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Instrumentação Biomédica Primeira Lista de Exercícios A. CONCEITOS 1) Qual a diferença entre equipamento biomédico e equipamento eletromédico? Segundo a norma técnica NBR IEC 60601-1, o Equipamento eletromédico é definido como: • Equipamento elétrico dotado de não mais do que um recurso de conexão a uma determinada rede de alimentação elétrica e destinado ao diagnóstico, tratamento, ou monitoração do paciente, sob supervisão médica, que estabelece contato físico ou elétrico com o paciente e (ou) fornece energia para o paciente, ou recebe a que dele provém, e (ou) detecta essa transferência de energia. Equipamento Biomédico ??? 2) Dentre os vários sistemas de classificação de equipamentos biomédicos apresentados, existem aqueles definidos por normas técnicas ou legislação e aqueles definidos por áreas do conhecimento a) Cite dois sistemas de classificação definidos por normas técnicas ou legislação, explique as classes e justifique a relevância de cada um deles. 1. Classificação quanto ao Risco ao paciente: Classe I – Baixo risco; Classe II – Médio risco baixo; Classe III – Médio risco alto; Classe IV – Alto risco. Esta classificação é realizada a partir de 18 regras de classificação pela Resolução - RDC nº 185 de 22/10/2011. Neste caso, diversos critérios são utilizados como por exemplo: se o equipamento é não-invasivo, invasivo ou atua através de algum orifício do corpo; se o equipamento modifica ou não a composição química dos fluidos do corpo; o tempo de uso do equipamento; o contato ou não com o sistema nervoso; se são ativos ou passivos do ponto de vista de energia (fonte externa); dentre outros. A relevância deste tipo de classificação é que quanto maior o risco, mais confiável e seguro sob diversos aspectos o equipamento terá que ser, para evitar risco de danos ao paciente. Isso implica diretamente em cuidados a serem tomados no projeto do equipamento, e no seu custo de produção aunado tiver que utilizar materiais mais específicos, isolamentos melhores, dentre outros critérios de fabricação. 2. Classificação quanto à proteção de choque elétrico: Classe I – Isolação elétrica básica do equipamento com conexão ao aterramento da instalação fixa. Classe II – Isolação elétrica básica e recursos adicionais como isolação dupla ou reforçada. Não possui conexão com o aterramento.

Listas de Exercicios - Instrumentação Biomédica

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Listas de Exercicios - Instrumentação Biomédica

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  • Instrumentao Biomdica Primeira Lista de Exerccios

    !A. CONCEITOS

    1) Qual a diferena entre equipamento biomdico e equipamento eletromdico?

    Segundo a norma tcnica NBR IEC 60601-1, o Equipamento eletromdico definido como:

    Equipamento eltrico dotado de no mais do que um recurso de conexo a uma determinada rede de alimentao eltrica e destinado ao diagnstico, tratamento, ou monitorao do paciente, sob superviso mdica, que estabelece contato fsico ou eltrico com o paciente e (ou) fornece energia para o paciente, ou recebe a que dele provm, e (ou) detecta essa transferncia de energia.

    Equipamento Biomdico ???

    !2) Dentre os vrios sistemas de classificao de equipamentos biomdicos apresentados, existem aqueles definidos por normas tcnicas ou legislao e aqueles definidos por reas do conhecimento

    a) Cite dois sistemas de classificao definidos por normas tcnicas ou legislao, explique as classes e justifique a relevncia de cada um deles.

    1. Classificao quanto ao Risco ao paciente:

    Classe I Baixo risco; Classe II Mdio risco baixo; Classe III Mdio risco alto; Classe IV Alto risco.

    Esta classificao realizada a partir de 18 regras de classificao pela Resoluo - RDC n 185 de 22/10/2011. Neste caso, diversos critrios so utilizados como por exemplo: se o equipamento no-invasivo, invasivo ou atua atravs de algum orifcio do corpo; se o equipamento modifica ou no a composio qumica dos fluidos do corpo; o tempo de uso do equipamento; o contato ou no com o sistema nervoso; se so ativos ou passivos do ponto de vista de energia (fonte externa); dentre outros.

    A relevncia deste tipo de classificao que quanto maior o risco, mais confivel e seguro sob diversos aspectos o equipamento ter que ser, para evitar risco de danos ao paciente. Isso implica diretamente em cuidados a serem tomados no projeto do equipamento, e no seu custo de produo aunado tiver que utilizar materiais mais especficos, isolamentos melhores, dentre outros critrios de fabricao.

    2. Classificao quanto proteo de choque eltrico:

    Classe I Isolao eltrica bsica do equipamento com conexo ao aterramento da instalao fixa.

    Classe II Isolao eltrica bsica e recursos adicionais como isolao dupla ou reforada. No possui conexo com o aterramento.

  • Neste caso, existem normas no s para matria isolante mas para distancias mnimas entre condutores dos circuitos. Esta classificao identifica a adequao do equipamento para funes de menor ou maior risco de choque eltricas.

    b) Cite dois sistemas de classificao definidos por reas do conhecimento, explique as virtudes e defeitos de cada um e d exemplos de possveis classes de cada sistema.

    1. Classificao de acordo com a especialidade mdica. Exemplo: cardiologia, radiologia, oftamologia, odontologia. A vantagem desta abordagem a de cada profissional em sua rea ter os equipamentos especficos para os fins de sua especialidade. A desvantagem que vrios tipos de medies so comuns em mais de uma especialidade.

    2. Classificao de acordo com a grandeza a ser medida. Exemplo: presso, temperatura, fluxo, etc. Neste caso, teremos equipamentos especficos para medida de cada tipo de grandeza, inclusive aparelhos que medem as mesmas grandezas de maneiras diferentes, podendo ser complementares. A desvantagem que grandezas diferentes poderiam compartilhar circuitos eltricos semelhantes em sua medio e portanto diminuir a quantidade de aparelhos com uma abordagem mais multifuncional.

    3) Explique o processo de certificao de equipamentos eletromdicos no Brasil, ressaltando o modelo ISO adotado e as principais normas tcnicas aplicveis.

    A certificao de equipamentos eletromdicos no Brasil supervisionada pelo SINMETRO Sistema Nacional de Metrologia, Normatizao e Qualidade Industrial, temos o CONMETRO (rgo normativo) e o INMETRO (rgo executivo).

    A execuo da certificao realizada atravs de Organismos de Certificao de Produtos (OCPs) cadastrados, Laboratrios da Rede Brasileira de Laboratrios de Ensaio e Laboratrios da Rede Brasileira de Calibrao, credenciados junto ao INMETRO dentro do Sistema Brasileiro de Avaliao de Conformidade.

    Pelas normas do CONMETRO, existem 8 modelos de ISO de avaliao:

    Modelo 1 - ensaio de tipo, uma nica vez. o modelo mais simples de certificao, por fornecer apenas uma comprovao de que uma amostra do objeto de certificao atende a requisitos estabelecidos.

    Modelo 2: anlise de tipo, seguido por anlises de amostras do produto retiradas do comrcio para verificar se a produo continua sendo conforme a amostra inicial aprovada.

    Modelo 3: de ensaio de tipo, seguido por anlises de amostras do produto retiradas do fabricante para verificar se a produo continua sendo conforme a amostra inicial aprovada.

    Modelo 4: de ensaio de tipo, seguido por anlises de amostras do produto retiradas do comrcio para verificar se a produo continua sendo conforme a amostra inicial aprovada.

    Modelo 5: ensaio de tipo, avaliao e aprovao do sistema de qualidade do fabricante, acompanhado de auditorias no fabricante e ensaio de amostras retiradas no comercio e no fabricante para verificar se a produo continua sendo conforme a amostra inicial aprovada. Este o modelo de certificao mais completo.

  • Modelo 6: avaliao do sistema de qualidade do fabricante, onde verificada a capacidade de uma indstria para fabricar um produto conforme uma especificao determinada.

    Modelo 7: ensaio de lote em uma amostra, tomada de um lote do produto, a um ensaio pr-estabelecido, emitindo-se a certificao de todo o lote a partir dos resultados obtidos.

    Modelo 8: ensaio em 100 % dos produtos. Cada um dos produtos submetido a um ensaio preestabelecido, sendo a certificao concedida a cada produto individualmente.

    No caso de equipamentos eletromdicos, adotado o Modelo 5.

    1. Auditoria de Fbrica seguindo os padres da Norma ISO 9001 com: a) identificao e rastreabilidade do produto; b) controle de processo; c) inspeo e ensaio; d) controle de equipamento de inspeo, medio e ensaios; e) situao de inspeo; f) controle de produtos no-conformes; g) manuseio, armazenamento, embalagem e expedio; h) controle de registros da qualidade. Ensaios de Rotina seguindo a norma NBR IEC 60601-1 em 100% da produo e compreendem: a) funcionamento do equipamento: verificao das funes do equipamento; b) aterramento; c) corrente de fuga; d) rigidez dieltrica. !

    2. Ensaios de Tipo segundo as normas da srie NBR IEC 60601

    - Realizados por Laboratrio da Rede Brasileira de Laboratrios de Ensario (RBLE) - Equipamentos importados devem ter o MOU (memorandum of understanding) confirmado

    pela Comisso de Certificao do OCP. !4. Manuteno da Certificao

    - Auditorias anuais ou semestrais; - Novos ensaios de tipo: a cada 5 anos ou a partir de qualquer alterao de projetos. !

    4) Explique as principais etapas a serem cumpridas para o registro de um equipamento de risco classe III na ANVISA. O que seria diferente (no processo e em cada uma das etapas equivalentes, caso existam) se o equipamento a ser registrado fosse de risco classe I?

    Para o registro de um equipamento de Classe III, a ANVISA exige que sejam apresentados os seguintes documentos e caractersticas:

    a) Formulrio do Fabricante ou Importador de Produtos Mdicos (FFIPM).

  • b) Comprovante original de pagamento da taxa de vigilncia sanitria correspondente ao peticionamento eletrnico efetuado; c) Dados da empresa: Cpia de Autorizao de Funcionamento da Empresa (AFE), caso tenha havido alguma alterao recente; d) Rtulo, conforme item 2 do Anexo IIIB da RDC n185/01; e) Etiqueta indelvel, conforme Art. 4 da RDC n 185/01; f) Instrues de uso, conforme item 3 do Anexo IIIB da RDC n 185/01; g) Relatrio Tcnico, conforme Anexo IIIC da RDC n185/01; h) Comprovante de cumprimento dos requisitos estabelecidos em Regulamentos Tcnicos ou que venham a ser solicitados pela Anvisa. i) Certificado de Boas Prticas de Fabricao e Controle (CBPFC) emitido pela Anvisa. j) Para produtos importados: - Carta de autorizao de representao no Brasil, emitido pelo fabricante no exterior; - Certificado de Livre Comrcio (CLC). !Para equipamentos da Classe I so exigidos: !a) Ficha Tcnica do Equipamento conforme o Anexo I da IN n 13/2009; b) Comprovante original de pagamento da taxa de vigilncia sanitria correspondente; c) Cpia do Certificado de Conformidade emitido no mbito do Sistema Brasileiro de Avaliao da Conformidade (SBAC), para os equipamentos mdicos com certificao compulsria, determinada pela Anvisa, de acordo com as disposies da RDC Anvisa n 32/2007; d) Cpia do comprovante de registro ou do certificado de livre comrcio ou documento equivalente, outorgado pela autoridade competente de pases onde o produto mdico fabricado e/ou comercializado; e) Cpia de autorizao do fabricante ou exportador no exterior, para o importador comercializar seu produto mdico no Pas. Quando autorizado pelo exportador, o importador dever demonstrar a relao comercial entre o exportador e o fabricante; f) Declarao, constante no Anexo II da IN n 13/2009, assinada pelo responsvel tcnico e legal da empresa; g) Mdia eletrnica contendo o manual do usurio, modelo de rtulo, etiqueta indelvel e documento do Anexo I da IN n 13/2009; h) Cpia do Certificado de Boas Prticas de Fabricao e Controle emitido pela Anvisa para o fabricante do produto nos termos da RDC Anvisa n 59/2000; Nota: Observando-se o prazo de entrada em vigor da RDC Anvisa n 25/2009. i) Em casos especficos, o Dossi Tcnico indicado no art.10 da IN n 13/2009. !B. ACOPLAMENTO ELETROMAGNTICO E OUTRAS INTERFERNCIAS

    1) Seja um resistor de carbono de 1k e 0,125W cujos parmetros medidos experimentalmente foram R = 1,05k, Cparasita = 1,2pF, Lparasita = 14nH.

    a) Desenhe o modelo em circuito equivalente deste resistor.

  • "

    b) Calcule at que frequncia de operao se pode assumir que este resistor realmente operar de forma puramente hmica.

    " !c) Explique as associaes fsicas a cada um dos componentes do modelo.

    No modelo equivalente do resistor, teremos a capacitncia parasita em paralelo ao resistor e a indutncia parasita em srie. A capacitncia resultado da distncia entre os terminais do componente que atuam como duas placas em paralelo. A indutncia resultante do comprimento do loop criado pelos terminais do resistor. !2) O grfico abaixo representa a variao com a frequncia da impedncia de um capacitor cermico de 470 pF. Desenhe o modelo equivalente deste capacitor como um circuito no qual todas as suas no-idealidades estejam representadas quantitativa e qualitativamente. Explique a associao fsica a cada um dos itens do circuito equivalente.

    "

    !Modelo equivalente:

    fc 12 R Cpar =

    1

    2 1, 05E3 1, 2E 12 = 126, 31MHz

  • "

    !De acordo com o grfico temos:

    fo 102 MHz / Rs 380 m

    "

    Neste caso, haver alm da capacitncia desejada (C), uma capacitncia Clead resultante dos efeitos eltricos dos terminais do componente bem como uma indutncia Llead em decorrncia dos efeitos magnticos dos terminais do componente. Alm disso, temos a resistncia do metal das placas externas, definida pela rea das placas, e tambm as perdas internas do material dieltrico que formam uma resistncia dieltrica, definida pelo volume do material dieltrico.

    3) Voc quer impedir que 60% de uma corrente a 100MHz (proveniente de rudo acoplado) chegue os terminais de entrada do seu circuito amplificador transistorizado com impedncia de entrada resistiva de 60 e pretende usar um capacitor para isso.

    a) Explique como o capacitor vai realizar fisicamente isso.

    Neste caso, necessrio inserir um capacitor em paralelo ao circuito de entrada pois, a baixas freqncias, o mesmo ir atuar como um circuito aberto e no afetar o funcionamento do amplificador. medida em que a freqncia aumenta, o capacitor vai diminuindo sua impedncia e a corrente comea a passar por ele, reduzindo assim a corrente que vai para o amplificador.

    b) Calcule o valor do capacitor desejado e desenhe o diagrama esquemtico de sua colocao em relao aos terminais de entrada do amplificador.

    Verificar clculo - layout, capacitor em paralelo com os terminais do amplificador.

    Resposta: 20pF

    4) Para a mesma situao problema do exerccio anterior, use agora um indutor. a) Explique como o indutor vai realizar fisicamente isso.

    No caso do indutor, necessrio colocar o mesmo em srie com o circuito. Assim, a baixas frequncias o mesmo ir atuar como um circuito aberto, no afetando a corrente de entrada do amplificador. De acordo com o aumento da frequncia, o indutor comea a aumentar sua

    fo =1

    2 pLlead C ! Llead =1

    (2 fo)2 C =1

    (2 102 106)2 470 1012 = 5, 18nH

  • impedncia e assim atua como uma resistncia em srie, diminuindo a corrente de entrada do amplificador.

    b) Calcule o valor do indutor desejado e desenhe o diagrama esquemtico de sua colocao em relao aos terminais de entrada do amplificador.

    Verificar clculo - layout, indutor em srie com a entrada do amplificador.

    5) Como evitar que as aberturas para refrigerao e de acesso ao interior do equipamento comprometam a blindagem eletromagntica oferecida pelo gabinete?

    Senso as aberturas para refrigerao necessrias necessrio trabalhar com sua geometria para minimizar os efeitos tanto de entrada quanto de sada das ondas eletromagnticas. Furos grandes acabam desviando as correntes induzidas comprometendo a blindagem. Para evitar este efeito, ao invs de uma abertura, so feitos diversos furos em uma matriz em quantidade suficiente para dar vazo ao fluxo de ar e ao mesmo tempo minimizar ao mximo a perturbao na direo das correntes induzidas. No caso das aberturas de acesso, dependendo de seu tamanho, haver a formao de uma antena e portanto indicado que se coloquem parafusos espaados ao longo da abertura conectando as duas partes de modo que se evite um vo grande entre as paredes de metal. Alm disso, utilizar vedaes condutoras para evitar o efeito antena. !6) Explique trs possveis opes de design para minimizar interferncias eletromagnticas no circuito ainda na fase de projeto.

    1. Escolher componentes com geometria que tenha caractersticas mais adequadas como por exemplo componentes SMD ao invs de true bole para minimizar as capacitncias e indutncias parasitas.

    2. Posicionar os componentes no circuito de modo a minimizar os caminhos a serem percorridos pelas correntes com o intuito de minimizar os efeitos de campo.

    3. Definir planos de terra separados para cada parte do circuito de acordo com sua frequncia de operao, natureza do sinal, intensidade das correntes, dentre outros. !

    7) Explique duas diferenas de projeto eletrnico entre sistemas eletrnicos de Classe I e Classe II de isolao.

    Os sistemas de Classe I possuem somente a isolao bsica onde as distncias de isolamento entre os elementos condutores dos circuitos pequena. Alm disso possuem uma conexo terra.

    Os sistemas de Classe II possuem no s a isolao bsica para partes do circuito como tambm isolao dupla e reforada que exigem distncias maiores entre os elementos condutores. Alm disso, no possuem conexo de aterramento.

    8) Quais so os dois possveis efeitos causados pela eletricidade eletrosttica em circuitos?

    Dois possveis efeitos da eletricidade eletrosttica so: a formao de um campo eletromagntico causado pela separao das cargas que causar interferncia eletromagntica e a descarga eltrica em formato de arco podendo danificar o equipamento.

  • 9) Explique uma forma de imunidade via hardware e outra de imunidade via software de um sistema eletrnico em relao descarga eletrosttica.

    Imunidade de hardware: prevenir ou reduzir o acoplamento (condutivo ou irradiado) da eletrnica

    Imunidade de software: utilizar software para criar uma imunidade intrnseca do EEM ESD

    !C. ELETROQUMICA APLICAES DA LEI DE FARADAY

    1) Uma bateria construda a partir de vrias clulas voltaicas usando a reao entre Al metlico e O2 do ar. Dados: Massa molar (Al) = 27 g.mol

    -1

    F = 96.500 C.mol-1

    1h = 3.600 s 1V = 1J.C

    -1

    I = V.R-1

    1C = 1A.1s 1W = 1J.s

    -1

    a) Se o nodo de Al dessa clula consiste em 84g de alumnio, por quantas horas a bateria capaz de suprir 1A de eletricidade?

    "

    b) Se voc precisa alimentar um circuito com consumo mdio (entre operao ativa e stand by) previsto de 900 mAh, qual o peso mnimo de Al necessrio nesta bateria?

    "

    D. CONDUO ELETROLTICA E DIELTRICO

    1) Explique o mecanismo de condutividade da gua pura.

    A condutividade da gua pura se d pelo fato dela ser polar e possuir naturalmente em seu estado de equilbrio ons. Portanto, a partir de uma determinada diferena de potencial entre os eletrodos, os ons iro comear a se movimentar, carregando com eles as molculas de gua polarizadas.

    !2) Cite e explique 3 (trs) fatores que influenciam a condutividade de uma soluo salina padro.

    1. Frequncia da corrente 2. Temperatura

    84g(Al) 127

    .mol

    g 96500. C

    mol 1. J

    C 1. s

    J 13600

    .h

    s= 83, 4h

    0, 9.A.h 3600. sh 196500

    .mol

    C 27. g

    mol= 906, 5mg

  • 3. Presso!3) Calcule a condutividade inica (em S/m) de uma soluo salina padro Dados:

    Massa molar (Na) = 23 g.mol-1

    ; Massa molar (Cl) = 35 g.mol

    -1

    (Na+

    ) = 50 S.cm2.mol

    -1 (condutividade molar do Na+

    ) (Cl

    -) = 76 S.cm

    2.mol

    -1 (condutividade molar do Cl-)

    Soluo Salina Padro = 0,9% => 0,9g de NaCl em cada 100mL de gua (100 cm3). !Proporo de Na+ = 23/(23+35) => 0,3965517241*0,9g = 0,3568965517g Proporo de Cl- = 35/(23+35) => 0,6034482759*0,9g = 0,5431034483g !Na+ => 0,3568965517g * 1/23 mol/g * 50 S.cm2/mol*1/(100 cm3)*100 cm/m= 0,7758620689 S/m Cl- => 0,5431034483g*1/35 mol/g * 76 S.cm2/mol*1/(100 cm3)*100 cm/m= 1,1793103449 S/m !4) Existem 3 modelos principais para a dupla camada de cargas eltricas formadas na interface eletrodo-eletrlito. !a) Explique o modelo mais simples dos trs (i.e., Helmholtz), suas limitaes e ao menos uma situao onde sua aplicao possvel.

    Pelo modelo de Helmholtz diz que quando um condutor eletrnico colocado em contato com um condutor inico (slido ou lquido), uma dupla camada de cargas eltricas com polaridades opostas formada na conexo entre os dois. Alm disso que a carga armazenada linearmente dependente da tenso aplicada e fica distribuda uniformemente na superfcie de contato entre os dois materiais.

    Uma das limitaes deste modelo que ele no considera fatore importante como a difuso e a mistura dos ons na soluo, a possibilidade de absoro dos mesmos na superfcie do eletrodo e a interao entre o o solvente e o eletrodo.

    Apesar de no considerar cargas difusas, pode ser utilizado nos casos em que o eletrodo

    !!

  • b) Explique o modelo mais complexo dos trs (i.e., Stern), ressaltando porque este o mais completo dos trs.

    O modelo de Stern uma combinao entre os modelos de Helmholtz, apresentado anteriormente, e de Gouy-Chapman que prope um modelo difuso onde a capacitncia no uma constante e depende do potencial aplicado e da concentrao inica, tendo suas cargas distribudas como uma funo exponencial da distncia dos ons para a placa metlica do eletrodo. A modelo de Stern, ento, prev tanto a concentrao de cargas na superfcie do eletrodo quanto cargas difusas na soluo variando em concentrao em relao distncia da superfcie.

    !!

    5) O circuito eltrico equivalente abaixo representa os trs processos de conduo eletroltica em um eletrodo. Explique cada um dos itens circulados

    "

    !A. Neste caso, a Rsolu a resistncia do eletrlito e obedece a Lei de Ohm, no dependendo da

    freqncia, somente dependendo da geometria e de suas dimenses.

    B. Esta capacitncia corresponde ao potencial D.C. de meia-clula do eletrodo.

    C. Esta a capacitncia correspondente dupla camada de cargas presente na superfcie molhada dos eletrodos.

    D. Ret a resistncia do ramo faradaico que no-linear, dependente da corrente e relacionada com a energia de ativao.

    6) O que caracteriza um meio (ou material) como dieltrico em vez de condutor?

    Um dieltrico um matria que em condies normais atua como isolante eltrico, porm, sob atuao de um campo eltrico exterior que esteja acima do limite de sua rigidez dieltrica, permite o fluxo da corrente eltrica. O condutor, por sua vez conduz diretamente em praticamente todas as condies.

    7) O que polarizao?

  • A polarizao uma propriedade das ondas eletromagnticas que, por serem tridimensionais, podem sofrer variaes no vetor resultante de seu campo eltrico. Em um material ou meio, por exemplo e um material dieltrico, a perturbao da distribuio de cargas em uma regio induzida por um campo eltrico provoca a polarizao, concentrando mais ou menos cargas nesta regio.

    E. ELETRODOS E DERIVAES

    1) O que uma derivao? Diferencie uma derivao unipolar de uma derivao bipolar.

    Uma derivao a medio do fenmeno eltrico atravs do eletrodo em mais de um ponto.

    A derivao unipolar consiste em registrar as variaes de potencial obtidas pelo eletrodo positivo enquanto o eletrodo negativo posicionado a uma distncia muito grande em relao ao positivo de modo que sirva como referncia e que o eletrodo positivo somente capte os potenciais absolutos do local onde colocado.

    Na derivao bipolar, os eletrodos positivo e negativo so colocados mesma distncia do ponto que se quer medir e captam a diferena de potencial entre estes pontos.

    2) Uma derivao unipolar pode ter um registro bifsico? Caso seja possvel, descreva esta situao em que isso acontece.

    Sim, a derivao unipolar ter um registro bifsico caso registre o impulso eltrico parcialmente positivo e parcialmente negativo. Isto pode ocorrer pois um elctrodo positivo localizado no sentido da onda de propagao do impulso regista uma deflexo positiva (acima da linha de base) enquanto registra uma deflexo negativa quando est em localizao oposta ao sentido de propagao do impulso. Caso o mesmo esteja em um sentido perpendicular direco de propagao do impulso, ir registar uma deflexo positiva quando o impulso se aproxima e uma deflexo negativa quando se afasta, resultando numa deflexo bifsica.

    3) Explique que arranjos espaciais ou dimenses fsicas devem ser manipuladas para podermos controlar a) A profundidade de registro de uma derivao bipolar?

    A profundidade controlada pela distncia entre os centros de massa dos eletrodos. b) A impedncia de um eletrodo?

    A impedncia do eletrodo controlada a partir de sua rea (muitas vezes padronizada) e pela superfcie de contato com o meio (a pele, por exemplo). No caso da pele, o uso de um gel apropriado ir moldar a superfcie de contato.

    Neste caso, duas grandezas influenciam esta impedncia, a rea do eletrodo (EA) - rea da interface metal/eletrlito - e a rea efetiva do eletrodo (EEA) - rea da interface do meio de contato (eletrlito) e o tecido.

    c) A sua resoluo espacial? !

  • A resoluo espacial a medida da dimenso da rea que est sendo medida pelo eletrodo. Caso um eletrodo tenha uma rea de contato muito grande, ir captar sinais eltricos de toda esta reviso, apresentado sua medida como a mdia dos sinais eltricos da regio.

    4) Sobre eletrodos polarizveis e no-polarizveis, a) Diferencie as duas classes e d exemplos de eletrodos de cada uma delas

    Aqui temos os eletrodos perfeitamente polarizveis onde: - Nenhuma carga cruza a interface eletrodo-eletrlito; - Toda a corrente do tipo de deslocamento; - Possui comportamento capacitivo.

    Exemplo:

    E os eletrodos perfeitamente no-polarizveis - A corrente passa livremente na interface eletrodo-eletrlito; - No h energia de ativao necessria; - Possui comportamento resistivo.

    Exemplo:

    b) Porque evitamos usar eletrodos fortemente polarizados para registros clnicos?

    5) Cite e explique pelo menos dois motivos bioeltricos que justifiquem a preferncia por eletrodos de Ag | AgCl em registros clnicos no-invasivos.

    1. O potencial de meia-clula de Ag|AgCl depende do logaritmo da concentrao de Cl-, que pode ser controlado pelo Gel condutivo.

    2. Com a utilizao do Gel condutivo (rico em Cl-) este tipo de eletrodo possui potencial de meia-clula estvel, baixa impedncia e baixo rudo trmico. Este dois fatores combinados fazem com que este tipo de eletrodo oferea uma maior qualidade de registro.

    F. SINAIS BIOELTRICOS E RUDO DURANTE REGISTRO

    1) Explique o que , como gerado e que medidas corretivas podem ser feitas (no equipamento ou no protocolo de captao) para minimizar os efeitos do a) rudo de 60Hzb) artefato de movimento

    c) jitter muscular

    2) Explique como gerado, quais seus padres tpicos e quais os valores de frequncia e amplitude tpicos de cada um dos seguintes sinais a) Eletrocardiograma (clnico) e Eletrocardiograma (monitorao) b) Eletromiograma de superfcie e Eletromiograma de uma nico MUAP

    c) Eletroencefalograma

  • d) Eletroretinograma

    Somente sero aceitas respostas individuais e em papel, impressas ou manuscritas. Bom trabalho.