NBT TG 1000

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Normas Brasileiras de Contabilidade para Pequenas e Mdias Empresas

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RESOLUO CFC N. 1.255/09 Aprova a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Mdias Empresas.

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exerccio de suas atribuies legais e regimentais, CONSIDERANDO que o Conselho Federal de Contabilidade, em conjunto com outras entidades, membro do Comit de Pronunciamentos Contbeis (CPC), criado pela Resoluo CFC n. 1.055/05; CONSIDERANDO que o CPC tem por objetivo estudar, preparar e emitir Pronunciamentos Tcnicos sobre procedimentos de contabilidade e divulgar informaes dessa natureza, visando permitir a emisso de normas uniformes pelas entidades-membro, levando sempre em considerao o processo de convergncia s normas internacionais; CONSIDERANDO que o Comit de Pronunciamentos Contbeis, a partir da IFRS for SMEs do IASB, aprovou o Pronunciamento Tcnico PME Contabilidade para Pequenas e Mdias Empresas,

RESOLVE: Art. 1. Aprovar a NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Mdias Empresas. Art. 2. Esta Resoluo entra em vigor nos exerccios iniciados a partir de 1. de janeiro de 2010.

Braslia, 10 de dezembro de 2009.

Contadora Maria Clara Cavalcante Bugarim Presidente

Ata CFC n. 932

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NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE NBC TG 1000 CONTABILIDADE PARA PEQUENAS E MDIAS EMPRESAS Seo Seo 1 Seo 2 Seo 3 Seo 4 Seo 5 Seo 6 ndice INTRODUO PEQUENAS E MDIAS EMPRESAS CONCEITOS E PRINCPIOS GERAIS APRESENTAO DAS DEMONSTRAES CONTBEIS BALANO PATRIMONIAL DEMONSTRAO DO RESULTADO E DEMONSTRAO DO RESULTADO ABRANGENTE DEMONSTRAO DAS MUTAES DO PATRIMNIO LQUIDO E DEMONSTRAO DE LUCROS OU PREJUZOS ACUMULADOS DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA NOTAS EXPLICATIVAS S DEMONSTRAES CONTBEIS DEMONSTRAES CONSOLIDADAS E SEPARADAS POLTICAS CONTBEIS, MUDANA DE ESTIMATIVA E RETIFICAO DE ERRO INSTRUMENTOS FINANCEIROS BSICOS OUTROS TPICOS SOBRE INSTRUMENTOS FINANCEIROS ESTOQUES INVESTIMENTO EM CONTROLADA E EM COLIGADA INVESTIMENTO EM EMPREENDIMENTO CONTROLADO EM CONJUNTO (JOINT VENTURE) PROPRIEDADE PARA INVESTIMENTO ATIVO IMOBILIZADO ATIVO INTANGVEL EXCETO GIO POR EXPECTATIVA DE RENTABILIDADE FUTURA (GOODWILL) COMBINAO DE NEGCIOS E GIO POR EXPECTATIVA DE RENTABILIDADE FUTURA (GOODWILL) OPERAES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL PROVISES, PASSIVOS CONTINGENTES E ATIVOS CONTINGENTES Apndice Guia sobre reconhecimento e mensurao de proviso Seo 22 PASSIVO E PATRIMNIO LQUIDO Apndice Exemplos de tratamento contbil para o emissor de

Seo 7 Seo 8 Seo 9 Seo 10 Seo 11 Seo 12 Seo 13 Seo 14 Seo 15 Seo 16 Seo 17 Seo 18 Seo 19 Seo 20 Seo 21

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instrumento de dvida conversvel Seo 23 Seo 24 Seo 25 Seo 26 Seo 27 Seo 28 Seo 29 Seo 30 Seo 31 Seo 32 Seo 33 Seo 34 RECEITAS Apndice Exemplos de reconhecimento de receita SUBVENO GOVERNAMENTAL CUSTOS DE EMPRSTIMOS PAGAMENTO BASEADO EM AES REDUO AO VALOR RECUPERVEL DE ATIVOS BENEFCIOS A EMPREGADOS TRIBUTOS SOBRE O LUCRO EFEITOS DAS MUDANAS NAS TAXAS DE CMBIO E CONVERSO DE DEMONSTRAES CONTBEIS HIPERINFLAO EVENTO SUBSEQUENTE DIVULGAO SOBRE PARTES RELACIONADAS ATIVIDADES ESPECIALIZADAS

Seo 35 ADOO INICIAL DESTA NORMA GLOSSRIO DE TERMOS(Includo pela Resoluo CFC n 1.285/10)

Esta Norma apresentada nas Sees de 1 a 35.

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IntroduoP1 O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) emite suas normas, interpretaes e comunicados tcnicos de forma convergente com as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB e promoo do uso dessas normas em demonstraes contbeis para fins gerais no Brasil e outros relatrios financeiros. Outros relatrios financeiros compreendem informaes fornecidas fora das demonstraes contbeis que auxiliam na interpretao do conjunto completo de demonstraes contbeis ou melhoram a capacidade do usurio de tomar decises econmicas eficientes. As normas, interpretaes e comunicados tcnicos definem as exigncias de reconhecimento, mensurao, apresentao e divulgao relacionados a transaes e outros eventos e condies que so importantes em demonstraes contbeis para fins gerais. Elas tambm podem definir as exigncias para transaes, eventos e condies que surgem principalmente em segmentos especficos. So baseadas na NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL Estrutura Conceitual para a Elaborao e Apresentao das Demonstraes Contbeis, que aborda os conceitos subjacentes informao apresentada em demonstraes contbeis para fins gerais. O objetivo da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL facilitar a formulao consistente e lgica das normas. Ele tambm fornece uma base para o uso de julgamento na soluo de problemas de contabilidade.

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Demonstraes contbeis para fins geraisP4 As normas, interpretaes e comunicados tcnicos so elaborados para serem aplicados s demonstraes contbeis para fins gerais e outros relatrios financeiros de todas as empresas com fins lucrativos. As demonstraes contbeis para fins gerais so dirigidas s necessidades comuns de vasta gama de usurios externos entidade, por exemplo, scios, acionistas, credores, empregados e o pblico em geral. O objetivo das demonstraes contbeis oferecer informao sobre a posio financeira (balano patrimonial), o desempenho (demonstrao do resultado) e fluxos de caixa da entidade, que seja til aos usurios para a tomada de decises econmicas. Demonstraes contbeis para fins gerais so aquelas direcionadas s necessidades de informao financeira gerais de vasta gama de usurios que no esto em posio de exigir relatrios feitos sob medida para atender suas necessidades particulares de informao. As demonstraes contbeis de uso geral incluem aquelas que so apresentadas separadamente ou dentro de outro documento pblico como um relatrio anual ou um prospecto.

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Contabilidade para pequenas e mdias empresas (PMEs)P6 O CFC est emitindo em separado esta Norma para aplicao s demonstraes contbeis para fins gerais de empresas de pequeno e mdio porte (PMEs),

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conjunto esse composto por sociedades fechadas e sociedades que no sejam requeridas a fazer prestao pblica de suas contas. Esta Norma denominada: Contabilidade para Pequenas e Mdias Empresas (PMEs). P7 O termo empresas de pequeno e mdio porte adotado nesta Norma no inclui (i) as companhias abertas, reguladas pela Comisso de Valores Mobilirios CVM; (ii) as sociedades de grande porte, como definido na Lei n. 11.638/07; (iii) as sociedades reguladas pelo Banco Central do Brasil, pela Superintendncia de Seguros Privados e outras sociedades cuja prtica contbil ditada pelo correspondente rgo regulador com poder legal para tanto. Ver Seo 1. As PMEs muitas vezes produzem demonstraes contbeis apenas para o uso de proprietrios-administradores ou apenas para o uso de autoridades fiscais ou outras autoridades governamentais. Demonstraes contbeis produzidas apenas para esses propsitos no so, necessariamente, demonstraes contbeis para fins gerais. As leis fiscais so especficas, e os objetivos das demonstraes contbeis para fins gerais diferem dos objetivos das demonstraes contbeis destinadas a apurar lucros tributveis. Assim, no se pode esperar que demonstraes contbeis elaboradas de acordo com esta Norma para PMEs sejam totalmente compatveis com as exigncias legais para fins fiscais ou outros fins especficos. Uma forma de compatibilizar ambos os requisitos a estruturao de controles fiscais com conciliaes dos resultados apurados de acordo com esta Norma e por outros meios.

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Aplicabilidade desta Norma para PMEsP10 Uma definio clara por parte dos reguladores e autoridades que aprovarem a adoo desta Norma para a classe de empresas para a qual a NBC TG 1000 se destina como definido na Seo 1 desta Norma essencial para que (a) o CFC possa decidir sobre requisitos de contabilidade e divulgao apropriadas para aquela classe de empresas e (b) as autoridades legislativas e regulatrias, preparadores, e empresas que emitem demonstraes contbeis e seus auditores estejam cientes do alcance da aplicabilidade da NBC TG 1000 para PMEs. Uma definio clara tambm essencial para que empresas que no so de pequeno e mdio porte, e, portanto no so elegveis para usar a NBC TG 1000 para PMEs, no afirmem que esto em conformidade com ela (ver item 1.5).

Organizao desta NormaP11 Esta Norma para PMEs est organizada por tpicos, cada tpico sendo apresentado em seo numerada em separado. Referncias cruzadas para itens so identificadas pelo nmero da seo, seguido do nmero do item. Os nmeros dos itens esto no formato xx.yy, onde xx o nmero da seo e yy o nmero sequencial do item dentro daquela seo. Em exemplos que incluem quantias monetrias, a unidade de medida apresentada como sendo $.

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P12 Todos os itens na Norma tm igual autoridade. Algumas sees incluem apndices de orientao para implementao, que no so parte da Norma, mas sim orientao para sua aplicao.

Manuteno do contedo da NormaP13 O CFC espera fazer uma reviso abrangente da experincia da adoo da Contabilidade para PMEs depois de um perodo de dois anos de utilizao. O CFC espera propor emendas para abordar problemas de implementao identificados nessa reviso. Ele tambm considera novas normas e emendas s existentes que possam vir a ser adotadas. P14 Depois da reviso inicial de implementao, o CFC espera propor emendas pela publicao de uma minuta para discusso aproximadamente uma vez a cada trs anos. No desenvolvimento dessas minutas para discusso, ele espera considerar as novas normas e as emendas s existentes que foram adotadas nos trs anos anteriores, assim como problemas especficos que tenham sido trazidos sua ateno a respeito de possveis melhorias a esta Norma. A inteno que esse ciclo de trs anos seja um plano probatrio, e no um compromisso firme. De acordo com a ocasio, ele pode identificar um problema para o qual uma emenda possa precisar ser considerada mais cedo do que no ciclo normal de trs anos. At que esta Norma seja alterada, quaisquer mudanas que o CFC possa fazer ou propor com respeito as suas normas, interpretaes e comunicados tcnicos no se aplicam Contabi