizou-se uma manifestao de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da Amrica.Essa manifestao tinha como finalidade reivindicar a reduo da jornada de trabalho para 8 horas dirias e teve a participao de milhares de pessoas. Nesse dia teve incio uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramua com a polcia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestao foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lanamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que comeavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polcia abriu ento fogo sobre a multido, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de HaymarketTrs anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestao com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho dirio. A data escolhida foi o 1 de Maio, como homenagem s lutas sindicais de Chicago Primeiro de maio de 1886

  • 1891Rerum Novarum: sobre a condio dos operrios (em portugus Rerum Novarum significa "Das Coisas Novas") uma encclica escrita pelo Papa Leo XIII a 15 de Maio de 1891. Era uma carta aberta a todos os bispos, debatendo as condies das classes trabalhadoras..A encclica trata de questes levantadas durante a revoluo industrial e as sociedades democrticas no final do sculo XIX. Leo XIII apoiava o direito dos trabalhadores formarem a sindicatos, mas rejeitava o socialismo e defendia os direitos propriedade privada. Discutia as relaes entre o governo, os negcios, o trabalho e a Igreja.

  • Preocupa-se com o estabelecimento de uma nova ordem socialToda reforma social deve estar baseada no conhecimento prvio e cientfico da sociedade e no numa ao polticaCom amplo conhecimento das Cincias Naturais, passa a ver a sociedade como um imenso corpo biolgico.CONTEXTO HISTRICOProcurou conhecer a sociedade cientificamente, com racionalidade, para que a cincia pudesse resolver as questes sociais

  • Luta para provar que a Sociologia uma cincia e que, por isso, deve ser neutra.Faz uma leitura con