Dissertacao CD

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    24-Sep-2015

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Dissertacao CD

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<ul><li><p>Quintais Urbanos de Salvador: </p><p>Realidades, Usos e Vivncias no Sculo XIX </p><p>Jan Maurcio Oliveira van Holthe </p><p>Salvador Bahia </p><p>2002 </p></li><li><p>2 </p><p>UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA </p><p>FACULDADE DE ARQUITETURA </p><p>PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM </p><p>ARQUITETURA E URBANISMO </p><p>Quintais Urbanos de Salvador: </p><p>Realidades, Usos e Vivncias no Sculo XIX </p><p>Dissertao submetida ao Programa de Ps </p><p>Graduao da Universidade Federal da </p><p>Bahia, Mestrado em Arquitetura e </p><p>Urbanismo, rea de concentrao em </p><p>Conservao e Restauro, como parte dos </p><p>requisitos para obteno do ttulo de Mestre. </p><p>Autor: Jan Maurcio Oliveira van Holthe </p><p>Orientadora: Prof. Odete Dourado </p><p>Salvador, Bahia </p><p>2002 </p></li><li><p>3 </p><p>RESUMO </p><p> O objetivo principal deste trabalho o resgate da importncia dos quintais urbanos </p><p>em Salvador, numa tentativa de oferecer aos pesquisadores, arquitetos e demais </p><p>envolvidos na questo do patrimnio histrico em nossa cidade, uma viso mais clara e </p><p>realista sobre estes espaos. </p><p> Atravs de uma exaustiva pesquisa histrica sem pretenses, porm, de esgotar </p><p>cada tema individualmente -, buscamos compreender no apenas os quintais de </p><p>Salvador, mas tambm todos aqueles elementos que, a nosso ver, ajudam a defin-los. </p><p>Desta forma, fomos obrigados tambm a estudar a cidade sob os mais diversos </p><p>aspectos (fsicos, econmicos, sociais, paisagsticos etc.), procurando traar um painel </p><p>bastante amplo com nfase, obviamente nos dados referentes ao sculo XIX -, que </p><p>servisse de suporte para a nossa pesquisa dos quintais. </p><p> Estudamos tambm a populao de Salvador, sua composio, seus meios de </p><p>sobrevivncia, suas caractersticas raciais e culturais etc. Conhecendo profundamente </p><p>os moradores da cidade, compreendemos tambm como viviam, como construam suas </p><p>casas e, consequentemente, como inseriam os quintais nas atividades dirias que, de </p><p>alguma forma, garantiam a sua sobrevivncia. </p><p> Por fim, procuramos demonstrar a relao de total integrao das casas em Salvador </p><p> casas trreas e sobrados - com os seus quintais, atravs de um estudo de suas </p><p>principais caractersticas fsicas (listagem dos cmodos, implantao nos lotes urbanos, </p><p>dimenses etc.) e dos servios normalmente associados ao seu pleno funcionamento, </p><p>garantindo assim o conforto, a segurana e a subsistncia de seus habitantes. </p><p> Inseridos de tal forma na vida da cidade, os quintais naturalmente tornavam-se parte </p><p>de sua paisagem. Sua vegetao, em contraste com as cores claras das edificaes e </p><p>da aridez de suas ruas e praas pblicas, desempenhava importante papel na formao </p><p>de um carter paisagstico prprio para a cidade. Desta forma, no possvel preservar </p><p>este carter sem garantir tambm a presena dos elementos que o constituem, dentre </p><p>os quais os quintais urbanos formam pea fundamental. </p></li><li><p>4 </p><p>ABSTRACT </p><p> The main objective of this essay is to restore the true importance of the urban backyard </p><p>in the city of Salvador, trying, at the same time, to offer the future researchers, architects </p><p>and all those involved with the preservation of our historical patrimony, a more realistic </p><p>and clear view of these urban open spaces. </p><p> Through an exaustive historical research certainly without the intention to end the </p><p>discussion of these subjects in future works -, we tried to understand not only the </p><p>backyards in Salvador, but also all those elements that, in our point of view, help define </p><p>them. This way, we found ourselves forced to study the city under many different </p><p>aspects (physical, economical, social, sceneric etc.), combining the many pieces of </p><p>information that would allow us to form a relatively complete descriptive picture of its </p><p>situation throughout the centuries, always, however, focusing on the 19th century, once it </p><p>offers a larger amount of documental and published material to work with. </p><p> We also studied Salvadors population, its constitution, its means of survival, its racial </p><p>and cultural characteristics etc. Getting to know this population in depth allows us also to </p><p>understand how they lived, how they built heir homes and, consequently, how they </p><p>inserted their backyards in those daily activities that, somehow, guaranteed their </p><p>survival. </p><p> At last, we tried to demonstrate how deep the connection of the houses in Salvador </p><p>the casas trreas and the sobrados - and their backyards really was. To reach this </p><p>objective we had to study these houses main physical characteristics (the internal </p><p>accomodations, their insertion in the urban lots, their dimensions etc.) together with all </p><p>those services normally linked to their functionality, which will then guarantee their </p><p>owners comfort, security and subsistence. </p><p> Inserted in such a way in the citys life, the backyards naturally became part of the </p><p>landscape. The plants they contain, in contrast with the bright colors of the old buildings </p><p>and with the barreness of the city strees and squares, play an important part in the </p><p>formation of a specific sceneric view of the city of Salvador. Therefore, its not possible </p><p>to preserve this scenery without also protecting the elements that help form it, being the </p><p>urban backyard one of its main component. </p></li><li><p>5 </p><p>SUMRIO </p><p>Introduo 9 </p><p>1. Salvador A Cidade </p><p>1.1 Fundao Sculo XVI (1549) 14 </p><p>1.2 A Cidade no Sculo XIX 16 </p><p>1.2.1 A Baa de Todos os Santos 18 </p><p>1.2.2 A Cidade Baixa 21 </p><p>1.2.3 A Cidade Alta 25 </p><p>1.2.4 Os Limites da Cidade 33 </p><p>1.3 A Paisagem de Salvador no Sculo XIX 39 </p><p>1.3.1 A Viso Panormica da Cidade 41 </p><p>1.3.2 A Vegetao Tropical e a Paisagem de Salvador 44 </p><p>1.3.3 A Importncia do Contraste 46 </p><p>2. Paisagem Humana </p><p>2.1 Populao 49 </p><p>2.2 A Sociedade Baiana no Sculo XIX 52 </p><p>2.2.1 A Elite Branca da Bahia 56 </p><p>2.2.2 Os Negros Escravos e Libertos 59 </p><p>2.2.3 A Participao das Mulheres na Sociedade 65 </p><p>2.2.4 A Famlia Baiana 69 </p><p>3. Vida Econmica de Salvador 73 </p><p>3.1 Entraves e Conflitos Sculos XVII e XVIII 74 </p><p>3.1.1 A Falta de Moedas 77 </p><p>3.1.2 A Manuteno da Frota Portuguesa 79 </p><p>3.1.3 As Revoltas Indgenas 84 </p><p>3.1.4 Ataques de Naus Corsrias e as Invases do Sculo XVII 87 </p><p>3.1.5 A Descoberta e Explorao do Ouro das Minas 90 </p></li><li><p>6 </p><p>3.1.6 As Variaes Climticas 94 </p><p>3.1.7 As Epidemias 98 </p><p>3.2 A Economia Baiana no Sculo XIX 106 </p><p>4. Arquitetura Residencial 114 </p><p>4.1 A Casa Trrea 115 </p><p>4.1.1 Casa Trrea Disposio Interna 118 </p><p>4.1.1.1 Sala de Visitas 119 </p><p>4.1.1.2 Os Quartos de Alcova 119 </p><p>4.1.1.3 Corredor Lateral 121 </p><p>4.1.1.4 Sala de Jantar 121 </p><p>4.1.1.5 Varanda 122 </p><p>4.1.1.6 Cozinha 124 </p><p>4.1.1.7 Despensa 125 </p><p>4.1.1.8 Armazm 126 </p><p>4.2 O Sobrado 128 </p><p>4.2.1 Sobrados Pavimento Trreo 131 </p><p>4.2.1.1 Cocheiras 132 </p><p>4.2.1.2 Lojas 133 </p><p>4.2.2 Sobrados Pavimentos Superiores 137 </p><p>4.3 O Funcionamento das Casas em Salvador 140 </p><p>5. Os Quintais 143 </p><p>5.1 Conceito 143 </p><p>5.2 Os Quintais no Sculo XIX 145 </p><p>5.3 Os Quintais: Zonas de Servio das Casas em Salvador 145 </p><p>5.3.1 Quintais Elementos Construdos 149 </p><p>5.3.1.1 As Cozinhas Externas 149 </p><p>5.3.1.2 Os Telheiros 153 </p><p>5.3.1.3 As Senzalas e Dependncias de Empregados 154 </p><p>5.3.1.4 As Cocheiras e Estrebarias 157 </p></li><li><p>7 </p><p>5.3.1.5 As Casas de Banho e Banheiros 159 </p><p>5.3.1.6 As Latrinas e Secretas 161 </p><p>5.3.1.7 Os Jiraus e Varais 164 </p><p>5.4 A Economia Domstica e os Quintais 167 </p><p>5.4.1 As Oficinas de Fundo de Quintal 167 </p><p>5.4.2 O Abastecimento de Alimentos em Salvador 169 </p><p>5.4.2.1 Sculos XVII e XVIII A Fome Universal 170 </p><p>5.4.2.2 O Abastecimento de Alimentos no Sculo XIX 178 </p><p>5.4.2.3 Os Quintais e a Produo Domstica de Alimentos 183 </p><p>5.4.3 O Abastecimento de gua em Salvador 190 </p><p>5.4.3.1 O Abastecimento de gua no Sculo XIX 203 </p><p>5.4.3.2 Os Quintais, suas Fontes e Poos 209 </p><p>5.5 O Valor Cultural e Social dos Quintais 212 </p><p>5.5.1 O Quintal como rea de Lazer da Famlia 213 </p><p>5.5.2 Os Quintais e as Flores 215 </p><p>5.5.3 Os Quintais e as Manifestaes Religiosas 218 </p><p>5.5.4 Supersties e Simpatias 223 </p><p>5.6 Os Quintais na Paisagem de Salvador (Sculo XIX) 226 </p><p>Concluso 228 </p><p>Referncias 232 </p><p>Apndice A: Terminologia: Quintal e Jardim 246 </p><p>Apndice B: Relao dos Viajantes do Sculo XIX 249 </p><p>Apndice C: Fontes Primrias 250 </p></li><li><p>8 </p><p>INTRODUO </p><p> Dentre os espaos urbanos marcantes da arquitetura colonial brasileira em quase </p><p>todos os ncleos habitacionais do pas1, os quintais esto certamente dentre aqueles </p><p>menos estudados e portanto tambm menos conhecidos. Numa pesquisa bibliogrfica </p><p>inicial, realizada ainda no perodo de elaborao do projeto de pesquisa, percebemos </p><p>que pouca coisa existe publicada sobre o assunto alis, especificamente sobre os </p><p>quintais nada encontramos; quanto aos jardins, porm, a bibliografia mostrou-se </p><p>mais numerosa. </p><p> Ao lado disso, porm, percebe-se o aparente interesse despertado por estes espaos </p><p>urbanos no-edificados nos textos dos diferentes cronistas e viajantes estrangeiros aos </p><p>quais tivemos acesso. Desde as mais antigas obras, escritas poucos anos aps a </p><p>fundao da cidade de Salvador, surgem os testemunhos que trazem-nos notcias da </p><p>existncia e muitas vezes da exuberncia destes quintais2. </p><p> Uma dvida incial, no entanto, precisou ser logo esclarecida de forma a podermos </p><p>avaliar melhor as nossas fontes. Era necessrio, de imediato, entender o que </p><p>efetivamente representavam os termos quintal e jardim na lngua portuguesa. Ao </p><p>longo de nossas leituras, muitas vezes numa mesma obra deparamo-nos com situaes </p><p>em que o autor, ao longo do texto, cita os quintais e jardins vrias vezes, e de uma </p><p>maneira tal que, a um olhar menos avisado, estes dois termos pareem ter o mesmo </p><p>significado 3 . Em outros casos, porm, apenas os jardins so mencionados 4 , </p><p>ignorando-se completamente os quintais. </p><p> 1 N.A.: Tomemos como exemplo a carta encaminhada ao Presidente da Provncia por um morador do </p><p>municpio de Mundo Novo, interior do estado da Bahia, na segunda metade do sculo XIX (1862): Jos Ponte de Menezes morador nesta freguesia de Nossa Senhora da Conceio de Mundo Novo, declara possuir no arraial desta mesma freguesia uma Casa com quintal, a qual Casa edificou em o ano 1848 em terrenos devolutos de que se apossou e onde mora cultivando o quintal, que presentemente se acha ocupado com laranjeiras, limoeiros, Cafezeiros, Jaqueira, quiabeiros, Cajueiros, hortalias e outras plantaes e rvores frutferas [...] (APEB Seo de Arquivo Colonial e Provincial - Propriedades Urbanas (1835-1868) Srie 4559 28/11/1862). 2 Sculo XVI (1587) - A vista desta cidade mui aprazvel ao longe, por estarem as casas com os </p><p>quintais cheios de rvores [...] (SOUSA, G., 1938, pt. 2, cap. 10, grifo nosso). 3 N.A.: Novamente Gabriel Soares de Sousa (1587) usado como exemplo: em seu Tratado Descritivo </p><p>do Brasil em 1587 (SOUSA, 1938), o autor tanto comenta a respeito das laranjeiras e outras rvores de espinho (SOUSA, 1938, pt. 2, cap. 10) encontradas nos quintais como tambm o caso das parreiras que alguns curiosos [...] tm nos seus jardins (SOUSA, 1938, pt. 2, cap. 34). </p></li><li><p>9 </p><p> Um estudo terminolgico5 destas duas palavras permitiu que chegssemos a uma </p><p>importante concluso: de acordo com os dicionrios da lngua portuguesa publicados no </p><p>sculo XIX6, descobre-se que o jardim, na verdade, parte integrante do quintal. Ou </p><p>seja, o espao definido pelo termo quintal pode conter, em seu interior, vrios </p><p>elementos: o pomar, a horta, o jardim, as criaes domsticas etc. Uma vez </p><p>estabelecida esta relao, foi-nos possvel ento ampliar o nosso quadro de fontes </p><p>consultadas, entendendo que os quintais estavam, na verdade, contemplados tambm </p><p>em suas descries e comentrios a respeito dos jardins em Salvador. </p><p> Uma segunda questo tambm mereceu uma definio prvia antes de inciarmos a </p><p>nossa pesquisa nos milhares de documentos manuscritos disponveis nos dois </p><p>principais arquivos pblicos existentes em Salvador: o Arquivo Pblico do Estado </p><p>(APEB) e o Arquivo da Prefeitura Muncipal de Salvador, administrado atualmente pela </p><p>Fundao Gregrio de Matos (FGM): o recorte geogrfico a ser estabelecido neste </p><p>trabalho. A princpio, havamos escolhido trabalhar apenas com os imveis casas </p><p>trreas e sobrados localizados na freguesia de Santo Antnio Alm do Carmo. </p><p>Apesar da enorme extenso da rea escolhida (o que a princpio poderia dificultar a </p><p>pesquisa), notamos que as fontes primrias disponveis (manuscritos) ainda assim </p><p>seriam insuficientes para formarmos um quadro mais abrangente e seguro, tratando da </p><p>situao real dos quintais em Salvador ao longo do sculo XIX. Desta forma, inclumos </p><p>tambm neste trabalho os dados de outras regies da cidade, sempre que era </p><p>identificada a relevncia da informao contida nestas fontes. </p><p> Um critrio adicional, porm, foi adotado tambm nesta seleo das fontes: </p><p>decidimos, desde o incio, que iramos trabalhar apenas com os quintais urbanos; ou </p><p>seja, com aqueles quintais pertencentes s edificaes localizadas nas regies centrais </p><p>da cidade de Salvador. Evidentemente que aquelas residncias localizadas nos </p><p>subrbios Cabula, Rio Vermelho, Piraj etc. representavam uma outra realidade </p><p> 4 N.A.: Podemos citar, no sculo XIX, as obras de Johann B. von Spix (SPIX, 1976, p. 131), James </p><p>Wetherell (WETHERELL, [197-?], p. 125), Maria Graham (GRAHAM, 1956, p. 146), L. F. Tollenare (TOLLENARE, 1956, p. 296) etc. 5</p><p> N.A.: Ver o estudo completo nos Apndices, ao final do trabalho: APNDICE A Estudo Terminolgico dos termos Quintal e Jardim. 6 N.A.: Foram eles: Dicionrio da Lngua Portuguesa (edies de 1823 e 1858) (SILVA, A., 1823 e SILVA, </p><p>A., 1858), Dicionrio da Lngua Brasileira (1832) (PINTO, L., 1832), Novo Dicionrio da Lngua Portuguesa (1853) (FARIA, 1853) e O Dicionrio Contemporneo da Lngua Portuguesa (VALENTE, 1881). </p></li><li><p>10 </p><p>fsica. Invariavelmente chamadas de roas7 ou chcaras, estas habitaes, muitas </p><p>vezes, possuam quintais enormes, to vastos que se realizavam, dentro deles, </p><p>procisses8. Evidentemente que estas condies extremamente favorveis, do ponto </p><p>de vista espacial, ampliavam as oportunidades e facilidades, colocando os seus </p><p>proprietrios numa posio que os pobres moradores das pequenas casas trreas, </p><p>espremidas em estreitos lotes urbanos, dificilmente poderiam alcanar. </p><p> Feitas estas consideraes iniciais, partimos ento para o objetivo central desta </p><p>pesquisa: elaborar um quadro representativo dos quintais urbanos em Salvador, a partir </p><p>do qual procuramos responder a uma srie de questes, dentre as quais: </p><p>a) Como eram efetivamente vivenciados os quintais em Salvador? Que relao </p><p>havia entre o modo de vida das famlias baianas e os quintais de suas </p><p>residncias? </p><p>b) Tinham os quintais alguma participao na vida social da cidade? </p><p>c) Qual a funo principal do quintal em uma edificao? Ou seja, assim como os </p><p>ambientes internos (salas, quartos de alcova, quartos de banho etc.) possuiam </p><p>uma finalidade bem definida, teriam os quintais, da mesma forma, um papel </p><p>especfico a desempenhar na arquitetura residencial? </p><p>d) Eram os quintais dos sobrados aproveitados da mesma forma que os quintais </p><p>das casas trreas? Ou seja, a situao econmica dos moradores alterava de </p><p>alguma forma a funo e o uso dos quintais? </p><p>e) Estavam os quintais inseridos nas ativ...</p></li></ul>