Bernardo Castro

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agronomia

Text of Bernardo Castro

  • ESTRATGIAS DE INOVAO: UM ESTUDO NA INDSTRIA DE MQUINAS E IMPLEMENTOS AGRCOLAS NO BRASIL

    Bernardo Hauch Ribeiro de Castro

    Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Instituto COPPEAD de Administrao

    Mestrado em Administrao

    Orientador: Prof. Cesar Gonalves Neto, Ph.D.

    Rio de Janeiro, RJ Brasil

    Setembro de 2004

  • Estratgias de Inovao: Um Estudo na Indstria de

    Mquinas e Implementos Agrcolas no Brasil

    Bernardo Hauch Ribeiro de Castro

    Dissertao submetida ao corpo docente do Instituto COPPEAD de

    Administrao da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos

    requisitos necessrios obteno do grau de Mestre.

    Aprovada por:

    Prof. _____________________________________ - Orientador

    Cesar Gonalves Neto, Ph.D. COPPEAD/UFRJ

    Prof. _____________________________________

    Ronaldo Soares de Andrade, Ph.D. COPPE/UFRJ

    Profa. ____________________________________

    Cristiane Machado Quental, D.Sc. FIOCRUZ

    Rio de Janeiro

    2004

  • i

    Ficha Catalogrfica

    CASTRO, Bernardo Hauch Ribeiro de Estratgias de Inovao: Um Estudo na Indstria de Mquinas e Implementos Agrcolas no Brasil / Bernardo Hauch Ribeiro de Castro. Rio de Janeiro, 2004.

    125 f. Dissertao (Mestrado em Administrao) Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Instituto COPPEAD de Administrao, 2004. Orientador: Cesar Gonalves Neto 1. Gesto da inovao. 2. Mquinas e implementos agrcolas. 3. Administrao - Teses. I. Neto, Cesar Gonalves (Orient.). II. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Instituto COPPEAD de Administrao. III. Ttulo

  • ii

    Agradecimentos Aos meus pais, pela motivao, pela oportunidade de ter uma boa formao, pela orientao em todos os momentos e por me mostrarem o valor do trabalho e da educao. Ao meu irmo, pelo constante apoio. Ao meu orientador, Cesar Gonalves Neto, pelas sugestes, pela orientao, pela ateno e pela confiana no meu trabalho. Aos professores Ronaldo Andrade e Cristiane Quental, por aceitarem compor a banca de defesa desta dissertao. Finep, que me permitiu freqentar o curso, acreditando no valor da capacitao profissional. Aos meus colegas Ricardo Balthazar e Fabrcio Soares, por me apoiarem permitindo que eu pudesse dispor do tempo necessrio ao curso, e aos demais colegas de Finep que muito me ajudaram, criticando o questionrio e estando sempre abertos discusso. Ao Victor Raposeiro, por dispor de seu tempo e trabalho na programao da verso on-line do questionrio. Aos meus colegas de COPPEAD, pela amizade e companheirismo durante o curso. Aos funcionrios da COPPEAD, pela pacincia e pelo apoio durante todo o curso e durante a realizao deste trabalho. Aos profissionais das diversas empresas que se dispuseram a responder a esta pesquisa, tornando possvel este trabalho. sociedade brasileira, por sustentar, com o pagamento de impostos, instituies de ensino pblicas de excelncia, como a COPPEAD e a prpria UFRJ. Enfim, a todos que me ajudaram, direta ou indiretamente, a realizar o sonho de concluir um Mestrado em Administrao.

    Muito obrigado.

  • iii

    Resumo

    CASTRO, Bernardo Hauch Ribeiro de. Estratgias de inovao: um estudo na

    indstria de mquinas e implementos agrcolas no Brasil. Orientador: Cesar

    Gonalves Neto. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, 2004. Dissertao (Mestrado

    em Administrao)

    O objetivo deste estudo exploratrio foi identificar at que ponto as estratgias

    empresariais no setor de mquinas e implementos agrcolas estariam focadas na

    inovao tecnolgica. Alm disso, tambm foi objetivo explorar as estratgias de

    inovao tecnolgica adotadas neste setor, baseadas nos tipos de estratgias

    listadas por Christopher Freeman no livro The Economics of Industrial Innovation.

    Embora estudo sobre a competitividade da indstria brasileira indicasse que, no

    incio da dcada de 90, a indstria de mquinas e implementos agrcolas ainda era

    considerada defasada tecnologicamente, havia alguns indcios empricos de que a

    situao havia se revertido. Os resultados da pesquisa mostraram que as

    empresas do setor de fato se reorganizaram de forma a desenvolver atividades de

    P&D e a possuir uma estratgia pr-ativa de inovao. O setor de mquinas e

    implementos agrcolas passou aparentemente por um movimento contrrio ao de

    vrios outros setores classificados como de bens de capital, em que o processo de

    abertura comercial favoreceu a importao, substituindo a produo local e os

    esforos internos de engenharia. O setor passou a ter uma nfase maior no

    desenvolvimento de novos produtos, puxado principalmente pelas inovaes no

    seu principal mercado consumidor, a agricultura.

  • iv

    Abstract

    CASTRO, Bernardo Hauch Ribeiro de. Estratgias de inovao: um estudo na

    indstria de mquinas e implementos agrcolas no Brasil. Orientador: Cesar

    Gonalves Neto. Rio de Janeiro: UFRJ/COPPEAD, 2004. Dissertao (Mestrado

    em Administrao)

    This exploratory study was structured to identify where, within the agricultural

    machine and equipment industry, the corporate strategies have focused on

    technological innovation. Once the existence of the strategy was identified, it was

    also an objective to classify them according to Christopher Freemans framework

    proposed in his book The Economics of Industrial Innovation. Although the initial

    hypotheses show that, in the early 90s, the agricultural machine and equipment

    industry in Brazil was technologically delayed, there are some empiric signs that

    this situation has changed. The results of this survey show that the firms in this

    industry have already been re-organized. Now, they do develop many R&D

    (Research and Development) activities and present an innovation strategy. Even

    though some authors say the capital goods industry in Brazil was impacted by free

    trade policies, which reduced local production, shifted imports and substituted

    internal engineering efforts by foreign ones, the agricultural machine and

    equipment industry followed another way through. Nowadays, there is a greater

    emphasis on new products development, pulled primarily by market demand

    composed of agribusinessmen.

  • v

    Lista de Siglas

    ABIMAQ Associao Brasileira das Indstrias de Mquinas e Equipamentos

    ANFAVEA Associao Nacional de Fabricantes de Veculos Automotores

    ANPEI Associao Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das

    Empresas Inovadoras

    C&T Cincia e tecnologia

    CNA Confederao da Agricultura e Pecuria do Brasil

    CNI Confederao Nacional da Indstria

    IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica

    INPI Instituto Nacional da Propriedade Industrial

    IPEA Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada

    MCT Ministrio da Cincia e Tecnologia

    OECD Organizao para a Cooperao e o Desenvolvimento Econmico

    P&D Pesquisa e desenvolvimento

    P&D&E Pesquisa, desenvolvimento e engenharia no-rotineira

    PIB Produto Interno Bruto

    PINTEC Pesquisa Industrial: Inovao Tecnolgica, do IBGE

  • vi

    Lista de Figuras

    Figura 1: Roteiro de determinao de estratgias Pg. 27

    Figura 2: Estratgias Genricas de Porter Pg. 28

    Figura 3: A Cadeia do Agronegcio Pg. 36

    Figura 4: PIB da Agricultura e da Pecuria Variao % Acumulada Pg. 38

    Figura 5: Cadeia de Valor do Arranjo Industrial de Mquinas e

    Implementos Agrcolas Pg. 44

    Figura 6: Dendrograma Pg. 81

    Figura 7: Produo Brasileira de Mquinas Agrcolas Automotrizes Pg. 100

    Figura 8: Vendas Internas de Mquinas Agrcolas Automotrizes Pg. 100

    Figura 9: Exportaes de Mquinas Agrcolas Automotrizes Pg. 101

    Figura 10: Relao entre as Exportaes e as Vendas Internas de

    Mquinas Agrcolas Automotrizes Pg. 101

    Figura 11: Grfico de declive (scree plot) Pg. 105

    Figura 12: Histograma das Respostas (Perguntas 1 a 12) Pg. 106

    Figura 13: Histograma das Respostas (Perguntas 13 a 24) Pg. 107

    Figura 14: Histograma das Respostas (Perguntas 25 a 31) Pg. 108

    Figura 15: Tela inicial, para acesso ao questionrio Pg. 109

    Figura 16: Questionrio (parte 1/5) Pg. 110

    Figura 17: Questionrio (parte 2/5) Pg. 111

    Figura 18: Questionrio (parte 3/5) Pg. 112

    Figura 19: Questionrio (parte 4/5) Pg. 113

    Figura 20: Questionrio (parte 5/5) Pg. 113

  • vii

    Lista de Tabelas

    Tabela 1: Grau de incerteza associada aos diversos tipos de inovao Pg. 24

    Tabela 2: Estratgias da firma Pg. 31

    Tabela 3: Percentual de empresas que classificaram como alta a

    importncia de determinadas atividades inovativas Pg. 49

    Tabela 4: Distribuio das perguntas da terceira parte do questionrio

    de acordo com a funo que se desejava medir Pg. 64

    Tabela 5: Taxa de resposta aos questionrios enviados Pg. 65

    Tabela 6: Nmero de funcionrios das empresas respondentes Pg. 66

    Tabela 7: Distribuio das empresas respondentes por UF Pg. 66

    Tabela 8: Idade das empresas respondentes Pg. 67

    Tabela 9: Origem do capital declarado pela empresa Pg. 67

    Tabela 10: Faixas de faturamento das empresas da pesquisa Pg. 67

    Tabela 11: Funo da pessoa responsvel pela resposta pesquisa Pg. 68

    Tabela 12: Percentual do faturamento originrio de produtos lanados a

    partir de 2001 Pg. 69

    Tabela 13: Engenheiros trabalhando no desenvolvimento de produtos Pg. 69

    Tabela 14: Infra-estrutura para desenvolvimento de produtos Pg. 69

    Tabela 15: Principal fonte de idias citada para o de