Novo(a) Documento Do Microsoft Word (2)

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CAPTULO 1 - Definio de Seguridade Social Art. 194, CF/88A seguridade social foi definida no caput do art. 1 94 da Constituio Federal como "um conjunto integrado de aes de iniciativa dos Poderes Pblicos e da sociedade, destinadas a assegurar o direito sade, previdncia e assistncia social".A definio constitucional enumera as reas da seguridade social em: Sade; Assistncia social; Previdncia social.O legislador constituinte agregou estas trs reas na seguridade social, devido inter-relao que pode ser facilmente observada entre eles. Se investirmos na sade pblica, menos pessoas ficam doentes ou o tempo de cura menor, e, como consequncia direta, menos pessoas requerem benefcios previdencirios por incapacidade de trabalho ou o tempo de percepo de tais benefcios menor. Se investirmos na previdncia social, mais pessoas estaro includas no sistema, de forma que, ao envelhecerem, tero direito aposentadoria, no necessitando de assistncia social.A seguridade social est inserida no Ttulo VIII da Constituio Federal, dedicado ordem social. Por isso, os direitos relativos previdncia, sade e assistncia social so considerados direitos sociais.O Direito Previdencirio estuda apenas um destes ramos, qual seja, o da previdncia social. No decorrer desta obra esgotaremos a anlise previdenciria, focando os pontos mais indagados em provas de concursos pblicos.Neste captulo, entretanto, comentaremos aspectos iniciais relacionados a estes trs ramos da seguridade.Apesar desta definio ser bastante simples, tem sido alvo de cobrana por todas as bancas organizadoras de concursos pblicos. A ESAF, por exemplo, exige a memorizao do citado texto do art. 194 da CF/88. Vejamos exemplo de questo:Exemplo de questo da ESAF:(Auditor-Fiscal da Receita Federal rea Tributria e Aduaneira 2005/2006 - ESAF)No mbito da Seguridade Social, com sede na Constituio Federal/88 (art. 194), podemos afirmar:a) A seguridade social compreende um conjunto de aes de iniciativa dos Poderes Pblicos e da sociedade, visando a assegurar os direitos relativos sade, vida, previdncia e assistncia social.b) A seguridade social compreende um conjunto integrado de aes dos Poderes Pblicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos sade, previdncia, vida e assistncia social.c) A seguridade social compreende um conjunto integrado de aes de iniciativa dos Poderes Pblicos e da sociedade; destinadas a assegurar os direitos relativos sade, previdncia e assistncia social.d) A seguridade social compreende um conjunto de aes dos Poderes Pblicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos sade, previdncia e assistncia social.e) A seguridade social compreende um conjunto integrado de aes de iniciativa dos Poderes Pblicos constitudos e da sociedade, destinado a assegurar os direitos relativos sade, previdncia e a assistncia social.Resposta: C - Corresponde ao exato texto.

1.1. SADE Art. 196 a 200, CF/88"A sade direito de todos e dever do Estado, garantido mediante polticas sociais e econmicas que visem reduo do risco de doenas e de outros agravos, e ao acesso universal e igualitrio s aes e servios para a sua promoo, proteo e recuperao" (art. 196, CRFB/88).O acesso sade independe de pagamento e irrestrito, inclusive para os estrangeiros que no residem no pas. At as pessoas ricas podem utilizar o servio pblico de sade, no sendo necessrio efetuar quaisquer contribuies para ter direito a este atendimento.Exemplo:Mike, americano, veio passar suas frias no Brasil, chegando cidade do Rio de Janeiro. Ao desembarcar no aeroporto do Galeo, solicitou um txi, partindo em direo Barra da Tijuca, via Linha Amarela. Por azar, foi atingido por uma"bala perdida". Mike poder ser atendido na rede pblica de sade, independentemente de pagamento, embora no seja brasileiro nem residente neste pas.A sade administrada pelo sus - Sistema nico de Sade, vinculado ao Ministrio da Sade. Este rgo no guarda qualquer relao com o INSS ou com a previdncia social. A confuso bastante frequente no meio popular j que, no passado, a sade e a previdncia fizeram parte da mesma estrutura, como veremos no prximo captulo.O Sistema nico de Sade financiado com recursos dos oramentos da seguridade social elaborados pela Unio. Estados, Distrito Federal e pelos Municpios, alm de outras fontes.So de relevncia pblica as aes e servios de sade, cabendo ao Poder Pblico dispor sobre sua regulamentao, fiscalizao e controle, devendo sua execuo ser feita diretamente ou atravs de terceiros e tambm por pessoa fsica ou jurdica de direito privado.De acordo com o 3, do art. 198, da Constituio Federal, lei complementar, que ser reavaliada pelo menos a cada 5 anos, estabelecer:I - os percentuais mnimos de aplicao de recursos nas aes e servios pblicos de sade;II - os critrios de rateio dos recursos da Unio vinculados sade destinados aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municpios, e dos Estados destinados a seus respectivos Municpios, objetivando a progressiva reduo das disparidades regionais;III - as normas de fiscalizao, avaliao e controle das despesas com sade nas esferas federal, estadual, distrital e municipal;IV - as normas de clculo do montante a ser aplicado pela Unio.

A assistncia sade livre iniciativa privada (art. 199, CF 88). As instituies privadas podero participar de forma complementar ao sistema nico de sade, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito pblico ou convnio, tendo preferncia as entidades filantrpicas e as sem fins lucrativos. proibido, no entanto, a destinao de recursos pblicos para auxlios ou subvenes s instituies privadas com fins lucrativos, ou seja, estas empresas podem participar do sistema pblico de sade, mas no podem receber qualquer espcie de incentivo com recursos pblicos.As empresas ou capitais estrangeiros no podem participar da assistncia sade no Pas, salvo nos casos previstos em lei.As aes e servios pblicos de sade integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema nico, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:I - descentralizao, com direo nica em cada esfera de governo;II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuzo dos servios assistenciais;III - participao da comunidade.Ateno!Apesar do rgo que administra a sade ter o nome "Sistema nico de Sade", as aes nesta rea so descentralizadas. As bancas examinadoras dos concursos pblicos costumam elaborar proposies mencionando que o SUS- Sistema nico de Sade possui aes centralizadas.Outro ponto abordado em concursos a priorizao das aes de carter preventivo da sade. Questes tentam confundir o estudante, mencionando que ser priorizado o atendimento aos enfermos em detrimento das aes preventivas.Ao sistema nico de sade compete, alm de outras atribuies:I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substncias de interesse para a sade e participar da produo de medicamentos, equipamentos, imunobiolgicos, hemoderivados e outros insumos;II- executar as aes de vigilncia sanitria e epidemiolgica, bem como as de sade do trabalhador;III - ordenar a formao de recursos humanos na rea de sade;IV - participar da formulao da poltica e da execuo das aes de saneamento bsico;V - incrementar em sua rea de atuao o desenvolvimento cientfico e tecnolgico;VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem corno bebidas e guas para consumo humano;VII - participar do controle e fiscalizao da produo, transporte, guarda e utilizao de substncias e produtos psicoativos, txicos e radioativos;VIII - colaborar na proteo do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.

A lei definir os critrios de transferncia de recursos para o sistema nico de sade e aes de assistncia social da Unio para os Estados, o Distrito Federal e osMunicpios, e dos Estados para os Municpios, observada a respectiva contrapartida de recursos (art. 195, 10, CF/88).Em recente alterao do Texto Constitucional, a EC 51/2006 incluiu os 4 a 6, do art. 198, dispondo sobre o trabalho dos agentes comunitrios de sade. Os gestores locais do sistema nico de sade podero admitir agentes comunitrios de sade e agentes de combate s endemias por meio de processo seletivo pblico, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuies e requisitos especficos para sua atuao, delegando a Lei Federal a regulamentao da matria. Os agentes podem perder o cargo em funo do descumprimento dos requisitos definidos na lei (regulamentado pela Lei 11.350/2006).Por ltimo, a Constituio determina que a lei dever dispor sobre as condies e os requisitos que facilitem a remoo de rgos, tecidos e substncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento, bem corno a coleta, processamento e transfuso de sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercializao.1.2. ASSISTNCIA SOCIAL Art. 203 e 204, CF/88A assistncia social ser prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuio seguridade social. Aqui, o requisito bsico a necessidade do assistido.

A assistncia possui os seguintes objetivos:I - a proteo famlia, maternidade, infncia, adolescncia e velhice;II - o amparo s crianas e adolescentes carentes;III - a promoo da integrao ao mercado de trabalho;IV - a habilitao e reabilitao das pessoas portadoras de deficincia e a promoo de sua integrao vida comunitria;V - a garantia de um salrio mnimo de benefcio mensal pessoa portadora de deficincia e ao idoso que comprovem no possuir meios de prover prpria manuteno ou de t-la provida por sua famlia, conforme dispuser a lei.

Percebe-se, ao analisar-se os objetivos da assistncia social, que estes englobam servios prestados e benefcios concedidos. A assistncia social garante o benefcio de um salrio mnimo ao idoso e/ou deficiente que comprovem no possuir meios de prover prpria manuteno ou de t-la provida por sua famlia. Os benefcios assistenciais sero objetos de estudo em captulo prprio.Os benefcios assistenciais pecunirios so devidos somente aos brasileiros