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NC? 1 1985 Março Pão pan quem tem fome . . . . . . . . . . . . . . . . .. • • I A contrição , alma da conversão . . . . . . . . . . . . . . 4 Nossos pais " equipislas" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Que este Ano Internacional da Juventude seja também para os pais e educadores 7 C.F. 85: Pão para quem tem fome . . . . . . . . . . . . 8 Diagnóstico: fome . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . ll Um gesto concreto das Equipes de São Carlos • • 14 Presença da ECIR no Norte e Nordeste . . . . . . . 16 "O Movimento nos ensina a viver como casal" 19 A Semana da Família em Riberão Prelo • . . . . 20 vinte e cinco anos no Rio de Janeiro . . . . 21 Notícias dos Setores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

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NC? 1 1985

Março

Pão pan quem tem fome . . . . . . . . . . . . . . . . .. • • I

A contrição, alma da conversão . . . . . . . . . . . . . . 4

Nossos pais "equipislas" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5

Que este Ano Internacional da Juventude

seja também para os pais e educadores 7

C.F. 85: Pão para quem tem fome . . . . . . . . . . . . 8

Diagnóstico: fome . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .. . ll

Um gesto concreto das Equipes de São Carlos • • 14

Presença da ECIR no Norte e Nordeste . . . . . . . 16

"O Movimento nos ensina a viver como casal" 19

A Semana da Família em Riberão Prelo • . . . . 20

Há vinte e cinco anos no Rio de Janeiro . . . . 21

Notícias dos Setores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

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EDITORIAL

PÃO PARA QUEM TEM FOME

Um novo ano. Novamente a quaresma, tempo de penitência, de oração. Tempo em que a Igreja se prepara para reviver o su­premo sacrifício de Jesus, aceite livremente como o mais extra­ordinário gesto de amor pelo homem, por todos os homens, por cada homem : dar a sua vida para que pudéssemos ter vida!

Morte e vida. Paixão e ressurreição. Eis o grande mistério que a Igreja celebr a, que nós celebramos na Semana Santa.

Este espírito de morte e vida deve nos envolver, nos conta­giar, nos mover neste tempo. Para isto devemos pedir a Deus, com orações, sacrifícios e jejuns, que a graça de Deus nos per­mita, mais do que nunca, à semelhança de Cristo, saber morrer de alguma forma para que a vida possa explodir de algum modo, para alguém, em algum lugar; para que possamos, com gestos concretos, ampliar o Reino da Fraternidade que Ele inaugurou P

que a Igreja tem como missão concretizar.

No cumprimento desta sua missão, a Igreja do Brasil inicia, todos os anos, neste tempo, a Campanha da Fraternidade, visan­do uma maior sensibilidade de todos diante dos problemas que afligem o homem e uma maior participação na construção do Reino, que "se fundamenta em Deus, nosso Pai, que em Cristo nos escolheu e santificou, e se expressa na busca da fraternidade entre os homens". (Texto-base da CF, n.0 47) .

o

A Campanha deste ano, associando.JSe à celebração do 11." Congresso Eucarístico N acionai, a realizar-se em Aparecida nos ciias 16 a 21 de junho, tem como tema "Pão para quem tem fome". Os dois eventos têm por objetivo contribuir ao aprofundamento da questão da fome e atender à necessidade de dar pão a quem

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não tem (cf. 01), "procurando mobilizar a todos para a reflexão P. ação em torno de um problema que é, ao mesmo tempo, causa P. efeito de injustiça, de desemprego, doen-ça, violência, não-vida: a fome!" (cf. 03) .

O Texto-base segue o método utilizado nas Campanhas an­teriores: ver, julgar, agir. Não pretendemos deter-nos aqui no estudo desse texto, pois acreditamos que todos já o possuem e já se debruçaram sobre ele. De mais a mais, a realidade da fome aí está e, mesmo não querendo, ninguém pode deixar de vê-la, pois, embora o problema seja mais crucial em determinadas re­giões (o Nordeste, por exemplo), ele existe por todo o nosso Brasil.

Gostaríamos de chamar a atenção para o julgamento desta realidade à luz da Palavra de Deus, no Magnificat, o cântico que rezamos todos os dias, em que Maria, "iluminada pela presença de Cristo em sua pessoa, reconhecendo-se pequena e pobre, re­sume a história da salva-ção do universo, cantando as grandes obras de Deus de que ela participa, a rejeição da auto-suficiên­cia, do poder e da riqueza, a justiça que dá mais a quem possuí menos e a presença do Senhor em Israel, cuja missão é tornar realidade a Sua obra" (32) .

O fim de toda a criação está na vida, na auto-realização, na felicidade do homem, mas o pecado fez com que essa ordem fosse invertida e colocou como fim a riqueza e o poder. E como conse­qüência a injustiça, o sofrimento para o homem (cf. 52, 53, 54) .

A Igreja, os cristãos, têm o dever e o direito de esforçar-se para construir, com Cristo, o Reino da fraternidade, onde os ho­mens se amem como irmãos, procurando desenvolver o espírito de partilha e empenhando-se na criação de estruturas sociais que viabilizem e concretizem tal espírito. "Na consciência da comu­nidade de fé, vão ficando cada vez mais claros dois níveis de a-ção, necessários e inseparáveis, no serviço da fraternidade: a ajuda fraterna ao irmão que sofre e o empenho na construção de estruturas sociais justas que permitam a todos os homens vi­ver com dignidade" (78).

o

Queridos casais das Equipes de Nossa Senhora. Ante . essa problemática da fome que vitima tantos irmãos nossos:

Em nossa equipe, em nosso Setor, o que estamos fazendo? O que faremos? E cada um de nós, o que fará?

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Aos casais responsáveis de Setor : Vocês têm, nesse Texto­-base, farto material para estudo, reflexão e um possível plane­jamento de atuação. Como sugestão de dinâmica: - Estudo, re­flexão e troca de idéias nas próprias equipes, com questões ex­traídas do Texto-base, a critério do Setor. - Tarde de estudos, onde o tema seria retomado e debatido em equipes mistas, e, em seguida, um plenário para conclusões finais.

Que o Espírito do Senhor nos ilumine a todos a fim de que possamos melhor conhecer e melhor realizar a vontade de Deus neste ano.

Cidinha e Igar

A Igreja, quando fala de situações de pecado ou denuncia como pecados sociais çertas situações ... , sabe e proclama que tais casos de pecado social são o fruto, a acumul~ção e a concentração de muitos pecados pessoais. Tra­ta-se dos pecados pessoalíssimos de quem gera ou favorece a iniqüidade ou a desfruta; de quem, podendo fazer a.lgu:ma coisa para evitar, ou eliminar, ou pelo menos limitar certos males ~s. deixa de o fazer por preguiça, por medo ou temerosa conivência, por cumplicidade disfarçada ou por indife­rença; de quem procura escusas na pretensa impossibilidade de mudar o mun­do; e, ainda, de quem pretende esquivar-se ao cansaço e ao sacrifício, adu­zindo razões espeçiosas de ordem superior. As verdadeiras responsabilidades, portanto, são das pessoas. No fundo de cada situação de pecado, encontram­-se sempre pessoas pecadoras.

JOAO PAULO II

(Exortação Apostólica "Reooneillação e Penitência" 2-12-84. n° 16)

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A PALAVRA DO PAPA

A CONTRIÇÃO, ALMA DA CONVERSAO

Um homem não se põe a caminho para uma verdadeira e ge­nuína penitência enquanto não perceber que o pecado contrasta com a norma ética, inscrita no íntimo do próprio ser, enquanto não reconhecer ter feito a experiência pessoal e responsável de uma tal oposição; enquanto não disser não apenas "o pecado exis­te", mas "eu pequei"; enquanto não admitir que o pecado intro­duziu na sua consciência uma divisão, que avassala todo o seu ser e o separa de Deus e dos irmãos.

O sinal sacramental desta limpidez da consc1encia é o ato tradicionalmente chamado exame de consciência, ato que deve­ria ser sempre, não tanto uma introspecção psicológica ansiosa, mas o confronto sincero e sereno com a lei moral interior, com a.s normas evangélicas propostas pela Igreja, com o próprio Je­sus Cristo, que é para nós mestre e modelo de vida e com o Pai Celeste que nos chama ao bem e à perfeição.

Mas o ato essencial da Penitência, da parte do penitente, é a contrição, ou seja, um claro e decidido repúdio do pecado co­metido, juntamente com o propósito de não o tornar a cometer, ·pelo amor que se tem a Deus e que renasce com o arrependi­mento. Entendida deste modo a contrição é, pois, o princípio e a alma da conversão, daquela metanóia evangélica que reconduz o homem a Deus, como o filho pródigo que volta ao pai, e que tem no sacramento da Penitência o seu sinal visível e aperfei­çoador da própria contrição. Por isso, "desta contrição do cora­ção depende a verdade da penitência".

Não raro se considera a conversão e a contrição sob o aspecto das inegáveis exigências que elas comportam e da mortificação que impõem em ordem a uma radical mudan-ça de vida. Mas é bom recordar e acentuar que contrição e conversão são, sobre­tudo, uma aproximação da santidade de Deus, um reencontro da própria verdade interior, obscurecida e transtornada pelo peca­do, um libertar-se no mais profundo de si próprio e, por isso, um reconquistar a alegria perdida, a alegria de ser salvo, que a maio­ria dos homens do nosso tempo já não sabe saborear.

(Reooncilia.tio et Paenitencia, nQ 31)

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NOSSOS PAIS "EQUIPISTAS"

O texto que segue - conclusões do debate final de um Enr.ontro de Jovens (Ba.uru, agosto de 1984) - parece-nos bastante apropriado para iniciarmos o Ano Internacional õa ,Juventude. Marie e Louis D'Amonville, Dirce e Rubens, já

nos alertaram. Agora são nossos próprios filhos a nos inter­pelar. Possam os questionamentos leva.ntados nos levar a um sério exame de consciência, a dois e em equipe.

Dois temas foram debatidos : "Opção preferencial pelos po­bres e pelos jovens" e "Família". Ambas as palestras, muitíssimo boas, desembocaram em grande debate, o qual finalizou na ter­ceira palestra: "Testemunho jovem". Com a base filosófica que nos foi dada nas duas primeiras palestras e com a temática pro­porcionada pela terceira, questionamos o todo: o jovem, a famí­lia, a Igreja.

Causou-nos uma certa preocupação o fato de estarem presen­tes 31 jovens, entre 13 e 20 anos, filhos de equipistas e amigos destes. Por que esse pequeno número de jovens sP. há tantos equi­pistas com filhos nessa faixa etária? Por que essa aparente falta de interesse em participar por parte de seus filhos? (1) Respos­ta: o exemplo cristão.

Muitos de nós, jovens, vemos alguns de vocês equipistas irem para as reuniões das Equipes, jantarem lá, depois de algumas horas voltarem para casa. Vemos vocês telefonando e conver­sando com os outros casais. Vemos vocês comentando que pre­r.isam fazer o tema ... mas vemos que raramente sentam conosco e conversam como seres de bom senso sobre nossas vidas. Nós

ll) Dos 31 jovens, apenas 16 eram filhos de equipistas.

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vemos que vocês discutem seus problemas nas suas reuniões. E conosco? Nós vemos que vocês (ou só a mãe) costumam rezar. "F. conosco? Nós os ouvimos falar que isso é muito bom, que aquilo também; mas quando é que vão demonstrar no dia-a-dia que aquilo tudo que fazem lá serve para alguma coisa? Parece que nftp aprendem coisas do cotidiano lá. Será só teoria?

Se alguém é equipista e não se esmerar em ser exemplo de verdadeiro cristão, por que seus filhos deveriam achar interes­sante seguí-lo, participando e se tornando exemplo de cristão ativo? Equipistas, deixem seu orgulho humano de lado, conhe­çam e se abram aos seus filhos. A Igreja latino-americana adotou um novo posicionamento de vida: a Igreja de Roma e do Mundo há 20 anos já mudou, com o advento do Concílio Vaticano 11.

Pais equipistas, vocês são a cabeça da Família, a qual é a base social de nossa religião; se vocês não se tornarem, dentro de suas casas, exemplo vivo do que tanto participam, não esperem muito que seus filhos achem a doutrina cristã algo interessante de ser assumido como diretriz de vida.

Nós, filhos , observamos muito o que vocês pais fazem; se vocês se dizem cristãos mas não nos dão este testemunho como tal, nós percebemos, e chegamos às vezes até a duvidar da re­ligião, e não é culpa dela, mas sim de todos os que dizem que seguem e não cumprem, decepcionando-nos, fazendo com que du · videmos e até nos afastemos dela.

Aí vem aquela lembrança da afirmação de São Paulo: "A FÉ SEM OBRAS É V A".

Cláudio e João Vicente

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Que este Ano Internacional da Juventude seja também para os pais e os educadores ocasião favorável para uma revisão das suas responsabilidades para com os jovens. Acontece que mui­tas vezes os seus conselhos são recusados e o que fazem é posto em causa. E, no entanto, eles têm muito para dar quanto à sabedoria, coragem e experiência. A sua missão de acompa­nhar os jovens na busca de orientação não pode ser assumida por mais ninguém. Os valores e os modelos que apresentam aos jovens hão-de, porém, ser refletidos claramente na sua própria vida; de outro modo, as suas palavras ficariam privadas de po­der de persuasão e a sua vida marcada por uma contradição que os jovens com toda a razão não aceitariam.

o

Não é verdade que os pais crêem, por vezes, ter cumprido os seus deveres para com os filhos só porque lhes. ofereceram, além da satisfação das necessidades basilares, a abundância de bens materiais, muito embora não lhes tenham dado respostas para a sua vida? Não é verdade que, procedendo assim, eles estão a transmitir às novas gerações um mundo que serâ pobre quanto aos valores espirituais essenciais, pobre de paz e po­bre de justiça?

JOAO PAULO 11

(Da. , Meusagem- para. o Dia. Mundial da. P.a.z, 1-1-'1985)

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C.F.-85: PAO PARA QUEM TEM FOME

(Extratos do Texto-ba.se)

O Evangelho de João, ao narrar o episódio da multiplicação dos pães, diz: "Jesus, tendo levantado os olhos e visto uma granr de multidão . . . " (Jo. 6, 5). Tudo começa com um ato de ver, quando Jesus, ao ver a multidão faminta, se contristou e saciou a fome que ameaçava a vida do corpo e, logo a seguir, se apre­senta como o pão capaz de saciar a fome mais profunda, a fome de vida eterna (Jo. 6, 33-35, 49-58) .

"O homem é um ser vivo que necessita de pão. Assim como o pão ordinário é proporcionado à fome terrena, assim Cristo, o pão extraordinário, é proporcionado à fome extraordinária e des­medida do homem, capaz e até mesmo ansioso por se abrir a as­pirações infinitas." (J. P. II, Bolsena, Itália) .

A realidl.ade da fome

A fome é realidade no Brasil. O fato não pode ser negado. E essa fome aflige muitos milhões de brasileiros. Agora, neste momento, enquanto este texto é lido, a fome devora milhares de vítimas. Recorrer a termos bonitos que anestesiam as consciên­cias, recorrer a eufemismos tais como subnutrição, subalimenta-

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ção, não alteram a realidade. Escamotear a verdade não impede que tantos sintam fome e não tenham o que comer, ouçam os filhos chorando e não tenham o que lhes dar.

A fome de milhões já não pode ser atendida somente com esmolas. O fenômeno, no Brasil e no mundo, chega a tal ampli­tude que já não pode ser objeto de ajudas ocasionais (cf. J. 'P. li, FAO, 10-<11-83).

Em números redondos, afirma-se que dois terços da huma­nidade sofrem de fome endêmica. Mais de 1. 700. 000. 000 de ho­mens estão em situação máxima de fome. Embora seja muito difícil precisar o número de vítimas da fome, apresenta-ISe o dado de mais de 120.000 mortes diárias. A fome dev0ra suas vítimas principalmente entre as crianças. No Nordeste, as mortes de me­nores de um ano constituem 34% do total de óbitos. Esta é a fome ostensiva.

A fome oculta é a que resulta da situação de injustiça es­t.rutural, ou seja, da sociedade que se organiza sobre a injustiça. Suas vítimas são os milhões de trabalhadores que não conseguem ganhar o suficiente para matar sua fome, a fome da mulher e dos filhos, os bóias-frias, os que submergem no mercado infor­mal, os mendigos que disputam os restos nas latas de lixo e nos monturos de limpeza urbana. As famílias cuja renda não passa de um salário-mínimo - e são quase 70% da população brasileira - só podem sobreviver em estado de fome permanente.

O pão partido, exigência, da Ewcaristia

A solução do problema da fome, que nasce de uma ordem econômica baseada no lucro e no egoísmo, também se enraíza na solidariedade que assegura a partilha.

Cristo levou tão a sério a partilha com os irmãos que esco­lheu, como sinal permanente de sua presença, o pão e o vinho, alimentos básicos em seu tempo, para serem distribuídos entre todos como memorial de sua presença. O cristão que se alimenta na Eucaristia com Cristo-Pão há de ser coerente e dividir o ali· mento entre seus irmãos.

O cristianismo é antes de tudo vida. Como podemos falar de vida de irmãos se não há pão para todos? Por isso, aqueles que se reúnem ao redor de uma mesa para colocar no altar "o fruto da terra e do trabalho do homem" e receber em comunhão e par­ticipação o "Corpo e Sangue dEle oferecidos" têm que se tornar testemunhas da doação do Senhor por todos, dividindo os seus bens (cf. At. 2, 44). Uma Eucaristia que nutrisse a vida espiri­tual do cristão sem torná-lo sensível à fome de milhões de pes­soas que convivem com ele não corresponderia às intenções de

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Cristo na escolha desse sinal eficaz de salvação. Quem reparte entre si o pão da mesa de Cristo e o pão da Palavra salvadora não pode reservar, na vida prát ica, o pão só para si, egoística­mente.

Paulo escreve aos cristãos de Corinto (1 Cor. 11. 20-22) que a mesa do Senhor não é compatível com uma repartição injusta do alimento. Onde não se busca a fraternidade e a justiça, a Eu­caristia ofende a Deus. Deus rejeita como inúteis e mentirosos os gestos de culto que não são precedidos de relacionamento jus­to e libertador para com os pobres. Cristo não condena a simples posse de bens materiais. Mas as suas palavras mais duras diri­gem~e para aqueles que usam a riqueza de maneira egoísta, sem se preocupar com o próximo a quem falta o necessário.

Partilha e solidariedade

Na consciência da comunidade de fé vão ficando cada vez mais claros dois níveis de ação, necessários e inseparáveis, no serviço da fraternidade: a ajuda fraterna ao irmão que sofre e o empenho na construção de estruturas sociais justas que permitam a todos os homens viver com dignidade. É nesses dois níveis que deve ser planejada e realizada a ação da Igreja e de cada cris­tão ou grupo de cristãos. A responsabilidade dos leigos deve se orientar especialmente nesta tarefa.

Toda a sociedade, através das diversas organizações e enti­dades, é responsável pela criação de condições humanas para todos. Toda a sociedade deve mobilizar-se, a partir do clamor surdo do povo que passa fome e que, por vezes, chega aos limi­tes do desespero.

Nas comunidades cristãs surge, por exigência da própria Pa­lavra, a necessidade de promover iniciativas e até instituições específicas para o serviço da caridade (At. 6, 1-6). Mesmo sa­bendo que elas só poderão atender muito parcialmente às neces­sidades, devem ser multiplicadas e apoiadas para que possam mais eficazmente prestar esse ministério em nome de toda a co­munidade.

Esta luta em favor dos irmãos que passam fome adquire para os cristãos particular urgência, porque o próprio Jesus se iden­tifica com o pobre e porque sabemos que o julgamento de toda vida humana será baseado num único critério: "Eu estive com fome ... " (Mt. 25, 35).

"Aproximaram-se os doze e disseram-lhe: despede a multi­dão para que vá às aldeias e campos vizinhos procurar pousada e alimento, pois estamos em lugar deserto. Ele, porém, lhes disse :

DAI-LHES VóS MESMOS DE COMER!" (Lc. 9, 12-13) .

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DIAGNÓSTICO: FOME ...

I - Escreve Regina ToZoi, da Equipe 5 de Araraqoora, no Boletim:

No mês passado, internaram na Beneficência Portuguesa uma criança de 9 anos de idade com dores de cabeça, tonturas, difi­culdades para se locomover.

Passando pela pediatria, vi a crian-ça sob os cuidados de um colega e segui para a Santa Casa. Encontrei outra criança, com lO anos, irmã da primeira, ali internada com o mesmo quadro clinico. Examinei, pedi exames.

Após dois dias de internação a criança andava. Sentia-sE> melhor, sem tonturas, sem dores de cabeça, sem vômitos.

Diagnóstico: FOME! É, vocês leram bem: FOME!!

Na casa das crianças, 10 irmãos. Todos fracos. desnutridos, pernas finas, vermes, olhos famintos de comida e de amor.

Uma semana de internação. Criança já melhor, falante, brin­cando, andando bem. Não quer ir para casa. Pergunto por que.

- Porque lá não tem o que comer, tia.

Parece mentira? Não é. Presenciei tudo. Vi esta criança. Ouvi esta resposta.

Vocês dirão: "Coitadinho! Pobrezinho!" ou "É verdade! Tem muita gente passando fome!" ou ainda "A crise não está fácil!"

E eu pergunto: o que é que você, que pertence a um movi­mento religioso e recebe tanto, está fazendo para melhorar isto?

Você pode responder: "Não posso corrigir o mundo"; ou "Je­sus mesmo falou que sempre existiriam pobres entre nós"; ou "Isto é problema de todo país em desenvolvimento" - ou ainda: "Eu? Bem . . . eu ajudo uma, duas. três creches com mensali­dades".

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A verdade é que estamos de braços cruzados, a cada reunião trocando experiências, recebendo mais e mais do nosso Conse­lheiro Espiritual, e não estamos transbordando em benefício do nosso próximo.

Se olharmos ao nosso redor veremos muita coisa para fazer . Se dermos pelo menos uma hora por semana em benefício de alguém, o mundo vai melhorar, construiremos um mundo com mais amor. Basta decidir e agir. Vamos começar?

Aí fica o meu recado e o meu convite.

-o-

li - No Bo.letim do mês seguinte. veio um afrtigo de Theresinha e Jorge, da Equipe 3:

Achamos muito oportuno o artigo da Regina, em que ela faz uma série de interpelações. Queremos narrar aqui um testemu­nho positivo da Equipe 3.

Na Semana da Família, no ano passado, numa das nossas reuniões informais, tivemos como tema para reflexão: O menor abandonado. E, como resultado de nossas reflexões, ficou a re­solução de que iríamos procurar uma família necessitada para ajudarmos material e espiritualmente. E mais uma idéia foi lan­-çada: pediríamos aos Vicentinos, que se ocupam de tantas famí­lias pobres, que nos ajudassem.

Os Vicentinos acharam que foi uma bênção nós os termos procurado porque estavam atendendo a um grande número de famílias e a "caixa" estava baixa. E assim, por indica-ção deles, fomos visitar uma família de 7 pessoas: pai, mãe e 5 crianças, a mais velha com 7 anos, uma de 5 anos, gêmeos de 4 anos e a caçula com 2 anos.

A mãe tem 23 anos e o pai 36. Moram numa edícula no fundo de uma casa em construção e pagam aluguel, atualmente de Cr$ 15.000. (1

) O pai é ajudante de jardineiro e passa mais tempo desempregado. A mãe, quando pode, ajuda o marido na roça. Para poderem trabalhar, os pais colocaram os filhos numa cre­che. As crianças, via-se, estavam subnutridas, com problemas nos olhos e corrimento constante do nariz. A mãe, tão jovem e já tão estragada!

(1 ) Os artigos são de meados de 1984.

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Os Vicentinos promoveram o casamento religioso do casal e o batismo dos filhos. E atendiam às necessidades da família co­mo podiam. Ficamos penalizados com tanta penúria e nossa equi­pe resolveu adotar a família. Como fizemos?

A cada 15 dias, nos sábados, levamos mantimentos à família. Em fevereiro , no início das aulas, conseguimos uma vaga para a menina de 7 anos, no 1.0 ano. Um dos casais encarregou-se da parte religiosa e, depois de três aulas de catecismo, resolveu dei­xar com a família um livro de catequese para crianças, encarre­gando a própria mãe de dirigir a instrução religiosa dos filhos.

Nosso empenho é não sermos paternalistas, mas, ajudando a família , atingir principalmente os filhos , necessitados, carentes e que estavam passando fome! Queremos ajudar os pais a formar e desenvolver seus filhos dentro de sua própria família. .

.. ' Ficamos sabendo que o pai bebe e nosso problema agora é

procurar ajudá~lo neste ponto.

Há tantas famílias carentes, nas condições em · que está à fà­milia que estamos ajudando, ou em condições piores! Vamos atender ao apelo da Regina, ao qual juntamos o nosso: basta olhar ao redor, com os olhos de Cristo, para descobrir o quanto podemos fazer.

.·. ~ .

. ·' :- :

- Em nossa. comunidade há pessoas que paSiialll fome? ·,rr.' :

- Em que condições vivem essas pessoas?

- E nós, o que faremos?

- E eu, o que farei?

<Dos questionamentos propostos

pelo Texto-base da Campanha da Fraternidade)

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UM GESTO CONCRETO

DAS EQUIPES DE SÃO CARLOS

Todo ano, ao realizarmos nossa Novena de Natal (1), apren­demos a tirar verdadeiras lições de amor fraterno. Na última No­vena, por exemplo, ficamos muito sensibilizados com a carta do Pe. Bertolomeu Gorges, da Paróquia de São Gonçalo, em Buri­tama, BA, publicada no livreto da Novena. Dizia a carta:

" Prezados amigos!

Aqui neste .sertão tudo está pela boa hora da morte, pois a fome está tomando conta dos nossos camponeses, e eu estou me cansando de fazer celebrações fúnebres de pessoas que morrem de fome e miséria. Nós ouvimos pelo rádio noticias de que em todo o Brasil .se faz campanha "Nordeste Ur­gente". Para onde está indo a alimentação???

Muitos lavradores dizem que eles têm que morrer de fome, pois já tra­balharam muito e agora t udo chega ao triste fim. A única coisa que lhes resta é confiar em Deus, poli• os homens já prova.ram sua negação. Até o fim do ano penso que vão umas 8 mil famílias para Brasília em busca de sobrevivência. Eles estão migrando e a cada dia que passa o número au­menta.

Eu gostaria de fazer mais pedidos para a Novena do Natal, mas a caixa da Paróquia já acabou e gastou tudo para comprar .alimentos, como feijão. arroz e farinha!

Sendo assim. não tenho condições mais prá nada, nem para uma via­gem de visita à minha famflia, que mora em Santa Catarina.

um abra co a todos. "

Ao depararmos com a carta, houve aquele impulso espontâ­neo de, como gesto concreto, fazer algo pelo nosso irmão e seus ..- - i.anos. Por iniciativa da Equipe Santa Maria Mãe de Deus

n São Gat·Ios, a Novena é feita em equipes mistas.

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(n.0 12), arrecadou-se no Setor o que foi possívél, muito pouco talvez para tão grande empreitada, mas com muita garra e von­tade de ajudar.

A experiência que vivemos nos deu uma comemoração rufe­rente, um Natal impregnado do mais puro amor, compartilhado com nossos irmãos lá do sertão da Bahia.

(Notícia enviada pela Marielza, da Equipe 12)

DIA ESPECIAL DE JEJUM

O Conselho Permanente da. CNBB decidiu propor a toclaJI as comunidades eclesiais do Brasil, dentro do espírito da Campanha da Fraternidade, um dia especial de jejum, que seria a sexta-feira. anterior à Semana Santa.

o

Não poderíamos fazer, durante alguns dias, a experiência da fome dos iimãos necessitados que nada têm para~ comer, oferecendo o valor que na­queles dia.s seria gasto para que o irmão faminto faça a experiência de saciar a fome?

(Texto-base da CF 85, nt 102)

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PRESENÇA DA ECIR NO NORTE E NORDESTE

Estivemos, nós dois, com Tharcísio e Ivonne e Frei Estevão, conselheiro espiritual da Região Paraná, em viagem pelo Norte e Nordeste, a serviço das ~uipes.

Isto custou-nos algum esforço, não apenas por deixar casa e filhos, mas também pelos acertos que precisamos fazer com re­lação ao trabalho, mas valeu a pena!

Foram quinze dias ao todo, durante os quais, além de duas sessões de formação (uma em Manaus e outra em Belém) par­ticipamos ainda de treze reuniões com pequenos e grandes gru­pos, em Manaus, Santarém, Belém, Fortaleza e Recife. Tivemos também a felicidade de contactar, ainda que brevemente, com três bispos: Dom Lívio (Bispo Auxiliar de Santarém), Dom Zico (Bispo Auxiliar de Belém) e Dom Edmilson (Bispo Auxiliar de Fortaleza) .

Os objetivos desta viagem eram:

1. Realizar as duas sessões de formação, pois, em função da grande distância e conseqüente alto custo das passagens a difi­cultar a vinda de casais ao Sul, ou mesmo a Brasília, o número de casais de Manaus e de Belém que já haviam participado de uma sessão era reduzidíssimo. E todos sabemos da importância dessa participação para a consolidação, animação, e crescimento das Equipes e sua fidelidade ao grande espírito e às linhas bá-6icas do movimento.

Apesar das dificuldades de ordem material (casa não muito adequada, calor que obrigava a três ou quatro banhos diários e que forçou uma adaptação no horário), a boa vontade, dedicação, espírito de doação e de renúncia de todos muito colaboraram pa­'ra que as sessões atingissem seus objetivos.

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Não podemos deixar de ressaltar aqui o grande esforço e en~ tusiasmo com que as equipes de servi-ço prepararam as sessões , superando todas as dificuldades da falta "de experiência e rece~ bendo orientações apenas por correspondência e por telefone, umas dando tudo de si para que as coisas saíssem da melhor ma­neira possível.

Foi uma pena que o número de participantes não tenha sido maior, seja por limitação da casa, seja por falta de uma maior conscientização dos casais, pois as dificuldades são muito gran­des para a realização de outras sessões por lá tão logo. Temos certeza, que, com o empenho de todos, na próxima vez, muitos mais estarão presentes.

2. Temos acompanhado o caminhar das equipes das vanas reg10es através dos casais responsáveis regionais, mas, sentimos ser muito importante, para melhor servirmos às Equipes na mis­são de responsáveis pelo movimento no Brasil, o contato direto: sentir, vez por outra, "in loco" as dificuldades dos casais, suas necessidades, seu crescimento, seus engajamentos na Igreja e na sociedade, bem como as necessidades do povo de Deus e o ca­minhar dai Igrejas locais.

Também neste aspecto foi muito importante esta nossa via· gern. Em reuniões com os casais responsáveis de setor, com ca­ISais responsáveis de equipe, com casais de base, com c • .mselheiros espirituais e com a hierarquia, pudemos sentir (em alguns locais mais que em outros) algumas dificuldades causadas pela desin­formação devido às distâncias e ao pouco contato pessoal. E é tão necessário que o movimento se firme, se expanda, ocupe seu espaço e que seus membros assumam verdadeiramente sua mis­são como Igreja, como filhos de Deus e irmãos dos homens, nes­tas regiões tão importantes e tão carentes que são o Norte e o Nordeste!

O Norte (17 equipes em Manaus, 3 em Santarém e 15 em Belém e Castanha!), com o grande obstáculo da selva amazônica e seu isolamento. Para terem uma idéia, Manaus dista 1. 300 kms. de Belém, por via aérea (3 dias de navio) , e mais ou menos na metade está Santarém. Fora disto, selva, muita água, algumas pequenas vilas e algumas centenas de pequenos núcleos, muitos dos quais, cremos mesmo que a maioria, só atingíveis por barcos.

O Nordeste (3 equipes, mais 2 em início de pilotagem em Fortaleza e 2 equipes, mais 4 em início de pilotagem em Recife), também com seus enormes problemas, a começar pelas secas, que tanto têm afetado o povo.

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A pos1çao da Igreja, exercendo o seu papel profético ao de­nunciar tudo aquilo que contraria a vontade de Deus para os homens, e o seu papel missionário, procurando esclarecer seus membros quanto à sua responsabilidade na construção de uma sociedade mais justa e fraterna ; a necessidade de leigos bem for­mados e engajados.

Estes e outros desafios estão a exigir das Equipes muito em­penho na formação, muito esfor-ço para a ação, para o engaja­mento; que sejam verdadeiras Equipes de Nossa Senhora, isto é, comunidades que vivem ligadas ao Pai, em comunhão ~streita (:om a lgrej a e abertas para as necessidades dos irmãos, para o mundo.

Quanto a nós, estes quinze dias intensamente vividos na ale­gria do serviço, da convivência fraterna com os queridos irmãos, no maior e melhor conhecimento da realidade em que estão in­seridos, muito contribuirão para melhor orientarmos nossas refle­xões, nossas decisões e nosso trabalho na ECIR.

Cidinha e Igar

OBRIGADO, MARIE E LOUIS!

Depois de 15 anos de dedicação, Marie e Louis d'Amonville deixaram, em dezembro, a. direção das Equipes de Nossa. Senhora. Nesta hora em que fa­zem a experiência. do desapego dlajquilo que, durante todos esses anos, furmou o tecido da sua vida, elevemos nosso agradecimento a Deus por tudo quanto deles recebemos e peçamos, no nosso "Magnificat", que Nossa. Senhora do Sim seja. a. Estrela a. mostrar...ahes um1 novo caminho onde possam continuar a servir a. causa da espiritualidade ronjugal.

Escrevem eles: "Todos os rostos amigos desfilam diante dos nossos olhos e no nosso coração ... " Marie e Louis: vocês também permanecem em nos­.uu; gratas lembranças, em nosso oarinho e nas nossas orações.

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"O MOVIMENTO NOS ENSINA A VIVER COMO CASAL"

As 8,00 do dia 8 de novembro, deixou...nos a Cida - Aparecida Elisa - esposa do Mario Duarte de Souza, das Equipes de Sãc Carlos, onde os dois exerceram inúmeras missões e ultimamente eram responsáveis regionais pela Região São Paulo/Oeste.

Ao mesmo tempo em que nos unimos ao Mario e aos seus filhos, solidários com sua dor mas confiantes na esperança da Ressurreição, pinçamos alguns lances do que testemunhamos da vida desse casal durante o tempo em que peregrinaram aqui por São Paulo na angustiante busca da cura da Cida.

Mario nos dizia que, quando foram escolhidos regionais, ele temia aceitar porque ela já não estava bem. E foi ela quem o incentivou, dizendo que aquela escolha era vontade de Deus €'

que Ele saberia dar-lhes as forças necessárias. Nesse período, viajaram incontáveis quilometros por essa extensa Região, que vai desde Bauru, passando por Marília, Dracena, até Araçatuba.

Durante o tempo em que a Cida esteve na UTI, um dia Mario nos disse: "As ENS nos ensinaram a tudo fazer a dois, o que nos traz uma grande apreensão ante a perspectiva de uma separa­ção, mas eu estou como Moisés, de bra-ços estendidos; só peço que vocês me ajudem a mantê-los er guidos, porque estão can­sados."

Na mensagem que enviaram aos responsáveis de Setor e Co­ordenação de sua Região que se preparavam para um encontro em novembro, diziam: "Desculpem-nos por não estarmos tão pre· sentes aos preparativos como gostaríamos, mas aceitem o ofere­dmento do nosso sofrimento pelo êxito do Encontro."

Este o perfil desse casal, que desempenhou papel importante no crescimento das Equipes em São Carlos e em cidades vizinhas.

Saibamos agradecer a Deus por nos ter concedido a graça de tê-los conosco, e que Ele nos ajude a seguir seus exemplos.

Dirce e Rubens

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A SEMANA DA FAMíLIA EM RIBEIRÃO PRETO

illo Boletim)

Foi assim que as Equipes de Nossa Senhora contribuíram de uma maneira bem aberta para a cidade, a fim de que a Semana da Família não ficasse restrita a nível paroquial ou em pequenas comunidades ou movimentos: divulgando-a através de todos os meios de comunicação local - rádios, inclusive FM, jornais, TV, ou~doors.

Assim, primeiramente montamos o slogan: "Integrar para va· lorizar" e o colocamos nos cartazes vermelhos e brancos que anun­ciavam a Semana espalhados depois pela cidade.

Ao mesmo tempo, fizemos um folheto, tipo cartão postal, com alguns trechos de reflexão que pudessem atingir quem o lesse. Esses folhetos foram distribuídos em indústrias, construtoras, bancos, escolas, quartéis, paróquias, através de contatos com seus dirigentes, que muito bem os aceitaram, juntamente com a colo­cação de cartazes.

Todos os jornais nos acolheram de modo muito carinhoso, e ávido de boas novas, divulgando a Semana da Família com o fo­lheto, ou através de artigos ou de rodapés com slogans.

As rádios divulgaram a Semana através de entrevistas, gra­vação do folheto e abordando o assunto Família.

A TV também a divulgou bastante e ainda fez uma repor­tagem com nossos jovens equipistas que, com seus coordenadores, e com camisetas da Semana da Família, distribuíram os folhetos em logradouros públicos, sendo também eles muito bem rece­bidos.

Como foi maravilhoso para todos aqueles que ajudaram -de todas as equipes havia elementos envolvidos - perceber o pouco que fizeram e o muito que Ele fez ...

Caros irmãos, queremos contar-lhes aqui um milagre: desse pequeno folheto multiplicaram~e tantos corações abertos para a Palavra, tantas demonstrações de sede do verdadeiro Amor ...

Assim, a nossa responsabilidade de casais cristãos cresce, e muito. O caminho está aberto para muito trabalho, com outros movimentos, junto à Pastoral da Família.

A Equipe do Setor

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HÁ VINTE E CINCO ANOS, NO RIO DE JANEIRO

CDo Boletim da Guanabara)

Corria o ano de 1959. Todas as ter·çaS-feiras, um grupo de easais Congregados Marianos se reunia na Rua São Clemente pa­ra. com a ajuda do Pe. Vasconcelos, meditar, trocar experiências, conversar.

Entre eles estavam Maria Tereza e Laudo Camargo, que, vol­tando de São Paulo, vieram com uma novidade: "Lá os casais têm um movimento próprio, especialmente dedicado a eles."

Certa noite, Malvina e Edgard, que tinham ido conversar com o Pe. Vasconcelos, viram um grupo de pessoas, acompanhado de um sacerdote desconhecido. entrar no prédio da Congregação Nos­sa Senhora das Vitórias. Ficaram curiosos e resolveram acompa­nhar o grupo.

Pe. Melanson, Léa e Waldyr Afonseca começaram a falar das Equipes de Nossa Senhora: realizava-se a primeira reunião de informação no Rio.

- "Quem estiver interessado, deixe-nos o nome e o ende­reço." "Edgard, nós não ... ", mas já era tarde, o nome e o en­dereço já estavam na folha! E os dois ficaram depois sendo co­nhecidos como "o casal que o Espírito Santo mandou".

O grupo, inicialmente com oito casais, continua hoje com cin­co dos casais pioneiros, tendo outros três sido chamados para subs­tituir os que saíram.

Esse pequeno grupo foi o "fermento na massa" e hoje conta­mos com 7 setores e 83 equipes na cidade do Rio de Janeiro -fora as outras que foram iniciadas e pilotadas pelos cariocas - , continuando o apostolado iniciado a 30 de junho de 1959.

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O Movimento como um todo precisa associar-se à ação de gra-ças dos equipistas do Rio, pois, graças ao dinamismo e à doação dos pioneiros e de outros que lhes seguiram os passos as Equipes estenderam-se por uma boa parte do nosso BrasiL Essas são as outras cidades em que as Equipes foram "iniciadas e pilotadas pelos cariocas":

- Petrópolis (1964), hoje com 2 setores, e a partir da qual surgiram as equipes de Nova Friburgo (1974), Valença (1974) e Juiz de Fora (1971) que, por sua vez pilotou Belo Horizonte (1976) , Pirapora (1976) e Varginha (1981).

- Niterói .(1969) , que acaba de completar 15 anos de Mo· vimento.

- BrasíliJa (1972), hoje com 4 setores e sede da região Nor ­te-Nordeste.

- Manaus (1972), que levou o Movimento a Santarém (1983) .

- Belém (1973) , hoje com 2 setores.

- Fortaleza (1980) e Recife (1980) .

O número das equipes lançadas a partir do Rio de Janeiro em outras cidades: 162 . .. O que, adicionado às 83 equipes "ca­riocas", perfaz o total de 245 equipes.

No entanto, esses números são frios: não dizem do sacrifí­cio, do cansaço, do desprendimento . ..

Também não dizem dos benefícios levados aos casais e à co­munidade eclesial. . .

O fato, em poucas palavras, porque não há mesmo lugar pa-· ra mais, é que os nossos companheiros do Rio de Janeiro estão de parabéns!

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NOTíCIAS DOS SETORES

RIO DE JANEmo - Vinte e cinco anos de equipe

Na tarde de 19 de dezembro, as Equipes do Rio comemoraram seu jubileu de prata, com missa campal na Pontifícia Universidade Católica. P-articipa­ram cerca de 200 pessoas. O celebra.nte foi o Pe. José Dinko, Conselheiro da Equipe 57/C. O coral .. 0 Encontro", formado por casais encontristas, veio dar a sua colaboração, abrilhantando a cerimônia.

Após a missa, os casais da Equipe 1 contaram como teve inicio o Movi­mento no Rio, as dificuldades, os medos, e também o primeiro Curso de Pre­paração para o Casamento, a expansão pelos outros bairros e outras cidades próxima.s - como Petrópolis e Niterói - e distantes - como Brasilia, Ma­naus e Belém.

"O momento presente " foi a colocação de Thiago e Therezinha, falando das Equipes nos subúrbios, e "o futw·o" fo1 precon1za.de> por Marta Alice e Adelson.

Escreve a Daisy: "O toque de emoção foi dado pelo Coral que, tendo finalmente conseguido consertar o pequeno órgão, cantou a "Ave Maria" de Schubert - eram exatamente seis horas da tarde!"

Em "post-scriptum", Daisy acrescenta: "Em dezembro de 1969, surgia a primeira equipe em Niterói. Para comemo:-ar os 15 anos, houve missa so­lene, com a participação de todos os equlpistas, no dia 16 de dezembro." Mui­tos gratos, Da!sy, pela informação.

-Noticias

A expansão continua firme no Rio: além de 7 novas equipes, lu\ 2 pré~ -equipes na Agua Santa, mais duas prontas, no Setor C, para iniciar agora em março.

O retiro pregado para o Setor A pelo Frei Paulo Tellegen congregou 37 casais (78 pessoas) - tema: "O caminho para Deus é o Outro"; o que o Pe. Spencer pregou na Agua Santa (Setor D) sobre o tema: "Diálogo, Mis­tério de Vida - ORAR <= olhar, refletir, aprofundar e resolver)" teve a participação de 28 casais; e 47 casais dos Setores E e F tomaram parte no retiro pregado pelo Mons. Castelo Branco sobre o tema: "O Corpo de Cristo".

O Setor B organizou um Encontro de Adolescentes sob a orientação do Pe. Spencer (aguardamos notícias). O Setor F realizou um "Enoontrinho de Casais" em Realengo, do qual participaram 23 casais -· dos qt1a!s, esperam, "alguns um dia serão equipistas".

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Os Setores e a Região foram representados por vários casais no Con­rresso da Família, na Ilha do Governador, em outubro, e no Encontro das F'amíliaB, em novembro, no Sumaré.

Várias equipes, preocupadas em fazer do Natal um momento de maior fraternidade, serviram~e do Boletim para fazer chegar às dema.!s pedidos de material, os mais diversos. Destaque para a 29/D, que procura atender ao mesmo tempo a presos, velhos e crianças!

- Outono da vida

O pessoal do Rio é mesmo de malhar o ferro enquanto está quente: já orga.nizou a primeira Sessão do Outono da Vida no Rio (e no Brasil!). Foi nos dias 14 a. 18 de novembro, na. Casa. de Emaús. ''Foi uma. experiência mu1to rica, profunda e proveitosa. O sacerdote que acompanhou o grupo, Pe. Lu­dlano Penido, foi multo feliz e soube aproveitar todas as dicas que surgiram, colocando-as sob o enfoque do Evangelho. Ao fim do Encontru, ~iram todos P.ntusiasmados - e já se iniciam os preparativos para a realização da se­gunda Sessão." (Informações com Heloisa e Jorge: (021) 274-1927).

CURITmA - Jubileu de ouro sacerdotal

Escrevem-nos Alphéria e Oswaldo, responsáveis pelo Setor A, comunicando o jubileu de ouro do Pe. Júlio Pereda, conselheiro espiritual da Equipe 1.

O Pe. Júlio é espanhol - será? esta no Brasil hà cinqüenta anos! - ou seja, aqui chegou menos de seis meses após a sua ordenação! - tendo exer­r.ido o seu ministério em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Par.aná. Pertence à Congregação dos Sagrados Corações e é vigário da Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco das Chagas. "Va. Rvms. qdifica-nos, Pe. Júlio, acima de tudo, pelo exemplo de sua vida - escrevem os equipistas. v a. Rvma. colaborou par.a o mundo ficar melhor."

BRASlLIA - Nas cidades satélites

As Equipes conseguiram sair do Plano Piloto e atingir a cidade satéllte de Taguatinga, a 30 kms. da Capital, onde foram lançadas, com apenas um mês de intervalo, duas equipes. Cada um dos quatro Setores está incumbido da difusão numa das cidades satélites e o Setor B foi o primeiro a conseguir implantar o Movimento na área de sua responl!ab111dade.

- O "momento de Maria"

"Tal como aconteceu no mês de maio - escrevem-nos Ruth e Nicolau, casal repórter da O.M. - em outubro, mês do Rosário, o Setor D promoveu o "momento de Maria". Nessa ocasião, os equlpistas dedicam uma hora à

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madrinha de nossas Equipes, rezando o terço, a ladainha e entoando cânticos de louvor a Maria - tudo isso precedido de breve palestra.. Desta vez, Frei Vllmar, Conselheiro Espiritual da Equipe 35, nos falou sobre Maria na vida de São Francisco de Assis."

- Opção pelos jovens (compensa!)

Helena e Celso, da Equipe 10, continuam .. mu1to entusiasmados com mo­vimentos de jovens, nos quais são padrinhos de um grupo de «Escalada" que já completou um ano." A opção, no entanto, não é "excludente", pois "não deixam de fazer palestras nos cursos de pais, ECC, Reencontro e outros mo­vimentos leigos." o melhor da história: "E, como filho de peixe, peixinho é, seus filhos adolescentes jâ estão fazendo palestras no colégio. E&e é o exem­plo da família que caminha na fé e na. esperança de um mundo novo e me­lhor", escrevem Marlna e Lafayette, no Boletim.

Oração espontânea do filho de um çasal da Equipe 13 quando Mons. Da­masceno celebrava a Santa Missa na fazenda dos seus pais: "Que nesta fa­zenda possamos fazer e ter o bem, para nós e para todos os que aqui tra­balham."

Na Equipe 28, escolheram um casal para ser o •• Casal Familla ", com "a responsabilidade" de promover a integração social e espiritual dos filhos den­tro da equipe, através de reuniões formais e Informais.

-Inter-comunicação ...

Escrevem os equlpistas da 4, numa carta, da.tada de outubro, endereçada aos casais da Equipe 4 de Bauru: .. Lendo a nossa 'Carta Mensal de setem­bro, deparamos com o artigo Como vencemos', de Weide e Francisco. Tra.­

tando-se de um Concurso Bíblico em que brilhantemente os companheiros sagraram-se vencedores, qualquer outra equipe do Brasil deverá cumprimen­tá-los pelo esforço, pelo verdadeiro 'trabalho de equipe', pela vitória, enfim. Com muito mais forte razão, estamos particularmente alegres pelo notável feito dos irmãos, pois nós pertencemos à Equipe 4 de Brasilia, da mesma Nossa Senhora de Fátima que tanto os ajudou e a quem vocês ofereceram a vitória. A Ela também, grande vitoriosa, os nossos para.béns."

LONDRINA - Notícias

Com a divisão em dois Setores, agora temos dois casais repórteres, cuja eficdência agradecemos. Realizou-se uma confraterniza.ção de todas as equi­pes (17), «que deram-se as mãos em suas orações ao Pai durante a Santa Missa, celebrada a.o ar livre, deixando claro o esforço e a vontade de cada um em fazer sempre mais viva a presença de Cristo em suas vidas e esten­dê-la àqueles que os cercam", escrevem Fátima e Odi, da Equipe 14, Setor B. A João e Tereza, da. Equipe 1, Setor A, agradecemo~ a comunicat;ão sobre o retiro, pregado pelo Frei Estevão, e o lançamento da Equipe 17.

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RIBEQtll.O PRETO - Em prol da família

A participação dos equipistas de Ribeirão na Semana. da Fapúlia vai contada no C{lrpo desta C.M. Houve outras atividades em favor da familia que merecem destaque:

A Equipe 10 está empenhadru em estudos visando atualizar o nivel do Curso de Noivos, para o que tem se encontrado freqüentemente. Está fa­zendo uma pesquisa nas paróquias, preocupando-se também em melhorar a.s palestras.

Na Equipe 3, um casal deu umai palestra sobre "Família, vocação e res­ponsabilidade", em Brodosqui, para agentes de pastoral, vocacionados e fa­milias. Este casal assumiu um trabalho com um grupo de menores abando­nados de Campos do Jordão, a quem irá ensinar apicultura.

Dois casais desta mesma equipe reuniram as criança-s de seus respectivos bairros para falar sobre o tema : "Como é bom ter nascido, ter uma familia e ter pais amigos".

- Collfratemização das famílias

"No dia 8 de dezembro, as equipes se reuniram em torno do altar, com seu, f1lhos, familiares e amigos, para agradecer a Deus por mais um ano de caminhada sob a proteção de Nossa Senhora, guia e luz do nosso Mo­vimento.

Por uma graça especial e agradável surpresa, Dom Romeu Alberti, nosso caro Arceb:spo, celebrou esta missa festiva, onde aproveitou para nos chamai à responsabilidade de sermos pais de verdade, respeitando a vocação de nos­sos filhos. Também agradeceu o traba,lho dos equipistas que ajudaram na Semana da Fa.milia. Depois da celebração, como verdadeiro pastor, desejou conhecer a todos, por nome e sobrenome - foi um momento muito signi­ficativo.

Marcante também a pa,rticipação das Equipes de Jovens, animando o canto, ofertando rosas a Nossa Senhora e alimentos a paróquias carentes. A alegria e amizade que demonstra~Vam Irradiavam-se a todos.

Também tivemos a satisfação de contar com a presença de casais de nossas pré-equipes, motivados pelos seus casais coordenadores."

- "Equipes de mães"

Lanoa"ndo-se o. um novo campo de atuação, "bastante necessário e im­portante'', as equipes estão começando a nuclear, para formação de grupos, senhoras .separadas do marido e com encargo familiar, com vistas à forma­ção de uma primeira ••equipe de mães" . O Setor e.inda pretende recomeçar com as equipes de viúvas.

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-- EStudos bíbtieos

Várias equipes do Setor reunem-se mensalmente, além da relmião normal, para estudo e meditação das Esarituras.

-- Reuniões mistas

Realizou-se a " inter-equipes" sobre o tema "Reunidos no Amor, daremos frutos na! família e na comunidade". Destaque especial é dado pelo Boletim à presença dos casais das três eQuipes de Santa Rosa de Viterbo, ainda em pilotagem.

SAO PAULO/REGIÃO SUL I - Encontro de Conselhei.Ios

" Numa manhã meio paulistana, escrevem Marcelme e l!:zio, que secreta­riaram o Encontro, ·a! Região Sul I realizou o primeiro Encontro de Conse­lheiros Espirituais, na Casa de Retiros do CEFAS, em Santos."

Apoiado no texto de São Paulo aos Cormtios, D. Emilio Pignoli, Bispo de Mogi das Cruzes, deu a primeira mensagem: 'A reunião traz a paz, e a paz, a alegria : devem pois os C.E. ser portadores de paz e de alegria às suas equipes.' Pe. Elísio, C.E. da Região, anunciou o programa do dia e D. David Picão, Bispo de Santos, fez a acolhida.

Pe. José Carlos Di Mambro, C.E. das Equipes de São Carlos, discorreu sobre sua experiência no desempenho de sua missão. A presença: de 28 C.E. permitiu a formação de quatro grupos de trabalho. Compareceram C.E. de Santos, Mogi das Cruzes. A.B.C .. São Paulo B, D e E, bem como os casais Vania e Walter (Reg.!onal) . Ivanl e Araken (ABC), Mailú e Oswaldo (San­tos) e Simão (São Paulo/E) .

No Boletim do Setor D, o então Diácono Sauclay (hoje Padre Sauclay, pelo que soubemos com grande alegria - que Na. Sra. o acompanhe no seu ministério I), C.E. da Equipe 16, salienta alguns pontos: "As ENS constituem <Pe. José Carlos) movimento de espiritualidade conjugal para casais apostó­licos, portanto. a serviço da Igreja. A presença do C.E. deve garantir essa eclesialidade do movimento. como sinal de serviço e comunhão. Deste modo, o sacerdote não 'per de' o seu tempo, mas multiplica-o quando conta com, ou promove, equipes verdadeiramente apostólicas. O padre não é, pois, mero capelão familiar', mas 'artesão da unidade, animador da fé', possibilitando

sempre maior integração entre o movimento, dentro da. sua especificidade e identidade, e a Igreja local."

·' Na segunda parte do encontro, acrescenta o Pe. Sauclay, a partir dos levantamentos feitos em grupo, verificou-se o crescimento que muitas equipes manifestam nesse sentido, o que muito nos anima a todos e é sinal da acão do Espírito em sua Igreja, suscitando sempre novos serviços, segundo os ca­rismas e as necessidades."

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VOLTARAM PARA O PAI

CIDA - Do Malrio, da Equipe 3 de São Carlos - No dia 8 de novembro. A Carta Mensal ~ pôde noticiar, por já estar no prelo. Além da. lem­brança muito grata que pessoalmente guardamos dela., cremos não poder pres­tar-lhe melhor homenagem do que transcrever as pal·avra.s dos próprios equi­pistas de São Carlos : "Todos acompanhamos a. vida da Cida. Uma caminhada totalmente pata Deus. Se hoje estamos felizes por pertencermos ao Movi­mento das Equipes de Nossa Senhora, uma parcela imensa disso devemos ao amor e abnegação de Cida e Mario. E até os últimos instantes de consciên­cia, C1da soube transmitir a ~ e o amor que sempre reinaram em seu co­ração. 'Nenhum de nós vive para si mesmo. Pois, se vivemos, é para o Se­nhor que vivemos.' (Rom. 14, 7). Cida viveu o que São Paulo nos ensina. Descanse em paz, Cida!" (Equipe 8).

ZUZA - Da. Equipe (nova) 2, Setor E, São Paulo - Casada com: Ronaldo. No dia 26 de novembro. "Lutando há mais de um ano contra a doença, foi para junto do Pai, deixando-nos, escrevem seus companheiros de equipe, um11. imagem muito viva de sua inabalável fé e um carinho muito grande, que sobrepujou a perplexidade e incompreensão inevitáveis diante de uma vida jovem ceifada pela doença."

RETIROS

SAO PAULO- 29 a 31 de março- Encontro de Jovens (no Cenáculo)

SAO PAULO- 26 a 28 de abril - Frei Estevão Nunes (Baruerí)

SAO PAULO- 17 a 19 de maio - Pe. Paulo Xavier Machado (Cenáculo)

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EQUIPES NOVAS

OASCAVEL, PR - Equipe 1 - Na. Sra. do Perpétuo Socorro - Casal Piloto: Dalva e Walmor; Conselheiro Espiritual: Pe. Santo Pelizzer.

BRASlLIA- Equipe 42, Setor B- Casal Piloto: Magda. e Rubens; Con­selheiro Espiritual: Pe. Francisco Xavier da Silva.

Equipe 43 - Casal Piloto: Sonia e Angelo ; Conselheiro Espiritual: Pe. Salvatore Sottile.

Equipe 44 - Casal Piloto: Idair e Wald; Conselheiro Espiritual: Frei Felisberto.

LONDRINA - Equipe 17, Setor A - Na. Sra. de Guadalupe - Casal Piloto: Roselena e Josemar; Conselheiro Espiritual: Pe. José Guidoreni.

GUARATINGUETA - Equipe 9 - Na. Sra. Aparecida( - Casal Piloto : Rosa e Nello; Conselheiro Espiritual: Pe. Joércio.

Equipe 10 - Na. Sra. da. Guia - Casal Piloto: Marlene e Roberto; Con­selheiro Espiritual: Pe. Flávio.

RIO DE JANEIRO - Equipe 79, Setor C - Na. Sra. da Alegria - Ca­sal Piloto: Luciole. e Wilson; Conselheiro Espiritual: Pe. Javier.

Equipe 82, Setor G - Casal Piloto: Cidinha e Martins; Conselheiro Es­piritual: Pe. Luiz Carlos T . Ono.

Equipe 83, Setor B - Casal Piloto: Cléia e Gilberto; Conselheiro Espi­r itual : Frei Ricardo.

Equipe (nova) 7, Setor C - casai Piloto : Marly e Luiz; Conselheiro Es­piritual: Pe. Javier.

Equipe (nova) 24, Setor C - Casal Piloto: Lourdes e Caruso; Conselheiro Espiritual : Mons. Bessa.

(N.B. - As Equipes 80 e 81 <Setor D) já foram publicadas na C.M. de novembro).

TAUBAT1: -Equipe (nova.) 4 - Na. Sra. de Guadalupe- Casal Piloto : Edan e Edson; Conselheiro Espiritual: Pe. João Leopoldo de Almeida.

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"UM VERDADEIRO TABOR"

A primeira Sessão de Formação, há muito tempo esper·a.da, realizou-se de 1 a 4 de novembro e contou com a participação de 23 casais de Manaus, mais um casal de Santarém. Todos os participantes estavam imbuídos do espírito fraterno que se fez notar desde o momento da chegada, numa aco­lhida calorosa e bastante ruidosa, sinal da alegria num encontro de irmãos.

A equipe de serviço, composta por sete casais, desdobrou-se em oferecer o melhor a todos, fazendo verdadeiros milagres na resolução de pequenos problemas que sempre surgem em todo encontro.

O desenrolar da Sessão fez-nos sentir num verdadeiro Tabor, ao ouvir · as palestr-as proferidas por Frei Estevão, Cidinha e Igar, Yvonne e Tharcfsio, que nos deram lições do que é "estar a serviço" com alegria e disposição, querendo realmente ajudar os irmãos a crescer nos caminhos do Senhor.

Consideramos uma graça. de Deus termos podido participar desse encon­tro, pois nos ajudou a refletir melhor sobre o ser cristão e em especial o compromisso maior como equipista.; reflexão essa que nos questiona e nos deixa tomados de uma santa angústia, no sentido de sermos cada vez melho­res e esforçarmo-nos para cumprir a contento a. missão para a qual fomos chamados.

A grande questão é se somos de fato çapazes de aderir ao Cristo de forma integral conforme Ele nos :r;ede, de tal maneira que transforme toda a. noss9. vida; e que, assim, cada casal equipista seja sal, fermento e luz e, pelo seu testemunho de vida, possa transformar o nosso sofrido mundo no Reino de Deus no meio de nós, aqui e agora, onde saibamos dividir e compartilhar com todos os irmãos os dons que de graça recebemos.

Dirce e Martinez

Equipe 3 de Manaus

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"OBRIGADO, SENHOR!"

Há quase onze anos que as Equipes existem em Belém. Até hoje somente três casais tinham tido a oportunidade de participar de uma S: ssão de For­mação. Os que conhecem es Equipes de Nossa Senhora sabem o quanto é importante participar de uma Sessão! Finalmente, depois de vários contatos anteriormente mantidos com Mary-Nize e Sergio, Maria Alice e Adelson, te­mos a felicidade de participar de uma Sessão de Formação, realizada aqui mesmo, em Belém!

No dla 8, a chegada ao Centro Dom Lustosa, dos Cursilhos de Cristan­dade, e a acolhida fr.atema de Nazá e José coordenando um grupo de equi­pistas, alguns bem novos no Movimento, mas altamente dispostos a colaborar na Equipe de Serviço. Para participar da Sessão, 15 casais. Por que só 15? Onde estão os outros? ...

Chegando ao final da Sessão, como é bom poder dizer: Senhor, obrigado por me teres dado a oportunidade de estar presente! Como Frei Estevão foi feliz ao nos traçar o retrato do Cristo: Cristo homem, integralmente, e ao mesmo tempo, Deus. Seguir a Cristo, o que isto representa. Depo~s, Vocação, com Tharcisio e Yvonne. Vocação equipista, tão bem colocado por Cidinha. Espiritualidade conjugal. Cristo hoje, prolongado na Igreja, por Frei Este­vão. Cristo comunitário, Cristo presente entre nós, fruto da presença dele em cada um. Tharcisio colocando o Mandamento novo, o apelo ao amor. Ao mesmo tempo, os meios de aperfeiçoamento, a história, a mística do movi­mento, sendo apresentados de forma tão fácil. E a carapuça caindo sobre nossas cabeças. Como somos cristãos fajutos! Como nos falta tanto! Como nossas equipes precisam crescer mais, progredir mais!

No fim, todos saindo com a coragem renovada de trabalhar até o fim. oe seguir lado e. lado. E de sermos testemunhll.ll autênticas da palavra que o Pai nos confiou. Sentimos somente que tão poucos tivessem participado. Como enriqueceu a todos! Esperamos que Maria nos dê, com a graça de seu Filho, a oportunidade de sermos fiéis à vocação. Que a proposta de Deus encontre em nós a r~posta correta. Que Ele faça frutificar as sementes lançadas!

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Therezinha e Artêmio Equipe 1 de Belém

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"UM CAMINHO MARAVILHOSO"

A15 ENS são um caminho válido - dizemos mais: maravilhoso, de seguir a Cristo. Assim poderíamos resumir as lições que aprendemos na Sessão tie Formação, em Santos, de 14 a 17 de novembro.

Parece algo tão óbvio para. quem, há. quatro anos, vive uma Equipe (!e Nossa Senhora, não? Entretanto, essa foi aquela chamada de Cristo, que quis nos gritar esta verdade. OU melhor, quis nos segredar, lá no fundo do co­ração, as mara.vilhas desse caminho de perseverança cristã que tantas vezes nos passam despercebidas. Até mesmo deturpa.mos o caminho com nossa aco­modação e superficialidade.

O Espírito Santo esteve conosco nesses quatro dias, abrindo-nos o cora­ção e falando-nos através dos palestristas. Tivemos oportunidade de refletir individualmente, em casal e em grupo sobre nossa vocação cristã, sobre os métodos das ENS, sobre nossa missão de equipistas, enfim, sobre temas qu~ possib1litaram uma revisão da vida espiritual.

Frei Eduardo Qulrino de Oliveira., com a sincerida.de q.ue o car acteriza, deixou-nos marcas profundas de como a vida do cristão, seja ele religioso ou leigo, é uma luta diária para vencer a si mesmo e ao mundo que o cerca.

Tivemos o especial privilégio de conviver com Da. Nancy Moncau, a.ouela doce e forte mãe das E.N.S. no Brasil. Ela foi a imagem viva e presente do amor. Ela nos deu uma dimensão da nossa TeSPI>nsabilidade P.m zelar por esse Movimento trazido para cá com tanto amor e tantas dificuldades e defendido com garra. durante tantos a.nos para que não se desvirtu~se a sua mistica.

O ambiente acolhedor criado pelos equlpistas de Santos e a. disponibili­dade dos casais dirigentes favoreceram uma ltl"ande inte~racão P.ntre ns 25 casais participantes, de São Paulo, ABC, Santos, Mogi das Cruzes e Vale do Paraíba.

Tivemos a visita do ,bispo da Diocese de Santos, D. David Picão, e do bispo de Oeiras, no PiaUÍ, D. Egbert, o que nos fez sentir a dimensão eclesial que tem um Movimento de leigos como o nosso. Como disse Frei Eduardo, as ENS não são um Movimento de apostolado, mas têm que ser um celeiro de após­tolos comprometidos com a realidade da Igreja que ai está.

Agradecemos a Deus essa parada que nos permitiu nos encontrarmos, nós dois, em casal, para vivermos um relacionamento profundo e consciente.

Agradecemos ao Pai esse chamado. Queremos ser dignos dEle, acolhendo a Sua Palavra, para responder, como Ele espera, à nossa vocação.

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Ma.rina e Luiz Eduardo Equipe 10, Setor E São Paulo

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DtEM-LHES VOCtS MESMOS DE COMER

TEXTOS DE MEDITAÇÃO - 1 Jo. 3, 16-17 ; Tg. 3, 14-17

"Nisto conhecemos o Amor: que Ele deu a sua vida por nós. E nós também devemos dar a nossa vida pelos irmãos. Se al­guém, possuindo os bens deste mundo, vê o seu irmão na neces .. sidade e lhe fecha o coração, como permanecerá nele o amor de Deus?"

o

"Se alguém disser que tem fé , mas não tem obras, de que lh~ aproveitará isso? Se um irmão ou uma irmã não tiverem o que vestir e lhes faltar o necessário para a subsistência de cada dia , e alguém dentre vós lhes disser : "Ide em paz, aquecei-'Vos e sa­ciai-vos", e não lhes der o necessário para a sua manutenção, que proveito haverá nisso? Assim também a fé , se não tiver obras, será morta em seu isolamento."

ORAÇÃO

Senhor, diante da multidão com fome , Tu nos disseste : "Dêem-lhes vocês mesmos de comer".

Não permite que passemos indiferentes ao lado da miséria que nos contentemos com simples esmolas que arrumemos desculpas para nada fazer.

Dá-nos a força de renunciar ao nosso comodismo e arregaçar as mangas. Dá-nos a coragem de partilhar de verdade com o nosso irmão.

Ensina--nos a ver de fato a Ti mesmo naquele que passa fome e a Te servir nele com alegria.

Amém.

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EQUIPES DE NOSSA SENHORA

Movimento de casais por uma espiritualidade

conjugal e familiar

Revisão, Publicação e Distribuição pela Secretaria das

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SAO PAULO, SP