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ABC DA ANÁLISE DO SOLO

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  • 5/17/2018 ABC DA ANLISE DO SOLO

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    [ - I S B N : 85-318-0004-81

    rII

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    091015 ,-151617181818192125272727303030303234343434343435

    Foram obtidos padroes para as antillsee de terra e para asantilises deJolha que pennitiu Jazer-se recomendacoes de adubaciio,aoaliaciio do esiado nuiricional das mais diuersas culiuras e ajustenos p1'Ogrmnas de adubaciio.o agricultor pode, pois, utilizar-ee das duas Jermmentas,as andlieee de solo e a de Jolha. Desse modo Jara a calagemempregando a dose ceria de corretiuo ou a gessagem, se indicada.Aplicara a quantidade de macro ou micronulrienles exigida pelaculiura, nem mats e nem menos. Terti por isso uma possibilidademaier de obier 0 esperado e merecido lucro do seu esiorco.

    Este liurinho, escriio de modo mais simples possiueldestina-se a ajudar 0 agriculior, 0 exiencionisia e os iecnicos demodo geml a colher melhor as amosiras de terra e de Jolhas,interpreter os resultados e usa-los na prtiiica. Crit icas e eugesioesseriio bem recebidas.

    Piracicaba, 13de Agosto de 1992.E.Malavol ta

    CAPITULO I-OLO

    1. 0 QUE E E PARA QUE SERVE2. COMO SE FAZ A ANALISE3. COMO SE FAZ A AMOSTRAGEM3.1. 0 que e gleba homogenea ou uniforme3.1.1. Solo propriarnente dito3.1.2. Cultura .3.1.2.1. Culturas ternporarias3.1.2.2. Culturas perenes ..

    3.2. Amostra simples e composta, subamostra e amostra.3.3. Forrnulario .3.4. Antes da semeadura, reforma ou plantio dequalquer cultura .3.5. Soqueiras de cana .3.5.1. Espacarnento tradicional (1,30 - 1,40 m)3.5.1.1. Oepois do primeiro corte3.5.1.2. Oepois dos demais cortes

    3.5.2. Espacarnento de 0,9 - 1,1 m3.5.2.1. Oepois do primeiro corte'3.5.2.2. Oepois dos demais cortes

    ' . f l . Goral .I.7. Perenes formadas3.7.1. Cafeeiro .

    .. 7. 'I .1. Epoca3.7.1,2. Local.3.7.1.3. Profundidade'-7.1.4. Nurnero

    \ !.). 0111 ras .ulturas perenes\,I. I,(Inal

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    4, COMO INTERPRETAR OS RESULTADOSOU 0 QUE DIZEM OS NUMEROS "','5. COMO USAR OS RESULTADO DAS ANALISES5.1. Cana-planta5.2, Citrus em producao

    6, FECHO

    354848535658. ALGUMAS TABELAS UTEIS

    7.1. Conversao de formas de macronutrientes 587.2, Transformacao do tear do elemento no aduboem quanti dade de fertilizante 597.3, Calculo de formulas de adubos 597.4. Distribuicao de adubos e espacarnento 66

    CAPITULO 2 - FOLHAS 71l.INTRODUC;Ao2, AMOSTRAGEM3. INTERPRET AC;Ao4. USO ... , ....

    71768599

    4.1. Culturas ternporarias4.2, Culturas perenes .,

    5. LITERATURA CONSULTADA

    99101110

    CAPITULO 3 - SUGESTOES GERAISDE ADUBA

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    Solo ABC da Analise de Solos e Folhas

    ou os elementos do proprio solo, desenvolvcm-sc mcnos c rornando Nplanta mais sensivcl a seca. A acidcz de superttcic SO orrig COIl1 ncalagem e acidez de subsuperftcic se corrigc com a gcss rcrn.

    A analise de solo IS indispcnsrivcl para que sc tire () maierprovcito possfvcl do adubo aplicado c soja usada it ft5nnula 'crla naqua ntidade adequada:

    110 plant io de ccrcais IS muito COIl1UIll usar-sc aIormula 4-14-8 ou 4-16-8; sc usada ano apos an o emquantidadcs suf icienics , cia leva a um enriquccimen-10 em Iosforo (14 ou 16) c em potassic ( 8); para quecontinuar a usa-Ia se 0 solo acumulou esses doiselementos? A analise vai dizer isso e indicar outraformula , menos ri ca em Iosforo e potassi c;nos pomares em producao e comum usar-se aformula 12-6-12 ou 20-5-20; 0 raciocinio anterior seaplica; com 0 tempo 0 solo podera cnriquecer-se emIosforo e potassic; nesse caso durante uma ou maissa fras e muito possfvel que se possa dispeusa r 0 usndo Iosforo e empregar-se me.nos potassic: aquitambem a analise do solo dira como proceder:

    ,) de pouco ou nada adianta adubar se 0 solo for muitoacido e necessitar de correcao pela calagem; parasaber se isso acontccc tem-se que ana lisa-Io.

    Vc-se, pois, que a analise de solo e indi spensavel para se adubarbern e tirar do adubo ()m aior luero possivel. 0 dinheiro empregado naanalise de solo devc scr considerado como um investimeuto que poderender mais que qualquer invcrsao do mercado Iinancciro em tennosde ganho na produtividadc, pclo uso adequado de corretivos e deadubos.

    laboratorio- I agricultorIO_J registropreparoextracao

    I ~I labora~L_ __a_n_a_li_s_e_ ~_ resultados I - - - - - -amostra

    interpretacaorecornendacoes

    EngQAgrQ, laboratorio,agricultor

    Vc-sc, pois, que 0 agricultor inicia 0 processo: sem amostra naohit analise c ncm recomeudacao. E, obter uma amostra representativa escm duvida a larefa mais di fic i!. A rcsponsabil idade do agricultor e porisso muito grande. E a maior entre todas as fases da sequencia.Ninguem pode melhorar uma amostra de terra mal tirada. E por issoque se diz que "a analise nao e . melhor que a amostra".

    Os laborato ries emprcgam os mclhores produtos quimicos, usamcquipamento ref inado, fazem regis tro, calculos 0 boletins de resultadosatraves de cornputadorcs: so a an:oslra nao for representativa melhorsera nao fazer tudo isso.

    Que de te rminacocs sao fe ita s no laborato rio? Rotinei rameute saofei tas as seguintes analises:

    (1) pH - e uma medida da ac idez do solo;em Sao Paulo 0 solo e tratado por uma solucao diluidade cloreto de calcic (CaCh) 0,01 M) e em seguida sede te rmina a concent racao de ions de hidrogenio (H+)na suspensao; outros laboratorios usam agua destiladaem lugar do clorcto de calcic; quando se emprega')CaCl- os resultados sao menores, em torno de 0,6unidadesde pH; assim, por exemplo 0 pH 4,0 emclore to de ca lcio corresponde a 4,6 em agua;

    (2) mate ria organlca - a materia organics dosolo e oxidada parmeio de acido sulfiirico e outros reagentes: tem-seassim 0 teor de carbona (C) que multipl icado pelofator 1,72 da a porceutagem de materi a prganica; 0

    2. COMO SE FAZ A ANALISENa analise de solo lui lima divisao de trabalho, a saber:(1) 0 agricultor lira a amostra de terra que representa a gleba;(2) 0 laboratorio analisa;(3) 0 Engenheiro Agronomo (ou as vezes 0 proprio laboratorio

    ou agricultor) recomenda a calagem, a gessagem e a adubacaoque deva scr feita.

    A sequencia do t raba lho c a seguinie:

    -10- -11-

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    Solo ABC da Analise de Solos e Folhas

    tcor de materi a orgfinica juntamente com 0 pH daouma ideia da disponibilidade de nitrogenio (N) dosolo; de um modo geral, dividindo-se 0 teor de C por20 tem-se 0 teor de N;

    (3) fosforo disponfvel- em Sao Paulo usa-se 0metodo da resinaque extrai 0 f6sforo (P) disponfvel; os resul tadosaparecem em microgramas por centimetro ciibico(l-tg/cm\ nos outros Estados a extracao do P e feitapor uma mistura de acidos clorfdrico e sul furico; osvalores obtidos pelas solucoes acidas, sao quasesempre mais baixos, salvo se 0 solo recebeu adubacaocom fosfato na tural : a mistura de acidos disso lve 0fosfato natural da amostra de solo, "inflacionando" 0resultado, dando teores mais altos que nao correspon-dem ao P realmente disponfvel para a planta;

    (4) potassio, calclo e magnesio trocaveis -a res ina extrai, juntocom 0P, 0potassic (K+), 0calcio (Ca +2)e 0magnesio(Mg +2)disponiveis, cujos teores sao expressos comomiliequivalentes por 100 C111 3 de solo; em outros Es-tados sao usadas solucoes diluidas de acidos ou sais;

    )(5) acidez potencial ou H + AI (hldrogenio + aluminio) - 0abaixamento do pH da solucao tampao (SMP) medeos teores dos doiselementos; pode ser usada tambemlima solucao de acetato de calcic N com pH 7; osteores sao dados como miliequivalentes de H+ + Al+3por 100 cm3 de solo;

    (6) aluminio trocavel- 0 t eor de AI+3 trocavel, expresso comomiliequivalentes/Inucnr ' de solo, Clima indicacao daacidez; a extracao C feita mediante cIoreto de potassic(KCl N).

    Ill'gnnica e da argila: c a CTC. A qua ntidadc de cargas positivasorupadas por anions, por sua vcz, mede a capacidade de troca anionics(( 'T'A) it qual c tanto maier quanto mais oxides de alununio e de ferro()solo possuir.o conjunto dos elcmentoscarregados positivamente (exccto He/\1) tlli a "soma das bases" do solo, "S" ou "SB", expressa em milic-

    Mg+2 ~ MgH =-~-_ AI+3 j Ca+2 =o+2 = SOLOACIDOFigura 1. 0 solo tern cargas negatives ocupadas por cations (H, AI, K,

    Mg) c cargas posi tivas ocupadas por anions (H2P04, S04).

    As partfculas de solo (materia organica + a rg ila ) te rn ca rgasncgativas (-) que atraem elementos com carga de sinal contra rio,cati (K+ C +2 M +2 AI+3 . . I ) O' duons ,a, g e prmcipa mente . numero essascargas aumenta com 0 pH. Possuem tambem cargas posi tivas (+) queatraem elell1el\ tos com cargas negat ivas como 0 f6sforo (H2P04-) e 0cnxofre (S04-~); quanto mais baixo 0 pH (= maior acidez) maior 0mimero dessas cargas. A Figura 1 e l ima represeutacao simpli ficada.

    A quantidade de cargas negativas ocupadas por cations define acapacidade de troca catiouica do solo que crescc com 0 teor de mater ia

    quivalcntcs. (Milicquivalcntcs = peso a iomico d ividido pe la valencia ;H = 111, Al = 27/3, K = 39/1, Ca = 40/2, Mg = 24/2, tudo emmiligramas) . Ass im, 110 caso da Figura 1, tcm-se:

    solo acido - 1K+ + 1 Ca+2 + 1 Mg+2 == 3 miliequivalenles/lOO cm3 = S ou SBI - icid 1 K+ 6 C +') .., M +') . . .so 0 nao aCI 0 - + a - + L. g - = 9 miliequivaleu-

    les/100 C111 3 = S ou SB-12- -13-

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    ABC da Analise de Solos e Folhasolo

    Tem-xc aiudn:solo Ikido - 5 III ...2 1\11"' + j Ca+2 + 1 Mg+2 + 1 K+ = 10

    I l J i l k q u i v a I e 1 1 1 t : S / I O O c m3 = CTC au TI ' + K+ 6 C +2 ,..,M +2 12so \) IIno liclUO - 3 Iii + 1 + a + L, g =.

    milieq~livalenle/100cm3 = CTC au TA proporcao das bases (= K, Ca, Mg) para a total de T, e 0

    chamado Indicc de saturacao em bases, V% :SV= -