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Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa Matemática Instruções para a realização da prova Neste caderno responda às questões das provas de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa (questões de 1 a 12) e de Matemática (questões de 13 a 24). A prova deve ser feita a caneta esferográfica, azul ou preta. Utilize apenas o espaço reservado (pautado) para a resolução das questões. Cada questão vale 4 pontos. Será eliminado o candidato com zero em qualquer uma das provas da 2ª fase. Atenção: nas questões que exigem cálculo, não basta escrever apenas o resultado final. É necessário mostrar a resolução ou o raciocínio utilizado para responder às questões. A duração total da prova é de quatro horas. ATENÇÃO Os rascunhos não serão considerados na correção. DECLARAÇÃO DE PRESENÇA Declaramos para os devidos fins que o candidato abaixo, inscrito no Exame Vestibular Unicamp 2014, compareceu às provas de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Matemática realizadas no dia 12 de janeiro de 2014. Nome: RG: Inscrição: Coordenação de Logística Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp ASSINATURA DO CANDIDATO ORDEM INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA SALA NOME VESTIBULAR NACIONAL UNICAMP 2014 – 2ª FASE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURASMATEMÁTICA

Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa ... · Neste caderno responda às questões das provas de Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa (questões

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  • Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa Matemtica

    Instrues para a realizao da prova

    Neste caderno responda s questes das provas de Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa (questes de 1 a 12) e de Matemtica (questes de 13 a 24).

    A prova deve ser feita a caneta esferogrfica, azul ou preta. Utilize apenas o espao reservado (pautado) para a resoluo das questes.

    Cada questo vale 4 pontos. Ser eliminado o candidato com zero em qualquer uma das provas da 2 fase. Ateno: nas questes que exigem clculo, no basta escrever apenas o resultado final. necessrio mostrar a

    resoluo ou o raciocnio utilizado para responder s questes.

    A durao total da prova de quatro horas.

    ATENO

    Os rascunhos no sero considerados na correo.

    DECLARAO DE PRESENA Declaramos para os devidos fins que o candidato abaixo, inscrito no Exame Vestibular Unicamp 2014, compareceu s provas de Lngua Portuguesa e Literaturas de Lngua Portuguesa e Matemtica realizadas no dia 12 de janeiro de 2014. Nome:

    RG:

    Inscrio:

    Coordenao de Logstica Comisso Permanente para os Vestibulares da Unicamp

    ASSINATURA DO CANDIDATO

    ORDEM INSCRIO ESCOLA SALA LUGAR NA SALA

    NOME

    VESTIBULAR NACIONAL UNICAMP 2014 2 FASE LNGUA PORTUGUESA E LITERATURASMATEMTICA

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    1. Na ltima dcada, os sites de comrcio eletrnico tm alterado preos com base em seus hbitos na Web e atributos pessoais. Qual a sua situao geogrfica e seu histrico de compras? Como voc chegou ao site de comrcio eletrnico? Em que momentos do dia voc o visita? Toda uma literatura emergiu sobre tica, legalidade e promessas econmicas de otimizao de preos. E o campo est avanando rapidamente: em setembro passado, o Google recebeu a patente de uma tecnologia que permite que uma companhia precifique de forma dinmica o contedo eletrnico. Pode, por exemplo, subir o preo de um livro eletrnico se determinar que voc tem mais chances de comprar aquele item em particular do que um usurio mdio; ao contrrio, pode ajustar o preo para baixo como um incentivo se julgar que menos provvel que voc o compre. E voc no saber que est pagando mais do que outros exatamente pelo mesmo produto.

    (Michael Fertik, Um conto de duas internets. Scientific American Brasil, So Paulo, maro 2013, p. 18.)

    a) Considerando as informaes presentes no trecho, explique o sentido de precificar.

    b) Substitua os dois conectivos se sublinhados, fazendo as adaptaes gramaticais necessrias e

    mantendo o nvel de formalidade do perodo.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    2.

    (Adaptado de Planeta Sustentvel. Disponvel em planetasustentavel.abril.com.br/infogrficos/#content . Acessado em 29/10/ 2013.)

    a) Os infogrficos apresentam informaes de forma sinttica, utilizando imagens, cores, organizao

    grfica, etc. Indique dois exemplos, do infogrfico reproduzido acima, em que a informao apresentada por meio de linguagem no verbal.

    b) Considerando o veculo em que foi publicado, a revista Planeta Sustentvel, qual a finalidade desse infogrfico?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    3. TENHO PENA DOS ASTRNOMOS. Eles podem ver os objetos de sua afeio estrelas, galxias, quasares apenas remotamente: na forma de imagens e telas de computador ou como ondas luminosas projetadas de espectrgrafos antipticos. Mas, muitos de ns, que estudam planetas e asteroides, podem acariciar blocos de nossos amados corpos celestes e induzi-los a revelar seus mais ntimos segredos. Quando eu era aluno de graduao em astronomia, passei muitas noites geladas observando por telescpios aglomerados de estrelas e nebulosas e posso garantir que tocar um fragmento de asteroide mais gratificante emocionalmente: eles oferecem uma conexo tangvel com o que, de outra forma, pareceria distante e abstrato. Os fragmentos de asteroides que mais me fascinam so os condritos. Esses meteoritos, que compem mais de 80% dos que se precipitam do espao, derivam seu nome dos cndrulos que praticamente todos contm - minsculas esferas de material fundido, muitas vezes menores do que um gro de arroz. (...) Quando examinamos finas fatias de condritos sob um microscpio, ficamos sensibilizados da mesma maneira como quando contemplamos pinturas de Wassily Kandinsky e outros artistas abstratos.

    (Alan E. Rubin*, Segredos dos meteoritos primitivos. Scientific American Brasil. maro 2013, p. 49.)

    * Alan E. Rubin geofsico e leciona na Universidade da Califrnia.

    a) Esse trecho, que introduz um artigo cientfico sobre meteoritos primitivos, apresenta um estilo pouco usual nessa espcie de texto. Indique duas expresses nominais ou verbais do texto que identificam esse estilo.

    b) Nesse trecho, ocorre uma alternncia entre o uso da primeira pessoa do singular e o da primeira

    pessoa do plural. D uma justificativa para o uso dessa alternncia na passagem.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    4. A sobrevivncia dos meios de comunicao tradicionais demanda foco absoluto na qualidade de seu contedo. A internet um fenmeno de desintermediao. E que futuro aguardam os meios de comunicao, assim como os partidos polticos e os sindicatos, num mundo desintermediado? S nos resta uma sada: produzir informao de alta qualidade tcnica e tica. Ou fazemos jornalismo de verdade, fiel verdade dos fatos, verdadeiramente fiscalizador dos poderes pblicos e com excelncia na prestao de servios, ou seremos descartados por um consumidor cada vez mais fascinado pelo aparente autocontrole da informao na plataforma virtual.

    (Carlos Alberto di Franco, Democracia demanda jornalismo independente. O Estado de So Paulo, So Paulo, 14/10/2013, p. A2.)

    a) Desintermediao um termo tcnico do campo da comunicao. Ele se refere ao fato de que os

    meios de comunicao tradicionais no mais detm o monoplio da produo e distribuio de mensagens. Considerando esse mundo desintermediado, identifique duas crticas ao jornalismo atual formuladas pelo autor.

    b) Os processos de formao de palavras envolvidos no vocbulo desintermediao no ocorrem

    simultaneamente. Tendo isso em mente, descreva como ocorre a formao da palavra desintermediao.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    5.

    (Disponvel em coletivotransverso.blogspot.com.br. Acessado em 29/10/2013.)

    A interveno urbana acima reproduzida foi criada pelo Coletivo Transverso, um grupo envolvido com arte urbana e poesia, que afixou cartazes como esses em muros de uma grande cidade. a) Que outro texto est referido em SEGURO MORREU DE TDIO? b) A relao entre os dois textos o do cartaz e aquele a que ele remete - importante para a

    interpretao dessa interveno urbana? Justifique sua resposta.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    6. Uma cidade como Paris, Z Fernandes, precisa ter cortess de grande pompa e grande *fausto. Ora para montar em Paris, nesta tremenda carestia de Paris, uma *cocotte com os seus vestidos, os seus diamantes, os seus cavalos, os seus lacaios, os seus camarotes, as suas festas, o seu palacete (...), necessrio que se agremiem umas poucas de fortunas, se forme um sindicato! Somos uns sete, no Clube. Eu pago um bocado....

    (Ea de Queirs, A Cidade e as Serras. So Paulo: Ateli Editorial, 2011, p. 94.)

    *cocotte: mulher de hbitos libertinos e vida luxuosa; meretriz. *fausto: luxo. a) Que expresso do texto representa uma marca direta de interao do narrador com outro

    personagem? b) Uma descrio pode ter um efeito argumentativo. Que trecho descritivo do texto refora a imagem da

    vida luxuosa das cortess na Paris da poca (fim do sculo XIX)?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    7. O excerto a seguir o trecho final de Memorias de um sargento de milcias, de Manuel Antonio de Almeida.

    O segredo que a Maria-Regalada dissera ao ouvido do major no dia em que fora, acompanhada por D. Maria e a comadre, pedir pelo Leonardo, foi a promessa de que, se fosse servida, cumpriria o gosto do major.

    Est pois explicada a benevolncia deste para com o Leonardo, que fora ao ponto de no s disfarar e obter perdo de todas as suas faltas, como de alcanar-lhe aquele rpido acesso de posto.

    Fica tambm explicada a presena do major em casa da Maria-Regalada. Depois disto entraram todos em conferncia. O major desta vez achou o pedido muito justo,

    em conseqncia do fim que se tinha em vista. Com a sua influncia tudo alcanou; e em uma semana entregou ao Leonardo dois papis: um era a sua baixa de tropa de linha; outro, sua nomeao de Sargento de Milcias.

    Alm disto recebeu o Leonardo ao mesmo tempo carta de seu pai, na qual o chamava para fazer-lhe entrega do que lhe deixara seu padrinho, que se achava religiosamente intacto.

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Passado o tempo indispensvel do luto, o Leonardo, em uniforme de Sargento de Milcias, recebeu-se na S com Luizinha, assistindo cerimnia a famlia em peso.

    (Manuel Antonio de Almeida, Memrias de Um Sargento de Milcias. Cotia: Ateli Ed., 2000)

    a) Que diferena significativa pode ser estabelecida entre a condio inicial do heri do romance e sua

    condio final, reproduzida no trecho acima? b) Essa condio foi alcanada por mrito de Leonardo? Justifique.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    8. Operrio no mar Na rua passa um operrio. Como vai firme! No tem blusa. No conto, no drama, no discurso poltico, a dor do operrio est na sua blusa azul, de pano grosso, nas mos grossas, nos ps enormes, nos desconfortos enormes. Esse um homem comum, apenas mais escuro que os outros, e com uma significao estranha no corpo, que carrega desgnios e segredos. Para onde vai ele, pisando assim to firme? No sei. A fbrica ficou l atrs. Adiante s o campo, com algumas rvores, o grande anncio de gasolina americana e os fios, os fios, os fios. O operrio no lhe sobra tempo de perceber que eles levam e trazem mensagens, que contam da Rssia, do Araguaia, dos Estados Unidos. (...) Para onde vai o operrio? Teria vergonha de cham-lo meu irmo. Ele sabe que no , nunca foi meu irmo, que no nos entenderemos nunca. E me despreza... Ou talvez seja eu prprio que me despreze a seus olhos (...).

    (Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. So Paulo: Companhia das Letras, 2012, p.23.)

    a) No trecho citado, o eu lrico se pergunta sobre o destino do operrio: Para onde vai ele, pisando assim

    to firme? Tendo em mente a crtica poltico-social que estrutura o conjunto do livro, explique a razo da

    dvida do eu lrico.

    b) No fragmento do poema Operrio no mar, o eu lrico manifesta os sentimentos de vergonha e de desprezo na sua relao com o operrio. Qual a posio do eu lrico no que diz respeito ao papel do artista como agente de transformao da realidade social?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    9. Crianas Ladronas J por vrias vezes o nosso jornal, que sem dvida o rgo das mais legtimas aspiraes da populao baiana, tem trazido notcias sobre a atividade criminosa dos Capites da Areia, nome pelo qual conhecido o grupo de meninos assaltantes e ladres que infestam a nossa urbe.

    (Jorge Amado, Capites da Areia. So Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 9.)

    O Sem-Pernas j tinha mesmo (certo dia em que penetrara num parque de diverses armado no Passeio Pblico) chegado a comprar entrada para um [carrossel], mas o guarda o expulsou do recinto porque ele estava vestido de farrapos. Depois o bilheteiro no quis lhe devolver o bilhete da entrada, o que fez com que o Sem-Pernas metesse as mos na gaveta da bilheteria, que estava aberta, abafasse o troco, e tivesse que desaparecer do Passeio Pblico de uma maneira muito rpida, enquanto em todo o parque se ouviam os gritos de: Ladro!, ladro! Houve uma tremenda confuso enquanto o Sem-Pernas descia muito calmamente a Gamboa de Cima, levando nos bolsos pelo menos cinco vezes o que tinha pago pela entrada. Mas o Sem-Pernas preferiria, sem dvida, ter rodado no carrossel (...).

    (Idem, p. 63.)

    a) O primeiro excerto representativo do conjunto de textos jornalsticos que iniciam Capites da Areia.

    Que voz social eles expressam? b) O narrador, no segundo trecho, adere a um ponto de vista social que caracteriza a fico de Jorge

    Amado. Que ponto de vista esse?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    10. (...) Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de ris; nada menos. (Machado de Assis, Memrias pstumas de Brs Cubas. So Paulo: Ateli Editorial, 2001, p.101.)

    Ento apareceu o Lobo Neves, um homem que no era mais esbelto que eu, nem mais elegante, nem mais lido, nem mais simptico, e todavia foi quem me arrebatou Virglia e a candidatura... (...) Dutra veio dizer-me, um dia, que esperasse outra aragem, porque a candidatura de Lobo Neves era apoiada por grandes influncias. Cedi (...). Uma semana depois, Virglia perguntou ao Lobo Neves, a sorrir, quando seria ele ministro.

    - Pela minha vontade, j; pela dos outros, daqui a um ano. Virglia replicou: - Promete que algum dia me far baronesa? - Marquesa, porque serei marqus. Desde ento fiquei perdido.

    (Idem, p.138.)

    (...) Virglia deixou-se estar de p; durante algum tempo ficamos a olhar um para o outro, sem articular palavra. Quem diria? De dois grandes namorados, de duas paixes sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois; havia apenas dois coraes murchos, devastados pela vida e saciados dela, no sei se em igual dose, mas enfim saciados.

    (Idem, p. 76)

    a) No romance, Brs Cubas estabelece vnculos amorosos, em diferentes momentos, com Marcela e com

    Virglia. Explique a natureza desses dois vnculos, considerando a classe social das personagens envolvidas.

    b) Considerando o ltimo excerto, como o narrador Brs Cubas avalia sua vivncia amorosa ao final do romance?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    11. O vale de Santarm um destes lugares privilegiados pela natureza, stios amenos e deleitosos em que as plantas, o ar, a situao, tudo est numa harmonia suavssima e perfeita: no h ali nada de grandioso nem sublime, mas h uma como simetria de cores, de sons, de disposio em tudo quanto se v e sente, que no parece seno que a paz, a sade, o sossego do esprito e o repouso do corao devem viver ali, reina ali um reinado de amor e benevolncia. As paixes ms, os pensamentos mesquinhos, os pesares e as vilezas da vida no podem seno fugir para longe. Imagina-se por aqui o den que o primeiro homem habitou com a sua inocncia e com a virgindade do seu corao.

    (Almeida Garret, Viagens na minha terra. So Paulo: Ateli Editorial, 2012, p.114.)

    Entramos a porta da antiga cidadela. Que espantosa e desgraciosa confuso de entulhos, de pedras, de montes de terra e calia! No h ruas, no h caminhos, um labirinto de runas feias e torpes. O nosso destino, a casa do nosso amigo ao p mesmo da famosa e histrica igreja de Santa Maria de Alcova. H de custar a achar em tanta confuso.

    (Idem, p. 211.)

    a) Os excertos transcritos contrastam dois espaos organizadores da narrativa. Caracterize e explique o significado desses espaos para o conjunto do relato ficcional.

    b) A chegada cidade de Santarm mostra-se decepcionante para o narrador viajante. Explique o motivo

    dessa decepo, tendo em vista a expectativa do narrador no incio do romance.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    12. Quase sempre levava-lhe presentes (...) e perguntava-lhe se precisava de roupa ou de calado. Mas um belo dia, apresentou-se to brio, que a diretora lhe negou a entrada. (...) Tempos depois, Senhorinha entregou me uma conta de seis meses de penso do colgio, com uma carta em que a diretora negava-se a conservar a menina (...). Foi procura do marido; (...) Jernimo apareceu afinal, com um ar triste de vicioso envergonhado que no tem nimo de deixar o vcio (...). Eu no vim c por passeio! prosseguiu Piedade entre lgrimas! Vim c para saber da conta do colgio!... Pague-a voc!, que tem l o dinheiro que lhe deixei! Eu que no tenho nenhum! (...) E as duas, me e filha, desapareceram; enquanto Jernimo (...) monologava, furioso (...). A mulata ento aproximou-se dele, por detrs; segurou-lhe a cabea entre as mos e beijou-o na boca... Jernimo voltou-se para a amante... E abraaram-se com mpeto, como se o breve tempo roubado pelas visitas fosse uma interrupo nos seus amores.

    (Alusio de Azevedo, O Cortio. So Paulo: tica, 1983, p. 137 e 139.)

    O cortio no dava ideia do seu antigo carter. (...) e, com imenso pasmo, viram que a venda, a sebosa bodega, onde Joo Romo se fez gente, ia tambm entrar em obras. (...) levantaria um sobrado, mais alto que o do Miranda (...). E a crioula? Como havia de ser? (...) Como poderia agora mand-la passear assim, de um momento para outro, se o demnio da crioula o acompanhava j havia tanto tempo e toda a gente na estalagem sabia disso? (...) Mas, s com lembrar-se da sua unio com aquela brasileirinha fina e aristocrtica, um largo quadro de vitrias rasgava-se defronte da desensofrida avidez de sua vaidade. (...) caber-lhe-ia mais tarde tudo o que o Miranda possua...

    (Idem, p. 133 e 145.)

    a) Considerando-se a pirmide social representada na obra, em que medida as personagens Rita Baiana e

    Bertoleza, referidas nos excertos, poderiam ser aproximadas? b) Levando em conta a relao das personagens com o meio, compare o final das trajetrias do portugus

    Jernimo e do portugus Joo Romo.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    13. A pizza , sem dvida, o alimento preferido de muitos paulistas. Estima-se que o consumo dirio no Brasil seja de 1,5 milho de pizzas, sendo o Estado de So Paulo responsvel por 53% desse consumo. O grfico abaixo exibe a preferncia do consumidor paulista em relao aos tipos de pizza.

    a) Se no for considerado o consumo do Estado de So Paulo, quantas pizzas so consumidas diariamente no Brasil?

    b) Quantas pizzas de mozarela e de calabresa so consumidas diariamente no Estado de So Paulo?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    14. O peso mdio (mdia aritmtica dos pesos) dos 100 alunos de uma academia de ginstica igual a 75 kg. O peso mdio dos homens 90 kg e o das mulheres 65 kg. a) Quantos homens frequentam a academia?

    b) Se no so considerados os 10 alunos mais pesados, o peso mdio cai de 75 kg para 72 kg. Qual o

    peso mdio desses 10 alunos?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    15. O consumo mensal de gua nas residncias de uma pequena cidade cobrado como se descreve a seguir. Para um consumo mensal de at 10 metros cbicos, o preo fixo e igual a 20 reais. Para um consumo superior, o preo de 20 reais acrescidos de 4 reais por metro cbico consumido acima dos 10 metros cbicos. Considere a funo que associa o gasto mensal com o consumo de metros cbicos de gua. a) Esboce o grfico da funo no plano cartesiano para entre 0 e 30. b) Para um consumo mensal de 4 metros cbicos de gua, qual o preo efetivamente pago por metro

    cbico? E para um consumo mensal de 25 metros cbicos?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    16. Uma loteria sorteia trs nmeros distintos entre doze nmeros possveis. a) Para uma aposta em trs nmeros, qual a probabilidade de acerto? b) Se a aposta em trs nmeros custa R$ 2,00, quanto deveria custar uma aposta em cinco nmeros?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    17. Considere um hexgono, como o exibido na figura abaixo, com cinco lados com comprimento de e um lado com comprimento de .

    a) Encontre o valor de b) Mostre que a medida do ngulo inferior a .

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    18. Sejam e reais. Considere as funes quadrticas da forma , definidas para todo real. a) Sabendo que o grfico de intercepta o eixo no ponto e tangente ao eixo , determine

    os possveis valores de e . b) Quando , os grficos dessas funes quadrticas tm um ponto em comum. Determine as

    coordenadas desse ponto.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    19. Dizemos que uma sequncia de nmeros reais no nulos uma progresso harmnica se a sequncia dos inversos uma progresso aritmtica (PA). a) Dada a progresso harmnica , encontre o seu sexto termo.

    b) Sejam , e termos consecutivos de uma progresso harmnica. Verifique que .

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    20. Considere a pirmide reta de base quadrada, ilustrada na figura abaixo, com lado da base e altura .

    a) Encontre o valor de de modo que a rea de uma face triangular seja igual a .

    b) Para , determine o raio da esfera circunscrita pirmide.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    21. A altura (em metros) de um arbusto em uma dada fase de seu desenvolvimento pode ser expressa pela funo , onde o tempo dado em anos. a) Qual o tempo necessrio para que a altura aumente de 0,5 m para 1,5 m? b) Suponha que outro arbusto, nessa mesma fase de desenvolvimento, tem sua altura expressa pela

    funo composta ). Verifique que a diferena uma constante, isto , no depende de .

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    22. Considere a matriz

    1 1

    1 0

    2 0

    a

    A b

    c

    , onde e so nmeros reais.

    a) Encontre os valores de e de modo que .

    b) Dados e , para que valores de e o sistema linear

    1

    1

    x

    A y

    z d

    tem infinitas solues?

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    23. O polinmio tem trs razes: , e . a) Determine os valores de e .

    b) Calcule para , onde a unidade imaginria.

  • Resoluo (ser considerado apenas o que estiver dentro deste espao).

    24. Considere no plano cartesiano os pontos e . a) Encontre a equao que representa o lugar geomtrico dos centros dos crculos que passam pelos

    pontos e .

    b) Seja um ponto na parte negativa do eixo das ordenadas. Determine de modo que o tringulo tenha rea igual a 8.

  • No de

    estacar estta folha