of 12 /12
BOLETIM ESCOLAR Confluências (2ª Série) Maio / Junho 2011 Confluências Com o apoio do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal Nesta edição: Scriptomanias Saúde & Formação Notícias do Inglês &... … Outras Iniciativas Notícias do Alemão &... … Um Desabafo! 11 de Maio - Um dia em grande! Dias Abertos Breves pp. 2- 3-4-5-6 p. 7 p. 8 p. 8 p. 9 p. 9 p. 10 p. 11 p. 12 CHEGA AO FIM O O PRÓXIMO ESCREVER-SE-Á Acabadas as aulas, a confraternização! A dinâmica da escola, porém, continua, que o tempo é agora de exames, de balanços, de elaboração de turmas, de preparação de novos horários, de… … de férias, lá mais para a frente! 2011-2012 COM OPORTUNIDADES! Ensino diurno Curso Profissional de Informática de Gestão Curso Profissional de Serviços Jurídicos Curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva (Informações - e-mail: [email protected]; telef.: 213 190 380; fax: 213 190 381) Ensino nocturno ERNS - Ensino Recorrente de Nível Secundário (Cursos de Ciências e Tecnologias, Ciên- cias Sociais e Humanas; Ciências Sócio-económicas) Formações Modulares em Línguas Estrangeiras (Alemão, Espanhol, Francês e Inglês), Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Matemática para a Vida (MV) (Informações - www.escamoes.pt/site/html/ofertanoite.htm; telefs: 213 190 380; 963 408 645/6) no sistema educativo no ano lectivo 2011/2012 Acordo ortográfico da língua portuguesa consultar em http://www.portaldalinguaportuguesa.org/ A partir de setembro, e com a chegada do outono, a ortografia vai ser objeto de pequenas alterações. Veja algumas novas grafias: atual, ação, ótimo, lecionar, direção, receção, seleção, Egito, ator, elétrico, objetivo, creem, deem, leem, veem, reveem, boia, heroico, jiboia, joia, hei de, hás de, há de, heis de, hão de, autorrádio, contrarrelógio, minissaia, semirreta, coautor, extraescolar, autoestrada, codireção, plurianual, cartão de visita, fim de semanaMãos à obra! Lince - Conversor ortográfico Vocabulário Ortográfico do Português Vocabulário de Mudança Acordos ortográficos e outra legislação Apresentação das mudanças

Boletim Escolar - Confluências nº15

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Boletim Escolar - Confluências nº15

Citation preview

Page 1: Boletim Escolar - Confluências nº15

BOLETIM ESCOLAR

Confluências (2ª Série)

Maio / Junho

2011

Confluências

Com o apoio

do

Grupo

Desportivo

e

Cultural

do

Banco

de

Portugal

Nesta edição:

Scriptomanias Saúde & Formação Notícias do Inglês &... … Outras Iniciativas Notícias do Alemão &... … Um Desabafo! 11 de Maio - Um dia em grande! Dias Abertos Breves

pp . 2 -3-4-5-6 p. 7 p. 8 p. 8 p. 9 p. 9 p. 10 p. 11 p. 12

CHEGA AO FIM O

O PRÓXIMO ESCREVER-SE-Á

Acabadas as aulas, a confraternização!

A dinâmica da escola, porém, continua, que o tempo é agora de exames, de balanços, de elaboração de turmas,

de preparação de novos horários, de… … de férias, lá mais para a frente!

2011-2012 COM OPORTUNIDADES! Ensino diurno • Curso Profissional de Informática de Gestão • Curso Profissional de Serviços Jurídicos • Curso Técnico de Apoio à Gestão Desportiva

(Informações - e-mail: [email protected]; telef.: 213 190 380; fax: 213 190 381) Ensino nocturno • ERNS - Ensino Recorrente de Nível Secundário (Cursos de Ciências e Tecnologias, Ciên-cias Sociais e Humanas; Ciências Sócio-económicas)

• Formações Modulares em Línguas Estrangeiras (Alemão, Espanhol, Francês e Inglês), Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e Matemática para a Vida (MV)

(Informações - www.escamoes.pt/site/html/ofertanoite.htm; telefs: 213 190 380; 963 408 645/6)

no sistema educativo no ano lectivo 2011/2012

Acordo ortográfico da língua portuguesa

consultar

em

http://www.portaldalinguaportuguesa.org/

A partir de setembro, e com a chegada do outono, a ortografia vai ser objeto de pequenas alterações. Veja algumas novas grafias:

atual, ação, ótimo, lecionar, direção, receção, seleção, Egito, ator, elétrico, objetivo, creem, deem, leem, veem, reveem, boia, heroico, jiboia, joia, hei de, hás de, há de, heis de, hão de, autorrádio, contrarrelógio, minissaia, semirreta, coautor,

extraescolar, autoestrada, codireção, plurianual, cartão de visita, fim de semana…

Mãos à obra!

Lince - Conversor ortográfico Vocabulário Ortográfico do Português

Vocabulário de Mudança Acordos ortográficos e outra legislação

Apresentação das mudanças

Page 2: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 2

Confluências

SCRIPTOMANIAS

Título: Confluências

Iniciativa: Departamento de Línguas

(Grupo Disciplinar de Românicas)

Director: António Souto

Coordenação de edição: António Souto e Manuel Gomes

Periodicidade: Trimestral

Impressão: GDCBP

Tiragem: 250 exemplares

Depósito Legal: 323233/11

Propriedade: Escola Secundária de Camões

Praça José Fontana

1050-129 Lisboa

Telefs. 21 319 03 80 - 21 319 03 87/88

Fax. 21 319 03 81

Onde estão todos? Todos (sim, vamos chamar “todos” às pessoas da nossa vida) esperam ansiosamente pelo momento em que, enquanto pequenos seres humanos, damos o pri-meiro passo; e todos querem estar lá para ouvir a pri-meira palavra. Todos querem estar presentes e se, por qualquer infelicidade, não estiverem vão ficar muito tristes e vão culpar-se por não terem lá estado. Isto faz-me confusão, mas, de certa forma, até enten-do este desejo de vitórias… Todos preferem as vitórias e sorrisos a desespero e lágrimas. Eu? Eu acho mais importante estar lá para amparar as quedas do que para testemunhar o primeiro passo – talvez por ter passado os últimos anos a fazer isso mesmo, é a força do hábito… De uma coisa tenho a certeza: já há pes-soas suficientes para festejar os momentos de triunfo; a felicidade é tanta que não preciso que todos estejam

presentes para a testemunhar ou inconscientemente fingir que a partilham comigo. Atenção, isto não signi-fica que não precise de partilhar a felicidade, simples-mente a presença de outros não é tão relevante. Ao invés, quando caio, quando fracasso, quando dou tudo por tudo e não consigo rasgar a meta, admito que preciso de alguém e por muito que me custe, por muito que resmungue e diga que não preciso… preciso mes-mo! A verdade é que preciso muito mais de todos aí e dou comigo muitas vezes, sozinha, a perguntar-me: “Onde estão todos?”. No entanto, não gosto que me tratem como uma débil, não tenho paciência para “Tem calma” ou “O que se passou?”. NÃO! Quando me sinto derrotada e inútil, basta que fiquem simplesmen-te ao meu lado, no silêncio. Isso é mais do que suficien-te.

Marta Nogueira Leite, 11º B

João Barrocas, 12º D

Quase loucura Dentro de mim paira o teu nome elevado ao expoente da loucura se calhar não é bem assim se calhar é fruto da minha ima-ginação não te quero não te amo não gosto de ti

odeio-te profundamente não te quero no meu coração sequer falar contigo sinto raiva por te ter na cabeça tenho de deixar de te levar comigo para todo o lado no meu pensamento... Francisco Gualdino, 10º M

Uma leitura Neste período, li o livro As Pequenas Memórias, de José Saramago, pois tinha curiosidade em começar a ler as obras deste autor devido ao filme biográfico “José e Pilar”, que tive a oportunidade de ver no período passado. Esta obra narra, na primeira pessoa, as memórias de um tempo de infância e adolescência passados há muito tempo. Aqui, José Saramago recorda os bons momentos de inocência e pura felicidade, mas, também, os momentos menos bons, que guardam alguma tristeza e amargu-ra na memória. Há também memórias muito cómicas, como a maneira como o seu apelido passou a ser Saramago e o erro na sua data de nascimento. A linguagem e o estilo são confusos e complicados, no início, mas, entrando no

ritmo, o leitor habitua-se à maneira como Saramago escreve e começa a entender melhor o sentido da história, a ironia com que muitas vezes fala e a mensagem que quer fazer passar. Concluindo, As Pequenas Memórias, de José Saramago, é uma obra que reco-mendo a todos aqueles que que-rem começar a ler este autor, pois ficamos a conhecê-lo melhor e a compreender o porquê de muitas acções ao longo da sua vida. Andreia Fer-nandes, 11º L

Page 3: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 3

Confluências

SCRIPTOMANIAS

A viagem de autocarro

Para qualquer lugar que vou, tenho de apanhar o autocarro. Já se tornou um hábito para mim, vejo sempre as mesmas pessoas, já conheço os motoristas e, normalmente, sento-me sempre no mesmo lugar. Só passa um autocarro aqui no meu bairro, e a viagem do autocarro começa aqui perto, por isso, sou das primeiras a entrar. Entro no autocarro e sento-me no sítio do costume. Depois da paragem onde entro, o autocarro vai até Loures, parando à porta dos bairros. Entram os rapazes e raparigas que vão para as aulas. As mulheres que vão para o trabalho cabisbaixas. As crianças pequeninas, que se encostam às mães e acabam por adormecer. Os idosos que vão tomar o pequeno-almoço com os amigos ou então vão para o posto de saúde queixarem-se dos ossos ou da vista. O autocarro chega a Loures. Os rapazes e raparigas, as mulheres, as crianças, os idosos saem devagar e cada um dirige-se para a sua rotina. Da janela, vejo as crianças a agarrarem-se às mães, que vão a andar muito rápido. Os idosos param no meio da rua a falar com alguém que viram. Os rapazes e raparigas juntam-se todos à porta da escola, a rezar para que a campainha de entrada demore a tocar. O autocarro arranca e deixa tudo aquilo para trás. Vou olhando pela janela para perceber onde estou e vejo os prédios, os jardins, os parques infantis. Àquela hora, está tudo vazio, como se nada nem ninguém vivesse ali. Chego à entrada da Calçada de Carriche e começa a aparecer o ambiente da grande cidade. O autocarro pára de repente, há trânsito. Todas as pessoas dentro do autocarro começam a falar do acidente que viram na televisão de manhã, ou então ligam aos patrões a avisar que vão chegar tarde. Eu começo a olhar lá para fora, vejo os carros, e dentro dos carros pessoas a ouvir música, algumas crianças a dormir no banco de trás. Há carros com muitas pessoas, outros com apenas uma pessoa, mas todos querem chegar ao mesmo lugar. O autocarro começa a avançar e eu não deixo de olhar lá para fora. Enquanto o autocarro vai andando devagarinho, começo a aperceber-me de muitas Luísas que vão subindo a Calçada a pé. Andam devagar, muito devagar, às vezes param e respiram fundo, mas olham em frente e continuam a subir. O autocarro, finalmente consegue passar para a sua faixa e acelera até ao Campo Grande. Quando chego ao Campo Grande, toda a gente sai do autocarro e muitos saem do autocarro com um sorriso, pois final-mente chegaram, outros continuam a queixar-se, pois ainda têm de apanhar outro autocarro ou têm de ir no metro que, àquela hora, toda a gente compara a uma lata de conserva de sardinha. Eu saio do autocarro e vou para a estação do metro, como se já estivesse programada, e nem penso para que direcção vou. Quando chego ao meu destino, penso que finalmente cheguei! Mais tarde, terei de fazer tudo ao contrário. Vou ver as mesmas pessoas de sempre, o mesmo motorista. Os rapazes e as raparigas, os idosos, as mulheres e as crianças, já todos cansados, entrarão no autocarro e só pensarão em chegar aos seus lares o mais rápido possível para, na manhã seguinte, voltarem a fazer tudo outra vez.

Andreia Fernandes, 11º L

Porto Côvo Setembro começa, As malas estão feitas E a terra a ser preparada Para as próximas colheitas. Despeço-me do campo, das flores e do mar, Despeço-me dos girassóis, das margaridas E de todas as flores Que no Verão foram colhidas! Levo um ramo das últimas papoilas Atado num bonito laço São memórias que comigo levo

Sempre que por cá passo! Mais um ano há-de passar, Antes de voltar a ver A beleza de pasmar Deste lugar ao entardecer!

E aqui hei-de sempre voltar, Ao meu cantinho de Verão, O meu esconderijo do resto do mun-do, Onde pertence o meu coração!

Olhando novamente para trás, Deixando o familiar por algo novo, Sabendo que sempre hei-de voltar Ao meu cantinho no Porto Côvo. Rita Catarina Ramos

Amador, 10ºE (in Blogue Poetar…)

Page 4: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 4

Confluências

SCRIPTOMANIAS

Querida Avó Vai Aonde Te Leva o Coração, escrito por Susanna Tamaro, é um livro que nos deixa a pensar sobre o que fazemos a quem amamos. Hoje somos netos e culpamos os avós de determinadas coi-sas, mas será que essas “determinadas coisas” não são apenas demonstrações de um amor tão grande que até nos cus-ta a aceitar? E quando formos avós, será que não faremos ainda pior do que aquilo que nos fizeram a nós, ou seja, não amaremos os nossos mais do que aquilo que fomos amados? Susanna escreve-nos uma verdadeira história de amor “familiar” entre gera-ções, numa família conservadora e com conflitos provenientes das diferenças existentes entre elas, o que provoca a pouca comunicação entre as persona-gens da obra, acompanhando a vida de três mulheres de gerações diferentes (uma avó, a sua filha e a sua neta). A autora escreveu esta obra sob a forma de um diário íntimo que fala de senti-mentos, mas sem o menor sentimenta-lismo. O diário é escrito por uma

mulher de oitenta anos, uma avó como tantas outras, que faz tricô, planta roseiras e vive com o seu velho cão. Devido ao amor enorme que sente pela sua neta, decide então recorrer a um diário para assim contar o porquê das coisas terem sido como foram nas suas vidas. Explica-lhe também a educação que recebera e a falta de amor que sen-tiu enquanto criança e que, por isso mesmo, não conseguiu ser diferente para com a neta. Acabou por se afastar dela da mesma maneira que se afastou da sua filha, já falecida. Decide então contar tudo sobre a sua vida à neta por meio deste diário, desta forma, para que ela fique a conhecer a verdadeira histó-ria da família. Adorei este livro. Talvez deva isso ao facto de ter perdido o meu avô muito recentemente e por sentir que aconte-ceu, em parte, aquilo que aconteceu com esta avó e esta neta. Acho importantís-simo que todos aqueles que são netos, e todos aqueles que pretendem ser avós, leiam este livro. Para além de nos mos-trar as divergências de ideias ao longo dos tempos, ensina-nos também a perce-

bermos o outro lado. Muitas vezes achei que o meu avô estava a ser aborrecido; hoje entendo que aquela era a maneira que ele tinha de dizer que me amava. Mas exactamente por ter a perfeita noção desse facto, todos aqueles seus actos eram “inúteis”. Fez-me perceber muitos dos receios que os mais velhos têm em relação a nós, como eles fazem todos os esforços para nos fazerem feli-zes e como acabam por se agarrar às coisas que nós amamos só para se senti-rem mais perto de nós, e como despreza-mos esses feitos. Ao mesmo tempo, obri-ga-nos constantemente a reflectir enquanto lemos. O mais assustador é que enquanto lemos este livro, pensa-mos literalmente em todos aqueles que nos educam, cuidaram, amaram e ama-rão sempre, incondicionalmente. Em suma, aconselho o livro a todos aqueles que têm uma família de quem gostam e a quem querem providenciar o melhor que há na vida. Compreendendo os seus actos, ou a maioria deles, e apro-veitando tudo o que de melhor eles têm para nos dar.

Mafalda Alves, 12º C

Paixão A chuva caía da nuvem escura Sobre os seus cabelos e curvas delicadas. O corpo treme e fervora De emoções nunca antes experimentadas. A respiração aumenta, Seca e irregular. Nenhum coração aguenta O Poder daquele olhar.

Tudo errado, tudo certo. Que sensação é aquela Que me deixa tão exposto? Deitado de coração aberto Ao poder dela, Ao poder do sexo oposto.

Tiago Luís Brito, 12ºE (in blogue Poetar…)

Perfeição Imperfeita A perfeição está na falha, Num perfeito erro imperfeito. A perfeição está na falha, No sinal que tenho no peito. E pensares que a perfeição é irrepreensível Esse é o teu defeito. A perfeição está no erro, No enterro do sujeito. A perfeição está no erro, Na mentira da verdade, A perfeição dita perfeita É apenas crueldade … Grita, mostra que tens problemas, Mostra que tendes para o parapeito!

Exibe as tuas falhas, que não são pequenas E que são elas que te fazem perfeito. Manifesta o teu desejo de não ser imaculado, Corta um membro, ou até três! Desde que não seja simétrico E não tenha sido premeditado, Desde que não seja a imagem que a sociedade de ti fez! Porque a perfeição está na falha!!!

Leonardo de Sousa

Miguel Sousa, 12º G

Page 5: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 5

Confluências

SCRIPTOMANIAS

Almas gémeas Tantas vezes achamos que temos as pessoas certas connosco, que essas pessoas são a melhor companhia que alguma vez conseguía-mos ter arranjado, que com elas nada, mas mesmo nada, vai falhar, que estarão aqui sempre para o que precisarmos e que nunca nos desiludirão, que temos connosco as melhores pessoas do mundo. Achamos que só elas nos entendem, que são a nossa alma gémea, o nosso outro “eu”, o nosso verdadeiro amigo e que tudo isso durará para sempre. Passamos os melhores momentos, que nunca nos imaginaríamos a passar com qualquer outra pessoa, porque para nós “aquele” amigo é como um anjo, que deve ser guardado só para nós. Identificamo-nos tanto, que chegamos a pensar que nada nem ninguém nos poderá afastar de quem tanto gostamos, porque o senti-mento é demasiado forte para ser quebrado. “Amor” não será a palavra certa, mas sim “amizade”, porque foi isso que foi capaz de nos tornar num só pensamento, em almas gémeas. No entanto, a verdade é que aquela pessoa que nós tomamos por ser a nossa alma gémea, por vezes, faz-nos tão bem, que não pode ficar para sempre agarrada a nós. Cheguei à conclusão, que essa pessoa a quem tanto nos apegamos apenas veio para nos abrir os olhos e nos conseguir encaminhar na direcção da felicidade. Foi a nossa espécie de anjo da guarda da vida, que se lembrou de nos fazer uma visitinha quando nós batemos lá bem fundo e precisávamos de uma pequena ajudinha para redesco-

brir tudo o que tínhamos de bom na nossa vida e a nos fazer ganhar novamente um pouco de amor-próprio. Deu-nos toda a atenção que nos podia dar, dispensou talvez momentos importantes da sua vida, para viver connosco e por nós, chorar e rir connosco. Mas, na verdade, o nosso amigo não iria querer que nós nos lamen-tássemos daquilo que acabamos por perder, mas sim daquilo que ainda temos para ganhar, e quem sabe um dia ele não estará nova-mente nessa conquista da felicidade, quem sabe? A vida é uma sur-presa constante. Nunca saberemos o que poderá vir a acontecer amanhã. Nunca esquecemos o que passámos, mas a verdade é que isso já lá vai no passado, porque aquela pessoa que nos veio abrir os olhos para a felicidade e vivê-la um pouco connosco, já não está aqui, par-tiu para outro lugar, e embora, por vezes, esse lugar seja bem perto de nós, já não nos pertence, pertence agora a outra pessoa que talvez também precisasse de um pequeno abanão para a felicidade, como nós já levámos, que talvez precisasse de um pouco de atenção. Agora o nosso amigo voou-nos das mãos, e já não temos o dever de cuidar dele, porque ele também já não cuida de nós. Agora cabe-nos a nós ir procurar a nossa própria felicidade e talvez encontremos até outro amigo especial que nos seja capaz de mostrar um outro lado da felicidade em conjunto e que seja capaz de nos pôr um sorriso de orelha a orelha, quando o que mais queremos é chorar até não termos mais forças para mais nada.

Ana Margarida Fonseca Raposo, 10ºE (in blogue Poetar…)

Corpo & Alma Ao ler o texto dramático “A Alma”, dos amigos Mário Sá Carneiro e Ponce de Leão, achei que deveria reflectir sobre três assun-tos diferentes: é bom ou não viver sem verda-de; a vida é uma série de nadas; e o que dis-tingue corpo de alma. A questão “Será bom viver sem verdade?” surgiu quando estava a ler e já tinha surgido em tempos na minha cabeça. Na minha pers-pectiva viver sem verdade não se pode cha-mar viver. Viver é ter a percepção da realida-de tal como ela é, é enfrentar as situações com lucidez, vencer as barreiras impostas, e por muito doloroso que possa ser: ter sede de verdade. É a verdade que nos faz ser melho-res, que nos permite ser reais. Viver numa ilusão pode, à partida, parecer trazer-nos mais felicidade. Mas pergunto-me “Será mes-mo felicidade?”. Ora, se esta é baseada em algo irreal, não é felicidade! Felicidade artifi-cial não é felicidade! A verdade torna-nos mais fortes, hirtos, prontos para enfrentar todo e qualquer desafio. É certo que pode trazer preocupações e conflitos emocionais, mas quando tudo isso é ultrapassado a sen-sação é bem melhor do que ser passivamente feliz desconhecendo a realidade. A vida é uma série de nadas, um tudo que é nada…Esta é talvez a ideia mais marcante que retive ao ler este livro. Se formos a ver, são os pormenores que em conjunto formam aquilo a que chamamos vida. Algo como escrever no meu diário os acontecimentos mais relevantes pode ser TUDO, pode por vezes ser o momento alto do dia. No entanto, para outros pode não ser NADA, pode ser um

acto ordinário que não merece a atribuição de demasiada importância. São estas peque-nas coisas, que, para mim, são tudo e que para ti são nada, que são fonte de vida. São estas pequenas coisas que fazem da minha vida a minha vida! E que sendo no fundo uma imensidão de NADAS me fazem sentir TUDO ou que sou TUDO. Falar com determi-nada pessoa para mim é tudo, mas para essa

mesma pessoa falar comigo pode ser trivial, pode não significar nada. É para mim um tudo que para ti é nada. E assim, a minha vida, a tua vida, as nossas vidas são um “Nada que é tudo. E é tudo porque a vida é constituída afinal por uma série de nadas.” Corpo e alma…São realidades distintas. Associo corpo aos sentidos e alma aos senti-mentos. É através dos sentidos que experien-ciamos a paixão, e é com a alma que senti-mos o amor. Não nego que corpo e alma este-jam ligados. Aliás, normalmente paixão e amor estão unidos, costuma dizer-se que depois da paixão vem o amor. No entanto,

acredito que seja possível – apesar de raro – que o amor venha em primeiro lugar. Actual-mente parece que as noções estão um bocado trocadas, apaixonam-se pelo corpo, chamam-lhe amor e juram que vai ser eterno. Um estímulo dos sentidos não pode ser interpre-tado como amor. É tanta a confusão, é tanta a ânsia por corpos perfeitos e firmes que se esquecem do mais importante: a alma. A alma é tudo o que nos vai restar daqui a uns anos, é na alma que se consegue fundir a essência de dois seres humanos. Não é com-parável a comunhão que duas almas conse-guem atingir com a proximidade que dois corpos, mesmo quando unidos, conseguem alcançar. É a partilha das almas que nos garante “o para sempre”… É a partilha do interior que nos traz felicidade autêntica, satisfação total, sentimentos puros. Em bre-ve, quando se aperceberem que andaram a chamar amor a estímulos sensitivos vão sen-tir-se perdidos porque não conhecem a alma da pessoa com quem estão e se essa alma não tiver conteúdo tudo vai acabar num ápice porque não há amor, porque os seres não se conhecem. O corpo só nos pode oferecer a satisfação dos sentidos, ímpetos exasperados rapidamente saciáveis… Depois disso, nada mais tem para nos oferecer. É por isto que as relações são mais que as camisas, porque já todos desistiram de procurar a alma que os complete. Contentam-se com uma satisfação efémera dos sentidos. Satisfação essa, que quando acaba, exige novo parceiro para que tudo se repita. E assim, se inicia o ciclo do falhanço das relações actuais.

Marta Leite, 11º B

Page 6: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 6

Confluências

SCRIPTOMANIAS

3º ESQ (What do you go home to?) (Título da música com o mesmo nome dos Explosions In The Sky, do álbum All

Of Sudden I Miss Everyone.) Odeio a porteira, mas especialmente o marido. Mas já lá vamos. Tenho que ir fazer o jantar, outra vez, inevitavelmente, hambúr-guer e talvez umas batatas fritas, depois da ida ao supermercado. Chego a casa, que é como quem diz, à porta do prédio, e sou violenta-mente esfaqueado por um vulto indefinido. Tenho ideia que foi a primeira vez que morri, assim. Depois abri a porta de vidro e segui para os elevadores e o porteiro, claro, confortavelmente recostado na ombreira da porta, a buscar a ponta do cigarro com os dentes Boa tarde disse-me ele Boa tarde apesar de serem oito e meia da noite Boa tarde e depois a inevitabilidade do elevador e a inevitabilidade do jantar (hambúrguer e, talvez, umas batatas fritas). Quem saiba, talvez me encontre num desses caminhos entre a porta do meu prédio e a porta de minha casa, talvez entre a porta e o reflexo do espelho do elevador. Muita gente não se encontra e vai

vivendo assim, desencontrada com uma vontade que se esmorece com os anos, desaparece com o conformismo. Eu não me conformo e, portanto, ainda não arranjei emprego decente e assim vou vivendo, aos poucos, ver se finalmente me encontro entre o supermercado e a porta do meu prédio na triste imaginação de que alguém (um vulto indefinido) me esfaqueie violentamente. E eu não sou especialmente adepto de violência, isso porque nunca fui muito forte, mesmo antes de tentar alguma coisa já estava a levar porrada, talvez inconfortá-vel por estar de caras com o chão, à espera que o outro se fosse para me levantar, fora do seu campo de visão, no fundo, como toda a minha vida. Sou fraco. Ainda vivo do dinheiro de toda a droga que com sucesso trafiquei e agora ando aqui entretido entre cuidar de aquários e cuidar de vinis em segunda mão, para não ter a responsável obrigação de cuidar de mim próprio. Já não me cuido, apenas vou vivendo com o que ainda tenho, talvez aceite a honesta oferta da senhora Dema, tão boa senhora, tomar-lhe conta dos balões, agora que decidiu finalmente tirar umas férias. Vai para a praia. E confia em mim, coitada. Acontece que a porteira soube desta minha possibilidade (as por-teiras sabem tudo) e já me ameaça com olhares desconfiados Um dia também hei-de ver esses balões. , odeio a porteira.

Gonçalo Lima, 12º G

O Piano Vinha do Carnaval de Veneza, maravilhada por uma cidade tão antiga, tão pulsante, cheia de cor, vivacidade e alegria. Estava contente porque lá tinha conseguido chegar à finalíssima página de Os Maias, esse terror tão suave e agradável do Secundário de quem todos se safam à custa de terrivelmente incompletos resumos que deitam ao lixo toda a poesia do romance. Tinha igualmente aproveitado para me equilibrar interiormente, pacificar a minha alma, pensar pouco, ser simples. Mas agora tinha chegado o momento de me concentrar e estudar, estudar, estudar, ser uma boa menina de CT (Ciências e Tecnologias). Foi para esse efeito que me dirigi ao meu lugar há muito preferido nesta minha escola: a Sala do Concelho, ou, para os mais chega-dos, a Biblioteca Velha. Subia a escadaria principal a pensar nas suas estantes feitas à proporção dos deuses, tão enormes e gigan-tes, recheadas de lombadas variadas, cada uma mais velha que a outra, cada uma mais misteriosa que a outra, cada uma mais ten-tadora que a outra. Sinceramente, não me recordo da minha companhia, nem da ausência dela, nem sequer me lembro mesmo desse momento, mas vamos supor que estava só, ocupada a subir os degraus tão gastos e a imaginar a tão gasta Biblioteca. A enorme porta estava certamente escancarada, geralmente está, excepto naqueles incómodos dias em que se lembram de fazer lá dentro algo secreto e interditam a passagem aos reles alunos que sempre a subaproveitam (pensam eles!). E pronto, lá entrei, felicís-sima por voltar àquele meu local preferido. Dei uma passada larga, cheia de contentamento, virei o pescoço sobre os ombros e… Sim!! Não!! Não acreditava no que os meus olhos viam, não podia ser real, era demasiado bom para ser real, era um PIANO!! Corri até ele, nem reparei no casalinho que se enroscava nos sofás azuis, absorta por aquela imagem, tão bela, tão inacreditável, UM PIANO NO CAMÕES!!! Abri-o. Não sabia de quem era, qual era a sua missão ali, mas tinha de o abrir, tinha de sentir as suas teclas: seriam macias? Pesa-das? Brilhantes? Uma explosão de perguntas tinha lugar no meu encéfalo, tantas questões, ninguém para lhes responder! Parei de me preocupar, queria era tocar! Comecei, lentamente, a imprimir aquela música que tanto gosto (que, devo confessar, é a única que sei realmente tocar, e mesmo assim não perfeitamente), nota a nota, som a som… Oh, como era lindo o som que saía daquela enorme caixa rectangular e castanha, cuja idade aparente não destoava muito na sala onde tinha sido colocada, como era belo e tão diferente do sintetizador a que estava habituada. Os dias passaram, e eu passei a passar lá todos os meus intervalos, sem excepção, ai se foram bem passados! Assim que a aula dava sinais de acabar (se é que elas realmente chegam a começar!), começava eu a contar os minutos, os segundos, que faltavam para a sirene tocar e eu correr, correr a toda a velocidade, fintar todas as pessoas que se transformavam em meros obstáculos, subir as escadas de dois em dois, saltar, ultrapassar! Tudo isto para ser a primeira a sentar-me em frente do meu novo amor: o Piano. Mas este amor não veio só, cedo começaram a vir pessoas, guiadas pela curiosidade, pelo instinto, pela sorte, eu sei lá! Vinham, e vinham, juntavam-se, mostravam o que conseguiam fazer, batiam palmas, cantavam, guinchavam, pulavam, libertavam-se da pressão que o Camões, mesmo sem querer, muitas vezes põe nas nossas almas que na realidade só querem voar. Graças àquele lindo objecto descobri que o nosso querido Camões está repleto de génios, de fantásticos, de sonhadores, de inovadores, de engra-çados, de admiradores, de empreendedores. Obrigado, à pessoa [prof. Luís Palmeira] que nos ofereceu o piano e que tornou o Camões ainda mais perfeito. Mil vezes, obrigado!

Inês Freire de Andrade, 11º B

Page 7: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 7

Confluências

SAÚDE & FORMAÇÃO

A partir de determinada idade, sur-gem alterações no corpo que levam à sensação, mais ou menos real, de que se tem uns quilos a mais. Como Emagrecer Rápido? É a questão que muitas vezes se procura ver respondida. Ora, esta questão não tem uma resposta saudá-vel. O próprio armazenamento de gor-duras no nosso corpo (do qual o IMC, Índice de Massa Corporal, é um dos indicadores) é um processo gradual. Não há soluções milagrosas, portanto. Mas porque é importante a perda de peso? A perda de peso, mantida a longo prazo, traz inúmeros benefícios para a saúde em geral e para a melhoria da qualidade de vida. Reduz, igualmente, a mortalidade, contribuindo inexoravel-mente para a melhoria de doenças cró-nicas como a Hipertensão Arterial, o Colesterol, as doenças respiratórias, as osteoarticulares e a Diabetes. Nestas melhorias tem grande influência a adopção de um regime alimentar saudá-vel e equilibrado, um tipo de vida mais activo, se possível com actividade física, e a cessação de hábitos tabágicos (aconselhe-se com a Farmácia Salutar sobre os programas de cessação tabági-ca existentes). Se conseguir respeitar os princípios anteriores, os suplementos alimentares e dispositivos médicos certificados e

autorizados podem ser uma ajuda importante no controlo do peso. Não podem, contudo, ser vistos como cápsu-las mágicas, mas como programas de apoio complemen-tares. Destacamos as três seguintes categorias na sua forma de interven-ção: • Captador e queimador de Gorduras que podem actuar, por exemplo, a nível da oxidação da gordura com recurso a chá verde, a Carnipure ou a CLA (ácido linoleico conjugado) ou através de complexos de fibras solú-veis que, ligando-se às gorduras, as impedem de ser absorvidas pelo intestino delgado, ou, ainda, ligando-se a algumas das enzimas que decompõem as gorduras, impedindo que parte da gordura consumida seja digerida e absorvida. Ex.: XLS MEDICAL Captador de Gorduras; ALLI; Bioactivo Slim Duo.

• Bloqueador de Hidratos de Carbono, por exemplo, com complexos glico-proteicos que reduzem a absorção e digestão dos hidratos de carbono. Ex.: XLS MEDICAL Bloqueador de Hidratos de Carbono.

• Redutor de Apetite, uns com fibras

alimentares de origem vegetal que aumentam de volume, provocando uma sensação de saciamento, com diminuição dos sinais de fome; outros, com extracto de casca do fruto Garcinia Cambogia, que con-têm uma substância que inibe o apetite, por exemplo, XLS MEDI-CAL Redutor de Apetite; Bioactivo Elegante Plus. Concluindo, se traçou como objectivo para 2011 perder peso, saiba que com o suplemento alimentar adequado, com disciplina na alimentação, com conheci-mento dos seus próprios limites e com perseverança isso será possível! (Aconselhe-se com a Farmácia Salutar!) Dicas: Beba água! Prefira manteiga ou margarina,

mas as de origem vegetal. Se fritar batatas, corte-as grossas,

para absorverem menos gordura. Atenção aos produtos “light”, pois

não significam que sejam menos calóricos, podem não ter gordura mas ter açúcar, ou vice-versa (leia o rótulo!). Lembre-se da pirâmide alimentar!

Coma mais frutas, legumes e cereais e menos carne vermelha e produtos de padaria e pastelaria. Mexa-se!

Serviço de Entregas Gratuito Condições Especiais

ESCOLA SECUNDÁRIA CAMÕES! Email: [email protected] Tel./Fax: 21 353 34 11 Rua do Conde de Redondo, 9 A. (junto à sede da PJ) 1150-101 Lisboa Horário:

2ªf a 6ªf – 8h30 às 20h30 Sáb. – 8h30 às 14h00 (das 8h30 às 20h30, a partir de 2 Julho) O Boletim Confluências conta com um aponta-mento temático da Farmácia Salutar (com quem a Escola Secundária de Camões mantém um Protocolo de Colaboração).

SUPLEMENTOS ALIMENTARES — O MILAGRE ANTI-GORDURA?

Uma formação (cada vez mais) necessária!

Para fazer face aos múltiplos desafios com que os Directores de Turma se confrontam no exercício das suas funções quotidianas, foram programadas três acções que vão ao encontro de três problemáticas actuais:

• Pedagogia Sistémica (pela Drª Paula Mota); • A Depressão, o Suicídio e a Violência na Adolescência (pelo Dr. Francisco Ferreira) e • Prevenção do Consumo de Substâncias Psico-Activas em Meio Escolar (pelo IDT). As duas primeiras iniciativas decorreram com elevado grau de satisfação, encontrando-se a terceira ainda em curso.

Page 8: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 8

Confluências

NOTÍCIAS DO INGLÊS & ...

Wuthering Heights Wuthering Heights by Emily Brontë About Emily Brontë: She’s a British writer who had a difficult childhood. She had six sib-

lings. However, only three survived. Even though she only wrote one novel, she managed to have an unforgettable work with Wuthering Heights. Wuthering Heights was the only nouvelle ever published by the British Emily Brontë. As

everyone knows, or at least should know, it’s considered a literature classic and various film adaptations have been made. It’s about an orphan gipsy kid who was adopted by the widowed man of a family called

Earnshaw. The man already had a kid called Hindley and a daughter called Catherine. This foster-kid was called Heathcliff. Here’s where it gets a bit confusing. First of all, Hindley is furious because since his father adopted this new kid, he hasn’t been receiving as much at-tention as he got used to and second, Catherine falls in love with Heathcliff. When Earnshaw dies, Hindley gets obviously in command and starts to humiliate Heath-

cliff in order to make him “pay” for all those years in which he didn’t get the attention he thought he deserved. About Cathy, in spite of her love for him, she gets married to Edgar Linton. Now, why would she do that? That’s for you

to think about. Soon Heathcliff leaves the house where he grew up and when he returns, a few years later, he’s a rich and handsome

man. Now Cathy is in a difficult spot. To make things still more complicated Heathcliff gets married to Isabella, Edgar Linton’s sister… Cathy dies after giving birth to Edgar’s daughter, Catherine. Hindley also lost his wife in her labour so he starts drinking and gambling making of this an addiction and therefore he loses everything he has and he finally dies. Those things Hinley lost were recovered by Heathcliff, who also got Hereton, since he had no one else to stay with. Heathcliff always treated him like a father and always made an effort to be the best he could towards him. Now, what happens next is beyond your imagination and no spoilers are allowed. In my opinion, this is an awesome novel, written by an awesome author. I think everyone who is interested in literature should read it, at least, once. It’s really passionate and it describes perfectly feelings such as love and anger. We get in-volved with the characters when we read it, and it’s hard (at least it was to me) letting them go, when there are no more pages to read!

Manuel Motta, 12ºJ This is an example of the Gothic novel. It was first published in 1847 and it has become one of the greatest classics ever. “I found the story very romantic in a totally creepy way.”

Mariana Azevedo, 12º J

Em Junho, na recta final das aulas, as iniciativas sucedem-se e comprovam a riqueza e a diversi-dade das respectivas matérias: uma nova Aula Aberta (sobre a poesia de Garrett, pela Profª Dou-tora Paula Morão), a exibição de um outro filme com a presença do realizador (no âmbito dos Ciclos de Cinema do Camões), as apresenta-ções dos trabalhos das Áreas de Projecto de Fotografia, de Turismo e de Linguagem e Cinema, etc. (ao lado, alguns cartazes alusivos da

autoria do prof. Lino das Neves)

Camões English Theatre company is a theatre group produced by the 12th grade english class, with the contribution of students from other classes and camões ex-students. Hamlet Smith and the Vanishing Star is our first play. It was written by Simão Cortês and Ana Filipa Pedroso with the precious inspiration of the whole cast. Our outstanding director, João santos, pushed us through the whole process. Next year we will go on with other plays. If you should be interested in joining us, please contact teacher Maria Nazaré Campos.

… O

UT

RA

S I

IC

IA

TIV

AS

Page 9: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 9

Confluências

NOTÍCIAS DO ALEMÃO & ...

Kino De 27 de Janeiro a 4 de Fevereiro, realizou-se no S. Jorge uma mostra de cinema de expressão alemã. No dia 3 de Fevereiro, o 10º I foi ver o filme Das Wunder von Bern / O Milagre de Berna, de Sönke Wortmann, Alema-nha, 2003.

Workshop Os alunos de Alemão do 11.º J participaram no workshop Digital Story-telling que se realizou no Instituto Alemão nos dias 21 e 22 de Janeiro de 2011.

Os participantes apren-deram a criar um jornal escolar digital e a publicá-lo na plataforma PASCH.net, tendo os dife-rentes grupos apresentado no final os resultados do trabalho realizado.

Viagem à Alemanha No âmbito do programa de inter-câmbio que a nossa escola mantém com o Max-Planck-Gymnasium os alunos do 11.º J e B estiveram em Dortmund em casa de famílias ale-mãs de 4 a 9 de Março de 2011. Fazia parte do programa uma ida a Essen com uma visita guiada a uma mina desactivada, património mundial da humanidade, e ao museu Folkwang. Em Dortmund os alunos tiveram programas variados com as famílias

e também em grupo. Foram assistir a diferentes aulas no liceu e o últi-mo dia foi festejado com um jantar de despedida.

Concurso de Karaoke Como já é hábito, realizou-se dia 1 de Abril pelas 14:00 h, no auditório da escola, o 3.º concurso de karaoke alemão em que participaram várias escolas. Na categoria 'sem conhecimentos de Alemão' o Instituto de Odivelas ficou em 1.º lugar com a canção Rette mich de Tokio Hotel. Na categoria 'Com conhecimentos de Alemão' os vencedores foram os alunos da escola EB 2,3 Pedro Ferreiro de Ferreira do Zêzere com a canção Heul doch de LaFee.

A LIÇÃO DE PITÁGORAS O que é ganhar? O dicionário diz-me que é conseguir algo pelo seu trabalho, através de um jogo ou concurso, ou sim-plesmente vencer. Mas se não me inte-ressam os bens materiais, o reconheci-mento ou mesmo a glória que uma even-

tual vitória me poderia trazer, como posso explicar esta insatisfação que sinto? Penso que “injustiça” é a palavra adequada. Como é possível a alguém que não está ao corrente das normas da competi-ção em que participa, e que cometeu erros mais do que suficientes para ser desclassificado mesmo antes de começar a sua apresentação, colocar-se ao nível daqueles que conhecem o terreno que pisam e sabem os limites a que são sujeitos?! E mais! Aqueles que estavam em suposta desvantagem, por terem penalizações de acordo com o regula-mento (coitadinhos!), vencem! Questiono-me sobre o objectivo do dito regulamento? Se ninguém o lê, nem respeita, ele não cumpre a sua função; mais vale extingui-lo já. Vinco novamente que não tenho mau

perder, mas receio que os classificadores não tenham estado atentos às falhas e lacunas ocorridas, e isso deixa-me sim-plesmente desanimada... Mas já Pitágo-ras o disse, e eu agora compreendo-o: anima-te por teres de suportar injustiças

(elas são fáceis de suportar), a verdadei-ra desgraça consiste em cometê-las. É desta desgraça que eu quero livrar o meu caríssimo leitor: em tudo o que faça, por pura consciência, informe-se de forma a ter capacidade de ser o mais justo possível, sempre. Para mim, o sucedido mais não é que um pormenor que não estraga de todo a minha felicidade! Ganhei o suficiente com a minha preparação, o momento foi inesquecível e enriqueci com tudo o que aprendi nesta apresentação. Obrigada!

Vera Korchevnyuk, 11º B

… UM DESABAFO!

Page 10: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 10

Confluências

11 DE MAIO — UM DIA EM GRANDE!

No Auditório, pelas 17h00. A cerimónia de divulgação dos vencedores e de entrega dos prémios ocorreu no Auditório.

Durante pouco mais de uma hora, a plateia pôde assistir a uma dramatização da história (abreviada) do Lyceu/Escola Secundária de Camões — da sua constru-ção à sua próxima (prevista) requalificação. Ao longo desta paródia, o júri das três modalidades (Conto, poesia e texto dramático) anunciou os alunos distingui-dos e entregou os respectivos prémios. O público presente teve ainda a oportunidade de ouvir os poemas e excertos dos outros textos seleccionados, com leitura,

previamente gravada, dos professores Lídia Teixeira, António Souto e Teresa Saborida, bem como do aluno João Santos.

Vencedores: Poesia: João de Matos, 11º J (1º e 3º Prémios); Simão Cortês, 12º J (2º Prémio). Conto: Simão Cortês, 12º J (1º Prémio); Inês Freire de Andrade, 11º B (2º Prémio); Gonçalo

Lima, 12º G (3º Prémio). Texto Dramático: Simão Cortês, 12º J (1º Prémio); Alexandra Torres e David Brito, 11º I (2º

Prémio); Ana Sá Pedroso, 12º J (3º Prémio).

Os textos premiados podem ser lidos em: http://esccamoes.blogspot.com/

(A coordenação desta iniciativa esteve a cargo das professoras Lídia Teixeira e Maria Teresa Saborida)

No Pavilhão Gim-nodesportivo, pelas 15h00.

Uma demonstra-ção artística que envolveu várias equipas!

VI CONCURSO LITERÁRIO CAMÕES

SARAU DE GINÁSTICA ACROBÁTICA

No Auditório, pelas 10h00. A exibição da película O Monte dos Vendavais. Um filme de Peter Kosminski (1992), numa adap-tação do romance clássico de Emily Bronte (Wuthering Heights), com os papéis principais atribuídos a Juliette Binoche e a Ralph Finnes. (Ver textos a propósito, p.8)

UM FILME

CAMÕES… UM PATRIMÓNIO COM ALMA! CAMÕES, um Património com ALMA!

A iniciativa Camões - Um Património com Alma! realizou-se no dia 11 de Maio de 2011, às 11h45m no Auditório Camões e repetiu-se às 19h na Biblioteca. Pretendeu assumir-se como uma sensibilização para o património da escola e foi constituída por blocos temáticos de ima-gens sobre espaços exteriores, espaços interiores, pormenores (sinalética, dísticos, símbolos), espólios e camonianos distintos, na qual participou um grupo de professores que nos últimos anos se tem dedicado à sua preservação e divulgação. Teve a colaboração do professor António Souto, com a leitura do poema “Os plátanos do meu Camões”, dos alunos Filipa Pedroso, João Santos e Simão Cortês, que fizeram a leitura de alguns excertos da obra Liceu de Camões – 100 anos, 100 testemunhos, João Pedro Henriques, que apresentou o sítio PAM – Património, Arte e Museus (do curso de Museografia e Gestão do Património), Inês Andrade e Roberto Zhou, que tocaram uma peça ao piano, e Daniela Merino, que desempenhou um papel funda-mental no apoio informático. Contou ainda com a actuação do Coro Camões e com o visiona-mento de fragmentos de entrevistas realizadas ao director da escola e ao arquitecto Falcão de Campos. Esta actividade contribuiu para a divulgação de algumas peças do acervo da escola e ajudou a comunidade a conhecer melhor um espaço que vivenciamos diariamente, pois Não se ama o que não se conhece! A coordenação desta iniciativa esteve a cargo da professora Lina Marques.

Page 11: Boletim Escolar - Confluências nº15

Página 11

Confluências

DIAS ABERTOS — 12 E 13 DE MAIO

Os Dias Abertos

corresponderam às expectati-vas. Realizaram-se exposições de trabalhos de várias discipli-

nas em muitos espaços da escola (com incidência no Ginásio),

os laboratórios abri-ram-se às visitas guiadas, na Bibliote-ca e no Auditório houve encontros, debates, dança, tea-tro...

SENSIBILIZAÇÃO & PREVENÇÃO

(11h45m, sala 1) No âmbito do projecto PESES, os alunos do 11º B apresentaram um interessante trabalho de grupo rea-lizado em torno de várias questões que, sendo actuais, directamente se relacionam com a juventude: “consumo de drogas”, “violência no namoro”, “bullying”, “homossexualidade”, “vida familiar”, “exclusão social”, “banalização das relações amorosas”,

“a primeira vez…” e “a gravidez na adolescência”. Depois da exibição do filme que produziram, numa dramatização de todas estas problemáticas, os respon-sáveis por cada grupo temático animaram um debate com colegas seus do 10º I. Os alunos encontraram des-te modo um espaço de intervenção, discutindo os seus pontos de vista e tendo como pano de fundo uma refle-xão consciente sobre estes assuntos. Na sala, estiveram presentes os professores Manuel Valongueiro, Pilar Castro, Manuel Gomes e António Souto.

Auditório Camões 26 e 26 de Maio

A MÁQUINA DO MUNDO Depois de se ter estreado com um texto clássico de António Pedro, seguido de Marinheiro, de Fernando Pessoa, intencionou o Grupo de Teatro da Escola Secundária de Camões enveredar por outras aventuras. Com efeito, a adaptação que o Grupo de Teatro fez do texto “Além estrelas são a nossa casa” de Abel Neves, e que intitulou Máquina do Mundo, reflete, jus-tamente, essa vontade. O tema da peça é a própria vida, no cru-zamento entre a ordem e a desor-dem, entre o banal e o sublime, onde os acontecimentos humanos

surgem do acaso, da surpresa, no meio de encontros e desencon-tros, pautados pelo inédito e pelo inesperado. As personagens criam univer-sos estranhos que vivem frequen-temente no fio da navalha, assu-mindo uma dupla existência dramatúrgica, divididas entre a força e a fragilidade, ora com os pés bem assentes no chão, ora em busca do inverosímil. Este espetáculo, que constitui um desafio a toda a equipa do Grupo de Teatro que o criou e o levou à cena, será, estamos cer-tos, um desafio de igual forma importante para o espectador, suscitando-lhe múltiplos olhares e sentires.

M. Clara

Ficha Técnica

Actores por ordem de entrada

Leitora de versos Graça Cruz e Catarina Deus

Anda, vamos ver as montras João Santos e Filipa Naldinho

Cabeleira de Berenice Miguel Artiaga e Filipa Pedroso

Narvick é onde é e nós aqui na estrada

Ricardo e Rita Júlio Happyparty Barba azul

João Santos, Filipe Pinto, Daniela Lopes, Clara Mendes, Marta Leite

Para um dia pintar o guarda-rios Alexandra Torres

Quem não quer ser fraco não lhe veste a pele

Simão Cortes, Ana Enes, Catarina Órbita Aberta

Carolina d’ Silva e Omar Baldé Eu, se não subo ao pessegueiro

morro

Alione Costa

Cenografia Filipe Gonçalves

Desenho de luzes João Lacueva e José Alvega

Selecção Musical M. Clara Melo da Silva

Encenação

M. Clara Melo da Silva e Paulo

Fonseca

Coorde-nação do GTESC Filipe

Gonçalves e

M. Clara Melo da Silva

CLONING - What makes us humans?

MAY 12, BIBLIOTECA, at 10 o'clock Join us for an-other exciting

debate!

Hosted by THE OUTSPOKEN ENG-LISH THINK TANK

“BE

UNIQUE NOT A

COPY”

The Outspoken English Think Tank have gathered again for another exciting debate. The host was Alexandra Torres and the topic was Cloning. Puzzling issues such as the nature of intelligence, ethics and the creation of life and

other philosofical sides to this topic were analysed by the very bright minds who were present.THE

ENGLISH THINK TANK will go on, so peel them

eyes.

Page 12: Boletim Escolar - Confluências nº15

Confluências

Página 12

Confluências Envia os teus trabalhos para: [email protected]

Com o generoso apoio do

Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal

ESCOLA SECUNDÁRIA DE CAMÕES

http://www.escamoes.pt

BE/CRE

http://esccamoes.blogspot.com/

Ao professor Lino das Neves, ao funcionário José Alvega e a todos quantos cola-boraram com a cedência de fotos e trabalhos para este Boletim (bem como aos alu-

nos de Artes, com alguns desenhos seus), uma palavra de agradecimento.

BR

EV

ES

Ano lectivo 2011-2011 Uma nova disciplina específica para o 12º

ano

Clássicos da Literatura Este disciplina destina-se aos alunos do cur-

so de Humanidades.