Ascensão ao Infinito

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  • ASCENSO AO

    INFINITO

    `` A PASSAGEM DA IGNORNCIA MENTAL A UMA FORMA DIFERENTE DE SE

    ENXERGAR O MUNDO, A NATUREZA E O UNIVERSO E PARTICULARMENTE O SER HUMANO

    COMO UM EX-MRMON COM DONS DE MEDIUNIDADE E VIDNCIA CONSEGUIU SE LIBERTAR DAS AMARAS DA IGNORNCIA RELIGIOSA E

    APRENDEU A ENXERGAR O MUNDO NUM NOVO OLHAR TRANSCENDENTAL.

    Marcelo Divino Marins.

  • Ol Meu nome Marcelo Divino Marins, sou nascido na cidade de Uberlndia no estado de

    Minas Gerais no dia 20 de setembro de 1977.

    Venho de uma famlia normal como todas as famlias, com um pai e me e um irmo e uma

    irm.

    Nasci e fui criado na cidade de Uberlndia, fui uma criana dentro da normalidade possvel,

    normal, gostava de brincar , amava desenhar, sempre fui muito carinhoso e sempre gostei das

    pessoas, amava muito minha famlia, brincava com meus colegas, brincava na rua, tinha meus

    brinquedos, tinha meus colegas da rua de minha casa, samos para soltar pipas e gostava de ir

    no campinho para brincar de bola, amava ir no brejo que tnhamos no meu bairro, amos

    nadar, naquela poca no era poludo, hoje loucura ir l.

    As vezes ficvamos a tarde inteira se no digo as vezes o dia inteiro. Minha me fazia eu e meu

    irmo lavarmos nossas roupas no taque porque vnhamos marrom de barro, era muito

    divertido, as vezes eu e meus colegas amos na beira de um anel virio para soltarmos pipa e

    papagaio.

    Gostava muito de ir na casa de minha j falecida v, como amava e era apegado a ela, sempre

    ia passar os finais de semana com ela, chegava a viajar com ela para nossos parentes que

    moram em Uberaba, lembro me uma vez de ir com ela de trem, lembro me que tinha 4 anos

    de idade, sempre consegui lembrar muitas coisas desde pequeno, lembro me perfeitamente

    de quando minha me chegou com minha irm Karla do hospital quando ela nasceu, eu tinha 4

    anos de idade, parece que foi hoje, combinei com meu irmo de 2 anos de escondermos

    debaixo da cama da minha me quando ela chegasse e quando ela chegou assim fizemos, foi

    surpreendente, crianas, ela era to cabeludinha, mas voltando a minha v, ento lembro me

    de estar com ela na estao de trem e da viajem at Uberaba, lembro me d paisagem do

    cerrado, era muito lindo, lembro me de ficar olhando e admirando aquela viagem, eu tinha 4

    anos de idade mas lembro como se fosse agora, minha v cuidando de mim com tanto carinho,

    lembro me que nessas viagens vinha um homem como se fosse garom vendendo coisas,

    lembro me perfeitamente de minha v me perguntando se queria um doce de amendoim

    modo, amava, eu aceitei e ela comprou, fui comendo aquele doce to delicioso e admirando a

    paisagem.

    Outra vez amos na casa de parentes nas fazendas de Uberaba e minha v pegou a mim e meu

    irmo e eu j estava com 12 anos e ficamos na sada de Uberlndia na BR 050 sada pra

    Uberaba e ficamos umas 2 horas at que um caminhoneiro parou e nos deu carona at essa

    fazenda que ficava 20 minutos antes de entrarmos na cidade de Uberaba, foi uma semana

    maravilhosa, eu e meu irmo ficamos muito juntos, isso foi no ano de 1990.

    Sempre estava muito presente com minha v, uma outra pessoa que fui muito apegado era

    meu tio Carlos, nossa amava ir na casa dele, amava brincar com meus primos Valrio e Marcio,

    amvamos brincar. Sempre estvamos juntos, Valrio foi um grande companheiro dos brejos

    da vida.

    Amava muito minhas tias Lcia e Suzy tambm, ambos todos do lado de minha me, tia Dalila

    esposa de tio Carlos tambm sempre muito presente, vocs podero notar a ausncia de falar

    da famlia de meu pai, mas tem um detalhe grande , minha me engravidou de um homem

    chamado Valter, esse homem e ela por vez no se acertaram e resolveram cada um seguir seu

    rumo, mas ela estava grvida de mim, ela ento reencontrou um conhecido que ela conhecia

  • de tempo passado e ele props morar com ela e sabendo da sua gravides props cuidar dela e

    do beb, ento no sou filho biolgico do meu pai Carlos no qual amo demais.

    Lembro me d uma infncia muito ativa, brincava muito, era muito feliz, adorava fazer meus

    desenhos, amava demais minha famlia.

    Minha me sempre muito amorosa mas quando as coisas saiam do eixo o coro comia e ardia

    muito, minha me era muito rgida para educar, tomei muitas coas.

    Meus pais eram como todas as pessoas normais, mas meu pai era muito mulherengo e traia

    muito minha me, tinha amantes e at outra casa, nossa isso fazia muito com que minha me

    e ele brigassem brigas horrorosas, a agresso era muito forte e minha me as vezes se tornava

    agressiva demais, nossa ficava muito amedrontado que algo pior acontece-se, minha me as

    vezes no parecia ela, e eles brigavam quase todos os dias, ele era alcolatra e bebia muito e

    como me doa v-lo vir cambaleando na rua , meus amigos zombavam dele e isso me doa

    muito porque era meu pai naquela situao, quando eu era criana ele era muito carinhoso

    comigo, nunca me deixou sentir alguma diferena em relao aos meus irmos.

    Fui ao cinema pela primeira vez aos 12 anos de idade e me apaixonei, foi magico estar l, fui

    levando por amigos que eram mais velhos que eu, mas depois comecei a ir sozinho, lembro me

    que pelo menos 2 vezes por ms ia, pedia meu pai dinheiro e ia sozinho, fiquei aficionado por

    cinema. Amava ver os filmes dos meus heris principalmente o Silverter Stallone, nossa amava

    o Rock Balboa e o Rambo e tambm o Lincoln Falco das quedas de braos. Gostava tambm

    do Arnold mas Stallone era meu favorito.

    Conforme fui crescendo eu era muito tmido e tinha extrema dificuldade para chegar em

    garotas para namorar, nossa no sabia nem como chegar, mas meus primos eram muito bons

    em arrumar namoradas e at meu irmo Renato, mas eu era uma decepo e negao. Da

    famlia toda eu era o mais devagar de todos, ou posso dizer parado mesmo.

    Na parte religiosa nunca fomos ativos em alguma religio, minha me e meu pai no tinham

    habito de ir a nenhuma igreja, pra ser sincero nunca fomos em alguma igreja juntos, no tenho

    essa lembrana de irmos pai, me e filhos, nossa casa no era assim, talvez um dos motivos

    pelos quais meus pais no tinham paz e brigavam tanto, talvez se tivessem o hbito de ir em

    alguma religio talvez as coisas pudessem ser diferentes ou no.

    Mas minha me era espiritualista, muito, sempre a via orando l no quarto, costumava ver ela

    lendo livros do espiritismo kardecista, as vezes ela me chamava para explicar algumas coisas,

    mas no entendia nada, minha cabea estava nas coisas de criana, queria era brincar e ser

    feliz, lembro me d mais ou menos os meus 6 anos nessa faixa, de ver minha me e meu pai

    irem para a cidade de Romaria pagar promessas. Minha v tambm tinha esse habito, meu tio

    Carlos com sua esposa, eles iam, s no lembro se minha Tia Lcia ia, nossa que saudades dela

    me deu agora.

    Minha vida seguia normal at ento, meus pais lembro me que no sbado noite saiam com

    os amigos deles para tomarem cerveja nos bares do nosso bairro, eles eram bem alegres, eu e

    meus irmos ficvamos aos cuidados de minha bisav que morava com a gente desde meus 2

    anos de idade, ela no tinha com quem morar e pediu minha me que com a autorizao de

    meu pai veio morar com a gente.

    Ela era bem velhinha, ela e eu no tivemos um bom relacionamento, ela me odiava de graa

    desde pequeno, ela no gostava de mim e no escondia isso de ningum, nem mesmo de

  • minha me, ela me beliscava escondido, ela pegava baratas de plstico junto com grilos e

    ficava jogando em mim quando bem pequeno para me ver gritar de medo, ela me xingava me

    amaldioava e isso eu tinha 4 , 5 anos e via muito minha me brigar com ela, lembro que ela

    recebia sua aposentadoria e comprava as coisas pra agradar meu irmo Renato que 2 anos

    mais novo que eu, lembro que ela comprava revistas em quadrinhos pra ele e no trazia pra

    mim, pois quando criana tinha fascnio em revistas em quadrinhos, tinha uma caixa de

    madeira e l tinha uns 100 e sempre eram da DC Comics e Marvel e do Chico Bento, o nico da

    turma da Monica que gostava de ler e me interessava.

    Mas fui crescendo e aprendendo a lidar com aquele dio da minha bisav por mim, minha me

    tinha as vezes muita vontade de expulsa-la de nossa casa, mas ela ficava com d dela porque

    no tinha para onde ir, at tinha mas ningum queria ela e minha me aceitou esse fardo com

    amor.

    Mas quero falar da minha vinda na terra, minha me teve uma gestao normal, foi uma

    gestao feliz de preparao e anseio pelo primeiro filho que viria.

    No momento da vinda ela foi levada para o Hospital de Clinicas de Uberlndia, conhecido

    como a UFU, pois bem, foi no dia 20 de setembro de 1977.

    Foi uma experincia complicada, minha me teve complicaes e eu tive que ser retirado a

    ferro no procedimento chamado frceps, onde uma tortura muito grande para a mulher,

    minha me quase teve sua vida findada ali, mas o beb nasceu sem reao, naquele momento

    o beb no deu nenhum sinal de vida, parecia um boneco inanimado, e minha me sem saber

    o que estava acontecendo ouvia a agitao dos mdicos e enfermeiras lutando para que o

    beb respondesse, minha me fraca e debilitada perguntava sem saber o que tinha acontecido

    se o beb tinha morrido no nascimento, perguntava e ningum respondia, ento ela na sua f

    comeou a orar e a pedir a Deus que desse o filho dela a ela e que se ele sobrevivesse ela

    colocaria o nome de Divino nele em homenagem ao Divino Espirito Santo. Ela me contou