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PROVISÃO PARA FÉRIAS De acordo com o artigo 337 do RIR/99, as pessoas jurídicas poderão deduzir, como custo ou despesa operacional, em cada período de apuração do imposto (trimestral ou balanço de suspensão ou redução), a importância destinada a constituir provisão para pagamento de remuneração correspondente a férias de seus empregados. CONTABILIZAÇÃO O montante da provisão para pagamento de remuneração de férias e dos encargos sociais incidentes sobre referida remuneração será debitado em conta de custos ou despesas operacionais. No período seguinte, a conta de provisão, classificada no passivo circulante, será debitada, até o limite provisionado, pelos valores pagos a qualquer beneficiário cujas férias ali tenham sido incluídas. Caso não haja saldo suficiente na conta de provisão, o excedente será debitado diretamente a custos ou despesas operacionais. No final do período de apuração do imposto, deverá ser efetuada a reversão do saldo remanescente, se houver, e constituída nova provisão. Exemplo: I - Constituição da provisão para pagamento de férias no período encerrado em 30.06.2007:: Férias vencidas e proporcionais R$ 7.000,00 INSS sobre férias R$ 1.820,00 FGTS sobre férias R$ 595,00 O lançamento contábil referente à constituição da provisão para pagamento de remuneração de férias e respectivos encargos sociais poderá ser efetuado do seguinte modo:

ProvisãO Para Ferias

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  • 1. PROVISO PARA FRIASDe acordo com o artigo 337 do RIR/99, as pessoas jurdicas podero deduzir, como custo ou despesa operacional, em cada perodo de apurao do imposto (trimestral ou balano de suspenso ou reduo), a importncia destinada a constituir proviso para pagamento de remunerao correspondente a frias de seus empregados. CONTABILIZAOO montante da proviso para pagamento de remunerao de frias e dos encargos sociais incidentes sobre referida remunerao ser debitado em conta de custos ou despesas operacionais.No perodo seguinte, a conta de proviso, classificada no passivo circulante, ser debitada, at o limite provisionado, pelos valores pagos a qualquer beneficirio cujas frias ali tenham sido includas.Caso no haja saldo suficiente na conta de proviso, o excedente ser debitado diretamente a custos ou despesas operacionais.No final do perodo de apurao do imposto, dever ser efetuada a reverso do saldo remanescente, se houver, e constituda nova proviso. Exemplo: I - Constituio da proviso para pagamento de frias no perodo encerrado em 30.06.2007:: Frias vencidas e proporcionais R$ 7.000,00INSS sobre frias R$ 1.820,00FGTS sobre friasR$ 595,00O lanamento contbil referente constituio da proviso para pagamento deremunerao de frias e respectivos encargos sociais poder ser efetuado do seguintemodo:a) Pelo valor da proviso para pagamento das frias:D - FRIAS (Conta de Resultado) C - PROVISO DE FRIAS (Passivo Circulante) R$ 7.000,00b) Pela proviso dos encargos sociais incidentes sobre as frias:D - ENCARGOS SOCIAIS (Conta de Resultado) C - PROVISO DE FRIAS (Passivo Circulante) R$ 2.415,00

2. II - Por ocasio do balano levantado em 30.09.2007, a empresa apurou os seguintes valores relativos proviso de frias e encargos sociais devidos: - frias vencidas e proporcionaisR$ 12.000,00- INSS sobre remunerao de friasR$ 3.120,00- FGTS sobre remunerao de friasR$ 1.020,00Contabilmente dever ser efetuado o ajuste da conta que registra a proviso, da seguinte forma:a) Pelo ajuste do valor provisionado a ttulo de remunerao de frias:D - FRIAS (Conta de Resultado) C - PROVISO PARA FRIAS (Passivo Circulante) R$ 5.000,00** Clculo: valor a ser provisionado em 30.09.2007: 12.000,00(-) valor provisionado em 30.06.2007: 7.000,00= valor do ajuste da proviso: 5.000,00b) Pelo ajuste do valor provisionado a ttulo de encargos sociais incidentes sobre frias:D - ENCARGOS SOCIAIS (Conta de Resultado) C - PROVISO PARA FRIAS R$ 1.725,00** valor a ser provisionado em 30.09.2007: 4.140,00(-) valor provisionado em 30.06.2007: 2.415,00= valor do ajuste da proviso: 1.725,00III - No ms de outubro a empresa efetuou o pagamento de remunerao de frias cujos valores so os seguintes: - valor da remunerao de friasR$ 10.000,00- encargos de INSS R$ 2.600,00- encargos de FGTSR$ 850,00Nota: neste exemplo no consideramos os dados relativos ao Imposto de Renda na Fonte e o INSS retidos do empregado.Teremos os seguintes lanamentos contbeis:a) Pelo pagamento da remunerao de frias: 3. D - PROVISO PARA FRIAS (Passivo Circulante) C - Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 10.000,00b) Pela apropriao dos encargos sociais sobre a remunerao de frias paga:D - PROVISO PARA FRIAS (Passivo Circulante) R$ 3.450,00 C - INSS A RECOLHER (Passivo Circulante) R$ 2.600,00 C - FGTS A RECOLHER (Passivo Circulante) R$ 850,00 NO CONSTITUIO DA PROVISOCaso a empresa no tenha efetuado a proviso para pagamento de frias, a totalidade do valor pago ou creditado a esse ttulo ser deduzida, como custo ou despesa operacional,no prprio ms em que ocorrer o pagamento, ainda que o perodo de gozo das friaspelo empregado avance o perodo subseqente (PN CST n 8/1985).PROVISO PARA PAGAMENTO DO 13 SALRIODe acordo com o artigo 338 do RIR/99, as pessoas jurdicas podero deduzir, como custo ou despesa operacional, em cada perodo de apurao do imposto (trimestral ou balano de suspenso ou reduo), a importncia destinada a constituir proviso para pagamento de remunerao correspondente ao 13 salrio de empregados.A proviso calculada na base de 1/12 da remunerao dos empregados que tiverem trabalhado no mnimo quinze dias no ms, cabendo ajuste do valor provisionado nos meses anteriores em virtude de reajustes salariais, acrescidos dos encargos sociais cujo nus cabe empresa. 13 Salrio Pago a Diretores e AdministradoresAs gratificaes, de qualquer espcie, pagas aos diretores ou administradores no so dedutveis para fins de apurao do lucro real, ainda que pagas a ttulo de 13 salrio (art. 303 do RIR/99). NO CONSTITUIO DA PROVISOA empresa que no provisionar o valor do 13 salrio, em obedincia ao princpio contbil da competncia, ir contabilizar essa gratificao diretamente em conta de despesa ou custo, conforme o caso, no ms em que se der a quitao da gratificao em folha de pagamento.Os adiantamentos sero considerados como tal e registrados em conta prpria do ativo circulante, sendo baixados por ocasio da quitao da gratificao. ENCARGOS SOCIAIS 4. A empresa poder provisionar os encargos sociais (20% do INSS, FGTS, percentuais devidos ao SAT e a terceiros) sobre o valor da proviso determinada, cujo nus cabe empresa e que incidiro por ocasio do pagamento do 13 salrio. AJUSTES NO VALOR PROVISIONADOCaso ocorram alteraes salariais, cabe ajustar o valor da proviso para pagamento do 13 salrio e dos encargos sociais, constituda em meses anteriores, de modo que o valor registrado reflita o montante da gratificao j incorrida e dos encargos sociais que sobre ela incidiro, quando do seu pagamento.Os ajustes sero registrados na conta de proviso, tendo como contrapartida uma conta de resultado, sendo dedutvel como despesa operacional.ExemploConstituio da proviso para pagamento do 13o salrio de R$ 10.000,00, acrescidos de R$ 3.680,00 de encargos sociais, sendo R$ 2.880,00 de INSS e R$ 800,00 do FGTS:D 13 Salrio (Custos ou Despesas Operacionais) R$ 10.000,00 D FGTS 13 Salrio (Custos ou Despesas Operacionais) R$ 800,00 D INSS 13 Salrio (Custos ou Despesas Operacionais) R$ 2.880,00 C Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) R$ 13.680,00PAGAMENTO DO 13 SALRIO AdiantamentoAs empresas adiantam metade do 13 salrio por ocasio da concesso das frias a partir do ms de fevereiro, quando solicitada pelo funcionrio, ou at 30 de novembro.O valor do adiantamento ser registrado em conta de adiantamento no Ativo Circulante, at a data da quitao da gratificao, ou seja, at o pagamento do saldo do 13 salrio. Exemplo:Pagamento de R$ 4.790,00 relativo ao adiantamento da 1a parcela do 13 salrio:D Adiantamento de 13 Salrio (Ativo Circulante) C Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 4.790,00 QuitaoA empresa deve efetuar o pagamento do saldo do 13 salrio at o dia 20 de dezembro ou por ocasio da dispensa sem justa causa ou pedido de dispensa do funcionrio.O valor do saldo do 13 salrio pago poder ser registrado contabilmente a dbito da respectiva conta de proviso no Passivo Circulante, at o limite do valor provisionado. 5. Nesta ocasio, o valor do adiantamento registrado no Ativo Circulante ser transferido para a conta que registra a proviso para pagamento da gratificao no Passivo Circulante. Exemplo:Resumo da Folha de 13 Salrio em 20/12:Total 13 SalrioR$ 11.000,00 Desconto INSSR$ 990,00 Adiantamento 13 SalrioR$ 4.790,00 Lquido a pagar 2 parcela R$ 5.220,00Pagamento da 2a parcela do 13 Salrio, no total de R$ 5.220,00, relativo quitao dos valores em 20 de dezembro. O valor da primeira parcela paga foi de R$ 4.790,00.1) Lanamento de ajuste/complemento da proviso do 13 Salrio:R$ 11.000,00 R$ 10.000,00 (proviso anterior) = R$ 1.000,00D 13 Salrio (Custos ou Despesas Operacionais) C Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) R$ 1.000,002) Lanamento de ajuste/complemento do INSS sobre a proviso de 13 Salrio:R$ 11.000,00 x 28,8% = 3.168,00 2.880,00 (proviso anterior) = 288,00D INSS 13 Salrio (Custos ou Despesas Operacionais) C Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) R$ 288,003) Lanamento de ajuste/complemento do FGTS sobre a proviso de 13 Salrio:R$ 11.000,00 x 8% = 880,00 800,00 (proviso anterior) = 80,00D FGTS 13 Salrio (Custos ou Despesas Operacionais) C Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) R$ 80,004) Lanamento da transferncia dos valores adiantados do 13 Salrio para a conta Proviso de 13 Salrio:D - Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) C - Adiantamento de 13 Salrio (Ativo Circulante) R$ 4.790,005) Lanamento do pagamento relativo quitao em 20/dezembro:D - Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) 6. C Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 5.220,006) Lanamento do desconto do INSS referente ao 13 Salrio:D - Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) C INSS a Recolher (Passivo Circulante) R$ 990,007) Transferncia do INSS provisionado na conta de Proviso de 13 Salrio para a conta de INSS a Recolher:D - Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) C INSS a Recolher (Passivo Circulante) R$ 3.168,008) Transferncia do FGTS provisionado na conta de Proviso de 13 Salrio para a conta de FGTS a Recolher:D - Proviso de 13 Salrio (Passivo Circulante) C FGTS a Recolher (Passivo Circulante) R$ 880,009) Situao da conta Proviso de 13 Salrio, aps os lanamentos acima:Contabilizao Proviso 13 Salrio e EncargosR$ 13.680,00 Adiantamento 13 Salrio(R$ 4.790,00) Complemento Proviso 13 Salrio R$ 1.000,00 Complemento Proviso 13 Salrio- INSS R$ 288,00 Complemento Proviso 13 Salrio- FGTS R$ 80,00 Pagamento 2 parcela (R$ 5.220,00) Desconto INSS s/ 13 Salrio (R$ 990,00) Transferncia para INSS a recolher (R$ 3.168,00) Transferncia para FGTS a recolher (R$ 880,00) Saldo da Proviso 13 Salrio em 31.dezembro R$ 0,00Observao: Nos lanamentos referentes ao FGTS, no foi considerado a contribuio de 0,5% sobre o valor do 13 Salrio, o qual pode ser acrescido alquota de 8%. Lembrando que a referida contribuio (0,5%) no ser mais exigida a partir de 01.01.2007.10) Quitao do INSS sobre o 13 Salrio:D INSS a Recolher (Passivo Circulante) C Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 4.158,00Memria de Clculo: R$ 3.168,00 (parte da empresa) + R$ 990,00 (descontado do empregado) = 4.158,00. 7. 11) Quitao do FGTS sobre o 13 SalrioD FGTS a Recolher (Passivo Circulante) C Caixa/Bancos (Ativo Circulante) R$ 880,00 TRIBUTOS DISCUTIDOS JUDICIALMENTEFace ampla gama de tributos, ou parcela destes, considerados ilegais, os contribuintes tem procurado impetrar aes judiciais contra os mesmos.Discorre-se no presente tpico alguns procedimentos contbeis e fiscais, diante de tais aes. DEPSITOS PARA QUESTIONAMENTOS DE TRIBUTOSOs depsitos em garantia de instncia so mais freqentes nos mandados de segurana impetrados com a finalidade de evitar pagamento de tributos.A autoridade judiciria pode se posicionar da seguinte forma em relao s discusses que envolvem o pagamento de tributos:a) concesso de medida liminar no condicionada a depsito; b) concesso de medida liminar condicionada a depsito. CONCESSO DE MEDIDA LIMINAR NO CONDICIONADA A DEPSITOQuando a medida liminar concedida sem a obrigatoriedade do depsito, a impetrante fica dispensada do recolhimento do tributo questionado, porm, poder ter que vir a faz-lo mais tarde, caso perder a ao, incluindo juros.Desta forma, como a medida liminar est sujeita a posterior julgamento do mrito, podendo ser revogada, ento a empresa, por questo de adeso ao princpio do conservadorismo, dever contabilizar o tributo questionado.Tal contabilizao deve ser a crdito de conta passiva, no passivo circulante, pois a medida liminar em carter precrio, podendo ser revogada a qualquer momento, e a empresa ter que pagar no curto prazo o dbito acumulado. A contabilizao do crdito no passivo no circulante distorcer as informaes financeiras do balano, no representando adequadamente a situao real.Os valores assim contabilizados so indedutveis na apurao do lucro real e da base de clculo da contribuio social sobre o lucro.O valor do tributo ficar acumulado na conta contbil respectiva. Se a empresa obter vitria judicial (em sentena definitiva), o respectivo saldo ser debitada na conta do passivo e creditado a uma conta de resultado.Exemplo: 8. Empresa questiona o pagamento da COFINS sobre receitas financeiras. Obtm liminar, sem garantia de depsito.1) Contabilizao da despesa, em funo do princpio do conservadorismo:D - COFINS sobre Receitas Financeiras (Conta de Resultado) C - COFINS a Recolher Receitas Financeiras (Passivo Circulante) R$ 1.000,002) Reverso do valor acumulado na conta COFINS a Recolher Receitas Financeiras (Passivo Circulante), quando por ocasio da sentena definitiva (em que no h mais recurso), assegurando a vitria da empresa:D - COFINS a Recolher Receitas Financeiras (Passivo Circulante) C - COFINS sobre Receitas Financeiras (Conta de Resultado) R$ 95.000,00Nota: caso a empresa tivesse perdido a ao, ao valor do passivo seria acrescentado os juros moratrios na data da sentena contrria, debitando-se o valor quando do pagamento (seja vista ou mediante o parcelamento).CONCESSO DE MEDIDA LIMINAR CONDICIONADA A DEPSITOEnquanto perdurar a pendenga judicial, os rendimentos produzidos por depsitos judiciais sujeitam-se condio suspensiva, no cabendo, pois, a sua apropriao como receita, o que dever ocorrer somente por ocasio da soluo da lide ou desistncia da ao proposta no Poder Judicirio.De igual forma, tambm no cabe a apropriao de encargos (juros) relativa obrigao correspondente aos valores depositados.Nesse sentido, decidiu o 1 CC no Acrdo 101-91.805/98 (DOU de 07.04.98).Pelo princpio do conservadorismo, deve-se, entretanto, contabilizar a despesa em conta de resultado, a crdito de conta passiva, mesmo que tal valor no seja dedutvel na apurao do lucro real e da contribuio social sobre o lucro.A contabilizao no passivo no circulante plausvel, desde que a contabilizao do depsito judicial seja efetuada no realizvel a longo prazo. As demandas judiciais, no Brasil, so longas e morosas, por isto justifica-se a contabilizao de tais valores desta forma.CONTABILIZAOA pessoa jurdica que estiver discutindo judicialmente a legalidade da exigncia de algum tributo e for obrigada a efetuar o depsito do valor dever registrar contabilmente este fato.Exemplo: 9. Empresa questiona o ISS sobre determinadas parcelas de subempreitadas. Obtm liminar, porm a mesma condicionada depsito em garantia de instncia.1) Pela contabilizao da parcela do ISS questionado, segundo o regime de competncia:D. ISS sobre Subempreitadas (Conta de Resultado) C. ISS Questionamento Judicial (Passivo No Circulante)2) Pela realizao do depsito:D - Depsitos Judiciais ISS sobre Subempreitadas (Realizvel a Longo Prazo) C - Banco Conta Movimento (Ativo Circulante)3) Pelo recebimento do valor corrigido do depsito, quando da deciso definitiva (ganho de causa), sem que haja possibilidade de recurso:a) Reconhecimento dos juros sobre os depsitos efetuados:D - Depsitos Judiciais ISS sobre Subempreitadas (Realizvel a Longo Prazo) C - Juros sobre Depsitos Judiciais (Conta de Resultado)b) Saque do valor, mediante autorizao judicialD - Banco Conta Movimento (Ativo Circulante) C - Depsitos Judiciais ISS sobre Subempreitadas (Realizvel a Longo Prazo)c) Pela baixa da conta que registrou o passivo questionado judicialmente:D - ISS Questionamento Judicial (Passivo No Circulante) C ISS Recuperado (Resultado)Na hiptese de transferncia Fazenda Pblica, do depsito convertido em renda (perda da causa), a contabilizao seria:D - ISS Questionamento Judicial (Passivo No Circulante) C - Depsitos Judiciais ISS sobre Subempreitadas (Realizvel a Longo Prazo)CONTROLE NA PARTE "A" DO LALUROs tributos questionados judicialmente e provisionados como despesa devem ser escriturados na parte A do Lalur, como adio ao lucro lquido para fins de apurao do lucro real, sendo controlados na parte B do mesmo livro at que ocorra o desfecho da ao, que sendo: a. desfavorvel ao contribuinte, implicar a converso do depsito judicial porventura existente em renda da Unio, possibilitando o reconhecimento da dedutibilidade do tributo e contribuio, com a baixa do valor escriturado na parte B do Lalur, e a sua excluso na parte A no perodo de apurao 10. correspondente, ressaltando-se que a dedutibilidade no alcana o IRPJ e a CSLL;b. favorvel ao contribuinte, resultar no levantamento de eventuais depsitos judiciais existentes, ocorrendo ento a reverso para o resultado ou patrimnio lquido dos valores da proviso, bem como a baixa na parte B do Lalur, dos valores ali controlados. Saliente-se que a parcela que for revertida ao resultado, por ter sido adicionada quando de sua constituio, poder ser excluda na apurao do lucro real PIS E COFINS - CONTABILIZAO DE CRDITOS - REGIME NOCUMULATIVOOs crditos do PIS e COFINS, escriturados por pessoa jurdica que tenha auferido receitas submetidas ao regime de tributao no cumulativa dessa contribuio (Lei 10.637/2002 e Lei 10.833/2003), podero ser utilizados na deduo, na escrita contbil da pessoa jurdica, dos dbitos da contribuio decorrentes de suas receitas tributadas.Desta forma, conclui-se que obrigatrio a contabilizao do crdito do PIS e da COFINS, no bastando contabilizar o encargo correspondente pelo valor lquido (dbito menos crdito), devendo s-lo destacadamente.A seguir, apresentamos exemplos de contabilizao: CRDITO DE ESTOQUES DE 01.12.2002Estoques Existentes em 01.12.2002 - R$ 50.000,00Crdito do PIS R$ 50.000,00 x 0,65% = R$ 325,00 dividido por 12 = R$ 27,03D - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C - Estoques (Ativo Circulante) R$ 325,00 (valor integral do crdito)Mensalmente, se transferir o crdito para a conta de PIS a Recolher:D - PIS a Recolher (Passivo Circulante) C - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) R$ 27,03 CRDITO NA AQUISIO DE BENS E SERVIOSValor das compras do ms (sem IPI): R$ 100.000,00Crdito do PIS R$ 100.000,00 x 1,65% = R$ 1.650,00D . PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C . Custo da Mercadoria Vendida ou Estoques* (Conta de Resultado ou Ativo Circulante) 11. R$ 1.650,00* Se as mercadorias correspondentes estiverem em estoque, deve-se creditar a respectiva conta de estoques, ou proporcionalmente, caso parte das mercadorias tenham sido vendidas e parte ficaram em estoques.CRDITO DE DEPRECIAODepreciao no ms R$ 916,00 x 1,65% = R$ 15,11D - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C - Custo dos Produtos Vendidos* (Conta de Resultado) R$ 15,11* Lanamento para depreciao relativa a custos de produo. Se a depreciao se referir a despesas gerais (por exemplo, depreciao de computadores), lana-se a crdito de uma conta especfica de reduo de despesas administrativas ("PIS crdito de depreciaes" ou semelhante).CRDITO DE DESPESAS FINANCEIRASDespesas Bancarias no ms R$ 500,00 x 1,65% = R$ 8,25D - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C - PIS Crdito de Despesas Financeiras* (Conta de Resultado) R$ 8,25* Esta conta redutora das despesas financeiras.Nota: observar que as despesas financeiras no geram mais crditos do PIS, a partir de 01.08.2004.CRDITO DE ENERGIA ELTRICA e OUTRAS DESPESASEnergia Eltrica no ms R$ 1.000,00 x 1,65% = R$ 16,50D - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C - PIS Crdito de Energia Eltrica* (Conta de Resultado) R$ 16,50Aluguis pagos a pessoa jurdica: R$ 5.000,00 x 1,65% R$ 82,50D - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C - PIS Crdito de Custos ou Despesas Operacionais* (Conta de Resultado) R$ 82,50* Estas contas so redutoras de custos ou despesas.CRDITO RELATIVO DEVOLUO DE VENDAS 12. Devoluo de vendas no valor de R$ 4.000,00 x 1,65% = R$ 66,00D - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) C - PIS sobre Receita (Conta de Resultado) R$ 66,00Nota: na prtica, o crdito do PIS de devolues de vendas um estorno da despesa do PIS contabilizada anteriormente, por isso, o crdito do mesmo recai sobre a prpria conta de resultado onde foi contabilizado o PIS sobre as vendas.DBITO DO PISTotal da receita bruta: R$ 250.000,00Dbito do PIS: R$ 250.000,00 x 1,65% = 4.125,00D - PIS sobre Receita (Conta de Resultado) C - PIS a Recolher (Passivo Circulante) R$ 4.125,00APURAO CONTBIL DO PIS A RECOLHER:Pela transferncia dos crditos do PIS, apurados no ms, conta de PIS a Recolher:D - PIS a Recolher (Passivo Circulante) C - PIS a Recuperar (Ativo Circulante) R$ * (conforme valor apurado no ms)* Se o saldo do PIS a Recuperar for superior ao dbito apurado no perodo, deve-se transferir s o montante exato para zerar a conta de PIS a Recolher, sendo o saldo remanescente mantido na Conta de PIS a Recuperar, para futura compensao com o prprio PIS ou outros tributos federais.TRIBUTAO DOS CRDITOSO valor dos crditos apurados da COFINS de acordo com a Lei 10.833/2003 e do PIS de acordo com a Lei 10.637/2002 no constitui receita bruta da pessoa jurdica, servindo somente para deduo do valor devido da contribuio. Isto, para evitar dupla incidncia (PIS e COFINS sobre crditos das referidas contribuies).Entretanto, para fins de apurao do IRPJ e da CSLL, no se poder excluir, como entendem alguns, os crditos das referidas bases de clculo, apurado pelo Lucro Real, j que no h, expressamente, esta possibilidade na legislao.Base: Ato Declaratrio Interpretativo SRF 3/2007. APLICAO DO PRESENTE TPICO AOS CRDITOS DA COFINS A PARTIRDE 01.02.2004 13. Entendemos que se aplica a contabilizao explanada tambm COFINS no cumulativa, a partir de 01.02.2004, adaptando-se somente as contas contbeis relativa a esta contribuio. IRPJ - PROGRAMA DE ALIMENTAO DO TRABALHADOR (PAT) permitido s pessoas jurdicas tributadas com base no lucro real deduzir do Imposto de Renda devido, a ttulo de incentivo fiscal, entre outros, o valor correspondente aplicao da alquota do imposto sobre a soma das despesas de custeio realizadas no perodo em Programas de Alimentao do Trabalhador (PAT).Para cadastrar-se no PAT, a pessoa jurdica deve apresentar e registrar formulrio junto ao ECT ou enviar via internet constante no "site" do MTE (www.mte.gov.br/pat/patonline), mantendo o comprovante de postagem da agncia ou o comprovante de adeso via internet. Estes documentos tm validade por prazo indeterminado.As empresas que firmarem o termo de adeso a partir de 2.000 no precisam renovar o formulrio, no entanto, aquelas que o fizeram antes, devem renovar o mesmo, que a partir dessa renovao ser vlido por prazo indeterminado.Base: art. 10 da Lei 9.532/1997 e art. 2 da Portaria SIT 3/2002. FORMA E PRAZO DE ADESO E VALIDADE DO PROGRAMAA adeso ao PAT consiste na apresentao do formulrio oficial, devidamente preenchido e instrudo com os seguintes elementos:1) identificao da empresa beneficiria;2) nmero de refeies maiores e menores;3) modalidade de servios de alimentao e percentuais correspondentes (prprio, fornecedor, convnio e cesta de alimentos);4) nmero de trabalhadores beneficiados por UF;5) nmero de trabalhadores beneficiados por faixas salariais;6) termo de responsabilidade e assinatura do responsvel pela empresa.O formulrio adquirido nas agncias da Empresa Brasileira de Correios e Telgrafos (ECT). A inscrio tambm pode ser efetuada por meio eletrnico utilizando o formulrio constante da pgina do Ministrio do trabalho e Emprego na INTERNET (www.mte.gov.br).O formulrio adquirido nas agncias da Empresa Brasileira de Correios e Telgrafos (ECT). A inscrio tambm pode ser efetuada por meio eletrnico utilizando o 14. formulrio constante da pgina do Ministrio do trabalho e Emprego na INTERNET (www.mte.gov.br/pat/patonline).O PAT fica automaticamente aprovado mediante a apresentao e registro do formulrio na ECT.Base: Art. 2, pargrafo 1 da Portaria Interministerial MTB/MF/MS 5/1999; e art. 2 da Portaria SIT 3/2002.RECADASTRAMENTO - 2008Atravs da Portaria n 34/2007 expedida pela Secretaria de Inspeo do Trabalho/Departamento de Segurana e Sade no Trabalho, foram estabelecidas as normas de recadastramento para as pessoas jurdicas fornecedoras, prestadoras de servios e beneficirias do Programa de Alimentao do Trabalhador - PAT, que devem ser atendidas no ano de 2008.Fornecedores e Prestadores de Servios de Alimentao ColetivaAs pessoas jurdicas fornecedoras e prestadoras de servios de alimentao coletiva do Programa de Alimentao do Trabalhador - PAT devero recadastrar-se no perodo de 2 de janeiro a 31 de maro de 2008.O recadastramento das pessoas jurdicas fornecedoras ser efetuado por meio eletrnico, utilizando o formulrio constante da pgina do Ministrio do Trabalho e Emprego na internet (www.mte.gov.br/pat).O recadastramento das pessoas jurdicas prestadoras de servios de alimentao coletiva ser efetuado por meio de formulrio prprio constante da pgina do Ministrio do Trabalho e Emprego na internet (www.mte.gov.br/pat), impresso e encaminhado, juntamente com a documentao nele especificada, Coordenao do Programa de Alimentao do Trabalhador.Pessoas Jurdicas Beneficirias do ProgramaAs pessoas jurdicas beneficirias do Programa de Alimentao do Trabalhador devero recadastrar-se no perodo de 1 de abril a 31 de julho de 2008.O recadastramento ser efetuado por meio eletrnico, utilizando o formulrio constante da pgina do Ministrio do Trabalho e Emprego na internet (www.mte.gov.br/pat). As inscries efetuadas durante esse perodo tero efeito retroativo a 01 de janeiro de 2008. O no-recadastramento no Programa de Alimentao do Trabalhador no prazo estipulado implica no cancelamento automtico do registro ou inscrio.A cpia do comprovante de recadastramento dever ser mantida nas dependncias da empresa, disposio da Fiscalizao Federal.GUARDA DOS DOCUMENTOS DO PAT 15. A cpia do formulrio e o respectivo comprovante oficial da postagem ou o comprovante de adeso via INTERNET dever ser mantida nas dependncias da empresa, matriz e filiais, disposio da fiscalizao federal.A documentao relacionada aos gastos com o Programa e aos incentivos dele decorrentes deve ser mantida disposio da fiscalizao, de modo a possibilitar seu exame e confronto com os registros contbeis e fiscais exigidos pela legislao pertinente.Bases: pargrafo 2, art. 4 da Portaria Interministerial MTB/MF/MS 5/1999 e 1 e 2 do art. 2 da Portaria SIT 3/2002. QUALIDADE E TEOR NUTRITIVO DA ALIMENTAOOs programas de alimentao do trabalhador devero propiciar condies de avaliao do teor nutritivo da alimentao, conforme disposto no art. 3 do Decreto n 5, de 14 de janeiro de 1991.As pessoas jurdicas participantes do PAT, mediante prestao de servios prprios ou de terceiros, devero assegurar qualidade e quantidade da alimentao fornecida aos trabalhadores, cabendo-lhes a responsabilidade de fiscalizar a qualidade e o teor nutritivo.As normas especficas do teor nutritivo da alimentao foram estabelecidas pela Portaria Interministerial 66/2006.Os cardpios devero oferecer, pelo menos, uma poro de frutas e uma poro de legumes ou verduras, nas refeies principais (almoo, jantar e ceia) e pelo menos uma poro de frutas nas refeies menores (desjejum e lanche). FORMAS DE EXECUO DO PATPara a execuo do PAT, a pessoa jurdica beneficiria poder:1) manter servio prprio de refeies;2) distribuir alimentos, inclusive no preparados (cestas bsicas) e3) firmar convnios com entidades que forneam ou prestem servios de alimentao coletiva, desde que essas entidades sejam credenciadas pelo Programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislao do PAT e na Portaria SIT 3/2002, condio que dever constar expressamente do texto do convnio entre as partes interessadas.As empresas produtoras de cestas de alimentos e similares, fornecedoras de componentes alimentcios devidamente embalados e registrados nos rgos competentes, para transporte individual, devero comprovar atendimento regulamentao tcnica da Secretaria de Defesa Agropecuria do Ministrio da Agricultura e do Abastecimento, atravs de organismo designado pelo INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalizao e Qualidade Industrial - para esta finalidade. 16. Quando a pessoa jurdica beneficiria fornecer a seus trabalhadores documentos de legitimao (impressos, cartes eletrnicos, magnticos ou outros oriundos de tecnologia adequada) que permitam a aquisio de refeies ou de gneros alimentcios em estabelecimentos comerciais, o valor do documento dever ser suficiente para atender s exigncias nutricionais do PAT.Nos documentos de legitimao devero constar:a) razo ou denominao social da pessoa jurdica beneficiria;b) numerao continua, em seqncia ininterrupta, vinculada empregadora;c) valor em moeda corrente no Pas;d) nome, endereo e CGC/CNPJ da prestadora do servio de alimentao coletiva;e) prazo de validade, no inferior a 30 dias nem superior a 15 meses; ef) a expresso vlido somente para pagamento de refeies ou vlido somente para aquisio de gneros alimentcios", conforme o caso.Na emisso dos documentos de legitimao, devero ser adotados mecanismos que assegurem proteo contra falsificao.Bases: Decreto 2.101/1996; e art. 8, 9 , 10 da Portaria SIT 3/2002. FORNECIMENTO DE CESTA BSICAIndependentemente da existncia de Programa de Alimentao do Trabalhador os gastos com a aquisio de cestas bsicas, distribudas indistintamente a todos os empregados da pessoa jurdica, so dedutveis do lucro liquido, para fins de de- terminao do lucro real e da base de clculo da Contribuio Social sobre o Lucro (IN SRF 11/96, art. 27, pargrafo nico).RESPONSVEL TCNICOAs empresas fornecedoras e prestadoras de servios de alimentao coletiva do PAT, bem como as pessoas jurdicas beneficirias na modalidade autogesto devero possuir responsvel tcnico pela execuo do programa. O responsvel tcnico do PAT o profissional legalmente habilitado em Nutrio.EXTENSO DO PROGRAMA Empregados dispensados ou com contrato suspensoO beneficio do PAT pode ser estendido pela pessoa jurdica:a)aos trabalhadores por ela dispensados, no perodo de transio para novo emprego, limitada a extenso ao perodo de seis meses; e 17. b)aos empregados que estejam com o contrato de trabalho suspenso para participao em curso ou programa de qualificao profissional, limitada essa extenso ao perodo de cinco meses. Empregados de subempreiteiraDe acordo com o Parecer Normativo CST 08/82, a empresa empreiteira pode estender o PAT aos empregados de subempreiteira que para ela trabalhem no mesmo canteiro de obras. INEXISTNCIA DE REFLEXOS NA REMUNERAO DO TRABALHADOR importante ressaltar que no PAT previamente aprovado pelo Ministrio do Trabalho, a parcela paga in natura pela empresa no tem natureza salarial, no se incorpora remunerao para quaisquer efeitos, no constitui base de incidncia de contribuio previdenciria ou do Fundo de Garantia do Tempo de Servio (FGTS) nem se configura como rendimento tributvel do trabalhador (art. 6 do Decreto 05/1991). INCLUSO DOS TRABALHADORES DE RENDA MAIS ELEVADA NO PROGRAMA CONDIOOs trabalhadores de renda mais elevada podem ser includos no Programa de Alimentao do Trabalhador, desde que esteja garantido o atendimento da totalidade dos trabalhadores que percebam at 5 salrios mnimos, independentemente da durao da jornada de trabalho.O benefcio concedido aos trabalhadores que percebem at 5 salrios mnimos no poder, sob qualquer pretexto, ter valor inferior quele concedido aos de renda mais elevada.Bases: art. 2 do Decreto 05/1991 e art. 3 da Portaria SIT 3/2002.FORMA DE APROVEITAMENTO DO INCENTIVOObservados os critrios expostos a seguir, a pessoa jurdica pode deduzir do Imposto de Renda devido com base no lucro real o valor equivalente aplicao da alquota cabvel do Imposto de Renda sobre a soma das despesas de custeio realizadas na execuo do PAT, diminuda a participao dos empregados no custo das refeies.Portanto, a deduo se d em dobro:1) uma vez, via contabilidade valor liquido dos gastos a ttulo de despesa com o PAT, ressaltando-se que essa deduo no tem limites;2) a segunda vez, pela deduo direta do imposto, obedecidos os limites adiante comentados. CUSTEIO EM COMUM COM OUTRA EMPRESA 18. A pessoa jurdica que custear em comum com outra pessoa jurdica as despesas para a execuo do Programa de Alimentao do Trabalhador poder beneficiar-se do incentivo fiscal, porm, apurando-se o valor do incentivo pelo critrio de rateio. (art. 5 do Decreto 05/1991).DESPESAS DE CUSTEIO ADMITIDAS NA BASE DE CLCULO DO INCENTIVOAs despesas de custeio admitidas na base de clculo do incentivo so aquelas que vierem a constituir o custeio direto e exclusivo do servio de alimentao, podendo ser considerados, alm da matria-prima, mo-de-obra, encargos decorrentes de salrios, asseio e os gastos de energia diretamente relacionados com o preparo e a distribuio das refeies. TRATAMENTO CONTBIL DOS GASTOS COM O PROGRAMAA pessoa jurdica deve destacar contabilmente, com subttulos por natureza de gastos, as despesas constantes do Programa de Alimentao do Trabalhador (art. 7 do Decreto 05/1991).Exemplo:Conta: DESPESAS COM O PATSubcontas:CUSTO DE AQUISIO DE ALIMENTOS CUSTO DE FUNCIONRIOS DEPRECIAO DO REFEITRIO GUA E ENERGIA DO REFEITRIO MANUTENO DO REFEITRIO, etc.LIMITES DE DEDUO DO IMPOSTODesde 01.01.1998, a deduo direta no imposto, relativa ao incentivo ao PAT, fica limitada a 4% (QUATRO POR CENTO), do Imposto de Renda (sem a incluso do adicional).Exemplo:Valor do IRPJ (sem adicional) devido: R$ 120.000,00Limite de deduo do PAT: 4% de R$ 120.000,00 = R$ 4.800,00Alm disso, a deduo fica limitada a 4% do imposto devido (tambm sem a incluso do adicional), se for pleiteada em conjunto com o incentivo relativo a Programas de Desenvolvimento Tecnolgico Industrial/Agropecurio (PDTI/PDTA). DEDUO DO IMPOSTO DEVIDO POR ESTIMATIVA OU COM BASE NOLUCRO REAL DEFINITIVO 19. Observados os limites supracitados e os demais requisitos aqui mencionados, o valor do incentivo ao PAT pode ser deduzido do valor do imposto:1) devido mensalmente por estimativa, ainda que calculado com base em balanos/balancetes de suspenso ou reduo do imposto mensal;2) apurado com base no lucro real anual ou trimestral. PARCELA QUE EXCEDER O LIMITE - APROVEITAMENTOA deduo do incentivo ao PAT, como j mencionado, est limitada a 4% do imposto devido, mas o eventual excesso pode ser utilizado para deduo nos dois anos- calendrio subsequentes com observncia dos limites admitidos.Para efeito de pagamento mensal do imposto por estimativa, a parcela do incentivo excedente em cada ms pode ser utilizada nos meses subsequentes, do mesmo ano- calendrio, observados os limites legais. PARTICIPAO DO TRABALHADOR NO CUSTO DIRETO DA REFEIOA participao do trabalhador no PAT limitada a 20% (vinte por cento) do custo direto da refeio.Bases: pargrafo 2o do artigo 585 do Regulamento IR/99 e art. 4 da Portaria SIT 3/2002. Exemplo:Valor do Custo Direto da Refeio: R$ 4,00Limite de participao do trabalhador: 20% x R$ 4,00 = R$ 0,80 por refeio. LIMITE DE CUSTO DE REFEIO DEDUTVEL DO IMPOSTO DE RENDAPara efeito de utilizao do incentivo fiscal a Programas de Alimentao do Trabalhador (PAT), a IN SRF 16/92 fixou o custo mximo por refeio em 3,00 UFIR e disps, ainda, que o valor do incentivo fiscal por refeio dedutvel do Imposto de Renda deve ser calculado mediante a aplicao da alquota do imposto sobre 2,40 UFIR.Considerando-se que, de acordo com o art. 30 da Lei 9.249/1995, a partir de 01.01.1996 os valores constantes da legislao tributria, expressos em quantidade de UFIR, foram convertidos em reais pelo valor da UFIR em 01.01.1996 (R$ 0,8287), temos, ento, os seguintes limites em reais: Custo mximo por refeio R$ 2,49 Base do incentivo: R$ 1,99 por refeioAplicando-se sobre a base do incentivo (R$ 1,99) a alquota do Imposto de Renda (15%), encontra-se o limite dedutvel por refeio (R$ 0,2985).CLCULO DO INCENTIVO 20. O incentivo ao PAT, descontvel diretamente do IRPJ, corresponder ao menor dos seguintes valores:1) aplicao da alquota de 15% sobre a soma das despesas de custeio realizadas com o PAT;2) R$ 0,2985 (15% de R$ 1,99), multiplicado pelo nmero de refeies fornecidas no perodo. Exemplo:Vamos supor que uma pessoa jurdica optante pelo pagamento mensal do imposto por estimativa (portanto, sujeita ao lucro real anual) apresentasse, no ms de maro/2002, os seguintes dados:1) IR por estimativa devido no ms:imposto normal: R$ 10.000,00;adicional (10%) do imposto: R$ 4.666,67;2) despesas realizadas no ms com o PAT, j deduzida a participao cobrada dos empregados: R$ 5.000,00;3) nmero de refeies servidas no ms: 2.500,Diante desses dados, teremos:I - Determinao da base de clculo mensal do incentivo ao PAT:R$ 1,99 x 2.500 refeies = R$ 4.975,00II Parcela dedutvel a ttulo de PAT:R$ 4.975,00 x 15% = R$ 746,25Observe-se que esse o um valor menor do que os 150/o sobre a soma das despesas de custeio (15% de R$ 5.000,00 = R$ 750,00). Portanto, prevalecer o menor valor (R$ 746,25).III - Limite da deduo do PAT no ms:R$ 10.000,00 (IRPJ) x 4% = R$ 400,00IV - Excesso a ser utilizado nos meses subsequentesR$ 746,25 - R$ 400,00 = R$ 346,25 21. Note-se que, como este exemplo toma por base uma empresa que esteja pagando o IR mensal por estimativa, o excesso apurado (R$ 346,25) poder ser utilizado nos meses subsequentes do mesmo ano-calendrio, observados os limites legais.BASES LEGAISLei 9.532/1997, Portaria SIT 3/2002, Decreto 05/1991, Portaria Interministerial 5/1999, Portaria Interministerial 66/2006 e os citados no textoPIS E COFINS - RECEITAS FINANCEIRASCONCEITO DE RECEITAS FINANCEIRASA definio de Receita Financeira encontra-se no artigo 373, do RIR/99: os juros, o desconto, o lucro na operao de reporte e os rendimentos de aplicaes financeiras de renda fixa, ganhos pelo contribuinte.Como exemplos de receitas financeiras, podemos citar:Os juros, os descontos recebidos, os rendimentos de aplicaes financeiras de renda fixa, as receitas de ttulos vinculados ao mercado aberto, as receitas sobre quaisquer outros investimentos temporrios, os prmios sobre resgate de ttulos e debntures, as atualizaes monetrias, as variaes monetrias em funo da taxa de cmbio ou de ndices aplicveis e , inclusive, a receita de juros incidentes sobre o valor do depsito judicial ou extrajudicial que suspenda a exigibilidade do crdito tributrio. BASE DE CLCULO - REGIME CUMULATIVORegra geral, as contribuies cumulativas para o PIS e COFINS devidas pelas pessoas jurdicas de direito privado, teriam como base de clculo a receita bruta.Receita bruta a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurdica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classificao contbil adotada para as receitas.Entretanto, a partir de 28.05.2009, por fora do artigo 79 da Lei 11.941/2009, que revogou o 1 do art. 3 da Lei 9.718/1998, entendemos que a base de clculo ser a receita bruta da pessoa jurdica, e no mais a totalidade das receitas auferidas. Desta forma, conclui-se que as receitas tributveis sero as decorrentes das operaes normais do negcio (faturamento).Base: artigos 2 e 3 da Lei 9.718/1998.BASE DE CLCULO - REGIME NO CUMULATIVOAs Leis 10.637/2002 e 10.833/2003, as quais versam sobre o regime no-cumulativo do PIS e da COFINS, definem que a base de clculo ser a receita bruta, incluindo-se a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurdica.REDUO A ZERO 22. A partir de 01.04.2005, por fora do Decreto 5.442/2005, ficam reduzidas a zero as alquotas do PIS e da COFINS, sujeitas ao regime de incidncia no-cumulativo, incidentes sobre as receitas financeiras, inclusive decorrentes de operaes realizadas para fins de hedge. Portanto, permanecendo tributadas apenas as receitas financeiras relativas aos juros sobre o capital prprio.MTUO TRATAMENTO FISCALSo equiparados a rendimentos de aplicao financeira, para efeitos de incidncia do Imposto de Renda na Fonte, os rendimentos decorrentes da entrega de recursos pessoa jurdica, sob qualquer forma e a qualquer ttulo, independentemente de a fonte pagadora ser instituio financeira ou no (art. 65, 4, alnea "c" da Lei 8.981/1995).IRF - TRIBUTAO NA FONTENos emprstimos de dinheiro entre pessoas jurdicas ou entre uma pessoa jurdica e uma pessoa fsica, desde que a muturia (aquela que toma o dinheiro emprestado) seja pessoa jurdica, a totalidade dos rendimentos auferidos, a qualquer ttulo est sujeita tributao na fonte, nos seguintes moldes (art. 3 da IN SRF n 487/2004):a) 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco dcimos por cento), em operaes com prazo de at 180 (cento e oitenta) dias;b) 20% (vinte por cento), em operaes com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias at 360 (trezentos e sessenta) dias;c) 17,5% (dezessete inteiros e cinco dcimos por cento), em operaes com prazo de 361 (trezentos e sessenta e um dias) at 720 (setecentos e vinte) dias;d) 15% (quinze por cento), em operaes com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias.A base de clculo do imposto a diferena positiva entre o valor emprestado e o valor da liquidao do mtuo.No preenchimento do Darf, no campo 04, deve ser utilizado o cdigo:a) 3426, se a mutuante (aquela que empresta o dinheiro) for pessoa jurdica;b) 8053, se a mutuante for pessoa fsica. RESPONSVEL PELA RETENOO responsvel pela reteno e o recolhimento do imposto a pessoa jurdica; inclusive se optante pelo SIMPLES:a) mutuante (aquela que empresta), quando o muturio for pessoa fsica; 23. b) muturia (aquela que toma emprestado), nos demais casos. TRATAMENTO DO IMPOSTO RETIDOPessoa Fsica, Pessoa Jurdica Optante pelo Simples, Isenta e Instituio de Educao ou de Assistncia Social: a tributao na fonte definitiva, ou seja, na Declarao de Ajuste o rendimento no ser computado como tributvel e o imposto retido no compensvel.Pessoa Jurdica tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado: os rendimentos integraro o lucro real, o lucro presumido ou o lucro arbitrado. O imposto retido ser deduzido do apurado no encerramento do perodo de apurao, trimestral ou anual.Base: RIR/99: artigos 770, 2 e 3; e 773. IOFO IOF incide sobre as operaes de crdito realizadas por instituies financeiras, por empresas de factoring e entre pessoas jurdicas ou entre pessoa jurdica e pessoa fsica.O fato gerador do IOF a entrega do montante ou do valor que constitua o objeto da obrigao, ou sua colocao disposio do interessado e incidente sobre o saldo devedor dirio apurado no ltimo dia de cada ms.A alquota de de 0,0041% ao dia para muturios pessoa fsica ou jurdicaMas no perodo de 04.01.2008 (data fixada pelo ADI 24/2008), com a edio do Decreto 6.339/2008 at 11.12.2008 (por fora do Decreto 6.691/2008), a alquota era de 0,0082% ao dia para muturios pessoas fsicas e foi mantida em 0,0041% ao dia para quando o tomador do crdito fosse uma pessoa jurdica. responsvel pela cobrana do IOF e pelo devido recolhimento aos cofres pblicos a pessoa jurdica que conceder o crdito, nas operaes correspondentes a mtuo de recursos financeiros.Base: Art. 2, 3, 5 e 7 do Decreto 6.306/2007.Exemplo:Suponha que a Empresa A tenha tomado emprestado da Empresa B o valor de R$ 100.000,00 em 01/06/2007 com prazo de vencimento para 30 dias. O valor do IOF ser calculado da seguinte forma:R$ 100.000,00 x 30 dias x 0,0041% = R$ 123,00.IOF - Adicional 24. Independentemente do prazo da operao, o IOF incide sobre as operaes de crdito alquota adicional de 0,38%, a partir de 04.01.2008 (data fixada pelo ADI 24/2008), seja o muturio pessoa fsica ou pessoa jurdica.A alquota adicional do IOF, incidir tambm sobre o somatrio dos saldos devedores dirios, apurados mensalmente sobre as seguintes operaes:a) nas operaes de emprstimo, sob qualquer modalidade, inclusive abertura de crdito, quando no ficar definido o valor do principal a ser utilizado pelo muturio;b) nos adiantamentos a depositante; ec) nos excessos de limite, ainda que o contrato esteja vencido, quando no ficar expressamente definido o valor do principal a ser utilizado.PIS E COFINSA receita de mtuo considerada como receita financeira, para fins de tributao do PIS e COFINS, na pessoa jurdica mutuante TRIBUTOS COM EXIGIBILIDADE SUSPENSAOs tributos e contribuies cuja exigibilidade esteja suspensa, nos termos dos incisos II a IV do art. 151 da Lei 5.172/66, no so dedutveis enquanto persistir a suspenso.Os citados incisos referem-se s condies de suspenso da exigibilidade, exceto o inciso I do artigo 151 do CTN, que trata da moratria. Adiante, a transcrio dos incisos II a IV:"II o depsito do seu montante integral;III as reclamaes e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributrio administrativo;IV a concesso de medida liminar em mandado de segurana".Tais valores adicionados ao lucro real devero ser controlados na parte B do Lalur, em folha especfica, pois no momento em que houver sentena definitiva da lide, tais montantes devero ser excludos no Lucro Real.Na apurao da base de clculo da CSLL, se aplicar o mesmo procedimento.Exemplo:Determinado contribuinte impetrou mandato de segurana contra o PIS, requerendo depsito dos montantes questionados at o julgamento da lide. No ano de 2.001, contabilizou: 25. D PIS (Conta de Resultado)C PIS a Recolher (Passivo Circulante) R$ 100.000,00Pelo depsito do montante para recurso:D Depsito Judicial PIS (Realizvel a Longo Prazo)C Bancos cta. Movimento (Ativo Circulante) R$ 100.000,00Pela transferncia do valor do Passivo Circulante para Exigvel a Longo PrazoD PIS a Recolher (Passivo Circulante)C PIS Recurso Judicial (Exigvel a Longo Prazo) R$ 100.000,00No Lalur, parte A, relativo apurao de 2.001, tal contribuinte adiciona o valor de R$ 100.000,00 ao lucro real, controlando tal valor na parte B do respectivo livro, em folha especfica (PIS Ao Judicial nmero 941213-2001). Adicionar tambm, na base de clculo da CSLL o mesmo valor.Em 30.04.2003 h sentena judicial definitiva que desfavorvel ao contribuinte na respectiva ao, e o depsito judicial revertido como renda da Unio. O lanamento contbil, para zerar o ativo e passivo :D PIS Recurso Judicial (Exigvel a Longo Prazo)C Depsito Judicial PIS (Realizvel a Longo Prazo)No perodo de apurao do Lucro Real em 30.04.2003, o contribuinte poder excluir, na parte A do Lalur, o saldo existente, mediante transferncia da Parte B (folha PIS Ao Judicial nmero 941213-2001) do mesmo livro. Excluir, tambm, na base de clculo da CSLL. IRPJ E CSLL - RECOLHIMENTOS POR ESTIMATIVA LUCRO REAL1. IMPOSTO DE RENDA PESSOA JURDICAA pessoa jurdica sujeita tributao com base no Lucro Real ANUAL poder optar pelo pagamento do imposto e adicional, em cada ms, determinados sobre base de clculo estimada (Lei 9.430/1996, art. 2).A base de clculo estimada pode ser determinada das seguintes formas (facultado ao contribuinte a qual for mais vantajosa):a) Com base na Receita Bruta auferida mensalmente: sobre a receita bruta mensal aplica-se percentuais constantes no art. 15, l, da Lei 9.249/95, acrescidos das demais receitas (ganho de capital, juros, variao monetria ativa, etc.). Esta forma de 26. recolhimento est detalhada no item especfico adiante: BASE DE CLCULO DA ESTIMATIVA MENSAL - RECEITA BRUTA.b) Com base em Balancetes mensais de suspenso ou reduo:b1) SUSPENSO - atravs do balancete mensal acumulado, demonstra-se que o imposto pago at a data do balancete maior que o devido. Exemplo: em 30 de abril, pelo balancete acumulado de janeiro a abril do respectivo ano, apurou-se um imposto devido de R$ 10.000,00 e at essa data foi recolhido R$ 12.000,00 - portanto, inexiste a obrigao de recolhimento do IRPJ. Essa opo, tambm, pode ser utilizada nos meses em que houver prejuzo.b2) REDUO - atravs do balancete mensal acumulado demonstra-se que h uma reduo do imposto devido em relao ao clculo com base na receita bruta mensal da empresa, conforme citado no item "a". Exemplo: em 30 de abril, pelo balancete acumulado de janeiro a abril do respectivo ano, apurou-se um imposto devido de R$ 30.000,00, porm relativo a esse perodo foi pago R$ 27.000,00, restando a pagar R$ 3.000,00. O clculo com base na receita bruta do ms geraria R$ 10.000,00 de imposto a pagar, ou seja, optando pela reduo do imposto com base no balancete tem-se uma economia de R$ 7.000,00. Dessa forma, opta-se pela reduo do pagamento do imposto com base no balancete mensal acumulado, que mais vantajoso do que o pagamento com base na receita bruta mensalComo exposto, na opo Estimativa, o pagamento do IRPJ pode ser suspenso ou reduzido, desde que a empresa comprove, atravs de balancetes mensais, que o saldo do IRPJ a recolher menor que o calculado por Estimativa. Isto pode gerar um planejamento tributrio, desonerando os dispndios mensais do IRPJ, como nos exemplos a seguir. Exemplo 1:Uma empresa apurou, no balancete do perodo de 01/jan a 30/abril, que o Lucro Real de R$ 20.000,00.Desta forma, dever recolher R$ 20.000,00 x 15% = R$ 3.000,00 de IRPJ.Entretanto, nos meses de fevereiro a abril do respectivo ano, recolheu IRPJ por Estimativa, no total de R$ 4.000,00, portanto, valor superior aos R$ 3.000,00 apurados em balancete. Concluso: no ms de maio poder deixar de recolher a parcela de estimativa, relativa a abril. Exemplo 2:Admitindo-se os mesmos nmeros do exemplo 1, porm com Lucro Real de R$ 50.000,00, haver os seguintes clculos:1. IRPJ: R$ 50.000,00 x 15% = R$ 7.500,00 27. 2. Estimativa j recolhida = R$ 4.000,003. Saldo a recolher = R$ 7.500,00 - R$ 4.000,00 = R$ 3.500,00Para fins de planejamento tributrio, a empresa poder, simplesmente, recolher por Estimativa, em vez de optar por recolher com base no Lucro Real apurado no balancete de abril. Isto poder ser vantajoso se o valor da Estimativa Mensal, calculada com base na Receita Bruta auferida em abril, for inferior a R$ 3.500,00.Na prtica, a maioria das empresas opta por recolher por estimativa mensal, mantendo anlise de balancete para comparar a forma de recolhimento mais econmica.Observao 1: a opo utilizada para o clculo do IRPJ deve ser a mesma a ser utilizada para o clculo da CSLL. Exemplo: em um determinado ms optou-se pela suspenso do recolhimento do IRPJ com base no balancete, neste ms, para fins do clculo da CSLL deve ser adotado o mesmo critrio: balancete de suspenso.Observao 2: em cada ms do ano pode-se alternar as formas de opo da base de clculo. Exemplo: em um ms o clculo pode ser feito com base na receita bruta, no outro com base no balancete de suspenso ou reduo, e assim por diante, verificando qual a forma mais econmica para a empresa.Observao 3: no ms em que se optar pelo balancete de suspenso ou reduo do imposto deve constar no Livro Dirio o balancete que serviu como base para o clculo, bem como demonstrar na parte "A" do LALUR a demonstrao do lucro real.Nota: a apresentao da Escriturao Fiscal Digital - ECD dispensa a obrigatoriedade de transcrever no Livro Dirio o Balancete ou Balano de Suspenso ou Reduo do Imposto.Base: artigos 10 a 16 da IN SRF 93/1997 e IN RFB 926/2009.BASE DE CLCULO DA ESTIMATIVA MENSAL - RECEITA BRUTAA base de clculo do imposto, em cada ms, ser determinada mediante a aplicao do percentual de 8% (oito por cento) sobre a receita bruta auferida mensalmente.Nas seguintes atividades, o percentual de que trata este artigo ser de (Lei 9.249/1995, art. 15, 1): Espcies de atividadesPercentuais sobre a receita Revenda, para consumo, de combustvel derivado de petrleo, lcool etlico 1,6% carburante e gs natural Venda de mercadorias ou produtos 8% Transporte de cargas Atividades imobilirias 28. Construo por empreitada, quando houver emprego de materiais prprios Servios hospitalares Servios de auxlio diagnstico e terapia, patologia clnica, imagenologia, anatomia patolgica e citopatologia, medicina nuclear e anlises e patologias clnicas, a partir de 01.01.2009 - ver nota 3 Atividade Rural Industrializao com materiais fornecidos pelo encomendante Outras atividades no especificadas (exceto prestao de servios) Servios de transporte (exceto o de cargas)16% Bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econmicas, sociedades de crdito, financiamento e investimento, sociedades de crdito imobilirio, sociedades corretoras de ttulos, valores mobilirios e cmbio, distribuidoras de ttulos e valores mobilirios, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crdito, empresas de seguros privados e de capitalizao e entidades de previdncia privada aberta Servios gerais com receita bruta at R$ 120.000/ano (ver nota 1) Servios em geral (ver nota 2) 32% Servios prestados pelas sociedade civis de profisso legalmente regulamentada Intermediao de negcios (ver nota 2) Administrao, locao ou cesso de bens mveis/imveis ou direitos (ver nota 2)Construo por administrao ou empreitada, quando houver emprego unicamente de mo de obra (ver nota 2) Factoring (ver nota 2) No caso de explorao de atividades diversificadas, ser aplicado sobre a1,6 a 32% receita bruta de cada atividade o respectivo percentual Exemplo:Empresa auferiu receitas de transporte de cargas no ms de R$ 100.000,00Base de clculo da estimativa = R$ 100.000,00 x 8% = R$ 8.000,00IRPJ devido por estimativa no ms: R$ 8.000,00 x 15% = 1.200,00 29. NOTAS IMPORTANTES - TABELA DA BASE DE CLCULO DO IRPJNota 1: Se a receita bruta ultrapassar R$ 120.000/ano, ficar sujeita ao percentual de 32%, retroativamente ao ms de janeiro. Neste caso, deve-se efetuar o recolhimento das diferenas do IRPJ apurado, at o ltimo dia til do ms subsequente quele que ocorrer o excesso, sem nenhum acrscimo.Nota 2: As pessoas jurdicas exclusivamente prestadoras de servios mencionadas nestes itens, podero utilizar o percentual de 16%, enquanto a sua receita bruta acumulada do ano em curso no ultrapassar a R$ 120.000,00 (pargrafo 3 do art. 3 IN SRF 93/1997). Na hiptese de ultrapassar este valor, observar as instrues contidas na nota 1, anterior.Nota 3: Os servios de auxlio diagnstico e terapia, patologia clnica, imagenologia, anatomia patolgica e citopatologia, medicina nuclear e anlises e patologias clnicas, desde que a prestadora destes servios seja organizada sob a forma de sociedade empresria e atenda s normas da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria ANVISA, sero tributados, a partir de 01.01.2009, base de clculo de 8% (oito por cento). Base: art. 29 da Lei 11.727/2008.CONCEITO DE RECEITA BRUTAPara efeitos da sistemtica de pagamento por Estimativa Mensal, a receita bruta compreende:o produto da venda de bens nas operaes de conta prpriao preo dos servios prestados eo resultado auferido nas operaes de conta alheia*.* Nota: O resultado auferido nas operaes de conta alheia aquele decorrente de comisses obtidas sobre representao de bens ou servios de terceirosAs receitas provenientes de atividade incentivada no comporo a base de clculo do imposto, na proporo do benefcio a que a pessoa jurdica, submetida ao regime de tributao com base no lucro real, fizer jus (Lei 9.249/1995, art. 15, 3).RECEITA BRUTA NA REVENDA DE VECULOS AUTOMOTORES USADOSA partir de 30.10.1998, as pessoas jurdicas que tenham como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veculos automotores, nas vendas de veculos, adquiridos para revenda ou recebidos como parte do preo de venda de veculos novos ou usados, ser computada como receita a diferena entre o valor pelo qual o veculo usado houver sido alienado (constante na nota fiscal de venda), e o seu custo de aquisio (constante da nota fiscal de entrada) - Lei 9.716/1998, art. 5 e IN SRF 152/1998. 30. Assim, somente a diferena entre o preo de venda e o custo da aquisio que far parte da receita bruta. Exemplo:Uma revendedora de veculos usados adquire um veculo para revenda por R$ 7.000,00. Posteriormente, vende o mesmo por R$ 8.000,00.A receita bruta, para fins de base de clculo, ser de R$ 8.000 - R$ 7.000 = R$ 1.000 (e no R$ 8.000).DEDUES DA RECEITA BRUTANa receita bruta no se incluem (Lei 8.981/1995, art. 31, pargrafo nico):1. as vendas canceladas;2. os descontos incondicionais concedidos (constantes na nota fiscal de venda dos bensou da fatura de servios e no dependentes de evento posterior emisso dessesdocumentos);3. os impostos no cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratantedos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos servios seja mero depositrio.Estes impostos so: o IPI incidente sobre as vendas e ao ICMS devido porsubstituio tributria. GANHOS DE CAPITAL E OUTRAS RECEITASOs ganhos de capital, demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas no abrangidas na receita bruta, sero acrescidos base de clculo da estimativa (Lei 8.981/1995, art. 32, e Lei 9.430/1996, art. 2).DEFINIO DE GANHO DE CAPITALO ganho de capital nas alienaes de bens do ativo permanente e de aplicaes em ouro no tributadas como renda varivel corresponder diferena positiva verificada entre o valor da alienao e o respectivo valor contbil. Exemplo:Venda de um veculo por R$ 10.000,00, cujo valor contbil de aquisio foi de R$ 18.000,00, havendo uma depreciao acumulada de R$ 11.000,00, o clculo do ganho de capital corresponder a:1. Valor da Venda do Veculo10.000,00 2. Valor Contbil da Aquisio 18.000,00 2A) - Valor da Depreciao Acumulada 11.000,00 2B) = Valor Contbil do Veculo (2 - 2A) 7.000,00 = Ganho de Capital Apurado (1 - 2B)3.000,00 31. NO INCLUSO NA BASE DE CLCULO POR ESTIMATIVA De acordo com a Instruo Normativa SRF 93/1997, art. 7, os seguintes rendimentosno integram a base de clculo por estimativa mensal: I os rendimentos e ganhos lquidos produzidos por aplicao financeira de renda fixa ede renda varivel, quando houverem sido submetidos incidncia na fonte ou aorecolhimento mensal previstos nas regras especficas de tributao a que esto sujeitos(art. 65 a 75 da Lei 8.981/1995). II as receitas provenientes de atividade incentivada, na proporo do benefcio deiseno ou reduo do imposto a que a pessoa jurdica, submetida ao regime detributao com base no lucro real, fizer jus; III as recuperaes de crditos que no representem ingressos de novas receitas; IV a reverso de saldo de provises anteriormente constitudas; V os lucros e dividendos decorrentes de participaes societrias avaliadas pelo custode aquisio e a contrapartida do ajuste por aumento do valor de investimentosavaliados pelo mtodo da equivalncia patrimonial; VI o imposto no cumulativo cobrado destacadamente do comprador ou contratante,do qual o vendedor dos bens seja mero depositrio; VII os juros sobre o capital prprio auferidos. Exemplo: Receita Bruta da Venda de Produtos: R$ 80.000,00 Ganho de Capital: R$ 5.000,00 Rendimentos de Aplicaes financeiras (submetidos ao IRF): R$ 2.000,00 Demonstrao da Base de Clculo por Estimativa Mensal:DescrioValor/Clculo 1. Receita Bruta da Venda de Produtos 80.000,00 2. Alquota aplicvel Receita Bruta8% 3. Base de Clculo sobre a Receita Bruta (1 x 2) 6.400,00 4. Ganho de Capital5.000,00 5. Rendimentos de renda fixa (submetidos ao IRF) (no entram no cmputo do clculo) 6. Total da Base de Clculo (3 + 4) 11.400,00VARIAES CAMBIAIS 32. A partir de 01.01.2000, as receitas decorrentes das variaes monetrias dos direitos de crditos e das obrigaes, em funo da taxa de cmbio, sero consideradas, para efeitos da base de clculo da estimativa mensal, entre uma das seguintes opes:1) no momento da liquidao da operao correspondente ("regime de caixa"); ou2) pelo regime de competncia.Aplica-se a opo escolhida para todo o ano-calendrio. Assim, para fins de planejamento tributrio, mais conveniente tributar as respectivas variaes pelo regime de caixa.SALDO DE LUCRO INFLACIONRIO A TRIBUTARA empresa que tiver saldo de lucro inflacionrio (oriundo de correo monetria credora do balano at 31.12.1995) dever adicionar base de clculo da estimativa 1/120 do saldo existente em 31.12.1995. DEDUES DA RECEITA BRUTA PARA INSTITUIES FINANCEIRAS ECONGNERESBancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econmicas, sociedades de crdito, financiamento e investimento, sociedades de crdito imobilirio, sociedades corretoras de ttulos, valores mobilirios e cmbio, distribuidoras de ttulos e valores mobilirios, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crdito, empresas de seguros privados e de capitalizao e entidades de previdncia privada aberta, podero deduzir da receita bruta (Lei 8.981/1995, art. 29, 1, e Lei 9.430/1996, art. 2):I no caso das instituies financeiras, sociedades corretoras de ttulos, valores mobilirios e cmbio, e sociedades distribuidoras de ttulos e valores mobilirios:a) as despesas incorridas na captao de recursos de terceiros;b) as despesas com obrigaes por refinanciamentos, emprstimos e repasses de recursos de rgos e instituies oficiais e do exterior;c) as despesas de cesso de crditos;d) as despesas de cmbio;e) as perdas com ttulos e aplicaes financeiras de renda fixa;f) as perdas nas operaes de renda varivel realizadas em bolsa, no mercado de balco organizado, autorizado pelo rgo competente, ou atravs de fundos de investimento, para a carteira prpria das entidades citadas neste inciso I;II no caso de empresas de seguros privados: o cosseguro e resseguro cedidos, os valores referentes a cancelamentos e restituies de prmios e a parcela dos prmios destinada constituio de provises ou reservas tcnicas; 33. III no caso de entidades de previdncia privada abertas e de empresas de capitalizao: a parcela das contribuies e prmios, respectivamente, destinada constituio de provises ou reservas tcnicas.Em qualquer caso, vedada a deduo de qualquer despesa administrativa (Lei 8.981/1995, art. 29, 2, Lei 9.249/1995, art. 15, 1, inciso II, alnea b, e Lei 9.430/1996, art. 2).ATIVIDADES IMOBILIRIASAs pessoas jurdicas que explorem atividades imobilirias relativas a loteamento de terrenos, incorporao imobiliria, construo de prdios destinados a venda, bem como a venda de imveis construdos ou adquiridos para revenda, devero considerar como receita bruta o montante recebido, relativo s unidades imobilirias vendidas (Lei 8.981/1995, art. 30, e Lei 9.430/1996, art. 2).Basicamente, esta regra se traduz como "regime de caixa". Ou seja, somente a parcela recebida das prestaes dos imveis vendidos que comporo a receita bruta. INDUSTRIALIZAO POR ENCOMENDAPara fins de apurao das bases de clculo do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurdica(IRPJ) e da Contribuio Social sobre o Lucro Lquido (CSLL), consideram-se industrializao as operaes definidas no art. 4 do Decreto 4.544/2002 (adiantereproduzido), observadas as disposies do art. 5 c/c o art. 7 do referido decreto:Art. 4 Caracteriza industrializao qualquer operao que modifique a natureza, ofuncionamento, o acabamento, a apresentao ou a finalidade do produto, ou oaperfeioe para consumo, tal como (Lei n 4.502, de 1964, art. 3, pargrafo nico, eLei n 5.172, de 25 de outubro de 1966, art. 46, pargrafo nico):I a que, exercida sobre matrias-primas ou produtos intermedirios, importe naobteno de espcie nova (transformao); II a que importe em modificar, aperfeioar ou, de qualquer forma, alterar o funcionamento, a utilizao, o acabamento ou a aparncia do produto(beneficiamento);III a que consista na reunio de produtos, peas ou partes e de que resulte um novo produto ou unidade autnoma, ainda que sob a mesma classificao fiscal (montagem);IV a que importe em alterar a apresentao do produto, pela colocao daembalagem, ainda que em substituio da original, salvo quando a embalagemcolocada se destine apenas ao transporte da mercadoria (acondicionamento ou reacondicionamento); ou V a que, exercida sobre produto usado ou parte remanescente de produto deteriorado ou inutilizado, renove ou restaure o produto para utilizao (renovao ou recondicionamento). Base: Ato Declaratrio Interpretativo RFB 26/2008.CONTRATOS COM ENTIDADES GOVERNAMENTAIS 34. No entram no cmputo da receita bruta os valores no recebidos de empreitada ou fornecimento contratado nas condies do art. 409 do Regulamento do Imposto de Renda, com pessoa jurdica de direito pblico ou empresa sob seu controle, empresa pblica, sociedade de economia mista ou sua subsidiria (Lei 8.981/1995, art. 30, pargrafo nico, Lei 9.065/1995, art. 1, e Lei 9.430/1996, art. 2).Esta receita ser reconhecida no ms do recebimento.Quando os crditos decorrentes desses contratos forem quitados pelo Poder Pblico com ttulos de sua emisso, a receita ser considerada recebida somente por ocasio do resgate ou da alienao (venda) dos ttulos.RECEITAS DE CONTRATOS DE EXECUO POR EMPREITADA OU BENS E SERVIOS A SEREM PRODUZIDOSNos casos de contratos com prazo de execuo superior a um ano, de construo por empreitada ou de fornecimento, a preo predeterminado, de bens ou servios a serem produzidos, ser computada na receita bruta parte do preo total da empreitada, ou dos bens ou servios a serem fornecidos, determinada mediante e aplicao, sobre o preo total, da percentagem do contrato ou da produo executada em cada ms (IN SRF 21/79).Exemplo:Um contrato de construo, ao custo total de R$ 27.000.000, a ser entregue em 18 meses. Se, no primeiro ms, j foram cumpridos 3,5% da obra total, ento a receita bruta a ser considerada ser de 3,5% x R$ 27.000.000 = R$ 810.000.No caso de construes ou fornecimentos contratados com base em preo unitrio de quantidades de bens ou servios produzidos em prazo inferior a um ano, a receita dever ser includa na base de clculo do IRPJ no ms em que for completada cada unidade.Exemplo: contrato de fornecimento de 5 geradores de energia, ao valor de R$ 200.000 cada, para entrega em 8 meses. Ao final do 3 ms do contrato, conclui-se os dois primeiros geradores. Ento a receita a ser includa na base de clculo do IRPJ, naquele ms, ser de R$ 200.000 x 2 = R$ 400.000.DEDUES DO IMPOSTO MENSALPara efeito de pagamento, poder se deduzir do IRPJ no ms:1. O Imposto de Renda pago ou retido na fonte sobre as receitas que integraram a basede clculo, inclusive o IR retido nos pagamentos efetuados por rgos, autarquias efundaes da administrao pblica federal (art. 64 da Lei 9.430/1996).2. Os incentivos de deduo do imposto relativos ao Programa de Alimentao doTrabalhador (PAT)*.3.Doaes aos Fundos da Criana e do Adolescente, Atividades Culturais ouArtsticas e Atividade Audiovisual*. 35. 4. O Imposto de Renda pago a maior ou indevidamente em perodos anteriores.* Observar os limites, demais condies e prazos para estes incentivos: 4% do IRPJ devido (sem o adicional), para o PAT. 1% do IRPJ devido (sem o adicional), para as Doaes aos Fundos da Criana edo Adolescente. 4% do IRPJ devido (sem o adicional), para Atividades Culturais ou Artsticas. 3% do IRPJ devido, para a Atividade Audiovisual (sem o adicional), at oexerccio financeiro de 2.006. Os incentivos relativos as Atividades Culturais ou Artsticas, somados a Atividade Audiovisual, no podero ultrapassar a 4% do IRPJ devido, no considerado o valor do adicional.EXEMPLO DE CLCULO DE RECOLHIMENTO POR ESTIMATIVA:1. IRPJ devido por Estimativa20.000,00 2. IR Fonte sobre Receitas que integraram o clculo do IRPJ devido por 1.000,00 Estimativa 3. Deduo do PAT 528,00 4. Valor do IRPJ a Recolher (1 - 2 - 3)18.472,00No caso em que o imposto retido na fonte seja superior ao devido, a diferena poder ser compensada com o imposto mensal a pagar relativo aos meses subseqentes. OPO DA FORMA DE PAGAMENTOA adoo da forma de pagamento do IRPJ ser irretratvel para todo o ano-calendrio.O IRPJ dever ser pago at o ltimo dia til do ms subseqente quele a que se referir (Lei 9.430/1996, art. 6). Assim, o IRPJ devido por Estimativa de maro/2004, ser pago at o ltimo dia til do ms de abril/2004.O saldo do IRPJ apurado em 31 de dezembro no Balano Anual ser (Lei 9.430/96, art. 6, 1):I Pago em quota nica, at o ltimo dia til do ms de maro do ano subseqente, se positivo, sendo acrescido de juros calculados taxa SELIC, a partir de 1 de fevereiro at o ltimo dia do ms anterior ao do pagamento e de um por cento no ms do pagamento (Lei 9.430/1996, art. 6, 2).II Compensado com o IRPJ devido a partir do ms de janeiro do ano subseqente, a pagar a partir de fevereiro, se negativo, assegurada a alternativa de requerer, aps a entrega da declarao de rendimentos, a restituio do montante pago a maior. A permisso de compensao j em janeiro decorrente do Ato Declaratrio SRF 3/2000, j que a Lei estipulava a compensao somente a partir de abril do ano subsequente. 36. O saldo do IRPJ ser acrescido de juros calculados taxa SELIC, a partir de 1 de fevereiro at o ltimo dia do ms anterior ao do pagamento e de um por cento no ms do pagamento (Lei 9.430/1996, art. 6, 2).Exemplo 1:IRPJ Apurado em Balano Anual de 31.12.2008: R$ 250.000,00IRPJ Pago por Estimativa: R$ 150.000,00Saldo do IRPJ a Pagar: R$ 250.000,00 - R$ 150.000,00 = R$ 100.000,00O saldo do IRPJ a pagar, de R$ 100.000,00, dever ser pago em quota nica, at o ltimo dia til do ms de maro, acrescido dos juros SELIC de fevereiro + 1% juros de maro.Exemplo 2:IRPJ Apurado em Balano Anual de 31.12.2008 = R$ 50.000,00IRPJ Pago por Estimativa: R$ 90.000,00Saldo a Compensar: R$ 50.000 - R$ 90.000 = - R$ 40.000A compensao deste valor de R$ 40.000,00 poder ser procedida j em janeiro. Se houver saldo a compensar, em fevereiro, a compensao poder ser procedida pelo saldo + 1% de juros. Em maro, pelo saldo + juros SELIC de fevereiro + 1% juros, etc.IMPORTANTE: O prazo de pagamento no se aplica ao IRPJ devido por estimativa, relativo ao ms de dezembro, que dever ser pago at o ltimo dia til do ms de janeiro do ano subseqente (Lei 9.430/1996, art. 6, 3). DEDUES DO IMPOSTO ANUALPara efeito de determinao do IRPJ a pagar ou a ser compensado, a pessoa jurdica poder deduzir do IRPJ devido o valor (Lei 9.430/1996, art. 2, 4):I dos incentivos fiscais de deduo do imposto, observados os respectivos limites, bem assim o disposto no art. 543 do Regulamento do IR, que no permite o abatimento sobre a parcela de adicional do IRPJ (10%).II dos incentivos fiscais de reduo e iseno do imposto, calculados com base no lucro da explorao;III do imposto pago ou retido na fonte, incidente sobre receitas computadas na determinao do lucro real;IV do imposto pago na forma de estimativa mensal. Exemplo: 37. 1. IRPJ Lucro Real apurado no Balano Anual50.000,00 2. Incentivos Fiscais (PAT) 1.819,67 3. IR Fonte Aplicaes Financeiras e Outras 2.999,00 4. IR Pago por Estimativa Mensal 20.945,00 5. Saldo do IRPJ a Pagar (1 - 2 - 3 - 4) 24.236,33BALANO ANUALA empresa que optar por pagamento do IRPJ por Estimativa mensal, estar obrigada, no final do ano civil (31 de Dezembro) a levantar o Balano Anual, para fins de apurao do Lucro Real do Exerccio. 2. CONTRIBUIO SOCIAL CONTRIBUIO SOCIAL SOBRE O LUCRO BASE DE CLCULO NA RECEITA BRUTA MENSALAs empresas que optarem pelo pagamento mensal do IRPJ por estimativa com base na receita bruta devero tambm pagar a CSLL pelo mesmo critrio (art. 28, Lei 9.430/1996).A base de clculo corresponder ao somatrio mensal dos seguintes valores: 1. 12% (doze por cento) da receita bruta da venda de mercadorias e/ou prestao de servios, exceto em relao aos fatos geradores ocorridos a partir de 01.09.2003 para empresas de servios (veja ttulo seguinte).2. Ganhos de capital (lucros) obtidos na alienao de bens do ativo permanente e de aplicaes em ouro no caracterizado como ativo financeiro.3. Rendimentos de aplicaes financeiras de renda fixa e ganhos lquidos de operaes financeiras de renda varivel (aes, swap, etc.).4. Demais receitas e resultados positivos no abrangidos anteriormente (como juros e descontos obtidos, aluguis, etc.), inclusive juros remuneratrios do capital prprio recebidas pela empresa da qual seja scia ou acionista.Observao:A partir de 01.01.2006, a base de clculo da CSLL ser determinada mediante a aplicao do percentual de 12% (doze por cento) sobre a RECEITA FINANCEIRA da pessoa jurdica que explore atividades imobilirias relativas a loteamento de terrenos, incorporao imobiliria, construo de prdios destinados venda, bem como a venda de imveis construdos ou adquiridos para a revenda, quando decorrente de comercializao de imveis e for apurada por meio de ndices ou coeficientes previstos em contrato (art. 34, da Lei 11.196/2005, que acresceu o 2, ao artigo 20, da Lei n 9.249/95). BASE DE CLCULO - A PARTIR DE 01.09.2003A partir de 01.09.2003, por fora do art. 22 da Lei 10.684/2003, a base de clculo da CSLL, devida pelas pessoas jurdicas optantes pela sistemtica de recolhimento mensal (estimativa) corresponder a: 38. 12% da receita bruta nas atividades comerciais, industriais, servios hospitalares e de transporte;32% para:a) prestao de servios em geral, exceto a de servios hospitalares e de transporte;b) intermediao de negcios;c) administrao, locao ou cesso de bens imveis, mveis e direitos de qualquer natureza;d) prestao cumulativa e contnua de servios de assessoria creditcia, mercadolgica, gesto de crdito, seleo de riscos, administrao de contas a pagar e a receber, compra de direitos creditrios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestao de servios (factoring). Exemplo: Empresa que efetua recolhimento por estimativa mensal apurou os seguintes valores de receita bruta na prestao de servios de administrao de bens imveis (no houve obteno de receitas de juros, ganhos de capital ou outras operaes tributveis):CSLL % Base Base Clculoms/anoReceita R$Estimativaclculo CSLL CSLL R$ R$ jul/0310.000,00 12%1.200,00108,00 ago/0315.000,00 12%1.800,00162,00 set/0312.000,00 32%3.840,00345,60ALQUOTAS DA CONTRIBUIO SOCIALA alquota atual da CSLL de 9% (nove por cento).INSTITUIES FINANCEIRAS E ASSEMELHADASA partir de 01.05.2008, a alquota instituies financeiras, pessoas jurdicas de seguros privados e de capitalizao de 15% (quinze por cento) conforme previsto no art. 17 da Lei 11.727/2008.HISTRICO DE ALQUOTASNo perodo de 01.05.1999 a 31.01.2000, a alquota era de 12% (doze por cento)A alquota da CSLL era de 8% (oito por cento) at 30.04.1999.SUSPENSO, REDUO E DISPENSA DO IMPOSTO MENSALA pessoa jurdica poder suspender ou reduzir o pagamento do imposto devido em cada ms, desde que demonstre, atravs de balanos ou balancetes mensais, que o valor 39. acumulado j pago excede o valor do imposto, inclusive adicional, calculado com base no lucro real do perodo em curso (Lei 8.981/1995, art. 35, e Lei 9.430/1996, art. 2). A opo exercida para o recolhimento do IRPJ deve ser a mesma para a CSLL.Os balanos ou balancetes:I devero ser levantados com observncia das leis comerciais e fiscais e transcritos no Livro Dirio;II somente produziro efeitos para determinao da parcela do imposto devido no decorrer do ano-calendrio.Esto dispensadas do pagamento mensal as pessoas jurdicas que, atravs de balanos ou balancetes mensais, demonstrem a existncia de prejuzos fiscais apurados a partir do ms de janeiro do ano-calendrio (Lei 8.981/1995, art. 35, 2, e Lei 9.065/1995, art. 1).O pagamento mensal, relativo ao ms de janeiro do ano-calendrio, poder ser efetuado com base em balano ou balancete mensal, desde que fique demonstrado que o imposto devido no perodo inferior ao calculado com base nas regras de estimativa (Lei 8.981/1995, art. 35, 3, e Lei 9.065/1995, art. 1). REFLEXO NA APURAO DA CSLLNo ms em que o pagamento do IRPJ for suspenso ou reduzido, dever ser calculado a CSLL devida com base no resultado apurado no ano calendrio em curso, at o ms de levantamento do balano ou balancete, ajustado pelas adies, excluses e compensaes admitidas pela legislao LUCRO REAL ASPECTOS GERAISSo contribuintes do Imposto de Renda Pessoa Jurdica (IRPJ): I as pessoas jurdicas; II as empresas individuais.As disposies tributrias do IR aplicam-se a todas as firmas e sociedades, registradas ou no.As entidades submetidas aos regimes de liquidao extrajudicial e de falncia sujeitam- se s normas de incidncia do imposto aplicveis s pessoas jurdicas, em relao s operaes praticadas durante o perodo em que perdurarem os procedimentos para a realizao de seu ativo e o pagamento do passivo (Lei 9.430/1996, art. 60).As empresas pblicas e as sociedades de economia mista, bem como suas subsidirias, so contribuintes nas mesmas condies das demais pessoas jurdicas (Constituio Federal, art. 173 1). 40. FORMAS DE TRIBUTAO DAS PESSOAS JURDICASAs Pessoas Jurdicas, por opo ou por determinao legal, so tributadas por uma das seguintes formas:a) Simples Nacional.b) Lucro Presumido.c) Lucro Real, que ser abordado no presente curso.d) Lucro Arbitrado.BASE DE CLCULOA base de clculo do imposto, determinada segundo a lei vigente na data de ocorrncia do fato gerador, o lucro real, presumido ou arbitrado, correspondente ao perodo de apurao.Como regra geral, integram a base de clculo todos os ganhos e rendimentos de capital, qualquer que seja a denominao que lhes seja dada, independentemente da natureza, da espcie ou da existncia de ttulo ou contrato escrito, bastando que decorram de ato ou negcio que, pela sua finalidade, tenha os mesmos efeitos do previsto na norma especfica de incidncia do imposto. PERODO DE APURAOO imposto ser determinado com base no lucro real, presumido ou arbitrado, por perodos de apurao trimestrais, encerrados nos dias 31 de maro, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendrio.No caso da apurao com base no lucro real, o contribuinte ainda tem a opo de apurar anualmente o imposto devido, devendo, entretanto, recolher mensalmente o imposto por estimativa.Nos casos de incorporao, fuso ou ciso, a apurao da base de clculo e do imposto devido ser efetuada na data do evento.Na extino da pessoa jurdica, pelo encerramento da liquidao, a apurao da base de clculo e do imposto devido ser efetuada na data desse evento.ALQUOTAS E ADICIONALA pessoa jurdica, seja comercial ou civil o seu objeto, pagar o imposto de renda alquota de 15% (quinze por cento) sobre o lucro real, apurado de conformidade com o Regulamento. O disposto neste item aplica-se, inclusive, pessoa jurdica que explore atividade rural.No caso da CSLL a alquota aplicvel de 9% (nove por cento) para todas as pessoas jurdicas, com exceo s instituies financeiras, pessoas jurdicas de seguros privados 41. e de capitalizao que a partir de 01.05.2008 devem aplicar sobre as bases de clculo a alquota de 15% (quinze por cento), conforme previsto no Art. 17 da Medida Provisria 413/2008. ADICIONALA parcela do lucro real que exceder ao valor resultante da multiplicao de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) pelo nmero de meses do respectivo perodo de apurao, sujeita-se incidncia de adicional do imposto de renda alquota de 10% (dez por cento).O adicional aplica-se, inclusive, nos casos de incorporao, fuso ou ciso e de extino da pessoa jurdica pelo encerramento da liquidao.O disposto neste item aplica-se, igualmente, pessoa jurdica que explore atividade rural.O adicional de que trata este item ser pago juntamente com o imposto de renda apurado pela aplicao da alquota geral de 15%. Exemplo:Lucro Real de R$ 90.000 no 1 trimestre de 2009:a) IRPJ alquota normal = R$ 90.000 x 15% = R$ 13.500b) IRPJ Adicional = R$ 90.000 do Lucro Real menos R$ 60.000 (R$ 20.000 x perodo de apurao de 3 meses) x 10% = R$ 3.000,00Valor a Recolher (a + b) = R$ 13.500 + R$ 3.000 = R$ 16.500. LUCROS DISTRIBUDOSOs lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do ms de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurdicas tributadas com base no lucro real, no esto sujeitos incidncia do imposto de renda na fonte, nem integraro a base de clculo do imposto de renda do beneficirio, pessoa fsica ou jurdica, domiciliado no pas ou no exterior.OBRIGAES, LUCRO LQUIDOA sistemtica de tributao sob o Lucro Real disciplinada pelos artigos 246 a 515 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/99).PESSOAS JURDICAS OBRIGADAS AO LUCRO REALA partir de 1999 esto obrigadas apurao do Lucro Real as pessoas jurdicas (Lei 9.718/1998, art. 14): 42. I cuja receita bruta total, no ano-calendrio anterior, seja superior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhes de reais), ou a R$ 4.000.000,00 (quatro milhes de reais) multiplicado pelo nmero de meses de atividade do ano-calendrio anterior, quando inferior a 12 (doze) meses (limite fixado pela Lei 10.637/2002);Nota: o limite acima vlido a partir de 01.01.2003. At 31.12.2002, a obrigao pela opo do lucro real era para as pessoas jurdicas cuja receita total no ano-calendrio fosse superior a R$ 24.000.000,00, ou proporcionalmente, quando o nmero de meses de atividades fosse inferior a 12 meses.II cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento, caixas econmicas, sociedades de crdito, financiamento e investimento, sociedades de crdito imobilirio, sociedades corretoras de ttulos, valores mobilirios e cmbio, distribuidora de ttulos e valores mobilirios, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crdito, empresas de seguros privados e de capitalizao e entidades de previdncia privada aberta;III que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;Notas: com base no Ato Declaratrio Interpretativo 5/2001 SRF:1) No confundir rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior comreceitas de exportao. As exportadoras podem optar pelo Lucro Presumido, desdeque no estejam nas hipteses de vedao. A restrio deste item alcana aquelasempresas que tenham lucros gerados no exterior (como empresas Offshore, filiaiscontroladas e coligadas no exterior, etc.).2) A prestao direta de servios no exterior (sem a utilizao de filiais, sucursais,agncias, representaes, coligadas, controladas e outras unidades descentralizadasda pessoa jurdica que lhes sejam assemelhadas) no obriga tributao do lucroreal.IV que, autorizadas pela legislao tributria, usufruam de benefcios fiscais relativos iseno ou reduo do imposto;Nota: como exemplo de benefcios fiscais: o programa BEFIEX (iseno do lucro deexportao), reduo do IR pelo Programa de Alimentao do Trabalhador, projetosincentivados pela SUDENE e SUDAM, etc. 43. V que, no decorrer do ano-calendrio, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na forma do art. 2 da Lei 9.430/1996;Nota: o regime de estimativa a opo de pagamento mensal, estimado, do Impostode Renda, para fins de apurao do Lucro Real em Balano Anual. VI que explorem as atividades de prestao cumulativa e contnua de servios de assessoria creditcia, mercadolgica, gesto de crdito, seleo e riscos, administrao de contas a pagar e a receber, compras de direitos creditrios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestao de servios (factoring).Tambm esto obrigadas ao Lucro Real as empresas imobilirias, enquanto no concludas as operaes imobilirias para as quais haja registro de custo orado (IN SRF 25/1999). O custo orado a modalidade de tratamento contbil dos custos futuros de concluso de obras. LUCRO REAL OPO POSSIBILIDADEAs pessoas jurdicas, mesmo se no obrigadas a tal, podero apurar seus resultados tributveis com base no Lucro Real.Assim, por exemplo, uma empresa que esteja com pequeno lucro ou mesmo prejuzo, no estando obrigada a apurar o Lucro Real, poder faz-lo, visando economia tributria (planejamento fiscal).OCORRNCIA DE SITUAO DE OBRIGATORIEDADE AO LUCRO REAL DURANTE O ANO CALENDRIOA pessoa jurdica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que, em relao ao mesmo ano calendrio, incorrer em situao de obrigatoriedade de apurao pelo lucro real por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, dever apurar o IRPJ e CSL sob o regime de apurao do lucro real trimestral, a partir inclusive, do trimestre da ocorrncia do fato. Exemplo:Empresa optante pelo lucro presumido abre uma filial no exterior, e obtm rendimentos na mesma, a partir de setembro/2008.Apurar o IRPJ e a CSL pelo lucro presumido, at o ltimo trimestre anterior (encerrado em 30.06.2008) ao da ocorrncia da situao obrigatria ao lucro real.A partir do trimestre julho/agosto/setembro/2008, ir apurar o lucro real.Base: art. 2 do Ato Declaratrio Interpretativo 5/2001 SRF.CONCEITO DE LUCRO REAL 44. Lucro real o lucro lquido do perodo de apurao ajustado pelas adies, excluses ou compensaes prescritas ou autorizadas pelo Regulamento (Decreto-lei 1.598/1977, art. 6).A determinao do lucro real ser precedida da apurao do lucro lquido de cada perodo de apurao com observncia das disposies das leis comerciais (Lei 8.981/1995, art. 37, 1).O lucro lquido do exerccio referido no conceito acima a soma algbrica do lucro operacional, dos resultados no operacionais e das participaes, e dever ser determinado com observncia dos preceitos da lei comercial. Portanto, o lucro lquido aquele definido no art. 191, da Lei 6.404/1976, porm, sem as dedues do art. 189 (prejuzos contbeis acumulados e proviso para o imposto sobre a renda).EXEMPLO DE LUCRO LQUIDO:1. Receita Operacional Bruta 10.000.000,00 2. Impostos sobre a Receita Operacional 2.105.000,00 3. Receita Operacional Lquida (1 - 2)7.895.000,00 4. Custo da Receita Operacional 4.973.850,00 5. Lucro Operacional Bruto (3 - 4)2.921.150,00 6. Despesas Operacionais1.145.674,00 7. Lucro Operacional Lquido (5 - 6)1.775.476,00 8. Despesas - Receitas No Operacionais10.559,40 9. Participaes de Funcionrios177.547,60 10. Proviso para a Contribuio Social 176.722,47 11. Lucro Lquido do Exerccio antes do IRPJ (7 +- 8 - 9 -1.410.646,53 10)AJUSTES AO LUCRO LQUIDO NO LUCRO REAL - LIVRO LALUR ADIES E EXCLUSESNa determinao do lucro real, sero adicionados ao lucro lquido do perodo de apurao (Decreto-lei 1.598/77, art. 6, 2):I os custos, despesas, encargos, perdas, provises, participaes e quaisquer outros valores deduzidos na apurao do lucro lquido que, de acordo com o Regulamento, no sejam dedutveis na determinao do lucro real;II os resultados, rendimentos, receitas e quaisquer outros valores no includos na apurao do lucro lquido que, de acordo com o Regulamento, devam ser computados na determinao do lucro real.A determinao da base real exige demonstraes financeiras, ajustando-se o lucro lquido apurado no Demonstrativo de Resultados, aps a CSLL e antes do IR, pelas adies, excluses e compensaes previstas na legislao. 45. LIVRO DE APURAO DO LUCRO REAL (LALUR)Os controles de adies, excluses e compensaes do Lucro Real so efetuados em Livro prprio para isto, chamado "Livro de Apurao do Lucro Real" (LALUR).Este Livro contm 2 partes:PARTE "A" - a parte onde iro discriminados os ajustes, por data, ao Lucro Real, como: despesas indedutveis, valores excludos, e a respectiva Demonstrao do Lucro Real.Exemplo:PARTE A - REGISTRO DOS AJUSTES DO LUCRO LIQUIDO DOpg. 12 EXERCCIO DATAH I S T R I C O ADIES EXCLUSES NATUREZA DOS AJUSTES 05.10.2008 MULTA registradas Livro Dirio, fl. 108 6.438,47 31.10.2008 MULTA registradas Livro Dirio, fl. 115612,39 29.11.2008 MULTA registrada Livro Dirio, fl. 129 510,68 18.12.2008 MULTA registradas Livro Dirio, fl. 137 5.938,92 13.500,46 30.11.2008 DIVIDENDOS recebidos registrados Livro1.744,00 1.744,00Dirio, fl. 130TOTAL A D I E S EEXCL1.744,00USES13.500,4631.12.2008 DEMONSTRATIVO DO LUCRO REAL Perodo de 01.10.2008 a 31.12.2008RESULTADO DO PEROD15.001,00OADIES:MULTAS 13.500,46 TOTAL DAS ADIES 13.500,46 EXCLUSES:DIVIDENDOS1.744,00 TOTAL DAS EXCLUSES 1.744,00 46. LUCRO REAL ANTES DA COMPENSAO DE26.757,46PREJUZOSCOMPENSAO DE PREJUZOS:Perodo base de 2006 (8.027,23) LUCRO REAL APS A COMPENSAO DE18.730,23PREJUZOS31 de Dezembro de 2008 ____________________________(assinatura)______________________ (assinatura)Adalberto Dias - Scio GerenteJoo Fernandes - Contador CRC ............. PARTE "B" - incluem-se os valores que afetaro o Lucro Real de perodos-base futuros, como, por exemplo: Prejuzos a Compensar, Depreciao Acelerada Incentivada, Lucro Inflacionrio Acumulado at 31.12.1995, etc.Exemplo:PARTE B - CONTROLE DE VALORES QUE CONSTITUIRO Pg. 52 AJUSTE DO LUCRO LIQUIDO DE EXERCCIOS FUTUROSCONTA:PREJUZO FISCAL ANO CALENDRIO 2004 DATAH I S T R I C O Para efeitos de Correo Controle de Valores Monetria Ms de Valor a Coef. DbitoCrditoValor D/CRef. CorrigirCorrigido31.12.2004 Prejuzo Fiscal n/ano, 12.04** 18.033,20 18.033,20 Ccfe. Pgina 05 - ParteA, d/livro Nota: os campos com asterisco (*) no so mais preenchidos a partir de 31.12.1995, data da extino da correo monetria.Os valores controlados na parte "B" do Livro de Apurao do Lucro Real, existentes em 31 de dezembro de 1995, somente sero atualizados monetariamente at essa data, observada a legislao ento vigente, ainda que venham a ser adicionados, excludos ou compensados em perodos de apurao posteriores (Lei 9.249/95, art. 6). 47. A atualizao dos valores referidos at 31.12.1995 ser efetuada tomando-se por base o valor da UFIR vigente em 1 de janeiro de 1996 R$ 0,8287 (Lei 9249/95, art. 6, pargrafo nico).AS ADIES NA PARTE "A" DO LALURAs adies, fundamentalmente, so representadas por despesas contabilizadas e indedutveis para a apurao do Lucro Real, como multas indedutveis, doaes, brindes, etc.Assim, uma empresa que apurou um lucro contbil de R$ 100.000,00, mas contabilizou despesas no aceitas como redutoras para fins fiscais, de R$ 20.000,00, dever ajustar o lucro contbil, via Livro de Apurao do Lucro Real (LALUR), uma vez que este lucro no pode e no deve ser alterado contabilmente. Desta forma procede-se a adio ao lucro contbil de R$ 20.000,00, na Parte "A" do LALUR, o que produz, na prtica, um efeito de anulao da despesa contabilizada. Este ajuste mantm o lucro contbil em R$ 100.000,00, porm, para fins fiscais o aumentar para R$ 120.000,00, valor equivalente ao que representaria o lucro contbil, caso no tivessem sido contabilizadas as despesas no dedutveis. de notar que no h, neste caso, nenhuma necessidade de controle a ser efetuado na Parte "B" do LALUR, pois a despesa indedutvel. O controle na Parte "B" far-se-ia necessrio se a dedutibilidade fosse vinculada a um evento futuro, como por exemplo, de despesas com a constituio de provises, que so dedutveis apenas quando o fato provisionado ocorrer. Nesta ltima hiptese, a despesa seria adicionada e anotada na Parte "B" do LALUR, para ser excluda, quando efetivamente a perda provisionada se materializasse.EXEMPLOS DE ADIES AO LUCRO REAL: Os lucros auferidos no exterior, por intermdio de filiais, sucursais, controladas ou coligadas sero adicionados ao lucro lquido, para determinao do lucro real correspondente ao balano levantado no dia 31 de dezembro do ano-calendrio em que tiverem sido disponibilizados para a pessoa jurdica domiciliada no Brasil (Art. 1, Lei 9.532/97);Os pagamentos efetuados sociedade civil quando esta for controlada, direta ou indiretamente, por pessoas fsicas que sejam diretores, gerentes, controladores da pessoa jurdica que pagar ou creditar os rendimentos, bem como pelo cnjuge ou parente de primeiro grau das referidas pessoas (Decreto-lei 2.397/87, art. 4);Encargos de depreciao, apropriados contabilmente, correspondentes ao bem j integralmente depreciado em virtude de gozo de incentivos fiscais previstos no Regulamento do Imposto de Renda;Perdas incorridas em operaes