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Anotações Waltz Capítulo 1 As tentativas de acabar com a guerra, apesar de bem intencionadas, se mostraram sem sucesso. Os povos desejam a paz, mas a história nos mostra que a condição do desejo dificilmente se converte em realidade. O presente está ligado ao passado, portanto se perguntados se pode haver paz onde no passado tem tido guerra, as respostas serão pessimistas. Será que não deveríamos perguntar: existem formas de diminuir o incidente de guerra e aumentar as chances de paz? Para explicar como a paz pode ser mais prontamente atingida requer um entendimento das causas da guerra. A miséria do homem é produto de sua natureza. O caminho de todo mal é o homem, e, portanto. Ele é a causa do mal especifico que é a guerra. O estudo do homem na sociedade pode ser melhor executado estudando tanto o homem quanto a sociedade. Quais são as condições da paz? Não é o tipo de governo o único responsável pela paz e pela guerra. A tirania pode ser justificada se a alternativa é o caos. Onde as principais causas da guerra podem ser encontradas? São três estimativas de resposta para as causas que serão chamadas de imagens das relações internacionais: o homem, a estrutura dos estados separados e o sistema de estados. As respostas dessas imagens, e elas entre si, podem ser contraditórias. Não existem prescrições para cada imagem, mas a cada imagem-objeto pareamento existem lógicas e ilógicas prescrições. A aproximação empírica, apesar de necessário, não é o suficiente para desacreditar ou validar uma imagem, objetivo, proposta, etc. é necessário uma analise. Prescrição e analise são inseparáveis. Aceitando ou rejeitando prescrições: 1- Uma prescrição baseada em uma analise falha seria improvável de produzir as consequências desejadas. A proposição anterior deve ser analisada antes de se realizar uma nova. 2- Uma prescrição seria inaceitável se não estivesse logicamente ligada a sua analise.

Anotações Waltz

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Para a disciplina de TRI I do curso de Relações Internacionais.

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Anotaes WaltzCaptulo 1As tentativas de acabar com a guerra, apesar de bem intencionadas, se mostraram sem sucesso. Os povos desejam a paz, mas a histria nos mostra que a condio do desejo dificilmente se converte em realidade. O presente est ligado ao passado, portanto se perguntados se pode haver paz onde no passado tem tido guerra, as respostas sero pessimistas. Ser que no deveramos perguntar: existem formas de diminuir o incidente de guerra e aumentar as chances de paz?Para explicar como a paz pode ser mais prontamente atingida requer um entendimento das causas da guerra. A misria do homem produto de sua natureza. O caminho de todo mal o homem, e, portanto. Ele a causa do mal especifico que a guerra. O estudo do homem na sociedade pode ser melhor executado estudando tanto o homem quanto a sociedade.Quais so as condies da paz? No o tipo de governo o nico responsvel pela paz e pela guerra. A tirania pode ser justificada se a alternativa o caos.Onde as principais causas da guerra podem ser encontradas? So trs estimativas de resposta para as causas que sero chamadas de imagens das relaes internacionais: o homem, a estrutura dos estados separados e o sistema de estados. As respostas dessas imagens, e elas entre si, podem ser contraditrias. No existem prescries para cada imagem, mas a cada imagem-objeto pareamento existem lgicas e ilgicas prescries. A aproximao emprica, apesar de necessrio, no o suficiente para desacreditar ou validar uma imagem, objetivo, proposta, etc. necessrio uma analise. Prescrio e analise so inseparveis. Aceitando ou rejeitando prescries: 1- Uma prescrio baseada em uma analise falha seria improvvel de produzir as consequncias desejadas. A proposio anterior deve ser analisada antes de se realizar uma nova. 2- Uma prescrio seria inaceitvel se no estivesse logicamente ligada a sua analise.Uma combinao das trs imagens pode ser requerida para um entendimento mais completo, real das relaes internacionais, possvel inter-relao de causas. E os esforos por atingir um objetivo podem afetar outros objetivos.Os cientistas comportamentais no apresentam um plano, mas um mtodo, que geraria respostas pros problemas sociais. A sociedade o paciente, e eles tm o mtodo de cura. Essa cura pode prevenir a guerra.CAPITULO 2- A PRIMEIRA IMAGEMO local das causas importantes da guerra reside na natureza e comportamento do homem. As guerras resultam do egosmo, da estupidez humana e as outras causas so secundrias e devem ser interpretadas segundo esses fatores. A eliminao dessas causas deve vir da elevao e do esclarecimento dos homens ou de medidas que assegurem seu reajustamento psicossocial.Prescries diversas.Atribuem-se as dificuldades atuais a uma deficincia de conhecimento, a educao se torna o remdio para a guerra. Para se conquistar o mundo mais pacifico, os homens tm de ser transformados em sua perspectiva moral e intelectual ou em seu comportamento psicossocial.Ente os que aceitam uma explicao da guerra da primeira imagem h otimistas e pessimistas, diversos graus deles. O pessimismo acerca das chances de um sucesso definitivo no equivale a alegar que nada pode ser feito atualmente, considera o sucesso definitivo impossvel, mas pode abrigar mais esperanas que os otimistas. Pode-se tambm concordar com a primeira imagem sem admitir a possibilidade de uma prescrio praticvel para a sua eliminao.Uma imagem pode formar uma base insuficiente para formar um conjunto geral pode deixar a desejar.Otimistas e pessimistas concordam que a natureza di homem perversa, mas os primeiros acreditam na possibilidade de muda-la, e os segundos no veem correo, acreditando no equilbrio de poder. Todos julgam suas prprias teorias realistas.Otimistas: racionalismo, ao tentar atingir seus objetivos e auto preservao, acabam por agir em conformidade e em unio. O egosmo leva a cooperao mutua. A paixo leva ao conflito. A razo pode moderar as paixes, mas isso difcil. alguns acha que o homem inteiro falho.Todos deduzem os males polticos dos defeitos humanos. Ambos parecem acreditar que a guerra s poderia ser eliminada se pelo menos os homens pudesses ser transformados.Os pessimistas da primeira imagem aceitam a pertinncia do ideal dos otimistas ao mesmo tempo em que rejeitam a possibilidade de realiz-lo. Os homens nem so perfeitamente racionais nem verdadeiramente amorosos.Dizer que os homens so estpidos ou maus uma hiptese aceita ou rejeitada de acordo com cada autor, as evidencias no podem provar nem refutar, porque o que fazemos com as evidencias depende da teoria que sustentamos. Dizer que a natureza do homem fixa e a causa da guerra (pessimistas) dizer que no h esperana de paz. Dizer que a natureza fixa, mas apenas um dos fatores, podemos buscar as condies da paz.No possvel deduzir concluses polticas especificas diretamente de uma suposta natureza do homem, como fizeram pessimistas.Segunda tendncia dos pessimistas: veem no governo uma forma de controlar essa natureza ruim e dar garantias de segurana aos homens. As causas que explicam as diferenas de comportamento devem ser procuradas em outro lugar que na natureza humana. De uma compreenso das causas secundarias vem a chance real de paz.Morgenthau e seus crticos:1-A luta por poder acontece porque os homens desejam as coisas. 2- desejo de poder. Poder como um fim em si mesmo. Muitas vezes o esforo pelo poder inerente aos homens.Quem aceita segunda: interesse nacional como poder. Fim. 2- interesse nacional como poder, pois ele o meio necessrio para garantir os fins dos Estados. Instrumento.Os realistas tendem a aceitar a ideia de uma dicotomia clara entre duas escolas de pensamento, dicotomia essa que costuma ser igualmente aceita pelos crticos do realismo. A diviso da abordagem poltica em duas categorias enganosa, com afirmaes incompletas das causas do conflito e da necessidade da poltica.A questo no se o poder o valor supremo dos Estados, mas quando ele ser o valor supremo, se for, e quando mero meio.Preocupao com o poder da tica. Compreenso da poltica e do homem.Concluso:A maldade do homem, ou seu comportamento imprprio, leva a guerra; a bondade individual se pudesse ser universalizada, significaria a paz -> primeira imagem.Pessimistas: a paz uma meta e um sonho utpico. A natureza humana complexa. No se deve esperar demais da aplicao da razo a problemas sociais e polticos.Otimistas: possvel uma reforma do individuo o suficiente para trazer ao mundo uma paz duradoura. Viso do mundo simples e agradvel, mas errada.Dificuldade em se definir o que bom. Analistas: 1-perceber o conflito. 2- perguntar-se porque o conflito ocorre. 3-atribuir a culpa a um trao do comportamento, ou a um pequeno numero deles. O pressuposto de uma natureza humana fixa afasta a ateno da natureza humana, pois essa no poderia ser alterada, ao passo que as instituies sociopolticas podem.

CAPTULO 3- ALGUMAS IMPLICAES DA PRIMEIRA IMAGEM. A CINCIA COMPORTAMENTAL E A REDUO DA VIOLNCIA INTERESTATAL. *psiclogos, psiquiatras. A causa mais importante de um ato poltico e acordo achada na natureza e comportamento humano. Vendo a causa da guerra no homem, buscam mudar ele. Importncia dos cientistas comportamentais. Os modernos colocam sua f atualmente em aparelhos mais complicados, e suas consideraes so menos individualistas.Os cientistas comportamentais (psiquiatras polticos) encaram o problema da guerra e da revoluo como um detalhe da tarefa total de gerenciar a fontes e acabar com as consequncias da insegurana humana no nosso mundo instvel. Estudos vagos e irrealistas tanto em analisar as causas quanto em prescrever o remdio. Os seus objetivos gerais so de difcil identificao. difcil ligar suas pesquisas de fato s relaes internacionais, mas suas contribuies para entender o homem tambm possuem validez. Promover um entendimento internacional promover paz- introduo da aproximao cientistas comportamentais para as RI. Correlao entre paz e conhecimento, que opera de uma forma no muito obvia. Esses cientistas clamam muitas vezes que o conhecimento e o entendimento do outro diminuiria a ocorrncia de guerras. Porm, a realidade nos mostra que isso no verdade. Pode ocorrer at o oposto. (nacionalismos). No se pode assumir que mais conhecimento do outro produzir mais tolerncia, deveria.Alguns acreditam que uma antropologia cultural poderia levar a paz, atravs, por exemplo, da educao. Os antroplogos, de todos os cientistas comportamentais, so aqueles que tm uma viso mais ampla, mas os que mais desencorajam a expectativa que uma mudana social ordenada pode ser produzida rapidamente.Guerra no inerente natureza humana. Duas dificuldades constantes: o tempo requerido para a mudana e o tempo disponvel para mudana. Melhoram-se os homens ou os governos? Dever-se-ia focar mais nas causas que os sintomas, mas isso pode levar muito tempo e no ser aplicvel atualmente. Os racionalistas caem na falcia que ao saber o problema, as causas, tudo estar resolvido, mas mesmo que soubssemos quais eram os problemas, ainda haveria muito trabalho a ser feito.A fcil identificao do conhecimento resulta ou em um otimismo estril, ou em um negro pessimismo. Papel das elites para alguns cientistas comportamentais. Alguns dizem que os lideres deveria passar por uma analise de especialistas, mas isso impraticvel. Alguns aderem viso de que o que necessrio desde que sabemos as respostas para a questo do porque a guerra ocorre, o que resta fazer com que alguns policy makers ouam isso. Nessa abordagem aparecem dois problemas: que conselhos daro a eles? Como assegurar que os lideres de todos os pases importantes o seguiro? O segundo deveria ser o mais importante. Esses cientistas fazem propostas, mas no mostram como aplic-las. Suas solues poderiam ser aplicadas DEPOIS que o problema real j tivesse sido resolvido, solues para uma sociedade perfeita. Cientistas behavioristas no conseguiram atingir a cientificidade e o conhecimento cumulativo das cincias naturais. As contribuies behavioristas se mostram inefetivas em sua falha em compreender o significado da ao na poltica internacional.O realismo social-psicologico tem produzido utopistas polticos. A no ser que eles encontrassem uma forma pela qual as relaes entre os homens estabeleam a forma de governo mundial preciso, eles no propem nenhuma soluo. Em outro extremo existem aqueles que ignoram o papel da poltica e propem solues apolticas, como se elas fossem operar no vcuo.CAPTULO QUATRO- A SEGUNDA IMAGEMNa primeira imagem o papel do estado considerado menos importante, e sempre a ser explicado em termos de comportamento humano. Os eventos so to diversos que apenas a natureza humana no o nico determinante, preciso considerar mais que isso. Para compreender a guerra e a paz tem-se de usar a anlise poltica para complementar e organizar as descobertas da psicologia e da sociologia.De acordo com a segunda imagem, a organizao interna dos Estados a chave para a compreenso da guerra e da paz. A guerra promove muitas vezes a unidade interna de cada Estado envolvido. Ideia de que os defeitos nos Estados provocam a guerra entre eles. Porm possvel acreditar que a simples eliminao desses defeitos no estabelecer a base da paz perpetua. Como essas estruturas que causariam a guerra poderiam ser alteradas? O que um bom Estado?As teorias se unem para afirmar que se todos os Estados fossem substancialmente reformados haveria paz mundial. Reforma como condio da paz. Disseminao de um determinado padro de organizao interna.POLTICA DOMSTICA: A CONCEPO LIBERALA iniciativa individual a fora motriz do sistema e a competio no mercado livre, seu regulador. As restries probem a prpria melhoria social. Os liberais tendiam a limitar o governo a partir de uma avaliao otimista das qualidades morais e intelectuais da humanidade. O bom Estado o Estado limitado. O governo existe no mnimo para proporcionar segurana as pessoas e as suas propriedades. Justia a primeira preocupao do governo.Em Mill, o utilitarismo-liberalismo passou de proscrio da ao do Estado prescrio do tipo de ao estatal desejvel. Falta de justia do mercado livre. O ideal do laissez-faire pode exigir a ao do Estado, que deve ser mnimo, mas forte, permanecendo fora do mercado, deve poder evitar as desigualdades de riqueza que talvez o distoram ou dominem.RELAES INTERNACIONAIS: A CONCEPO LIBERAL.O Estado se preocupa externamente com a defesa e internamente com a justia. Pressuposto liberal otimista acerca das caractersticas do Estado e da comunidade internacional. Guerra como o meio ultimo de resoluo de disputas entre os Estados. Primeiros liberais acreditam na existncia de uma harmonia de interesses nas relaes internacionais.Socialistas: se tivesse um sistema comunista no haveria guerra, pois no haveria capitalismo.Soluo pressupe a perfeio das unidades.Alcanar a paz-> reformar os Estados. Ex: segunda internacional comunsta- temos que reagir a guerra ou no? A prpria realidade socialista leva a guerra. Homogeneizao das estruturas estatais. Uma forma poltica no impede a guerra. O bem comum deve ser sempre buscado, mas no quando prejudicial a outros Estados. - Liberal.Darwinismo social. O bem estar aumenta quando a produo aumenta, e isso acontece apenas na paz- liberais.Influencia da estrutura interna dos estados s pode ser determinada no contexto do ambiente internacional. Anotaes da aula: o homem, o Estado e a GuerraNo teoria, um mapeamento das diversas explicaes dadas at o momento sobre as razes da guerra.Preocupao metodolgica em construir uma ordem. J apresenta traos do cientificismo. 3 niveis de analise1 autores que explicam a guerra por conta da relao entre os individuos.2- autores que explicam a guerra e a poltica interncaional em um nvel interestatal. Nvel de analise da natureza poltica dos estados, configurao interna. 3- meio em que os Estados vivem o que explica a guerra. Estruturalistas. Imagem = mapa mental, entre as causalidades entre duas variveis, uma dependente, outra independente.