Joao - Moody

  • View
    239

  • Download
    0

Embed Size (px)

DESCRIPTION

COMENTÁRIO BÍBLICO MOODY

Text of Joao - Moody

  • JOO Introduo Esboo Captulo 1 Captulo 7 Captulo 13 Captulo 19 Captulo 2 Captulo 8 Captulo 14 Captulo 20 Captulo 3 Captulo 9 Captulo 15 Captulo 21 Captulo 4 Captulo 10 Captulo 16 Captulo 5 Captulo 11 Captulo 17 Captulo 6 Captulo 12 Captulo 18

    INTRODUO Carter do Livro. Simples na linguagem e estrutura, este livro ,

    no obstante, uma exposio profunda da pessoa de Cristo colocada em cenrio histrico. Tem uma mensagem para o discpulo humilde do Senhor e tambm para o mais adiantado telogo.

    Certas semelhanas existentes entre ele e os Evangelhos Sinticos so facilmente percebidas. Apresenta a mesma pessoa como figura central. Encontramo-lo como o Filho de Deus, o Filho do homem, o Messias, o Senhor do Salvador, e outros ttulos. H alguns anos atrs era moda, em alguns crculos, dizer-se que o Jesus de Joo era o resultado de um processo teolgico dentro da igreja primitiva, por meio do qual o homem de Nazar fora elevado posio de divindade. Esse ponto de vista j no mais sustentvel, pois estudos posteriores estabeleceram a convico de que a Cristologia dos Sinticos e a Cristologia de Joo so fundamentalmente a mesma. Um Jesus meramente humano completamente estranho tanto aos Sinticos quanto a Joo.

    Conforme o padro histrico se desdobra no Quarto Evangelho, mostra-se parecido, no esboo geral do curso dos acontecimentos, com o quadro dos Sinticos o ministrio preparatrio de Joo Batista, a vocao de certos discpulos para aprender e servir, o ministrio duplo da palavra

  • Joo (Comentrio Bblico Moody) 2 e dos feitos (milagres), a mesma tenso entre o entusiasmo popular pelo Senhor e a oposio do judasmo oficial, a importncia crtica da pessoa e autoridade de Jesus. Do mesmo modo, no que se refere aos acontecimentos finais da vida de Cristo na terra, encontramos o mesmo quadro da traio, priso e julgamento, morte pela crucificao, e a ressurreio.

    Sem dvida, tambm encontramos uma considervel diferena dos Sinticos. Enquanto os Sinticos mencionam apenas uma Pscoa, parecendo portanto limitar o ministrio de Cristo a um ano somente, Joo menciona pelo menos trs Pscoas (2:23; 6:4; 13:1), sugerindo que o ministrio estendeu-se por trs anos. Nos Sinticos o ministrio limita-se quase que exclusivamente Galilia, enquanto Joo enfatiza a atividade de Jesus na Judia e pouco diz sobre a campanha na Galilia.

    Nos Sinticos os ensinamentos pblicos de nosso Senhor tratam do "reino de Deus". Essa expresso est quase ausente no Quarto Evangelho, onde os discursos centralizam-se grandemente no prprio Jesus, seu relacionamento com o Pai, e a sua indispensabilidade s necessidades espirituais do homem (cons. os Eu sou). Alguns detalhes histricos criam problemas. Um exemplo a purificao do Templo, colocada por Joo logo no comeo do ministrio (captulo 2), mas no final do ministrio pelos escritores dos Sinticos. A explicao mais simples aqui provavelmente a melhor houve duas purificaes.

    Outro exemplo relaciona-se com a vocao dos discpulos, a qual de acordo com os Sinticos aconteceu na Galilia. Joo narra a chamada de diversos homens em cenrio da Judia, bem no encetamento do ministrio (captulo 1). O problema diminui quando se imagina que a prpria prontido dos pescadores galileus em abandonar suas redes para seguirem a Jesus mais fcil de se explicar com base em conhecimento anterior e um discipulado experimental, tal como o Quarto Evangelho revela. um tanto perturbador encontrar Jesus j considerado o Messias, neste Evangelho, logo no comeo de sua obra (Joo 1), quando a aceitao do Messiado parece vir bem mais tarde nos outros Evangelhos.

  • Joo (Comentrio Bblico Moody) 3 Os dois quadros no so, entretanto, incompatveis, pois o pronunciamento de Pedro em Cesaria de Filipe (Mt. 16:16) no precisa ser aceito como uma convico qual ele houvesse chegado pela primeira vez (cons. Mt. 14:33). Uma verdade j conhecida antes foi ento aprofundada atravs de uma experincia pessoal com o Filho de Deus.

    O Autor. Embora o livro no cite o nome do autor, foi chamado de "discpulo a quem Jesus amava" (21:20, 23, 24) e ntimo companheiro de Pedro. O testemunho da igreja primitiva inclina-se a confirmar que Joo, filho de Zebedeu (cons. 21:2). Irineu a testemunha principal. Alguns mestres tm discutido a possibilidade de uma pessoa sem preparo e experincia (Atos 4:13) escrever tal obra. O tempo, a motivao e a capacitao do Esprito no devem ser subestimados na avaliao da capacidade de Joo e na anulao das desvantagens.

    Muitos mestres modernos preferem defender a idia de que um discpulo desconhecido foi o verdadeiro autor deste Evangelho, ainda que grande parte do material possa muito bem ter encontrado em Joo a sua fonte. Mas isto uma troca intil do conhecido pelo desconhecido.

    A Data e o Lugar da Composio. De acordo com a tradio crist, Joo gastou os ltimos anos de sua vida em feso, onde desempenhou um ministrio de pregao e ensino, como tambm escrevendo. Desse lugar partiu para o exlio em Patmos, durante o governo do Imperador Domiciano. Seu Evangelho parece pressupor um conhecimento da tradio sintica e por isso deve ser colocado no fim da srie, possivelmente entre os anos 80 e 90 mais ou menos. Alguns o colocam ainda mais tarde. O descobrimento de fragmentos do Evangelho no Egito, datados da primeira metade do segundo sculo, exige que se coloque o Evangelho dentro dos limites do primeiro sculo.

    Propsito. Joo 20:30, 31 declara construtivamente que foi escrito com a esperana de se criar nos leitores a convico de que Jesus o Cristo, o Filho de Deus, para que a vida viesse atravs da f nEle. A escolha do material foi calculada exatamente para ajudar a chegar a esta

  • Joo (Comentrio Bblico Moody) 4 concluso. Objetivos subordinados podem ser aceitos, tais como a refutao do Docetismo, um ponto de vista que negava a verdadeira humanidade de Jesus (cons. 1:14), e a denncia do judasmo como sistema inadequado de religio que coroava seus outros pecados com a recusa em aceitar o Messias prometido (1:11, e outros).

    ESBOO I. Prlogo. 1:1-18. II. O Ministrio de Cristo no Mundo. 1:19 12:50. A. O testemunho de Joo Batista. 1:19-36. B. A escolha dos discpulos. 1:37-51. C. O casamento em Can. 2:1-11. D. A primeira visita a Jerusalm e Judia. 2:12 3:36. 1. A purificao do Templo. 2:12-22. 2. Os sinais. 2:23-25. 3. O incidente com Nicodemos. 3:1-15. 4. Os temas latentes na mensagem do Evangelho. 3:16-21. 5. Outro testemunho de Joo Batista. 3:22-30. 6. As credenciais de Cristo. 3:31.36. E. Misso a Samaria. 4:1-42. F. A cura do filho do nobre. 4:43-54. G. A cura do coxo em Jerusalm. 5:1-16. H. Auto-defesa de Jesus. 5:17-47. I. Alimentando os cinco mil e o discurso sobre o Po da Vida. 6: 1-71. J. Jesus na Festa dos Tabernculos. 7:1-53. K. A mulher apanhada em adultrio. 8:1-11. L. Auto-revelao de Jesus. 8:12-59. M. A restaurao do cego de nascena. 9:1- 41. N. Cristo, o Bom Pastor. 10:1-42. O. A Ressurreio de Lzaro. 11:1-57. P. Jesus em Betnia e Jerusalm. 12:1-50.

  • Joo (Comentrio Bblico Moody) 5 III. O ministrio de Cristo aos seus. 13:1 17:26. A. O lava-ps. 13:1-17. B. A participao da traio. 13:18-30. C. O discurso do cenculo. 13:31 16:33. D. A grande orao. 17:1-26. IV. Os sofrimentos e a glria. 18:1 20:31. A. A traio, 18:1-14. B. Jesus julgado diante dos judeus. 18:15-27. C. A penosa experincia diante de Pilatos. 18:28 19:16. D. A crucificao e o sepultamento. 19:17- 42. E. Aparecimentos depois da ressurreio. 20:1-29. F. O propsito deste Evangelho. 20:30, 31. V. Eplogo. 21:1-25.

    COMENTRIO Joo 1 I. Prlogo. 1:1-18. Sem delongas o escritor apresenta a figura central do Evangelho,

    mas no a chama de Jesus ou Cristo. Neste ponto Ele o Logos (Palavra). Este termo tem razes no V.T., sugerindo conceitos de sabedoria, poder e um relacionamento especial com Deus. Era tambm largamente usado pelos filsofos para exprimir idias tais como discusso e mediao entre Deus e o mundo. No tempo de Joo toda sorte de leitores entenderiam sua adequabilidade aqui, onde a revelao a nota principal. Mas o aspecto diferente que o Logos tambm o Filho do Pai, que se encarnou a fim de revelar Deus plenamente (1:14,18).

  • Joo (Comentrio Bblico Moody) 6 A. O Logos Preexistente. 1:1,2. 1, 2. O princpio do Evangelho (Mc. 1:1) foi ligado ao princpio da

    criao (Gn. 1:1) e vai alm dela dando uma viso da Deidade "antes que o mundo existisse" (cf. Jo. 17:5). A Palavra no se fez; era. Com Deus sugere igualdade e tambm associao. O Verbo era Deus (divindade) sem confuso de pessoas.

    B. O Logos Csmico. 1:3-5. Ele foi o agente da criao. Por ele. Por meio dele.

    3. Todas as coisas inclui a totalidade da matria e existncia, mas considerada aqui em seu "status" individual e no universal.

    4. A vida est nEle, no simplesmente atravs dEle. Como vida, a Palavra comunicava luz (conhecimento de Deus) aos homens.

    5. As trevas so em primeiro lugar morais. Nem todos tm vantagem da luz (cons. 3:19). Provavelmente o pensamento no idntico a 1:9, 10; assim as trevas no a prevaleceram uma traduo menos aceitvel do que as trevas no a venceram.

    C. O Logos Encarnado. 1:6-18. Aqui est includo um sumrio da misso de Joo, o precursor. 6. Houve. Antes, veio. Esta a apario de Joo na histria, como

    enviado por Deus. A frase resume o material contido em Lc. 1:5-80; 3:1-6.

    7. Que Joo veio para testemunho, ou para testificar, a maior nfase deste Evangelho (1:15, 34; 5:33, 36, 37; 15:26, 27; 19:35; 21:24). Sua misso foi testemunhar da luz, que b