L©on Denis - No Invis­vel

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Ebook Espírita

Text of L©on Denis - No Invis­vel

Lon Denis - No Invisvel

www.autoresespiritasclassicos.comLon DenisNo Invisvel

Traduzido do Francs

Lon Denis - Dans l'Invisible(1903)

Eugne Bodin - O Moinho do Campo

Incorporaes e materializaes de Espritos

Mtodos de experimentao

Formao e direo dos grupos

Identidade dos Espritos

A mediunidade atravs dos tempos

Contedo resumido

Lon Denis foi, indiscutivelmente, o mais importante discpulo de Allan Kardec, tanto na divulgao quanto na defesa da Doutrina Esprita.

No Invisvel das obras indispensveis aos estudiosos das experincias medinicas.

Lon Denis comps este tratado de Espiritismo experimental, no qual, alm de estudar as leis que regem as comunicaes do mundo invisvel com o mundo material, apresenta inmeros casos espritas pesquisados pelos sbios e as concluses a que estes chegaram.

Divide-se a obra em trs partes. A primeira analisa o Espiritismo experimental e suas leis, a segunda os fatos e a ltima as grandezas e misrias da mediunidade.

Conclui esclarecendo que O estudo aprofundado e constante do mundo invisvel, que o tambm das causas, ser o grande manancial, o reservatrio inesgotvel em que se ho de alimentar o pensamento e a vida. A mediunidade a sua chave.

Trecho do discurso pronunciado por Lon Denis na sesso de 11 de setembro de 1888, no Congresso Esprita de Paris, respondendo ao Sr. Fauvety:

No vos viemos dizer que devamos ficar confinados ao crculo, por mais vasto que seja, do Espiritismo kardequiano. No; o prprio mestre vos convida a avanar nas vias novas, a alargar a sua obra.

Estendemos as mos a todos os inovadores, a todos os de boa vontade, a todos os que tm no corao o amor da Humanidade.

Sumrio

4Introduo

7Prefcio da edio de 1911

13Primeira Parte O Espiritismo experimental: As leis

13I A Cincia Esprita

19II A marcha ascensional: os mtodos de estudo

23III O Esprito e a sua forma

27IV A mediunidade

31V Educao e funo dos mdiuns

37VI Comunho dos vivos e dos mortos

39VII O Espiritismo e a mulher

42VIII As leis da comunicao esprita

47IX Condies de experimentao

58X Formao e direo dos grupos

64XI Aplicao moral e frutos do Espiritismo

70Segunda Parte O Espiritismo experimental: Os fatos

70XII Exteriorizao do ser humano - Telepatia - Desdobramento - Os fantasmas dos vivos

83XIII Sonhos premonitrios - Clarividncia - Pressentimentos

88XIV Viso e audio psquicas no estado de viglia

93XV A fora psquica - Os fluidos - O magnetismo

98XVI Fenmenos espontneos - Casas mal-assombradas - Tiptologia

108XVII Fenmenos fsicos - As mesas

117XVIII Escrita direta ou psicografia - Escrita medinica

133XIX Transe e incorporaes

149XX Aparies e materializaes de Espritos

167XXI Identidade dos Espritos

182Terceira Parte Grandezas e misrias da mediunidade

182XXII Prtica e perigos da mediunidade

190XXIII Hipteses e objees

197XXIV Abusos da mediunidade

203XXV O martirolgio dos mdiuns

206XXVI A mediunidade gloriosa

Introduo

Desde cinqenta anos se tem estabelecido uma ntima e freqente comunicao entre o nosso mundo e o dos Espritos. Soergueram-se os vus da morte e, em lugar de uma face lgubre, o que nos apareceu foi um risonho e benvolo semblante. Falaram as almas; sua palavra consolou muitas tristezas, acalmou bastantes dores, fortaleceu muita coragem vacilante. O destino foi revelado, no j cruel, implacvel como o pretendiam antigas crenas, mas atraente, eqitativo, para todos esclarecido pelas fulguraes da misericrdia divina.

O Espiritismo propagou-se, invadiu o mundo. Desprezado, repelido ao comeo, acabou por atrair a ateno e despertar interesse. Todos quantos se no imobilizavam na esfera do preconceito e da rotina e o abordaram desassombradamente foram por ele conquistados. Agora penetra por toda parte, instala-se em todas as mesas, tem ingresso em todos os lares. A sua voz, as velhas fortalezas secularesa Cincia e a prpria Igreja, at aqui hermeticamente aferrolhadas, arrasam suas muralhas e entreabrem suas portas. Dentro em pouco se impor como soberano.

Que traz ele consigo? Ser sempre e por toda parte a verdade, a luz e a esperana? Ao lado das consolaes que caem na alma como o orvalho sobre a flor, de par com o jorro de luz que dissipa as angstias do investigador e ilumina a rota, no haver tambm uma parte de erros e decepes?

O Espiritismo ser o que o fizerem os homens. Similia similibus! Ao contacto da Humanidade as mais altas verdades s vezes se desnaturam e obscurecem. Pode constituir-se uma fonte de abusos. A gota de chuva, conforme o lugar onde cai, continua sendo prola ou se transforma em lodo.

com desgosto que observamos a tendncia de certos adeptos no sentido de menosprezar a feio elevada do Espiritismo, a fonte dos puros ensinamentos e das altas inspiraes, para se restringirem ao campo da experimentao terra-a-terra, investigao exclusiva do fenmeno fsico.

Pretender-se-ia acomodar o Espiritismo no acanhado leito da cincia oficial; mas esta, inteiramente impregnada das teorias materialistas, refratria a essa aliana. O estudo da alma, j de si difcil e profundo, lhe tem permanecido impenetrvel. Os seus mtodos, por indigentes, no se prestam absolutamente ao estudo, muito mais vasto, do mundo dos Espritos. A cincia do invisvel h de sempre ultrapassar os mtodos humanos. H no Espiritismo uma zonae no a menorque escapa anlise, verificao: a ao do Esprito livre no Espao; a natureza das foras de que ele dispe.

Com os estudos espritas uma nova cincia se vai formando lentamente, mas preciso aliar ao esprito de investigao cientfica a elevao de pensamento, o sentimento, os impulsos do corao, sem o que a comunho com os seres superiores se torna irrealizvel e nenhum auxlio de sua parte, nenhuma proteo eficaz se obter. Ora, isso tudo na experimentao. No h possibilidade de xito nem garantia de resultado sem a assistncia e proteo do Alto, que se no obtm seno mediante a disciplina mental e uma vida pura e digna.

Deve todo adepto saber que a regra, por excelncia, das relaes com o invisvel a lei das afinidades e atraes. Nesse domnio, quem procura baixos objetivos os encontra e com eles se rebaixa: aquele que aspira s remontadas culminncias, cedo ou tarde as atinge e delas faz pedestal para novas ascenses. Se desejais manifestaes de ordem elevada, fazei esforos por elevar-vos a vs mesmos. O bom xito da experimentao, no que ela tem de belo e grandiosoa comunho com o mundo superior,no o obtm o mais sbio, mas o mais digno, o melhor, aquele que tem mais pacincia e conscincia e mais moralidade.

Com o cercearem o Espiritismo, imprimindo-lhe carter exclusivamente experimental, pensam alguns agradar ao esprito positivo do sculo, atrair os sbios ao que se denomina de Psiquismo. Desse modo, o que sobretudo se consegue pr-se em relao com os elementos inferiores do Alm, com essa multido de Espritos atrasados, cuja nociva influncia envolve, oprime os mdiuns, os impele fraude e espalha sobre os experimentadores eflvios malficos e, com eles, muitas vezes, o erro e a mistificao.

Numa nsia de proselitismo, sem dvida louvvel quanto ao sentimento que a inspira, mas excessiva e perigosa em suas conseqncias, desejam-se os fatos a todo custo. Na agitao nervosa com que se busca o fenmeno, chega-se a proclamar verdadeiros os fatos duvidosos ou fictcios. Pela disposio de esprito mantida nas experincias, atraem-se os Espritos levianos, que em torno de ns pululam. Multiplicam-se as manifestaes de mau gosto e as obsesses das energias que supem dominar. Muitssimos espritas e mdiuns, em conseqncia da falta de mtodo e de elevao moral, se tornam instrumentos das foras inconscientes ou dos maus Espritos.

So numerosos os abusos, e neles acham os adversrios do Espiritismo os elementos de uma crtica prfida e de uma fcil difamao.

O interesse e a dignidade da causa impem o dever de reagir contra essa experimentao banal, contra essa onda avassaladora de fenmenos vulgares que ameaam submergir as culminncias da idia.

*

O Espiritismo representa uma fase nova da evoluo humana. A lei que, atravs dos sculos, tem conduzido as diferentes fraes da Humanidade, longo tempo separadas, a gradualmente aproximar-se, comea a fazer sentir no Alm os seus efeitos. Os modos de correspondncia que entretm na Terra os homens vo-se estendendo pouco a pouco aos habitantes do mundo invisvel, enquanto no atingem, mediante novos processos, as famlias humanas que povoam os mundos do espao.

Contudo, nas sucessivas ampliaes do seu campo de ao, a Humanidade tropea em inmeras dificuldades. As relaes, multiplicando-se, nem sempre trazem favorveis resultados; tambm oferecem perigos, sobretudo no que se refere ao mundo oculto, mais difcil que o nosso de penetrar e analisar. L, como aqui, o saber e a ignorncia, a verdade e o erro, a virtude e o vcio existem, com esta agravante: ao passo que fazem sentir sua influncia, permanecem encobertos aos nossos olhos; donde a necessidade de abordar o terreno da experimentao com extrema prudncia, de longos e pacientes estudos preliminares.

E necessrio aliar os conhecimentos tericos ao esprito de investigao e elevao moral, para estar verdadeiramente apto a discernir no Espiritismo o bem do mal, o verdadeiro do falso, a realidade da iluso. preciso compenetrar-se do verdadeiro carter da mediunidade, das responsabilidades que acarreta, dos fins para os quais nos concedida.

O Espiritismo no somente a demonstrao, pelos fatos, da sobrevivncia; tambm o veculo pelo qual descem sobre a Humanidade as inspiraes do mundo superior. A esse ttulo mais que uma cincia, o ensino que o Cu transmite Terra, reconstituio engrandecida e vulgarizada da