Oficina - crcsp.org.br ?· DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA ... lucros e fluxo de caixa no futuro”…

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Conselho Regional de Contabilidade do Estado de So Paulo Tel. (11) 3824-5400 opes 2 ou 3 (ncleo de relacionamento) Email: desenvolvimento@crcsp.org.br | web: www.crcsp.org.br Rua Rosa e Silva, 60 | Higienpolis 01230 909 | So Paulo SP Presidente: Gildo Freire de Araujo Gesto 2016-2017

JANEIRO/

Oficina Tcnica

Demonstrao dos Fluxos de Caixa

(DFC) e Demonstrao do Valor Adicionado

(DVA) - Novas Normas Contbeis

Elaborado por:

Vicente Rosseto

O contedo desta apostila de inteira responsabilidade do autor (a).

A reproduo total ou parcial, bem como a reproduo de apostilas a partir desta obra intelectual, de qualquer forma ou por qualquer meio eletrnico ou mecnico, inclusive atravs de processos xerogrficos, de fotocpias e de gravao, somente poder ocorrer com a permisso expressa do seu Autor (Lei n. 9610/1998). TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: PROIBIDA A REPRODUO TOTAL OU PARCIAL DESTA APOSTILA, DE QUALQUER FORMA OU POR QUALQUER MEIO. CDIGO PENAL BRASILEIRO ARTIGO 184.

Julho/2016

mailto:desenvolvimento@crcsp.org.brhttp://www.crcsp.org.br

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1

Contedo:

1- Estrutura do Balano Patrimonial;2- Demonstrao do Resultado e do Resultado Abrangente;3- Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido;

4- Demonstrao dos Fluxos de Caixa, 4.1- caixa e equivalentes de caixa,4.2- Atividades: operacionais, de investimentos e de financiamento, 4.3- Mtodos Direto e Indireto;

5- Demonstrao do Valor Adicionado, 5.1- Modelo e tcnica de Elaborao, 5.2- Formao e Distribuio do Valor Adicionado

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Balano Patrimonial Segregao do Ativo e do Passivo

BALANO PATRIMONIAL ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE ATIVO NO CIRCULANTE PASSIVO NO CIRCULANTE Realizvel a Longo Prazo Investimentos PATRIMNIO LQUIDO Imobilizado Capital Social Intangvel Reservas de Capital Ajustes de Avaliao Patrimonial Reservas de Lucros Aes em Tesouraria Prejuzos Acumulados

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3

Demonstrao do Resultado do Exerccio (DRE) Estrutura Bsica

Receita Operacional Bruta (-) Dedues de Vendas(=) Receita Operacional Lquida(-) Custo das Vendas

(=) Lucro Bruto(-) Despesas Operacionais(+/-) Outras receitas e despesas operacionais

(=) Lucro Operacional(+/-) Outras receitas e despesas

(=) Resultado antes dos Tributos(-) Tributos s/o Lucro(-) Participaes no Lucro

(=) Lucro (prejuzo lquido) do exerccio e lucro/prejuzo por ao

(Adaptado de IUDCIBUS, S. et al. Manual de Contabilidade Societria. FIPECAFI. So Paulo. Atlas. 2010. p. 478-479)

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DRE Mtodos de Apresentao

Funo da Despesa (ou do Custo dos Produtos e Servios Vendidos)

Mtodo preconizado pela Legislao, no qual a funo da despesa utilizadacomo critrio de agregao e classificao de suas despesas (despesasadministrativas, vendas, CMV, etc.)

Natureza da Despesa

Utiliza como elemento agregador a natureza das despesas (depreciaes eamortizaes; consumo de matria-prima e materiais; despesa com transporte;benefcios a empregados, etc.)

Observao : Quando se utiliza o Mtodo da Funo da Despesa, a normainternacional determina que a DRE pelo Mtodo da Natureza dasDespesas,conste de Nota Explicativa (PronunciamentoCPC 26 (R1), item 105)

(Adaptado de IUDCIBUS, S. et al. Manual de Contabilidade Societria. FIPECAFI. So Paulo. Atlas. 2010. p. 480)

DRE Mtodos de Apresentao

Mtodo- Funo da Despesa Mtodo - Natureza da DespesaReceita de vendas 3.000 Receita de Vendas 3.000 CPV (700) Variao EPA e EPE 300 Lucro Bruto 2.300 Consumo MP e materiais 400 Despesas de vendas (50) Salrios e benefcios empregados 80 Despesas Administrativas (230) Depreciaes e amortizaes 150 Outras despesas (100) Despesas com comisses 50 Resultado antes dos tributos 1.920 Outras despesas 100

Outras despesas (1.080) Fonte:IUDCIBUS, S. et al. Manual de Contabilidade Societria. FIPECAFI. So Paulo. Atlas. 2010. p.480) Resultado antes dos tributos 1.920

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DEMONSTRAO DO RESULTADO ABRANGENTE (DRA)

receitas, despesas e outras mutaes que afetam o PL (exceto as transaes de capital entrea empresa e seus scios), mas que no so reconhecidas (ou no foram reconhecidas ainda)na demonstrao do resultado do exerccio. (Iudcibus, S. et al. Manual de Contabilidade Societria. FIPECAFI.So Paulo. Atlas. 2010. p. 480)

No existe um embasamento conceitual para esses itens que, por sua especificidade, natureza,realizao e relacionamento com o negcio principal da empresa, sendo assim segregados:

variaes na reserva de reavaliao, quando permitidas legalmente

ganhos e perdas atuariais em planos de penso com benefcio definido

ganhos e perdas derivados de converso de demonstraes contbeis de operaes no exterior

ganhos e perdas na remensurao de ativos financeiros disponveis para venda (adaptado de CPC 26, tpico 7)

parte da investidora em outros resultados abrangentes de controladas, coligadas e joint-ventures (adaptado de CPC 26 (R1), item 82 A (b))

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DRA

A legislao societria brasileira requer que a DRA seja apresentada emdemonstrao separada da DRE e deve apresentar(Pronunciamento CPC 26 (R1), tpico 81 A)

(a) o total do resultado (do perodo);

(b) total de outros resultados abrangentes;

(c) resultado abrangente do perodo, sendo o total do resultado e de outros

resultados abrangentes

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Demonstrao das Mutaes do Patrimnio Lquido (DMPL)

Evidencia os fluxos ocorridos no exerccio nas contas do Patrimnio Lquido de umaentidade, com a discriminao das mutaes:

globais (aumentos de capital, resultado do exerccio, ajustes deexerccios anteriores,ajuste de avaliao patrimonial, etc.) e as

internas (constituio, reverso, incorporao e absoro etransferncias de reservas e a destinao do lucro)

Geralmente elaborada sob a forma de uma planilha de dupla entrada, com as linhascontendo os saldos iniciais das contas, a descrio dos fatos que motivarammodificaes nessas contas e os respectivos saldos finais. Nas colunas constam osnomes das contas, os valores de suas movimentaes.

A ltima coluna conter o saldo de todas as modificaes do Patrimnio Lquido e naltima linha, o saldo de cada conta no fim do perodo (adaptado de VICECONTI ,Paulo E. V.;NEVES, Silvrio das, Contabilidade Bsica.16 ed. So Paulo. Saraiva. 2013. p.369)

Capital

Social Integralizado

Reservas de Capital, Opes

Outorgadas e Aes em Tesouraria

(1)

Reservas de Lucros (2)

Lucros ou Prejuzos

Acumulados

Outros Resultados

Abrangentes (3)

Patrimnio Lquido dos Scios da

Controladora

Participao dos No

Controladores no Pat. Liq. das

Controladas

Patrimnio Lquido

Consolidado

Saldos Iniciais 1.000.000 80.000 300.000 0 270.000 1.650.000 158.000 1.808.000

Aumento de Capital 500.000 -50.000 -100.000 350.000 32.000 382.000

Gastos com Emisso de Aes -7.000 -7.000 -7.000

Opes Outorgadas Reconhecidas 30.000 30.000 30.000

Aes em Tesouraria Adquiridas -20.000 -20.000 -20.000

Aes em Tesouraria Vendidas 60.000 60.000 60.000

Dividendos -162.000 -162.000 -13.200 -175.200

Transaes de Capital com os Scios 251.000 18.800 269.800

Lucro Lquido do Perodo 250.000 250.000 22.000 272.000

Ajustes Instrumentos Financeiros -60.000 -60.000 -60.000

Tributos s/ Ajustes Instrumentos Financeiros 20.000 20.000 20.000

Equiv. Patrim. s/ Ganhos Abrang. de Coligadas 24.000 24.000 6.000 30.000

Ajustes de Converso do Perodo 260.000 260.000 260.000

Tributos s/ Ajustes de Converso do Perodo -90.000 -90.000 -90.000

Outros Resultados Abrangentes 154.000 6.000 160.000

Reclassific. p/ Resultado Aj. Instrum. Financ. 10.600 10.600 10.600

Resultado Abrangente Total 414.600 28.000 442.600

Constituio de Reservas 140.000 -140.000

Realizao da Reserva Reavaliao 78.800 -78.800

Tributos sobre a Realizao da Reserva de Reavaliao

-26.800

26.800

Saldos Finais 1.500.000 93.000 340.000 0 382.600 2.315.600 204.800 2.520.400

Fonte: CPC 26 (R1) Apndice A

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DEMONSTRAO DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)

OBJETIVO

evidenciar a capacidade de gerao de caixa de uma entidade e de suasnecessidades para utilizar esses fluxos entre duas datas.

avaliao da capacidade da empresa honrar seus compromissos.

a liquidez, a solvncia (estrutura financeira)

flexibilidade financeira da empresa em alterar valores e prazos (adaptar osfluxos de caixa s circunstncias e opor