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DIREITO ELEITORAL

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DIREITO ELEITORAL

PONTO 1: Aes Eleitorais continuao PONTO 2: Representao de captao ilcita de sufrgio PONTO 3: Condutas Vedadas aos Agentes Pblicos PONTO 4: Representao para apurar condutas em desacordo com a Lei 9.504/97 art. 30-A PONTO 5: Ao de Impugnao de Mandato Eletivo PONTO 6: Nulidades PONTO 7: Fases do Processo Eleitoral

1. Aes Eleitorais continuao:

Representaes por descumprimento a Lei 9504/97.

Tambm so aes tendo em vista os ilcitos eleitorais.

2. Representao de captao ilcita de sufrgio art. 41-A, Lei 9504/97:

- Constitucionalidade: doutrina e jurisprudncia (ADIN 3592)

Surgiu com a Lei 9840 e 1999 de um projeto de Lei (Lei da Compra de Votos)

Antes da existncia desse tipo de ao, o candidato que comprasse votos seria

responsabilizado penalmente. Na esfera eleitoral teria que utilizar as aes genricas. O

problema era a potencialidade lesiva.

Essa representao veio dar eficcia punitiva na compra de votos eleitorais.

Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captao de sufrgio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou funo pblica, desde o registro da candidatura at o dia da eleio, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqenta mil Ufir, e cassao do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990. (Includo pela Lei n 9.840, de 28.9.1999)

Muito se discutiu sobre sua constitucionalidade, uma vez que o afastamento da pessoa

equivaleria uma ilegitimidade, a qual deveria ser criada por LC ou CF e, no caso, foi criado por

lei ordinria. Tese nunca acolhida pelo TSE. STF, ADI 3592, Rel. Min. Gilmar Mendes,

assentou que constitucional.

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- Prazo: para ajuizamento at a data da diplomao - Art. 41-A, 31.

- Bem jurdico: a vantagem dessa representao que essa ao trabalha com um bem jurdico

diverso da normalidade e da legitimidade das eleies.

O bem jurdico tutelado a vontade do eleitoral, TSE, RESP 9553. Logo, suficiente

para procedncia da ao que haja comprovao da compra de voto, sem necessidade de

potencialidade lesiva.

- Prova (para a procedncia): necessria a prova da conduta, participao direta ou indireta

ou anuncia do candidato a terceiro.

Alm disso, pe preciso que essa conduta seja dirigida a um eleitor na plenitude do gozo

dos direitos polticos e que vote na circunscrio que se est corrompendo. Essa conduta tem

que ser subjetiva, ou seja, tem que ser feita com o fim de obter votos.

Relao jurdica personalizada a qual possui dois plos contrapostos o corruptor e o

corrupto. Ocorre a doao ou promessa de vantagem com a obteno de voto ou promessa de

voto.

A ao deve ser dirigida a eleitor determinado ou determinvel. Ou seja, se a promessa

for feita para uma multido diferente que compra de voto. No precisa ser identificado o

eleitor em particular.

fundamental conduta e responsabilizao da conduta do candidato de forma pessoal,

no possvel a condenao do candidato como mero beneficirio.

Era exigido que fosse um pedido explicito. Porm, atualmente, como vivemos num

mundo dissimulado no h como exigir esse pedido explcito. Portanto, surgiu o art. 41-A,

12, Lei 9504, bastando e evidncia do dolo consistente no especial fim de agir.

1 Art. 41- A, 3o A representao contra as condutas vedadas no caput poder ser ajuizada at a data da diplomao. 2 Art. 41-A, 1o Para a caracterizao da conduta ilcita, desnecessrio o pedido explcito de votos, bastando a evidncia do dolo, consistente no especial fim de agir.

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- Competncia: regra das aes eleitorais art. 863, CE.

- Procedimento:

O procedimento do art. 22 da LC 64/90.

- Legitimados (ativo e passivo)

- Ativo: MPE, candidatos, partidos e coligao.

- Passivo: TSE entendeu que s o candidato que pode ser legitimado passivo nessa

ao.

O terceiro no ser sujeito passivo, sendo punido no direito penal.

Art. 41-A, 24, LE tipo especial de captao de sufrgio - extrapenal. Importaram do

art. 3015 do CE.

- Lapso de incidncia da norma:

Desde o registro da candidatura at a data da eleio - possui um lapso de incidncia

material delimitado.

- Sano (a inelegibilidade da Ficha-Limpa)

- Cassao do registro (antes da eleio) ou diploma (depois eleio)

- multa

Aps a lei da ficha-limpa, a pessoa condenada tem tambm uma inelegibilidade

especifica art. 1, I, j6.

3 Art. 86. Nas eleies presidenciais, a circunscrio sero Pas; nas eleies federais e estaduais, o Estado; e nas municipais, o respectivo municpio. 4 Art. 41-A, 2o . As sanes previstas no caput aplicam-se contra quem praticar atos de violncia ou grave ameaa a pessoa, com o fim de obter-lhe o voto. 5 Art. 301. Usar de violncia ou grave ameaa para coagir algum a votar, ou no votar, em determinado candidato ou partido, ainda que os fins visados no sejam conseguidos: Pena - recluso at quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa 6 Art. 1 So inelegveis:

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- Procedimento: art. 22 da LC 64/90.

- Recurso: prazo e efeitos

Prazo: antes de 2009, da LC 234/09, havia o entendimento de que o prazo para

recurso contra sentena proferida contra juiz eleitoral era 24 horas.

Atualmente, o art. 41-A, 47, estabelece que o prazo para recurso ser de 3 dias a

contra da data de publicao do julgamento no dirio oficial.

Porm, no h como contar nas eleies municipais, uma vez que no h dirio oficial.

RESP 26.118 Relator Min. Geraldo inclui a compra de absteno de voto. Ou seja,

tambm responde pelo art. 41-A.

3. Condutas Vedadas aos Agentes Pblicos:

- Fundamento legal: art. 73, 74, 75 e 77 LE.

- Hipteses de cabimento:

No art. 73 h 9 hipteses de condutas vedadas.

Art. 73. So proibidas aos agentes pblicos, servidores ou no, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais: I - ceder ou usar, em benefcio de candidato, partido poltico ou coligao, bens mveis ou imveis pertencentes administrao direta ou indireta da Unio, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territrios e dos Municpios, ressalvada a realizao de conveno partidria; II - usar materiais ou servios, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos rgos que integram; III - ceder servidor pblico ou empregado da administrao direta ou indireta federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus servios, para comits de campanha eleitoral de candidato, partido poltico ou coligao, durante o horrio de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado; IV - fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido poltico ou coligao, de distribuio gratuita de bens e servios de carter social custeados ou subvencionados pelo Poder Pblico;

I - para qualquer cargo: j) os que forem condenados, em deciso transitada em julgado ou proferida por rgo colegiado da Justia Eleitoral, por corrupo eleitoral, por captao ilcita de sufrgio, por doao, captao ou gastos ilcitos de recursos de campanha ou por conduta vedada aos agentes pblicos em campanhas eleitorais que impliquem cassao do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 (oito) anos a contar da eleio; (Includo pela Lei Complementar n 135, de 2010) 7 Art. 41-A, 4o O prazo de recurso contra decises proferidas com base neste artigo ser de 3 (trs) dias, a contar da data da publicao do julgamento no Dirio Oficial.

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V - nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exerccio funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor pblico, na circunscrio do pleito, nos trs meses que o antecedem e at a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados: a) a nomeao ou exonerao de cargos em comisso e designao ou dispensa de funes de confiana; b) a nomeao para cargos do Poder Judicirio, do Ministrio Pblico, dos Tribunais ou Conselhos de Contas e dos rgos da Presidncia da Repblica; c) a nomeao dos aprovados em concursos pblicos homologados at o incio daquele prazo; d) a nomeao ou contratao necessria instalao ou ao funcionamento inadivel de servios pblicos essenciais, com prvia e expressa autorizao do Chefe do Poder Executivo; e) a transferncia ou remoo ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitencirios; VI - nos trs meses que antecedem o pleito: a) realizar transferncia voluntria de recursos da Unio aos Estados e Municpios, e dos Estados aos Municpios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigao formal preexistente para execuo de obra ou servio em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados a atender situaes de emergncia e de calamidade pblica; b) com exceo da propaganda de produtos e se