Prova - PSS 2 Geral

  • View
    224

  • Download
    5

Embed Size (px)

Transcript

  • 2 UFAL-07-PSS-2A

    QUESTES DE PROPOSIES MLTIPLAS

    Cada Questo de Proposies Mltiplas consiste em 5 (cinco)

    alternativas, numeradas de 0 0 a 4 4, das quais algumas so

    verdadeiras e outras, falsas, podendo ocorrer que todas as

    alternativas sejam verdadeiras ou que todas sejam falsas.

    As alternativas verdadeiras devem ser marcadas na coluna V

    e as falsas, na coluna F.

    LNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA

    Ateno: As questes de nmeros 1 a 3 baseiam-se no textoapresentado abaixo.

    Arnaldo mais que nenhum homem possua a admirvel

    faculdade de reger o sono; no remanso do corpo o esprito sabia

    manter de vigia uma percepo ntima, que o advertia do menor

    rumor , como da mais leve alterao em torno de si.

    A vida do deserto tinha apurado essa lucidez. Tantas vezes

    obrigado a pernoitar no meio dos perigos de toda a casta, entre as

    garras da morte que o assaltava sob vrias formas, no pulo do

    jaguar como no bote da cascavel, o sertanejo aprendera essa arte

    prodigiosa de dormir acordado, quando era preciso.

    Podia-se dizer dele que reproduzia o antigo mito grego e

    tinha o dom especial de repartir-se em dois, para que um velasse,

    enquanto o outro se entregava ao repouso.

    Foi ao primeiro vislumbre da alvorada que o sertanejo

    determinou acordar para ir em busca do Aleixo Vargas, que

    provavelmente no era outro seno o sujeito cujo rasto ele havia

    reconhecido no mato prximo cabana do velho J.

    Antes, porm, do momento marcado, despertou o rapaz

    subitamente, abalado por um rudo estranho, que soara no

    embastido da folhagem e que, apesar de frgil, repercutira dentro

    dele como a vibrao do grito da araponga no seio da floresta.

    Achou-se de todo acordado a tempo ainda de escutar

    atentamente o mesmo som, duas vezes reproduzido uma aps

    outra, e conhecer-lhe a origem. Acabavam de triscar um fuzil no

    muito distante e petiscar fogo do isqueiro.

    Se alguma dvida lhe restava, desvanecera-se com o cheiro

    de fumo, delator da primeira baforada do cachimbo, que se acabava

    de acender.

    Bom; c est o meu homem. J no preciso de ir-lhe ao

    rasto; tenho-o mo.

    (Jos de Alencar. O sertanejo. So Paulo: Melhoramentos, 6 ed.p. 62-63)

    Instrues: Para responder s questes de nmeros 1 a 4 assinalecomo VERDADEIRAS as afirmaes corretas e comoFALSAS as que no o so.

    1. 0 0 - Identificam-se no texto dois distintos momentos danarrativa, marcados pela alterao no emprego dasformas verbais predominantes imperfeito do indi-cativo, no 1o; perfeito do indicativo, no 2o.

    1 1 - Embora o texto seja de um autor romntico,encontram-se nele elementos que o situam comoantecipador da esttica naturalista, principalmentena caracterizao da personagem e na linguagemutilizada, remetendo aos perigos de toda a casta,como o pulo do jaguar e o bote da cascavel.

    2 2 - O texto permite perceber a proximidade entre herie natureza, em que esta pode ser vista, subjetiva-mente, como complemento das aes daquele.

    3 3 - A organizao do texto feita por meio de umaressalva assinalada pelo emprego da conjunoporm que introduz uma alterao no ritmo danarrativa, como novo foco de interesse.

    4 4 - ... no remanso do corpo o esprito sabia manter devigia uma percepo ntima, que o advertia domenor rumor... (incio do texto)

    O sentido da afirmativa acima, que sintetiza amaneira de ser da personagem, recuperado, nocontexto, pela frase: o sertanejo aprendera essaarte prodigiosa de dormir acordado, quando erapreciso. (2o pargrafo)

    ________________________________________________________________

    2. 0 0 - ... que provavelmente no era outro seno o sujeitocujo rasto ele havia reconhecido ... (4o pargrafo)

    O mesmo sentido da frase acima encontra-se, deoutra maneira, em: ele havia reconhecido o rasto deoutro sujeito, que provavelmente no era esse.

    1 1 - ... que o assaltava sob vrias formas... (2o pargra-fo)

    O pronome assinalado substitui, no contexto, aexpresso os perigos, garantindo coerncia ao de-senvolvimento do pargrafo.

    2 2 - ... e conhecer-lhe a origem. (6o pargrafo)O pronome grifado est sendo empregado comsentido de pronome possessivo: e conhecer suaorigem.

    3 3 - ... que soara no embastido da folhagem e que,apesar de frgil, repercutira dentro dele ... (5o par-grafo)

    O uso das formas verbais assinaladas acima indica,no contexto, ao passada anterior a uma outra,tambm passada.

    4 4 - Bom; c est o meu homem. J no preciso de ir-lhe ao rasto; tenho-o mo.

    A ltima frase do texto est corretamente transpostapara discurso indireto da seguinte maneira: Bem; lestava o seu homem. J no precisava de ir-lhe aorasto; tinha-o mo.

  • UFAL-07-PSS-2A 3

    3. 0 0 - Arnaldo mais que nenhum homem possua aadmirvel faculdade de reger o sono...

    Arnaldo, mais que nenhum homem possua, aadmirvel faculdade, de reger o sono...

    As alteraes feitas nos sinais de pontuao da 1a

    frase do texto esto corretas, por no modificarem osentido original da frase.

    1 1 - Considere o emprego das formas verbais tinhaapurado essa lucidez e o sertanejo aprendera essaarte prodigiosa, que constam do 2o pargrafo do texto.

    Ambas so exemplo de tempo e modo idnticos, emsuas formas composta e simples, respectivamente.

    2 2 - Achou-se de todo acordado a tempo ainda de escutaratentamente o mesmo som ... (6o pargrafo)

    Est correta a substituio da preposio daexpresso grifada acima por ainda para escutar,sem qualquer alterao no sentido da frase original.

    3 3 - ... que o advertia do menor rumor, como da maisleve alterao em torno de si. (1o pargrafo)

    O verbo acima grifado exige dois diferentes tipos decomplemento, expressos na frase.

    4 4 - Achou-se de todo acordado a tempo... (6o pargrafo)

    Seria correto empregar-se o sinal de crase naexpresso assinalada acima, que tem sentidoadverbial no contexto.

    ________________________________________________________________

    4. 0 0 - Na chcara abandonada O velho poo olha a lua Suspensa no ar. E toda a noite, com a sua Viso na gua retratada, Leva a sonhar.

    Os versos acima ilustram a corrente potica quepreconizava objetividade na descrio do mundo,com pormenorizao de objetos e cenas e comextremo cuidado formal.

    1 1 - E som e cor e cor e som, na mesma ondulaoritmal, na mesma eterificao de formas e volpias,conjuntam-se, compem-se, fundem-se nos corposalados, integram-se numa s onda de orquestraese de cores, que vo assim tecendo as aurolaseternais das Esferas ...

    O trecho acima reflete a viso apaixonada eapaixonante do sentimento que une eternamenteduas almas, bastante explorada nos romancesromnticos.

    2 2 - Euclides da Cunha publicou, em 1902, Os sertes,obra que resultou de um fato histrico o levantede Canudos , apoiado nos mesmos conhecimentosda cincia utilizados na esttica naturalista parajustificar certas atitudes humanas e at mesmo degrupos sociais.

    3 3 - Sua posio negligente no esconde de todo ogarbo do talhe, que se deixa ver nessa mesmaretrao do corpo. esbelto sem magreza, e deelevada estatura.O p pousado agora em uma chinela no pequeno; mas tem a palma estreita e o firmearqueado da forma aristocrtica.

    A maneira como a figura humana retratada atestatratar-se da personagem de um romance realista.

    4 4 - Entre o astro que tomba e a terra que pareceacompanhar-lhe os passos, h longos e custososadeuses.E deles ressumbra uma opresso, uma ansiedadeque tem o seu qu de voluptuoso, umesmorecimento de foras, um quebrantamentodesanimado de quem busca prolongar um gozo eno pode.

    So evidentes no texto caractersticas da estticanaturalista.

  • 4 UFAL-07-PSS-2A

    MATEMTICA

    5. Na figura abaixo tem-se parte do grfico da funo f, de R em

    R, definida por f(x) = p + q.cos

    2

    x .

    -1

    0

    1

    2

    3

    y

    x 2

    Com essa informao, analise as afirmaes abaixo.

    0 0 - Os valores de p e q so, respectivamente, 2 e 1.

    1 1 - Se x [0,2] e f(x) = 2, ento sen x = 21

    .

    2 2 - Se x = 3

    25 , ento 1 < f(x) < 2.

    3 3 - Se x = 2

    195 , ento f(x) < 0.

    4 4 - A funo f pode ser definida por f(x) = p q.sen x.________________________________________________________________

    6. Indicam-se por M1, Mt e det M a matriz inversa, a matriz trans-

    posta e o determinante de uma matriz M, respectivamente. Pa-

    ra analisar as afirmaes seguintes, considere que A = (aij) e

    e B = (bij) so matrizes de segunda ordem, dadas por

    aij = 2ji +

    e bij = i.j .

    0 0 - At = A e Bt = B

    1 1 - A1 =

    4668

    2 2 - det (A . B) = 1

    3 3 - Se X uma matriz tal que X + A = B, ento

    X =

    221

    21

    0

    4 4 - det B2 = 51

    .det B

  • UFAL-07-PSS-2A 5

    7. Considere o conjunto A, formado pelos algarismos de 0 a 9, eanalise as afirmaes que seguem.

    0 0 - Com os elementos de A possvel escrever 32 542nmeros de 5 algarismos distintos entre si.

    1 1 - De todos os nmeros de 4 algarismos distintosentre si, que podem ser escritos com os elementosde A, 3 120 so pares.

    2 2 - De todos os nmeros de 3 algarismos distintosentre si, que podem ser escritos com os elementosde A, 176 so menores do que 350.

    3 3 - Com os elementos mpares de A possvel escre-ver exatamente 60 nmeros de 3 algarismos distin-tos entre si.

    4 4 - De todos os nmeros de 3 algarismos distintosentre si, que podem ser escritos com os elementosde A, 150 so divisveis por 5.

    ________________________________________________________________

    8. Analise as afi