NOÇÕES BÁSICAS SOBRE AÇÕES CÍVEIS ELEITORAIS E ?· ou no Cartório Eleitoral (Código Eleitoral,…

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    18-Nov-2018

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  • NOES BSICAS SOBRE AES CVEIS ELEITORAIS E PRINCIPAISPREVISES LEGAIS CONCERNENTES A CAUSAS DE PEDIR (CAUSA DE PEDIRPRXIMA): ESTUDO DINMICO E VOLTADO PARA A PRTICA DAS ELEIES

    Dieison Picin Soares Bernardi1

    NDICE

    1 ) Introduo; 2) aes cveis eleitorais: aspectos gerais; 3) requerimento de registro decandidatura e ao de impugnao de registro de candidatura; 4) representaes ereclamaes eleitorais; 5 ) representaes especficas; 6) ao de investigao judicialeleitoral; 7) ao de impugnao de mandato eletivo; 8 ) recurso contra a diplomao; 9)direito de resposta; 10 ) Resoluo 23.370/2011 do TSE sobre propaganda eleitoral eprincipais causas de eventual cassao de registro de candidatura; 11 ) outras hipteses deresponsabilizao relacionadas com a propaganda eleitoral; 12 ) a captao ilcita desufrgio: previso do art. 299 do Cdigo Eleitoral e do art. 41-A da Lei das Eleies e art.77 da Resoluo 23.370/2011 do TSE; 13 ) impugnao s pesquisas eleitorais; 14) aescveis eleitorais e a finalidade do direito; 15 ) consideraes finais; 16) bibliografia.

    1 Doutorando na UCA Pontifcia Universidade Catlica Argentina. Chefe do Cartrio Eleitoral da 83. ZonaEleitoral de Santo Antonio do Sudoeste, Paran.

  • 1 ) INTRODUO

    A temtica do presente trabalho refere-se a noes bsicas sobre aes cveis eleitorais e principaisprevises legais concernentes a causas de pedir (causa de pedir prxima): estudo dinmico evoltado para a prtica das eleies. As aes cveis eleitorais podem ser classificadas em (a) AIRC -Ao de Impugnao de Registro de Candidatura; (b) Representao e Reclamao; (c) AIJE Ao de Investigao Judicial Eleitoral; (d) AIME Ao de Impugnao de Mandato Eletivo; e(e) RCD - Recurso Contra Diplomao. Acrescentamos ao estudo, os RRC Requerimentos deRegistro de Candidaturas ou ao de registro de candidaturas, com as quais encontram-sevinculadas as respectivas eventuais impugnaes. O estudo abrange tambm as chamadasImpugnaes de Pesquisa Eleitoral. Mormente, desde logo podemos afirmar que referidas aestutelam em sua essncia, a liberdade de escolha do eleitor, entre outros bens jurdicos preciosos. por meio destas aes cveis eleitorais que se apuram condutas lesivas legislao eleitoral que nosejam tipificadas como crime, tutelando, pois, a legalidade do processo eleitoral. Mas, possvelrealizar um estudo dinmico dessas aes voltado para a prtica nas Eleies que se aproximam?Guarda valor jurdico analisar e compilar em um artigo cientfico um rol contendo previses legaisrelativas s principais causas de pedir (causa de pedir prxima) dessas aes, isto , fundamentosjurdicos que constituem vedaes legais que se violadas (por fatos, que constituem a causa depedir remota) daro ensejo ao ajuizamento da actio eleitoral, em especial, tocante a hipteses quegeram cassao do registro de candidatura ou cassao do diploma? Acreditamos que sim.Obviamente, a inteno no esgotar o tema, por assim dizer, complexo do processo judicialeleitoral, sendo que em razo dos propsitos do presente estudo (estudo dinmico), bem assim dasua complexidade, sugerimos, inclusive, a consulta aos respectivos dispositivos legaismencionados, em seus textos legais originais e atualizados. As principais Resolues editadas pelocolendo Tribunal Superior Eleitoral direta ou indiretamente relacionadas com as aes cveiseleitorais sero objeto do presente estudo. Alm disso, elementos importantes da jurisprudncia docolendo Tribunal Superior sero citadas. Nas eleies municipais, como consabido, acompetncia para processo e julgamento dessas aes eleitorais do juiz eleitoral (de primeirainstncia), com exceo do recurso contra a expedio do diploma. Todas essas aes seroestudadas individualmente de modo dinmico e com exame voltado para a prtica, pois, no mbitoestreito de um artigo cientfico. Enfatiza-se a dizer que a representao por propaganda eleitoralantecipada e a AIJE constituem aes autnomas, com causas de pedir e sanes prprias. Assim, aprocedncia ou improcedncia de uma no oponvel outra..2 Observar-se- por exemplo quetocante s representaes genricas, admite, quando possvel3, envio por meio eletrnico ou viafac-smile (Resoluo do TSE nmero 23.367, art. 7). Os feitos eleitorais, no perodo entre 10 dejunho e 2 de novembro de 2012, tero prioridade para a participao do Ministrio Pblico e dosJuzes de todas as justias e instncias, ressalvados os processos de habeas corpus e mandados desegurana (Resoluo 23367, art. 44, caput). A dizer, se dar nfase, por exemplo acerca dadistino entre representaes previstas no art. 96 da Lei das Eleies, e as chamadasrepresentaes especficas, que sero estudadas com peculiaridade, sendo essa distino de altaimportncia, na medida em que se diferenciam pelo objeto, prazos para ajuizamento, entre outrospeculiares.

    2 TSE. Recurso Ordinrio n 938324, de So Paulo/SP. Relatora Min. Ftima Nancy Andrighi. J. 31/05/2011. DJE01/08/2011, p. 231/232.

    3 Ficar atento expedio de Resolues pelos egrgios TRE's, sobre o tema. O egrgio TRE-PR, a dizer,editou a Resoluo 619/2012, fazendo referncia apenas possibilidade de fac-simile.

  • 2 ) AES CVEIS ELEITORAIS: ASPECTOS GERAIS

    Importa ressaltar que a legitimidade para ajuizar as aes cveis eleitorais quando conferidaao partido poltico, em regra, at a eleio, no subsiste (a legitimao) se este fizer partede uma coligao, caso em que apenas esta (a coligao) poder ajuizar a actio.4 Pode,todavia, atuar de forma isolada, quando para questionar a validade da prpria coligao, naforma e no perodo previsto no art. 6, da Lei 9.504/97. Algumas peculiaridades ainda serotratadas quando do estudo individual de cada ao eleitoral, em especial, tocante legitimidade concorrente entre coligao e partido aps a diplomao.

    Como regra geral do processo civil, deve ser mencionado acerca dos pressupostosprocessuais de existncia, quais sejam, petio inicial; jurisdio; citao e capacidadepostulatria. Quanto petio inicial, na expresso de Wambier, apenasexcepcionalmente, a lei autoriza a instaurao de processo sem provocao da parte (ex.:o processo de habeas corpus, que tambm utilizado, em certas hipteses, na esferacivil).5 Ainda, h os pressupostos processuais de validade: petio inicial apta (no valido se sem pedido ou causa de pedir, confusa, pedido impossvel, pedidosincompatvel); rgo jurisdicional competente e juiz imparcial; capacidade de agir ecapacidade processual. Alm destes pressupostos positivos, deve-se tecer algunscomentrios sobre os pressupostos negativos: litispendncia; coisa julgada; e impedimentode repropositura da ao (CPC, art. 268). No mbito eleitoral, todavia, quanto aospressupostos negativos, h que se dedicar cuidado especial, na medida em que no rarasvezes, um mesmo fato pode consistir causa de pedir de duas aes eleitorais autnomas,com sanes prprias, como se ver mais adiante. As condies da ao tambm devemestar presentes, quais sejam, legitimidade das partes (pretenso subjetivamente razovel);interesse de agir (pretenso objetivamente razovel); e pedido juridicamente possvel.

    Ponto peculiar a se observar tocante a tempestividade de cada ao cvel eleitoral. Porexemplo, o TSE estabeleceu prazo para a propositura das representaes por propagandairregular, cuja pena prevista seja a subtrao do horrio gratuito do representado, para se"evitar armazenamento ttico de reclamaes a fazer para o momento da campanhaeleitoral, em que se torne mais til subtrair tempo do adversrio.6

    Ento, passemos a estudar uma a uma das espcies de aes cveis eleitorais. Aps,examinaremos algumas previses legais correlatas s principais causas de pedir (prximas),consistentes em proibies, cuja violao pode gerar sanes, com nfase para algumas

    4 Nesse sentido: () 2. Legitimidade - A Coligao tem legitimidade para requerer direito de resposta quando um dospartidos que a compe ofendido e, por ser partido coligado, no pode se dirigir Justia Eleitoral de forma isolada.(TSE. Recurso em Representao n 187987, do Distrito Federal. J. 02/08/2010. Rel. Min. Henrique Neves da Silva.)Lembre-se entretanto: (...) Partido poltico tem legitimidade para prosseguir, isoladamente, em feito que ajuizou antesde se coligar. (TSE. AR em AI em REspE n 28419, de So Lus/MA. J. 01/10/09. Rel. Min. Ricardo Lewandowiski.)Outra observao: (...) At a data da eleio, o partido poltico sob coligao no tem legitimidade para recorrerisoladamente. (TSE. REE n 25327, de Hortolndia/SP. 17/05/2007. Rel. Min. Ayres Britto.)

    5 WAMBIER, Luiz Rodrigues. Curso avanado de processo civil : teoria geral do processo e processo de conhecimento,

    v. 1 / Luiz Rodrigues Wambier, Eduardo Talamini. 10 ed. So Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008. p. 241.6 TSE. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO n 6349, de Belo Horizonte/MG. J. 13/02/2007.

    Relator(a) Min. JOS GERARDO GROSSI. DJ 05/03/2007, Pgina 168.

  • situaes que podem gerar cassao do registro de candidatura ou perda do mandadoeletivo. o que se far nos tpicos seguintes.

    3) REQUERIMENTO DE REGISTRO DE CANDIDATURA E AO DEIMPUGNAO DE REGISTRO DE CANDIDATURA

    Os partidos polticos e as coligaes solicitaro ao Juzo Eleitoral competente o registro deseus candidatos at as 19 horas do dia 5 de julho de 2012 (Lei no 9.504/97, art. 11, caput).7

    Na hiptese de o partido poltico ou a coligao no requerer o registro de seus candidatos,estes podero faz-lo, individualmente, no prazo mximo de 48 horas seguintes publicao da lista dos candidatos pelo Juzo Eleitoral competente para receber e processaros pedidos de registro, apresentando o formulrio Requerimento de Registro deCandidatura Individual (RRCI), na forma prevista no artigo 22 da Resoluo 23373, comas informaes e documentos previstos nos arts. 24 e 25 da referida Resoluo (Lei no9.504/97, art. 11, 4).8

    O colendo Tribunal Superior Eleitoral, de eleio em eleio edita resoluo especficapara normatizar a matria de Registro de Candidaturas, cujo contedo da mais altaimportncia. Como se denota, a previso legal sobre a ao de registro de candidatura estregulada para a eleio do corrente ano, pela Resoluo do TSE n 23.373.

    O pedido de registro de candidatura, todavia, pode ser impugnado9. Vale frisar que essaimpugnao tem cunho jurdico de ao.

    7 O pedido de registro dever ser apresentado obrigatoriamente em meio magntico gerado pelo Sistema de Candidaturas Mdulo Externo (CANDex), desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral, acompanhado das vias impressas dosformulrios Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidrios (DRAP) e Requerimento de Registro de Candidatura(RRC), emitidos pelo sistema e assinados pelos requerentes. (Art. 22, da Resoluo do TSE n 23373.)

    8 Protocolado o pedido de registro de candidato, o Cartrio Eleitoral, providenciar, entre outras situaes, a publicaode edital sobre o pedido de registro, para cincia dos interessados, no Dirio de Justia Eletrnico, preferencialmente,ou no Cartrio Eleitoral (Cdigo Eleitoral, art. 97, 1). Pois, da publicao do edital referido, correr o prazo de 48 horas para que o candidato escolhido em convenorequeira individualmente o registro de sua candidatura, caso o partido poltico ou a coligao no o tenha requerido.Desse mesmo marco, tambm comea a correr o prazo de 5 dias para a impugnao dos pedidos de registro decandidatura. E, decorrido o prazo de 48 horas para os pedidos individuais de registro de candidatura de que trata o pargrafo 2, doart. 35, da Resoluo 23373, novo edital ser publicado, passando a correr, para esses pedidos, o prazo de impugnaoprevisto no art. 3 da Lei Complementar n 64/90.

    9 Os processos de registro de candidaturas tero prioridade sobre quaisquer outros (Lei n. 9.504/97, art. 16, 2). Processados os pedidos de registro de candidatura, no observados os requisitos da Resoluo n. 23.373, art. 20, 2, oJuiz determinar a intimao em 72h, para a regularizao. Igualmente, se constatada causa de inelegibilidade ouausncia de requisitos de elegibilidade.As impugnaes sero processadas nos mesmos autos de registro de candidatura (Resoluo 23.373, art. 39) e seguiroo rito previsto na LC n. 64/90, art. 3.Havendo necessidade de prova em audincia, ser marcada em 4 (quatro) dias. As testemunhas compareceroindependentemente de intimao, ouvidas em audincia nica.Conclusos para sentena, esta deve ser proferida em 3 (trs) dias (LC n. 64/90, art. 8), que ser publicada no DJE ouem outro meio de publicao (Resoluo n. 23.373, art. 30). Havendo cassao, o partido e a coligao so notificados(Resoluo 23.373, art. 30, pargrafo nico).

  • A previso legislativa para o rito da ao de impugnao de registro de candidatura osarts. 3 e seguintes da Lei Complementar n 64/90.

    O indeferimento do registro de candidatura pretendido pode ser essencialmente em razode (a) ausncia de condies de elegibilidade (art. 14, 3 da Constituio Federal); (b)verificadas hipteses de inelegibilidade ou incompatibilidade (art. 1 da Lei Complementarn 64/90 c/c art. 14, 4 , 5, 6, 7 e 8 da Constituio Federal); (c) em funo deausncia de documentos indispensveis ao procedimento de registro de candidatura (art.11, 1 da Lei n 9.504/97).

    Partindo dessa premissa, no difcil perceber que uma gama enorme de situaes jurdicaspodem ser alvo de anlise atravs da impugnao sob estudo.

    Caber a qualquer candidato, a partido poltico, a coligao ou ao Ministrio PblicoEleitoral, no prazo de 5 dias, contados da publicao do edital relativo ao pedido deregistro, impugn-lo em petio fundamentada (LC no 64/90, art. 3, caput).10 Portanto, oslegitimados ativos para a impugnao, em regra, so (a) Ministrio Pblico Eleitoral; (b)partidos polticos (no coligado. O diretrio municipal atuar apenas na sua circunscrio);(c) coligaes, e (d) candidatos (identificado em conveno do partido e que formalizoupedido de registro de candidatura). Ainda, (e) qualquer cidado no gozo de seus direitospolticos poder, no prazo de 5 dias contados da publicao do edital relativo ao pedido deregistro, dar notcia de inelegibilidade ao Juzo Eleitoral competente, mediante petiofundamentada, apresentada em duas vias.

    Notificado, o impugnado ter 07 (sete) dias para, querendo, apresentar contestao.11

    Decorrido o prazo para contestao, se no se tratar apenas de matria de direito, e a provaprotestada for relevante, o Juiz Eleitoral designar os 4 dias seguintes para inquirio dastestemunhas do impugnante e do impugnado, as quais comparecero por iniciativa daspartes que as tiverem arrolado, aps notificao judicial. (LC n 64/90, art. 5, caput). Nos5 dias subsequentes, o Juiz Eleitoral proceder a todas as diligncias que determinar, deofcio ou a requerimento das partes (LC n 64/90, art. 5, 2). E, encerrado o prazo dadilao probatria, as partes, inclusive o Ministrio Pblico Eleitoral, podero apresentaralegaes no prazo comum de 5 dias, sendo os autos conclusos ao Juiz Eleitoral, no diaimediato, para proferir sentena (LC n 64/90, arts. 6 e 7, caput).

    O juiz eleitoral tem o prazo de 3 (trs) dias, para apresentar a sentena em cartrio.

    10 O impugnante especificar, desde logo, os meios de prova com que pretende demonstrar a veracidade do alegado,arrolando testemunhas, se for o caso, no mximo de 6 (LC no 64/90, art. 3, 3).

    11 Terminado o prazo para impugnao, o candidato, o partido poltico ou a coligao sero notificados para, no prazo de 7dias, contest-la ou se manifestar sobre a notcia de inelegibilidade, juntar documentos, indicar rol de testemunhas erequerer a produo de outras provas, inclusive documentais, que se encontrarem em poder de terceiros, de repartiespblicas ou em procedimentos judiciais ou administrativos, salvo os processos que estiverem tramitando em segredo dejustia (LC n 64/90, art. 4).

  • O prazo para interposio de eventual recurso de 3 (trs) dias (art. 8 da LeiComplementar n 64/90).12

    Quando a sentena for entregue em cartrio antes de 3 dias contados da concluso ao JuizEleitoral, o prazo para o recurso eleitoral, salvo intimao pessoal anterior, s se conta dotermo final daquele trduo.

    A partir da data em que for protocolada a petio de recurso eleitoral, passar a correr oprazo de 3 dias para apresentao de contrarrazes (LC n 64/90, art. 8, 1)13.

    Finalmente, de acordo com o art. 56, da Resoluo 23373, aps decidir sobre os pedidos deregistro e determinar o fechamento do sistema de candidaturas, o Juiz Eleitoral farpublicar no Dirio de Justia Eletrnico, preferencialmente, ou no Cartrio Eleitoral, arelao dos nomes dos candidatos e respectivos nmeros com os quais concorrero naseleies, inclusive daqueles cujos pedidos indeferidos se encontrem em grau de recurso.

    Ademais, todos os pedidos de registro de candidatos, inclusive os impugnados, devem estarjulgados, e as respectivas decises publicadas perante o Juzo Eleitoral at o dia 5 de agostode 2012, de acordo com o art. 57 da Resoluo 23373 (Lei n 9.504/97, art. 16, 1).

    Pertinente, mencionar que no possui legitimidade para recorrer da deciso que deferiu opedido de registro de candidatura a coligao que no o impugnou. Incide, pois, espcie,o disposto na Smula n 11 do c. TSE: 'No processo de registro de candidatos, o partidoque no o impugnou no tem legitimidade para recorrer da sentena que o deferiu, salvo sese cuidar de matria constitucional'. E a coligao que no impugnou o pedido deregistro de candidatura no pode ingressar no feito na qualidade de assistente, em razo dodisposto na Smula n 11/TSE.14

    Jurisprudencialmente:

    12 Na forma do pargrafo 1, do art. 52, da Resoluo 23373, a deciso ser publicada em cartrio ou no Dirio deJustia Eletrnico, passando a correr deste momento o prazo de 3 dias para a interposio de recurso para o TribunalRegional Eleitoral. Convm salientar, mais trs questes pontuais, referentes ao de impugnao de registro de candidatura.Um, que, processados os pedidos de registro e constatada a inobservncia dos percentuais previstos no 2 do art. 20da Resoluo 23373 (Cada partido poltico poder requerer o registro de candidatos para a Cmara Municipal at 150%[cento e cinquenta por cento] do nmero de lugares a preencher [Lei n 9.504/97, art. 10, caput]), o Juiz Eleitoraldeterminar a intimao do partido ou coligao para a sua regularizao no prazo de 72 horas.

    Dois, que a declarao de inelegibilidade do candidato a Prefeito no atingir o candidato a Vice-Prefeito, assim comoa deste no atingir aquele (LC n 64/90, art. 18). Trs, que na forma do art. 47, da Resoluo do TSE n 23373, o pedido de registro ser indeferido, ainda que notenha havido impugnao, quando o candidato for inelegvel ou no atender a qualquer das condies de elegibilidadee, conforme o seu pargrafo nico, constatada qualquer das situaes previstas no caput, o Juiz determinar aintimao prvia do partido ou coligao para que se manifeste no prazo de 72 horas.

    13 E em conformidade com o art. 54, da Resoluo 23373, notificado o recorrido em cartrio.14 TSE. Recurso Ordinrio n 60283, Palmas, Tocantins. Relator Min. Aldir Guimares Passarinho Junior. J. 16/11/2010.

  • (...). 1. Ante a nova redao do art. 1, I, g, da LC n 64/90, para se verificar se o ato gerainelegibilidade, deve-se indagar sobre o dolo de sua prtica. 2. Na hiptese, havia resoluo daprpria Cmara Municipal que previa o recebimento da verba paga. 3. No foi o prpriocandidato que se beneficiou dos pagamentos, os quais foram efetivados aos Primeiro e SegundoSecretrios da Mesa Diretora e ao ento Presidente do rgo legislativo, com base emresoluo. 4. Diante das peculiaridades do

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