LOM Atualizada Ate Emenda 29

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LEI ORGNICA DO MUNICPIO DE PORTO ALEGRE (Atualizada at a Emenda n 29, de 06 de maio de 2010) PREMBULO O povo do Municpio de Porto Alegre, por seus representantes, reunidos em Cmara Constituinte, com os poderes outorgados pelas Constituies da Repblica Federativa do Brasil e do Estado do Rio Grande do Sul, e o pensamento voltado para a construo de uma sociedade soberana, livre, igualitria e democrtica, fundada nos princpios da justia, do pleno exerccio da cidadania, da tica, da moral e do trabalho, promulga, sob a invocao de Deus, esta LEI ORGNICA. TITULO I DA ORGANIZAO DO MUNICPIO, PODERES EXECUTIVO E LEGISLATIVO CAPTULO I Dos Princpios Gerais da Organizao Municipal Art. 1 O Municpio de Porto Alegre, pessoa jurdica de direito pblico interno, parte integrante da Repblica Federativa do Brasil e do Estado do Rio Grande do Sul, no pleno uso de sua autonomia poltica, administrativa e financeira, reger-se- por esta Lei Orgnica e demais leis que adotar, respeitados os princpios estabelecidos nas Constituies Federal e Estadual. Pargrafo nico Todo o poder do Municpio emana do povo porto-alegrense, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Lei Orgnica. Art. 2 So Poderes do Municpio, independentes e harmnicos entre si, o Legislativo e o Executivo. Pargrafo nico vedada a delegao de atribuies entre os Poderes. Art. 3 mantido o atual territrio do Municpio. Art. 4 O dia 26 de maro a data magna de Porto Alegre. Art. 5 So smbolos do Municpio de Porto Alegre o braso, a bandeira e outros estabelecidos em lei. Art. 6 O Municpio promover vida digna aos seus habitantes e ser administrado com base nos seguintes compromissos fundamentais: I transparncia pblica de seus atos; II moralidade administrativa; III participao popular nas decises; IV descentralizao poltico-administrativa; V prestao integrada dos servios pblicos.

Art. 7 A autonomia do Municpio se expressa atravs da: I eleio direta dos Vereadores; II eleio direta do Prefeito e do Vice-Prefeito; III administrao prpria, no que respeita ao interesse local. Art. 8 Ao Municpio compete, privativamente: I elaborar o oramento, estimando a receita e fixando a despesa, com base em planejamento adequado; II instituir e arrecadar os tributos de sua competncia, e fixar e cobrar tarifas e preos pblicos, com a obrigao de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; III organizar e prestar diretamente ou sob regime de concesso ou permisso, sempre atravs de licitao, os servios pblicos de interesse local e os que possuem carter essencial, bem como dispor sobre eles; IV licenciar para funcionamento os estabelecimentos comerciais, industriais, de servios e similares, mediante expedio de alvar de localizao; V - suspender ou cassar o alvar de localizao do estabelecimento que infringir dispositivos legais; VI organizar o quadro e estabelecer o regime nico para seus servidores; VII dispor sobre a administrao, utilizao e alienao de seus bens, tendo em conta o interesse pblico; VIII adquirir bens e servios, inclusive mediante desapropriao por necessidade pblica ou interesse social; IX elaborar os planos diretores de desenvolvimento urbano, de saneamento bsico e de proteo ambiental; X promover adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupao do solo urbano; XI estabelecer normas de edificao, de loteamento, de arruamento e de zoneamento urbano, bem como as limitaes urbansticas convenientes organizao de seu territrio; XII criar, organizar e suprimir distritos e bairros, consultados os muncipes e observada a legislao pertinente; XIII participar de entidade que congregue outros Municpios integrados regio, na forma estabelecida pela lei; XIV regulamentar e fiscalizar a utilizao dos logradouros pblicos, especialmente no permetro urbano;

XV sinalizar as vias urbanas e as estradas municipais; XVI normatizar, fiscalizar e promover a coleta, o transporte e a destinao final dos resduos slidos domiciliares e de limpeza urbana; XVII dispor sobre servio funerrio e cemitrios, encarregando-se dos que forem pblicos e fiscalizando os pertencentes s entidades privadas; XVIII regulamentar, autorizar e fiscalizar a fixao de cartazes e anncios publicitrios de qualquer pea destinada venda de marca ou produto; XIX estabelecer e impor penalidades por infrao de suas leis e regulamentos; XX dispor sobre depsito e venda de mercadorias apreendidas em decorrncia de transgresso legislao municipal; XXI estabelecer servides administrativas necessrias realizao de servios pblicos; Pargrafo nico Para efeito do disposto no inciso XVIII, considera-se publicitria toda pea de propaganda destinada venda de marca ou produto comercial. Art. 9 Compete ao Municpio, no exerccio de sua autonomia: I organizar-se administrativamente, observadas as legislaes federal e estadual; II prover a tudo quanto concerne ao interesse local, tendo como objetivo o pleno desenvolvimento de suas funes sociais, promovendo o bem-estar de seus habitantes; III estabelecer suas leis, decretos e atos relativos aos assuntos de interesse local; IV administrar seus bens, adquiri-los e alien-los, aceitar doaes, legados e heranas e dispor sobre sua aplicao; V desapropriar, por necessidade ou utilidade pblica, ou por interesse social, nos casos previstos em lei; VI constituir a Guarda Municipal, destinada proteo dos bens, servios e instalaes municipais, conforme dispuser a lei; VII constituir servios civis auxiliares de combate ao fogo, de preveno de incndios e de atividades de defesa civil, na forma da lei; ver Lei Complementar n 420/98 (Cdigo de Proteo contra Incndio). VIII implantar, regulamentar, administrar e gerenciar equipamentos pblicos de abastecimento alimentar; IX prover a defesa da flora e da fauna e o controle da poluio ambiental; X preservar os bens e locais de valor histrico, cultural ou cientfico;

XI dispor sobre os registros, vacinao e captura de animais, vedadas quaisquer prticas de tratamento cruel; XII ordenar as atividades urbanas, fixando condies e horrio, para atendimento ao pblico, de estabelecimentos bancrios, industriais, comerciais e similares, observadas as normas federais e estaduais pertinentes. ver Lei Complementar n 12/75 (posturas). Art. 10 - O Municpio pode celebrar convnios com a Unio, o Estado e outros Municpios, mediante autorizao da Cmara Municipal, para execuo de servios, obras e decises, bem como de encargos dessas esferas. 1 O Municpio participar de organismos pblicos que contribuam para integrar a organizao, o planejamento e a execuo de funo pblica de interesse comum. 2 Pode ainda o Municpio, atravs de convnios ou consrcios com outros Municpios da mesma comunidade scioeconmica, criar entidades intermunicipais para a realizao de obras, atividades ou servios especficos de interesse comum, devendo ser aprovados por Leis dos Municpios que deles participarem. 3 permitido delegar, entre o Estado e o Municpio, tambm por convnio, os servios de competncia concorrente, assegurados os recursos necessrios. CAPTULO II Dos Bens Pblicos Municipais Art. 11 Constituem o patrimnio municipal os bens imveis, mveis e semoventes, e os direitos e aes que, a qualquer ttulo, pertenam ao Municpio. Art. 12 A alienao de bens municipais, subordinada existncia de interesse pblico devidamente justificado, ser sempre precedida de avaliao e obedecer ao seguinte: I quando imveis, depender de autorizao legislativa e concorrncia pblica, dispensada esta nos casos de permuta; II quando mveis, depender de licitao, dispensada esta nos casos de doao, que ser permitida somente por interesse social. Pargrafo nico A venda, aos proprietrios lindeiros, respeitada a preferncia do antigo proprietrio, das reas urbanas remanescentes e inaproveitveis para edificao resultantes de obras pblicas ou de modificao de alinhamento depender de prvia avaliao e autorizao legislativa, dispensada a concorrncia pblica. Art. 13 - O Municpio utilizar seus bens dominiais como recursos fundamentais para a realizao de polticas urbanas, especialmente em habitao popular e saneamento bsico, podendo, para essa finalidade, vend-los ou permut-los. 1 Enquanto os bens dominiais municipais no tiverem destinao definitiva, no podero permanecer ociosos, devendo ser ocupados em permisso de uso, nos termos da lei.

2 Em casos de reconhecido interesse pblico e carter social, o Municpio tambm poder realizar concesses reais de uso de seus bens dominiais, contendo elas sempre clusulas de reverso desses bens. 3 O Municpio revogar as doaes que tiverem destinao diversa da ajustada em contrato ou as que no cumpriram as finalidades no prazo de quatro anos. Art. 14 Os bens de uso comum do povo devem ter sempre um conjunto mnimo de elementos naturais ou de obras de urbanizao que caracterizem sua destinao. Pargrafo nico As reas verdes podem ser cultivadas e mantidas com a participao da comunidade. Art. 15 O uso de bens municipais por terceiros poder ser feito mediante concesso, permisso ou autorizao, conforme o caso, atendido o interesse pblico, coletivo ou social, nas seguintes condies: I a concesso de direito real de uso de bens dominiais para uso especial far-se- mediante contrato, sob pena de nulidade do ato, e ser sempre precedida de concorrncia pblica; II a concesso de direito real de uso de bens de uso comum somente poder ser outorgada mediante lei e para finalidade de habitao e educao ou assistncia social; III a permisso ser feita por decreto; IV a autorizao ser feita, por decreto, pelo prazo mximo de noventa dias. Pargrafo nico Em qualquer hiptese, o Poder Pblico promover ampla discusso com a comunidade local. ver Lei n 8056/97. Art. 16 Revertero ao Municpio, ao termo da vigncia de toda concesso para o servio pblico local, com privilgio exclusivo, todos os bens materiais do mesmo servio, independentemente de qualquer indenizao. CAPTULO III Da Administrao Pblica Art. 17 A administrao pblic