PONTO 1: Ações Eleitorais – continuação PONTO 2 ...aulas. ?· - Constitucionalidade: doutrina…

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DIREITO ELEITORAL

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DIREITO ELEITORAL

PONTO 1: Aes Eleitorais continuao PONTO 2: Representao de captao ilcita de sufrgio PONTO 3: Condutas Vedadas aos Agentes Pblicos PONTO 4: Representao para apurar condutas em desacordo com a Lei 9.504/97 art. 30-A PONTO 5: Ao de Impugnao de Mandato Eletivo PONTO 6: Nulidades PONTO 7: Fases do Processo Eleitoral

1. Aes Eleitorais continuao:

Representaes por descumprimento a Lei 9504/97.

Tambm so aes tendo em vista os ilcitos eleitorais.

2. Representao de captao ilcita de sufrgio art. 41-A, Lei 9504/97:

- Constitucionalidade: doutrina e jurisprudncia (ADIN 3592)

Surgiu com a Lei 9840 e 1999 de um projeto de Lei (Lei da Compra de Votos)

Antes da existncia desse tipo de ao, o candidato que comprasse votos seria

responsabilizado penalmente. Na esfera eleitoral teria que utilizar as aes genricas. O

problema era a potencialidade lesiva.

Essa representao veio dar eficcia punitiva na compra de votos eleitorais.

Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captao de sufrgio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou funo pblica, desde o registro da candidatura at o dia da eleio, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqenta mil Ufir, e cassao do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990. (Includo pela Lei n 9.840, de 28.9.1999)

Muito se discutiu sobre sua constitucionalidade, uma vez que o afastamento da pessoa

equivaleria uma ilegitimidade, a qual deveria ser criada por LC ou CF e, no caso, foi criado por

lei ordinria. Tese nunca acolhida pelo TSE. STF, ADI 3592, Rel. Min. Gilmar Mendes,

assentou que constitucional.

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- Prazo: para ajuizamento at a data da diplomao - Art. 41-A, 31.

- Bem jurdico: a vantagem dessa representao que essa ao trabalha com um bem jurdico

diverso da normalidade e da legitimidade das eleies.

O bem jurdico tutelado a vontade do eleitoral, TSE, RESP 9553. Logo, suficiente

para procedncia da ao que haja comprovao da compra de voto, sem necessidade de

potencialidade lesiva.

- Prova (para a procedncia): necessria a prova da conduta, participao direta ou indireta

ou anuncia do candidato a terceiro.

Alm disso, pe preciso que essa conduta seja dirigida a um eleitor na plenitude do gozo

dos direitos polticos e que vote na circunscrio que se est corrompendo. Essa conduta tem

que ser subjetiva, ou seja, tem que ser feita com o fim de obter votos.

Relao jurdica personalizada a qual possui dois plos contrapostos o corruptor e o

corrupto. Ocorre a doao ou promessa de vantagem com a obteno de voto ou promessa de

voto.

A ao deve ser dirigida a eleitor determinado ou determinvel. Ou seja, se a promessa

for feita para uma multido diferente que compra de voto. No precisa ser identificado o

eleitor em particular.

fundamental conduta e responsabilizao da conduta do candidato de forma pessoal,

no possvel a condenao do candidato como mero beneficirio.

Era exigido que fosse um pedido explicito. Porm, atualmente, como vivemos num

mundo dissimulado no h como exigir esse pedido explcito. Portanto, surgiu o art. 41-A,

12, Lei 9504, bastando e evidncia do dolo consistente no especial fim de agir.

1 Art. 41- A, 3o A representao contra as condutas vedadas no caput poder ser ajuizada at a data da diplomao. 2 Art. 41-A, 1o Para a caracterizao da conduta ilcita, desnecessrio o pedido explcito de votos, bastando a evidncia do dolo, consistente no especial fim de agir.

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- Competncia: regra das aes eleitorais art. 863, CE.

- Procedimento:

O procedimento do art. 22 da LC 64/90.

- Legitimados (ativo e passivo)

- Ativo: MPE, candidatos, partidos e coligao.

- Passivo: TSE entendeu que s o candidato que pode ser legitimado passivo nessa

ao.

O terceiro no ser sujeito passivo, sendo punido no direito penal.

Art. 41-A, 24, LE tipo especial de captao de sufrgio - extrapenal. Importaram do

art. 3015 do CE.

- Lapso de incidncia da norma:

Desde o registro da candidatura at a data da eleio - possui um lapso de incidncia

material delimitado.

- Sano (a inelegibilidade da Ficha-Limpa)

- Cassao do registro (antes da eleio) ou diploma (depois eleio)

- multa

Aps a lei da ficha-limpa, a pessoa condenada tem tambm uma inelegibilidade

especifica art. 1, I, j6.

3 Art. 86. Nas eleies presidenciais, a circunscrio sero Pas; nas eleies federais e estaduais, o Estado; e nas municipais, o respectivo municpio. 4 Art. 41-A, 2o . As sanes previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violncia ou grave ameaa a pessoa, com o fim de obter-lhe o voto. 5 Art. 301. Usar de violncia ou grave ameaa para coagir algum a votar, ou no votar, em determinado candidato ou partido, ainda que os fins visados no sejam conseguidos: Pena - recluso at quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa 6 Art. 1 So inelegveis:

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- Procedimento: art. 22 da LC 64/90.

- Recurso: prazo e efeitos

Prazo: antes de 2009, da LC 234/09, havia o entendimento de que o prazo para

recurso contra sentena proferida contra juiz eleitoral era 24 horas.

Atualmente, o art. 41-A, 47, estabelece que o prazo para recurso ser de 3 dias a

contra da data de publicao do julgamento no dirio oficial.

Porm, no h como contar nas eleies municipais, uma vez que no h dirio oficial.

RESP 26.118 Relator Min. Geraldo inclui a compra de absteno de voto. Ou seja,

tambm responde pelo art. 41-A.

3. Condutas Vedadas aos Agentes Pblicos:

- Fundamento legal: art. 73, 74, 75 e 77 LE.

- Hipteses de cabimento:

No art. 73 h 9 hipteses de condutas vedadas.

Art. 73. So proibidas aos agentes pblicos, servidores ou no, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: I - ceder ou usar, em benefcio de candidato, partido poltico ou coligao, bens mveis ou imveis pertencentes administrao direta ou indireta da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territrios e dos Municpios, ressalvada a realizao de conveno partidria; II - usar materiais ou servios, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos rgos que integram; III - ceder servidor pblico ou empregado da administrao direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus servios, para comits de campanha eleitoral de candidato, partido poltico ou coligao, durante o horrio de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado; IV - fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido poltico ou coligao, de distribuio gratuita de bens e servios de carter social custeados ou subvencionados pelo Poder Pblico;

I - para qualquer cargo: j) os que forem condenados, em deciso transitada em julgado ou proferida por rgo colegiado da Justia Eleitoral, por corrupo eleitoral, por captao ilcita de sufrgio, por doao, captao ou gastos ilcitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes pblicos em campanhas eleitorais que impliquem cassao do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleio; (Includo pela Lei Complementar n 135, de 2010) 7 Art. 41-A, 4o O prazo de recurso contra decises proferidas com base neste artigo ser de 3 (trs) dias, a contar da data da publicao do julgamento no Dirio Oficial.

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V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exerccio funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor pblico, na circunscrio do pleito, nos trs meses que o antecedem e at a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados: a) a nomeao ou exonerao de cargos em comisso e designao ou dispensa de funes de confiana; b) a nomeao para cargos do Poder Judicirio, do Ministrio Pblico, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos rgos da Presidncia da Repblica; c) a nomeao dos aprovados em concursos pblicos homologados at o incio daquele prazo; d) a nomeao ou contratao necessria instalao ou ao funcionamento inadivel de servios pblicos essenciais, com prvia e expressa autorizao do Chefe do Poder Executivo; e) a transferncia ou remoo ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitencirios; VI - nos trs meses que antecedem o pleito: a) realizar transferncia voluntria de recursos da Unio aos Estados e Municpios, e dos Estados aos Municpios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigao formal preexistente para execuo de obra ou servio em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situaes de emergncia e de calamidade pblica; b) com exceo da propaganda de produtos e servios que tenham concorrncia no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, servios e campanhas dos rgos pblicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administrao indireta, salvo em caso de grave e urgente necessidade pblica, assim reconhecida pela Justia Eleitoral; c) fazer pronunciamento em cadeia de rdio e televiso, fora do horrio eleitoral gratuito, salvo quando, a critrio da Justia Eleitoral, tratar-se de matria urgente, relevante e caracterstica das funes de governo; VII - realizar, em ano de eleio, antes do prazo fixado no inciso anterior, despesas com publicidade dos rgos pblicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administrao indireta, que excedam a mdia dos gastos nos trs ltimos anos que antecedem o pleito ou do ltimo ano imediatamente anterior eleio. VIII - fazer, na circunscrio do pleito, reviso geral da remunerao dos servidores pblicos que exceda a recomposio da perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleio, a partir do incio do prazo estabelecido no art. 7 desta Lei e at a posse dos eleitos.

Inciso I bens da administrao publica genrica.

Inciso II vedado o uso acima do permitido. Ou seja, vedado o excesso das prerrogativas,

seja quantitativamente, seja qualificativamente.

Art. 74. Configura abuso de autoridade, para os fins do disposto no art. 22 da Lei Complementar n 64, de 18 de maio de 1990, a infringncia do disposto no 1 do art. 37 da Constituio Federal, ficando o responsvel, se candidato, sujeito ao cancelamento do registro ou do diploma.

Se algum candidato violar o princpio da impessoalidade tambm acaba cometendo

uma conduta vedada.

Art. 75. Nos trs meses que antecederem as eleies, na realizao de inauguraes vedada a contratao de shows artsticos pagos com recursos pblicos.

Art. 77. proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (trs) meses que precedem o pleito, a inauguraes de obras pblicas.

Todas as situaes devem ter taxatividade, ou seja, adequao tpica.

- Bem jurdico: o princpio da isonomia art. 73, caput, Lei 9504.

No h que se falar em potencialidade ofensiva.

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- Sano (a inelegibilidade da Ficha-Limpa):

A regra que o bem jurdico a isonomia. A regra adaptada a lei:

- O art. 73 ter como sanes a cassao do registro ou diploma + previso multa + excluso

dos recursos do fundo partidrio.

- Arts. 74, 75 e 77 s tem previso de cassao do registro ou do diploma. Ou seja, uma

sano ou absolvio. Sem haver meio termo.

A conseqncia desse tratamento desigual da lei:

- Art. 73 (multiplicidade de sanes e proporcionalidade)- toda ofensa desse artigo , como

regra, procedente o pedido. Adotar na aplicao da sano um critrio de proporcionalidade.

Como h multiplicidade de sanes, como regra, ser aplicao de multa. Aplica-se a cassao

de registro ou diploma nos casos mais graves, dependendo da conduta.

- Arts. 74, 75 e 77 - (unicidade de sano e potencialidade) depende da gravidade da

conduta. Nestes casos, temos a cassao do registro ou diploma ou nada.

O TST em relao aos artigos 74, 75 e 77 para evitar a punio desarrazoada ou por

fatos menores, entendeu quando houver unicidade de sano tem que exigir a potencialidade

lesiva.

- Prazo: art 73, 128, LE.

Pode ser ajuizada essa representao at a data da diplomao.

A procedncia do pedido tem a possibilidade do art. 1, I, j, LC 64/90. Como

possvel a proporcionalidade deve cuidar.

- Competncia: art. 86, LE.

- Procedimento: art. 22 da LC 64/90 art. 73, 12, LE.

8 Art. 73, 12. A representao contra a no observncia do disposto neste artigo observar o rito do art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990, e poder ser ajuizada at a data da diplomao.

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- Legitimados (ativo e passivo):

Ativo:

MPE, candidatos, partidos e coligao.

Passivo:

Nas hipteses dos artigos 74, 75 e 77 o candidato.

No art 73 o legitimado passivo o agente pblico (definio no art. 73, 19). Portanto,

poder ser candidato, agente pblico que praticou o ato e a coligao ou partido.

- Recurso: prazo e efeitos.

Prazo: 3 dias conforme art. 73, 1310.

4. Representao para apurar condutas em desacordo com a Lei 9.504/97 - Art. 30-A:

Art. 30-A. Qualquer partido poltico ou coligao poder representar Justia Eleitoral, no prazo de 15 (quinze) dias da diplomao, relatando fatos e indicando provas, e pedir a abertura de investigao judicial para apurar condutas em desacordo com as normas desta Lei, relativas arrecadao e gastos de recursos. (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009)

Vulgarmente conhecido como caixa 2.

Trata-se de uma representao por descumprimento da Lei 9.504/97.

- Legitimidade:

A Lei prev legitimidade para qualquer partido poltico ou coligao.

O TSE entende que a omisso quanto ao MP indiferente, uma vez que possui

legitimidade prevista na CF, no art. 12711.

9 Art. 73, 1 Reputa-se agente pblico, para os efeitos deste artigo, quem exerce, ainda que transitoriamente ou sem remunerao, por eleio, nomeao, designao, contratao ou qualquer outra forma de investidura ou vnculo, mandato, cargo, emprego ou funo nos rgos ou entidades da administrao pblica direta, indireta, ou fundacional. 10 Art. 73, 13. O prazo de recurso contra decises proferidas com base neste artigo ser de 3 (trs) dias, a contar da data da publicao do julgamento no Dirio Oficial. 11 Art. 127. O Ministrio Pblico instituio permanente, essencial funo jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurdica, do regime democrtico e dos interesses sociais e individuais indisponveis.

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Mas em relao ao candidato, o TSE tem entendido que o silencio do legislador

eloqente. No sendo o candidato parte legitima para ajuizar ao do art. 30-A.

- Hipteses de cabimento

- captao ilcita de recursos;

- gastos ilcitos com recursos.

O art. 2412 da LE tem grande relao com art. 30-A, pois estabelece as fontes vedadas

de recursos.

- Sanes (a inelegibilidade da Ficha-Limpa):

No tem previso de multa art. 30-A, 213.

- Bem jurdico:

O bem jurdico o princpio da moralidade Recurso Ordinrio 1540 Rel Felix

Fischer. Conseqncia: como no h potencialidade lesiva, em principio, qualquer gasto

poderia promover a ao. Porm, para que no entre nessa congruncia, o relator mencionou

que para procedncia deve haver prova da proporcionalidade ou relevncia jurdica entre o

ilcito praticado pelo candidato e a sano.

- Prazo:

15 dias da diplomao. Pode ajuizar antes da diplomao (no possui o requisito de

ajuizar aps diplomao).

12 Art. 24. vedado, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doao em dinheiro ou estimvel em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espcie, procedente de: I - entidade ou governo estrangeiro; II - rgo da administrao pblica direta e indireta ou fundao mantida com recursos provenientes do Poder Pblico; III - concessionrio ou permissionrio de servio pblico; IV - entidade de direito privado que receba, na condio de beneficiria, contribuio compulsria em virtude de disposio legal; V - entidade de utilidade pblica; VI - entidade de classe ou sindical; VII - pessoa jurdica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior. VIII - entidades beneficentes e religiosas; (Includo pela Lei n 11.300, de 2006) IX - entidades esportivas; (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) X - organizaes no-governamentais que recebam recursos pblicos; (Includo pela Lei n 11.300, de 2006) XI - organizaes da sociedade civil de interesse pblico. (Includo pela Lei n 11.300, de 2006) 13 Art. 30, 2o Comprovados captao ou gastos ilcitos de recursos, para fins eleitorais, ser negado diploma ao candidato, ou cassado, se j houver sido outorgado. (Includo pela Lei n 11.300, de 2006)

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- Recurso:

Prazo: 3 dias art. 30-A, 314 - a contar da publicao do dirio oficial.

5. Ao Rescisria Eleitoral art. 22, I, j, CE: Art. 22. Compete ao Tribunal Superior: I - Processar e julgar originariamente: j) a ao rescisria, nos casos de inelegibilidade, desde que intentada dentro de cento e vinte dias de deciso irrecorrvel, possibilitando-se o exerccio do mandato eletivo at o seu trnsito em julgado.(ADI 1459-5).

- Hiptese de cabimento:

S para desconstituir deciso de inelegibilidade.

- Prazo:

120 dias a contar da deciso que constituiu a inelegibilidade.

- Competncia: exclusiva e privativa do TSE.

A expresso possibilitando-se o exerccio do mandato at seu trnsito em julgado-

ADIN 1459-5: inconstitucionalidade parcial.

6. Nulidades:

- Art. 224 CE.

Art. 224. Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do pas nas eleies presidenciais, do Estado nas eleies federais e estaduais ou do municpio nas eleies municipais, julgar-se-o prejudicadas as demais votaes e o Tribunal marcar dia para nova eleio dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.

- Nova Eleio:

O entendimento do TSE de quem deu causa a nulidade da eleio no pder

participar da prxima.

Entende tambm que para fim de anulao da eleio deve-se distinguir voto nulo de

voto anulvel - o STF (MS 23.234-8, Pertence) e o TSE (RESP 25.937, Min. Delgado). 14 Art. 30-A, 3o O prazo de recurso contra decises proferidas em representaes propostas com base neste artigo ser de 3 (trs) dias, a contar da data da publicao do julgamento no Dirio Oficial.

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S vale o voto para fins de nova eleio o voto que o Juiz reconheceu como nulo. O

voto nulo por opo do eleitor ou erro no vale como nulo.

Somente aqueles votos que eram vlidos originariamente e acabaram sendo

considerados nulos por abuso de poder ou corrupo do candidato. Art. 22215 CE. S h nova

eleio neste caso. TSE (RESP 25.937, Min. Delgado).

Nova eleio no segundo binio do mandato e a eleio indireta (aplicao do art. 81

CF): sim (RESP 21.308, Raphael de Barros, j. 18.12.2003) vs no (AgRgMS 3427, Gomes de

Barros, j. 09.03.2006 fundamento: art. 81 CF somente para causa no-eleitoral; logo, aplica

o 224 CE).

A participao de quem deu causa nulidade: possibilidade (RESP 25.127, Gomes de

Barros); impossibilidade (MS 3.413, Marco Aurlio)

7. Fases do Processo Eleitoral:

Fases do processo eleitoral: preparatria (convenes; registro; propaganda); votao-

totalizao; diplomao.

Conveno partidria - arts. 716 e 817 LE:

- normas para escolha de candidatos e coligaes (autonomia partidria).

- Prazo para realizao: entre 10 a 30 de junho do ano das eleies.

- Candidatura nata: art. 8, 118, LE. Este artigo est com a eficcia suspensa. O STF

na ADI 2530-9, entendeu que h violao do princpio de igualdade de concorrncia dos

candidatos. 15 Art. 222. tambm anulvel a votao, quando viciada de falsidade, fraude, coao, uso de meios de que trata o Art. 237, ou emprego de processo de propaganda ou captao de sufrgios vedado por lei. 16 Art. 7 As normas para a escolha e substituio dos candidatos e para a formao de coligaes sero estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposies desta Lei. 17 Art. 8 A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberao sobre coligaes devero ser feitas no perodo de 10 a 30 de junho do ano em que se realizarem as eleies, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto e rubricado pela Justia Eleitoral.

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Registro de Candidato: arts. 10-16 LE:

- nmero de candidatos (art. 10, 1-319): partido isolado e coligao (dobra).

- percentual de vagas por sexo (art. 10, 3, LE): a interpretao do preencher(RESP n

784-32, Versiani, j. 12.08.10).

A regra que o candidato tem que passar por conveno. H duas excees:

- vagas remanescentes (art. 10, 520, LE).

- substituio art. 1321, LE.

Nestes casos, a escolha feita pelo rgo diretivo.

- Prazo (art. 11, caput22 e 423, LE): o registro do candidato deve ser efetuado at o dia 5 de

julho do ano da eleio.

18 Art. 8, 1 Aos detentores de mandato de Deputado Federal, Estadual ou Distrital, ou de Vereador, e aos que tenham exercido esses cargos em qualquer perodo da legislatura que estiver em curso, assegurado o registro de candidatura para o mesmo cargo pelo partido a que estejam filiados. (Vide ADIN - 2.530-9) 19 Art. 10, 1 No caso de coligao para as eleies proporcionais, independentemente do nmero de partidos que a integrem, podero ser registrados candidatos at o dobro do nmero de lugares a preencher. Art. 10, 2 Nas unidades da Federao em que o nmero de lugares a preencher para a Cmara dos Deputados no exceder de vinte, cada partido poder registrar candidatos a Deputado Federal e a Deputado Estadual ou Distrital at o dobro das respectivas vagas; havendo coligao, estes nmeros podero ser acrescidos de at mais cinqenta por cento. Art. 10, 3o Do nmero de vagas resultante das regras previstas neste artigo, cada partido ou coligao preencher o mnimo de 30% (trinta por cento) e o mximo de 70% (setenta por cento) para candidaturas de cada sexo. 20 Art. 10, 5 No caso de as convenes para a escolha de candidatos no indicarem o nmero mximo de candidatos previsto no caput e nos 1 e 2 deste artigo, os rgos de direo dos partidos respectivos podero preencher as vagas remanescentes at sessenta dias antes do pleito. 21 Art. 13. facultado ao partido ou coligao substituir candidato que for considerado inelegvel, renunciar ou falecer aps o termo final do prazo do registro ou, ainda, tiver seu registro indeferido ou cancelado. 22 Art. 11. Os partidos e coligaes solicitaro Justia Eleitoral o registro de seus candidatos at as dezenove horas do dia 5 de julho do ano em que se realizarem as eleies. 23 Art. 11, 4o Na hiptese de o partido ou coligao no requerer o registro de seus candidatos, estes podero faz-lo perante a Justia Eleitoral, observado o prazo mximo de quarenta e oito horas seguintes publicao da lista dos candidatos pela Justia Eleitoral.

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A regra que o partido faa o registro do candidato. No caso do partido esquecer de

efetuar o registro do candidato, o candidato poder fazer individualmente no prazo de 48

horas seguintes das publicaes das listas art. 11, 4, LE.

- Documentos (art. 11, 124, LE):

Cada registro de cada candidato tem que ser instrudo com documentao.

Se o candidato no apresentar toda essa documentao, Juiz dar 72 horas para suprir a

falta. No caso de no suprir, o Juiz indefere o pedido.

- Quitao eleitoral (art. 11, 725, LE):

A rejeio e no-apresentao de contas (Res. 23.217/10: art. 26, 4 e 6): o

entendimento atual do TSE (RESP 4223-63, Versiani):

A prestao de contas pode ser julgada regular ou irregular, havendo a certido de

quitao eleitoral. TSE definia a quitao eleitoral por resoluo, at 2008 entendi que abrangia

a provao das prestaes de contas.

Atualmente, h lei 9504 definindo no art 11, 726 - basta a apresentao das contas de

campanha, no precisa da aprovao. Introduzido pela lei 12.234/09.

- Diligncias (art. 11, 327, LE).

24 Art. 11, 1 O pedido de registro deve ser instrudo com os seguintes documentos: I - cpia da ata a que se refere o art. 8; II - autorizao do candidato, por escrito; III - prova de filiao partidria; IV - declarao de bens, assinada pelo candidato; V - cpia do ttulo eleitoral ou certido, fornecida pelo cartrio eleitoral, de que o candidato eleitor na circunscrio ou requereu sua inscrio ou transferncia de domiclio no prazo previsto no art. 9; VI - certido de quitao eleitoral; VII - certides criminais fornecidas pelos rgos de distribuio da Justia Eleitoral, Federal e Estadual; VIII - fotografia do candidato, nas dimenses estabelecidas em instruo da Justia Eleitoral, para efeito do disposto no 1 do art. 59. IX - propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a Presidente da Repblica. 25 Art. 11, 7o A certido de quitao eleitoral abranger exclusivamente a plenitude do gozo dos direitos polticos, o regular exerccio do voto, o atendimento a convocaes da Justia Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistncia de multas aplicadas, em carter definitivo, pela Justia Eleitoral e no remitidas, e a apresentao de contas de campanha eleitoral. 26 Art. 11, 7o A certido de quitao eleitoral abranger exclusivamente a plenitude do gozo dos direitos polticos, o regular exerccio do voto, o atendimento a convocaes da Justia Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistncia de multas aplicadas, em carter definitivo, pela Justia Eleitoral e no remitidas, e a apresentao de contas de campanha eleitoral.

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Propaganda:

A propaganda poltica o gnero.

As espcies: propaganda eleitoral, partidria e intrapartidria.

Espcies:

- Propaganda partidria: art. 17, 328, CF assegura o direito aos partidos polticos ao direito

de antena.

Esse artigo regulamentado na lei dos partidos polticos Lei 9096/95, arts. 45 a 49.

- Objetivo: art. 45 define o objetivo da propaganda partidria.

Art. 45. A propaganda partidria gratuita, gravada ou ao vivo, efetuada mediante transmisso por rdio e televiso ser realizada entre as dezenove horas e trinta minutos e as vinte e duas horas para, com exclusividade: I - difundir os programas partidrios; II - transmitir mensagens aos filiados sobre a execuo do programa partidrio, dos eventos com este relacionados e das atividades congressuais do partido; III - divulgar a posio do partido em relao a temas poltico-comunitrios. IV - promover e difundir a participao poltica feminina, dedicando s mulheres o tempo que ser fixado pelo rgo nacional de direo partidria, observado o mnimo de 10% (dez por cento). (Includo pela Lei n 12.034, de 2009)

Propaganda partidria aquela prevista aos filiados ou simpatizantes com vistas a

angariar mais e mais filiados.

- Vedao em ano eleitoral (art. 36, 229, LE): limite da propaganda partidria. Suspenso do

tempo em que teria direito da propaganda partidria no semestre seguinte.

- Gratuidade e compensao fiscal (art. 52, pargrafo nico30, LPP): gratuita para os partidos

art. 45. J as emissoras de radio e televiso tero compensao fiscal.

27 Art. 11, 3 Caso entenda necessrio, o Juiz abrir prazo de setenta e duas horas para diligncias. 28 Art. 17, 3 - Os partidos polticos tm direito a recursos do fundo partidrio e acesso gratuito ao rdio e televiso, na forma da lei. 29 Art. 36, 2 - Se no estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assemblia Legislativa, far-se- convocao extraordinria, no mesmo prazo de vinte e quatro horas. 30 Art. 52. Pargrafo nico. As emissoras de rdio e televiso tero direito a compensao fiscal pela cedncia do horrio gratuito previsto nesta Lei.

DIREITO ELEITORAL

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- Sano (art. 45, 231, LPP; art. 36, 332, LE).

- Propaganda intrapartidria (art. 36, 133, LE)

Realizada para o pblico interno do partido poltico com o fim de obter indicao

como candidato para a eleio.

No poder chegar ao pblico, sob pena de fazer propaganda partidria antecipada

com multa.

- Propaganda eleitoral:

Objetivo: fim obter o voto do eleitor e conquistar mandato eletivo.

Prazo inicial (art. 36, caput34, LE): aps o dia 5 de julho. O art. 36 da LE derrogou o

art. 240, caput do CE.

Propaganda extempornea (art. 36, 3, LE) em tese lcito, sem vinculao a

candidatura futura. TSE caracteriza como propaganda extempornea toda aquela que leva ao

conhecimento geral a candidatura, a ao poltica que se pretenda desenvolver ou as razes que

levam a concluir que o beneficirio o mais apto para exercer a funo.

31 Art. 45, 2o O partido que contrariar o disposto neste artigo ser punido: I - quando a infrao ocorrer nas transmisses em bloco, com a cassao do direito de transmisso no semestre seguinte; II - quando a infrao ocorrer nas transmisses em inseres, com a cassao de tempo equivalente a 5 (cinco) vezes ao da insero ilcita, no semestre seguinte. 32 Art. 36, 3 - Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciao pelo Congresso Nacional ou pela Assemblia Legislativa, o decreto limitar-se- a suspender a execuo do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. 33 Art. 36, 1 - O decreto de interveno, que especificar a amplitude, o prazo e as condies de execuo e que, se couber, nomear o interventor, ser submetido apreciao do Congresso Nacional ou da Assemblia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas. 34 Art. 36. A decretao da interveno depender: I - no caso do art. 34, IV, de solicitao do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisio do Supremo Tribunal Federal, se a coao for exercida contra o Poder Judicirio; II - no caso de desobedincia a ordem ou deciso judiciria, de requisio do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justia ou do Tribunal Superior Eleitoral; III de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representao do Procurador-Geral da Repblica, na hiptese do art. 34, VII, e no caso de recusa execuo de lei federal.

DIREITO ELEITORAL

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Promoo pessoal - Introduziu o art. 36-A estipula quatro hipteses em que no se

configura a propaganda antecipada.

Art. 36-A. No ser considerada propaganda eleitoral antecipada: (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) I - a participao de filiados a partidos polticos ou de pr-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rdio, na televiso e na internet, inclusive com a exposio de plataformas e projetos polticos, desde que no haja pedido de votos, observado pelas emissoras de rdio e de televiso o dever de conferir tratamento isonmico; (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) II - a realizao de encontros, seminrios ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos polticos, para tratar da organizao dos processos eleitorais, planos de governos ou alianas partidrias visando s eleies; (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) III - a realizao de prvias partidrias e sua divulgao pelos instrumentos de comunicao intrapartidria; ou (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) IV - a divulgao de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que no se mencione a possvel candidatura, ou se faa pedido de votos ou de apoio eleitoral. (Includo pela Lei n 12.034, de 2009)

Procedimento e prazo de apurao da propaganda irregular

Obrigatoriedade da legenda (art. 24235 CE): toda propaganda deve ter legenda para

prevenir responsabilidade.

- Propagandas vedadas (art. 24336 CE): rol.

- Modalidades de propaganda eleitoral

Outdoors:

- conceito (art. 13, pargrafo nico, Res. 22.261/06): engenho publicitrio explorado

comercialmente.

- Lei 11300/06: vedao (art. 39, 837, LE); sano (multa e retirada).

35 Art. 242. A propaganda, qualquer que seja a sua forma ou modalidade, mencionar sempre a legenda partidria e s poder ser feita em lngua nacional, no devendo empregar meios publicitrios destinados a criar, artificialmente, na opinio pblica, estados mentais, emocionais ou passionais. 36 Art. 243. No ser tolerada propaganda: I - de guerra, de processos violentos para subverter o regime, a ordem poltica e social ou de preconceitos de raa ou de classes; II - que provoque animosidade entre as foras armadas ou contra elas, ou delas contra as classes e instituies civis; III - de incitamento de atentado contra pessoa ou bens; IV - de instigao desobedincia coletiva ao cumprimento da lei de ordem pblica; V - que implique em oferecimento, promessa ou solicitao de dinheiro, ddiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza; VI - que perturbe o sossego pblico, com algazarra ou abusos de instrumentos sonoros ou sinais acsticos; VII - por meio de impressos ou de objeto que pessoa inexperiente ou rstica possa confundir com moeda; VIII - que prejudique a higiene e a esttica urbana ou contravenha a posturas municiais ou a outra qualquer restrio de direito; IX - que caluniar, difamar ou injuriar quaisquer pessoas, bem como rgos ou entidades que exeram autoridade pblica.

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- TSE e o tamanho das placas (Consulta 1274, Min. Ayres Britto).

Propaganda em bens particulares (art. 37, 2, LE):

Art. 37, 2o Em bens particulares, independe de obteno de licena municipal e de autorizao da Justia Eleitoral a veiculao de propaganda eleitoral por meio da fixao de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscries, desde que no excedam a 4m (quatro metros quadrados) e que no contrariem a legislao eleitoral, sujeitando-se o infrator s penalidades previstas no 1o.

- Espontnea e gratuita (art. 37, 838, LE).

- Dano e competncia.

- Limitao a 4m (art. 37, 2, LE).

Propaganda em bens pblicos e de uso comum (art. 37, caput, LE)

Art. 37. Nos bens cujo uso dependa de cesso ou permisso do Poder Pblico, ou que a ele pertenam, e nos de uso comum, inclusive postes de iluminao pblica e sinalizao de trfego, viadutos, passarelas, pontes, paradas de nibus e outros equipamentos urbanos, vedada a veiculao de propaganda de qualquer natureza, inclusive pichao, inscrio a tinta, fixao de placas, estandartes, faixas e assemelhados.(Redao dada pela Lei n 11.300, de 2006)

- Lei 11.300/06

- Exceo: cavaletes, bonecos, cartazes, etc. (art. 37, 639) e a mobilidade (7, LE) e

no dificultem o andamento do trnsito.

- Conceito de bens de uso comum (art. 37, 4, LE): para fins eleitorais tem conceito

mais abrangente que o CC.

Art. 37, 4o Bens de uso comum, para fins eleitorais, so os assim definidos pela Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Cdigo Civil e tambm aqueles a que a populao em geral tem acesso, tais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginsios, estdios, ainda que de propriedade privada.

37 Art. 39, 8o vedada a propaganda eleitoral mediante outdoors, sujeitando-se a empresa responsvel, os partidos, coligaes e candidatos imediata retirada da propaganda irregular e ao pagamento de multa no valor de 5.000 (cinco mil) a 15.000 (quinze mil) UFIRs. 38 Art. 37, 8o A veiculao de propaganda eleitoral em bens particulares deve ser espontnea e gratuita, sendo vedado qualquer tipo de pagamento em troca de espao para esta finalidade. 39 Art. 37, 6o permitida a colocao de cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuio de material de campanha e bandeiras ao longo das vias pblicas, desde que mveis e que no dificultem o bom andamento do trnsito de pessoas e veculos.

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Propaganda nas dependncias do Poder Legislativo (art. 37, 340, LE):

Admissvel. Fica a critrio da mesa diretora.

Propaganda em recinto aberto ou fechado (art. 3941 LE):

-Requisito: comunicao autoridade policial.

Se faz acordo para evitar judicializao.

Propaganda mediante panfletagem (art. 3842, LE):

- Dia da eleio (crime).

- Requisitos: indicao da legenda; identif. Responsvel (CNPJ ou CPF); quem

contratou e tiragem (art. 38, 143, LE): para controle de gastos na prestao de contas.

- Panfleto apcrifo.

Brindes Eleitorais: art. 39, 644, LE (redao da Lei n 11.300):

Vedados.

Propaganda mediante alto-falantes (art. 39, 345, LE):

40 Art. 37, 3 Nas dependncias do Poder Legislativo, a veiculao de propaganda eleitoral fica a critrio da Mesa Diretora. 41 Art. 39. A realizao de qualquer ato de propaganda partidria ou eleitoral, em recinto aberto ou fechado, no depende de licena da polcia. 42 Art. 38. Independe da obteno de licena municipal e de autorizao da Justia Eleitoral a veiculao de propaganda eleitoral pela distribuio de folhetos, volantes e outros impressos, os quais devem ser editados sob a responsabilidade do partido, coligao ou candidato. 43 Art. 38, 1o Todo material impresso de campanha eleitoral dever conter o nmero de inscrio no Cadastro Nacional da Pessoa Jurdica - CNPJ ou o nmero de inscrio no Cadastro de Pessoas Fsicas - CPF do responsvel pela confeco, bem como de quem a contratou, e a respectiva tiragem. 44 Art. 39, 6o vedada na campanha eleitoral a confeco, utilizao, distribuio por comit, candidato, ou com a sua autorizao, de camisetas, chaveiros, bons, canetas, brindes, cestas bsicas ou quaisquer outros bens ou materiais que possam proporcionar vantagem ao eleitor. (Includo pela Lei n 11.300, de 2006) 45 Art. 39, 3 O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som, ressalvada a hiptese contemplada no pargrafo seguinte, somente permitido entre as oito e as vinte e duas horas, sendo vedados a instalao e o uso daqueles equipamentos em distncia inferior a duzentos metros: I - das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da Unio, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municpios, das sedes dos Tribunais Judiciais, e dos quartis e outros estabelecimentos militares; II - dos hospitais e casas de sade; III - das escolas, bibliotecas pblicas, igrejas e teatros, quando em funcionamento.

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- Horrio: regra geral e comcio (446).

- Vedao (art. 39, 3, LE): distncia mnima (200 m.).

- Sano e limite (art. 39, 947, LE).

Comcios (art. 39, 4, LE):

Horrio e prazo limite (art. 240, p. u., CE).

Showmcio:

Vedao (art. 39, 748, LE) e evento assemelhado. Para evitar gastos abusivos na

campanha.

Trios-eltricos:

Vedado. Salvo para sonorizao de comcios (art. 39, 1049, LE). Ou seja, parado o

caminho de som.

Propaganda na imprensa escrita (art. 4350 LE):

- Requisito: paga; visibilidade do valor pago pela insero (art. 43, 151).

- Prazo final (Lei 11300/06): at a ante-vspera da eleio.

- Limite: at 10 anncios por veculo, por candidato. Pagos anunciado o preo.

- Espao mximo: - jornal padro (1/8 por pgina). Ex: Folha de So Paulo. 46 Art. 39, 4o A realizao de comcios e a utilizao de aparelhagem de sonorizao fixa so permitidas no horrio compreendido entre as 8 (oito) e as 24 (vinte e quatro) horas. (Redao dada pela Lei n 11.300, de 2006) 47 Art. 39, 9o At as vinte e duas horas do dia que antecede a eleio, sero permitidos distribuio de material grfico, caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos. 48 Art. 39, 7o proibida a realizao de showmcio e de evento assemelhado para promoo de candidatos, bem como a apresentao, remunerada ou no, de artistas com a finalidade de animar comcio e reunio eleitoral. (Includo pela Lei n 11.300, de 2006) 49 Art. 39, 10. Fica vedada a utilizao de trios eltricos em campanhas eleitorais, exceto para a sonorizao de comcios. 50 Art. 43. So permitidas, at a antevspera das eleies, a divulgao paga, na imprensa escrita, e a reproduo na internet do jornal impresso, de at 10 (dez) anncios de propaganda eleitoral, por veculo, em datas diversas, para cada candidato, no espao mximo, por edio, de 1/8 (um oitavo) de pgina de jornal padro e de 1/4 (um quarto) de pgina de revista ou tabloide. 51 Art. 43, 1o Dever constar do anncio, de forma visvel, o valor pago pela insero.

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- revista/tablide (1/4 por pgina). Ex: Zero Hora.

- Sano e responsabilidade do meio de comunicao (limite, e no contedo).

- Posicionamento favorvel (art. 27, 4, Res. 23.191).

- Colunista de jornal e afastamento: desnecessidade (TSE Res. 14683).

Horrio normal no rdio e televiso:

vedado.

- Propaganda eleitoral: restrio ao horrio gratuito (vedao propaganda paga - art.

4452 LE).

- Limites (a partir de 01.07): vedao tratamento desigual (art. 4553 LE).

- STF (ADIN 4451, Ayres Britto): suspenso art. 45, II; interpret. cfe. CF art. 45, III;

suspenso 4 e 554.

- Sano: multa e retirada da emissora do ar (pelo tempo da infrao).

52 Art. 44. A propaganda eleitoral no rdio e na televiso restringe-se ao horrio gratuito definido nesta Lei, vedada a veiculao de propaganda paga. 53 Art. 45. A partir de 1 de julho do ano da eleio, vedado s emissoras de rdio e televiso, em sua programao normal e noticirio: I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalstica, imagens de realizao de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possvel identificar o entrevistado ou em que haja manipulao de dados; II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de udio ou vdeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligao, ou produzir ou veicular programa com esse efeito; III - veicular propaganda poltica ou difundir opinio favorvel ou contrria a candidato, partido, coligao, a seus rgos ou representantes; IV - dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligao; V - veicular ou divulgar filmes, novelas, minissries ou qualquer outro programa com aluso ou crtica a candidato ou partido poltico, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalsticos ou debates polticos; VI - divulgar nome de programa que se refira a candidato escolhido em conveno, ainda quando preexistente, inclusive se coincidente com o nome do candidato ou com a variao nominal por ele adotada. Sendo o nome do programa o mesmo que o do candidato, fica proibida a sua divulgao, sob pena de cancelamento do respectivo registro. 54 Art. 45, 4o Entende-se por trucagem todo e qualquer efeito realizado em udio ou vdeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido poltico ou coligao, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido poltico ou coligao. Art. 45, 5o Entende-se por montagem toda e qualquer juno de registros de udio ou vdeo que degradar ou ridicularizar candidato, partido poltico ou coligao, ou que desvirtuar a realidade e beneficiar ou prejudicar qualquer candidato, partido poltico ou coligao.

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- Apresentador e comentarista: afastamento (Lei 11300) e sano (emiss.).

Debates (art. 4655 LE):

- Obrigatoriedade: partidos c\ representao Cmara de Deputados; momento de

verificao: eleio (art. 30, 2, Res. 23191).

- Facultatividade: demais partidos.

- Regras: acordo entre partidos e a pessoa jurdica realizadora do evento (cincia JE);

critrio de aprovao das regras = 2/3 dos candidatos (art. 46, 556).

- Sano: suspenso (24 hs.)

- Debate sem candidato (art. 46, 157, LE): comprovao convite (anteced. 72 hs.)

- Converso em entrevista (art. 31, III, Res. 23191).

Entrevistas: ausncia de proibio; igualdade oportunidades.

Propaganda eleitoral gratuita no rdio e TV:

- Obrigatoriedade (art. 4758 LE): canais abertos; TV em VHF e UHF; canais assinatura

responsabilidade Legislativo.

55 Art 46. Independentemente da veiculao de propaganda eleitoral gratuita no horrio definido nesta Lei, facultada a transmisso, por emissora de rdio ou televiso, de debates sobre as eleies majoritria ou proporcional, sendo assegurada a participao de candidatos dos partidos com representao na Cmara dos Deputados, e facultada a dos demais, observado o seguinte: I - nas eleies majoritrias, a apresentao dos debates poder ser feita: a) em conjunto, estando presentes todos os candidatos a um mesmo cargo eletivo; b) em grupos, estando presentes, no mnimo, trs candidatos; II - nas eleies proporcionais, os debates devero ser organizados de modo que assegurem a presena de nmero equivalente de candidatos de todos os partidos e coligaes a um mesmo cargo eletivo, podendo desdobrar-se em mais de um dia; III - os debates devero ser parte de programao previamente estabelecida e divulgada pela emissora, fazendo-se mediante sorteio a escolha do dia e da ordem de fala de cada candidato, salvo se celebrado acordo em outro sentido entre os partidos e coligaes interessados. 56 Art. 46, 5o Para os debates que se realizarem no primeiro turno das eleies, sero consideradas aprovadas as regras que obtiverem a concordncia de pelo menos 2/3 (dois teros) dos candidatos aptos no caso de eleio majoritria, e de pelo menos 2/3 (dois teros) dos partidos ou coligaes com candidatos aptos, no caso de eleio proporcional. 57 Art. 46, 1 Ser admitida a realizao de debate sem a presena de candidato de algum partido, desde que o veculo de comunicao responsvel comprove hav-lo convidado com a antecedncia mnima de setenta e duas horas da realizao do debate.

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- Forma: bloco (art. 47, 159, LE) seg a sbado ) e insero (art. 5160 LE) todos os

dias, inclusive domingo.

58 Art. 47. As emissoras de rdio e de televiso e os canais de televiso por assinatura mencionados no art. 57 reservaro, nos quarenta e cinco dias anteriores antevspera das eleies, horrio destinado divulgao, em rede, da propaganda eleitoral gratuita, na forma estabelecida neste artigo. 59 Art. 47, 1 A propaganda ser feita: I - na eleio para Presidente da Repblica, s teras e quintas-feiras e aos sbados: a) das sete horas s sete horas e vinte e cinco minutos e das doze horas s doze horas e vinte e cinco minutos, no rdio; b) das treze horas s treze horas e vinte e cinco minutos e das vinte horas e trinta minutos s vinte horas e cinqenta e cinco minutos, na televiso; II - nas eleies para Deputado Federal, s teras e quintas-feiras e aos sbados: a) das sete horas e vinte e cinco minutos s sete horas e cinqenta minutos e das doze horas e vinte e cinco minutos s doze horas e cinqenta minutos, no rdio; b) das treze horas e vinte e cinco minutos s treze horas e cinqenta minutos e das vinte horas e cinqenta e cinco minutos s vinte e uma horas e vinte minutos, na televiso; III - nas eleies para Governador de Estado e do Distrito Federal, s segundas, quartas e sextas-feiras: a) das sete horas s sete horas e vinte minutos e das doze horas s doze horas e vinte minutos, no rdio, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 1/3 (um tero); (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) b) das treze horas s treze horas e vinte minutos e das vinte horas e trinta minutos s vinte horas e cinquenta minutos, na televiso, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 1/3 (um tero); (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) c) das sete horas s sete horas e dezoito minutos e das doze horas s doze horas e dezoito minutos, no rdio, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 2/3 (dois teros); (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) d) das treze horas s treze horas e dezoito minutos e das vinte horas e trinta minutos s vinte horas e quarenta e oito minutos, na televiso, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 2/3 (dois teros); (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) IV - nas eleies para Deputado Estadual e Deputado Distrital, s segundas, quartas e sextas-feiras: a) das sete horas e vinte minutos s sete horas e quarenta minutos e das doze horas e vinte minutos s doze horas e quarenta minutos, no rdio, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 1/3 (um tero); (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) b) das treze horas e vinte minutos s treze horas e quarenta minutos e das vinte horas e cinquenta minutos s vinte e uma horas e dez minutos, na televiso, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 1/3 (um tero); (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) c) das sete horas e dezoito minutos s sete horas e trinta e cinco minutos e das doze horas e dezoito minutos s doze horas e trinta e cinco minutos, no rdio, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 2/3 (dois teros); (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) d) das treze horas e dezoito minutos s treze horas e trinta e cinco minutos e das vinte horas e quarenta e oito minutos s vinte e uma horas e cinco minutos, na televiso, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 2/3 (dois teros); (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) V - na eleio para Senador, s segundas, quartas e sextas-feiras: a) das sete horas e quarenta minutos s sete horas e cinquenta minutos e das doze horas e quarenta minutos s doze horas e cinquenta minutos, no rdio, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 1/3 (um tero); (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) b) das treze horas e quarenta minutos s treze horas e cinquenta minutos e das vinte e uma horas e dez minutos s vinte e uma horas e vinte minutos, na televiso, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 1/3 (um tero); (Redao dada pela Lei n 12.034, de 2009) c) das sete horas e trinta e cinco minutos s sete horas e cinquenta minutos e das doze horas e trinta e cinco minutos s doze horas e cinquenta minutos, no rdio, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 2/3 (dois teros); (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) d) das treze horas e trinta e cinco minutos s treze horas e cinquenta minutos e das vinte e uma horas e cinco minutos s vinte e uma horas e vinte minutos, na televiso, nos anos em que a renovao do Senado Federal se der por 2/3 (dois teros); (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) VI - nas eleies para Prefeito e Vice-Prefeito, s segundas, quartas e sextas-feiras: a) das sete horas s sete horas e trinta minutos e das doze horas s doze horas e trinta minutos, no rdio; b) das treze horas s treze horas e trinta minutos e das vinte horas e trinta minutos s vinte e uma horas, na televiso; VII - nas eleies para Vereador, s teras e quintas-feiras e aos sbados, nos mesmos horrios previstos no inciso anterior. 60 Art. 51. Durante os perodos previstos nos arts. 47 e 49, as emissoras de rdio e televiso e os canais por assinatura mencionados no art. 57 reservaro, ainda, trinta minutos dirios para a propaganda eleitoral gratuita, a serem usados em inseres de at sessenta

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- Perodo (art. 4761 LE).

- Distribuio do tempo (art. 47, 262, LE): igualdade (1/3) e proporcionalmente ao n

representantes CD, no momento da eleio (2/3).

- Utilizao do tempo proporcional por majoritrio (art. 53-A63 da LE).

- Participantes (art. 5464 LE): qualquer pessoa (salvo, filiado outro partido e mediante

remunerao).

- Extenso da vedao do art. 45 I e II e sano (perda tempo equivalente).

- Obrigatoriedade LIBRAS ou legendas (art. 44, 1, LE).

Propaganda TV cabo: no exibem rede horrio gratuito; tem vedao art. 45 LE.

segundos, a critrio do respectivo partido ou coligao, assinadas obrigatoriamente pelo partido ou coligao, e distribudas, ao longo da programao veiculada entre as oito e as vinte e quatro horas, nos termos do 2 do art. 47, obedecido o seguinte: I - o tempo ser dividido em partes iguais para a utilizao nas campanhas dos candidatos s eleies majoritrias e proporcionais, bem como de suas legendas partidrias ou das que componham a coligao, quando for o caso; II - destinao exclusiva do tempo para a campanha dos candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito, no caso de eleies municipais; III - a distribuio levar em conta os blocos de audincia entre as oito e as doze horas, as doze e as dezoito horas, as dezoito e as vinte e uma horas, as vinte e uma e as vinte e quatro horas; IV - na veiculao das inseres vedada a utilizao de gravaes externas, montagens ou trucagens, computao grfica, desenhos animados e efeitos especiais, e a veiculao de mensagens que possam degradar ou ridicularizar candidato, partido ou coligao. 61 Art. 47. As emissoras de rdio e de televiso e os canais de televiso por assinatura mencionados no art. 57 reservaro, nos quarenta e cinco dias anteriores antevspera das eleies, horrio destinado divulgao, em rede, da propaganda eleitoral gratuita, na forma estabelecida neste artigo. 62 Art. 47, 2 Os horrios reservados propaganda de cada eleio, nos termos do pargrafo anterior, sero distribudos entre todos os partidos e coligaes que tenham candidato e representao na Cmara dos Deputados, observados os seguintes critrios: I - um tero, igualitariamente; II - dois teros, proporcionalmente ao nmero de representantes na Cmara dos Deputados, considerado, no caso de coligao, o resultado da soma do nmero de representantes de todos os partidos que a integram. 63 Art. 53-A. vedado aos partidos polticos e s coligaes incluir no horrio destinado aos candidatos s eleies proporcionais propaganda das candidaturas a eleies majoritrias, ou vice-versa, ressalvada a utilizao, durante a exibio do programa, de legendas com referncia aos candidatos majoritrios, ou, ao fundo, de cartazes ou fotografias desses candidatos. (Includo pela Lei n 12.034, de 2009) 64 Art. 54. Dos programas de rdio e televiso destinados propaganda eleitoral gratuita de cada partido ou coligao poder participar, em apoio aos candidatos desta ou daquele, qualquer cidado no filiado a outra agremiao partidria ou a partido integrante de outra coligao, sendo vedada a participao de qualquer pessoa mediante remunerao.

DIREITO ELEITORAL

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Propaganda na internet: art. 57-A at 57-H LE:

Prazo legal: inicial (art. 57-A65 LE) e final (no site do candidato at eleio art. 7 Lei

12034).

Formas permitidas (art. 57-B66 LE): site candidato, partido ou coligao; mensagem

eletrnica; blogs, redes sociais e assemelhados.

Vedaes (art. 57-C67): mediante pagamento; sites de pessoas jurdicas, com ou sem

fins lucrativos; sites oficiais ou hospedados por rgos administrao direta ou indireta.

Descadastramento das mensagens: art. 57-G68. Qualquer mensagem sem opo de

descadastramento sujeita a multa.

Dia da Eleio:

- crime qualquer divulgao de propaganda eleitoral (art. 39, 569, LE).

Por exceo se admite a manifestao individual e silenciosa da preferncia do eleitor

por partido poltico, coligao e candidato, revelado por bandeira, broche, entre outros - art.

39-A70 LE.

65 Art. 57-A. permitida a propaganda eleitoral na internet, nos termos desta Lei, aps o dia 5 de julho do ano da eleio. 66 Art. 57-B. A propaganda eleitoral na internet poder ser realizada nas seguintes formas: I - em stio do candidato, com endereo eletrnico comunicado Justia Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de servio de internet estabelecido no Pas; II - em stio do partido ou da coligao, com endereo eletrnico comunicado Justia Eleitoral e hospedado, direta ou indiretamente, em provedor de servio de internet estabelecido no Pas; III - por meio de mensagem eletrnica para endereos cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligao; IV - por meio de blogs, redes sociais, stios de mensagens instantneas e assemelhados, cujo contedo seja gerado ou editado por candidatos, partidos ou coligaes ou de iniciativa de qualquer pessoa natural. 67 Art. 57-C. Na internet, vedada a veiculao de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga. 68 Art. 57-G. As mensagens eletrnicas enviadas por candidato, partido ou coligao, por qualquer meio, devero dispor de mecanismo que permita seu descadastramento pelo destinatrio, obrigado o remetente a providenci-lo no prazo de quarenta e oito horas. 69 Art 39, 5 Constituem crimes, no dia da eleio, punveis com deteno, de seis meses a um ano, com a alternativa de prestao de servios comunidade pelo mesmo perodo, e multa no valor de cinco mil a quinze mil UFIR: I - o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoo de comcio ou carreata; II - a arregimentao de eleitor ou a propaganda de boca de urna; III - a divulgao de qualquer espcie de propaganda de partidos polticos ou de seus candidatos.

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- Aglomerao de pessoas e manifestao coletiva (art. 39-A, 171, LE) - vedado.

- Servidores da Justia Eleitoral, mesrios e escrutinadores (art. 39-A, 272, LE).

- Fiscais de partido (art. 39-A, 373, LE).

70 Art. 39-A. permitida, no dia das eleies, a manifestao individual e silenciosa da preferncia do eleitor por partido poltico, coligao ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dsticos e adesivos. 71 Art. 39- A, 1o vedada, no dia do pleito, at o trmino do horrio de votao, a aglomerao de pessoas portando vesturio padronizado, bem como os instrumentos de propaganda referidos no caput, de modo a caracterizar manifestao coletiva, com ou sem utilizao de veculos. 72 Art. 39-A, 2o No recinto das sees eleitorais e juntas apuradoras, proibido aos servidores da Justia Eleitoral, aos mesrios e aos escrutinadores o uso de vesturio ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido poltico, de coligao ou de candidato. 73 Art. 39-A, 3o Aos fiscais partidrios, nos trabalhos de votao, s permitido que, em seus crachs, constem o nome e a sigla do partido poltico ou coligao a que sirvam, vedada a padronizao do vesturio.

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