Homicídio-–-art-121-material-para-os-alunos

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Prof. Raquel Tiveron

Código PenalParte geral

Lei 7.209/19848 títulos

Parte especial- DL 2.848/1940- 11 títulos

Qual a finalidade do direito penal?Quem decide o bem jurídico a ser protegido?

Adultério(Revogado pela Lei 11.106-2005)

Art. 240 - Cometer adultério: Pena - detenção, de 15 (quinze) dias a 6 (seis) meses.§ 1º - Incorre na mesma pena o co-réu.

§ 2º - A ação penal somente pode ser intentada pelo cônjuge ofendido, e dentro de 1 (um) mês após o conhecimento do fato.

§ 3º - A ação penal não pode ser intentada: I - pelo cônjuge desquitado;II - pelo cônjuge que consentiu no adultério ou o perdoou, expressa

ou tacitamente.

§ 4º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: I - se havia cessado a vida em comum dos cônjuges;II - se o querelante havia praticado qualquer dos atos previstos no

Art. 317, do Código Civil.

Princípio da Intervenção Mínima

Princípio da Fragmentariedade

 ConcussãoArt. 316 - Exigir, para si ou para outrem,

direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida:

        Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.

Corrupção passiva        Art. 317 - Solicitar ou receber, para

si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:

        Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de 12.11.2003)

Maus-tratos  Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:

        Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa.

Lei 9.605/98Art. 49. Destruir, danificar, lesar ou maltratar, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentação de logradouros públicos ou em propriedade privada alheia:

        Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.

        Parágrafo único. No crime culposo, a pena é de um a seis meses, ou multa.

Classificação majoritária dos crimes:

MateriaisDolososInstantâneosDe concurso eventualComissivosAdmitem tentativa

HomicídioPrimeiro bem jurídico

protegido pelo legislador

Fraz von Liszt:destruição da vida humana

alheia.

Vida humanaÉ um direito absoluto do cidadão?

CONSTITUIÇÃO FEDERALArt. 5º Todos são iguais perante a lei,

sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, (...)

Vida humanaCONSTITUIÇÃO FEDERALArt. 5º, XLVII - não haverá penas:a) de morte, salvo em caso de guerra

declarada, nos termos do art. 84, XIX;

CPM Art. 56. A pena de morte é executada por

fuzilamento.

Elemento subjetivoAnimus necandi ou

Animus occidendi

Aborto x homicídioVida humana protegida desde o seu início

Aborto x homicídioVida humana protegida desde o seu inícioLimite entre aborto e homicídio: parto

Aborto x homicídioVida humana protegida desde o seu inícioLimite entre aborto e homicídio: partoQuando o parto tem início: cesariana x parto

normal

Aborto x homicídioVida humana protegida desde o seu inícioLimite entre aborto e homicídio: partoQuando o parto tem início: cesariana x parto

normalVida intra-uterina x extra-uterina

Ex: mulher com oito meses e meio de gravidez. O agente com dolo de matá-la, desfere 5 tiros em sua direção. A mulher morre mas o bebê é salvo e vem a morrer 15 dias depois. Submetida à perícia, o Laudo de Exame de Corpo de Delito cadavérico atesta que a causa mortis da criança foram os tiros desferidos pelo agente 15 dias antes. Tipifique a conduta do agente: aborto ou homicídio?

Em relação à mulher: art. 121, CP

Em relação ao feto:

Em relação à mulher: art. 121, CP

Em relação ao feto:Qdo praticou a conduta = o parto não havia

se iniciadoQdo a criança morreu = o parto já havia se

iniciado

Em relação à mulher: art. 121, CP

Em relação ao feto:Qdo praticou a conduta = o parto não havia se

iniciadoQdo a criança morreu = o parto já havia se

iniciadoQual o tempo do crime?

Tempo do Crime e Lugar do Crime

Teorias:atividaderesultadoubiqüidade

Tempo do crime        Art. 4º - Considera-se praticado o crime

no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

Lugar do crime        Art. 6º - Considera-se praticado o crime

no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

LUTA

Lugar =

Ubiqüidade

Tempo = Atividade

Em relação à mulher: art. 121, CP

Em relação ao feto:Dolo de matarTeoria da AtividadeMomento do crime = antes do parto = aborto

(125)

CESPE/Exame de Ordem 2008 – 19/10/2008QUESTÃO 5Penélope, grávida de 6 meses, foi atingida por

disparo de arma de fogo efetuado por Teobaldo, cuja intenção era matar a gestante e o feto. Socorrida por populares, a vítima foi levada ao hospital e, em decorrência das lesões sofridas, perdeu o rim direito. O produto da concepção veio ao mundo e, alguns dias depois, em virtude dessas circunstâncias, morreu.

Considerando a situação hipotética apresentada, tipifique a(s) conduta(s) de Teobaldo.

Penélope = art. 121, caput, c/c art. 14, II, c/c art. 61, inciso II, alínea “H”

Em relação ao feto = art. 125 do CP

Temas Avançados em Homicídio

Anencéfalo

Eutanásia

Xifópagos

Temas Avançados em Homicídio

Anencéfalo

Eutanásia

Xifópagos

Sujeito passivo do homicídioFranz Von Listz: ser vivo, nascido de mulher.

Suficiente vida biológica presente

AnencéfaloBem jurídico protegido:

VidaVida viável?

HomicídioBem jurídico

Consumação

Modos de execução

HomicídioBem jurídico x objeto material

HomicídioBem jurídico protegido: disponível ou

indisponível?

HomicídioEutanásia: é fato típico?

Distanásia

Ortotanásia

Eutanásia, Ortotanásia, DistanásiaEutanásia = eu (boa) + thanatos (morte)

Ortotanásia = orto (certo) + thanatos (morte)

Distanásia = dis (duas vezes) + thanatos (morte)

Eutanásia = conduta ativa pela qual se põe fim à vida de um doente terminal para lhe abreviar o sofrimento. Ex: aplicação de injeção letal, desligamento de aparelho.

Ortotanásia = “morte apropriada” ou “morte no tempo certo”. Médico deixa de prolongar a vida sofrida por meios artificiais como em caso de morte encefálica com coma irreversível. Ex: falta de administração de medicamentos.

Distanásia = “obstinação terapêutica”, prolongamento artificial da morte

Anteprojeto de Código Penal de 1998[Eutanásia]§ 3º - Se o autor do crime agiu por compaixão, a pedido

da vítima, imputável e maior, para abreviar-lhe sofrimento físico insuportável, em razão de doença grave:

Pena – Reclusão, de três a seis anos..

Exclusão de ilicitude[Ortotanásia]§ 4º - Não constitui crime deixar de manter a vida de

alguém por meio artificial, se previamente atestada por dois médicos, a morte como iminente e inevitável, e desde que haja consentimento do paciente, ou na sua impossibilidade, de ascendente, descendente, cônjuge, companheiro ou irmão.

Igreja CatólicaÉ necessário afirmar, com toda a firmeza, que nada nem pessoa alguma pode autorizar a morte de um ser humano inocente, seja feto ou embrião, criança ou adulto, velho, enfermo, incurável ou agonizante... Trata-se, com efeito, de uma violação da lei divina, de uma ofensa à dignidade da pessoa humana, de um crime contra a vida, de um atentado contra a humanidade.

Ante a iminência de uma morte inevitável, apesar dos meios empregados, é lícito, em consciência, tomar a decisão de renunciar a alguns tratamentos que prolongariam, unicamente um prolongamento precário e penoso da existência, sem interromper, porém, os cuidados normais devidos ao enfermo em casos similares. (Documento do Vaticano, de cinco de maio de 1980).

Testamento vital = documento em que a pessoa determina, de forma escrita, que tipo de tratamento ou não tratamento que deseja para a ocasião em que se encontrar doente, em estado incurável ou terminal, e incapaz de manifestar sua vontade.

Médico, enfermeiro, amigo ou parente que deixa disponível ao lado paciente seringa contendo certa droga capaz de causar-lhe a morte, a pedido deste, comete crime?

Induzimento, instigação ou auxílio a suicídio

        Art. 122 - Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:

        Pena - reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave.

HomicídioBem jurídico

Consumação

Modos de execução

Consumação do homicídioMorte encefálica

Lei nº 9.434/97Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e

partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento

Art. 3º A retirada post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante ou tratamento deverá ser precedida de diagnóstico de morte encefálica, constatada e registrada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do Conselho Federal de Medicina

Temas Avançados em Homicídio

Anencéfalo

Eutanásia

Xifópagos

Xifópagos ou irmãos siamesesUm dos casos mais antigos

documentado de gêmeos xifópagos é o de Mary e Eliza Chulkhurst As irmãs, também conhecidas como as Donzelas de Biddenden, nasceram em 1100. Gêmeas pigópagas, ou seja, unidas pelas costas, na região lombar, Mary e Eliza viveram até os 34 anos. Elas morreram com uma diferença de algumas horas.

Xifópagos ou irmãos siameses Talvez os gêmeos xifópagos mais conhecidos na Talvez os gêmeos xifópagos mais conhecidos na história sejam Eng e Chang Bunker. Unidos pelo história sejam Eng e Chang Bunker. Unidos pelo tórax, Eng e Chang nasceram em 1811 em Sião (hoje tórax, Eng e Chang nasceram em 1811 em Sião (hoje Tailândia), por isso, muitos chamam os xifópagos de Tailândia), por isso, muitos chamam os xifópagos de siameses. Eles deixaram sua terra natal durante a siameses. Eles deixaram sua terra natal durante a adolescência para viajar pela Europa e Américas do adolescência para viajar pela Europa e Américas do Norte e do Sul. Trabalhando como dois agentes, os Norte e do Sul. Trabalhando como dois agentes, os irmãos se tornaram celebridades muito conhecidas, irmãos se tornaram celebridades muito conhecidas, fazendo apresentações e ministrando palestras por fazendo apresentações e ministrando palestras por onde viajavam. Finalmente, eles se aposentaram em onde viajavam. Finalmente, eles se aposentaram em Wilkes County, na Carolina do Norte, onde se Wilkes County, na Carolina do Norte, onde se casaram com Sally e Adelaide Yates. Juntos, os dois casaram com Sally e Adelaide Yates. Juntos, os dois casais tiveram 21 filhos.casais tiveram 21 filhos.

Os irmãos Bunker viveram incrivelmente até os 63 anos. E, assim como as Donzelas de Biddenden, Eng e Chang morreram com uma diferença de algumas horas.

direito de 2º grau = dolo de conseqüências necessárias, embora ele não queira diretamente. O agente não persegue diretamente o resultado colateral, mas possui total consciência da sua ocorrência. Ex: bomba no avião para matar desafeto

dolo indireto eventual = as conseqüências podem ou não acontecer.

Dúvida:É possível condenação por homicídio sem

cadáver?

HomicídioCrime material

 Art. 158.  Quando a infração deixar vestígios, será indispensável o exame de corpo de delito, direto ou indireto, não podendo supri-lo a confissão do acusado.

Art. 167.  Não sendo possível o exame de corpo de delito, por haverem desaparecido os vestígios, a prova testemunhal poderá suprir-lhe a falta.

Exame de corpo de delito e prova testemunhaExame direto: sobre o objeto material do

crime

Exame indireto: pelos peritos, a partir de informações prestadas, exame de documentos, por dedução

Prova testemunhal

HC 51364 / PEHABEAS CORPUSQUINTA TURMA04/05/2006HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE

LATROCÍNIO E OCULTAÇÃO DE CADÁVER. ALEGAÇÃO DE DEMORA PELO TRIBUNAL A QUO NO PROCESSAMENTO DO RECURSO ESPECIAL. INOCORRÊNCIA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO COM FUNDAMENTO NA AUSÊNCIA DE EXAME DE CORPO DELITO. 1. O recurso especial interposto na origem está sendo regularmente processado pelo Tribunal a quo, aguardando, tão-somente, a apresentação das contra-razões ministeriais. Acrescente-se, ademais, que eventual demora não prejudica o cumprimento de mandado de prisão ou a execução provisória da pena, pois o apelo extremo é desprovido de efeito suspensivo.

2. A simples ausência de laudo de exame de corpo de delito da vítima não tem o condão de conduzir à conclusão de inexistência de provas da materialidade do crime, se nos autos existem outros meios de prova capazes de convencer o julgador quanto à efetiva ocorrência do delito, como se verifica na hipótese vertente. 3. Ordem denegada.

HomicídioBem jurídico

Consumação

Modos de execução

Meios de cometimento do homicídioFísicos

Mecânicos: instrumentos contundentes, perfurantes e cortantes

Químicos: substâncias corrosivas, venenosPatogênicos: vírus letais

Morais ou psíquicos Ex: matar de rir um apoplético, dar falsa notícia de

morte de um filhoPor meio de palavras

Ex: dizer para um cego avançar em direção a um precipício

HIV e tentativa de homicídioHABEAS CORPUS. TENTATIVA DE HOMICÍDIO.

PORTADOR VÍRUS DA AIDS. DESCLASSIFICAÇÃO. ARTIGO 131 DO CÓDIGO PENAL.

1. Em havendo dolo de matar, a relação sexual forçada e dirigida à transmissão do vírus da AIDS é idônea para a caracterização da tentativa de homicídio.

2. Ordem denegada.(HC 9.378/RS, Rel. Ministro HAMILTON

CARVALHIDO, SEXTA TURMA, julgado em 18/10/1999, DJ 23/10/2000 p. 186)

HomicídioCaput: simples (por exclusão)Parágrafo 1o: privilegiadoParágrafo 2o: qualificadoParágrafo 3o: culposoParágrafos 4o e 5o: causas de aumento de

pena

Homicídio simplesO homicídio simples pode ser hediondo?

Lei 8.072/90Art. 1o São considerados hediondos os

seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados:

        I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2o, I, II, III, IV e V);

Inconstitucionalidade do regime integralmente fechado

STF: 23/2/2006 HC 82959, por 6 a 5, pleno: declara inconstitucional o regime integralmente fechado: c/ base neste princípio (controle difuso de constitucionalidade - HC)

- depois, Lei 11.464, de 29 de maio de 2007 (altera a lei 8.072/90): definiu novos critérios de progressão (diferentes da LEP, art. 112).

Individualização da pena3 fases:

No plano abstrato: preceito secundário da norma

Quando o juiz concretiza a pena em abstratoPelo juiz da Vara de Execuções Criminais

Lei 11.464, de 29 de maio de 2007Art. 1o  O art. 2o da Lei no 8.072, de 25 de julho de 1990, passa a vigorar com a seguinte redação: (...)

§ 1o  A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado. 

§ 2o  A progressão de regime, no caso dos condenados aos crimes previstos neste artigo, dar-se-á após o cumprimento de 2/5 (dois quintos) da pena, se o apenado for primário, e de 3/5 (três quintos), se reincidente. 

- antes desta lei: progressão com 1/6, com base na LEP

- depois: progressão com 2/5 (primário) ou 3/5 (se reincidentes)

Homicídio privilegiadoQual a sua natureza jurídica?

Homicídio privilegiadoCaso de diminuição de pena         § 1º Se o agente comete o crime

impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

Homicídio privilegiadoQual a sua natureza jurídica?

Em que fase da aplicação da pena ele é considerado?

Critério trifásico para aplicação da pena   Art. 68, Código Penal: A pena-base será fixada

atendendo-se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento

Critério trifásico para aplicação da penaCircunstâncias judiciais do art. 59

atenuantes e agravantes

causas de diminuição e de aumento

Homicídio privilegiado        § 1º Se o agente comete o crime

impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

Homicídio privilegiadoValor social

Valor moral

sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima

CESPE/Defensor Público AL/2003( ) Caracteriza homicídio privilegiado o

fato de o agente cometer o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima.

CESPE/Defensor Público AL/2003(ERRADO) Caracteriza homicídio privilegiado

o fato de o agente cometer o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima.

Atenuantes genéricas   Art. 65 - São circunstâncias que sempre

atenuam a pena:III - ter o agente:         a) cometido o crime por motivo de

relevante valor social ou moral;(...)        c) cometido o crime sob coação a que

podia resistir, ou em cumprimento de ordem de autoridade superior, ou sob a influência de violenta emoção, provocada por ato injusto da vítima;

JUIZ – DF 2007( ) Afastado o privilégio da violenta

emoção, subsiste impossibilitada, na mesma hipótese, a incidência da atenuante genérica homônima, prevista no art. 65, III, “c”, do Código Penal.

JUIZ – DF 2007(FALSO) Afastado o privilégio da

violenta emoção, subsiste impossibilitada, na mesma hipótese, a incidência da atenuante genérica homônima, prevista no art. 65, III, “c”, do Código Penal.

(MPU/24°/MPDFT/Promotor de Justiça Adjunto/2002) Acerca dos crimes contra a vida, assinale a opção incorreta.

( ) Apenas o motivo de relevante valor social ou moral torna privilegiado o homicídio.

(MPU/24°/MPDFT/Promotor de Justiça Adjunto/2002) Acerca dos crimes contra a vida, assinale a opção incorreta.

(FALSO) Apenas o motivo de relevante valor social ou moral torna privilegiado o homicídio.

Homicídio privilegiadoA redução da pena pelo privilegio é obrigação

ou faculdade para o juiz?

Caso de diminuição de pena         § 1º Se o agente comete o crime

impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

Competência para julgamento do homicídio doloso

Constituição FederalArt. 5º, XXXVIII - é reconhecida a instituição

do júri, com a organização que lhe der a lei, assegurados:

a) a plenitude da defesa;b) o sigilo das votações;c) a soberania dos veredictos;d) a competência para julgamento dos

crimes dolosos contra a vida;

Homicídio privilegiadoA redução da pena pelo privilegio é

obrigação ou faculdade para o juiz?

R = uma vez reconhecido pelo júri, é obrigatória a redução pelo privilégio.

É possível o julgamento pelo júri sem a presença do réu?

É possível o julgamento pelo júri sem a presença do réu?CPP, Art. 457.  O julgamento não será adiado pelo

não comparecimento do acusado solto, do assistente ou do advogado do querelante, que tiver sido regularmente intimado.

        § 1o  Os pedidos de adiamento e as justificações de não comparecimento deverão ser, salvo comprovado motivo de força maior, previamente submetidos à apreciação do juiz presidente do Tribunal do Júri.

        § 2o  Se o acusado preso não for conduzido, o julgamento será adiado para o primeiro dia desimpedido da mesma reunião, salvo se houver pedido de dispensa de comparecimento subscrito por ele e seu defensor.

Crimes dolosos contra a vidaCompetência para julgamento

CESPE/Defensor Público AL/2003( ) Os delitos de infanticídio, de aborto e

de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio são denominados crimes contra a vida.

CESPE/Defensor Público AL/2003(CERTO) Os delitos de infanticídio, de aborto

e de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio são denominados crimes contra a vida.

(MPU/26°/MPDFT/Promotor de Justiça Adjunto/2003) Configura crime contra a vida

A ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.

B expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea de que sabe ou deve saber que está contaminado.

C praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio.

D expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.

E induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça.

CAPÍTULO IIDAS LESÕES CORPORAIS

        Lesão corporal         Art. 129. Ofender a integridade corporal

ou a saúde de outrem:         Pena - detenção, de três meses a um

ano.

CAPÍTULO IIIDA PERICLITAÇÃO DA VIDA E DA SAÚDE

        Perigo de contágio venéreo        Art. 130 - Expor alguém, por meio de

relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está contaminado:

        Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.

        § 1º - Se é intenção do agente transmitir a moléstia:

        Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

        § 2º - Somente se procede mediante representação.

Perigo de contágio de moléstia grave        Art. 131 - Praticar, com o fim de

transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio:

        Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

        Perigo para a vida ou saúde de outrem

        Art. 132 - Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:

        Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

        Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais.

(MPU/26°/MPDFT/Promotor de Justiça Adjunto/2003) Configura crime contra a vida

A ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.

B expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea de que sabe ou deve saber que está contaminado.

C praticar, com o fim de transmitir a outrem moléstia grave de que está contaminado, ato capaz de produzir o contágio.

D expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.

E induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça.

Homicídio praticado por militar contra civilCompetência para julgamento

Homicídio praticado por militarCompetência para julgamento em caso de a vítima ser

civil

CONSTITUIÇÃO FEDERALArt. 125, § 4º Compete à Justiça Militar estadual processar

e julgar os militares dos Estados, nos crimes militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Homicídio praticado por militarCompetência para julgamento em caso de a

vítima ser civil

CPPMArt. 82, § 2° Nos crimes dolosos contra a vida,

praticados contra civil, a Justiça Militar encaminhará os autos do inquérito policial militar à justiça comum.

Homicídio qualificado

Homicídio qualificado – parág.2oMotivos – I e IIMeios - IIIModos - IVFins - V

Motivos        § 2° Se o homicídio é cometido:         I - mediante paga ou promessa de

recompensa, ou por outro motivo torpe;        

II - por motivo fútil;

Paga x promessa de recompensa

No homicídio qualificado pela promessa de recompensa, o agente matar a vitima e depois não receber a recompensa, ainda assim responde com ela?

R: sim, porque o dolo dele foi de matar pela recompensa

Deve o mandante responder também pelo homicídio qualificado pelo simples fato de ter prometido a vantagem para que alguém o praticasse?

DoutrinaR = não, pois pode ser que o mandante

possuísse um motivo de relevante valor moral, que não se confunde com o que motivou o executor do crime de homicídio.

As qualificadoras são consideradas circunstâncias e não elementares do tipo

Código PenalCircunstâncias incomunicáveis

        Art. 30 - Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime.

Doutrina = não comunica

STJ = dividido5ª turma = não comunica6ª turma = comunica

STJ – 5ª turma - 2004 – não comunica“No homicídio do tipo mercenário, a qualificadora

relativa ao cometimento do delito mediante paga ou promessa de recompensa é uma circunstância de caráter pessoal, não passível, portanto, de comunicação aos co-autores ou partícipes, por força do art. 30 do Código Penal. Precedente.

- Não constitui ilegalidade cada autor, co-autor ou partícipe responder pelas suas circunstâncias pessoais, dentre as quais situa-se a motivação do delito - o executor será responsabilizado por ter aceitado retirar a vida de outrem mediante o

STJ – 5ª turma - 2004 – não comunicarecebimento de uma contra-prestação, já o autor

intelectual será responsabilizado pela sua intenção ao ter dado causa à prática infracional, como é o caso dos autos (...)

(RHC 14.900/SC, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUINTA TURMA, julgado em 17/06/2004, DJ 09/08/2004 p. 277)

STJ – 6ª turma - 2008 - comunica“1. No homicídio mercenário, a

qualificadora da paga ou promessa de recompensa é elementar do tipo qualificado e se estende ao mandante e ao executor.”

(HC 99.144/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 04/11/2008, DJe 09/12/2008)

Motivo TorpeÉ o moralmente reprovável, demonstrativo de depravação espiritual do sujeito.

motivo abjeto, repugnante.Torpe é o motivo que ofende gravemente a moralidade média ou os princípios éticos dominantes em determinado meio social (Heleno Fragoso).

Exposição de Motivos do Código Penal38. Em primeiro lugar, vem o motivo torpe

(isto e, o motivo que suscita a aversão ou repugnância geral, v. g.: a cupidez, a luxuria, o despeito da imoralidade contrariada, o prazer do mal etc.) ou fútil (isto e, que, pela sua mínima importância, não e causa suficiente para o crime).

Interpretação analógicaAnalogia x interpretação analógica: a

diferença está na voluntas legis

Interpretação analógica – a “porta” foi aberta pelo legislador

Exemplos:

Homicídio qualificado         § 2° Se o homicídio é cometido:         I - mediante paga ou promessa de

recompensa, ou por outro motivo torpe;         II - por motivo fútil;         III - com emprego de veneno, fogo,

explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;

        IV - à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

        V - para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:

        Pena - reclusão, de doze a trinta anos.

MPDFT – Promotor 2009( ) Nas hipóteses determinantes da forma

qualificada do homicídio o legislador adotou a aplicação da interpretação analógica.

MPDFT – Promotor 2009(CERTO) Nas hipóteses determinantes da

forma qualificada do homicídio o legislador adotou a aplicação da interpretação analógica.

( ) É possível a utilização da analogia em direito penal.

(CERTO) É possível a utilização da analogia em direito penal.

In bonam partem

Motivo torpePatrimonial

Ciúmes

Vingança

Motivo torpe - patrimonialHABEAS CORPUS. RÉU DENUNCIADO POR HOMICÍDIO TRIPLAMENTE QUALIFICADO COMETIDO CONTRA A SUA EX-ESPOSA, MÃE DE SEUS FILHOS. (...)1. A manutenção da custódia reside no impositivo resguardo da ordem pública, em cujo conceito há de figurar a necessidade de excluir do meio social aquele que, segundo a denúncia, por motivo patrimonial, tido como torpe, mata sua mulher no interior de sua residência, com os filhos do casal dormindo em outra dependência, mediante meio cruel, pois após ser violentamente agredida foi degolada. 2. Ademais, pretendeu o paciente, segundo o relato da autoridade policial, simular a ocorrência de suicídio, inclusive com a invocação de álibi, versão que acabou abalada pela prova obtida com a eficiente utilização de material técnico, assim também pela confissão da empregada do casal, que admitiu ter participado, por iniciativa daquele, do cometimento do delito. (...)4. Habeas corpus denegado.

STJ, HC 46058 DJ 03/04/2006 p. 421

CESPE/Defensor Público AL/2003( ) Considera-se homicídio qualificado por

motivo torpe aquele praticado para receber herança.

CESPE/Defensor Público AL/2003(CERTO) Considera-se homicídio qualificado

por motivo torpe aquele praticado para receber herança.

Motivo torpe – Ciúme“II - O ciúme, por si só, sem outras

circunstâncias, não caracteriza o motivo torpe. Não obstante, no presente caso, as peculiaridades do feito não indicam a manifesta improcedência da referida circunstância qualificadora, notadamente se considerado o despropósito da ação praticada bem como a sua crueldade aviltante.”

(HC 123.918/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 13/08/2009, DJe 05/10/2009)

Motivo torpe – Ciúme“1. É da competência do conselho de

sentença decidir se o paciente praticou o ilícito motivado por ciúme ou vingança, bem como se tais sentimentos, na análise do caso concreto, constituem o motivo torpe que qualifica o crime de homicídio.”

(HC 104.097/RS, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 13/08/2009, DJe 13/10/2009)

Motivo torpe - Vingança“III - A verificação se a vingança constitui ou não motivo torpe deve ser feita com base nas peculiaridades de cada caso concreto, de modo que, não se pode estabelecer um juízo a priori, seja positivo ou negativo. Conforme ressaltou o Pretório Excelso: a vingança, por si só, não substantiva o motivo torpe; a sua afirmativa, contudo, não basta para elidir a imputação de torpeza do motivo do crime, que há de ser aferida à luz do contexto do fato"(HC 83.309/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ de 06/02/2004).

IV - No caso concreto, entretanto, a circunstância do crime ter sido cometido em decorrência de abuso sexual sofrido pelo paciente, no passado, pela vítima do homicídio, afasta, de plano, a apontada torpeza do motivo. Ordem parcialmente concedida.”

(HC 126.884/DF, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em 15/09/2009, DJe 16/11/2009)

Motivo torpePatrimonial = sim

Ciúmes = depende

Vingança = depende

Motivo fútil

O que é motivo fútil?FÚTIL:  do latim “futile” . Frívolo,  vão, 

leviano.

MOTIVO FÚTIL: pequeno, insignificante . Desproporção significativa entre a origem e a reação do agente.  Ex.: “Carecas do ABC” que jogaram dois passageiros do trem porque acharam que eles eram pagodeiros; mata uma pessoa porque ela “olhou feio” para ele; mata uma pessoa porque ela porque olhou para a mulher dele; mata a mulher porque deixou queimar o feijão.

Paulo José da Costa: é aquele notadamente desproporcionado ou inadequado, do ponto de vista do homo medius e em relação ao crime de que se trata (Comentários ao Código Penal, pág. 366).

Delegado de Polícia Civil – GO 2008 (UEG)Sobre o crime de homicídio, é CORRETO

afirmar:( ) a futilidade para qualificar o homicídio

deve ser apreciada subjetivamente, ou seja, pela opinião do sujeito ativo.

Delegado de Polícia Civil – GO 2008 (UEG)Sobre o crime de homicídio, é CORRETO

afirmar:(ERRADO) a futilidade para qualificar o

homicídio deve ser apreciada subjetivamente, ou seja, pela opinião do sujeito ativo.

“Motivo fútil é aquele que não pode razoavelmente explicar e, muito menos, justificar a conduta do agente”. (STJ 200710180025865Data do Acórdão:18/10/2007)

Ausência de motivo é motivo fútil?

Não: STJ (Princípio da legalidade)Sim: Greco e Capez

STJ – Ausência de motivo não é igual a motivo fútil“1. Sempre haverá um motivo para o cometimento

do delito, embora não se consiga, em todos os casos, descobrir a razão que levou o agente a praticá-lo.

2. Não se pode confundir motivo fútil com falta – ou desconhecimento – do motivo, sob pena de configurado ilegal. (...)

6. Ordem concedida para, de um lado, afastar a incidência da qualificadora por motivo fútil (...)”

(HC 91.747/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA, julgado em 12/05/2009, DJe 01/06/2009)

Meios

III - com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum;

MeiosVeneno: meio insidioso (disfarçado,

escondido, oculto, encoberto) que alcança a vítima sem que ela perceba, impedido a sua defesa e natural reação contra o agente

MeiosVeneno: meio insidioso (disfarçado, escondido,

oculto, encoberto) que alcança a vítima sem que ela perceba, impedido a sua defesa e natural reação contra o agente

Tortura: como meio x como fim

Tortura como meio cruelHomicídio qualificado pela tortura x tortura

Lei 9.455/97Art. 1º Constitui crime de tortura:         I - constranger alguém com emprego de violência ou

grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental:         a) com o fim de obter informação, declaração ou

confissão da vítima ou de terceira pessoa;         b) para provocar ação ou omissão de natureza

criminosa;         c) em razão de discriminação racial ou religiosa;         II - submeter alguém, sob sua guarda, poder ou

autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

        Pena - reclusão, de dois a oito anos.         § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave

ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.

JUIZ – DF 2007( ) A distinção fundamental entre o

delito tipificado no art. 121, § 2°, inciso III, do Código Penal (homicídio qualificado pela tortura) e o crime de tortura qualificada pela morte (art. 1°, §3°, da Lei n. 9.455/97), é que neste último o resultado morte se dá por culpa.

JUIZ – DF 2007(CERTA) A distinção fundamental entre

o delito tipificado no art. 121, § 2°, inciso III, do Código Penal (homicídio qualificado pela tortura) e o crime de tortura qualificada pela morte (art. 1°, §3°, da Lei n. 9.455/97), é que neste último o resultado morte se dá por culpa.

MeiosVeneno: meio insidioso (disfarçado, escondido, oculto, encoberto) que alcança a vítima sem que ela perceba, impedido a sua defesa e natural reação contra o agente

Tortura: como meio x como fimAsfixia: mecânica (enforcamento,

estrangulamento) ou tóxica (uso de gases tóxicos)

MeiosVeneno: meio insidioso (disfarçado, escondido,

oculto, encoberto) que alcança a vítima sem que ela perceba, impedido a sua defesa e natural reação contra o agente

Tortura: como meio x como fimAsfixia: mecânica (enforcamento,

estrangulamento) ou tóxica (uso de gases tóxicos)Fogo e explosivo: meios capazes de produzir

perigo comum, onde ao dano da vítima, em geral cruel, se junta a ameaça a bens de outrem.

CESPE – Delegado RR 2003Considere a seguinte situação hipotética.Manoel trancafiou seu desafeto em um

compartimento completamente isolado e introduziu nesse compartimento gases deletérios (óxido de carbono e gás de iluminação), os quais causaram a morte por asfixia tóxica da vítima.

Nessa situação, Manoel responderá pelo crime de homicídio qualificado.

CESPE – Delegado RR 2003(CERTO) Considere a seguinte situação

hipotética.Manoel trancafiou seu desafeto em um

compartimento completamente isolado e introduziu nesse compartimento gases deletérios (óxido de carbono e gás de iluminação), os quais causaram a morte por asfixia tóxica da vítima.

Nessa situação, Manoel responderá pelo crime de homicídio qualificado.

Meio cruelCausa sofrimento excessivo desnecessário à

vítima enquanto viva.

Exposição de Motivos do Código Penal38. Vem a seguir o "emprego de veneno,

fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso (isto e, dissimulado na sua eficiência maléfica) ou cruel (isto e, que aumenta inutilmente o sofrimento da vítima, ou revela uma brutalidade fora do comum ou em contraste com o mais elementar sentimento de piedade) ou de que possa resultar perigo comum".

a multiplicidade de atos executórios (ex: reiteração de facadas), por si só, configura a qualificadora do meio cruel?

STJ PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL. ART. 121, § 2º, III, DO CP. MEIO CRUEL. REITERADOS GOLPES. EXCLUSÃO DE QUALIFICADORA MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE.

I - As qualificadoras somente podem ser excluídas na fase do iudicium accusationis, se manifestamente improcedentes (Precedentes do STF e do STJ).

II - O meio cruel, previsto no art. 121, §2º, III, do CP, é aquele em que o agente, ao praticar o delito, provoca um maior sofrimento à vítima. Vale dizer, quando se leva à efeito o crime com evidente instinto de maldade, objetivando impor à vítima um sofrimento desnecessário. Dessa maneira, a multiplicidade de atos executórios (in casu, reiteração de facadas), por si só, não configura a qualificadora do meio cruel.

Recurso desprovido. (REsp 743.110/MG, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA

TURMA, julgado em 15/12/2005, DJ 27/03/2006 p. 322)

Venenoveneno: qualquer substância que possa

causar a morte da vítima ou uma lesão corporal grave (Bitencourt)

Meio insidioso x meio cruel

ModosIV - à traição, de emboscada, ou mediante

dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido;

ModosTraição: ataque súbito e sorrateiro,

atingindo a vítima descuidada ou confiante, antes de perceber o gesto criminoso

ModosTraição: ataque súbito e

sorrateiro, atingindo a vítima descuidada ou confiante, antes de perceber o gesto criminoso

Emboscada: tocaia, o agente aguarda a vítima passar, para então surpreendê-la

ModosTraição: ataque súbito e sorrateiro, atingindo a vítima descuidada ou confiante, antes de perceber o gesto criminoso

Emboscada: tocaia, o agente aguarda a vítima passar, para então surpreendê-la

Dissimulação: ocultação da intenção hostil, fazendo-se passar por amigo, conselheiro, dando falsas mostras de amizade a fim de facilitar o cometimento do homicídio.

ModosTraição: ataque súbito e sorrateiro, atingindo a vítima descuidada ou confiante, antes de perceber o gesto criminoso

Emboscada: tocaia, o agente aguarda a vítima passar, para então surpreendê-la

Dissimulação: ocultação da intenção hostil, fazendo-se passar por amigo, conselheiro, dando falsas mostras de amizade a fim de facilitar o cometimento do homicídio.

“ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido” = interpretação analógica. Ex: atacar vítima enquanto dormia.

Tiro nas costas é surpresa?Recurso em sentido estrito. Homicídio

qualificado. Recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa do ofendido. Ciência da Intenção hostil manifestada pelo réu. Perseguição com disparos nas costas. Vítima eliminada no chão com tiro na cabeça. Mero desdobrar da ação inicial. 1. Manifestada pelo réu a sua intenção hostil, desde o início do encontro com a vítima, com gestos de que sacaria de uma arma, como de fato sacou durante discussão com ela travada para atingi-la com um disparo, seguido de outros enquanto fugia, improcedente a qualificadora do emprego de recurso que teria dificultado sua defesa.

Tiro nas costas é surpresa?2. A impossibilidade de defesa decorre de ato praticado à traição, de emboscada, mediante dissimulação ou outro recurso a estes análogo. Afasta-se essa qualificadora da pronúncia se a vítima, ao tentar fugir do agressor, tomba em conseqüência de disparos recebidos nas costas (não confundir com pelas costas) e vem a ser atingida mortalmente na cabeça, porque mero desdobrar da agressão inicial, para a qual sempre esteve prevenida.

(19980310056790RSE, Relator GETULIO PINHEIRO, 2ª Turma Criminal, julgado em 14/12/2000, DJ 14/03/2001 p. 56)

Fins V - para assegurar a execução, a ocultação, a

impunidade ou vantagem de outro crime:

Hipóteses de homicídio em conexão com outro crime

ConexãoTeleológica = com o crime que ainda VAI

COMETER

Consequencial = com o crime JÁ COMETIDO

ConexãoTeleológica = do crime que ainda VAI

COMETEREX: mata vigia para roubar agência bancária

no dia seguinte

Consequencial = do crime JÁ COMETIDOEx: para ocultar, assegurar impunidade ou

vantagem de outro crime

Fins V - para assegurar a execução, a

ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:

ConexãoConsequencial = do crime JÁ COMETIDO

para ocultar = esconder o crimeassegurar impunidade = esconder a autoriaassegurar vantagem = fruir o produto do

crime

ConexãoConsequencialpara ocultar = esconder o crimeEx: mata a única testemunha que o viu

enterrar o corpo da vítimaassegurar impunidade = esconder a autoriaEx: mata a única testemunha que o viu

atirar em via públicaassegurar vantagem = fruir o produto do

crimeEx: mata o comparsa

ConexãoSe o agente comete o

homicídio com o fim de assegurar a execução de outro crime que, por um motivo qualquer, não vem a ser praticado, ainda deve subsistir a qualificadora?

R = sim, haja vista a maior censurabilidade do comportamento daquele que atua com essa finalidade

ConexãoSe o agente comete o

homicídio a fim de assegurar a ocultação ou a impunidade de um delito já prescrito, também subsiste a qualificadora?

R = sim, haja vista a maior censurabilidade do comportamento daquele que atua com essa finalidade

ConexãoSe o homicídio é cometido

com o fim de assegurar a execução, a ocultação ou a impunidade ou vantagem de uma contravenção penal?

R = não se pode ampliar a qualificadora em virtude da proibição da analogia in malam partem.

Homicídio qualificado-privilegiadoUm homicídio pode ser qualificado e

privilegiado?

HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO TENTADO. VIOLENTA EMOÇÃO. RECURSO QUE DIFICULTOU A DEFESA DA VÍTIMA. COMPATIBILIDADE DAS CIRCUNSTÂNCIAS. QUESTIONÁRIO. ORDEM LEGAL. TENTATIVA. RECONHECIMENTO. QUESITO SOBRE DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA. DESNECESSIDADE. 1. A jurisprudência dos Tribunais Superiores, incluidamente do Excelso Supremo Tribunal Federal, é firme na compreensão de que as circunstâncias privilegiadoras, de natureza subjetiva, e as qualificadoras, de natureza objetiva, podem concorrer no mesmo fato-homicídio, à falta de contradição lógica. 2. Em respondendo a defesa com a tese da desistência voluntária à acusação de homicídio tentado, a formulação de um único quesito decide a tese acolhida pelos jurados que, afirmando ou negando a tentativa, negarão ou afirmarão a desistência, respectivamente, bem certo que, no caso de homicídio tentado, o quesito a ela relativo há de anteceder aos da defesa alegada, porque próprio do fato principal (Código de Processo Penal, artigo 484, inciso I). 3. Ordem denegada.

STJ, HC 28623 / PR

Aplicação da pena no caso de homicídio qualificado-privilegiado    Art. 68, Código Penal1) fixa a pena-base utilizando a qualificadora

(de 12 a 30 anos);2) circunstâncias atenuantes e agravantes3) as causas de diminuição e de aumento:

aqui entra o privilégio (devido à sua natureza jurídica)

(MPU/27°/MPDFT/Promotor de Justiça Adjunto/2005) Assinale a alternativa correta acerca dos crimes contra a pessoa:

( ) Não se admite, na esteira de entendimento predominante no STF e no STJ, o homicídio privilegiado-qualificado, pois as circunstâncias que privilegiam e qualificam o crime são incompatíveis entre si.

(MPU/27°/MPDFT/Promotor de Justiça Adjunto/2005) Assinale a alternativa correta acerca dos crimes contra a pessoa:

(ERRADO) Não se admite, na esteira de entendimento predominante no STF e no STJ, o homicídio privilegiado-qualificado, pois as circunstâncias que privilegiam e qualificam o crime são incompatíveis entre si.

Delegado de Polícia Civil – GO 2008 (UEG)Sobre o crime de homicídio, é CORRETO

afirmar:( ) existe a possibilidade da coexistência

entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno.

Delegado de Polícia Civil – GO 2008 (UEG)Sobre o crime de homicídio, é CORRETO

afirmar:(CORRETO) existe a possibilidade da

coexistência entre o homicídio praticado por motivo de relevante valor moral e o homicídio praticado com emprego de veneno.

Presença de mais de uma qualificadora2 posições:

Eleva a pena base, em face das circunstâncias judiciais desfavoráveis do art. 59, Código Penal (primeiro momento do critério trifásico).

Na fixação da pena base o juiz leva em consideração apenas uma qualificadora, servindo as demais para agravação da pena (segundo momento do critério trifásico)

Presença de mais de uma qualificadora (2ª posição)    Art. 68, Código Penal

1) fixa a pena-base utilizando a qualificadora (de 12 a 30 anos);

2) circunstâncias atenuantes e agravantes (aqui entrariam as demais qualificadoras)

3) as causas de diminuição e de aumento

Posição do STJ: tanto faz

STJ – pode elevar a pena base ou considerar agravante“1. Reconhecidas mais de uma qualificadora, uma

implica o tipo qualificado, enquanto que as demais ensejam a exasperação da pena, ou como circunstância judicial desfavorável ou como agravante. Precedente do STJ.

2. O efeito devolutivo autoriza o tribunal a examinar, nos limites da impugnação, aspectos não suscitados pelas partes ou tópicos não apreciados pelo juiz inferior.

3. Ordem denegada.”(HC 135.177/SP, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES

LIMA, QUINTA TURMA, julgado em 03/11/2009, DJe 30/11/2009)

STJ – pode elevar a pena base ou considerar agravante“1. Presente circunstância judicial desfavorável, correto

o aumento da pena-base em apenas seis meses acima do mínimo legalmente previsto para o tipo.

2. Tendo sido duas as qualificadoras reconhecidas pelo Corpo de Jurados para o delito mais grave, perfeitamente possível a utilização de uma delas para qualificar o delito e da segunda ou para elevar a sanção básica ou para agravar a pena na segunda etapa da dosimetria, caso prevista no art. 61 do CP.”

(HC 113.698/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, julgado em 20/10/2009, DJe 01/02/2010)

JUIZ – DF 2007Analise as proposições e assinale a única alternativa

correta:I – Na morte da companheira infiel há legitima defesa da

honra.II – O parentesco não qualifica o homicídio, funcionando

como agravante.III – O portador de AIDS que contamina outra pessoa, com

intenção de matá-la, responde por homicídio doloso, desde que ocorra morte.

(A) Todas as proposições são verdadeiras.(B) Todas as proposições são falsas.(C) Apenas uma das proposições é verdadeira.(D) Apenas uma das proposições é falsa.

Agravantes genéricasArt. 61 - São circunstâncias que sempre

agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime:

        II - ter o agente cometido o crime: (...)        e) contra ascendente, descendente,

irmão ou cônjuge;       

JUIZ – DF 2007Analise as proposições e assinale a única alternativa

correta:I – Na morte da companheira infiel há legitima defesa

da honra. FALSAII – O parentesco não qualifica o homicídio,

funcionando como agravante. VERDADEIRAIII – O portador de AIDS que contamina outra pessoa,

com intenção de matá-la, responde por homicídiodoloso, desde que ocorra morte. VERDADEIRA(A) Todas as proposições são verdadeiras.(B) Todas as proposições são falsas.(C) Apenas uma das proposições é verdadeira.(D) Apenas uma das proposições é falsa.

CESPE/Defensor público AL/2003Acerca dos dispositivos legais pertinentes à Lei

dos Crimes Hediondos, julgue os itens abaixo.( ) São considerados hediondos os delitos de

extorsão mediante seqüestro, roubo, atentado violento ao pudor e estupro, entre outros.

( ) O homicídio simples, na forma tentada, inclui-se entre os crimes hediondos, se praticado em atividade típica de grupo de extermínio.

( ) A delação premiada não constitui causa especial de redução de pena.

( ) O homicídio qualificado-privilegiado não é delito hediondo.

Lei 8.072/90Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipificados no Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados:

        I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio qualificado (art. 121, § 2o, I, II, III, IV e V);

        II - latrocínio (art. 157, § 3o, in fine);         III - extorsão qualificada pela morte (art.

158, § 2o);         IV - extorsão mediante seqüestro e na forma

qualificada (art. 159, caput, e §§ lo, 2o e 3o);       

  V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o);  VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§

1o, 2o, 3o e 4o);         VII - epidemia com resultado morte (art. 267, §

1o).         VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou

alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 1998

        Parágrafo único. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos arts. 1o, 2o e 3o da Lei no 2.889, de 1o de outubro de 1956, tentado ou consumado.     

  VI - atentado violento ao pudor (art. 214 e sua combinação com o art. 223, caput e parágrafo único);

        VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1o).

        VII-B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1o, § 1o-A e § 1o-B, com a redação dada pela Lei no 9.677, de 2 de julho de 1998

        Parágrafo único. Considera-se também hediondo o crime de genocídio previsto nos arts. 1o, 2o e 3o da Lei no 2.889, de 1o de outubro de 1956, tentado ou consumado.

       

        Art. 8º (...)        Parágrafo único. O participante e o

associado que denunciar à autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, terá a pena reduzida de um a dois terços.

STJ: HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO-PRIVILEGIADO.

PROGRESSÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE.1. O homicídio qualificado-privilegiado

não é crime hediondo, não se lhe aplicando norma que estabelece o regime fechado para o integral cumprimento da pena privativa de liberdade (Lei nº 8.072/90, artigos 1º e 2º, parágrafo 1º).

2. Ordem concedida.(HC 43.043/MG, Rel. Ministro HAMILTON

CARVALHIDO, SEXTA TURMA, julgado em 18/08/2005, DJ 06/02/2006 p. 352)

CESPE/Defensor público AL/2003Acerca dos dispositivos legais pertinentes à Lei

dos CrimesHediondos, julgue os itens abaixo.(ERRADO) São considerados hediondos os delitos

de extorsão mediante seqüestro, roubo, atentado violento ao pudor e estupro, entre outros.

(CERTO) O homicídio simples, na forma tentada, inclui-se entre os crimes hediondos, se praticado em atividade típica de grupo de extermínio.

(ERRADO) A delação premiada não constitui causa especial de redução de pena.

(CERTO) O homicídio qualificado-privilegiado não é delito hediondo.

CESPE/OAB – SP 137o Exame de Ordem 15/2/2009 Cristiano foi denunciado pela prática do crime

previsto no art. 121, § 2.º, incisos III e IV, do Código Penal, nos seguintes termos:

No dia 8/5/2008, no período compreendido entre 19 h e 19 h 30 min, nas proximidades da rua Paulo Chaves, casa 32, no bairro Aricanduva, São Paulo – SP, o denunciado, Cristiano, brasileiro, solteiro, ajudante de pintor, residente na rua Paulo Chaves, casa 32, no bairro Aricanduva, São Paulo – SP, imbuído de inequívoco animus necandi, utilizando-se de um facão, golpeou João cinco vezes, causando-lhe a lesão descrita no laudo de exame de corpo de delito, a qual foi a causa eficiente de sua morte. O delito foi cometido mediante meio cruel, causando intenso e desnecessário sofrimento à vitima.

O crime foi, ainda, praticado de surpresa, recurso que dificultou a defesa da vítima.

A denúncia foi recebida, em 20/8/2008, pelo juiz da primeira vara do júri da capital, que ordenou a citação do acusado para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 dias.

Na resposta, o acusado alegou que havia agido para se defender, juntou comprovante de residência e sua folha penal bem como arrolou uma testemunha, qualificando-a e requerendo sua intimação.

O Ministério Público não se opôs à juntada dos documentos e, no dia e hora marcados, procedeu-se à inquirição das testemunhas arroladas pela acusação e pela defesa, nesta ordem.

A acusação arrolou Pedro, que informou que conhecia Cristiano havia 5 anos e que o acusado tinha o hábito de beber, comumente se embriagando e causando confusão nos bares da cidade.

A defesa arrolou Francisco, irmão do réu e único a presenciar o fato, o qual foi ouvido com a concordância da acusação e sem o compromisso legal, tendo afirmado em juízo:

que presenciou o fato ocorrido no dia 8/5/2008, aproximadamente às 19 h, no interior da casa; que avisou Cristiano de que havia uma pessoa subtraindo madeira e telhas de sua residência. Diante disso, Cristiano dirigiu-se ao local onde o larápio estava. Chegando lá, Cristiano, de posse de um facão, mandou que o ladrão parasse com o que estava fazendo, tendo o ladrão o desafiado e, de posse de um pé-de-cabra, caminhado em sua direção.

Imediatamente, Cristiano tentou desferir alguns golpes no ladrão, que, ao ser atingido, tombou ao solo.

Por fim, Cristiano, ao ser interrogado em juízo, disse que a acusação não era verdadeira, porque havia atuado para se defender da iminente agressão por parte da vítima. Disse, ainda, que, apesar de ter tentado desferir cinco golpes na vítima, somente a atingiu no quinto golpe, momento em que a vítima caiu.

Ressalta-se que o laudo cadavérico indicou a existência de apenas uma lesão no corpo da vítima, na altura do peito, e apontou como causa mortis hemorragia no pulmão, em consequência de ação perfurocortante.

Apresentadas as alegações finais orais, o juiz entendeu que o feito havia tramitado regularmente, sem nulidades. Outrossim, entendeu haver indícios de autoria e estar configurada a materialidade do crime, comprovada por meio do laudo de exame de corpo de delito (cadavérico), bem como pelos depoimentos colhidos no curso da instrução, e pronunciou o acusado, na própria audiência, pelo crime previsto no art. 121, § 2.º, incisos III e IV, do Código Penal, a fim de que fosse submetido a julgamento pelo júri popular.

Por fim, determinou o magistrado que o réu deveria permanecer em liberdade, já que esteve solto durante toda a instrução, haja vista a ausência dos requisitos para a prisão preventiva, além de ser primário e possuir bons antecedentes.

Considerando a situação hipotética apresentada, redija, em favor de Cristiano, a peça profissional, diversa de habeas corpus, cabível à espécie.

Peça processual cabível:

Peça processual: RECURSO EM SENTIDO ESTRITO

CPP, Art. 581.  Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença:

       (...)         IV – que pronunciar o réu;

Três teses de defesa

1) requer absolvição sumária por ter agido em legítima defesa

2) requer o reconhecimento do homicídio privilegiado

3) requer a exclusão das qualificadoras

Três teses de defesa1) requer absolvição sumária por ter

agido em legítima defesa

Art. 415.  O juiz, fundamentadamente, absolverá desde logo o acusado, quando: (...)

        IV – demonstrada causa de isenção de pena ou de exclusão do crime

        Exclusão de ilicitude        Art. 23 - Não há crime quando o agente

pratica o fato: (...)        II - em legítima defesa

Legítima defesa        Art. 25 - Entende-se em legítima defesa

quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.

LEGÍTIMA DEFESA

Uso moderado: um único golpe, comprovado pelo laudo cadavérico

Meios necessários: contra vítima armada com pé de cabra

Outros argumentosA acusação não logrou reunir provas das

qualificadoras contra o réu (a testemunha de acusação disse unicamente que ele bebia)

Os depoimentos colhidos (testemunha de acusação e de defesa) não confirmaram os termos da denúncia

2) requer a pronúncia por homicídio privilegiado

Art. 121, § 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, ou juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.

Réu estava embriagadoVítima furtava em sua residência

3) requer a exclusão das qualificadoras

SURPRESA: não cabe, eis que a vítima foi alertada e veio armada, tese corroborada ainda pela sede das lesões (peito)

MEIO CRUEL: não cabe, eis que só 1 golpe atingiu a vítima, ademais a reiteração de golpes por si só não configuraria o meio cruel (STJ, REsp 743.110/MG)

Outras observaçõesCorreta a observância da ordem: testemunhas de

defesa e testemunhas de acusaçãoCorreta a oitiva do irmão do réu sem prestar

compromisso legal (art. 208 e 206, CPP)Possibilidade de oferecer alegações finais orais

(403, CPP)Correta a possibilidade de recorrer em liberdade,

uma vez que não se encontram presentes os requisitos da prisão preventiva (art. 312, CPP): o réu compareceu a todos os atos processuais e não causou óbice à instrução criminal

Homicídio culposo        Homicídio culposo         § 3º Se o homicídio é culposo:

        Pena - detenção, de um a três anos.

Cabe transação penal para o homicídio culposo?

Transação penalLei 9.099/90

Art. 61.  Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. (Redação dada pela Lei nº 11.313, de 2006)

Cabe transação penal para o homicídio culposo?R = não

Art. 121, § 3º Se o homicídio é culposo:

        Pena - detenção, de um a três anos.

Cabe suspensão condicional do processo para o homicídio culposo?

Suspensão condicional do processoLei 9.099/90Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima

cominada for igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena (art. 77 do Código Penal).

Cabe suspensão condicional do processo para o homicídio culposo?R = sim    Art. 121,§ 3º Se o homicídio é culposo:

        Pena - detenção, de um a três anos.

Cuidado! Atenção!se o agente praticar um outro

crime em concurso (formal ou material) com o homicídio culposo, a pena mínima ultrapassará 1 ano e o benefício da suspensão condicional do processo não será mais aplicável!

STJ, Súmula 243: “O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano.”

STF, Súmula 723: “Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado, se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano."

Homicídio culposo        Art. 121, § 4o No homicídio culposo,

a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.

MPDFT – Promotor 2009( ) Uma das causas de aumento de pena

de homicídio culposo prevista no § 4º do artigo 121 do CP é dirigida aquele que se aventura a atuar em área fora de sua profissão, configurando a imperícia.

MPDFT – Promotor 2009(ERRADO) Uma das causas de aumento de

pena de homicídio culposo prevista no § 4º do artigo 121 do CP é dirigida aquele que se aventura a atuar em área fora de sua profissão, configurando a imperícia.

Homicídio culposo no trânsito

Exposição de motivos do CP “Com estes dispositivos, o projeto visa,

principalmente, a condução de automóveis, que constitui, na atualidade, devido a um generalizado descaso pelas cautelas técnicas (notadamente quanto à velocidade), uma causa freqüente de eventos lesivos contra a pessoa, agravando-se o mal com o procedimento post factum dos motoristas, que, tão-somente com o fim egoístico de escapar à prisão em flagrante ou a ação da justiça penal, sistematicamente imprimem maior velocidade ao veículo, desinteressando-se por completo da vítima, ainda quando um socorro imediato talvez pudesse evitar-lhe a morte.”

Código de Trânsito Brasileiro Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo

automotor:         Penas - detenção, de dois a quatro anos, e suspensão ou

proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

        Parágrafo único. No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é aumentada de um terço à metade, se o agente:

        I - não possuir Permissão para Dirigir ou Carteira de Habilitação;

        II - praticá-lo em faixa de pedestres ou na calçada;         III - deixar de prestar socorro, quando possível fazê-lo sem

risco pessoal, à vítima do acidente;         IV - no exercício de sua profissão ou atividade, estiver

conduzindo veículo de transporte de passageiros.         V - estiver sob a influência de álcool ou substância tóxica ou

entorpecente de efeitos análogos.

Se a vítima tiver morte instantânea, aplica-se a causa de aumento de pena?

Se um 3º prestar socorro antes do ofensor, incide a cause de aumento de pena?

CTB     Art. 304. Deixar o condutor do veículo, na

ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública:

        Penas - detenção, de seis meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.

        Parágrafo único. Incide nas penas previstas neste artigo o condutor do veículo, ainda que a sua omissão seja suprida por terceiros ou que se trate de vítima com morte instantânea ou com ferimentos leves.

Se a vítima tiver morte instantânea, aplica-se a causa de aumento de pena?

Se um 3º prestar socorro antes do ofensor, incide a cause de aumento de pena?

R = De acordo com o CTB, sim; com o Código Penal, não.

Homicídio        Art. 121, § 4o No homicídio culposo,

a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as conseqüências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.

CESPE – PROMOTOR RONDÔNIA – JULHO DE 20081 - Paulo, com 23 anos de idade, após ingerir

grande quantidade de bebida alcoólica durante um jogo de futebol que assistia pela televisão, aborreceu-se com Flávio, de 60 anos de idade, porque este torcia pelo time adversário, desferindo quatro facadas em regiões diversas do corpo de Flávio, com animus necandi, ocasionando-lhe, assim, a morte. Em seguida, Paulo fugiu do local do crime, sem prestar socorro à vítima, para evitar enfrentar as conseqüências legais de seu ato. Considerando a situação hipotética acima, assinale a opção correta acerca dos crimes contra a vida.

A Paulo responderá por homicídio simples, com pena aumentada de um terço, já que o crime foi praticado contra pessoa maior de 60 anos de idade.

B Paulo responderá por homicídio simples, com pena aumentada de um terço, por ter deixado de prestar imediato socorro à vítima e por ter fugido para evitar a prisão em flagrante.

C A multiplicidade de atos executórios, isto é, a reiteração de facadas, por si só, configura a qualificadora do meio cruel, devendo Paulo, pois, responder por homicídio qualificado.

D Paulo responderá por homicídio privilegiado, pois praticou o crime sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. O privilégio, no caso, afasta a existência de qualificadoras, pois o STF entende que não há possibilidade de ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado.

E Se ficar comprovado que a embriaguez de Paulo reduziu-lhe a capacidade de entender o caráter ilícito de sua conduta, a pena do agente, que no caso responderia por homicídio simples, será reduzida de um a dois terços.

A Paulo responderá por homicídio simples, com pena aumentada de um terço, já que o crime foi praticado contra pessoa maior de 60 anos de idade.

B Paulo responderá por homicídio simples, com pena aumentada de um terço, por ter deixado de prestar imediato socorro à vítima e por ter fugido para evitar a prisão em flagrante. = CULPOSO

C A multiplicidade de atos executórios, isto é, a reiteração de facadas, por si só, configura a qualificadora do meio cruel, devendo Paulo, pois, responder por homicídio qualificado.

D Paulo responderá por homicídio privilegiado, pois praticou o crime sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima. O privilégio, no caso, afasta a existência de qualificadoras, pois o STF entende que não há possibilidade de ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado.

E Se ficar comprovado que a embriaguez de Paulo reduziu-lhe a capacidade de entender o caráter ilícito de sua conduta, a pena do agente, que no caso responderia por homicídio simples, será reduzida de um a dois terços. SÓ HÁ REDUÇÃO PARA EMBRIAGUEZ ADVINDA DE CASO FORTUITO OU FORÇA MAIOR, NÃO PARA A VOLUNTÁRIA.

Código Penal        Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal: (...)        II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo

álcool ou substância de efeitos análogos.         § 1º - É isento de pena o agente que, por

embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

        § 2º - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, por embriaguez, proveniente de caso fortuito ou força maior, não possuía, ao tempo da ação ou da omissão, a plena capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento

Perdão judicial

Art. 121, Código Penal         § 5º - Na hipótese de homicídio culposo,

o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

Código PenalArt. 107 - Extingue-se a punibilidade: (...)

IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.

STJ“Condenado por homicídio duplamente

qualificado não faz jus ao perdão judicial por absoluta ausência de previsão legal à sua aplicação.”

(HC 55.430/RS, Rel. Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, julgado em 04/05/2006, DJ 29/05/2006 p. 283)

CESPE/AGENTE PF/2004( ) Ao sair de sua casa, dando marcha

a ré no seu carro, Marcelo não viu seu filho, que engatinhava próximo a um dos pneus traseiros do carro, e o atropelou. A criança faleceu em decorrência das lesões sofridas. Nessa situação, Marcelo praticou homicídio culposo, podendo o juiz deixar de aplicar a pena, pois as conseqüências da infração atingem Marcelo de forma tão grave que a sanção penal é desnecessária.

CESPE/AGENTE PF/2004(CERTO) Ao sair de sua casa, dando marcha a ré

no seu carro, Marcelo não viu seu filho, que engatinhava próximo a um dos pneus traseiros do carro, e o atropelou. A criança faleceu em decorrência das lesões sofridas. Nessa situação, Marcelo praticou homicídio culposo, podendo o juiz deixar de aplicar a pena, pois as conseqüências da infração atingem Marcelo de forma tão grave que a sanção penal é desnecessária.

É necessário vínculo de parentesco para se aplicar o perdão judicial?

É necessário vínculo de parentesco para se aplicar o perdão judicial?

O perdão concedido a um dos réus alcança aos demais em concurso de pessoas?

MPDFT – Promotor 2009( ) O perdão judicial em caso de homicídio

culposo dado a um dos réus atinge os demais em concurso de pessoas.

MPDFT – Promotor 2009(ERRADO) O perdão judicial em caso de

homicídio culposo dado a um dos réus atinge os demais em concurso de pessoas.

É necessário vínculo de parentesco para se aplicar o perdão judicial?

O perdão concedido a um dos réus alcança aos demais em concurso de pessoas?

Qual a natureza jurídica da sentença que concede o perdão judicial?

Súmula 18, STJ

A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório.

Delegado de Polícia Civil – GO 2008 (UEG)Sobre o crime de homicídio, é CORRETO

afirmar:( ) a natureza jurídica da sentença

concessiva do perdão judicial, no homicídio culposo, segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, é condenatória, não subsistindo efeitos secundários.

Delegado de Polícia Civil – GO 2008 (UEG)Sobre o crime de homicídio, é CORRETO

afirmar:(ERRADO) a natureza jurídica da sentença

concessiva do perdão judicial, no homicídio culposo, segundo orientação sumulada do Superior Tribunal de Justiça, é condenatória, não subsistindo efeitos secundários.

Prova OAB/MG - Dezembro/2006Com relação ao crime de homicídio, tendo em vista o

Direito Penal brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA:

a) Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de quatorze ou maior de sessenta anos.

b) Sendo culposo o homicídio, a pena é aumentada de um terço, se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício.

c) O homicídio qualificado não constitui crime hediondo. d) Sendo culposo o homicídio, o juiz poderá deixar de

aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

Prova OAB/MG - Dezembro/2006Com relação ao crime de homicídio, tendo em vista o

Direito Penal brasileiro, assinale a alternativa INCORRETA:

a) Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de quatorze ou maior de sessenta anos.

b) Sendo culposo o homicídio, a pena é aumentada de um terço, se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício.

c) O homicídio qualificado não constitui crime hediondo.

d) Sendo culposo o homicídio, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária.

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