EFEITOS DO TREINAMENTO AERأ“BIO EM PARأ‚METROS Ao mestre Thiago Teixeira Mendes, pela parceria e amizade

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  • TATIANA RAMOS FONSECA

    EFEITOS DO TREINAMENTO AERÓBIO EM

    PARÂMETROS IMUNOLÓGICOS E METABÓLICOS BASAIS E INDUZIDOS POR EXERCÍCIO FÍSICO

    AGUDO EM HUMANOS

    Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

    Belo Horizonte - 2012

  • TATIANA RAMOS FONSECA

    EFEITOS DO TREINAMENTO AERÓBIO EM PARÂMETROS IMUNOLÓGICOS E METABÓLICOS

    BASAIS E INDUZIDOS POR EXERCÍCIO FÍSICO AGUDO EM HUMANOS

    Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em

    Ciências Biológicas: Fisiologia e Farmacologia, do

    Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal

    de Minas Gerais, como pré-requisito para a obtenção do

    título de doutor em Ciências Biológicas: Fisiologia.

    Orientador: Prof. Dr. Mauro Martins Teixeira

    Instituto de Ciências Biológicas Universidade Federal de Minas Gerais

    Belo Horizonte – 2012

  • Este trabalho foi realizado no Laboratório de Imunofarmacologia do Instituto de Ciências

    Biológicas (ICB) em parceria com o Laboratório de Fisiologia do Exercício (LAFISE), da

    Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO), ambos da

    Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Este trabalho teve, ainda, a colaboração do

    Laboratório das Interações Celulares do Instituto de Ciências Biológicas, também da UFMG.

    Foram concedidos auxílios financeiros pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento

    Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Pessoal de Nível Superior (CAPES),

    Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), Ministério do

    Esporte e Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (FINEP),

    além do apoio do Centro de Excelência Esportiva (CENESP) da UFMG.

  • AGRADECIMENTOS A Deus, pois a fé que tenho na existência dele me ajudou. Aos meus pais, Danilo e Lidia, os mais profundos agradecimentos pelo amor, carinho, educação e investimento. Ao Prof. Dr. Mauro Martins Teixeira, meu orientador, pelo acolhimento, generosidade e pela oportunidade de trabalharmos juntos e de desenvolver pesquisa na área de imunologia. Obrigada também por todos os ensinamentos. Ao Prof. Dr. Nilo Resende Viana Lima, meu “co-orientador”, pela co-orientação neste trabalho, pelos conselhos e auxílios científicos, abrindo as portas do LAFISE para a realização do presente estudo. Pela amizade desde o meu terceiro período de faculdade. Ao Prof. Dr. Emerson Silami Garcia, pela receptividade, por permitir a parceria deste trabalho com o projeto de mestrado de seu aluno. Ao Prof. Dr. Antônio Lúcio Teixeira, pela parceria e colaboração nos Elisas, conselhos na decisão dos marcadores a serem analisados e auxílios na bancada. À Profa. Dra. Walderez Ornelas Dutra, pela colaboração e por disponibilizar a utilização do laboratório de Interações Celulares nos procedimentos envolvendo as análises de células. E claro por sua disponibilidade e simpatia. À Profa. Dra. Danusa Dias Soares, pelo carinho e conselhos. Pela disponibilidade e contribuições na qualificação. Aos membros da banca pelo interesse e disponibilidade. Ao mestre Thiago Teixeira Mendes, pela parceria e amizade construídas durante este trabalho; por estar sempre disposto a ajudar com conselhos e auxílios. Pela colaboração na execução desde pilotos até o desenvolvimento desta tese. Por compartilhar as angústias, preocupações, alegrias, finais de semanas e feriados. Muito obrigada! Aos voluntários, extremamente importantes para a realização deste estudo. Pela disposição, disponibilidade e o compromisso com a realização das coletas. Ao Cássio Gonçalves, pelo carinho, companhia e auxílio nos gráficos.

  • A todos os colegas do LAFISE, sempre prontificados a ajudar quando necessário, em especial: Adriano Alves Lima Ana Claudia Alves Serafim André Maia Lima (Bob) Carolina Franco Wilke Christian Emmanuel Torres Cabido Débora Romualdo Lacerda Emerson Rodrigues Pereira Fabiana Tavares de Oliveira Francisco Teixeira Coelho Guilherme Passos Ramos João Paulo Uendeles Pinto

    Louise Marie Pacheco Lucas de Ávila C.F. Mortimer (Fuscas) Lucas Leite Lima Luciana Barbosa Firmes Marco Aurélio Anunciação de Melo Mateus Siqueira Andrade Michele Macedo Moraes Moisés Vieira de Carvalho (Moita) Patrícia da Conceição Rocha Rabelo Rodrigo Figueiredo Morandi

    Ao Emerson Rodrigues Pereira (“hemoglobina man”) e à Fabiana Tavares de Oliveira pelas ajudas na parte bioquímica e pelas conversas e risadas durante as coletas e análises sanguíneas. Ao André Maia Lima (Bob), Christian Emmanuel Torres Cabido, Guilherme Passos Ramos e Rodrigo Figueiredo Morandi, pelos auxílios em todas as fases de desenvolvimento deste trabalho, pela amizade e conselhos. A todos os membros do grupo IMUNOFAR que certamente contribuíram de alguma forma em algum momento neste trabalho. Destaco a Aline Silva de Miranda e Vanessa Amaral Mendonça pelos auxílios nos experimentos do Elisa, mesmo em dias de jogos da copa do mundo. E pelos muitos momentos de risadas. À Zélia Menezes, pelo ombro amigo. Pelos conselhos, companhia e auxílios no desenvolvimento deste trabalho. À Fernanda Oliveira Ferraz, amiga desde a iniciação científica, pela colaboração, convívio, amizade e pelos momentos de partilha, que abrandaram minha ansiedade. À Ilma Marçal Souza, Valdinéria Oliveira Borges, Frankcinéia Assis e à Maria Aparecida Vasconcelos Faria (Cida) pelo suporte técnico e de materiais. À Sueli Aparecida de Almeida, responsável pela manutenção da limpeza e organização do LAFISE. Aos alunos do laboratório de Interações Celulares, em especial, a Érica Leandro Marciano Vieira pelos milhões de auxílios nos experimentos envolvendo as células. À Profa. Dra. Leda Quercia Vieira, pela ajuda e conselhos no momento de escolha no doutorado.

  • Aos meus amigos e familiares que compartilharam comigo esse percurso. À Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela bolsa de estudos.

  • “... nós não olhamos para trás por muito tempo,

    Nós continuamos seguindo em frente,

    abrindo novas portas e fazendo coisas novas,

    Porque somos curiosos.

    E a curiosidade continua nos conduzindo

    por novos caminhos.

    Siga em frente."

    (Adaptado de Walt Disney)

  • RESUMO

    Introdução: O exercício físico agudo promove a liberação de citocinas na circulação. Nossa hipótese é de que o treinamento aeróbio modifica tal resposta. Desse modo, o objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos de seis semanas de treinamento aeróbio sobre a expressão no repouso e induzida (após exercício agudo) de citocinas, adipocinas e BDNF. Também avaliamos os leucócitos circulantes no repouso antes e após o treinamento.

    Métodos: A amostra foi composta por 21 homens divididos em dois grupos: oito no grupo controle (GC) (25,1±0,9anos; 70,1±3,5kg; 1,79±0,02m; 45,2±1,5mL.kg-1.min-1) e 13 no grupo treinamento (GT) (22,5±0,7anos; 72,9±1,9kg; 1,76±0,02m; 44,9±1,3mL.kg-1.min-1). Todos os testes foram realizados em cicloergômetro. Os voluntários realizaram um teste progressivo para medida do consumo máximo de oxigênio (VO2MAX), de dois a cinco testes de intensidade constante para identificar a máxima fase estável de lactato (MFEL). Após a determinação da MFEL (1), todos os indivíduos realizaram um exercício agudo até a fadiga (exercício agudo) nessa intensidade. Depois foram submetidos a seis semanas de treinamento aeróbio, três vezes por semana na intensidade MFEL (1). Em seguida, os mesmos testes foram realizados para determinar a MFEL do pós-tratamento (MFEL, 2) e os voluntários executaram dois exercícios agudos, sendo um na mesma intensidade relativa do pré-treinamento (MFEL, 2) e outro na mesma intensidade absoluta do pré-treinamento (MFEL, 1). No grupo treinamento durante os exercícios agudos, foram coletadas as amostras de sangue para a determinação de citocinas, adipocinas e BDNF plasmáticos. Essas foram estimadas utilizando o método de ELISA sanduíche. Antes e após o treinamento foram caracterizados diferentes tipos celulares por citometria de fluxo.

    Resultados: O exercício físico agudo induziu o aumento das concentrações circulantes de IL-6, sTNFR1, CXCL10/IP-10, leptina, resistina e o BDNF no momento do término e de TNF-α, IL-10, sTNFR2 e adiponectina na recuperação do exercício. O GT teve aumento de 11,2% no VO2MAX e de 14,7% na intensidade da MFEL. O treinamento não alterou os mediadores imunológicos analisados no repouso. O treinamento aeróbio promoveu um aumento menor de IL-6, sTNFR2, leptina e BDNF e uma redução mais rápida do sTNFR1 no término do exercício físico agudo com a mesma intensidade absoluta do pré-treinamento. Já as elevações das concentrações de TNF-α, IL-10, CXCL10/IP-10, resistina e adiponectina induzidos pelo exercício físico agudo foram similares ao pré-treinamento. O treinamento aeróbio resultou em concentrações menores de sTNFR1 e de BDNF, na fase de recuperação, após exercício físico agudo com a mesma intensidade relativa do pr