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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL AA ANO LXII - 199 - SEXTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO DE 2007 - BRASÍLIA-DF

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

AA

ANO LXII - Nº 199 - SEXTA-FEIRA, 2 DE NOVEMBRO DE 2007 - BRASÍLIA-DF

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MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2007/2008)

PRESIDENTE ARLINDO CHINAGLIA – PT - SP

1º VICE-PRESIDENTE NARCIO RODRIGUES – PSDB-MG

2º VICE-PRESIDENTE INOCÊNCIO OLIVEIRA – PR - PE

1º SECRETÁRIO OSMAR SERRAGLIO – PMDB - PR

2º SECRETÁRIO CIRO NOGUEIRA – PP - PI

3º SECRETÁRIO WALDEMIR MOKA – PMDB - MS

4º SECRETÁRIO JOSE CARLOS MACHADO – DEM - SE

1º SUPLENTE MANATO – PDT - ES

2º SUPLENTE ARNON BEZERRA – PTB - CE

3º SUPLENTE ALEXANDRE SILVEIRA – PPS - MG

4º SUPLENTE DELEY – PSC - RJ

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CÂMARA DOS DEPUTADOS

SEÇÃO I

SUMÁRIO

1 – ATA DA 307ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, ORDINÁRIA, DA 1ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 53ª LEGISLATU-RA, EM 01 DE NOVEMBRO DE 2007

I – Abertura da sessãoII – Leitura e assinatura da ata da sessão

anteriorIII – Leitura do expediente

MENSAGENS

Nº 725/2007 – Do Poder Executivo – Enca-minha ao Congresso Nacional o relatório de execu-ção da Programação Monetária referente ao quarto trimestre e para o ano de 2007. ............................. 59062

Nº 741/2007 – Do Poder Executivo – Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da Amé-rica para o Intercâmbio de Informações Relativas a Tributos, elebrado em Brasília, em 20 de março de 2007. .............................................................. 59082

Nº 752/2007 – Do Poder Executivo – Submete à consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo para a Concessão de um Prazo de Noven-ta Dias dos Turistas Nacionais dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados, celebrado em Córdoba, em 20 de junho de 2006. ...................... 59089

OFÍCIOS

Nº 454/07-CN – Do Senhor Senador Tião Viana, Presidente Interino do Senado Federal, co-municando que foi lido e despachado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscaliza-ção o PL nº 64/07-CN. .......................................... 59087

Nº 446/07-CN – Do Senhor Senador Tião Viana, Presidente Interino do Senado Federal, co-municando que foi lido e despachado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscaliza-ção o PL nº 36/07-CN. ........................................... 59087

Nº 455/07-CN – Do Senhor Senador Tião Viana, Presidente do Interino do Senado Federal, encaminhando calendário para tramitação da MP nº 399/07. .............................................................. 59088

Nº 460/07-CN – Do Senhor Senador Tião Viana, Presidente do Interino do Senado Federal, comunicando que foi lido e despachado à Comissão

Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscaliza-ção o Aviso nº 35/07-CN. ...................................... 59088

Nº 461/07-CN – Do Senhor Senador Tião Viana, Presidente do Interino do Senado Federal, comunicando que foi lido e despachado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscaliza-ção o Ofício nº 580/07-CMO. ................................ 59089

Nº 474/07-CN – Do Senhor Senador Tião Viana, Presidente do Interino do Senado Federal, comunicando a abertura de prazo para recurso para apreciação pelo Plenário do Congresso Nacional os PDCs nºs 9 e 10 de 2007-CN. .............................. 59092

Nº 386/07 – Do Senhor Deputado Luiz Sér-gio, Líder do PT, indicando o Deputado Fernando Melo para a integrar o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. ......................................................... 59092

Nº 805/07 – Do Senhor Deputado Antonio Carlos Pannunzio, Líder do PSDB, indicando os Deputados do referido Partido que integrarão a CPI destinada a investigar escutas telefônicas clandes-tinas/ilegais. .......................................................... 59092

Nº 739/07 – Do Senhor Deputado Julio Se-meghini, Presidente da Comissão de Ciência e Tec-nologia, Comunicação e Informática, comunicando a apreciação do PL nº 882/07. ............................. 59092

Nº 456/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, encaminhando o PL nº 7.499/02, apreciado pela referida Comissão. ..... 59092

Nº 458/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania, encaminhando os PDCs que especifica, apreciados pela referida Comissão. ......................................................... 59093

Nº 459/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, comunicando a apreciação do PL nº 2.334-B/03. ............................................. 59093

Nº 465/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, comunicando a apreciação do PL nº 742-A/07. ................................................ 59093

Nº 469/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, comunicando a apreciação do PL nº 7.258-A/06. ............................................. 59093

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59056 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Nº 470/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, comunicando a apreciação do PL nº 7.299-A/06. ............................................. 59093

Nº 471/07 – Do Senhor Deputado Leonardo Picciani, Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, comunicando a apreciação do PL nº 913/07. .................................................... 59094

Nº 595/07 – Do Senhor Deputado Gastão Viei-ra, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a apreciação do PL nº 6.206/05. ..... 59094

Nº 632/07 – Do Senhor Deputado Gastão Viei-ra, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a apreciação do PL nº 228/07. ........ 59094

Nº 633/07 – Do Senhor Deputado Gastão Viei-ra, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a apreciação do PL nº 258/07. ........ 59094

Nº 320/07 – Do Senhor Deputado Virgílio Guimarães, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação, encaminhando o PL nº 4.642-A/04, apreciado pela referida Comissão. ........................ 59094

Nº 321/07 – Do Senhor Deputado Virgílio Guimarães, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação, encaminhando o PL nº 5.607-A/05, apreciado pela referida Comissão. ........................ 59094

Nº 329/07 – Do Senhor Deputado Virgílio Guimarães, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação, encaminhando o PL nº 6.528-B/06, apreciado pela referida Comissão. ........................ 59095

Nº 332/07 – Do Senhor Deputado Virgílio Guimarães, Presidente da Comissão de Finanças e Tributação, encaminhando o PL nº 5.276-A/05, apreciado pela referida Comissão. ........................ 59095

Nº 904/07 – Do Senhor Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, comunicando a apreciação do PL nº 498/07. .............................................................. 59095

Nº 906/07 – Do Senhor Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, comunicando a apreciação do PL nº 944/07. .............................................................. 59095

Nº 908/07 – Do Senhor Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, comunicando a apreciação do PL nº 1.127/07. ........................................................... 59095

Nº 909/07 – Do Senhor Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, comunicando a apreciação do PL nº 1.273/07 e apensados. ...................................... 59095

Nº 912/07 – Do Senhor Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, comunicando a aprejudicialidade do PL nº 1.340/07. ................................................. 59096

Nº 1/07 – Do Senhor Deputado Walter Brito Neto, comunicando sua desfiliação Partido do De-mocratas – DEM e sua filiação ao Partido Republi-cano Brasileiro – PRB. ........................................... 59096

RELATÓRIOS DE VIAGEM

Of. S/Nº/07 – Do Senhor Rubens Foizer Filho, Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara dos Deputados, encaminhando relatórios de viagem dos Deputados Narcio Rodrigues, Maurício Trin-dade, Eduardo Amorim, Eduardo Gomes, Sarney Filho, Domingos Dutra, Neucimar Fraga, Virgnatti, Manoel Junior, Sandra Rosado, Rafael Guerra, e Carlito Merss. ........................................................ 59100

COMUNICAÇÃO

Do Senhor Deputado Walter Correia de Brito Neto, comunicando que aceita assumir o mandato de Deputado Federal. ............................................ 59126

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO

Nº 171/2007 – Do Sr. Rogerio Lisboa – Acres-centa o parágrafo único ao art. 21, e o § 5º ao art. 177 da Constituição Federal, de forma a permitir que empresas privadas possam atuar na pesquisa e lavra de minérios e minerais nucleares e seus derivados, flexibilizando o monopólio da União. ... 59126

PROJETOS DE LEI

Nº 2.229/2007 – Do Sr. Indio da Costa – Al-tera o art. 41-A da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para estabelecer que o reajuste do valor da aposentadoria observará o mesmo índice de rea-juste do salário mínimo. ......................................... 59130

Nº 2.236/2007 – Do Sr. Vital do Rêgo Filho – Institui o Registro Nacional de Saúde – RNS, e determina outras providências. .............................. 59130

Nº 2.252/2007 – Do Sr. Neilton Mulim – Altera a Lei nº 8.899, de 29 de junho de 1994, e dá outras providências. .......................................................... 59132

Nº 2.264/2007 – Do Sr. Silvio Costa – Dispõe sobre a obrigatoriedade de exame oftalmológico nos alunos da educação básica. ........................... 59133

Nº 2.274/2007 – Do Sr. Dr. Talmir – Declara DR. ENÉAS CARNEIRO FERREIRA patrono da Eletrocardiografia no Brasil. .................................. 59133

Nº 2.300/2007 – Do Poder Executivo – Acres-ce e altera dispositivos da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, cria a Secretaria de Assuntos Estra-tégicos da Presidência da República, cria cargos em comissão, e dá outras providências. ................ 59134

PROJETOS DE DECRETO LEGISLATIVO

Nº 388/2007 – Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – Aprova o ato que outorga permissão à Freqüência Brasi-leira de Comunicações Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul. ......................................................................... 59136

Nº 389/2007 – Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – Aprova o ato que outorga concessão ao Sistema Lageado

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59057

de Comunicação Ltda. para explorar serviço de ra-diodifusão sonora em onda média no município de Castanhal, Estado do Pará. ................................... 59137

Nº 390/2007 – Da Comissão de Ciência e Tec-nologia, Comunicação e Informática – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Santu-ário FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul. .......... 59139

Nº 391/2007 – Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática – Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Difusora Três Passos Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Três Passos, Estado do Rio Grande do Sul. ..... 59140

Nº 392/2007 – Da Comissão de Ciência e Tec-nologia, Comunicação e Informática – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comu-nicação de Jardim de Piranhas/RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Jardim de Piranhas, Estado do Rio Grande do Norte. ..................................................................... 59141

INDICAÇÕES

Nº 1.278/2007 – Do Sr. Antonio Carlos Ma-galhães Neto – Sugere ao Ministério da Saúde o atendimento periódico de escolares em postos de saúde próximos à escola. ...................................... 59142

Nº 1.317/2007 – Da Srª. Perpétua Almeida – Sugere à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização que o aumento na previsão das receitas, estimado em torno de 14 Bilhões, constante do Relatório de Receitas, seja alocado em parte nos programas e projetos constantes do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia. ............................... 59143

Nº 1.361/2007 – Do Sr. Pedro Fernandes – Sugere ao Poder Executivo, por intermédio do Mi-nistério da Fazenda, que junto ao Banco Central do Brasil – equipar os caixas eletrônicos da rede ban-cária com sintetizadores eletrônicos de vozes para melhor acesso de uso aos deficientes visuais. ...... 59144

Nº 1.372/2007 – Do Sr. Carlos Alberto Ca-nuto – Sugere ao Ministério da Fazenda a criação de linhas de crédito específicas para produção de biocombustíveis. .................................................... 59144

Nº 1.373/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacio-nal de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de São José do Povo, MT. ..................................... 59144

Nº 1.374/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social

(FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Sapezal, MT. ................................ 59145

Nº 1.375/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Tesouro, MT. .......................... 59145

Nº 1.376/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Primavera do Leste, MT. ........ 59145

Nº 1.377/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de União do Sul, MT. .................. 59145

Nº 1.378/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Rosário Oeste, MT. ................ 59146

Nº 1.379/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Tabaporã, MT. ........................ 59146

Nº 1.380/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Ribeirão Cascalheira, MT. ..... 59146

Nº 1.381/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Porto Estrela, MT. .................. 59147

Nº 1.382/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Santo Afonso, MT. ................. 59147

Nº 1.383/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Vila Rica, MT. ......................... 59147

Nº 1.384/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes

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59058 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

de Almeida, a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Porto dos Gaúchos, MT. ........ 59147

Nº 1.385/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida, a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Santa Rita do Trivelato, MT. ... 59148

Nº 1.386/2007 – Do Sr. Eliene Lima – Sugere ao Ministro de Estado das Cidades, Márcio Fortes de Almeida , a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações popula-res no município de Rio Branco, MT. ..................... 59148

Nº 1.387/2007 – Do Sr. Marcos Montes – Su-gere ao Ministério das Cidades promova a imple-mentação de programas de reaproveitamento de resíduos de óleos vegetais resultantes de frituras em cozinhas residenciais, de restaurantes e lan-chonetes, e em indústrias alimentícias. ................. 59148

Nº 1.388/2007 – Da Comissão de Educação e Cultura – Sugere ao Poder Executivo, por intermé-dio do Ministério da Educação, a criação de ‘’campi’’ avançados da Universidade Federal de Roraima nos Municípios que específica. .................................... 59149

Nº 1.389/2007 – Do Sr. Raul Henry – Sugere ao Ministério da Fazenda, por intermédio do Con-selho Monetário Nacional, que se estabeleça a pa-dronização da nomenclatura das tarifas bancárias como forma de possibilitar ao consumidor a com-paração de preços entre as diferentes instituições financeiras. ........................................................... 59150

RECURSOS

Nº 103/2007 – Do Sr. Laerte Bessa – Recur-so contra a decisão da Mesa que devolve o Projeto de Lei nº 1.946 de 2007, de autoria do Sr. Laerte Bessa. .................................................................... 59150

Nº 124/2007 – Do Sr. Arnaldo Faria de Sá – Recorre, nos termos do Art. 95, § 8º, contra a deci-são da Presidência na Questão de Ordem nº 212, de 2007, a respeito do início da Ordem do Dia em Sessão Ordinária. .................................................. 59151

Nº 125/2007 – Do Sr. Ronaldo Caiado – Re-corre nos termos do Art. 95, § 8°, contra a decisão da Presidência na Questão de Ordem n° 218, de 2007, sobre parecer da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania a projetos apensados em mo-mento posterior ao trâmite de proposição naquela Comissão. .............................................................. 59151

REQUERIMENTOS

Nº 1.831/07 – Do Senhor Deputado Eliseu Padilha, Presidente da Comissão de Viação e Trans-portes, requerendo a inclusão da referida Comissão no despacho inicial aposto ao PL nº 1.249/07. ...... 59154

N° 1.498/07 – Do Senhor Deputado Miro Tei-xeira e outros, requerendo a transformação de uma das sessões plenárias em Comissão Geral para discutir o Estatuto do Portador de Deficiência. ...... 59154

IV – Pequeno ExpedienteFLÁVIO BEZERRA (Bloco/PMDB – CE) –

Agradecimento ao Prefeito Odivar Facó, do Município de Beberibe, Estado do Ceará, pela luta empreen-dida contra a pesca predatória na região. Descaso do IBAMA na fiscalização do uso de compressores na captura de lagosta pelos chamados pescadores piratas. Solicitação às Polícias Federal e Militar e à Marinha do Brasil de combate à pesca predatória no Estado do Ceará. .............................................. 59155

ELIENE LIMA (PP – MT) – Comemoração do 4º aniversário de fundação da TV Guaporei Ltda., retransmissora da Rede Record de Televisão no Município de Pontes de Lacerda, Estado de Mato Grosso. .................................................................. 59155

LUIZ COUTO (PT – PB) – Incentivo à prática de tortura pelo filme Tropa de Elite. Oportunidade do artigo Tropa de Elite Versus Dignidade Huma-na, de Danielle Morais. Divulgação de nota oficial da Comissão de Direitos Humanos e Minorias a respeito da repercussão negativa do filme junto à população brasileira. .............................................. 59155

PRESIDENTE (Manato) – Visita, à Casa, do Deputado Ramsses Torres Espinosa, do Equador. 59156

LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR. Pela ordem.) – Informações prestadas pelo Deputado Ramsses Torres Espinosa à Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional sobre a situação política do Equador. Apelo às Lideranças políticas brasileiras em favor da preservação das conquistas democráticas daquele país. ................................... 59156

FRANCISCO RODRIGUES (DEM – RR) – Imediata adoção, pelo Governo Ottomar de Sousa Pinto e pelo Governo Federal, de providências para a recuperação de estradas vicinais na região sul do Estado de Roraima. ............................................... 59157

EDINHO BEZ (Bloco/PMDB – SC) – Reali-zação do 16º Congresso Nacional da Federação Brasileira de Colunistas Sociais – FEBRACOS. Con-cessão ao Estado de Santa Catarina do prêmio O Melhor de Viagem e Turismo – A Escolha do Leitor, pela revista Viagem e Turismo. .............................. 59157

MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB – CE) – Realização pela Assembléia Legislativa do Esta-do do Ceará de sessão solene em homenagem à Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos – FUNCEME. Regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, relativa à destinação de recursos para a saúde. Expectativa de aprecia-ção pelo Senado Federal da matéria, bem como da proposta de prorrogação do prazo de vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – CPMF. ............................................... 59158

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59059

GUSTAVO FRUET (PSDB – PR. Pela ordem.) – Homenagem prestada por entidades do Estado do Pa-raná ao empresário Francisco Cunha Pereira Filho. ... 59159

CARLOS ABICALIL (PT – MT) – Outorga do Prêmio Inovação em Gestão Educacional à Escola Estadual Iara Maria Minotto Gomes, do Município de Juara, Estado de Mato Grosso. Empenho do orador na valorização do ensino e do magistério brasileiros. Sucateamento de creches em Cuiabá. 59159

VALDIR COLATTO (Bloco/PMDB – SC) – Apelo ao Presidente da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, Wagner Gonçalves Rossi, no sentido do fornecimento de milho aos suinocul-tores do Estado de Santa Catarina. Solicitação ao Ministério da Fazenda e à Receita Federal do Brasil de fiscalização do pagamento de taxa antidumping por importadores de alho. Indicação à Presidência da República de implantação do Programa de Co-municação Rural. .................................................. 59161

EDUARDO VALVERDE (PT – RO) – Imediata liberação pelo IBAMA de licença ambiental para a prática de garimpagem no Rio Madeira, Estado de Rondônia. Necessidade de regularização do garim-po de diamantes na reserva indígena Roosevelt. Expectativa de instalação pela Casa da Comissão Especial destinada ao exame do projeto de lei so-bre a regulamentação do extrativismo mineral em terras indígenas. .................................................... 59164

ELIENE LIMA (PP – MT. Como Líder.) – Re-gulamentação da prática de garimpagem no Estado de Mato Grosso. Importância do estímulo à recicla-gem de papel no País. Apresentação de projeto de lei sobre a inserção de dispositivo na Lei nº 10.753, de 2003, para aprimoramento da Política Nacional do Livro. Transcurso do Dia do Servidor Público. Ações do Governo Federal em prol da categoria. Anúncio de realização do V Encontro Nacional de Dirigentes e Técnicos de Recursos Humanos do Sistema Pessoal Civil do Executivo – SIPEC, em Brasília, Distrito Federal......................................... 59165

LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR) – Relato de viagem do orador aos Estados Unidos da Amé-rica e ao Canadá, na condição de Presidente do Fórum Interparlamentar das Américas. Importância da integração dos países americanos. ................. 59167

FLÁVIO DINO (Bloco/PCdoB – MA) – Faleci-mento do dirigente do PCdoB Edvar Luiz Bonotto. Regozijo com a aprovação pela Casa da proposta de regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, sobre a destinação de recursos à saúde. Sugestão à Presidência de inclusão na pauta das propostas relativas à Defensoria Pública, à fidelida-de partidária e à criação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI. . 59167

HUGO LEAL (Bloco/PSC – RJ) – Protesto contra decisão da PETROBRAS de redução do fornecimento de gás natural ao Estado do Rio de Janeiro. ................................................................. 59168

ASSIS DO COUTO (PT – PR) – Elogio à Po-lícia Federal e ao Ministério Público Federal pelo êxito da Operação Ouro Branco, destinada à in-vestigação da contaminação de leite com produtos químicos. Prejuízos causados aos pecuaristas em face da queda do preço do produto. Solicitação ao Governo Federal de providências quanto ao assunto. Necessidade de reformulação do sistema coopera-tivista brasileiro. ..................................................... 59169

CELSO MALDANER (Bloco/PMDB – SC) – Efeitos da adulteração de leite sobre os pequenos produtores do Estado de Santa Catarina. Revogação da Resolução nº 423, de 2005, da Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL, acerca da tarifa dos serviços de telefonia na área rural. Aprovação pela Casa da proposta de regulamentação da Emen-da Constitucional nº 29, de 2000, sobre destinação de recursos à saúde. ............................................ 59170

ANTONIO CARLOS MENDES THAME (PSDB – SP. Discurso retirado pelo orador para revisão.) – Corte no fornecimento de gás natural aos Estado do Rio de Janeiro e São Paulo. Repúdio à política energética do Governo Federal. ............................ 59171

SOLANGE ALMEIDA (Bloco/PMDB – RJ) – Aprovação pela Casa da proposta de regulamen-tação da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, sobre a destinação de recursos à saúde. Empenho da Frente Parlamentar da Saúde na alocação de verbas para o setor. Transcurso do Dia Nacional de Combate à Psoríase. ............................................. 59171

ANDREIA ZITO (PSDB – RJ. Pela ordem.) – Apresentação do parecer da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público sobre projeto de lei acerca de estabelecimento do piso salarial dos profissionais do magistério. ............................ 59171

JOÃO MAIA (PR – RN) – Visita do Ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, ao Rio Gran-de do Norte. Anúncio de recuperação de rodovias no Estado. .............................................................. 59172

PRESIDENTE (Vital do Rêgo Filho) – Com-promisso regimental e posse do Deputado WALTER BRITO NETO (PRB – PB). .................................... 59172

FERNANDO FERRO (PT – PE) – Ausência de fundamento nas matérias jornalísticas acerca da existência de conspiração em favor de um terceiro mandato do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Defesa de revogação do instituto da reeleição. Ne-cessidade de realização da reforma política. ........ 59172

PRESIDENTE (Manato) – Presença no plená-rio do Delegado Enésio Paiva Soares e do Subde-legado Oscimar Candeias, da Delegacia Regional do Trabalho do Estado do Espírito Santo. ............. 59173

VANDERLEI MACRIS (PSDB – SP) – Trans-curso do 11º aniversário de fundação do jornal To-doDia, sediado no Município de Americana, Estado de São Paulo. ....................................................... 59173

ANA ARRAES (Bloco/PSB – PE) – Celebra-ção de acordo entre o Governador do Estado de

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Pernambuco, Eduardo Campos, e cooperativas do setor de panificação para inclusão de pães na me-renda escolar da rede estadual de ensino. ............ 59174

V – Grande ExpedienteGASTÃO VIEIRA (Bloco/PMDB – MA) – In-

conformismo com a desistência da instalação, pelo consórcio firmado entre a empresa brasileira Vale do Rio Doce e a chinesa Baosteel, de usina siderúrgica no Maranhão. Descaso do Governo maranhense para com o Porto de Itaqui. Protesto contra as práticas políticas atrasadas levadas a efeito no Estado. ....... 59174

MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB – CE. Pela ordem.) – Participação na solenidade de ou-torga a jovens escritores do Prêmio Gerardo Mello Mourão, em Fortaleza, Estado do Ceará. .............. 59178

ANGELA AMIN (PP – SC) – Conveniência de aproveitamento das discussões em torno da proposta de prorrogação do prazo de vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Finan-ceira – CPMF, nos debates da reforma tributária. Importância de adoção de subsídios para o trans-porte coletivo. Urgente necessidade de instalação da Comissão Especial destinada ao exame do Pro-jeto de Lei nº 694, de 1995, sobre a instituição das diretrizes nacionais do transporte coletivo urbano. Tramitação na Casa do Projeto de Lei nº 3.057, de 2000, sobre o parcelamento de solo para fins urba-nos e sobre a regularização fundiária sustentável. Apoio à proposta acerca da criação do Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência. Reavaliação, pela Comissão de Educação e Cultura, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. ........... 59178

MANATO (Bloco/PDT – ES) – Transparência na divulgação dos gastos da Câmara dos Depu-tados. Esclarecimento sobre os gastos com verba indenizatória pela bancada do Estado do Espírito Santo. Comparecimento do orador nas sessões rea-lizadas pela Câmara dos Deputados. Matéria A dor de quem perde filho para o tráfico, publicada pelo jornal O Globo. Prisão de ex-assessor do orador por tráfico de drogas. Apresentação de projeto de decreto legislativo para a realização de plebiscito sobre a redução da maioridade penal. Considera-ções sobre o Projeto de Lei nº 2.183, de 2007, re-ferente à legislação do Imposto de Renda da Pes-soa Física. Regozijo com a aprovação da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, sobre a destinação de recursos à saúde. Presença de familiares do orador na Câmara dos Deputados......................... 59181

ARMANDO ABÍLIO (PTB – PB. Como Líder.) – Razão da renúncia do Deputado Ronaldo Cunha Lima ao mandato parlamentar. Votos de sucesso ao Deputado Walter Brito Neto no exercício do mandato parlamentar. ........................................................... 59185

RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB – DF. Como Líder.) – Importância do turismo cívico em Brasília, Distrito Federal. Inconveniência da impo-sição de restrições à visitação pública ao Senado

Federal. Concessão, pela revista Cláudia, de prêmio à pesquisadora e bióloga Mercedes Bustamante, do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília. ............................................................. 59185

ASDRUBAL BENTES (Bloco/PMDB – PA) – Problemática fundiária na região amazônica. Artigo Reforma agrária naufraga no Pará e não reduz os conflitos, de Carlos Mendes, publicado pelo jornal O Liberal. Insuficiência do quadro de servidores do IN-CRA no Estado do Pará. Encaminhamento ao órgão de requerimento de informações sobre a aplicação de recursos destinados à reforma agrária. Apelo às autoridades para contenção de invasões e pilhagens de fazendas nas regiões sul e sudeste do Pará. ..... 59186

Apresentação de proposições: COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA, BARBOSA NETO, ULDURICO PINTO, LUIZ CARLOS HAULY, WOLNEY QUEIROZ, CARLOSEDUARDO CADOCA, ELISMAR PRADO, COMISSÃO ESPECIAL PARA PROFERIR PARE-CER AO PL Nº 1.921/99, EVANDRO MILHOMEN, ASDRUBAL BENTES, JOAQUIM BELTRÃO E MA-RINHA RAUPP. ...................................................... 59192

VI – Ordem do Dia(Debates e trabalho de Comissões.) ........... 59193CHICO LOPES (Bloco/PCdoB – CE. Pela

ordem.) – Homenagem póstuma ao intelectual co-munista Edvar Luiz Bonotto. .................................. 59193

JOÃO ALMEIDA (PSDB – BA. Como Líder.) – Suspensão do fornecimento, pela PETROBRAS, de gás natural veicular – GNV para veículos e indús-trias no Estado do Rio de Janeiro. Falha do Governo Federal no planejamento energético do País. ....... 59194

VII – Comunicações Parlamentares FERNANDO FERRO (PT – PE) – Esclarecimento

sobre a redução pela PETROBRAS do fornecimento de gás natural a empresas no Estado do Rio de Janei-ro. Críticas à atuação do Governo Fernando Henrique Cardoso com respeito ao setor energético. ............... 59195

ULDURICO PINTO (Bloco/PMN – BA) – Co-memoração do Dia do Professor. Transcurso do 180° aniversário de instituição do ensino elementar no Brasil. Apoio às reivindicações do professorado brasileiro por melhores salários. ............................ 59195

EDUARDO VALVERDE (PT – RO. Como Lí-der.) – Crescimento do Produto Interno Bruto bra-sileiro. Apoio à política econômica do Governo Luiz Inácio Lula da Silva. Aprovação do projeto de lei complementar sobre regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, acerca da destina-ção de recursos à saúde. Redução dos índices de pobreza no País. Caráter inoportuno das especu-lações acerca da viabilização do terceiro mandato para o Presidente Lula. .......................................... 59196

REINALDO NOGUEIRA (Bloco/PDT – SP) – Acerto da aprovação, pela Casa, do projeto de lei complementar sobre a regulamentação da Emen-da Constitucional nº 29, de 2000, sobre destinação

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de recursos à saúde. Defesa de extensão do poder de polícia às Guardas Municipais. Conveniência de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 534, de 2002, sobre instituição da Guarda Na-cional e competência das Guardas Municipais. .... 59197

PRACIANO (PT – AM) – Aprovação pela Casa de proposições de relevante interesse nacional. Re-tomada do desmatamento na região amazônica. Gra-vidade dos danos ambientais na fronteira agrícola da Amazônia. Encaminhamento de indicação a órgãos do Poder Executivo para criação de força-tarefa de combate ao desmatamento na região. .................... 59198

MENDONÇA PRADO (DEM – SE) – Elevada carga tributária no País. Inconveniência da institui-ção, pelo Governo Federal, da TV Pública. Sugestão para o aproveitamento dos recursos previstos para a implantação da TV Pública em projetos habitacio-nais no Semi-árido nordestino. .............................. 59200

JOAQUIM BELTRÃO (Bloco/PMDB – AL. Pela ordem.) – Anúncio de encaminhamento de Indica-ção ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abas-tecimento sobre criação de Superintendência da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB no Município de Arapiraca, Estado de Alagoas. .... 59200

RODOVALHO (DEM – DF. Como Líder.) – Apresentação, à Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de requerimento de realização de audiência pública para debate sobre a política nuclear brasileira. Transcurso dos 20 anos do acidente com césio 137 ocorrido em Goiânia, Estado de Goiás. Defesa de investimentos em fon-tes alternativas de energia limpa e segura. .......... 59201

ZEZÉU RIBEIRO (PT – BA. Pela ordem.) – Avanços na política nacional de habitação. Expecta-tivas do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, do Fórum Nacional de Reforma Urbana. Eleição do Deputado Estadual Zilton Rocha para o cargo de Mi-nistro do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.... 59201

LUIZ COUTO (PT – PB. Pela ordem.) – Empe-nho do orador e da Deputada Fátima Bezerra pela interiorização dos ensinos superior e profissionali-zante nos Estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Repúdio a insinuações do Prefeito Buba, de Picuí, Estado da Paraíba, de omissão do Parla-mentar no esforço conjunto da municipalidade pela implantação de um Centro Federal de Educação Tecnológica – CEFET. ........................................... 59202

FELIPE MAIA (DEM – RN. Pela ordem.) – Caos nos aeroportos brasileiros em decorrência da operação padrão dos funcionários da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária – IN-FRAERO. Cronologia da crise do transporte aéreo brasileiro. ............................................................... 59203

PAULO PIAU (Bloco/PMDB – MG. Pela or-dem.) – Enaltecimento do trabalho desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA, ao ensejo de publicação de artigo so-bre a empresa pelo jornal norte-americano The New

York Times. Apelo ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de manutenção da EMBRAPA no conselho deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, conforme proposta aprova-da pela Casa. Realização de protesto na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desen-volvimento Rural contra fraude na composição do leite, ante os prejuízos para pequenos produtores. Realização de audiência pública pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar sobre a ética na vida da sociedade. ....................................................... 59204

MANATO (Bloco/PDT – ES. Pela ordem.) – Associação a pronunciamento do Deputado Paulo Piau sobre a adulteração do leite bovino no País. Liberação de recursos de emenda orçamentária apresentada pelo orador para investimentos no setor de turismo do Estado do Espírito Santo. Re-gozijo com a aprovação de filha do Parlamentar em vestibular para o curso de Medicina. ..................... 59206

AUGUSTO CARVALHO (PPS – DF. Como Lí-der.) – Necessidade de apuração da responsabilida-de sobre a adulteração de leite por cooperativas de laticínios. Precariedade de trecho de rodovia federal na região do Município de Patos de Minas, Estado de Minas Gerais. Realização de audiência pública no Senado Federal para debate sobre o Projeto de Lei nº 1.990, de 2007, relativo ao reconhecimento formal de centrais sindicais. .................................. 59206

VIII – Encerramento2 – DECISÃO DO PRESIDENTEArquive-se, nos termos do artigo 133 do RICD,

o PL nº 3.569/04. ................................................... 592223 – PARECERES – Projetos de Lei nºs 7.499-

A/02, 2.334-C/03, 4.642-B/04, 5.276-B/05, 5.607-B/05, 6.206-A/05, 6.528-C/06, 7.258-B/06, 7.299-B/06, 228-B/07, 258-B/07, 498-A/07, 742-B/07, 882-A/07, 913-A/07, 944-A/07, 1.127-A/07 e 1.273-A/07; Projetos de Decreto Legislativo nºs 267-A/07, 278-A/07, 309-A/07, 354-A/07, 355-A/07 e 363-A/07. .. 59222

4 – ATASa) Comissão Especial destinada a proferir pa-

recer à PEC nºs 272-A/00, 1ª Reunião (Ordinária), em 26-4-07, 2ª Reunião (Ordinária), em 3-5-07, 3ª Reunião (Ordinária), em 10-5-07 e 4ª Reunião (Or-dinária), em 5-6-07. .............................................. 59254

b) Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC nºs 22-A/99, 1ª Reunião (Instalação e Eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes), em 29-8-07, 2ª Reunião (Ordinária), em 5-9-07, 3ª Reunião (Ordinária), em 26-9-07 e 4ª Reunião (Or-dinária), em 10-10-07. .......................................... 59257

SEÇÃO II

5 – MESA6 – LÍDERES E VICE-LÍDERES7 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO8 – COMISSÕES

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Ata da 307ª Sessão, 1 de novembro de 2007Presidência dos Srs. Manato, 1º Suplente de Secretário; Solange Almeida,

Chico Lopes, Asdrubal Bentes, Felipe Maia, Augusto Carvalho, Paulo Piau, § 2º, do artigo18 do Regimento Interno

I – ABERTURA DA SESSÃOO SR. PRESIDENTE (Manato) – Havendo núme-

ro regimental, declaro aberta a sessão.Sob a proteção de Deus e em nome do povo

brasileiro iniciamos nossos trabalhos.O Sr. Secretário procederá à leitura da ata da

sessão anterior.

II – LEITURA DA ATAO SR. LUIZ COUTO, servindo como 2º Secretá-

rio, procede à leitura da ata da sessão antecedente, a qual é, sem observações, aprovada.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Passa-se à lei-tura do expediente.

O SR. LUIZ COUTO, servindo como 1º Secretá-rio, procede à leitura do seguinte

III – EXPEDIENTE

MENSAGEM Nº 725, DE 2007 (Do Poder Executivo)

Aviso nº 989/2007-C. Civil

Encaminha ao Congresso Nacional o relatório de execução da Programação Monetária referente ao quarto trimestre e para o ano de 2007.

Despacho: Às Comissões de: Desenvol-vimento Econômico, Indústria e Comércio e de Finanças e Tributação, para Conhecimento.

Senhor Presidente da Câmara dos Deputados,Nos termos do inciso I do art. 7º da Lei nº 9.069,

de 29 de junho de 1995, encaminho a Vossa Excelên-cia o relatório de execução da Programação Monetária referente ao quarto trimestre e para o ano de 2007.

Brasília, 4 de outubro de 2007. – Luiz Inácio Lula da Silva.

EM Nº 41/2007-BCBBrasília, 27 de setembro de 2007

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,Encaminho à consideração Vossa Excelência, de

acordo com o disposto na Lei n° 9.069, de 29 de junho de 1995, a Programação Monetária para o quarto tri-mestre e para o ano de 2007, aprovada pelo Conselho Monetário Nacional em sessão de 27 de setembro de 2007, juntamente com o Relatório de Execução rela-tivo ao período nele referenciado.

2. Acrescento, a propósito do assunto, que, consoante estabelece o mencionado diploma legal, a Programação Monetária (art. 6º, § 1°) deve ser encaminhada à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e o Relatório de Execução (art. 7°, inc. 1), aos senhores presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados.

Respeitosamente, – Henrique de Campos Meirelles, Presidente.

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MENSAGEM Nº 741, DE 2007 (Do Poder Executivo)

Aviso nº 1.003/2007 – C. Civil

Submete à consideração do Congres-so Nacional o texto do Acordo entre o Go-verno da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América para o Intercâmbio de Informações Relati-vas a Tributos, celebrado em Brasília, em 20 de março de 2007.

Despacho: Às Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Finanças e Tributação (Mérito e art. 54, RICD) e Constitui-ção e Justiça e de Cidadania (art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à Apre-ciação do Plenário.

Senhores Membros do Congresso Nacional,Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, com-

binado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, sub-meto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado, interino, das Relações Exterio-res, o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Uni-dos da América para o Intercâmbio de Informações Relativas a Tributos, celebrado em Brasília, em 20 de março de 2007.

Brasília, 9 de outubro de 2007. – Luiz Inácio Lula da Silva.

EM Nº 216 DSF/CGEUC/DAI/MRE – RFA

Brasília, 10 de agosto de 2007

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,Submeto à elevada consideração de Vossa Ex-

celência, com vistas ao encaminhamento ao Congres-so Nacional, o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América para o Intercâmbio de Informações Re-lativas a Tributos, celebrado em Brasília, em 20 de março de 2007.

2. O Acordo em tela deverá constituir importan-te elemento de cooperação entre os dois países na área tributária. Nesse sentido, permitirá que as partes cooperem mediante o intercâmbio de informações que possam ser relevantes para a administração e o cumprimento de suas leis internas na área tributária, inclusive informações relativas à determinação, lan-çamento, execução ou cobrança de tributos ou para a investigação de processo relacionado a questões tributárias de natureza criminal.

Respeitosamente, – Samuel Pinheiro Guima-rães Neto.

ACORDO ENTRE O GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

E O GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA PARA O INTERCÂMBIO DE INFORMAÇÕES RELATIVAS A TRIBUTOS

O Governo da República Federativa do BrasileO Governo dos Estados Unidos da América,Considerando que o Governo da República Fe-

derativa do Brasil e o Governo dos Estados Unidos da América (“as Partes”) desejam estabelecer os termos e condições destinados a regular o intercâmbio de in-formações relativas a tributos,

As Partes acordam o seguinte:

ARTIGO I Objeto do Acordo

As Partes assistir-se-ão mediante o intercâmbio de informações que possam ser pertinentes para a diministração e o cumprimento de suas leis internas concernentes aos tributos visados por este Acordo, in-clusive informações que possam ser pertinentes para a determinação, lançamento, execução ou cobrança de tributos em relação a pessoas sujeitas a tais tributos, ou para a investigação ou instauração de processo relativo a questões tributárias de natureza criminal. As Partes assistir-se-ão mediante o intercâmbio de informações a pedido conforme o Artigo V e por outras formas conforme acordado pelas autoridades competentes segundo o Ar-tigo X, em conformidade com os termos deste Acordo.

ARTIGO II Jurisdição

O intercâmbio de informações será efetuado consoante este Acordo pela autoridade competente da parte requerida independentemente de a pessoa a quem as informações se referem, ou de quem as de-tém, ser residente ou nacional de uma Parte.

ARTIGO III Tributos Visados

1. O presente Acordo aplicar-se-á aos seguintes tributos estabelecidos pelas Partes:

a) no caso dos Estados Unidos da América:

i) impostos federais sobre a renda;ii) impostos federais sobre a renda aufe-

rida da atividade autônoma;iii) impostos federais sobre heranças e

doações; eiv) impostos federais sobre o consumo;

b) no caso da República Federativa do Brasil:

i) imposto de renda da pessoa física e da pessoa jurídica (IRPF e JRPJ, respectiva-mente);

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59083

ii) imposto sobre produtos industrializa-dos (IPI);

iii) imposto sobre operações financeiras (IOF);

iv) imposto sobre a propriedade territo-rial rural (ITR);

v) contribuição para o programa de inte-gração social (PIS);

vi) contribuição social para o financiamen-to da seguridade social (COFINS); e

vii) contribuição social sobre o lucro lí-quido (CSLL).

2. O presente Acordo aplicar-se-á também a quaisquer tributos idênticos ou substancialmente si-milares estabelecidos após a data da assinatura do Acordo, seja em adição aos tributos existentes, seja em sua substituição, se as Partes assim concorda-rem. A autoridade competente de cada Parte notifica-rá a outra de modificações na legislação que possam afetar as obrigações daquela Parte conforme consta deste Acordo.

3. Este Acordo não se aplicará na medida em que uma ação ou procedimento relativo a tributos por ele visados estiver prescrito segundo a legislação da Parte requerente.

4. O presente Acordo não se aplicará a tributos de competência dos estados, municípios ou outras subdi-visões políticas, ou possessões de uma Parte.

ARTIGO IV Definições

1. No presente Acordo:

– “autoridade competente” significa, para a República Federativa do Brasil, o Ministro da Fazenda, o Secretário da Receita Federal e para os Estados Unidos da América, o Se-cretário do Tesouro ou seu representante, ou seus representantes autorizados;

– “questões tributárias de natureza crimi-nal” significa questões tributárias envolvendo conduta intencional penalmente imputável sob as leis penais da Parte requerente;

– “leis penais” significa todas as leis cri-minais definidas como tais na lei doméstica, independentemente de estarem contidas em leis tributárias, no Código Penal ou em outros diplomas legais;

– “informação” significa qualquer fato, declaração, documento ou registro, sob qual-quer forma;

– “medidas para coletar informações” significa procedimentos judiciais, regulatórios,

criminais ou administrativos que possibilitem à Parte requerida obter e fornecer as informa-ções solicitadas;

– “informações sujeitas a privilégio legal” significa informações hábeis a revelar comu-nicações confidenciais entre cliente e procu-rador, advogado ou outro representante legal admitido, quando tais comunicações tenham o propósito de buscar ou fornecer orientação legal ou de serem usadas em procedimentos legais em curso ou futuros;

– “nacional” significa:

a) no caso dos Estados Unidos da América, qualquer pessoa física que seja um cidadão ou nacional dos Estados Unidos da América e uma pessoa, distinta da pessoa fí-sica, cuja condição como tal decorra das leis em vigor nos Estados Unidos da América ou em qualquer subdivisão política deste;

b) no caso da República Federativa do Brasil, qualquer pessoa física que possua a nacionalidade brasileira e qualquer pessoa jurídica ou qualquer outra entidade coletiva cuja condição como tal decorra das leis em vigor na República Federativa do Brasil;

– “pessoa” significa uma pessoa física, uma sociedade ou qualquer outro conjunto ou grupo de pessoas;

– “Parte requerida” significa a Parte, neste Acordo, solicitada a fornecer ou que tenha forne-cido informações em resposta a um pedido;

– “Parte requerente” significa a Parte, no presente Acordo, que apresente um pedido de informações ou que tenha recebido informa-ções da parte requerida;

– “tributo” significa qualquer tributo visado pelo presente Acordo.

2. Para os fins de determinação da área geográfica em que se possa exercer a jurisdição para obrigar à produ-ção de informações, o termo “Estados Unidos da América” significa os Estados Unidos da América, incluindo Porto Rico, as Ilhas Virgens, Guam, e qualquer outra possessão ou território dos Estados Unidos da América.

3. Qualquer termo não definido no presente Acordo, a menos que o contexto requeira de outra forma ou que as autoridades competentes acordem um significado comum segundo os dispositivos do Artigo X, terá o significado que lhe for atribuído pela legislação da Parte que aplicar o Acordo, prevalecendo o significado atribuído ao termo pela legislação tributária dessa Parte sobre o significado que lhe atribuam outras leis dessa Parte.

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59084 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

ARTIGO V Intercâmbio de Informações a Pedido

1. A autoridade competente da Parte requerida deverá fornecer, a pedido da Parte requerente, informa-ções para os fins mencionados no Artigo I. Tais informa-ções deverão ser intercambiadas independentemente de a Parte requerida delas necessitar para propósitos tributários próprios ou de a conduta sob investigação constituir crime de acordo com as leis da Parte re-querida, caso ocorrida em seu território. A autoridade competente da Parte requerente deverá formular um pedido de informações com base neste Artigo apenas quando impossibilitada de obter as informações solici-tadas por outros meios, exceto quando o recurso a tais meios acarretar dificuldades desproporcionais.

2. Se as informações em poder da autoridade competente da Parte requerida não forem suficientes para possibilitar o atendimento ao pedido de informa-ções, a Parte requerida deverá recorrer a todas as medidas relevantes para coletar informações a fim de fornecer à Parte requerente as informações solicita-das, a despeito de a Parte requerida não necessitar de tais informações, naquele momento, para seus pró-prios fins tributários. Privilégios concedidos pelas leis e práticas da Parte requerente não serão aplicáveis pela Parte requerida no atendimento a um pedido e a resolução de tais questões será uma prerrogativa da Parte requerente.

sobre os instituidores, membros do con-selho e beneficiários. Além disso, o presente Acordo não cria uma obrigação para as Par-tes de obter ou fornecer informações sobre a propriedade em relação a empresas com ações negociadas publicamente ou fundos ou esquemas públicos de investimento cole-tivo, a não ser que tais informações possam ser obtidas sem ocasionar dificuldades des-proporcionais;

k) praticar qualquer outro ato que não viole as leis ou não destoe da prática admi-nistrativa da Parte requerida;

l) atestar que os procedimentos solici-tados pela autoridade competente da Parte requerente foram seguidos ou que os procedi-mentos solicitados não puderam ser seguido; com uma explicação da alternativa adotada e o motivo para tal.

4. Qualquer pedido de informações feito por uma Parte deverá conter o maior grau de especificidade possível. Em todos os casos, os pedidos deverão es-pecificar, por escrito, o seguinte:

a) identidade do contribuinte cuja respon-sabilidade tributária ou penal está em questão;

b) período de tempo a que se referem as informações requeridas;

c) natureza das informações requeridas e a forma pela qual a Parte requerente prefe-riria recebê-las;

d) os motivos que levam a crer que as informações solicitadas podem ser pertinen-tes para a administração e o cumprimento da legislação tributária da parte requerente, com relação à pessoa identificada na alínea (a) deste parágrafo;

e) na medida do possível, o nome e en-dereço de qualquer pessoa que se acredite estar na posse ou controle das informações solicitadas;

f) uma declaração quanto à possibilidade de a Parte requerente poder obter e fornecer as informações solicitadas caso um pedido similar fosse formulado pela Parte requerida;

g) uma declaração de que a Parte re-querente se utilizou de todos os meios razo-áveis disponíveis em seu próprio território a fim de obter as informações, exceto quando isso daria origem a dificuldades despropor-cionais.

supervisão, e apenas na medida neces-sária para que aquelas pessoas, autoridades ou órgãos de supervisão exerçam suas res-pectivas atribuições. Tais pessoas ou autorida-des deverão utilizar tais informações apenas para tais propósitos. As informações poderão ser reveladas em procedimentos públicos dos tribunais ou em decisões judiciais. As informa-ções não poderão ser reveladas para nenhuma outra pessoa, entidade, autoridade ou qualquer outra jurisdição sem o consentimento expres-so, por escrito, da Parte requerida.

2. Qualquer obrigação da Parte requerente, sob sua legislação interna, originária do uso por ela de informações fornecidas sob este Acordo será de sua exclusiva responsabilidade.

ARTIGO IX Custos

A menos que as autoridades competentes das Partes acordem de forma diversa, os custos ordinários incorridos na prestação da assistência deverão ser ar-cados pela Parte requerida e os custos extraordinários incorridos na prestação da assistência deverão ser suportados pela Parte requerente.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59085

ARTIGO X Procedimento Amigável

1. As autoridades competentes deverão adotar e implementar os procedimentos necessários para facilitar a implementação deste Acordo, inclusive formas adicionais de intercâmbio de informações que promovam o uso mais eficaz possível das in-formações.

Quando surgirem dificuldades ou dúvidas entre as Partes relativamente à implementação ou interpretação do presente Acordo, as autoridades competentes res-pectivas deverão envidar seus maiores esforços para resolver a questão por mútuo consenso.

ARTIGO XI Procedimento de Assistência Mútua

Se as autoridades competentes de ambas as Partes considerarem apropriado, poderão concordar em compartilhar conhecimentos técnicos, desenvolver novas técnicas de auditoria, identificar novas áreas de descumprimento de obrigações e estudá-las de forma conjunta.

ARTIGO XII Entrada em Vigor

O presente Acordo entrará em vigor quando cada Parte tiver notificado à outra por escrito da finalização dos procedimentos internos necessários para tal. O Acordo produzirá efeitos a partir de sua entrada em vigor para os pedidos feitos na ou após a data de en-trada em vigor, independentemente do período fiscal a que se relacionar o assunto.

ARTIGO XIII Denúncia

1. Este Acordo permanecerá em vigor até ser denunciado por qualquer das Partes.

2. Qualquer das Partes poderá denunciar este Acordo mediante aviso escrito de denúncia. A de-núncia tomar-se-á eficaz no primeiro dia do mês seguinte ao término do prazo de três meses con-tado da data de recebimento do aviso de denúncia pela outra Parte.

3. Se uma Parte denunciar este Acordo, não obstante tal denúncia, ambas as Partes permane-cerão obrigadas a cumprir o disposto no Artigo VIII com relação a quaisquer informações obtidas sob este Acordo.

Em testemunho do que, os abaixo assinados, de-vidamente autorizados por seus respectivos Governos, assinaram este Acordo.

Feito em Brasília, em duplicata, nas línguas por-tuguesa e inglesa, sendo ambos os textos igualmente autênticos, em 20 de março de 2007.

PELO GOVERNO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL: – JORGE ANTONIO DEHER RACHID – Secretário da Receita Federal. PELO GOVERNO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA: – CLIFFORD MI-CHAEL SOBEL – Embaixador.

MENSAGEM Nº 752, DE 2007 (Do Poder Executivo)

Aviso nº 1.014/2007-C. Civil

Submete à consideração do Congres-so Nacional o texto do Acordo para a Con-cessão de um Prazo de Noventa Dias dos Turistas Nacionais dos Estados Partes do Mercosul e Estados Associados, celebrado em Córdoba, em 20 de junho de 2006.

Despacho: À representação brasileira no Parlamento do Mercosul; e às Comissões de: Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Turismo e Desporto; e Constituição e Justiça e de Cidadania (art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à apre-ciação do Plenário.

Senhores Membros do Congresso Nacional,Nos termos do disposto no art. 49, inciso I, com-

binado com o art. 84, inciso VIII, da Constituição, sub-meto à elevada consideração de Vossas Excelências, acompanhado de Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Relações Exteriores, o texto do Acordo para a Concessão de um Prazo de Noven-ta (90) Dias aos Turistas Nacionais dos Estados Par-tes do Mercosul e Estados Associados, celebrado em Córdoba, em 20 de julho de 2006.

Brasília, 11 de outubro de 2007. – Luiz Inácio Lula da Silva.

EM Nº 246 DAM/I/DAI/DIM – MSUL-CVIS

Brasília, 31 de agosto de 2007

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,Submeto à elevada consideração de Vossa Excelên-

cia o anexo projeto de mensagem que submete ao Con-gresso Nacional o Acordo para a Concessão de um Prazo de Noventa (90) Dias aos Turistas Nacionais dos Estados-Partes do Mercosul e Estados Associados. O acordo foi celebrado em Córdoba, em 20 de julho de 2006.

2. O Acordo harmoniza os prazos que se con-cedem aos nacionais dos Estados que conformam o bloco regional quando viajam em turismo, reservado o direito das Partes de não admitir o ingresso de pessoas a seus territórios, conforme suas legislações internas. O texto assegura, igualmente, a validade das normas, disposições internas ou acordos entre as partes que sejam mais favoráveis aos beneficiários.

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59086 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

3. Trata-se de medida oportuna, que contribuirá para o aprofundamento do processo de integração re-gional e para o fortalecimento da indústria do turismo nos países do Mercosul.

Respeitosamente, – Celso Luiz Nunes Amorim.

ACORDO PARA A CONCESSÃO DE UM PRAZO DE NOVENTA (90) DIAS AOS TURISTAS

NACIONAIS DOS ESTADOS-PARTES DO MERCOSUL E ESTADOS ASSOCIADOS

A República Argentina, a República Federati-va do Brasil; à República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, na qualidade de Estados-Partes do Mercosul, e a República da Bolívia, a República do Chile; a República do Peru, a República da Colômbia, a República do Equador e a República Bolivariana da Venezuela, são Partes do presente Acordo.

Considerando:Que é intenção das Partes aprofundar a coopera-

ção por meio da implementação de medidas concretas que beneficiem seus nacionais;

Que é oportuno, em matérias vinculadas à circulação de pessoas, estabelecer normas regionais que compro-metam os Estados, fixando padrões comuns baseados na reciprocidade e no benefício aos cidadãos da região; e

Que, em função disso, resulta conveniente har-monizar os prazos que se concedem aos nacionais dos Estados que conformam o bloco regional, quando viajam por motivos de turismo, acordam:

ARTIGO 1º

Aos nacionais das Partes que sejam admitidos para ingressar no território de outra na condição de turistas será concedido um prazo de permanência de noventa (90) dias.

ARTIGO 2º

As Partes, conservam o direito de não admitir o ingresso de pessoas a seus territórios, conforme o estabelecido nas suas legislações internas.

ARTIGO 3º

O presente Acordo será aplicado sem prejuízo das normas, disposições internas ou Acordos entre as Partes que sejam mais favoráveis aos beneficiários.

ARTIGO 4º

As controvérsias que surjam sobre a interpreta-ção, aplicação, ou descumprimento das disposições contidas no presente Acordo entre os Estados Partes do Mercosul se resolverão pelo sistema de solução de, controvérsias vigente no Mercosul.

As controvérsias que surjam sobre a interpreta-ção, a aplicação ou o descumprimento das disposições Contidas no presente Acordo, entre um ou mais Estados Partes do Mercosul e um ou mais Estados Associados se resolverá pelo procedimento de solução de contro-vérsias vigente no momento da controvérsia.

ARTIGO 5º

O presente Acordo entrará em vigor trinta (30) dias após o depósito do instrumento de ratificação pelo quarto Estado-Parte do Mercosul. Nessa mesma data, entra-rá em vigor para os Estados Associados que o tiverem ratificado anteriormente. Para os Estados Associados que não o tiverem ratificado com anterioridade a essa data, o Acordo entrará em vigor no mesmo dia em que se deposite o respectivo instrumento de ratificação.

Os direitos e obrigações derivados do Acordo somen-te se aplicarão aos Estados que o tenham ratificado.

A República do Paraguai será depositária do Presente Acordo e dos respectivos instrumentos de ratificação, devendo notificar às partes a data dos de-pósitos desses instrumentos é da entrada em vigência do Acordo, assim como enviar-lhes cópia devidamente autenticada do mesmo.

ARTIGO 6º

O Acordo esta aberto à adesão de outros Esta-dos Associados, conforme o previsto no artigo 8º da Decisão CMC nº 28/2004.

ARTIGO 7º

Qualquer Estado Parte poderá denunciar o pre-sente Acordo mediante notificação escrita dirigida às demais Partes. A denúncia terá efeito seis (6) meses depois do dia da notificação.

Assinado em Córdoba, República Argentina, aos vinte dias do mês de julho de dois mil e seis, em dois originais, nos idiomas português e espanhol, sendo ambos os textos igualmente autênticos.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59087

Of. nº 454/2007-CN

Brasília, 18 de outubro de 2007

Exmo Sr.Deputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a V. Exa e, por seu alto intermédio, à

Câmara dos Deputados, que foi lido, na sessão do Se-nado Federal realizada nesta data, o Projeto de Lei nº 64, de 2007, do Congresso Nacional, e foi despachado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Em anexo, encaminho a V. Exa calendário para a tramitação do projeto.

Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exa protestos de estima e consideração. – Senador Tião Viana, Presidente do Senado Federal.

SF – 18-10-2007 14 horas

Sobre a mesa projeto de lei que será lido pelo Senhor Primeiro Secretário.

Projeto de Lei nº 64, de 2007-CN, que “Altera modalidade de aplicação constante do Orçamento da Seguridade Social da União, no âmbito do Minis-tério da Saúde”. (Mensagem nº 169, de 2007-CN – nº 779/2007, na origem).

O projeto lido vai à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Nos termos do art. 112 da Resolução nº 1, de 2006-CN, fica estabelecido o seguinte calendário para tramitação do Projeto:

Leitura: 18-10-2007

até 23-10 publicação e distribuição de avulsos;

até 31-10 prazo final para apresentação de emendas;

até 5-11 publicação e distribuição de avulsos das emendas; e

até 20-11 encaminhamento do parecer final à Mesa do Congresso Nacional.

Será feita comunicação à Câmara dos Deputados.

Publique-se. Arquive-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of. nº 446/2007-CNBrasília, 15 de outubro de 2007

Exmo Sr.Deputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a V. Exª e, por seu alto intermédio, à

Câmara dos Deputados, que foi lido, na sessão do Se-nado Federal realizada em 11 do corrente, o Projeto de Lei nº 36, de 2007, do Congresso Nacional, e foi despachado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Em anexo, encaminho a V. Exª calendário para a tramitação do projeto.

Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exª protestos de estima e consideração. – Senador Tião Viana, Presidente do Senado Federal Interino.

SF – 11-10-2007 14 horas

Sobre a mesa projeto de lei que será lido pelo Senhor Primeiro Secretário.

Projeto de Lei nº 36, de 2007-CN, que “Abre ao Orçamento Fiscal da União, em favor do Ministério da Fazenda, crédito especial no valor de R$60.000.000,00 (sessenta milhões de reais), para o fim que especifi-ca”. (Mensagem nº 140, de 2007-CN – nº 738/2007, na origem)

O projeto lido vai à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Nos termos do art. 112 da Resolução nº 1, de 2006-CN, fica estabelecido o seguinte calendário para tramitação do Projeto:

Leitura: 11-10-2007

até 16-10 publicação e distribuição de avulsos;

até 24-10 prazo final para apresentação de emendas;

até 29-10 publicação e distribuição de avulsos das emendas; e

até 13-11 encaminhamento do parecer final à Mesa do Congresso Nacional.

Será feita comunicação à Câmara dos Deputa-dos.

Publique-se. Arquive-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

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59088 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Of. nº 455/2007-CN

Brasília, 18 de outubro de 2007

Exmo Sr.

Deputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,

O Senhor Presidente da República adotou, no dia 16 de outubro de 2007, e publicou em 17 do mesmo mês e ano, a Medida Provisória nº 399, de 2007, que “Abre crédito extraordinário, em favor da Presidência da República e dos Ministérios das Relações Exterio-res, dos Transportes, do Meio Ambiente e da Integra-ção Nacional, no valor global de R$456.625.000,00, para os fins que especifica”.

Nos termos do § 6º do art. 2º da Resolução nº 1, de 2002-CN, o exame e o parecer serão realizados pela Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Em anexo, encaminho a V. Exª calendário para a tramitação da matéria.

Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exª protestos de elevada estima e distinta considera-ção. – Senador Tião Viana, Presidente do Senado Federal Interino.

SF – 18-10-2007 14 horas

A Presidência comunica que a Medida Provi-sória nº 399, de 2007, que “Abre crédito extraordi-nário, em favor da Presidência da República e dos Ministérios das Relações Exteriores, dos Transpor-tes, do Meio Ambiente e da Integração Nacional, no valor global de R$456.625.000,00 (quatrocentos e cinqüenta e seis milhões, seiscentos e vinte e cinco mil reais), para os fins que especifica”, será enca-minhada, nos termos do § 6º do art. 2º da Resolu-ção nº 1, de 2002-CN, à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, onde poderá receber emendas.

Fica estabelecido o seguinte calendário de tra-mitação:

Será feita comunicação à Câmara dos Deputados.

Publique-se. Arquive-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of. nº 460/2007-CN

Brasília, 23 de outubro de 2007

Exmo Sr.Deputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a V. Exª e, por seu alto intermédio, à

Câmara dos Deputados, que foi lido na sessão do Se-nado Federal realizada nesta data, o Aviso nº 35, de 2007-CN (nº 97/BCB-Presi, do Presidente do Banco Central, substituto), encaminhando ao Congresso Na-cional as Demonstrações Financeiras referentes ao 3º trimestre de 2007, conforme determina o art. 118 da Lei nº 11.439, de 29 de dezembro de 2006 (Lei de Di-retrizes Orçamentárias para 2007), e foi encaminhado à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exª protestos de estima e consideração. – Senador Tião Viana, Presidente do Senado Federal Interino.

Publique-se. Arquive-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59089

Of. nº 461/2007-CN

Brasília, 23 de outubro de 2007

Exmo Sr.Deputado Arlindo ChinagliaPresidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a V. Exª e, por seu alto intermédio,

à Câmara dos Deputados, que foi lido na sessão do

Senado Federal realizada nesta data, o Ofício Pres.

nº 580/2007/CMO, cópia em anexo, do Presidente da

Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e

Fiscalização, Senador José Maranhão, e foi encami-

nhado à publicação.

Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exª

protestos de estima e consideração. – Senador Tião

Viana, Presidente do Senado Federal Interino.

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59090 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59091

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59092 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Of. nº 474/2007-CN

Brasília, 1º de novembro de 2007

Exmº Sr.Deputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a V. Exª e, por seu alto intermédio, à

Câmara dos Deputados, que nos termos do disposto no art. 123 da Resolução do Congresso Nacional nº 1, de 2006, fica aberto, a partir do dia 5 do corrente, o prazo, para interposição de recurso, por 5 (cinco) dias úteis, para que sejam apreciados pelo Plenário do Con-gresso Nacional, os Projetos de Decreto Legislativo nºs 9 e 10, de 2007-CN, tendo em vista publicação em avulsos, nesta data, dos pareceres da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Informo, ainda, que os recursos serão recebidos na Secretaria-Geral da Mesa do Senado Federal.

Aproveito a oportunidade para renovar a V. Exª protestos de estima e consideração. – Senador Tião Viana – Presidente do Senado Federal, Interino.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

OF nº 386/PTBrasília, 24 de outubro de 2007

Exmº Sr.Deputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Tenho a honra de dirigir-me a Vossa Excelência para

indicar o Deputado Fernando Melo (PT/AC) com membro titular do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

Atenciosamente, – Deputado Luiz Sérgio, Lí-der do PT.

Defiro, em razão da renúncia do Deputa-do Marco Maia ao Conselho. Publique-se.

Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-sidente.

OF. PSDB Nº 805/2007

Brasília, 1º de novembro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Indico a Vossa Excelência os Deputados Edson

Aparecido, João Campos e Paulo Abi-Ackel, como

membros titulares, e os Deputados Albano Franco, João Almeida e Renato Amary, como membros suplentes, para integrarem a Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar, pelo prazo certo de 120 dias, escutas telefônicas clandestinas/ilegais, conforme de-núncia publicada na Revista Veja, edição 2022, nº 33, de 22 de agosto de 2007.

Respeitosamente, – Deputado Antonio Carlos Pannunzio, Líder do PSDB.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

OF. CCTCI-P/739/07

Brasília, 24 de outubro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaPresidente da Câmara dos Deputados

Assunto: PL nº 882/07

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao

disposto no art. 58 do Regimento Interno, a apreciação, por este Órgão Técnico, do Projeto de Lei nº 882/07.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publica-ção do referido projeto e do parecer a ele oferecido.

Atenciosamente, – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

OF. n° 456-PP/2007–CCJC

Brasília, 23 de outubro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Encaminho a Vossa Excelência, para as providên-

cias regimentais cabíveis, o Projeto de Lei nº 7.499/2002, apreciado por este Órgão Técnico, nesta data.

Aproveito o ensejo para reiterar a Vossa Exce-lência protestos de elevada estima e distinta conside-ração. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59093

OF. Nº 458-PP/2007-CCJC

Brasília, 23 de outubro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Encaminho a Vossa Excelência, para as provi-

dências regimentais cabíveis, os projetos de decreto legislativo apreciados por este Órgão Técnico, nesta data, a seguir relacionados: nºs 267/07, 278/07, 309/07, 354/07, 355/07 e 363/07.

Aproveito o ensejo para reiterar a Vossa Excelên-cia protestos de elevada estima e distinta consideração. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

OF. n° 459 – PP/2007 – CCJC

Brasília, 23 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados NestaNesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao art. 58 do Regimento Interno, a apreciação por este Órgão Técnico, nesta data, do Projeto de Lei n° 2.334-B/2003.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e parecer a ele oferecido.

Atenciosamente, – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

OF. N° 465 – PP/2007 – CCJC

Brasília, 23 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados NestaNesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao art. 58 do Regimento Interno, a apreciação por este Órgão Técnico, nesta data, do Projeto de Lei n° 742-A/2007.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e parecer a ele oferecido.

Atenciosamente, – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

OF. N° 469-PP/2007 – CCJC

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados NestaNesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao art. 58 do Regimento Interno, a apreciação por este Órgão Técnico, nesta data, do Projeto de Lei n° 7.258-A/2006.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e parecer a ele oferecido.

Cordialmente, – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

OF. N° 470-PP/2007 – CCJC

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao Art. 58 do Regimento Interno, a apreciação por este Órgão Técnico, nesta data, do Projeto de Lei n° 7.299-A/2006.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e parecer a ele oferecido.

Cordialmente, – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

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59094 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

OF. N° 471-PP/2007 – CCJC

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimento ao

Art. 58 do Regimento Interno, a apreciação por este Órgão Técnico, nesta data, do Projeto de Lei nº 913/2007.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e parecer a ele oferecido.

Cordialmente, – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of. Pres – n° 595/07-CEC

Brasília, 10 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal

Assunto: Comunica apreciação de Proposição

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, para as provi-

dências regimentais cabíveis, que o Projeto de Lei nº 6.206, de 2005, foi apreciado, nesta data, por este órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Gastão Vieira, Pre-sidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of. Pres – n° 632/07-CEC

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal

Assunto: Comunica apreciação de Proposição

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, para as providências

regimentais cabíveis, que o Projeto de Lei n° 228, de 2007, foi apreciado, nesta data, por este órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Gastão Vieira, Pre-sidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of. Pres – n° 633/07-CEC

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal

Assunto: Comunica apreciação de Proposição

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, para as provi-

dências regimentais cabíveis, que o Projeto de Lei n° 258, de 2007, foi apreciado, nesta data, por este Órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Gastão Vieira, Pre-sidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of.P – nº 320/07-CFT

Brasília, 17 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados

Assunto: Ofício de Publicação

Senhor Presidente,Encaminho a Vossa Excelência, para as providên-

cias regimentais cabíveis, o Projeto de Lei n° 4.642-A/04, apreciado, nesta data, por este Órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Virgílio Guima-rães, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of.P – nº 321/07-CFT

Brasília, 17 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados

Assunto: Ofício de Publicação

Senhor Presidente,Encaminho a Vossa Excelência, para as providên-

cias regimentais cabíveis, o Projeto de Lei n° 5.607-A/05, apreciado, nesta data, por este órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Virgílio Guima-rães, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59095

Of. P nº 329/07-CFT

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados

Assunto: Ofício de Publicação

Senhor Presidente,Encaminho a Vossa Excelência, para as providên-

cias regimentais cabíveis, o Projeto de Lei nº 6.528-B/06, apreciado, nesta data, por este órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Virgílio Guimarães, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Of. P – nº 332/07-CFT

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos Deputados

Assunto: Ofício de Publicação

Senhor Presidente,Encaminho a Vossa Excelência, para as providên-

cias regimentais cabíveis, o Projeto de Lei nº 5.276-A/05, apreciado, nesta data, por este Órgão Técnico.

Atenciosamente, – Deputado Vírgilio Guimarães, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Ofício n° 904/2007-P

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo Chinaglia DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apreciação, por este Órgão Técnico, do Projeto de Lei nº 498, de 2007.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do respectivo parecer.

Respeitosamente, – Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Ofício n° 906/2007-P

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo Chinaglia DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apreciação, por este Órgão Técnico, do Projeto de Lei n° 944, de 2007.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do respectivo parecer.

Respeitosamente, – Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Ofício n° 908/2007-P

Brasília, 24 de outubro de 2007

À Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo Chinaglia DD. Presidente da Câmara dos Deputados Nesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apreciação, por este órgão Técnico, do Projeto de Lei nº 1.127, de 2007.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do respectivo parecer.

Respeitosamente, – Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Ofício n° 909/2007-P

Brasília, 24 de outubro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen-

to ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a

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59096 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

apreciação, por este Órgão Técnico, do Projeto de Lei n° 1.273, de 2007 e dos Projetos de Lei n°s 1.460/07, 1.539/07 e 1.793/07, apensados.

Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação dos referidos projetos e do respectivo parecer.

Respeitosamente, – Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

Ofício n° 912/2007-P

Brasília, 24 de outubro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Comunico a Vossa Excelência que, em Reu-

nião Ordinária realizada nesta Comissão em 24-10-2007, esta Presidência declarou a prejudicialidade do Projeto de Lei n° 1.340/07 que “dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão, nas cédulas brasilei-ras, de elemento que possibilite a sua identificação por pessoas com deficiência visual”, nos termos do artigo 164, inciso II, do Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados, em face do Requerimento n° 126/2007, cópia anexa, do Deputado Jofran Frejat titular desta Comissão.

Atenciosamente, – Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

REQUERIMENTO Nº 126 (Do Sr. Jofran Frejat)

Requer a declaração de prejudiciali-dade do Projeto de Lei nº 1.340, de 2007, do Senado Federal, que “Dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão, nas cédulas brasileiras, de elemento que possibilite a sua identificação por pessoas com defici-ência visual”.

Senhor Presidente,Tendo em vista a aprovação, nesta Comissão

de Seguridade Social e Família, em 5 de setembro de

2007, do Projeto de Lei Complementar n° 295, de 2005, de autoria da Deputada Maria Helena, que “Altera a Lei n° 4.595, de 31 de dezembro de 1964, estabele-cendo a obrigatoriedade de diferenciação de tamanho de cédulas e moedas em função do respectivo valor e dá outras providências” e de seus apensos, Projeto de Lei Complementar nº 371, de 2006, do Deputado Ricardo Izar, e Projeto de Lei Complementar nº 33, de 2007, do Deputado Fernando de Fabinho, na for-ma do Substitutivo oferecido pelo Relator Deputado Eduardo Barbosa, e Considerando que o Projeto de Lei n° 1.340, de 2007, do Senado Federal, que “Dis-põe sobre a obrigatoriedade de inclusão, nas cédulas brasileiras, de elemento que possibilite a sua identi-ficação por pessoas com deficiência visual”, para o qual fui designado Relator, trata de matéria idêntica à contida no citado Projeto de Lei Complementar, tendo sido, portanto, objeto de prejulgamento por parte desta Comissão de Seguridade Social e Família, na sessão legislativa corrente.

Requeiro seja declarada, com base no art. 164, inciso II, do Regimento Interno da Câmara dos Depu-tados, a prejudicialidade do Projeto de Lei n° 1.340, de 2007.

Sala da Comissão, 16 de outubro de 2007. – Deputado Jofran Frejat, Relator.

Publique-se.

Em 1°-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-sidente.

Of. nº 1/2007

Brasília, 1º de Novembro de 2007

A Sua Excelência o SenhorDeputado Arlindo ChinagliaDD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,

Comunico a Vossa Excelência que, solicitei mi-nha desfiliação do Partido dos Democratas – DEM. E filei-me ao Partido Republicano Brasileiro, conforme documentação anexa.

Ao ensejo, renovo a Vossa Excelência protestos de estima e consideração. – Deputado Walter Brito Neto – Título Eleitoral nº 02731492-87 – Zona Eleito-ral 16 – Seção 8.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59097

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59098 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59099

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59100 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Em 1º de novembro de 2007Ao Sr. Secretário-Geral da MesaAssunto: Publicação de relatórios de viagem.

De ordem do Sr. Presidente, encaminho a V. Sª, para publicação no Diário da Câmara dos

Deputados – DCD, relatórios de viagem conforme

tabela anexa.

Atenciosamente, – Rubens Foizer Filho, Chefe-

de-Gabinete.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59101

RELATÓRIO DE VIAGEM 7 A 17 DE MAIO / 2007

APRESENTAÇÃO

O presente Relatório de Viagem mostra o re-sultado da Missão Diplomática que empreendemos, no mês de maio, em nome da Câmara dos Deputa-dos e do Governo de Minas, na busca de parcerias com organismos internacionais ligados à questão do Meio Ambiente. Em exatos 11 dias – de 7 a 17 de maio – tivemos a oportunidade de realizar audi-ências e encontros estratégicos em Paris (França) em Delft (Holanda) em Genebra (Suíça) e em Mos-cou (Rússia).

Em Paris, a agenda organizada, sob nossa orien-tação, pela Green Cross International – entidade que tem sede em Genebra e representação no Brasil – foi aberta com reuniões no Conselho Mundial de Águas e com a UNESCO em Paris, onde propomos parcerias entre aquele órgão da ONU, a Câmara dos Deputados

e Governo de Minas para implementar Programas de Educação Ambiental.

Em Delft, na Holanda visitamos o Instituto UNES-CO de Educação para as Águas, onde foi possível conhecer a rica experiência daquele país no manejo de água potável. Renovamos, em Genebra, a parce-ria de mais de cinco anos que temos mantido com a Green Cross International, comprometendo-se essa entidade com a proposta da Câmara dos Deputados de mapeamento das bacias hidrográficas do Brasil, e com o projeto de criação da Rede Mineira de Edu-cação Ambiental que levamos em nome do Governo de Minas.

Em Moscou, capital russa, coube-nos a honra de homenagear, em nome da Câmara dos Deputados, com a Medalha do Mérito Legislativo a Mikhail Gorba-chev, o ex-presidente da União Soviética. Gorbachev, atualmente, é o presidente de honra da Green Cross Internacional, entidade que ele fundou em 1993, e que

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59102 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

já tem presença em 30 países do mundo com ações notáveis na área de Meio Ambiente.

O relatório a seguir mostra, por fim, os resultados que colhemos, e as providências que devemos tomar para consolidar parcerias com esses organismos in-ternacionais. Ao apresentá-lo, não posso deixar de agradecer a confiança que em mim foi depositada pela Câmara dos Deputados e pelo governo de Minas Ge-rais para que pudesse, durante minha estada nesses quatro países, conduzir negociações com organismos internacionais visando construir uma Agenda Verde que sirva a toda sociedade brasileira.

Atenciosamente, – Deputado Nárcio Rodrigues, Primeiro Vice-Presidente.

PROPOSTAS E OBJETIVOS

A Missão Diplomática levou propostas da Câma-ra dos Deputados e do governo do Estado de Minas Gerais à França, Holanda, Suíça e Rússia:

DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Ofício da Câmara dos Deputados – assinado pelo presidente Arlindo Chinaglia – propondo parceria à Unesco para viabilizar o mapeamento das Bacias hi-drográficas do Brasil, na perspectiva de aproveitarmos o modelo do Programa Águas para a Paz e para a Vida – da própria Unesco – para ações similares de educa-ção ambiental no nosso País. Nesse mesmo ofício, a Câmara dos Deputados solicita apoio da Unesco para a elaboração de um grande Programa de Educação Ambiental para o País.

Ofício da Câmara dos Deputados apoiando a proposta do Governo do Estado de Minas Gerais que prevê a criação da Rede Mineira de Educação Ambien-tal, e a implantação, no município de Frutal, em Minas Gerais, do Instituto UNESCO de Ciência Aplicadas da Água – INSTITUTO HIDROEX.

Proposta de parceria para que a Green Cross possa dar suporte à Câmara dos Deputados na ela-boração de uma Agenda Verde que amplie o relacio-namento do Parlamento brasileiro com organismos internacionais na área de Meio Ambiente.

Assunto discutido em Genebra, Suíça, com o presidente executivo da Green Cross Internacional, Alexander Likhotal, e com o presidente da Green Cross Brasil, Celso Claro de Oliveira.

Proposta de intercâmbio com a DUMA – Parla-mento Russo – para a discussão das questões que dizem respeito ao Aquecimento Global e também às modificações ocorridas na legislação sobre águas

da Rússia. Mantivemos audiência, na DUMA, com o presidente do Comitê de Meio Ambiente (equivalente à nossa Comissão Permanente de Meio Ambiente), deputado Alexander Kasarikov, que foi recentemente o relator do Código de Águas da Rússia. O parlamen-tar se dispôs a receber missões do Congresso e dar contribuições sobre o tema e também sobre a questão do Aquecimento Global, que vem sendo discutido pelo Comitê nesse momento.

Comunicado oficial à Green Cross International da concessão da Medalha do Mérito Legislativo ao presidente de honra da entidade, Sr. Mikhail Gorba-chev.

PROPOSTAS E OBJETIVOS

DO GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Ofício do governador Aécio Neves, acompanhado de ofícios de apoio do presidente da Câmara dos De-putados, Arlindo Chinaglia, do ministro de Estado de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, apresentando a Petição de Intervenção e a proposta para a criação, no município de Frutal – MG, do Instituto UNESCO Hi-droEX – Instituto de Ciências Aplicadas da Água – e a implantação, até 2010, da Rede Mineira de Educa-ção Ambiental, que prevê a instalação de 30 centros distribuídos por todas as Bacias Hidrográficas existen-tes no Estado. O documento é dirigido à UNESCO, a quem se pede que reconheça o Instituto HidroEX como Centro da UNESCO na Categoria II (sob os auspícios da entidade).

Proposta de Acordo de Intercâmbio com o Instituto UNESCO-IHE – Instituto de Educação para as Águas, em Delft, na Holanda, buscando nessa entidade o mo-delo para o funcionamento do Instituto HidroEX.

Proposta de Acordo de Cooperação Internacio-nal entre o Governo de Minas e a Green Cross Inter-national para que a entidade seja a interlocutora do governo estadual na busca de parcerias e no relacio-namento com organismos internacionais ligados ao Meio Ambiente.

CONSELHO MUNDIAL DE ÁGUAS

OBJETIVO

Apresentar ao vice-presidente da Green Cross Internacional e Governador do Conselho Mundial de Águas, Bertrand Charrier os projetos do HidroEX e da Rede Mineira de Educação Ambiental, solicitando a continuidade do apoio que a Green Cross já vem

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59103

dando a Minas Gerais no desenvolvimento de projetos ambientais e o apoio do Conselho Mundial de Águas para os projetos brasileiros.

HISTÓRICO

A missão brasileira apresentou ao Sr. Bertrand Charrier o projeto do Instituto UNESCO – Hidro-EX – Instituto UNESCO de Ciências Aplicadas da Água. A Green Cross, através do Sr. Bertrand, já é parceira de projetos de recuperação de área e ajuda às populações vítimas de degradação, de-senvolvidos no CENEP – Centro Nacional de Edu-cação em Cooperativismo, Gestão Ambiental e Turismo – que fica em Frutal, no Triângulo Mineiro. Além de apoiador destes projetos, o Sr. Bertrand é também um entusiasta e já os visitou in loco por mais de uma vez.

Através do Deputado Federal Narcio Rodrigues, o Governador do Conselho Mundial de Águas, Bertrand Charrier, tomou ciência do projeto do governador Aécio Neves de instituir no Estado de Minas Gerais o projeto da Rede Mineira de Educação Ambiental, a partir do funcionamento do HidroEX, na sede do CENEP. A in-tenção do Governo de Minas é de instalar 30 centros dessa natureza no Estado.

A ele foi entregue um conjunto de documentos (em inglês, em francês, e em português) justificando e especificando todo o projeto, bem como uma cópia da Petição de Intervenção, a ser entregue, no pros-seguimento da agenda, à diretoria de Hidrologia da UNESCO, a fim de formalizar solicitação para que o UNESCO-HidroEX passe a ser um centro categoria 2 sob os auspícios da UNESCO.

O Sr. Bertrand Charrier, Governador do Conse-lho Mundial de Águas, empenhou apoio aos projetos que lhe foram apresentados e, inclusive, ajudou a redigir um acordo de cooperação internacional entre a Green Cross Internacional e o governo de Minas, para que fosse assinado pelo presidente executivo da instituição, Sr. Alexander Likhotal, em Genebra, na Suíça, e pelo presidente de honra da Green Cross e seu fundador, o ex-presidente da Rússia, Sr. Mikhail Gorbachev.

O documento também previu a assinatura do governador Aécio Neves. Ao final do encontro, o De-putado Narcio Rodrigues, o secretário adjunto de Estado de Ensino Superior, Sr. Octávio Elísio e o Sr. Celso Claro, da Green Cross Brasil, agradeceram o Sr. Bertrand Charrier, por todo o seu apoio a projetos já

desenvolvidos em Minas Gerais, inclusive com apor-te financeiro, com um quadro com o mesmo motivo da programação visual do projeto HidroEX, assinado pelo artista mineiro Menote. Ele acenou também para a possibilidade do Conselho Mundial das Águas am-parar iniciativas da Câmara dos Deputados na área de Meio Ambiente.

REPRESENTAÇÃO PERMANENTE DO BRASIL NA UNESCO

OBJETIVO

Apresentar ao embaixador brasileiro na Repre-sentação Permanente do Brasil da UNESCO, Sr. Luiz Felipe Macedo Soares os projetos do UNESCOHidroEX e a Rede Mineira de Educação Ambiental, solicitando apoio da Embaixada no processo formal de reconhe-cimento do HidroEX como um Centro da UNESCO (Categoria 2).

HISTÓRICO

A missão brasileira apresentou ao Sr. Luiz Felipe Macedo Soares o projeto do Instituto UNESCO – Hi-droEX – Instituto UNESCO de Ciências Aplicadas da Água, esclarecendo que o objetivo da visita à UNESCO seria formalizar uma petição de intervenção para o re-conhecimento do UNESCO-HidroEX como um Centro de categoria 2 sob os auspícios da UNESCO.

O Sr. Luiz Felipe Soares foi informado que este é um processo que já tramita na UNESCO informal-mente há algum tempo, que já foram realizadas visitas anteriores à diretoria de Hidrologia da entidade para pleitear a chancela da UNESCO, só que na época, o pedido de apoio foi direcionado para o projeto deno-minado CENEP – Centro Nacional de Educação em Cooperativismo, Gestão Ambiental e Turismo (que já funciona em Frutal), e que, desde então, têm sido to-madas as providências necessárias para cumprir as exigências da UNESCO para este fim.

O Embaixador foi também informado da decisão de se criar juridicamente outro instituto, o UNESCO-HidroEX, com a finalidade de facilitar as negociações, uma vez que este poderia ser constituído juridicamente de modo a atender as exigências da UNESCO, o que não seria um caminho viável com a instituição CENEP, que já se encontra legalmente constituída, portanto menos passível de adaptações.

Ficou claro que o HidroEX será um dos braços do CENEP.

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59104 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59105

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59106 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

RELATÓRIO DE VIAGEM

Brasília, DF, 4-6-07

Em cumprimento ao disposto no Ato da Mesa nº 35 de 2003, submeto à apreciação de Vossa Senhoria o relatório abaixo transcrito:

Em 31-5-07, participei do XXII Encontro Estadual de Vereadores do Paraná, realizado em Curitiba, atividade em consonância com o plano estratégico estabelecido por esta Presidência, desde o início do ano, para divulgar a Comissão de Legislação Participativa nas Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais.

Na oportunidade, expliquei a todos os Parlamenta-res presentes a importância da Comissão de Legislação Participativa para o aperfeiçoamento democrático do

País. Ademais, enfatizei a necessidade das Câmaras Municipais empreenderem esforços no sentido de dis-cutir a criação de mecanismos de participação popular tais qual a CLP. Percebi o interesse demonstrado por vários vereadores que buscaram informações adicio-nais durante e após a palestra.

Assim, creio ter atingido meu objetivo ao transmitir aos Excelentíssimos Vereadores do Estado do Paraná os resultados já alcançados pela Comissão de Legis-lação Participativa nos seus seis anos de existência, a boa perspectiva que ela proporciona para os cidadãos brasileiros, bem como a esperança que Comissões como esta sejam criadas em todas as esferas de Parlamento no Brasil. – Eduardo Amorim, Deputado Federal.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59107

DEPUTADO EDUARDO GOMES

RELATÓRIO DE VIAGEM AO RIO DE JANEIRO EM 23 DE AGOSTO DE 2007

AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DEBATER O AQUECIMENTO GLOBAL E O SETOR ELÉTRICO

• Chegada ao Rio de Janeiro em 22-8-2007

• Retorno à Brasília em 23-8-2007

Em 23 de agosto de 2007, o Deputado Eduardo Gomes, presidiu a audiência pública destinada a debater o setor elétrico brasileiro, realizada pela Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas (CMEsp – Mudanças Climáticas) na cidade do Rio de Janeiro – RJ. A sessão ocorreu no auditório da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ). Na ocasião, foram ou-vidos Luiz Pinguelli Rosa, Secretário Executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, Roberto D’Araujo, consultor para o setor elétrico, e Marcos Freitas, Coor-denador Executivo do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Climáticas, da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Fe-deral do Rio de Janeiro (COPPE/UFRJ).

Foram os seguintes os principais pontos abor-dados na audiência:

• O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), criou fortes expectativas e a disponibilidade de energia não pode ser um fator limitante.

• Ações do Governo Federal no setor elétrico, entre outras:

• Suspensão das privatizações.• Renegociação de contratos.• Conclusão e aquisição de termelétricas

pela Petrobrás.• Novo modelo do setor e volta do plane-

jamento, com a Empresa de Pesquisa Ener-gética (EPE).

• Conclusão da obra de duplicação da UHE Tucurui.

• Instalação de duas novas turbinas na UHE Itaipu.

• Estímulo a fontes alternativas de ener-gia, por meio do Programa de Incentivo às Fon-tes Alternativas de Energia Elétrica (PROINFA): eólica, PCH e termelétricas a biomassa.

• Revitalização da Usina de Angra I, me-diante troca do gerador de vapor.

• Vários são os problemas enfrentados pelo setor elé-trico brasileiro atualmente, entre outros:

• Dificuldades ambientais das novas hi-drelétricas: demora na definição das UHE do rio Madeira e de Belo Monte.

• Transferência de renda de estatais: ge-ração de superávit primário, descontratação das geradoras, contratos antigos de terme-létricas

• Leilão de energia: energia velha com preços baixos demais e energia nova com usinas a carvão e a óleo diesel.

• Destinação de energia aos consumi-dores livres a preços muito baixos e contratos variáveis.

• Inserção caótica das termelétricas no sistema.

• Risco de déficit só superado pelas chu-vas recentes.

• Inadimplência das distribuidoras fede-ralizadas no Norte e no Nordeste.

• Aumento das emissões de gases do efeito estufa, na contramão da história.

• A gestão das empresas elétricas federais deve ser definida por critérios técnicos e não apenas políticos.

• Atualmente, um sério fator limitante para a geração térmica de eletricidade refere-se à disponibilidade de gás. O Brasil não tem gás suficiente para manter to-das as suas usinas termelétricas funcionando a plena potência. Para tanto, seria necessário reduzir o aporte de gás para a indústria.

• As usinas hidrelétricas ainda são uma opção viável para o Brasil, embora estejam submetidas a um pro-cesso de licenciamento ambiental mais demorado e complexo que o das usinas termelétricas.

• A UHE Itaipu produz cerca de 10W para cada metro quadrado de reservatório, apresentando uma das me-lhores relações do Brasil. No outro extremo, encontra-se Balbina, que gera apenas 0,07 W por metro quadrado de reservatório.

• A geração nuclear de energia encontra-se em expan-são apenas na China, no Japão e na Coréia do Sul. Na Europa e nos Estados Unidos não estão sendo cons-truídos novos reatores. A Finlândia, onde está sendo construído um reator, constitui exceção.

• O grande problema das usinas nucleares são os resíduos radioativos, para os quais não há solução definitiva.

• É preciso buscar alternativas para a geração de ener-gia elétrica. Um caminho interessante é o barateamento da energia solar para uso residencial, o que passa por incentivos governamentais. Um bom exemplo disso é o novo código de posturas do Município de São Paulo, que obriga as novas construções a disporem de aque-cimento solar da água.

• Deve-se analisar não apenas como a geração de energia elétrica afeta o meio ambiente, mas também como a pre-servação ambiental afeta a geração de energia elétrica.

• Os efeitos das mudanças climáticas – aumento da intensidade e da freqüência de eventos extremos,

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59108 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

como secas e inundações – pode influir diretamente na capacidade do sistema elétrico brasileiro manter a oferta de energia.

• Embora o País já disponha de grandes reservatórios em boa quantidade, a ênfase na construção de usinas com pequenos reservatórios pode comprometer a ca-pacidade do sistema de regularizar vazões de rios e, portanto, garantir uma oferta segura de energia.

• Do potencial hidrelétrico brasileiro (de cerca de 260 GWh), 30% estão em operação ou construção, 30% são estimados e 40% estão estudados.

• É preciso desburocratizar o processo de inventário (re-alização de estudos), que tem diversas etapas e passa por vários órgãos públicos federais e estaduais.

• Deveria existir um mecanismo para criar reservas de potenciais de energia. Determinadas áreas, onde fosse identificado preliminarmente um potencial de geração de energia elétrica, seriam reservadas, a fim de evitar que uma posterior designação como reserva ambien-tal ou indígena impossibilitasse o aproveitamento do potencial energético.

• São necessários investimentos na rede hidromete-orológica nacional. O aporte de recursos encontra-se ameaçado, no atual Governo, algo que não ocorreu nem mesmo no período da Segunda Guerra Mundial.

• O Brasil deveria adotar metas internas de redução de desmatamento.

• É preciso regulamentar o aproveitamento de água em terras indígenas. Isso deve ser feito com o paga-mento de royalties para os índios, a exemplo de como o sistema foi concebido no Canadá, onde essa provi-dência acarretou um aumento da população indígena nas áreas beneficiadas.

• A Agência Nacional de Águas ainda não desempenha o papel de polícia, no sentido de disciplinar a atuação das empresas de saneamento.

• Apesar da enorme extensão da costa brasileira, não existe monitoramento dos oceanos no País.

• O Greenpeace defende a redução da dependência do modelo hidráulico-térmico na matriz energética brasileira. Dever-se-ia investir em programas de eficiência energé-tica e de geração a partir de fontes renováveis.

• O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), não incorpora as mudanças climáticas no planejamento estratégico do setor.

• Uma política nacional sobre mudanças climáticas deve contemplar três aspectos importantes: deve relacionar desmatamento e questão energética; estimular a efi-ciência energética e prever a inserção obrigatória de energias renováveis no sistema elétrico brasileiro.

• Será, em breve, implantada no Ceará uma estação de geração elétrica com uso de energia maremotriz, com apoio e projeto da COPPE/UFRJ.

Brasília, 27 de Agosto de 2007. – Deputado Eduardo Gomes.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59109

RELATÓRIO DE VIAGEM

Relatório de viagem em missão oficial, realizada em 30 e 31 de agosto de 2007, para trabalhos da CPI do Sistema Carcerário, na cidade de Ipaba – MG.

INTRODUÇÃO

Nos termos do Requerimento n° 1, da Comis-são Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o Sistema Carcerário Brasileiro, de autoria do Deputado Raul Jungmann, aprovado na reunião de 23 de agosto de 2007, um grupo de parlamentares da CPI dirigiu-se

à cidade de Ponte Nova, situada na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais nos dias 24 e 25 de agosto.

Na segunda audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito, realizada em 30 de agosto, a Comissão aprovou requerimento do Presidente e do Relator Deputados Neuci-mar Fraga e Domingos Dutra de oitiva de novos depoentes sobre os fatos ocorridos na cadeia de Ponte Nova.

Para dar seguimento aos trabalhos, no dia 30 e 31 de agosto, a CPI voltou ao Estado de Minas Gerais, desta vez ao Município de Ipaba. A Comissão, nesta segunda diligência, compôs-se do Presidente da CPI, Deputado Neucimar Fraga; do Relator da CPI, Deputado

RELATÓRIO DE VIAGEM

EVENTOAudiência Pública

LOCALRio de Janeiro

DATA 23-8-2007

OBJETIVODebater o tema Mudanças Climáticas – Desafios para o setor elétrico brasileiro

PALESTRANTESProf. Maurício Tolmasquim – Diretor-Presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética)

Roberto D’Araújo – Consultor

Prof. Marcos Freitas – Coordenador Executivo do Ins-tituto Virtual Internacional de Mudanças Climáticas – IVIG/COPPE/UFRJ

SÍNTESEA estreita relação entre a geração de energia e as alterações climáticas foram o objeto dessa Audiência Pública. Tivemos, ainda, a oportunidade de conhecer, em profundidade, o que os setores energéticos brasi-leiros estão fazendo e planejando fazer para mitigar esses efeitos e se adaptar a eles. O conhecimento aurido nos ajudará a propor as medidas necessá-rias à resolução desse grave problema. – Deputado Sarney Filho, PV-MA.

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59110 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Domingos Dutra, e dos Deputados Alexandre Silveira e Paulo Abi-Ackel.

A diligência decorreu da necessidade de escla-recer: a) de que celas partiram, realmente, os ataques aos presos da cela de nº 8; b) se foi utilizada subs-tância inflamável; c) possíveis vínculos com o tráfico internacional de drogas; d) a efetiva participação de policiais na facilitação de armas, drogas, celulares e outros objetos no interior da cadeia.

Em face da segurança dos presos, ressaltada pelos Deputados Alexandre Silveira e Paulo Abi-Ackel e pelo Se-cretário de Defesa Social, Dr. Maurício de Oliveira Campos Júnior, a Comissão resolveu transferir o depoimento dos depoentes da Assembléia Legislativa de Minas, em Belo Horizonte para a Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, situada no Município de Ipaba, na região do Vale do Aço.

A diligência saiu de Brasília às 8h, em aeronave cedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, che-gando às 10h na cidade de Ipatinga, sendo recebida por Genilson Ribeiro Zeferino, Subsecretário de Administração Prisional do Estado de Minas Gerais, pelo Secretário de Defesa Social, Dr. Maurício de Oliveira Campos Júnior, pelo Tenente-Coronel JOSÉ DIMAS – Assessor da Polícia Militar de Minas Gerais, por Cristiane Lima – Assessora da Polícia Civil, ligados à Secretaria de Estado e Defesa Social, dirigindo-se em seguida para cidade de Ipaba.

Antes de iniciar a audiência, a Comissão decidiu visitar o interior da Penitenciária de Ipaba. Acompa-nhada do Diretor do Presídio, Sr. Adão dos Anjos, a Comissão constatou na mencionada penitenciária re-alidade oposta à da cadeia de Ponte Nova: presos em celas individuais; várias oficinas de trabalho; escola;

quadra de esporte para atividade físicas; atendimento médico aos detentos; bom refeitório.

DA AUDIÊNCIA:

Na penitenciária de Ipaba foram ouvidas as seguintes pessoas:

• Wanderley José Miranda – Delegado

• Antero Marcos de Sousa – Agente de Polícia

• Paulino Delfino – Agente de Polícia

• Marco Aurelio Crisóstomo de Oliveira – Agente de Polícia

• Maurício Alvim Campos – Agente de Polícia

• Francisco Felicio de Araújo – Detento

• Luiz Geraldo dos Santos – Detento

• José Santana da Silva – Detento

• Paulo Cezar Lopes – Delegado

• Wanderson Luiz Januário – Detento

• Kassimira Clemenete Maria – Albergada

• Adair José Ferreira – Detento

• Wallison Mascedo Pinto – Detento

• Washington Luiz Araújo Alves – Detento

O retorno à Brasília aconteceu no dia 31 de agos-to, saindo de Minas Gerais às 3:45 da manhã, na mes-ma aeronave.

Brasília, 13 de setembro de 2007. – Domingos Dutra, Deputado Federal (PT/MA), Relator.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59111

RELATÓRIO DE VIAGEM

Relatório de viagem em missão oficial, realizada em 30 e 31 de agosto de 2007, para trabalhos da CPI do Sistema Carcerário, na cidade de Ipaba – MG.

INTRODUÇÃO

Nos termos do Requerimento nº 1, da Comis-são Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o Sistema Carcerário Brasileiro, de autoria do Depu-tado Raul Jungmann, aprovado na reunião de 23 de agosto de 2007, um grupo de parlamentares da CPI dirigiu-se à cidade de Ponte Nova, situada na Zona da Mata do Estado de Minas Gerais nos dias 24 e 25 de agosto.

Na segunda audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito, realizada em 30 de agosto, a Comissão aprovou requerimento do Presidente e do Relator Deputados Neucimar Fraga e Domingos Dutra de oi-tiva de novos depoentes sobre os fatos ocorridos na cadeia de Ponte Nova.

Para dar seguimento aos trabalhos, no dia 30 e 31 de agosto, a CPI voltou ao Estado de Minas Ge-rais, desta vez ao Município de Ipaba. A Comissão, nesta segunda diligência, compôs-se do Presidente da CPI, Deputado Neucimar Fraga; do Relator da CPI, Deputado Domingos Dutra, e dos Deputados Alexandre Silveira e Paulo Abi-Ackel.

A diligência decorreu da necessidade de escla-recer: a) de que celas partiram, realmente, os ataques aos presos da cela de n° 8; b) se foi utilizada subs-tância inflamável; c) possíveis vínculos com o tráfico internacional de drogas; d) a efetiva participação de policiais na facilitação de armas, drogas, celulares e outros objetos no interior da cadeia.

Em face da segurança dos presos, ressaltada pelos Deputados Alexandre Silveira e Paulo Abi-Ackel e pelo Secretário de Defesa Social, Dr. Maurício de Oliveira Campos Júnior, a Comissão resolveu trans-ferir o depoimento dos depoentes da Assembléia Legislativa de Minas, em Belo Horizonte para a Pe-nitenciária Dênio Moreira de Carvalho, situada no Município de Ipaba, na região do Vale do Aço.

A diligência saiu de Brasília às 8 horas, em aero-nave cedida pelo Governo do Estado de Minas Gerais, chegando às 10 horas na cidade de Ipatinga, sendo recebida por Genilson Ribeiro Zeferino, Subsecretário de Administração Prisional do Estado de Minas Ge-rais, pelo Secretário de Defesa Social, Dr. Maurício

de Oliveira Campos Júnior, pelo Tenente-Coronel José Dimas – Assessor da Polícia Militar de Minas Gerais, por Cristiane Lima – Assessora da Polícia Civil, liga-dos à Secretaria de Estado e Defesa Social, dirigindo-se em seguida para cidade de Ipaba.

Antes de iniciar a audiência, a Comissão deci-diu visitar o interior da Penitenciária de Ipaba. Acom-panhada do Diretor do Presídio, Sr. Adão dos Anjos, a Comissão constatou na mencionada penitenciária realidade oposta à da cadeia de Ponte Nova: presos em celas individuais; várias oficinas de trabalho; escola; quadra de esporte para atividade físicas; atendimento médico aos detentos; bom refeitório.

DA AUDIÊNCIA:

Na penitenciária de Ipaba foram ouvidas as seguintes pessoas:

• WANDERLEY JOSÉ MIRANDA – DE-LEGADO

• ANTERO MARCOS DE SOUSA – AGENTE DE POLÍCIA

• PAULINO DELFINO – AGENTE DE POLÍCIA

• MARCO AURELIO CRISÓSTOMO DE OLIVEIRA – AGENTE DE POLÍCIA

• MAURÍCIO ALVIM CAMPOS – AGEN-TE DE POLÍCIA

• FRANCISCO FELICIO DE ARAÚJO – DETENTO

• LUIZ GERALDO DOS SANTOS – DETENTO • JOSÉ SANTANA DA SILVA – DETENTO

• PAULO CEZAR LOPES – DELEGADO

• WANDERSON LUIZ JANUÁRIO – DE-TENTO

• KASSIMIRA CLEMENETE MARIA – ALBERGADA

• ADAIR JOSÉ FERREIRA – DETENTO

• WALLISON MASCEDO PINTO – DE-TENTO

• WASHINGTON LUIZ ARAÚJO ALVES – DETENTO.

O retorno a Brasília aconteceu no dia 31 de agosto, saindo de Minas Gerais às 3h 45min da ma-nhã, na mesma aeronave.

Brasília, 13 de setembro de 2007. – Deputado Neucimar Fraga (PR – ES), Presidente.

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59112 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

COMISSÃO MISTA DE PLANOS, ORÇAMENTO PU-BLICOS E FISCALIZAÇÃO Seminários Regionais da Comissão Mista de Orçamento Porto Velho/RO – Be-lém/PA – Cuiabá/MT – Belo Horizonte/MG – Florianó-polis/SC Período: 20, 21, 24, 27 de novembro e 8 de outubro de 2007

RELATÓRIO DE VIAGEM

ATO DA MESA Nº 35, DE 2003

Senhor Presidente,Cumprimentando-o cordialmente, apresento à

Vossa Excelência relatório de viagem que inclui nove cidades, nas quais compareci na condição de relator do Plano Plurianual (2008-2011) e membro da Comissão Mista de Orçamento durante a realização dos Seminários Regionais da Comissão Mista de Orçamento nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Sul.

Seminários para apresentação e debate do PPA (2008-2011) e PLOA 2008

REGIÃO NORTE

Porto Velho

Data: 20 de setembro de 2007.

Horário: 9h00 – Abertura Oficial

Local: Plenário das Deliberações da Assembléia Le-gislativa do Estado de Rondônia, em Porto Velho.

A Comissão Mista do Orçamento deu início aos seminários regionais para ampliar a participação popu-lar no processo orçamentário, em Porto Velho (RO), no dia 20, de setembro. Os trabalhos foram coordenados pelo Senador José Maranhão, Presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamento Público e Fiscalização.

Durante o seminário, que durou mais de quatro horas, os deputados e senadores da Comissão ouviram as demandas da sociedade e receberam de diversas entidades sugestões para investimentos em áreas como energia, infra-estrutura e educação. Cerca de 25 entida-des da sociedade civil participaram do seminário.

Abordamos, na nossa apresentação, os princi-pais pontos da posposta orçamentária para o Brasil e, mais detalhadamente, para a região Norte e o Estado de Rondônia.

A Comissão distribuiu, durante a audiência, uma série de materiais didáticos sobre maneiras de partici-par da definição dos gastos públicos do próximo ano. Durante o primeiro seminário regional para ouvir as demandas da sociedade, realizado hoje em Porto Ve-lho (RO), foram oferecidos 20 CD da radionovela “Na Ponta do Lápis”, elaborada pela Secretaria de Comu-nicação da Câmara, para serem distribuídos entre as rádios regionais. Também foram distribuídas dezenas de cartilhas explicativas sobre a composição do Or-çamento e maneiras da população influenciar, junto a seus representantes no Congresso Nacional, na defi-nição de prioridades nos gastos públicos.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59113

Belém

Data: 21 de setembro de 2007.Horário: 9h00 – Abertura OficialLocal: Plenário da Assembléia Legislativa do Estado do Pará, em Belém.

O Pará foi o segundo estado a ser visitado pela comitiva da Comissão do Orçamento, no dia 21 de setembro. Entidades ligadas ao setor pesqueiro esti-veram presentes no seminário e apresentaram suas reivindicações. Outras demandas apresentadas durante o seminário foram a criação da Universidade Federal Rural do Pará, recuperação da BR-422 e mais inves-timentos em saúde e saneamento.

O Governador de Roraima, Otomar Pinto, aprovei-tou o debate para entregar aos relatores um documento com as prioridades para Roraima. Após o seminário, os parlamentares da Comissão também se reuniram com a Governadora do Estado do pará, Ana Júlia Carepa.

REGIÃO CENTRO-OESTECuiabá

Data: 24 de setembro de 2007.

Horário: 9h00 – Abertura Oficial

Local: Plenário das Deliberações da Assembléia Le-gislativa do Estado do Mato Grosso, em Cuiabá.

Da região Norte, a caravana do Orçamento seguiu para região Centro-Oeste, onde realizou seminário em Cuiabá (MT), no dia 24 de sembro.

Entre as reivindicações feitas no evento por entida-des da sociedade civil estão o financiamento do trans-porte escolar, a ampliação dos programas de esporte e lazer para jovens, o aumento de verbas para o Hospital Universitário de Mato Grosso, investimentos na agricultu-ra familiar, o acesso à eletricidade nas escolas rurais, o asfaltamento da BR-343 e mais recursos para merenda escolar e para a construção de escolas no campo.

Durante nossa apresentação, além de destacar pontos importantes da proposta orçamentária, também informamos sobre um mecanismo para garantir o equi-líbrio de emendas no Orçamento entre as bancadas estaduais. Ou seja, nenhuma bancada estadual terá menos de 18 ou mais de 23 emendas.

BrasíliaData: 9 de outubro de 2007.Horário: 14h00 – Abertura OficialLocal: Plenário 2 do Anexo II da Câmara dos Depu-tados em Brasília, Distrito Federal.

O último da série de seminários regionais da Co-missão do Orçamento realizados em todo o País, acon-teceu no dia 10 de outubro, no Plenário 2 da Câmara dos Deputados em Brasília. Na ocasião, apresentamos, além dos principais pontos da proposta orçamentária, um balanço dos seminários realizados nas cinco regi-

ões do País. Representantes de diversos segmentos da sociedade civil estiveram presentes na audiência que reuniu cerca de 300 pessoas. Durante o encontro, foram apresentadas mais de 100 sugestões de emendas ao Orçamento e ao PPA. Em todos os seminários, foram apresentadas um total de mais de 1,1 mil sugestões.

Diferentemente das outras audiências, que prio-rizaram sugestões para infra-estrutura, a de Brasília foi marcada por propostas para áreas sociais, como educação, saúde, povos indígenas, meio ambiente, ciência e tecnologia e esporte.

Entre as sugestões apresentadas estão a constru-ção de um museu de ciência e tecnologia em Brasília, resgatando um antigo projeto do antropólogo e educador Darcy Ribeiro; a liberação de recursos para pesquisas no bioma do cerrado; a inclusão de um dispositivo que proíba o contingenciamento de recursos para progra-mas voltados a pessoas com deficiência; e a criação de um programa para atender exclusivamente as crianças portadoras de autismo e síndrome de Asperger (uma forma branda de autismo). Além da ampliação dos re-cursos para o esporte também foi cobrada.

REGIÃO SUDESTE

Belo Horizonte

Data: 27 de setembro de 2007. Horário: 14h00 – Aber-tura OficialLocal: Plenário Juscelino Kubitschek da Assembléia Le-gislativa do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

No Sudeste, Minas Gerais foi o estado que rece-beu a caravana da Comissão do Orçamento. Realizada a abertura pelo representante da Assembléia Legislativa, em seguida a condução dos trabalhos foi realizada pelo Presidente da Comissão Mista, Senador José Maranhão/PMDB – PB. O relator do PPA, Deputado Cláudio Vignatti/PT – SC e Relator-Geral do Orçamento, Deputado José Pimentel do PT – CE apresentaram os pontos principais do PPA (2008-2011) do PLOA (2008) respectivamente e as autoridades políticas e representantes sociedade civil dos setores empresariais, dos sindicatos, associações e organizações não governamentais se revezaram na palavra para solicitar recursos prioritários para a região Sudeste e em específico para o Estado de Minas Gerais. Estiveram presentes na reunião o Vice-Presidente da Câ-mara, Deputado Nárcio Rodrigues(MG), Deputado Rafael Guerra(PSDB/MG), o vice-líder do Governo no Congres-so, Deputado Gilmar Machado, as Deputadas Maria do Carmo Lara(PT/MG) e Jô Morais(PcdoB/MG).

REGIÃO NORDESTE

Fortaleza

Data: 1 de outubro de 2007

Horário: 9h – Abertura Oficial

Local: Plénário da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará, em Fortaleza.

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59114 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Cerca de 400 pessoas estiveram presentes na Assembléia Legislativa do Ceará, em Fortaleza, no dia 1° de outubro, para debater o Orçamento da União para 2008. O seminário regional realizado pela Comissão Mista do Orçamento no estado teve grande participa-ção mobilização popular. Ao todo, foram apresentadas 158 sugestões de emendas ao Orçamento para 2008 durante a audiência no Ceará.

A maior parte das sugestões de emendas apre-sentadas na capital cearense é direcionada para o for-talecimento dos perímetros irrigados no âmbito do De-partamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), órgão do Ministério da Integração Nacional em Fortaleza. Como resposta à demanda, vamos nos reunir com as bancadas dos nove estados do Nordeste, além das de Minas Gerais e Espírito Santo, abrangendo todo o semi-árido do país, para discutir a apresentação de emendas, inclusive de comissões da Câmara dos Deputados que atendem essa região, como a de desenvolvimento re-gional e a da Amazônia Legal, para fortalecer o Dnocs, responsável pela irrigação de 320 mil hectares.

Servidores do Dnocs também estiveram presentes e reivindicaram a reestruturação do Departamento e a equi-paração salarial com outras instituições do governo federal. Outros pleitos apresentados são voltados para o setor pes-queiro, em especial para a criação com recursos federais de um centro de capacitação e para a construção de cis-ternas caseiras para captação das águas da chuva.

Durante o seminário, apresentamos os princi-pais números da proposta orçamentária, destacando aqueles destinados ao Ceará, o terceiro estado do Nordeste em montante de recursos destinados no Orçamento para 2008. Pela proposta, estão previstos R$981 milhões para investimentos e R$2,92 bilhões para despesas totais.

Salvador

Data: 4 de outubro de 2007

Horário: 14h – Abertura Oficial

Local: Plenário Cosme de Farias da Câmara Municipal de Salvador, na Bahia

A Comissão Mista de Orçamento recebeu 86 su-gestões de emendas ao Orçamento para 2008 e ao Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 durante o seminário realizado no dia 4 de outubro, na Câmara Municipal de Salvador.

Durante nossa apresentação, apontamos a recupe-ração das rodovias federais como uma das prioridades no orçamento da Bahia é a recuperação das rodovias federais, que tem investimentos previstos de R$447,32 milhões.

Outras prioridades do estado são os projetos de irrigação, que totalizam R$131 milhões; e ações de re-vitalização do rio São Francisco, num total de R$394,3 milhões, com obras de saneamento das cidades ribei-rinhas e recuperação das matas ciliares.

João Pessoa

Data: 5 de outubro de 2007

Horário: 9h – Abertura Oficial

Local: Auditório Armando Monteiro Neto da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba – FIEP de João Pessoa, no Estado da Paraíba.

A Comissão Mista de Orçamento realizou seminá-rio regional na Federação das Indústrias do Estado da Paraíba, em João Pessoa (PB), no dia 5 de outubro. Ao todo, os participantes apresentaram 177 sugestões de emendas ao projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2008 e ao Plano Plurianual (PPA) 2008-2011.

As principais sugestões apresentadas foram re-lacionadas ao combate à febre aftosa, à transposição das águas do rio São Francisco, à ampliação do aero-porto de João Pessoa e à instalação de um centro de coleta de sêmen bovino na Unidade Experimental de Alagoinha. Participaram do debate, líderes comunitá-rios, vereadores e prefeitos, entre outras pessoas.

REGIÃO SUL

Florianópolis

Data: 8 de outubro de 2007

Horário: 14h – Abertura Oficial

Local: Plenário Deputado Osni Regis da Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina, em Floria-nópolis.

Entidades da sociedade civil organizada dos três estados da região Sul apresentaram 212 sugestões de emendas aos projetos de lei do Orçamento de 2008 e do Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 no seminário da Comissão Mista de Orçamento, realizado em Flo-rianópolis, no dia 8 de outubro.

O destaque em Florianópolis ficou para as suges-tões de criação da Universidade Federal da Mesoregião, duplicação da BR-282 em Santa Catarina e no Rio Gran-de do Sul a implementação da primeira etapa do metrô de superfície que liga São Leopoldo a Novo Hamburgo e da realização de estudos de viabilidade econômica e impacto ambiental para implementação da segunda e terceira etapas do metrô de Porto Alegre.

Outros pedidos tinham como referência a instala-ção de seis centros federais de educação tecnológica (Cefets) em instalação em Santa Catarina.

Outrossim, cientifico a Vossa Excelência que os seminários regionais proporcionaram um amplo de-bate sobre o PPA 2008-2011 e o Orçamento Geral da União para 2008.

Brasília de outubro de 2007. – Deputado Vignatti, PT/SC – Relator do PPA/2008-2011. Ponto 53484.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59115

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59116 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59117

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59118 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

RELATÓRIO DE MISSÃO OFICIAL

Lugar: Fortaleza

Data: 1º de outubro de 2007

Objetivo: As audiências públicas da CMO, que aconte-ceram em todo o País tiveram como objetivo a escuta pelo legislativo da população, dos segmentos organi-zados da sociedade e dos entes federados(estados/municípios) para que de alguma forma se altere ou aperfeiçoe as peças orçamentárias a fim de torná-las mais próximas da realidade e das necessidades básicas do povo brasileiro, guardando as diferenças regionais de cultura, raça, sexo, etc.

Relatório: A viagem ocorreu dentro da normalidade no que concerne aos vôos e hotéis, sem qualquer intercorrência, demonstrando o empenho do Presi-dente e Vice-Presidente da CMO e dos relatores do PPA e LOA – 2008 para que tudo saísse dentro do esperado.

A audiência de Fortaleza foi presidida pelo Se-nador José Maranhão.

Foi a segunda maior audiência em participação popular e sugestões apresentadas.

Aconteceu na Assembléia Legislativa do Esta-do do Ceará, com grande êxito. – Deputado Manoel Junior.

RELATÓRIO DE MISSÃO OFICIAL

Lugar: Belém

Data: 21 de setembro de 2007

Objetivo: As audiências públicas da CMO, que aconte-ceram em todo o País tiveram como objetivo a escuta pelo legislativo da população, dos segmentos organi-zados da sociedade e dos entes federados (estados/municípios) para que de alguma forma se altere ou aperfeiçoe as peças orçamentárias a fim de torná-las mais próximas da realidade e das necessidades básicas do povo brasileiro, guardando as diferenças regionais de cultura, raça, sexo, etc.

Relatório: A viagem ocorreu dentro da normalida-de no que concerne aos vôos e hotéis, sem qualquer intercorrência, demonstrando o empenho do Presi-dente e Vice-Presidente da CMO e dos relatores do PPA e LOA – 2008 para que tudo saísse dentro do esperado.

A audiência de Belém foi presidida pelo Deputado Roberto Rocha (PSDB/MA) e contou com a participa-ção dos parlamentares estaduais e de vários membros da bancada do Pará, bem como de entidades diversas que contribuíram com muitas sugestões. – Deputado Manoel Junior.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59119

RELATÓRIO DE MISSÃO OFICIAL

Lugar: João Pessoa

Data: 5 de outubro de 2007

Objetivo: As audiências públicas da CMO, que aconte-ceram em todo o País tiveram como objetivo a escuta pelo legislativo da população, dos segmentos organi-zados da sociedade e dos entes federados (estados/municípios) para que de alguma forma se altere ou aper-feiçoe as peças orçamentárias a fim de torná-las mais próximas da realidade e das necessidades básicas do povo brasileiro, guardando as diferenças regionais de cultura, raça, sexo, etc.

Relatório: A viagem ocorreu dentro da normalidade no que concerne aos vôos e hotéis, sem qualquer intercorrência, demonstrando o empenho do Presi-

dente e Vice- Presidente da CMO e dos relatores do PPA e LOA – 2008 para que tudo saísse dentro do esperado.

A audiência de João Pessoa aconteceu com muito sucesso, com a participação em massa da população.

Foi a maior das audiências públicas.Realizada no auditório da Fiep.Presidida pelo Senador José Maranhão.

Contou com a presença de várias entidades, entre elas, Universidades, Cefet, Governo do Estado, FaMUP, etc.

Além da população, prestigiaram também a au-diência parlamentares estaduais e federais, prefei-tos e vereadores do estado da Paraíba. – Deputado Manoel Junior.

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59120 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

RELATÓRIO DE MISSÃO OFICIAL

Lugar: Florianópolis

Data: 8 de outubro de 2007

Objetivo: As audiências públicas da CMO, que aconte-ceram em todo o País tiveram como objetivo a escuta pelo legislativo da população, dos segmentos organi-zados da sociedade e dos entes federados (estados/municípios) para que de alguma forma se altere ou aperfeiçoe as peças orçamentárias a fim de torná-las mais próximas da realidade e das necessidades básicas do povo brasileiro, guardando as diferenças regionais de cultura, raça, sexo, etc.

Relatório: A viagem ocorreu dentro da normalidade no que concerne aos vôos e hotéis, sem qualquer intercorrência, demonstrando o empenho do Presi-dente e Vice-Presidente da CMO e dos relatores do PPA e LOA – 2008 para que tudo saísse dentro do esperado.

A audiência de Florianópolis foi presidida pelo Senador José Maranhão. Foi a audiência de maior quantidade de sugestões populares.

Contou com a participação de parlamentares dos estados vizinhos, Rio Grande do Sul e Paraná.

Aconteceu na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. – Deputado Manoel Junior.

RELATÓRIO DE MISSÃO OFICIAL

Lugar: João Pessoa

Data: 5 de outubro de 2007

Objetivo: As audiências públicas da CMO, que aconteceram em todo o País tiveram como objetivo a escuta pelo legislativo da população, dos segmen-tos organizados da sociedade e dos entes federados (estados/municípios) para que de alguma forma se altere ou aperfeiçoe as peças orçamentárias a fim de torná-las mais próximas da realidade e das ne-cessidades básicas do povo brasileiro, guardando as diferenças regionais de cultura, raça, sexo, etc.

Relatório: A viagem ocorreu dentro da normalidade no que concerne aos vôos e hotéis, sem qualquer intercorrência, demonstrando o empenho do Pre-

sidente e Vice-Presidente da CMO e dos relatores do PPA e LOA – 2008 para que tudo saísse dentro do esperado.

A audiência de João Pessoa aconteceu com muito sucesso, com a participação em massa da população.

Foi a maior das audiências públicas.Realizada no auditório da Fiep.Presidida pelo Senador José Maranhão.Contou com a presença de várias entidades,

entre elas, Universidades, Cefet, Governo do Estado, FaMUP, etc.

Além da população, prestigiaram também a au-diência parlamentares estaduais e federais, prefei-tos e vereadores do estado da Paraíba. – Deputado Manoel Junior.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59121

MISSÃO OFICIAL

117° Assembléia da União Interparlamentar (UIP)

Genebra/Suíça 7 a 10 de outubro de 2007

No período de 7 a 10 de outubro de 2007 fui de-signada representante desta casa na Delegação Parla-mentar brasileira presente a 117º Assembléia da União Interparlamentar (UIP) realizado no Centro Internacional de Conferências de Genebra (CICG), quando discutiu-se temas relacionados à democracia, aos direitos humanos e ao meio ambiente. A delegação brasileira foi compos-ta também pelos deputados federais Átila Lins (PMDB – AM) e Maria Helena (PSB – RR) e pelos senadores Antônio Carlos Valadares (PSB – SE), João Pedro (PT – AM) e Rosalba Ciarlini (DEM – RN).

Já na tarde do dia 7 de outubro, participamos da reunião do Grupo Latinoamericano e do Caribe (GRULAC), que está entre os grupos geopolíticos da União Interparlamentar (UIP). O momento serviu para avaliarmos a atuação do GRULAC, relatada através de seus representantes, e também suas conseqüências decisórias entre os países membros.

O dia seguinte foi marcado pela abertura oficial da 117° Assembléia da UIP e de reuniões do Con-selho Diretor, onde foram apresentada propostas de encaminhamentos para o funcionamento burocrático da UIP. A pauta se estendeu para o período da tarde, quando escolhemos representante para dirigir o Co-mitê Executivo.

A reunião da Segunda Comissão Permanente da UIP ocorreu na manhã do dia 9 de outubro. Na oca-sião abordamos a importância e a necessidade dos países desenvolvidos facilitarem a implementação de políticas públicas generalizadas nos países em de-senvolvimento.

Na reunião da Terceira Comissão Permanente da UIP, ocorrida na tarde do dia 9 de outubro, como repre-sentante do Parlamento Brasileiro destaquei nossa experi-ência com políticas públicas relacionadas aos direitos hu-manos e questões de gênero. Eis à seguir minha fala:

“Senhor presidente. Senhores parlamen-tares. É com alegria que falo em nome do parlamento brasileiro. No que tange as desi-gualdades sociais, podemos dizer que o Brasil tem se destacado no combate a tal mazela, ainda que o assunto desperte preocupação,! Na temática das mulheres, das crianças e de todas as formas de discriminação à homosse-xuais, o Parlamento Brasileiro tem tratado tais questões com bastante, relevância.

No enfrentamento constante, verificamos dados alarmantes de mulheres que a, cada minuto são espancadas ou violentadas; de crianças e adolescentes que são submetidas ao trabalho escravo; tráfego de mulheres; além das discriminações aos homossexuais, da ho-mofobia e xenofobia, que nos constrangem e nos instigam a exercer a plenitude do combate e defesa dos direitos humanitários.

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59122 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

As entidades que cuidam da proteção das crianças e de adolescentes estão agora fazendo pressão para que os projetos que mo-dificam o código penal e o estatuto da criança e adolescentes ampliem as punições aos cri-mes contra meninos e meninas.

O parlamento tem cobrado um pacto fe-derativo, com a adesão dos governos estadu-ais e municipais a um código de conduta no turismo que trace um conjunto de normas de combate a essa prática.

No que se refere ao combate a violência as mulheres, temos a Lei Maria da Penha que fundamenta-se na punição severa aos agres-sores, ao atendimento pela autoridade policial, além das iniciativas voltadas para assistência especializadas de profissionais das áreas ju-rídicas e psicossocial.

Temos um grave problema de trabalho forçado de adultos e crianças na agricultura, minas e carvoarias, com crescentes coinci-dências de condições similares a escravidão.

As mulheres brasileiras no seu protago-nismo conquistaram avanços importantes de prevenção e proteção. Destacamos a criação dos juizados especiais e o acesso mais fácil para registros policiais sobre as violências que são cometidas.

A criação do bolsa-família pelo governo bra-sileiro, colabora eficazmente para permanência

das crianças nas escolas, além da instituição de casas de abrigagem e atuação dos conselhos tutelares, com punição para os que praticam o trabalho escravo. A discriminação aos homosse-xuais, apesar de estar presente no dia a dia, tem tido um trabalho para a sua superação. Têm-nos preocupado a homofobia pela sua ampliação.

O que queremos aqui, agora, é também o estabelecimento de mais uma parceria dentro dos elevados princípios que norteiam a UIP e essa qualificada Assembléia; que os direitos humanos não sejam fracionados entre pobres e ricos, entre populações mais abastadas e mais precarizadas, que tais direitos sejam realmente universais.

A vontade de democracia no Brasil é real e está próxima da plenitude, mas precisa de todos para sua consolidação, na superação das nossas desigualdades e na vontade de atingirmos o crescimento e desenvolvimento com solidariedade e igualdade.

Garantir os direitos humanos deve tam-bém ser uma ação de cada um de nós para a construção de uma cultura de paz”.

E assim, o Parlamento Brasileiro marcou sua pre-sença na 117º Assembléia da União Interparlamentar (UIP), o que nos norteia para uma ação parlamentar mais efetiva.

Em 30 de outubro de 2007. – Sandra Rosado, Deputada Federal PSB/RN.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59123

SOUTH AFRICAN MOBILE PHONE SYMPOSIUM JOHANNESBURG – ÁFRICA DO SUL

4-10-2007 A 11-10-2007

RELATÓRIO DE VIAGEM ATO DA MESA N° 35/2003

Senhor Presidente,Apresento a Vossa Excelência o seguinte Relató-

rio de Viagem na condição de representante da Câma-ra dos Deputados, no Simpósio sobre Telefonia Móvel “South African Mobile Phone Symposium”, ocorrido na cidade de Johannesburg, na África do Sul, no período de 6 a 11 de outubro de 2007.

Esta Casa Legislativa esteve representada por mim, Rafael Guerra, como membro da Comissão de Ciência e tecnologia, Comunicação e Informática.

O referido Simpósio ofereceu valiosos subsídios para embasar a discussão do Projeto de Lei que tramita nesta casa, sob o nº 2.576/2000, que dispõe sobre a instalação de fontes emissoras de radiação eletromagnética.

Principais Participantes:

Martin KuscusCEO of the South African Bureau of Standards

Barney De VilliersUniversity of Stellenbosch, South Africa

Emilie Van DeventerWho, Geneva, Switzerland

Joachim SchüzInstitute of Cancer Epidemiology, Danish Cancer So-ciety, Copenhagen, Dermark

Alan W PreeceProfessor Emeritus, University of Bristol, UK

Zenon SienkiewiczHealth Protection Agency, Centre for Radiation, Radia-tion Protection Division, Oxfordshine

Dariusz LeszczynskiStuk – Radiotion and Nuclear Safety Authority, Hel-sinki Finland & Zhejiang University Medical School, Hangzhou, China

Alastair Mckinlay PH.DHead Physical Dosimetry, Radiation Protection Division, Health Protection Agency UK

C-K.ChouIEE International Committee on Electromagnatic Sa-fety, TC 95 cHAIRMAN, USA

Niels KusterIT’IS, Zurich, Switzeriand

Peter Zollman – IEC

Martin RöösliUniversity or Bern, Switzerland

Michael KundiMedical University of Vienna

Leon Du ToitSouth African Department of. Health

Atenciosamente, – Deputado Rafael Guerra, PSDB/MG.

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59124 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

RELATÓRIO DA VIAGEM A ÁFRICA DO SUL/ANGOLA

(MISSÃO OFICIAL PELA CÂMARA DOS DEPUTADOS)

PERÍODO: 14 à 19 de outubro de 2007

OBJETIVO: Representar a Câmara dos Deputados na II Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Fórum Índia – Brasil – África do Sul (IBAS)

LOCAL: Joanesburgo/Pretória (África do Sul)

Despesas: passagem aérea de ida e diárias (5) cinco concedidas pela Câmara dos Deputados. Passagem aérea de volta em avião da Comitiva Presidencial.

Roteiro de Viagem

Dia 14-10 – Embarque no Aeroporto Internacional de Guarulhos

Dia 15-10 – Chegada no Aeroporto Internacional de Joanesburgo

CredenciamentoEncontros BilateraisHospedagem no Hotel Don Sandton II & IV (lo-

cal do evento)

Dia 16-10 – 9h30 – Abertura do Fórum Parlamentar do IBAS – Sandton Convenction Centre – Joanesburgo

Considerações de Hon Fatima Hajaig (África do Sul)

9h45 – Sessão II (Brasil) – Dimensão Parlamentar do Fórum IBSA: Possíveis paradigmas: reestruturação, funções, monitoramento, etc.

Fala dos Parlamentares de Brasil, Índia e África do Sul

10h15 – Discussão e considerações políticas

12h30 – Interrupção para o almoço

13h45 – Sessão III (Índia) – Troca de informaçõesFala dos Parlamentares do Brasil, Índia e África

do Sul

14h45 – Estratégia Global de CooperaçãoFala dos Parlamentares do Brasil, Índia e África

do Sul

16h00 – Sessão IV (África do Sul) – Relações entre os povos

16h45 – Colaboração para projetos especiaisFala dos Parlamentares do Brasil, Índia e África

do Sul

17h15 – Conclusão dos Trabalhos

19h30 – Coquetel de confraternização cultural

20h00 – Apresentações culturaisKuchipudi dance troup (Índia)Maogani Guitar Quartet (Brasil)The Songs of Madosini (África do Sul) Ciacona

& Tshikona (África do Sul)

Participantes do Fórum Parlamentar:

África do Sul – Hon F Halaij, D Motubatse-Hounkpa-tin, S Blanche, M Ramgobin, Rwexana, C Morkel, Mohamed e General B Holomisa e Ms. B. Cabangana (Parlamento Af. Sul)

Índia – Hon Mrs K. Tirath e H Pathak. Mrs. S. Dhobal (Alto Comissariado da Índia)

Brasil – Senador Jonas Pinheiro, Senador Sibá Machado, Deputado Carlos Vieira da Cunha (Presi-dente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados) e Deputado Carlito Merss (membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados). Embaixador Diniz Bran-dão, do Ministério das Relações Exteriores.

Dia 17-10 – 10h00 – Encontro de Cúpula dos Chefes de Estado do IBAS – Pretória

Fala do Presidente Mheki (África do Sul)Fala do Presidente Lula da Silva (Brasil)Fala do Primeiro Ministro Singh (Índia)Relatórios dos Seminários: Acadêmico, Parlamen-

tar, Sociedade Civil, das Mulheres, Empresarial.Despedidas finais dos presidentes

12h15 – Encontro do Conselho Empresarial do IBAS e assinatura de convênios de cooperação nas áreas de administração pública, administração tributária, arte e cultura, educação, captação de recursos, saúde e medicina e desenvolvimento social.

15h15 – Encontros Bilaterais

19h35 – Deslocamento para o aeroporto de Joanes-burgo – viagem na Comitiva do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Luanda – Angola

Dia 18-10 – 8h45 – Deposição de uma coroa de flores ao Monumento do primeiro Presidente da República de Angola, Dr. Antonio Agostinho Neto

9h15 – Conversações oficiais Brasil/AngolaFala do Presidente José Eduardo dos Santos

(Angola)Fala do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

(Brasil)

11h00 – Assinatura de Acordos

11h30 – Sessão Solene Extraordinária da Assembléia Nacional no Palácio dos Congressos

13h00 – Almoço Oficial

16h30 – Visita ao Primeiro Vice-Presidente e Presiden-te em Exercício da Assembléia Nacional, João Manuel Gonçalves Lourenço

17h00 – Cerimônia de Encerramento de Seminário de Empresários angolanos e brasileiros

18h00 – Regresso ao Brasil

Dia 19-10 – Chegada ao Brasil (Brasília)

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59125

Pontos discutidos no Encontro do IBAS:

1. A criação de um “Plano de Joanesburgo para a implantação da Cúpula Mundial sobre o desenvolvimento sustentável” – plataforma de desenvolvimento econômi-co, ambiental e social com combate à pobreza e promo-ção dos direitos humanos e da inclusão social.

2. Fortalecimento da vertente política do IBAS.3. O incentivo a encontros ministeriais que pro-

movam o intercâmbio em áreas como defesa, saúde, por exemplo.

4. A reforma do Conselho de Segurança.5. Participação do IBAS na implementação das

políticas de combate à fome e à pobreza na África.6. Ampliação do comércio no bloco, com su-

peração das limitações de infra-estrutura e logística e aumento do volume de negociações.

7. Uso do Fundo IBAS para investimentos na unidade sul-sul.

8. Possível intercâmbio na área de “mudança climática”.

9. Expansão do G-5 e G-8.10. Rodada de Doha.

Conclusão:A reunião do II Fórum Parlamentar do IBAS foi bas-

tante proveitosa pois, simultaneamente ao encontro de Cúpula dos Chefes de Estado e dos Seminários Temáticos, tivemos a oportunidade de avançar negociações visando consolidar as relações políticas deste importante bloco de países em desenvolvimento. Nossas semelhanças eco-nômicas e sociais garantiram um encontro parlamentar de grande envergadura, que tratou de forma soberana o fortalecimento do eixo sul-sul. A presença da Câmara dos Deputados foi fundamental na contribuição para o avan-ço de temas como o combate à pobreza, à corrupção, o desenvolvimento econômico e a sustentabilidade am-biental, a inovação tecnológica, a pesquisa agropecuária, a redução de barreiras ao comércio internacional, o uso de fontes alternativas de energia, a cooperação educa-

cional e outros que foram tratados, neste curto espaço de tempo, de forma profunda e qualificada. Particularmente, avalio como bastante produtivos os debates ocorridos no Encontro Parlamentar, a respeito de política externa e do papel dos legisladores na facilitação das relações internacionais. Sobretudo, quando o aprofundamento da relação sul-sul pauta os compromissos com as Metas de Desenvolvimento Social do Milênio, de erradicação da fome e da pobreza, especialmente. A reunião de Jo-anesburgo deu um grande passo para o fortalecimento de novas instituições que possam produzir resultados concretos no enfrentamento das políticas debatidas, como o Fundo IBAS, de financiamento de ações como os resíduos sólidos, o combate à Aids e a infra-estrutura em países do terceiro mundo. A ação da trilateral é uma nova opção de desenvolvimento econômico e articulação política frente à, globalização econômica em curso. Se afirma nas negociações como alternativa para o diálogo sul-sul, para o estabelecimento de uma estratégia global de cooperação e para o fortalecimento da democracia, da troca de informações sobre processos legislativos e sobre experiências democráticas.

Por fim, aproveitando oportunidade concedida pela Comitiva do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parti-cipei, no retorno, como convidado, da visita presidencial à Angola. Além de numerosos contatos empresariais e intercâmbios temáticos, participamos também de uma sessão solene da Assembléia Nacional de Angola, oca-sião em que novamente travamos contatos com parla-mentares africanos que serão de grande valia para o nosso trabalho na Câmara dos Deputados, no Brasil.

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59126 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Brasília, 1º de novembro de 2007

Excelentíssimo SenhorDeputado Arlindo Chinaglia DD. Presidente da Câmara dos DeputadosNesta

Senhor Presidente,Atendendo convocação de Vossa Excelência,

comunico-lhe que aceito assumir o mandato de Depu-tado Federal, na qualidade de titular, pelo Estado da Paraíba, a partir desta data.

Atenciosamente, – Walter Correia de Brito Neto, PRB/PB.

Publique-se, nos termos do art. 56, § 1º, da CF, c/c com art. 241, inciso I, do RICD. Ao Senhor Diretor-Geral.

Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-sidente.

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 171, DE 2007

(Do Sr. Rogerio Lisboa e outros)

Acrescenta o parágrafo único ao art. 21, e o § 5º ao art. 177 da Constituição Fe-deral, de forma a permitir que empresas privadas possam atuar na pesquisa e lavra de minérios e minerais nucleares e seus derivados, flexibilizando o monopólio da União.

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania Apreciação:

Proposição Sujeita à Apreciação do PlenárioAs Mesas da Câmara dos Deputados e do Sena-

do Federal, nos termos do parágrafo 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte emenda ao texto constitucional:

Art. 1º O Art. 21 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo único:

“Art. 21. ................................................. ..............................................................Parágrafo único. Lei complementar esta-

belecerá as normas gerais para que empresas privadas também possam atuar na pesquisa e lavra de minérios e minerais nucleares e seus derivados.

Art. 2º O Art. 177 da Constituição Federal passa a vigorar acrescido do seguinte parágrafo 5º:

“Art. 177. .............................................. ..............................................................§ 5º Lei complementar estabelecerá as

normas gerais para que empresas privadas

também possam atuar na pesquisa e lavra de minérios e minerais nucleares e seus de-rivados.

Art. 3º Esta Emenda Constitucional entra em vi-gor na data da sua publicação.

Justificação

A crescente demanda mundial por energias menos poluentes tem tornado a energia nuclear uma das op-ções mais adotadas em diversos países. Com isso, os preços do urânio dispararam no mercado internacional. O Brasil, detentor da sexta maior reserva de urânio e de um status de liderança mundial no setor de mineração, tem todas as condições para atingir um papel de lide-rança global também no fornecimento deste importante insumo energético. Isso geraria divisas para o país, mais empregos para a população e um crescimento mais ace-lerado da economia nacional. Mas, para isso, é preciso estruturar urgentemente a indústria do urânio.

Desde o término da “guerra fria” em 1989, o urâ-nio vinha sendo negociado a preços na faixa de U$8 a U$12 por libra, em virtude principalmente da liberação gradual pelos Estados Unidos e Rússia dos estoques para fins militares mantidos durante aquele período. Esta prática resultou no “dumping” de preços. O mer-cado permaneceu assim até meados de 2003, quando houve forte indicação da redução daqueles estoques militares bem como dos estoques estratégicos man-tidos por países dependentes da importação e por empresas geradoras de energia. Desde então, o pre-ço do urânio vem crescendo vertiginosamente, tendo atingido este ano valores acima de 130U$/libra, devido à maior aceitação da energia nuclear frente a custos mais elevados do petróleo e à tendência de redução das emissões de dióxido de carbono.

O UBS fez recentemente uma estimativa de que o urânio chegue a 127U$/libra este ano, subindo para 196 dólares em 2008 e continuando a trajetória de alta por vários anos. O relatório do banco cita como prin-cipais motores de alta: a baixa oferta, o horizonte de tempo necessário para novos investimentos produtivos e a perspectiva de demanda crescente.

Atualmente, existem 437 reatores em operação, outros 74 em construção e ainda 182 sendo planejados, segundo a Associação Nuclear Mundial. A demanda atual é de aproximadamente 80 mil toneladas de urânio por ano, enquanto a extração é de 60 mil toneladas. Esse déficit tem sido atendido por material enriquecido reutilizado de ogivas nucleares desativadas.

Mas esse déficit não significa que faltam reservas minerais de urânio no mundo. Devido ao “dumping” nos preços durante 14 anos, o mercado produtor se retraiu e não investiu no crescimento da produção. Entretanto,

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com os preços atuais, está havendo, no exterior, um retorno maciço dos investimentos em prospecção de urânio. A própria Companhia Vale do Rio Doce anun-ciou recentemente investimentos em prospecção de urânio no oeste da Austrália.

Enquanto isso, no Brasil, a exploração de urânio, atualmente monopólio da União, mantém-se estagnada há várias décadas. Os estudos de prospecção e pesqui-sas geológicas para identificação de urânio no território nacional foram realizados em apenas 25% do território nacional no início dos anos 80. Desde então, não se in-veste um centavo em prospecção de urânio no país.

Mesmo com apenas 25% do território prospec-tado, o Brasil possui a 6ª maior reserva geológica de urânio do mundo – cerca de 309.000t – principalmente nos Estados da Bahia, Ceará, Paraná e Minas Gerais. Além disso, existem as ocorrências uraníferas asso-ciadas a outros minerais, como aqueles encontrados nos depósitos de Pitinga no Estado do Amazonas e área de Carajás, no Estado do Pará, com um potencial adicional estimado de 150.000t.

As reservas atuais permitem o atendimento das necessidades domésticas a longo prazo, e ainda a disponibilização de um amplo volume excedente para o mercado externo. Considerando um aproveitamen-to efetivo de 50% das reservas atuais, temos urânio suficiente para 40 anos de operação de 12 usinas nu-cleares do porte de Angra 2. E estas reservas podem ser ampliadas significativamente com novos trabalhos de prospecção e pesquisa mineral.

A demanda por urânio no Brasil tende a crescer nos próximos anos com a aprovação de Angra 3 e da evolução no planejamento de novas usinas nucleares. E países como a Índia e a França, por exemplo, já demons-traram forte interesse em comprar urânio do Brasil.

É notória a necessidade de amplos investimen-tos para exploração das reservas já conhecidas e para trabalhos de prospecção de novas reservas. Todavia, a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) não dispõe de estrutura e recursos suficientes para liderar esta empreitada. Assim, é premente a necessidade de re-estruturarmos nossa política de extração de urânio a fim de não perdermos o “boom” desse mercado.

Diante destes fatos, a flexibilização do monopólio da pesquisa e lavra de minérios nucleares, configura-se em uma proposta não somente plausível, mas também urgente para o desenvolvimento do setor. É preciso dinamizar este mercado e permitir que em-presas privadas também tenham a opção de investir neste setor. A abertura do mercado tem o potencial de gerar resultados expressivos, como aqueles conse-guidos com a flexibilização do monopólio do petróleo,

que já completa 10 anos e representa um exemplo de desenvolvimento.

A Lei do Petróleo em 1997 criou um novo para-digma na gestão e gerenciamento dos nossos recur-sos naturais. Além da auto-suficiência, foram obtidos resultados expressivos como:

– aumento significativo da produção;– aumento na arrecadação de tributos, – atração de investimentos privados, – fortalecimento da indústria nacional

fornecedora,– geração de trabalho e renda, – distribuição da riqueza entre os entes

federativos,– influência efetiva no crescimento do

PIB, entre outras coisas.

Somente para citar alguns números, a participação do petróleo no PIB nacional saltou de 2,8% em 1997 para mais de 10% atualmente e a previsão de investimentos até 2012 é de mais de U$ 120 bilhões. Em 1997, reco-lhiam-se apenas R$0,2 bilhões a título de royalties. Já em 2006 foram arrecadados R$7,7 bilhões de royalties e R$8,8 bilhões de participações especiais.

Durante todo o debate que precedeu a mudan-ça da Constituição e a aprovação da Lei 9.478 (Lei do Petróleo), a oposição afirmava que, com o fim do exercício do monopólio, as grandes multinacionais do petróleo tomariam conta do setor e a Petrobras se-ria sucateada e privatizada. Ao invés disso, a Lei do Petróleo inaugurou uma fase gloriosa da Petrobras e do setor de petróleo brasileiro. Entre 1997 e 2007 a produção de petróleo mais que duplicou, passando de 866 mil para 1,8 milhões de barris/dia, com as re-servas crescendo de 7 para 12 bilhões de barril. E a Petrobras passou de um lucro de R$2 bilhões em 1997 para R$26 bilhões em 2006.

A atividade de exploração e produção foi a maior beneficiária. Desde 1999, foram realizadas 7 rodadas de licitações de blocos exploratórios que arrecadaram R$3,3 bilhões em bônus de assinatura. No total, foram concedi-dos 582 blocos exploratórios atraindo 30 novas empresas operadoras, tanto nacionais como internacionais.

Resultados expressivos como esses podem ser obtidos também na mineração, setor tão importante quanto o petróleo na economia nacional. Os números demonstram a força do setor de mineração brasileiro. A produção de minérios em 2006 foi de aproximadamente R$100 bilhões, excluídos petróleo, gás e derivados. As exportações de minério totalizaram R$29,17 bilhões, e as importações R$11,91 bilhões, o que resultou em um saldo de R$17,26 bilhões. As perspectivas de crescimento apontam para uma produção em 2007

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da ordem de R$108 bilhões, com elevação também do volume exportado. De acordo com o Instituto Bra-sileiro de Mineração (IBRAM), a geração de empregos na mineração é 5% maior que em outros setores na indústria, e deve gerar em 2007 mais de 1,7 milhão de empregos diretos formais.

Diversos analistas afirmam que, caso seja apro-vada a flexibilização do monopólio na exploração do urânio, a CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e ou-tras mineradoras poderão exportar até 100 mil tonela-das por ano – ou algo em torno de US$6 bilhões. Este novo negócio geraria divisas significativas para o país, aumentaria a arrecadação de impostos e royalties, geraria milhares de empregos e ajudaria a acelerar o crescimento da economia nacional.

Diante da oportunidade de exploração de um mercado crescente por um produto que o Brasil possui grandes reservas e empresas capacitadas para atu-ar com eficiência, e da experiência bem-sucedida na flexibilização do monopólio do petróleo, propomos a flexibilização do monopólio de exploração de minerais nucleares. A abertura do mercado se daria nas opera-ções de pesquisa e lavra, permanecendo com a União, entretanto, o monopólio quanto ao enriquecimento, à industrialização e ao comércio dos mesmos.

Pelos motivos expostos, esperamos contar com o apoio de nossos nobres Pares para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que ora subme-temos a esta casa legislativa.

Brasília, 16 de outubro de 2007. – Deputado Rogério Lisboa, DEM/RJ.

Proposição: PEC Nº 0171/07

Autor: ROGERIO LISBOA E OUTROS

Data de Apresentação: 16-10-2007

Ementa: Acrescenta o parágrafo único ao art. 21, e o parágrafo 5° ao art. 177 da Constituição Federal, de forma a permitir que empresas privadas possam atuar na pesquisa e lavra de minérios e minerais nucleares e seus derivados, flexibilizando o monopólio da União.

Possui Assinaturas Suficientes: SIM

Total de Assinaturas:

Confirmadas: 171

Não Conferem: 9

Fora do Exercício: 1

Repetidas: 3

Ilegíveis: 000

Retiradas: 000

Total: 184

Assinaturas Confirmadas

1 – PEDRO FERNANDES (PTB – MA)2 – BERNARDO ARISTON (PMDB – RJ)3 – FERNANDO MELO (PT – AC)4 – ARNALDO VIANNA (PDT – RJ)5 – ALEXANDRE SILVEIRA (PPS – MG)6 – EDMAR MOREIRA (DEM – MG)7 – SEBASTIÃO BALA ROCHA (PDT – AP)8 – WALTER IHOSHI (DEM – SP)9 – ARNON BEZERRA (PTB – CE)10 – CRISTIANO MATHEUS (PMDB – AL)11 – ÁTILA LIRA (PSB – PI)12 – PAULO BORNHAUSEN (DEM – SC)13 – FELIPE MAIA (DEM – RN)14 – JÚLIO CESAR (DEM – PI)15 – ENIO BACCI (PDT – RS)16 – VICENTINHO ALVES (PR – TO)17 – REGIS DE OLIVEIRA (PSC – SP)18 – LIRA MAIA (DEM – PA)19 – FERNANDO COELHO FILHO (PSB – PE)20 – ADEMIR CAMILO (PDT – MG)21 – DILCEU SPERAFICO (PP – PR)22 – BARBOSA NETO (PDT – PR)23 – ASDRUBAL BENTES (PMDB – PA)24 – NILSON PINTO (PSDB – PA)25 – LEO ALCÂNTARA (PR – CE)26 – ANTÔNIO ANDRADE (PMDB – MG)27 – EFRAIM FILHO (DEM – PB)28 – ASSIS DO COUTO (PT – PR)29 – PEDRO NOVAIS (PMDB – MA)30 – NEUCIMAR FRAGA (PR – ES)31 – PEDRO WILSON (PT – GO)32 – DOMINGOS DUTRA (PT – MA)33 – SÉRGIO MORAES (PTB – RS)34 – OLAVO CALHEIROS (PMDB – AL)35 – WOLNEY QUEIROZ (PDT – PE)36 – PEDRO HENRY (PP – MT)37 – ERNANDES AMORIM (PTB – RO)38 – LUIZ BASSUMA (PT – BA)39 – VALTENIR PEREIRA (PSB – MT)40 – ALCENI GUERRA (DEM – PR)41 – DAGOBERTO (PDT – MS)42 – PAULO ABI – ACKEL (PSDB – MG)43 – PAULO PIAU (PMDB – MG)44 – ABELARDO LUPION (DEM – PR)45 – MOACIR MICHELETTO (PMDB – PR)46 – AUGUSTO FARIAS (PTB – AL)47 – ODAIR CUNHA (PT – MG)48 – REBECCA GARCIA (PP – AM)49 – JOSÉ OTÁVIO GERMANO (PP – RS)50 – PAULO ROBERTO (PTB – RS)51 – JÚLIO DELGADO (PSB – MG)52 – JOVAIR ARANTES (PTB – GO)

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59129

53 – OTAVIO LEITE (PSDB – RJ)54 – INDIO DA COSTA (DEM – RJ)55 – JOAQUIM BELTRÃO (PMDB – AL)56 – FRANCISCO TENORIO (PMN – AL)57 – EDUARDO CUNHA (PMDB – RJ)58 – RUBENS OTONI (PT – GO)59 – NELSON MEURER (PP – PR)60 – JOÃO CAMPOS (PSDB – GO)61 – JAIR BOLSONARO (PP – RJ)62 – EUNÍCIO OLIVEIRA (PMDB – CE)63 – POMPEO DE MATTOS (PDT – RS)64 – EUGÊNIO RABELO (PP – CE)65 – CLEBER VERDE (PRB – MA)66 – RAIMUNDO GOMES DE MATOS (PSDB – CE)67 – AELTON FREITAS (PR – MG)68 – WELLINGTON FAGUNDES (PR – MT)69 – DAVI ALCOLUMBRE (DEM – AP)70 – CARLOS WILLIAN (PTC – MG)71 – ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP)72 – FILIPE PEREIRA (PSC – RJ)73 – MAURÍCIO QUINTELLA LESSA (PR – AL)74 – TATICO (PTB – GO)75 – MARCELO GUIMARÃES FILHO (PMDB – BA)76 – LEONARDO QUINTÃO (PMDB – MG)77 – ANSELMO DE JESUS (PT – RO)78 – EDINHO BEZ (PMDB-SC)79 – ANÍBAL GOMES (PMDB – CE)80 – VALADARES FILHO (PSB – SE)81 – GIVALDO CARIMBÃO (PSB – AL)82 – MARCOS MEDRADO (PDT – BA)83 – COLBERT MARTINS (PMDB – BA)84 – GUILHERME CAMPOS (DEM – SP)85 – LINCOLN PORTELA (PR – MG)86 – DANIEL ALMEIDA (PCdoB – BA)87 – FRANCISCO RODRIGUES (DEM – RR)88 – DAMIÃO FELICIANO (PDT – PB)89 – ANTONIO BULHÕES (PMDB – SP)90 – EDUARDO SCIARRA (DEM – PR)91 – VICENTE ARRUDA (PR – CE)92 – NEILTON MULIM (PR – RJ)93 – GONZAGA PATRIOTA (PSB – PE)94 – RENATO MOLLING (PP – RS)95 – MARCIO JUNQUEIRA (DEM – RR)96 – MANATO (PDT – ES)97 – RIBAMAR ALVES (PSB – MA)98 – MOISES AVELINO (PMDB – TO)99 – LEONARDO PICCIANI (PMDB – RJ)100 – SILVINHO PECCIOLI (DEM – SP)101 – DJALMA BERGER (PSB – SC)102 – FÉLIX MENDONÇA (DEM – BA)103 – GIACOBO (PR – PR)104 – JERÔNIMO REIS (DEM – SE)105 – MARCO MAIA (PT – RS)

106 – ULDURICO PINTO (PMN – BA)107 – NELSON MARQUEZELLI (PTB – SP)108 – DELEY (PSC – RJ)109 – WALDIR MARANHÃO (PP – MA)110 – VILSON COVATTI (PP – RS)111 – ANTÔNIO ROBERTO (PV – MG)112 – MARCELO CASTRO (PMDB – PI)113 – LUIZ CARLOS BUSATO (PTB – RS)114 – JURANDIL JUAREZ (PMDB – AP)115 – MARCELO TEIXEIRA (PR – CE)116 – ARIOSTO HOLANDA (PSB – CE)117 – PAULO HENRIQUE LUSTOSA (PMDB – CE)118 – FERNANDO DE FABINHO (DEM – BA)119 – ELISEU PADILHA (PMDB – RS)120 – RAUL JUNGMANN (PPS – PE)121 – SILVIO TORRES (PSDB – SP)122 – MÁRIO DE OLIVEIRA (PSC – MG)123 – MILTON MONTI (PR – SP)124 – MÁRIO HERINGER (PDT – MG)125 – TADEU FILIPPELLI (PMDB – DF)126 – JOSEPH BANDEIRA (PT – BA)127 – MÁRCIO FRANÇA (PSB – SP)128 – EDUARDO BARBOSA (PSDB – MG)129 – MENDES RIBEIRO FILHO (PMDB – RS)130 – OSVALDO REIS (PMDB – TO)131 – LELO COIMBRA (PMDB – ES)132 – GERALDO PUDIM (PMDB – RJ)133 – CARLOS ALBERTO LERÉIA (PSDB – GO)134 – PEDRO CHAVES (PMDB – GO)135 – ROGERIO LISBOA (DEM – RJ)136 – SANDRO MABEL (PR – GO)137 – AYRTON XEREZ (DEM – RJ)138 – GLADSON CAMELI (PP – AC)139 – OSMAR JÚNIOR (PCdoB – PI)140 – WILSON BRAGA (PMDB – PB)141 – RODRIGO DE CASTRO (PSDB – MG)142 – LUIZ BITTENCOURT (PMDB – GO)143 – JOÃO MAGALHÃES (PMDB – MG)144 – ANDRÉ DE PAULA (DEM – PE)145 – SANDES JÚNIOR (PP – GO)146 – ELIENE LIMA (PP – MT)147 – JOÃO DADO (PDT – SP)148 – JUVENIL ALVES (PRTB – MG)149 – LUCIANO CASTRO (PR – RR)150 – DÉCIO LIMA (PT – SC)151 – ÁTILA LINS (PMDB – AM)152 – LUIZ CARREIRA (DEM – BA)153 – WELLINGTON ROBERTO (PR – PB)154 – JORGE KHOURY (DEM – BA)155 – CHICO DA PRINCESA (PR – PR)156 – EDUARDO LOPES (PSB – RJ)157 – SEVERIANO ALVES (PDT – BA)158 – TAKAYAMA (PSC – PR)

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59130 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

159 – CIRO PEDROSA (PV – MG)160 – RATINHO JUNIOR (PSC – PR)161 – REINALDO NOGUEIRA (PDT – SP)162 – ANTONIO CRUZ (PP – MS)163 – LEONARDO VILELA (PSDB – GO)164 – ZEQUINHA MARINHO (PMDB – PA)165 – ZÉ GERARDO (PMDB – CE)166 – MARCONDES GADELHA (PSB – PB)167 – LEANDRO SAMPAIO (PPS – RJ)168 – JAIME MARTINS (PR – MG)169 – MUSSA DEMES (DEM – PI)170 – PAES LANDIM (PTB – PI)171 – RAUL HENRY (PMDB – PE)

Assinaturas que Não Conferem

1 – DR. PAULO CÉSAR (PR – RJ)2 – VITAL DO RÊGO FILHO (PMDB – PB)3 – MARCOS ANTONIO (PRB – PE)4 – FÁBIO FARIA (PMN – RN)5 – ZÉ GERALDO (PT – PA)6 – MAURÍCIO TRINDADE (PR – BA)7 – B. SÁ (PSB – PI)8 – BONIFÁCIO DE ANDRADA (PSDB – MG)9 – PAULO PEREIRA DA SILVA (PDT – SP)

Assinaturas de Deputados(as) fora do Exercício

1 – ROBERTO BALESTRA (PP – GO)

Assinaturas Repetidas

1 – NELSON MEURER (PP – PR)2 – JAIME MARTINS (PR – MG)3 – LEONARDO VILELA (PSDB – GO)

PROJETO DE LEI Nº 2.229, DE 2007 (Do Sr. Indio da Costa)

Altera o art. 41 – A da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para estabelecer que o reajuste do valor da aposentadoria observará o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

Despacho: Apense-se à(ao) PL nº 1.732/2007.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º O art. 41-A, caput, da Lei nº 8.213, de

24 de julho de 1991, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 41-A. O valor dos benefícios em manutenção será reajustado, anualmente, na mesma data e com o mesmo índice do rea-juste do salário mínimo.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A redação vigente do art. 41-A, caput, da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que “dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências”, prevê que o reajuste dos benefícios em manutenção ocorra na mesma data do reajuste do salá-rio mínimo, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, apurado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Ora, tal procedimento, notoriamente, tem provoca-do impressionante arrocho no valor de aposentadorias e pensões vez que, ao salário mínimo, têm sido con-cedidos reajustes reais que, por vezes, representam o triplo daquele concedido aos benefícios superiores ao piso previdenciário.

Como conseqüência, tem ocorrido que segura-dos que contribuíram em valores equivalentes a cerca de oito salários mínimos durante sua vida profissional, por exemplo, após alguns anos de inatividade têm seu benefício drasticamente reduzido e equivalendo a três salários-mínimos.

Diante da flagrante perversidade do modelo vigen-te, impõe-se impedir a perenidade da injustiça praticada por meio de disposição que preserve a equivalência do benefício de aposentadoria e pensão com o valor do salário-de-contribuição que o originou.

Isto posto, estamos convictos do apoio dos mem-bros desta Casa a esta proposição, dado seu elevado alcance social.

Sala das Sessões, 24 de outubro de 2007. – Deputado Indio da Costa.

PROJETO DE LEI Nº 2.236, DE 2007 (Do Sr. Vital do Rêgo Filho)

Institui o Registro Nacional de Saúde – RNS, e determina outras providências.

Despacho: Apense-se à(ao) PL nº 2.608/2000.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação do Plenário.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º O Registro Nacional de Saúde – RNS, ins-

tituído nos termos desta Lei, destina-se ao cadastro de dados desde o nascimento da criança, onde constarão dentre outras informações, os históricos médicos das respectivas consultas e exames a que se submeter o seu titular, sejam em instituições de saúde públicas ou privadas.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59131

Art. 2º O Registro Nacional de Saúde-RNS terá número de cadastramento único e com validade em todo o território nacional.

Parágrafo único. O Registro Nacional de Saúde-RNS perderá a sua validade com o falecimento do titu-lar, após a emissão do atestado de óbito ou por morte presumida, se declarada judicialmente.

Art. 3º Cabe às instituições de saúde públicas ou privadas:

I – Fornecer o número do Registro Na-cional de Saúde – RNS ao responsável pelo recém-nascido, logo após o nascimento, para fins do competente registro civil ou se este vier a falecer imediatamente após o parto, para a emissão do seu atestado de óbito.

II – Anotar e manter atualizados os dados inerentes à saúde de cada titular do Registro Nacional de Saúde – RNS, obtidos de fichas, arquivos pessoais, história clínica, codificação de diagnósticos e procedimentos médicos, de prontuários médicos manuais e eletrônicos, pelo Sistema Integrado e Informatizado de Dados-SIID, a ser implantado em todo o ter-ritório nacional.

III – Realizar nas localidades onde não haja possibilidade de incluir o Sistema Integra-do e Informatizado de Dados-SIID, em virtude de carente acesso à informática, a atualização de todos os dados, fichas e arquivos relativos à saúde do titular do Registro Nacional de Saúde – RNS por meio manuscrito, enquanto o SIID não puder substituir tal forma.

IV – Devolver o Registro Nacional de Saúde – RNS ao titular ou seu representante legal após cada atendimento.

Parágrafo único. As instituições de saúde públicas ou privadas devem cumprir o cons-tante neste artigo sob a fiscalização do órgão competente do Ministério da Saúde, por meio do Sistema Integrado e Informatizado de Dados – SIID ou relatórios manuais, não isentando as mesmas de manterem em seu domínio os dados médicos, prontuários e outros exigidos pela legislação sanitária.

Art. 4º O Ministério da Saúde é o órgão federal competente para implantar, regulamentar, controlar, padronizar, emitir e distribuir, todos os números de cadastro do Registro Nacional de Saúde – RNS às instituições de saúde públicas ou privadas, para o fim previsto no inciso I, do artigo 3º desta lei.

Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A ampliação dos meios informatizados em todos os segmentos da sociedade tem trazido diversas ino-vações e gerado benefícios que transcendem frontei-ras. Não sendo novidade que no campo da saúde e do atendimento médico, a informática tem auxiliado os profissionais, facilitando a consulta de dados do pa-ciente em prontuários eletrônicos e exames realizados, arquivados eletronicamente. Notável a sua utilidade tendo em vista a agilidade, velocidade e eficiência que este meio proporciona ao profissional de saúde. Ocorre assim, especialmente em muitos hospitais e clínicas especializadas da rede privada de saúde e também em algumas instituições de saúde pública.

O marco histórico da informatização do prontuário no Brasil data da década de 1990, que trouxe grada-tivamente contribuição e orientação aos profissionais da saúde quanto à assistência ambulatorial, interna-ção geral, procedimentos em UTI”s e altas hospitala-res. Estes desde então passaram a ter ao seu dispor, o banco de dados do paciente. As dificuldades que ocorriam antes de 1990 em relação ao preenchimen-to e recuperação de várias informações do paciente, minimizaram ou encerraram. Em fração de segundos passaram a ser destacadas e apresentadas ao médi-co e disponibilizadas ao paciente, como por exemplo: resultados de exames; prescrição médica; históricos de consultas recentes e pretéritas; controle e acom-panhamento de doenças e dietas; etc. Frisando que alguns hospitais começaram desde a década de 1990 a ter à disposição dos profissionais de saúde e em seu controle de qualidade gerencial, bancos de dados atu-alizados de cada paciente.

Embora o processo de informatização da saúde esteja em crescente avanço, infelizmente na maioria das vezes, o uso do papel continua sendo ainda, a única alternativa para muitos procedimentos utilizados pelas instituições públicas de saúde. Muitas prestam serviço usando Boletim de Atendimento que não inte-gra o prontuário do paciente, e pior, nem sempre este é recuperado nos atendimentos posteriores, restringindo ou anulando informações pregressas que podem dar suporte à consulta atual, se armazenadas ou dispostas em arquivo eletrônico. Para o médico será bem-vindo o sistema eletrônico, pois com apenas um clique terá ao seu alcance um histórico evolutivo completo do paciente, possibilitando e facilitando diagnósticos, te-rapêuticas precisas e preventivas.

A proposta de criação e implantação do Regis-tro Nacional de Saúde – RNS modernizará o sistema de saúde pela informatização dos dados do paciente desde o seu nascimento até o óbito. Com o registro, serão arquivadas e armazenadas informações eletrô-

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59132 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

nicas remotas e as atuais: nome, endereço, tipo san-guíneo, prontuário, doenças,acompanhamento, etc. Enfim, tudo o que diga respeito à saúde do paciente poderá ser acessado nos Estado da Federação nas instituições de saúde públicas ou privadas.

Além disso, o Ministério da Saúde terá à sua dispo-sição informações múltiplas para emissão de estatísticas envolvendo dados de pacientes após a implantação do Registro Nacional de Saúde nos estados. Para o órgão haverá maior controle, por exemplo, das taxas de nata-lidade e mortalidade; doenças mais comuns, graves e as mais raras; maior fiscalização dos recursos públicos destinados à saúde em cada Estado da Federação.

Oportuno lembrar que ferramentas tecnológicas para uso operacional, visando ao progresso e a im-plantação de novo padrão de troca de informações em saúde suplementar foram desenvolvidas recentemente mediante convênio firmado entre a Agência Nacional de Saúde Suplementar – ANS/Ministério da Saúde e o Banco Interamericano de Desenvolvimento-BID, com recursos oriundos deste banco internacional de fomento. Por força da Resolução Normativa nº 114, de 26 de outubro de 2005 – ANS, a inserção do padrão de “Troca de Informações em Saúde Suplementar – TISS”, passou a ser um aplicativo com funcionalidades para a administração em saúde suplementar, destacando-se: Cadastro de Beneficiários/ Pacientes; Cadastro de Eventos Assistenciais; Controle de Autorizações, Fichas Financeiras; Relatórios e Indicadores e outros.

Finalizando, há em nosso país um exemplo cris-talino concernente à tecnologia eletrônica evolutiva gradual e integral, que no passado distante era apenas um sonho, hoje uma grande realidade, qual seja, a vo-tação e a apuração de votos pelos Tribunais Regionais Eleitorais, cujos os resultados são divulgados, apre-sentados e disponibilizados com tamanha velocidade, precisão e segurança, colocando a nação brasileira em relevo e modelo para o mundo.

Enfim, o Brasil pode no futuro próximo ser referên-cia e destaque como visto no âmbito da Justiça Eleitoral, implantado o Registro Nacional de Saúde, considerando que a tecnologia eletrônica é crescente nas instituições de saúde e tem chamado a atenção de governantes, por exemplo, o Governo do Distrito Federal, que pre-tende implantar o “Prontuário Eletrônico Único/Cartão Saúde do Cidadão” em toda a rede pública de saúde o mais breve possível, para proporcionar à população lo-cal, melhoria, agilidade e qualidade nos atendimentos.

Por todo o exposto, solicito o apoio dos nobres Colegas Parlamentares para a aprovação deste projeto de lei que modernizará a saúde no Brasil.

Sala das Sessões, 17 de outubro de 2007. – Vital do Rêgo Filho.

PROJETO DE LEI Nº 2.252, DE 2007 (Do Sr. Neilton Mulim)

Altera a Lei nº 8.899, de 29 de junho de 1994, e dá outras providências.

Despacho: Apense-se à(ao) PL nº 3.802/2004.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação do Plenário.

O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Esta Lei altera a Lei nº 8.899, de 29 de

junho de 1994.Art. 2º O Art. 1º, da Lei nº 8.899, de 29 de junho

de 1994 , passa a vigorar com a seguinte alteração:

“Art. 1º É concedido passe livre ás pes-soas portadoras de necessidades especiais, comprovadamente carentes, no sistema de transporte coletivo, interestadual, intermuni-cipal e municipal.

§ 1° O instituto de identificação fará cons-tar da carteira de identidade a condição de portador de necessidades especiais, que terá validade nacional.

§ 2º As empresas concessionárias, per-missionárias e autorizatárias de transporte coletivo reservarão dois assentos de cada ve-ículo, destinado a serviço convencional, para ocupação das pessoas portadoras de neces-sidades especiais.”

Art. 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Este projeto vem ao encontro dos mais nobres anseios de toda a sociedade, pois visa instrumentalizar o portador de necessidades especiais das condições mínimas de transporte para o seu deslocamento de um local para o outro e, em especial, para aquele que não tem condições de manutenção, assim terá garantido o transporte gratuito e o assento reservado.

Esta medida é indispensável para a sua inserção na vida em sociedade, dando-lhe dignidade e respei-tabilidade.

Esta proposição está cumprindo a Declaração Universal dos Direitos da Pessoa Humana, um dos princípios basilares a orientar o Brasil nas relações in-ternacionais, que determina o amparo aos portadores de necessidades especiais.

No Brasil, nós temos vários dispositivos em leis federais, estaduais e municipais, que reconhecem esse direito, porém quando há o deslocamento para outro Município ou Estado o credenciamento não é reco-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59133

nhecido, não existindo a obrigatoriedade de reserva de assento, sujeitando nossos cidadãos a situações dolorosas, constrangedoras e desrespeitosas.

Assim, este projeto vem preencher a lacuna da lei. Com a sua tramitação, haverá discussões e ama-durecimento do tema nas comissões, que contará com a contribuição de meus nobres pares, o que resultará num instrumento eficaz para a defesa da sociedade, e num tratamento mais digno para os portadores de necessidades especiais.

Brasília, 29 de outubro de 2007. – Deputado Neilton Mulim, PR – RJ.

PROJETO DE LEI Nº 2.264, DE 2007 (Do Sr. Silvio Costa)

Dispõe sobre a obrigatoriedade de exame oftalmológico nos alunos da edu-cação básica.

Despacho: Apense-se à(ao) PL nº 1.695/2007.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º Os alunos da educação básica que com-

preende educação infantil, ensino fundamental e en-sino médio ficam obrigados a realizar exame oftalmo-lógico.

Art. 2º O exame oftalmológico será realizado no início do ano letivo e destina-se a avaliação anátomo-funcional dos olhos e seus anexos incluindo pálpebras e vias lacrimais.

Art. 3º O Poder Público disponibilizará os meios para a realização dos exames assim como os proce-dimentos pertinentes em cada caso.

Art. 4º Uma cópia do resultado do exame oftal-mológico será apresentada no ato da matrícula e ar-quivada junto aos documentos do aluno, na secretaria da escola.

Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A saúde e a educação são direitos consagrados na Constituição Federal. Direitos de todos e dever do Estado mediante políticas públicas que reduzam as desigualdades e permitam uma vida digna para todos os brasileiros.

A campanha Olho no Olho realizada pelo Mi-nistério de Educação durante vários anos identificou que 20% das crianças que ingressam no ensino fun-damental, nas escolas públicas, apresentam algum problema de visão. Os mais comuns são dor de cabe-

ça, lacrimejamento, necessidade de aproximação do livro por ocasião da leitura, olhos vermelhos e irritação intermitente. Em termos comportamentais as conseqüên-cias são isolamento, desinteresse pela leitura, não-participação nas atividades de grupo e dificuldades de aprendizagem.

A prevenção é o tratamento mais eficaz permitin-do o encaminhamento médico apropriado e, em muitos casos, o diagnóstico precoce evita traumas e pequenas intervenções dissipam dores e doenças futuras.

As dificuldades com a visão reduzem o aprovei-tamento escolar, na medida que geram sonolência, desatenção, e às vezes, indisciplina. Assim, se for re-alizado, anualmente, o exame oftalmológico em todos os alunos da educação básica estaremos zelando não só pela saúde física dos nossos alunos, mas pela edu-cação escolar com qualidade e aproveitamento.

Esperamos contar com o apoio dos nobres Pares para esta iniciativa que julgamos de grande significa-ção para as crianças e jovens brasileiros.

Sala das Sessões, 30 de outubro de 2007. – Deputado Silvio Costa.

PROJETO DE LEI Nº 2.274, DE 2007 (Do Sr. Dr. Talmir)

Declara Dr. Enéas Carneiro Ferreira patrono da Eletrocardiografia no Brasil.

Despacho: Às Comissões de Educação e Cultura e Constituição e Justiça e de Cida-dania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º Fica declarado Patrono da Eletrocardio-

grafia no Brasil o ilustre médico Dr. Enéas Carneiro Ferreira.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Enéas Carneiro Ferreira – o Doutor Enéas – é exemplo de cidadão brasileiro que, vencendo barreiras geográficas, sociais e econômicas, constitui exemplo de sucesso e referência profissional. Originário de família humilde do Estado do Acre, formou-se em Medicina, Física e Matemática e notabilizou-se como cardiologista, no Rio de Janeiro. Seu livro sobre o eletrocardiograma transformou-se em obra de consulta obrigatória nas escolas de Medicina.

Sua trajetória no âmbito da política passou pela criação do Partido da Reedificação da Ordem Nacio-nal (PRONA), pelo qual candidatou-se três vezes à

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59134 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Presidência da República e foi eleito com expressiva votação, por duas vezes, Deputado Federal, sendo até hoje o Deputado Federal com maior votação.

Exerceu o magistério da Medicina por quatro décadas, ministrado cursos de Eletrocardiografia para cerca de 30 mil médicos.

Sua contribuição cívica é merecedora de destaque. Sua contribuição para a Cardiologia, em especial para a Eletrocardiografia, justifica plenamente a homenagem que lhe é prestada por meio desta proposição.

São estas as fundadas razões que seguramente haverão de assegurar o apoio dos ilustres Pares para a aprovação do presente projeto de lei que homena-geará um dos seus mais ilustres parlamentares da 53ª legislatura.

Sala das Sessões, 23 de outubro de 2007. – Deputado Dr. Talmir.

PROJETO DE LEI Nº 2.300, DE 2007 (Do Poder Executivo)

AVISO Nº 992/2007 – C. Civil MENSAGEM Nº 728/2007

Acresce e altera dispositivos da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, cria a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, cria cargos em comissão, e dá outras providências.

Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º A Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003,

passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º A Presidência da República é constituída, essencialmente, pela Casa Ci-vil, pela Secretaria-Geral, pela Secretaria de Relações Institucionais, pela Secretaria de Comunicação Social, pelo Gabinete Pessoal, pelo Gabinete de Segurança Institucional e pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

”(NR)“Art. 2º-A. ..............................................§ 2º A Secretaria de Relações Institucio-

nais da Presidência da República tem como estrutura básica o Gabinete, uma Secretaria-Executiva, até duas Subchefias e a Secretaria do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.” (NR)

“Art. 6º Ao Gabinete de Segurança Insti-tucional da Presidência da República compete assistir direta e imediatamente ao Presidente da República no desempenho de suas atribuições, prevenir a ocorrência e articular o gerenciamento de crises, em caso de grave e iminente ameaça à estabilidade institucional, realizar o assessoramen-to pessoal em assuntos militares e de segurança, coordenar as atividades de inteligência federal e de segurança da informação, zelar, assegurado o exercício do poder de polícia, pela segurança pessoal do Chefe de Estado, do Vice-Presidente da República e respectivos familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da Repú-blica, e de outras autoridades ou personalidades quando determinado pelo Presidente da Repú-blica, bem como pela segurança dos palácios presidenciais e das residências do Presidente e Vice-Presidente da República, tendo como es-trutura básica o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, a Agência Brasileira de Inteligência – ABIN, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, o Gabinete, uma Secretaria-Executiva e até duas Secretarias.

“(NR)“Art. 7º ...................................................I – Conselho de Governo, integrado pelos

Ministros de Estado, pelos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da República, pelos titulares das Secretarias Especiais de Direitos Humanos, de Políticas para as Mulheres, de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, de Aqüicultura e Pesca e de Portos, que será presidido pelo Presidente da República ou, por sua determinação, pelo Chefe da Casa Civil e secretariado por um dos membros para esse fim designado pelo Presidente da República;

“(NR)“Art. 8º ...................................................§ 1º .......................................................II – pelos Ministros de Estado Chefes da

Casa Civil, da Secretaria-Geral, do Gabinete de Segurança Institucional e da Secretaria de Assuntos Estratégicos;

“(NR)“Art. 25. ................................................Parágrafo único. São Ministros de Estado

os titulares dos Ministérios, o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidên-cia da República, o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da Re-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59135

pública, o Chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, o Advogado-Geral da União, o Ministro de Estado do Con-trole e da Transparência, o Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e o Presidente do Banco Central do Brasil.” (NR)

“Art. 27. .................................................XVII – ...................................................h) formulação de diretrizes, coordenação

e definição de critérios de governança corpo-rativa das empresas estatais federais;

“(NR)

Art. 2º A Seção II do Capítulo I da Lei nº 10.683, de 2003, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo:

“Art. 24-B. À Secretaria de Assuntos Es-tratégicos da Presidência da República compe-te assessorar direta e imediatamente o Presi-dente da República no planejamento nacional e na elaboração de subsídios para formulação de políticas públicas de longo prazo voltadas ao desenvolvimento nacional.

§ 1º A Secretaria de Assuntos Estraté-gicos tem como estrutura básica o Gabinete, a Subchefia Executiva e até duas Subsecre-tarias.

§ 2º As competências atribuídas no ca-put à Secretaria de Assuntos Estratégicos compreendem:

I – o planejamento nacional de longo prazo;

II – a discussão das opções estratégicas do País, considerando a situação presente e as possibilidades do futuro;

III – a articulação com o governo e a so-ciedade para formular a estratégia nacional de desenvolvimento de longo prazo; e

IV – a elaboração de subsídios para a preparação de ações de governo.” (NR)

Art. 3º Fica criada a Secretaria de Assuntos Es-tratégicos da Presidência da República.

Parágrafo único. A Secretaria de Assuntos Es-tratégicos de que trata o caput é órgão essencial da Presidência da República.

Art. 4º Fica criado o cargo de Ministro de Esta-do Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Art. 5º Fica transformado o cargo de Natureza Es-pecial de Chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no cargo de Natureza Espe-cial de Subchefe-Executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.

Art. 6º Até que seja aprovada a estrutura regimental da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência são mantidas as estruturas, as competências, as atribui-ções, a denominação das unidades e a especificação dos cargos, vigentes na data da publicação desta Lei.

Art. 7º Ficam transformados os cargos de Subche-fe-Executivo da Secretaria de Relações Institucionais em Secretário-Executivo da Secretaria de Relações Institucionais e de Subchefe-Executivo do Gabinete de Segurança Institucional em Secretário-Executivo do Gabinete de Segurança Institucional.

Art. 8º Ficam criados, no âmbito da administração pública federal, os seguintes cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramentos Superiores:

I – dois DAS-6;II – dez DAS-5;III – vinte e um DAS-4;IV – vinte e um DAS-3;V – dezesseis DAS-2; eVI – nove DAS-1.

Art. 9º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 10. Ficam revogados:

I – o art. 6º-A da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003;

II – o art. 1º da Lei nº 10.869, de 13 de maio de 2004, na parte em que altera o art. 6º da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003;

III – o art. 1º da Lei nº 11.204, de 5 de dezembro de 2005, na parte em que altera o art. 6º-A, o inciso I do art. 7º e o inciso II do § 1º do art. 8º da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003;

IV – o art. 1º da Lei nº 11.204, de 5 de dezembro de 2005, na parte em que inclui o § 2º ao art. 2º-A da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003;

V – o inciso II do art. 3º da Lei nº 11.204, de 5 de dezembro de 2005; e

VI – o art. 1o da Lei nº 11.497, de 28 de junho de 2007, na parte em que altera os arts. 1º e 25 da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003.

Brasília, –

EM INTERMINISTERIAL Nº 238-A/MP/CCivil-PR

Brasília, 4 de outubro de 2007.

Excelentíssimo Senhor Presidente da República,Submetemos à apreciação de Vossa Excelência

a presente proposta de projeto de lei que altera a Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, cria a Secretaria de

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59136 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Assuntos Estratégicos da Presidência da República, cria cargos em comissão, e dá outras providências.

2. O projeto de criação da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, órgão que compete assessorar direta e imediatamente o Presidente da República no planejamento nacional e na elaboração de subsídios para formulação de políticas públicas de longo prazo, é da maior relevância para o desempenho de atividades voltadas (i) ao planejamento nacional de longo prazo; (ii) à discussão das opções estratégicas do País, considerando a situação presente e as possi-bilidades do futuro; (iii) a articulação com o Governo e a sociedade para formular a estratégia nacional de de-senvolvimento de longo prazo; e (iv) a elaboração de subsídios para a preparação de ações de governo na formulação de políticas públicas de longo prazo.

3. Também são competências da nova Secreta-ria a elaboração de projetos de natureza estratégica, a preparação e promoção de estudos e elaboração de cenários exploratórios na área de assuntos de natureza estratégica e a gestão, análise e avaliação de assuntos de natureza estratégica de longo prazo, em articulação com o Governo e a sociedade. Assim, para a estrutu-ração da Secretaria propõe-se a criação dos seguintes cargos: dois DAS-6; dez DAS-5; vinte e um DAS-4; vinte e um DAS-3; dezesseis DAS-2 e nove DAS-1.

4. Ainda no que tange à Lei nº 10.683, de 2003, propõe-se a modificação do dispositivo que estabelece as competências do Ministério do Planejamento, Or-çamento e Gestão, para incorporar referência à gover-nança corporativa das empresas estatais federais.

5. A estimativa do impacto orçamentário para a criação dos cargos para o exercício de 2007 é de R$1.544.197,68 (um milhão, quinhentos e quarenta e quatro mil, cento e noventa e sete reais e sessenta e oito centavos), considerando-se os meses de outu-bro a dezembro, e para os anos subseqüentes é de R$6.176.790,71 (seis milhões, cento e setenta e seis mil, setecentos e noventa reais e setenta e um centa-vos) para cada exercício, incluindo gratificação natali-na, adicional de férias e encargos.

6. Do ponto de vista orçamentário, a proposta está em conformidade com a Lei Orçamentária Anu-al, uma vez que os recursos para arcar com as des-pesas decorrentes do remanejamento dos cargos em comissão estão previstos em funcional programática específica no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

São essas, Senhor Presidente, as razões que nos levam a submeter a Vossa Excelência a anexa proposta de projeto de lei.

Respeitosamente, – Assinado por: Paulo Bernardo Silva; Dilma Rousseff.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 388, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 1.287/2007 MSC Nº 1.096/2006

Aprova o ato que outorga permissão à Freqüência Brasileira de Comunicações Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul.

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante da Portaria nº

23, de 1º de fevereiro de 2006, que outorga permissão à Freqüência Brasileira de Comunicações Ltda. para explo-rar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

TVR Nº 1.287, DE 2007 (MENSAGEM Nº 1.096, DE 2006)

Submete à apreciação do Congresso Na-cional o ato constante da Portaria nº 23, de 1º de fevereiro de 2006, que outorga permissão à Freqüência Brasileira de Comunicações Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem di-reito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul.

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

I – Relatório

De conformidade com o art. 49, inciso XII, com-binado com o § 1º do art. 223, da Constituição Fe-deral, o Excelentíssimo Senhor Presidente da Repú-blica submete à consideração do Congresso Nacional, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato que ou-torga permissão à Freqüência Brasileira de Comuni-cações Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59137

Atendendo ao disposto no § 3º do art. 223 da Cons-tituição, a matéria foi enviada ao Poder Legislativo para a devida apreciação, uma vez que o ato somente produzirá efeitos após a deliberação do Congresso Nacional.

Cumpre-nos, portanto, opinar sobre os aspectos técnicos e formais da matéria submetida ao exame desta Comissão, nos termos do inciso II, alínea h, do art. 32 do Regimento Interno.

II – Voto do Relator

A outorga do Poder Público para a execução de serviço de radiodifusão é regulada pelo Decreto nº 52.795, de 31 de outubro de 1963, com a redação do Decreto nº 2.108, de 24 de dezembro de 1996. No processo em questão, a Freqüência Brasileira de Co-municações Ltda. atendeu aos requisitos da legislação específica e obteve a maior pontuação do valor ponde-rado, nos termos estabelecidos pelo Edital, tornando-se a vencedora da concorrência para exploração do serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada.

A análise deste processo deve basear-se no Ato Normativo nº 1, de 2007, desta Comissão. Verificada a documentação, constatamos que foram atendidos todos os critérios exigidos por este diploma regulamentar.

O ato de outorga obedece aos princípios de cons-titucionalidade, especialmente no que se refere aos ar-tigos 220 a 223 da Constituição Federal, e atende às formalidades legais, motivos pelos quais somos pela homologação do ato do Poder Executivo, na forma do Projeto de Decreto Legislativo que ora apresentamos.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Eduardo Sciarra, Relator.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2007

Aprova o ato que outorga permissão à Freqüência Brasileira de Comunicações Ltda. para explorar serviço de radiodifu-são sonora em freqüência modulada, no município de Triunfo, Estado do Rio Gran-de do Sul.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante da Portaria nº

23, de 1º de fevereiro de 2006, que outorga permissão à Freqüência Brasileira de Comunicações Ltda. para explo-rar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Triunfo, Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Eduardo Sciarra, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunica-ção e Informática, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o parecer favorável do Rela-tor, Deputado Eduardo Sciarra, à TVR nº 1.287/2007, nos termos do Projeto de Decreto Legislativo que apresenta.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Julio Semeghini – Presidente, José Rocha, Paulo

Bornhausen e Bilac Pinto – Vice-Presidentes, Bruno Rodrigues, Cristiano Matheus, Dr. Nechar, Edigar Mão Branca, Eduardo Sciarra, Elismar Prado, Emanuel Fernandes, Enio Bacci, Guilherme Menezes, Gusta-vo Fruet, José Aníbal, Leandro Sampaio, Luiza Erun-dina, Manoel Salviano, Maria do Carmo Lara, Miguel Martini, Nazareno Fonteles, Paulo Henrique Lustosa, Paulo Roberto, Roberto Rocha, Rômulo Gouveia, Si-las Câmara, Uldurico Pinto, Valadares Filho, Vic Pires Franco, Zequinha Marinho, Ana Arraes, Cida Diogo, Edson Duarte, Eduardo Cunha, Fernando Ferro, João Carlos Bacelar, Juvenil Alves, Paulo Piau, Rebecca Garcia e Takayama.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 389, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 259/2007 MSC Nº 181/2007

Aprova o ato que outorga concessão ao Sistema Lageado de Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão so-nora em onda média no município de Cas-tanhal, Estado do Pará.

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante do Decreto de

25 de novembro de 2003, que outorga concessão ao Sistema Lageado de Comunicação Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média no mu-nicípio de Castanhal, Estado do Pará.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

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59138 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

TVR Nº 259, DE 2007 (MENSAGEM Nº 181, DE 2007)

Submete à apreciação do Congres-so Nacional o ato constante do Decreto de 25 de novembro de 2003, que outorga concessão à Sistema Lageado de Comu-nicação Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média no município de Castanhal, Estado do Pará.

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

I – Relatório

De conformidade com o art. 49, inciso XII, com-binado com o § 1º do art. 223, da Constituição Fede-ral, o Excelentíssimo Senhor Presidente da Repúbli-ca submete à consideração do Congresso Nacional, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato que ou-torga concessão à Sistema Lageado de Comunicação Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem di-reito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média.

Atendendo ao disposto no § 3º do art. 223 da Constituição, a matéria foi enviada ao Poder Legislativo para a devida apreciação, uma vez que o ato somen-te produzirá efeitos após a deliberação do Congresso Nacional.

Cumpre-nos, portanto, opinar sobre os aspectos técnicos e formais da matéria submetida ao exame desta Comissão, nos termos do inciso II, alínea h, do art. 32 do Regimento Interno.

II – Voto da Relatora

A outorga do Poder Público para a execução de serviço de radiodifusão é regulada pelo Decreto nº 52.795, de 31 de outubro de 1963, com as modifi-cações do Decreto nº 2.108, de 24 de dezembro de 1996. No processo em questão, a Sistema Lageado de Comunicação Ltda. atendeu aos requisitos da le-gislação específica e obteve a maior pontuação do valor ponderado, nos termos estabelecidos pelo Edi-tal, tornando-se a vencedora da concorrência para exploração do serviço de radiodifusão sonora em onda média.

A análise deste processo deve basear-se no Ato Normativo nº 1, de 2007, desta Comissão. Verificada a documentação, constatamos que foram atendidos todos os critérios exigidos por este diploma regulamentar.

O ato de outorga obedece aos princípios de cons-titucionalidade, especialmente no que se refere aos ar-tigos 220 a 223 da Constituição Federal, e atende às formalidades legais, motivos pelos quais somos pela homologação do ato do Poder Executivo, na forma do Projeto de Decreto Legislativo que ora apresentamos.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputada Luiza Erundina, Relatora.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2007

Aprova o ato que outorga concessão à Sistema Lageado de Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão so-nora em onda média no município de Cas-tanhal, Estado do Pará.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante do Decreto de

25 de novembro de 2003, que outorga concessão à Sistema Lageado de Comunicação Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média no mu-nicípio de Castanhal, Estado do Pará.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputada Luiza Erundina, Relatora.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunica-ção e Informática, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o parecer favorável da Relatora, Deputada Luiza Erundina, à TVR nº 259/2007, nos ter-mos do Projeto de Decreto Legislativo que apresenta.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Julio Semeghini – Presidente, José Rocha,

Paulo Bornhausen e Bilac Pinto – Vice-Presidentes, Bruno Rodrigues, Cristiano Matheus, Dr. Nechar, Edigar Mão Branca, Eduardo Sciarra, Elismar Prado, Emanuel Fernandes, Enio Bacci, Guilherme Mene-zes, Gustavo Fruet, José Aníbal, Leandro Sampaio, Luiza Erundina, Manoel Salviano, Maria do Carmo Lara, Miguel Martini, Nazareno Fonteles, Paulo Henrique Lustosa, Paulo Roberto, Roberto Rocha, Rômulo Gouveia, Silas Câmara, Uldurico Pinto, Vala-dares Filho, Vic Pires Franco, Zequinha Marinho, Ana Arraes, Cida Diogo, Edson Duarte, Eduardo Cunha, Fernando Ferro, João Carlos Bacelar, Juvenil Alves, Paulo Piau, Rebecca Garcia e Takayama.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59139

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 390, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 58/2007 MSC Nº 188/2007

Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Santuário FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante da Portaria nº

1.840, de 12 de setembro de 2002, que renova, a partir de 11 de setembro de 1997, a permissão outorgada à Rádio Santuário FM Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no muni-cípio de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

TVR Nº 58, DE 2007 (MENSAGEM Nº 188, DE 2007)

Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante da Portaria nº 1840, de 12 de setembro de 2002, que renova a permissão outorgada à Rádio Santuário FM Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, servi-ço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

I – Relatório

De conformidade com o art. 49, inciso XII, combinado com o § 1º do art. 223, da Constitui-ção Federal, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República submete à apreciação do Congresso Nacional o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Santuário FM Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada.

Atendendo ao disposto no § 3º do art. 223 da Cons-tituição, a matéria foi enviada ao Poder Legislativo para a devida apreciação, uma vez que o ato somente produzirá efeitos após a deliberação do Congresso Nacional.

Cumpre-nos, portanto, opinar sobre os aspectos técnicos e formais da matéria submetida ao exame desta Comissão, nos termos do inciso II, alínea h, do art. 32 do Regimento Interno.

II – Voto da Relatora

O processo de renovação de outorga requerida pela Rádio Santuário FM Ltda., executante de servi-ço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, encontra-se de acordo com a prática legal e documen-tal atinente ao processo renovatório e os documentos juntados aos autos indicam a regularidade na execução dos serviços de radiodifusão.

Todas as exigências do Ato Normativo nº 1, de 2007, desta Comissão, foram atendidas e os docu-mentos juntados aos autos indicam a regularidade na execução dos serviços.

Cumpre ressaltar que a tramitação do processo em exame foi interrompida em 28 de julho de 2006, em deferimento à Mensagem Presidencial nº 474, de 23 de junho de 2006, tendo sido retomada com o envio, pelo Poder Executivo, dos documentos requeridos por esta Comissão, por meio da Mensagem Presidencial em referência.

O ato de renovação de outorga obedece aos princípios de constitucionalidade, especialmente no que se refere aos artigos 220 a 223 da Constituição Federal, e atende às formalidades legais, motivos pe-los quais somos pela homologação do ato do Poder Executivo, na forma do Projeto de Decreto Legislativo que ora apresentamos.

Sala da Comissão, 25 de outubro de 2007. – Deputada Luiza Erundina, Relatora.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2007

Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Santuário FM Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante da Portaria nº

1.840, de 12 de setembro de 2002, que renova, a partir de 11 de setembro de 1997, a permissão outorgada à Rádio Santuário FM Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no muni-cípio de Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul.

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59140 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 25 de outubro de 2007. – Deputada Luiza Erundina, Relatora.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comuni-cação e Informática, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o parecer favorável da Relatora, Deputada Luiza Erundina, à TVR nº 58/2007, nos termos do Projeto de Decreto Legislativo que apresenta.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Julio Semeghini – Presidente, José Rocha, Paulo

Bornhausen e Bilac Pinto – Vice-Presidentes, Bruno Rodrigues, Cristiano Matheus, Dr. Nechar, Edigar Mão Branca, Eduardo Sciarra, Elismar Prado, Emanuel Fernandes, Enio Bacci, Guilherme Menezes, Gusta-vo Fruet, José Aníbal, Leandro Sampaio, Luiza Erun-dina, Manoel Salviano, Maria do Carmo Lara, Miguel Martini, Nazareno Fonteles, Paulo Henrique Lustosa, Paulo Roberto, Roberto Rocha, Rômulo Gouveia, Si-las Câmara, Uldurico Pinto, Valadares Filho, Vic Pires Franco, Zequinha Marinho, Ana Arraes, Cida Diogo, Edson Duarte, Eduardo Cunha, Fernando Ferro, João Carlos Bacelar, Juvenil Alves, Paulo Piau, Rebecca Garcia e Takayama.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 391, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 51/2007 MSC Nº 188/2007

Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Difusora Três Passos Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Três Passos, Estado do Rio Grande do Sul.

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante do Decreto

de 20 de agosto de 2002, que renova, a partir de 8 de fevereiro de 1998, a concessão outorgada à Rádio Difusora Três Passos Ltda para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Três Passos, Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

TVR Nº 51, DE 2007 (MENSAGEM Nº 188, DE 2007)

Submete à apreciação do Congresso Nacional o ato constante do Decreto de 20 de agosto de 2002, que renova a concessão da Rádio Difusora de Três Passos Ltda para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Três Passos, Estado do Rio Grande do Sul.

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

I – Relatório

De conformidade com o art. 49, inciso XII, combinado com o § 1º do art. 223, da Constitui-ção Federal, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República submete à apreciação do Congres-so Nacional o ato que renova a concessão outor-gada à Rádio Difusora de Três Passos Ltda para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média.

Atendendo ao disposto no § 3º do art. 223 da Constituição, a matéria foi enviada ao Poder Legislativo para a devida apreciação, uma vez que o ato somen-te produzirá efeitos após a deliberação do Congresso Nacional.

Cumpre-nos, portanto, opinar sobre os aspectos técnicos e formais da matéria submetida ao exame desta Comissão, nos termos do inciso II, alínea h, do art. 32 do Regimento Interno.

Cumpre ressaltar que o processo em exame faz parte do conjunto de proposições referentes à apre-ciação dos atos de outorga, renovação de outorga e perempção de outorga para exploração de serviços de radiodifusão que foram retiradas de tramitação do Congresso Nacional em 28 de julho de 2006 por solicitação do Ministério das Comunicações, em de-ferimento à Mensagem Presidencial nº 474, de 23 de junho de 2006.

II – Voto do Relator

O processo de renovação de outorga requerida pela Rádio Difusora de Três Passos Ltda, executante de serviço de radiodifusão sonora em onda média, encontra-se de acordo com a prática legal e documen-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59141

tal atinente ao processo renovatório e os documentos juntados aos autos indicam a regularidade na execu-ção dos serviços de radiodifusão.

A análise deste processo deve basear-se no Ato Normativo nº 1, de 2007, desta Comissão. Verificada a documentação, constatamos que foram atendidos todos os critérios exigidos por este diploma regula-mentar.

O ato de renovação de outorga obedece aos princípios de constitucionalidade, especialmente no que se refere aos artigos 220 a 223 da Constituição Federal, e atende às formalidades legais, motivos pe-los quais somos pela homologação do ato do Poder Executivo, na forma do Projeto de Decreto Legislativo que ora apresentamos.

Sala da Comissão, 18 de outubro de 2007. – Deputado Miguel Martini, Relator.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2007

Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Difusora de Três Passos Ltda para explorar serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Três Passos, Estado do Rio Grande do Sul.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante do Decreto

de 20 de agosto de 2002, que renova, a partir de 8 de fevereiro de 1998, a concessão outorgada à Rádio Difusora de Três Passos Ltda para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Três Passos, Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 18 de outubro de 2007. – Deputado Miguel Martini, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comuni-cação e Informática, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o parecer favorável do Relator, Deputado Miguel Martini, à TVR nº 51/2007, nos termos do Projeto de Decreto Legislativo que apresenta.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Julio Semeghini – Presidente, José Rocha, Paulo

Bornhausen e Bilac Pinto – Vice-Presidentes, Bruno Rodrigues, Cristiano Matheus, Dr. Nechar, Edigar Mão Branca, Eduardo Sciarra, Elismar Prado, Emanuel Fernandes, Enio Bacci, Guilherme Menezes, Gusta-vo Fruet, José Aníbal, Leandro Sampaio, Luiza Erun-dina, Manoel Salviano, Maria do Carmo Lara, Miguel

Martini, Nazareno Fonteles, Paulo Henrique Lustosa, Paulo Roberto, Roberto Rocha, Rômulo Gouveia, Si-las Câmara, Uldurico Pinto, Valadares Filho, Vic Pires Franco, Zequinha Marinho, Ana Arraes, Cida Diogo, Edson Duarte, Eduardo Cunha, Fernando Ferro, João Carlos Bacelar, Juvenil Alves, Paulo Piau, Rebecca Garcia e Takayama.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Depu-tado Julio Semeghini, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 392, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 998/2006 MSC Nº 414/2006

Aprova o ato que autoriza a Associa-ção Comunitária de Comunicação de Jar-dim de Piranhas/RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Jardim de Piranhas, Estado do Rio Grande do Norte.

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante da Portaria

nº 127, de 24 de março de 2006, que autoriza a As-sociação Comunitária de Comunicação de Jardim de Piranhas/RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comu-nitária no município de Jardim de Piranhas, Estado do Rio Grande do Norte.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

TVR Nº 998, DE 2006 (MENSAGEM Nº 414, DE 2006)

Submete à apreciação do Congres-so Nacional o ato constante da Portaria nº 127, de 24 de março de 2006, que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação de Jardim de Piranhas/RN, a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusivi-dade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Jardim de Piranhas, Estado do Rio Grande do Norte.

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59142 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

COMISSÃO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

I – Relatório

De conformidade com o art. 49, inciso XII, com-binado com o § 1º do art. 223, da Constituição Fe-deral, o Excelentíssimo Senhor Presidente da Repú-blica submete à consideração do Congresso Nacional, acompanhado da Exposição de Motivos do Senhor Ministro de Estado das Comunicações, o ato que au-toriza a Associação Comunitária de Comunicação de Jardim de Piranhas/RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radio-difusão comunitária.

Atendendo ao disposto no § 3º do art. 223 da Constituição, a matéria foi enviada ao Poder Legislativo para a devida apreciação, uma vez que o ato somen-te produzirá efeitos após a deliberação do Congresso Nacional.

Cumpre-nos, portanto, opinar sobre os aspectos técnicos e formais da matéria submetida ao exame desta Comissão, nos termos do inciso II, alínea h, do art. 32 do Regimento Interno.

II – Voto do Relator

A autorização do Poder Público para a execução de serviço de radiodifusão comunitária é regulada pela Lei nº 9.612, de 19 de fevereiro de 1998. No processo em questão, a Associação Comunitária de Comunica-ção de Jardim de Piranhas/RN atendeu aos requisitos da legislação específica e recebeu autorização para executar serviço de radiodifusão comunitária.

A análise deste processo deve basear-se no Ato Normativo nº 1, de 2007, desta Comissão. Verificada a documentação, constatamos que foram atendidos todos os critérios exigidos por este diploma regulamentar.

O ato de outorga obedece aos princípios de cons-titucionalidade, especialmente no que se refere aos artigos 220 a 223 da Constituição Federal, e atende às formalidades legais, motivos pelos quais somos pela homologação do ato do Poder Executivo, na for-ma do Projeto de Decreto Legislativo que ora apre-sentamos.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Cristiano Matheus, Relator.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº , DE 2007

Aprova o ato que autoriza a Associa-ção Comunitária de Comunicação de Jar-dim de Piranhas/RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no

município de Jardim de Piranhas, Estado do Rio Grande do Norte.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º É aprovado o ato constante da Portaria

nº 127, de 24 de março de 2006, que autoriza a As-sociação Comunitária de Comunicação de Jardim de Piranhas/RN a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comu-nitária no município de Jardim de Piranhas, Estado do Rio Grande do Norte.

Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Cristiano Matheus, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunica-ção e Informática, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o parecer favorável do Rela-tor, Deputado Cristiano Matheus, à TVR nº 998/2006, nos termos do Projeto de Decreto Legislativo que apresenta.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Julio Semeghini – Presidente, José Rocha, Paulo

Bornhausen e Bilac Pinto – Vice-Presidentes, Bruno Rodrigues, Cristiano Matheus, Dr. Nechar, Edigar Mão Branca, Eduardo Sciarra, Elismar Prado, Emanuel Fernandes, Enio Bacci, Guilherme Menezes, Gusta-vo Fruet, José Aníbal, Leandro Sampaio, Luiza Erun-dina, Manoel Salviano, Maria do Carmo Lara, Miguel Martini, Nazareno Fonteles, Paulo Henrique Lustosa, Paulo Roberto, Roberto Rocha, Rômulo Gouveia, Si-las Câmara, Uldurico Pinto, Valadares Filho, Vic Pires Franco, Zequinha Marinho, Ana Arraes, Cida Diogo, Edson Duarte, Eduardo Cunha, Fernando Ferro, João Carlos Bacelar, Juvenil Alves, Paulo Piau, Rebecca Garcia e Takayama.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

INDICAÇÃO Nº 1.278, DE 2007 (Do Sr. Antonio Carlos Magalhães Neto)

Sugere ao Ministério da Saúde o aten-dimento periódico de escolares em postos de saúde próximos à escola.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro da Saúde:O acompanhamento do desenvolvimento na in-

fância é essencial para garantir a inserção futura do indivíduo na comunidade. Na escola é que são detecta-das muitas das dificuldades, auditivas, visuais, afetivas, entre outras. Sendo um espaço onde a criança passa

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59143

grande parte de seu tempo, julgamos ser de grande interesse proporcionar aos estudantes o acesso a ser-viços de saúde em postos próximos à escola.

Assim, gostaríamos de sugerir que se estudasse a viabilidade de se estabelecerem estratégias entre as esferas de educação e saúde no sentido de pro-porcionar aos alunos um acompanhamento periódico em postos de saúde próximos à unidade escolar que freqüentem.

Acreditamos que esta medida propiciará grande benefício às crianças, aumentando suas chances de terem acesso à identificação precoce de problemas e, conseqüentemente, de tratar qualquer disfunção detectada antes que ela se torne grave ou deixe se-qüelas para o futuro.

Acreditamos que a implementação do que suge-rimos dependerá mais da organização dos serviços que de recursos financeiros. Desta forma, encami-nhamos a presente Indicação para análise por parte desta Pasta.

Sala das Sessões, 9 de outubro de 2007. – Deputado Antônio Carlos Magalhães Neto.

INDICAÇÃO Nº 1.317, DE 2007 (Da Sra. Perpétua Almeida)

Sugere à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização que o aumento na previsão das receitas, estimado em torno de 14 Bilhões, constante do Rela-tório de Receitas, seja alocado em parte nos programas e projetos constantes do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Senador José Maranhão,O Brasil é o quarto maior responsável pelas emis-

sões de gás carbônico do Mundo, devido as queimadas periódicas da Floresta Amazônica. O Futuro do clima no planeta depende em parte do que o Brasil faz com a nossa maior floresta.

Em recente reportagem publicada pela revista Época, é apresentado estudo do economista Carlos Eduardo Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que serviu como base para a realização do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Des-matamento na Amazônia. O Pacto recebeu o apoio dos governadores do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Pará, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho e da Ministra do Meio Ambiente , Marina Silva.

O Estudo, em linhas gerais, demonstra que há possibilidade, do ponto de vista econômico, de tornar economicamente sustentável a preservação da floresta.

Isto, sem dúvida, já é exaustivamente comprovado. O Imazon, ONG defensora da preservação do ecossiste-ma amazônico, por exemplo, em estudo apresentado ao Banco Mundial, comprova que o ciclo de extração predatória de madeira e pecuária em um município típico da região rende US$100 milhões por ano. No entanto, em oito anos esta atividade econômica entra em colapso com o fim da madeira, deixando apenas a pecuária, que rende US$5 milhões por ano. Quan-do um município consegue preservar a floresta, com coleta seletiva de madeira e extrativismo sustentável, produz US$75 milhões por ano sem esgotar seus re-cursos. Assim, em linhas gerais, demonstra-se a sus-tentabilidade da exploração econômica sem derrubar a mata. É necessário criar o ambiente econômico para que isso ocorra.

Esta sustentabilidade não se viabiliza natural-mente, pois os lucros alcançados pela atividade ilegal, predatória, desumana são maiores que a legalização da atividade e o cumprimento da nossa Constituição. Por isso é necessário investimentos maciços do estado em fiscalização e monitoramento, bem como, desenvol-vimento tecnológico e equipamentos modernos.

Garantir a criação de um ambiente sustentável que viabilize o desenvolvimento de atividades econômicas que preservem a floresta são a forma mais lógica de garantir a preservação da mata. Investimento na ordem de um bilhão ano direcionados a fiscalização, a novas tecnologias e outras ações podem, segundo o estudo citado anteriormente garantir este objetivo. Falta a pre-sença de fiscais nas regiões críticas de desmatamento, como Machadinho (RO), Coloniza (MT) e Castelo dos Sonhos (PA). Além disso é necessário investir em mo-nitoramento de unidades de conservação. O país tem 1.400 funcionários do Ibama para fiscalizar 64 milhões de hectares. É um fiscal por 480 km².

Cria-se a possibilidade, com a nova estimativa de receitas realizada pelo Comitê de Avaliação de Re-ceitas, coordenado pelo Senador Francisco Dornelles e emérito economista brasileiro, de disponibilizarmos os recursos para tornarmos o pacto pela preservação da Amazônia uma realidade. Assim, cumpriremos com nossa obrigação, reduzindo as emissões de gás car-bônico e garantindo o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Serão milhões de pessoas no mundo beneficiadas com esta priorização dos gastos do go-verno brasileiro.

Desta forma, apresentada nossas breves argu-mentações, e certa de que a medida colaborará para desenvolvimento sustentável da região amazônica, manifesto minha confiança em contar com o empenho de V. Exa. e do corpo técnico da Comissão de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização para que o au-

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59144 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

mento na previsão das receitas, estimado em torno de 14 Bilhões, constante do Relatório de Receitas, seja alocado em parte nos programas e projetos constan-tes do Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento na Amazônia..

Sala das Sessões, 16 de outubro de 2007. – Perpétua Almeida, Deputada Federal PCdoB – AC.

INDICAÇÃO Nº 1.361, DE 2007 (Do Sr. Pedro Fernandes)

Sugere ao Poder Executivo, por inter-médio do Ministério da Fazenda, que junto ao Banco Central do Brasil – equipar os cai-xas eletrônicos da rede bancária com sinte-tizadores eletrônicos de vozes para melhor acesso de uso aos deficientes visuais.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro da Fazenda, Dr. Guido Mantega,

Pela presente Indicação estamos sugerindo a adaptação no sistema de caixas eletrônicos de aten-dimento na rede bancária deste País com sintetizado-res eletrônicos de vozes, para maior facilidade de uso aos deficientes visuais e, também, com um sistema de identificação de senha mediante o reconhecimento de impressões digitais do respectivo usuário.

Senhor Ministro, a medida ora apresentada não beneficiará tão somente aos deficientes visuais, mas, também, um grande contingente de clientes bancários analfabetos, infelizmente uma triste realidade, que lu-tamos pela erradicação.

O Governo do nosso Presidente o Senhor Luiz Inácio Lula da Silva tem se pautado em questões que vão ao encontro dos anseios das minorias mais desfa-vorecidas e, a adoção das sugestões ora apresentadas, Senhor Presidente, certamente fortalecerá, ainda mais, esse viés valoroso de um Governo voltado para os reais interesses de nossa população mais necessitada.

Sala das Sessões, 18 de outubro de 2007. – Deputado Pedro Fernandes.

INDICAÇÃO Nº 1.372, DE 2007 (Do Sr. Carlos Alberto Canuto)

Sugere ao Ministério da Fazenda a criação de linhas de crédito específicas para produção de biocombustíveis.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro da Fazenda:O atual ciclo de crescimento da economia mundial

vem demandando uma quantidade cada vez maior de ener-gia. A matriz energética que vem sustentando este proces-so continua a ser altamente concentrada e dependente de combustíveis fósseis e de fontes não renováveis.

Acresce notar que o modelo vigente está na raiz dos problemas ambientais causadores do efeito-estufa, do aquecimento global, que se constitui num dos maio-res desafios a serem enfrentados pela comunidade in-ternacional nas próximas décadas, conforme alerta das maiores autoridades científicas, e que já ocupa a agenda principal das organizações políticas responsáveis.

O Brasil pode desempenhar um papel essencial neste processo, pela disponibilidade de áreas e pelas caracterís-ticas de nossos solo e clima, o que potencializa para o País um lugar de vanguarda na produção de biocombustíveis, tanto para consumo interno como para exportação.

É neste sentido que venho sugerir que esse Ministé-rio, sobretudo por meio de suas instituições oficiais, venha a criar, ampliar e diversificar linhas de crédito específicas, destinadas a empresas de capital nacional, que possam interessar-se pela produção de biocombustíveis, entre os quais, certamente, o etanol virá em primeiro lugar.

Certo da sensibilidade de Vossa Excelência, as-seguro que esta iniciativa tem o respaldo maciço desta Casa e estou seguro de que traduz os legítimos an-seios da população brasileira.

Sala das Sessões, 25 de outubro de 2007. – Deputado Carlos Alberto Canuto.

INDICAÇÃO Nº 1.373, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro das Cidades, Már-cio Fortes de Almeida, a necessidade de liberar recursos do Fundo Nacional de Ha-bitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de São José do Povo, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de São José do Povo/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59145

INDICAÇÃO Nº 1.374, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Sapezal, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reconheci-mento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no município de Sapezal/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.375, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Tesouro, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reconheci-mento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no município de Tesouro/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.376, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Primavera do Leste, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Primavera do Leste/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.377, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de União do Sul, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva

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59146 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de União do Sul/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.378, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Rosário Oeste, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Rosário Oeste/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.379, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional

de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Tabaporã, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Tabaporã/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.380, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Ribeirão Cascalheira, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Ribeirão Cascalheira/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59147

INDICAÇÃO Nº 1.381, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Porto Estrela, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Porto Estrela/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.382, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Santo Afonso, MT.

Despacho: Publique-se. encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Santo Afonso/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.383, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Vila Rica, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Vila Rica/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.384, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Porto dos Gaúchos, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas

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59148 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Porto dos Gaúchos/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.385, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a neces-sidade de liberar recursos do Fundo Na-cional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Santa Rita do Trivelato, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Santa Rita do Trivelato/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.386, DE 2007 (Do Sr. Eliene Lima)

Sugere ao Ministro de Estado das Ci-dades, Márcio Fortes de Almeida, a necessi-

dade de liberar recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a construção de habitações populares no município de Rio Branco, MT.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro,O princípio constitucional da moradia não prevê

expressamente a garantia a moradia de maneira efetiva a todos, mas estabeleça como dever do Estado, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, “promover pro-gramas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico” (art. 23, IX). Contudo, observa-se que os instrumentos que concretizariam a definição constitucional da habitação como responsabilidade comum aos entes públicos são insuficientes, e que na prática representam mais as responsabilidades do que o poder de realizações.

Considerando que existe hoje no país um reco-nhecimento sobre a importância da democratização da moradia e que a habitação adequada é condição fundamental para o cidadão exercer plenamente a sua cidadania, sugiro a liberação de recursos do FNHIS para a construção de habitações populares no muni-cípio de Rio Branco/MT.

Sala das Sessões, 25 de outubro 2007. – Depu-tado Eliene Lima.

INDICAÇÃO Nº 1.387, DE 2007 (Do Sr. Marcos Montes)

Sugere ao Ministério das Cidades pro-mova a implementação de programas de reaproveitamento de resíduos de óleos ve-getais resultantes de frituras em cozinhas residenciais, de restaurantes e lanchonetes, e em indústrias alimentícias.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado das Cidades:

A utilização de óleos vegetais em cozinhas resi-denciais e industriais, em lanchonetes e restaurantes, embora difusa, atinge grandes volumes. Como uma família consome por mês entre cinco e seis litros de óleo e a população brasileira é composta de cerca de 40 milhões de famílias, estima-se que mensalmente são utilizados cerca de 240 milhões de litros de óleo, o que resulta, ao final de cada ano, um volume da ordem de 2,50 bilhões de litros. Parcela considerável desse óleo é utilizado em frituras e é descartada como parte dos esgotos domésticos.

A indústria alimentícia é, também, grande usuá-ria de óleos vegetais em processos de frituras, sendo exemplos mais notórios as fábricas de batatas fritas e

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59149

de alguns alimentos congelados. Os efluentes dessas indústrias contêm normalmente grandes quantidades de óleos que tornam mais complexos e dispendiosos os seus processos de tratamento (quando existem) para disposição final.

Mas são as lanchonetes, principalmente as redes de “fast food”, as maiores usuárias e descartadoras de óleos vegetais nos sistemas públicos de esgotos. Estima-se que a fritura de um hambúrguer, feita em chapa quente, gasta em torno de 10 mililitros de óleo (considerando que o óleo não é totalmente consumi-do). Para fritar 1.000 hambúrgueres, a venda diária de uma grande lanchonete, o consumo de óleo será da ordem de 10 litros por dia. Multiplicando-se esse volume pelo número de lanchonetes de um “shopping center” de porte médio, ao longo de um ano, certamente será constatado um volume impressionante de óleo lançado nas redes públicas de esgotos.

Embora os óleos vegetais sejam constituídos de matéria orgânica biodegradável, eles sobrecarregam os sistemas coletores. Se o volume de água dos esgotos for muito pequeno, os óleos grudam nas paredes das tubulações, provocando entupimento, tanto nas redes públicas, como nas instalações prediais. Nas estações de tratamento, eles, como outras matérias orgânicas, aumentam a demanda bioquímica de oxigênio, reduzindo a capacidade e a eficiência desses equipamentos.

Quando os esgotos são dispostos sem tratamento, como ocorre na maioria das cidades brasileiras, os óle-os, por demandarem oxigênio dissolvido na água para sua decomposição, aumentam a poluição orgânica e, conseqüentemente, a poluição dos recursos hídricos. Até serem degradados, formam uma película sobre a água, a qual impede a oxigenação natural, com efeitos deletérios sobre a fauna e a flora aquáticas.

Os resíduos de óleos vegetais utilizados em frituras, no entanto, podem servir de matéria-prima para a produção de biodiesel e para as indústrias de sabões, detergentes e cosméticos, entre outros produtos. Isto evitaria que cau-sassem poluição e, ao mesmo tempo, geraria empregos e renda, com evidentes benefícios sociais e ambientais.

Exemplos de iniciativas bem sucedidas de reco-lhimento e reutilização de resíduos de óleos de frituras já podem ser observados, como a da rede de lancho-netes Mac Donalds, na cidade do Rio de Janeiro, que mantém um programa em conjunto com entidades be-neficentes que recolhem diariamente os resíduos de óleo e os processam para a produção de biodiesel.

Em conclusão, Senhor Ministro, estamos sugerin-do que o Ministério das Cidades, no conjunto de suas ações para melhoria das condições de saneamento básico de áreas urbanas, promova a implementação de programas de reaproveitamento de resíduos de óleos

vegetais utilizados em frituras, tendo como objetivo a redução da poluição dos recursos hídricos e do solo e, ao mesmo tempo, dar uma destinação economica-mente viável a esses resíduos.

Os incentivos a programas e iniciativas de reco-lhimento e reutilização de resíduos de óleos de frituras trarão benefícios sociais, econômicos e ambientais para a sociedade. Esses incentivos poderiam ser efetivados, por exemplo, mediante condições especiais de finan-ciamento para construção de conjuntos habitacionais, com redução de encargos e aumento de prazos. Po-deriam ser feitos, também, por meio de subsídios ou da exigência de instalação de depósitos e de sistemas coletores de óleos em edificações que fossem financia-das com recursos do FGTS. Essas medidas poderiam ser combinadas com o financiamento de unidades de produção de biodiesel e de pequenas indústrias que tenham como matéria-prima os resíduos de óleos ve-getais, com ênfase no cooperativismo e no emprego e inclusão de catadores de materiais recicláveis.

Contamos com o apoio de V. Exa. e de sua equi-pe técnica e gerencial para a análise e implementação de nossa sugestão.

Sala das Sessões, 25 de outubro de 2007. – Deputado Marcos Montes.

INDICAÇÃO Nº 1.388, DE 2007 (Da Comissão de Educação e Cultura)

Sugere ao Poder Executivo, por inter-médio do Ministério da Educação, a criação de ‘’campi’’ avançados da Universidade Federal de Roraima nos Municípios que específica.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação, Em reunião deliberativa realizada no dia 24 de

outubro de 2007, durante a apreciação do Projeto de Lei nº 1.397, de 2007, do Senado Federal, que “Au-toriza o Poder Executivo a criar ‘campi’ avançados da Universidade Federal de Roraima nos Municípios que especifica”, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados concluiu pela rejeição da proposição, vez que, em se tratando de proposta de teor meramente autorizativo, ela não gera nem direitos, nem obrigações por parte do Poder Público.

No entanto, conforme Súmula previamente apro-vada pela Comissão, ficou decidido que, no caso de Projetos de Lei versando sobre a criação de Institui-ção Educacional Federal, em qualquer modalidade de ensino, poderia ser oferecida Indicação ao Poder Executivo, com o fim de não se perder totalmente o mérito da proposição.

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59150 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Deste modo, a Comissão de Educação e Cultura dirige-se a Vossa Excelência para sugerir a criação de ‘campi’ avançados da Universidade Federal de Roraima nos Municípios que especifica, tal como propunha o Projeto de Lei nº 1.397/07, cuja cópia encaminhamos em anexo.

Assim, por considerar justa e necessária à popu-lação, solicitamos a consideração de nosso pleito.

Sala de Sessões, 25 de outubro de 2007. – Deputado Gastão Vieira, Presidente.

INDICAÇÃO Nº 1.389, DE 2007 (Do Sr. Raul Henry)

Sugere ao Ministério da Fazenda, por intermédio do Conselho Monetário Nacio-nal, que se estabeleça a padronização da nomenclatura das tarifas bancárias como forma de possibilitar ao consumidor a com-paração de preços entre as diferentes ins-tituições financeiras.

Despacho: Publique-se. Encaminhe-se.

Excelentíssimo Senhor Ministro da Fazenda:Um dos grandes problemas enfrentados pelo

consumidor em relação às instituições financeiras é reconhecer e decifrar a nomenclatura e as siglas das tarifas cobradas pelos serviços oferecidos.

Tal situação nos parece violar um dos direitos básicos do consumidor, conforme estabelecido no in-ciso III do art. 6º da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, o qual transcrevemos abaixo:

“Art. 6º São direitos básicos do consu-midor:

..............................................................III – a informação adequada e clara sobre

os diferentes produtos e serviços, com especi-ficação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;” (Código de Defesa do Consumidor – inciso III do art. 6º da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990).

Portanto, será de grande importância para os consumidores em geral poderem identificar, com exa-tidão, qual o tipo de serviço oferecido e a tarifa cobra-da por tal serviço.

A liberdade que hoje os bancos têm de adotar as nomenclaturas ou siglas próprias para denominar as tarifas que são cobradas, não apenas confunde o usuário como também dificulta a comparação de pre-ços entre as diferentes instituições.

Diante do exposto, sugiro que o Conselho Monetá-rio Nacional estabeleça a padronização das tarifas ban-cárias, por meio de tabela ou lista que contenha todos os serviços passíveis de cobrança a serem prestados

pelos bancos, com nomenclatura própria, numeração identificadora e nota explicativa da finalidade de cada um deles, a fim de que se exija das instituições financeiras a devida obediência, tanto na cobrança pelos mencionados serviços como na divulgação de informações e também, nos extratos expedidos, com o objetivo de possibilitar aos consumidores em geral a comparação de preços.

Certos que nossa sugestão poderá reverter-se em benefícios para os consumidores, contamos com o pronto atendimento desta Indicação por parte de Vossa Excelência.

Sala das Sessões, 25 de outubro de 2007. – Deputado Raul Henry, PMDB / PE.

RECURSO Nº 103, DE 2007 (Do Sr. Laerte Bessa)

Recurso contra a decisão da Mesa que devolve o Projeto de Lei nº 1.946 de 2007, de autoria do Sr. Laerte Bessa.

Despacho: Submeta-se ao Plenário, após ter sido ouvida a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, nos termos do Art. 137, § 2º, do Regimento Interno. Publique-se.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação do Plenário.

Senhor Presidente, Com fulcro no art. 137 § 2º, do Regimento Interno

desta Casa, recorro da decisão ofertada pela Mesa, que devolve o Projeto de Lei nº 1.946 de 2007, de minha autoria, cujo teor “dispõe sobre a obrigação da União de reservar para os servidores públicos do sistema de segurança pública da União, dos Estados e do Distrito Federal, no mínimo 5% (cinco por cento) das vagas re-lativas ao ensino público superior e aos cursos públicos de pós-graduação e mestrado, e dá outras providências”, pelos fatos e fundamentos que passo a expor:

Justificação

Com toda a vênia que me é devida, insurjo con-tra a citada decisão de devolução do Projeto de Lei nº 1.946 de 2007, pelo simples fato de que, em nenhum momento, a citada proposição trata de matéria relativa a regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade, aposentadoria, ou qualquer outro assunto atinente à vida funcional dos servidores públicos da União e Ter-ritórios, muito pelo contrário, o presente projeto de lei apenas obriga a União a reservar para os servidores públicos do sistema de segurança pública da União, dos Estados e do Distrito Federal, no mínimo 5% (cinco por cento) das vagas relativas ao ensino público superior e aos cursos públicos de pós-graduação e mestrado, facultando a esses profissionais o aprimoramento gra-tuito nas áreas de suas atuações.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59151

Renovando vênia, é comezinho o fato de que o vício de iniciativa invocado por essa colenda Mesa só deve recair sobre matéria que trata acerca da estrutura do funcionalis-mo público, mas nunca sobre proposição de uma faculdade que se pretende disponibilizar para aquele servidor que quer se aprimorar para o nobre exercício de sua função pública, em especial o combate à criminalidade.

Repita-se, o Projeto de Lei nº 1.946 de 2007 não dispõe em nenhum momento sobre servidor público, mas acerca de mera reserva de vagas no ensino público para que, assim querendo, aquele funcionário concor-ra, em melhor condição, ao ensino gratuito fornecido pela União. Portanto inexiste vício relativo à inconsti-tucionalidade formal ou material da citada proposição, conforme alegado pela Mesa.

Com todo o respeito, parece ter havido um grande equívoco quando da análise da proposição em comento, eis que o vício invocado não existe, razão pela qual recorro da decisão proferida, porquanto requeiro a reapreciação de sua admissibilidade, nos termos regimentais.

Plenário, 17 de setembro de 2007. – Deputado Laerte Bessa, PMDB/DF.

RECURSO Nº 124, DE 2007 (Do Sr. Arnaldo Faria de Sá)

Recorre, nos termos do Art. 95, § 8º, contra a decisão da Presidência na Questão de Ordem nº 212, de 2007, a respeito do início da Ordem do Dia em Sessão Ordinária.

Despacho: Submeta-se ao Plenário, após ter sido, ouvida a Comissão de Consti-tuição e Justiça e Cidadania, nos termos do art. 164, § 2º, do Regimento Interno.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação do Plenário.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem.

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V. Exª a palavra.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Questão de ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Pre-sidente, o art. 67, do nosso Regimento, prevê: “A ses-são extraordinária, com duração de quatro horas, será destinada exclusivamente à discussão e votação das matérias constantes da Ordem do Dia”.

Estamos há cerca de 1 hora do início da sessão, mas não foi iniciada a Ordem do Dia a despeito de ter-mos atingido quorum.

Ao final da noite, os partidos da base irão re-clamar por ter a votação ido até tarde por culpa da Oposição. A Oposição não tomou providência alguma

ainda. Até agora quem está retardando o início dos trabalhos é a Mesa.

Como esta é uma sessão extraordinária, solicito a V. Exª que dê início à Ordem do Dia.

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Falei agora com o Presidente Arlindo Chinaglia, que está chegando ao plenário. As atribuições da Presidência não permitiram que S. Exª chegasse antes, mas, as-sim que chegar, iniciará a Ordem do Dia. Não haverá prejuízo algum, tendo em vista que teremos a oportu-nidade de votar a matéria durante toda a noite.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Sr. Presidente, peço a palavra para recorrer da questão de ordem.

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Tem V. Exª a palavra.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB – SP. Questão de ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Pre-sidente, respeitosamente quero recorrer da decisão de V. Exª porque é evidente que, regimentalmente, a Ordem do Dia tinha que ser iniciada.

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – Eu gostaria de dizer a V. Exª que também considerasse, porque não há nenhuma matéria na mesa para que comecemos a Ordem do Dia.

O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ – Já foi distribu-ída a pauta, e na pauta tem matéria para ser votada, a medida provisória já foi retirada e a PEC da CPMF.

O SR. PRESIDENTE (Inocêncio Oliveira) – V. Exª tem razão nessa parte, mas quanto à matéria, o que vou ler?

RECURSO N° 125, DE 2007 (Do Sr. Ronaldo Caiado)

Recorre nos termos do Art. 95, § 8º, con-tra a decisão da Presidência na Questão de Ordem n° 218, de 2007, sobre parecer da Co-missão de Constituição e Justiça e Cidadania a projetos apensados em momento poterior ao trâmite de proposição naquela Comissão.

Despacho: Submeta-se ao Plenário, após ter sido ouvida a Comissão de Consti-tuição e Justiça e de Cidadania, nos termos do art. 95, § 8º, do Regimento Interno.

Publique-se. Apreciação: Proposição sujeita à apreciação do Plenário.

O SR. MATTEO CHIARELLI – Sr. Presidente, um esclarecimento ao Relator.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Pois não. Tem V. Exª a palavra.

O SR. MATTEO CHIARELLI (DEM – RS. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, com relação – pergunto ao Relator – ao art. 1°, caput, a regra institui a pluralidade sindical. Nós passamos a ter

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59152 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

agora, por dispositivo legal, por ato normativo primário, por norma que regulamenta a Constituição Federal, a pluralidade sindical na cúpula e se mantém, por força do art. 8°, inciso II, que a lei, evidentemente, não pode reformar, a unicidade sindical na base.

Então, o nosso modelo sindical é: sindicato, fe-deração, confederação, verticalizados, e a pluralidade sindical na cúpula.

A meu juízo, Sr. Presidente, sem levar em conta a autonomia sindical, o art. 4° volta a oferecer ao Ministério do Trabalho o papel que ele tinha com a Carta Del Lavoro, com a carta sindical antes da Constituição Federal, de 1988. Há uma intervenção, uma interferência na vida do sindicato com o art. 4°, o que fere o art. 8°, inciso I, da Constituição Federal, além daquilo que dizia o Líder, Deputado Ronaldo Caiado, com relação ao imposto sindical.

O SR. VICENTINHO – Sr. Presidente, isso é dis-cussão.

O SR. MATTEO CHIARELLI – Não. É um escla-recimento quanto à constitucionalidade.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Depu-tado Matheu Chiarelli, deixe-me fazer a mesma obser-vação que fiz no momento em que o Deputado Ronaldo Caiado perguntava. O Relator está oferecendo parecer às Emendas de 1 a 28. V. Exª está reportando, e eu não estou entrando no mérito, àquilo que, digamos, na sua compreensão, é o que está sendo produzido com a proposta. Mas, neste momento, o Deputado Paulo Teixeira está dando parecer apenas às emendas de 1 a 28. Portanto, quanto a esses questionamentos, V. Exª pode até estar correto, mas a Comissão de Constitui-ção e Justiça deu parecer pela constitucionalidade da proposta por inteiro, e agora o Deputado Paulo Teixeira está proferindo parecer às emendas de plenário.

Se V. Exª tiver algum esclarecimento a pedir quan-to às emendas, o Deputado Paulo Teixeira esclarecerá de acordo com o seu critério. Fora disso, vamos para os encaminhamos e, aí sim, V. Exª poderá fazer esses questionamentos.

O SR. RONALDO CAIADO – Sr. Presidente, peço a V. Exª que me garanta no encaminhamento.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – O de-bate será com o Plenário, o qual deliberará ao final.

O SR. RONALDO CAIADO – Sr. Presidente, peço a palavra para uma questão de ordem.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Tem V. Exª a palavra.

O SR. RONALDO CAIADO (DEM – GO. Questão de ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o art. 192, § 4º do Regimento Interno estabelece:

“Art. 192. ..............................................§ 4° Sempre que o Presidente julgar ne-

cessário, ou for solicitado a fazê-lo, convidará o

Relator, o Relator substituto ou outro membro da Comissão com a qual tiver mais pertinência a matéria a esclarecer, em encaminhamento da votação, as razões do parecer.”

Solicito a V. Exª, como fez o Deputado Matteo Chiarelli, quanto à constitucionalidade, que peça ao Relator da Comissão de Constituição e Justiça que nos responda os pontos aqui levantados.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Depu-tado Ronaldo Caiado, entendi a fundamentação da sua questão de ordem, mas não a solicitação.

O SR. RONALDO CAIADO – Sr. Presidente, es-tamos no encaminhamento do projeto e, no momen-to anterior, discutimos as emendas. Agora, pergunto quanto à constitucionalidade dos pontos levantados pelo Deputado Matteo Chiarelli ao Projeto n° 1.990, do Poder Executivo, que terá prioridade.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Segundo o art. 192, § 4°, citado por V. Exª, esta Presidência pode tomar a iniciativa de solicitar o Relator a fazer o esclareci-mento ou ser solicitada a fazê-lo, conforme seu pedido.

Assim sendo, produzirei uma circunstância para que não só V. Exª como também toda a Casa se sin-tam atendidos.

No caso, seria o Relator da CCJ, do ponto de vista da constitucionalidade. Eu pediria que V. Exª ou o Deputado Matteo procurasse o Deputado Paulo Teixeira para que ele pudesse ouvir qual é a dúvida e, depois, ele viesse, de público, esclarecer a partir daquilo que é... Um momento, Deputado Ronaldo Caiado, porque existe uma limitação regimental, que eu estava desconsiderando.

Dadas as limitações regimentais, vou inscrever o Relator para encaminhar a favor. S. Exª vai entrar em substituição ao Deputado João Campos ou ao Deputado Roberto Santiago e, em função disso, terá o tempo do encaminhamento para responder às inquietudes, dúvidas, enfim, com referência a eventuais inconstitucionalidades.

Portanto, reforço aquela sugestão anterior de que V. Exª e o Deputado Matteo procurem o Relator, e eu vou inscrevê-lo para falar a respeito da constitu-cionalidade.

O SR. RONALDO CAIADO – Obrigado, Sr. Pre-sidente.

Será feito no momento do encaminhamento?O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Não,

vai ser agora.

[...]O SR. RONALDO CAIADO – Sr. Presidente, peço

a palavra para uma questão de ordem.O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Tem

V. Exª a palavra.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59153

O SR. RONALDO CAIADO (DEM – GO. Questão de ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, a solicitação que faço ao nobre Relator é que também dê o parecer da Comissão de Constituição e Justiça aos apensados, porque nenhum tem parecer da Comissão de Constituição e Justiça, a não ser o 1.528-b, de 1989. Os outros todos foram apensados após o parecer da Comissão de Constituição e Justiça.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Não há como haver parecer retroativo.

O SR. RONALDO CAIADO – Não é retroativo, Sr. Presidente.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – A ma-téria teve um parecer antes.

Se V. Exª pegar o avulso, existe aqui o parecer da “Comissão de Constituição e Justiça e de Redação pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislati-va deste”. Na época, o Relator era o Deputado Renato Viana. Isso foi aprovado pela Comissão.

O SR. RONALDO CAIADO – Não, Sr. Presidente. Deste, de n° 1.528-B. É da Comissão de Constituição e Justiça e Redação pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa deste, do 1.528-B, de 1989. Os demais foram apensados após o parecer dado ao 1.528-B.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Depu-tado Caiado, quando a Comissão de Constituição e Justiça dá o parecer, é sobre o tema. Pois bem, até o momento onde é possível, regimentalmente, haver o apensamento, ele é feito. Agora, uma vez dado o pare-cer sobre este projeto específico, somente poderá ha-ver alteração quando o Plenário, eventualmente, optar por um daqueles apensados. A partir daí, então, pode haver a necessidade de outros pareceres. Portanto, neste momento, a orientação continua a mesma. Ele vai dar o parecer a respeito do parecer, ouvindo ou não as ponderações feitas por V. Exª, o Deputado Matteo Chiarelli, Deputado Leonardo Picciani e outros. A partir daí, vai-se votar este projeto tal qual foi aprovado na CCJ. Ele vai ter, neste momento, a oportunidade de dar o parecer quanto à constitucionalidade, o que já fez. Agora, na forma de encaminhamento, ele vai responder às indagações, até para esclarecer o Plenário.

O SR. RONALDO CAIADO – Obrigado, Presi-dente. É só porque fui informado de um requerimento de preferência ao Projeto n° 1.990.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Ele existe.

O SR. RONALDO CAIADO – É por isso que soli-citei, mas aguardarei o momento certo para solicitar o parecer da Comissão de Constituição e Justiça.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Exa-tamente. Até para ver se o requerimento será aprova-do ou não.

O SR. RONALDO CAIADO – Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Não

haverá parecer ao projeto. Vai-se votar o requerimento para ver se ele tem... Primeiro vai-se votar o requeri-mento, para saber se terá preferência aprovada ou não. Só a partir daí é que analisaremos o que será feito.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Darei um esclarecimento. Parece-me que o Deputado Ronaldo Caia-do fez um comentário fora do microfone, mas eu percebi. Mesmo que o requerimento de preferência venha a ser aprovado, não haverá parecer quanto à constitucionalida-de sobre qualquer uma das matérias que não seja aquela aprovada na Comissão, porque sobre a matéria foi dado o parecer da constitucionalidade e da juridicidade.

O SR. RONALDO CAIADO – Desculpe-me, Sr. Presidente? No momento em que aprovarmos o re-querimento...

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Se ele for aprovado e, hipoteticamente, passar a ter pre-ferência o PL n° 1.990, mesmo sobre este não haverá parecer de constitucionalidade. Por quê? O tema já recebeu parecer pela constitucionalidade.

O SR. RONALDO CAIADO – Desculpe-me, Sr. Presidente, mas ele foi apensado após o parecer da constitucionalidade dado ao projeto original.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Não alte-ra. Vou dar um exemplo a V. Exª: na apreciação da CPMF, aconteceu exatamente isso que V. Exª agora questiona, ou seja, foi dado um parecer sobre o tema que prevaleceu.

O SR. RONALDO CAIADO – Veja bem, Sr. Pre-sidente, no caso da CPMF, foi a admissibilidade. Aqui estamos discutindo se é constitucional ou não. Nesse quadro específico, estamos discutindo um outro pro-jeto sobre o qual não há parecer.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Vou esclarecer V. Exª No art. 142, em seu parágrafo único, está dito que “a tramitação conjunta só será deferida se solicitada antes de a matéria entrar na Ordem do Dia”.

Pois bem, ela já está na Ordem do Dia. Portanto, o parecer sobre o tema já foi dado, porque senão ficaria sem fim. Hipoteticamente, a cada substitutivo, a cada apensa-mento, teria de haver parecer. Portanto, ele já foi dado.

O SR. RONALDO CAIADO – Sr. Presidente, isso explica a apensação da matéria ao projeto original, mas não a necessidade.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Mas não altera.

O SR. RONALDO CAIADO – Recorrerei da deci-são de V. Exª à Comissão de Constituição e Justiça.

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Ainda não está na hora porque nem houve votação.

O SR. RONALDO CAIADO – Sr. Presidente, é porque V. Exª adiantou esse ponto. Muito obrigado.

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59154 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

O SR. PRESIDENTE (Arlindo Chinaglia) – Aceito a sua decisão, para que haja o esclarecimento defini-tivo da matéria.

REQUERIMENTO Nº 1.831, DE 2007 (Da Comissão de Viação e Transportes)

Senhor Presidente,Requeiro a Vossa Excelência, nos termos do art.

141 do Regimento Interno, seja feita a exclusão da Co-missão de Viação e Transportes do despacho inicial aposto ao Projeto de Lei n° 1.249/07, por não versar sobre matéria afeta a este Órgão Técnico.

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Eliseu Padilha, Presidente.

Indefiro, tendo em vista que o assunto tratado no PL nº 1.249/07 insere-se no campo temático da Comissão de Viação e Transportes, uma vez que o Serviço Social do Transporte – SEST e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte – SENAT e a composição de seus Conselhos, interferem na formação e especiali-zação dos trabalhadores da área de transportes, refletindo no funcionamento dos transportes em geral, enquadrando-se nas alíneas do inciso XX do art. 32 do Regimento Interno, especialmente na alínea h. Oficie-se e, após, publique-se.

Em 1°-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-sidente.

REQUERIMENTO N° 1.498, DE 2007 (Do Sr. Miro Teixeira e outros)

Requer a transformação de uma das ses-sões plenárias da Câmara dos Deputados, no mês de outubro, em Comissão Geral, para dis-cutir o Estatuto do Portador de Deficiência.

Senhor Presidente,Requeremos, nos termos do art. 91, inciso I, do

Regimento Interno da Câmara dos Deputados, sejam os parlamentares desta Casa convocados a comparecer à sessão da Câmara dos Deputados, no mês de outubro, em data a ser agendada pela Mesa, transformado-a em Comissão Geral, com vistas a discutir o Estatuto do Portador de Deficiência.

Justificação

A Câmara dos Deputados, como Casa do Poder Legislativo, e de representação permanente do Povo brasi-leiro, não pode deixar de ampliar a discussão do Estatuto do Portador de Deficiência, chamando para o Plenário da Câmara dos Deputados uma Comissão Geral, de forma a possibilitar – pela transmissão da TV Câmara – que todo brasileiro acompanhe e seja esclarecido sobre as pro-postas que tramitam neste Parlamento visando assegurar

a plena proteção e a garantia dos direitos individuais e sociais das pessoas portadoras de deficiência.

A presente iniciativa agasalha-se dentre os princí-pios consagrado na Carta Maior que, além de remeter à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Muni-cípios a obrigação de prover a saúde e a assistência às pessoas portadoras de deficiência, têm, essas pes-soas, direito a informações, sobretudo considerando o descaso ou mesmo a discriminação para com os portadores de deficiência.

É imprescindível que sejam ampliadas as garantias, definindo, tanto quanto possível, os direitos dos portadores de deficiência, a exemplo da preocupação deste Parla-mento para com a criança e o adolescente, para com a defesa do consumidor, dos indígenas e dos idosos.

É com esse intuito que esperamos ver transfor-mada uma sessão da Câmara dos Deputados – em outubro próximo vindouro, em data a ser agendada pela Mesa – em Comissão Geral, oportunizando ao povo brasileiro tomar conhecimento das proposituras, de sua motivação, de seus conteúdos e das posições que serão abraçadas quando da discussão e delibe-ração dessa relevante matéria.

Defiro. Publique-se.Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-

sidente.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59155

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Finda a leitura do expediente, passa-se ao

IV – PEQUENO EXPEDIENTEConcedo a palavra ao Sr. Deputado Flávio Be-

zerra.O SR. FLÁVIO BEZERRA (Bloco/PMDB – CE.

Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, marisqueiras e pescadores, venho mais uma vez a esta tribuna parabenizar o Prefeito Odivar Facó, da cidade de Beberibe, no meu Ceará, por sua luta contra a pesca predatória. Agradeço a S.Exa. pela iniciativa de alugar uma lancha, responsabilizando-se também a Prefeitura pelo combustível, para patrulhar e fiscalizar o litoral contra os barcos piratas, ou seja, aqueles que praticam a pesca predatória. Porém, in-felizmente, até agora o IBAMA não cumpriu o acordo, colocando fiscais para monitorar nessa lancha o nosso litoral, principalmente com relação a Beberibe, Praia das Fontes, Uruaú, Barra de Sucatinga e Parajuru. En-quanto isso, os piratas, como são chamados os que se utilizam de compressores para capturar lagosta, continuam agindo livremente, beneficiando-se desse descaso e falta de cooperação do IBAMA.

Sr. Presidente, chama-me atenção o fato de que as Instruções Normativas nºs 138, de 2006, e 144, de 2007, do IBAMA, foram decisivas na proibição da pesca com redes. Esse órgão fiscaliza os pescadores arte-sanais com muita pressão, mas com descaso quando se trata de pesca com compressor de ar.

Sr. Presidente, peço que sejam acionadas as polí-cias Federal e Militar porque é grave essa situação. Os pescadores artesanais, além de terem de sair do local da pesca, são ameaçados com armas de fogo.

Dessa forma, se o IBAMA não tem fiscais para reali-zar seu trabalho, que haja uma intervenção das polícias. Se as polícias não têm condições de fiscalizar, que a Marinha de Guerra do Brasil abrace essa causa, assim como o Exér-cito, como Força Militar, que por várias vezes foi solicitado no combate ao crime, e combateu com eficácia.

Para finalizar, solicito ao Ministro Nelson Jobim, do Ministério da Defesa, que acione o comando da Marinha, e espero que a Marinha de Guerra do Brasil, que tem o dever da salvaguarda do homem no mar, dê um basta nessa situação. Os pescadores que pes-cam legalmente, repito, estão sendo ameaçados com armas de fogo, não tendo a quem recorrer, e, por isso, precisamos urgentemente ajudá-los.

Era o que tinha a dizer.O SR. ELIENE LIMA (PP – MT. Sem revisão do ora-

dor.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no último sábado, estivemos no Município de Pontes e Lacerda, no Estado de Mato Grosso, na companhia dos Deputados

Estaduais José Riva e Airton Português, para inaugurar a quadra coberta da Escola Vale do Guaporé.

Quero parabenizar a afiliada da Rede Record de Televisão, naquele município, pela comemoração do 4º ano no ar. A festa de aniversário denominada IV Niver Show Record, de 25 a 27 de outubro, surpreendeu até mesmo a direção da emissora.

Na segunda noite do evento, no sábado, a direção da emissora recebeu a visita deste Parlamentar, dos Deputados Estaduais José Riva e Airton Portugues, do Diretor Comercial do Grupo Gazeta, Carlinhos Dorileo, e do Prefeito de Pontes e Lacerda, Newton Miotto.

Esse foi um evento para ficar na história local, com shows regionais, (Fabrício e Fernando e Rodrigo e Ramon) e a participação especial da dupla renomada de humoristas mato-grossenses, Nico & Lau. Houve ainda o desfile de modas com a apresentação da co-leção Primavera/Verão 2008.

A festa foi abrilhantada, como não poderia deixar de ser, com a participação maciça da população, em torno de 10 mil pessoas que compareceram no pátio de eventos da Record de Pontes e Lacerda. E ainda 26 empresas participaram do show de prêmios que sorteou uma moto 0 Km e mais 15 prêmios.

Aproveito a oportunidade, Sr. Presidente, para agra-decer ao Diretor-Geral da emissora, Antonio Luiz, em nome de toda a equipe pelo convite já feito a mim para prestigiar o evento da TV Record de Pontes e Lacerda em 2008.

Quero mandar um abraço especial para Maria de Lourdes, Mirian Cordeiro, Celso Garcia e Eder Fiora-vante, pelo excelente trabalho.

Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente.O SR. LUIZ COUTO (PT – PB. Pronuncia o se-

guinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Depu-tados, acompanhei, ao longo de várias semanas, por meio de toda a imprensa, a repercussão do filme Tro-pa de Elite. Tive o cuidado de observar os dois lados da moeda, analisar a mensagem que o filme passa a milhões de pessoas que já o assistiram.

Assisti ao filme e várias cenas me chamaram a aten-ção. Porém, confesso, a cena que mais me deixou perplexo eu não vi nas telas do cinema, mas a presenciei, ao ver crianças brincando de “polícia e bandido”. Um menino, di-zendo ser o “Capitão Nascimento” – o Herói Torturador –, pegou um saco plástico, pôs na cabeça do coleguinha e começou a dizer palavrões, mandando o menino “confes-sar”, torturando-o, igualmente ao que acontece no filme, fazendo, assim, alusão à tortura. Se esse foi o propósito da mensagem que o filme quis passar para a população brasileira, e que realmente está passando, até para as nossas inocentes crianças, eles conseguiram.

Contudo, os diretores alegam que o filme é cheio de realidade, que só quiseram mostrar as faces da

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59156 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

violência urbana brasileira. Pretenderam relacionar o consumo de drogas entre os mais afortunados com o problema do tráfico nas favelas, fazendo alusão à tortura. Quiseram chamar a atenção para a existência de corrupção na polícia, e realmente conseguiram, fazendo novamente alusão à tortura.

Podemos observar ainda que o filme quis criticar a visível impotência do Estado diante do crime organizado, da corrupção da polícia e de seus abusos de poder, atu-ando como um apelo ao Poder Público frente à urgência dessa situação. Mas se essa era a real intenção do filme, infelizmente, os seus diretores acabaram por distorcer esse propósito, acarretando por incentivar a prática de tortura no Brasil, algo lamentável e digno de repúdio das entidades que defendem os direitos humanos no País.

Algumas pessoas nos criticam; classificam nossa luta pelos direitos humanos como falsa ideologia; dizem que nossas opiniões são infundadas. Como muito bem ressaltou a acadêmica paraibana Danielle Morais, em ar-tigo intitulado Tropa de Elite Versus Dignidade Humana, está expressamente enfatizado, no próprio preâmbulo da Constituição Federal, o respeito ao princípio da dignida-de humana, norteando assim as interpretações jurídicas e elegendo a dignidade humana como princípio prioritário da nossa Carta Magna, com o repúdio ao abuso de poder, da violência e de todas as formas de tortura no País.

E continua:

“Desde Cesare Beccaria e seus apelos à humanização das penas, surgiu e cresceu uma nova visão acerca do tratamento dos acusados e culpados por violação das nor-mas jurídicas. Em 1764, esse corajoso jurista já tentava abrir os olhos da sociedade de sua época para os abusos de poder cometidos pe-las autoridades que julgavam os acusados ao seu bel prazer, imputando-lhes, muitas vezes, castigos tão injustos que, por fim, constituíam delitos iguais ou ainda piores que aqueles de cujos castigados eram acusados.

Mais de dois séculos se passaram des-de Beccaria e” – lamentavelmente – “práticas como a tortura e o tratamento desumano dos presos, expressamente proibidos no inciso III do art. 5ª da nossa Lei Maior, ainda são uma constante no nosso falho Sistema Penal. Para tratar dessa questão tão ampla e polêmica, há um exemplo que concerne aos abusos come-tidos por setores da polícia, violando direitos fundamentais dos cidadãos, com o pretexto de proteger esses mesmos direitos, o que nos parece, no mínimo, paradoxal. (...)

Dada a polêmica que o filme gerou, mos-trando as ‘táticas de guerra’ do BOPE, que vão

desde a tortura dos moradores da favela, sejam eles bandidos ou não, até sua execução sumária (pena de morte sem direito a julgamento), quando os policiais julgam necessário ou merecido”.

O que mais me chamou a atenção foi a aceitação que o referido filme teve junto ao público brasileiro.

Na condição de defensor dos direitos humanos e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Mi-norias desta Casa Legislativa, é meu dever ético, mo-ral e humanitário, além de fazer este pronunciamento, também divulgar Nota Oficial da Comissão de Direitos Humanos e Minorias sobre a repercussão negativa do filme Tropa de Elite junto à população brasileira.

Em atenção ao citado artigo da Dra. Danielle Mo-rais, na oportunidade em que lhe parabenizo, termino este pronunciamento citando o último parágrafo dele:

“Por mais que estejamos diante de uma situação calamitosa, por mais que sejamos ten-tados a aderir a práticas como estas em virtude da falta de esperanças, há algo dentro de nós que não aceita ser este o único caminho a seguir, não importa o nome que se queira dar a esse sentimento de humanidade, é preciso escutá-lo e, mais que isso, é necessário encontrar uma ma-neira de colocá-lo em prática, urgentemente!”

Sigamos com Deus pois sem Ele não somos nada, não podemos nada, não fazemos nada de bom.

Era o que tinha a dizer.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Esta Casa tem

o prazer de receber, acompanhado do nobre Deputado Luiz Carlos Hauly, o Deputado Ramsses Torres Espi-nosa, do Equador, representante oficial do Presidente do Congresso Nacional equatoriano, Deputado Jorge Cevallos Macías.

Agradecemos a V.Exa., Deputado, a presença. É uma honra para nossa Casa recebê-lo no plenário. Esperamos visitá-lo em breve. Obrigado pela visita ao nosso País.

O SR. LUIZ CARLOS HAULY – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Tem V.Exa. a palavra.

O SR. LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, o Vice-Presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Deputado Marcondes Gadelha; os Deputados Antonio Carlos Mendes Thame, João Almei-da e Fernando Gabeira, membros da Comissão, e eu, na condição de Presidente do Fórum Interparlamentar das Américas, recebemos o Deputado Ramsses Torres Espinosa, representante do Presidente do Congresso Nacional do Equador, que nos prestou informações sobre a situação política vivida no Equador e a possibilidade

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59157

de serem afrontadas as cláusulas da boa prática política de respeitar o Congresso Nacional do Equador como representante legítimo do povo de seu país.

Na ocasião, dissemos o seguinte:

“Expressamos nossa preocupação com o quadro institucional do Equador, onde vislumbra-mos riscos para os fundamentos para a democra-cia nos termos consagrados universalmente.

Respeitando a vontade soberana deste país amigo, nós formulamos um forte apelo às nossas lideranças no sentido de que sejam preservadas as conquistas democráticas repre-sentadas com o funcionamento pleno do Con-gresso do Equador e também a integralidade da Justiça, como peças basilares da democracia.

Reiteramos a necessidade de se respei-tar o estrito ato convocatório da Constituinte a ser brevemente instalada como forma de se preservar os poderes democráticos.”

Sr. Presidente, fizemos essa reunião na CREDN, no período da manhã. Há pouco, S.Exa. visitou o Senado. O Presidente do Senado em exercício, Senador Alvaro Dias, também fez a leitura do mesmo texto. E registramos que nós, aqui do Brasil, temos o orgulho de dizer: nós temos a democracia consolidada, não aceitamos rupturas.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Muito obrigado, nobre Deputado. Está feito o registro.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao nobre Deputado Francisco Rodrigues.

O SR. FRANCISCO RODRIGUES (DEM – RR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, no Estado de Rorai-ma, Hemisfério Norte, estamos com o seriíssimo problema da recuperação das estradas vicinais, porque lá existem 49 assentamentos do INCRA e do Instituto de Terras do Estado, com mais de 20 mil famílias assentadas.

Estamos reivindicando – principalmente as comu-nidades de Rorainópolis, Caracaraí, São João da Baliza, São Luiz do Anauá e Caroebe que representam a região sul do Estado – do Governo Ottomar Pinto e dos Ministé-rios da Defesa e do Desenvolvimento Regional que tomem providências, e do Governo Federal que se debruce sobre essa questão extremamente grave. Ali é onde estão os assentamentos mais representativos do nosso Estado e onde nós temos procurado, por meio de ações e emen-das parlamentares e de ações do próprio Governo do Estado, manter a trafegabilidade nas rodovias.

Queremos, Sr. Presidente, com todos os Deputa-dos e Senadores, fazer uma ação junto aos Governos Federal e Estadual no sentido de dar melhores condi-ções de trafegabilidade a essas estradas vicinais, para atender aos produtores rurais que vivem na região sul do Estado de Roraima. Pedimos, de forma veemente,

ao Governador do Estado, que recupere, em caráter emergencial, essas rodovias.

Muito obrigado, Sr. Presidente.O SR. EDINHO BEZ (Bloco/PMDB – SC. Pronun-

cia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, inicialmente, ressalto que os colunistas sociais predestinados ao sucesso não têm pressa para obter palmas e louvores. Isso acontece pelo talento, dedicação, parcimônia, intuição e dignidade na ela-boração e seleção das notas, informações e notícias, todas elaboradas e difundidas com postura ética, em favor da sociedade contemporânea.

Nas salas de seus escritórios e nas redações dos jornais de diferentes portes econômicos, nas capitais e no interior deste imenso País, demonstram criatividade, persistência e empreendedorismo ao expor suas posi-ções, experiências, risos, lágrimas e saudades.

Acredito que o sonho de todos é ver um Brasil próspero, fraterno e justo, onde haja melhor distribuição de renda, educação universalizada, saúde e moradia dignas, sempre exaltando a beleza de suas persona-lidades, as virtudes de pessoas públicas e privadas, de seus ídolos e, sobretudo, a nobreza de figuras da sociedade brasileira que dignificam o mundo social.

Nesta oportunidade, louvo a iniciativa da Federação Brasileira dos Colunistas Sociais, que tem por Presidente de Honra o jornalista Gilberto Amaral, de Brasília; Pre-sidente Nacional, a colunista Vera Martins, de São Pau-lo; e Presidente Executivo, meu amigo jornalista Moacir Benvenutti, destacada figura da nossa querida Santa Catarina, de projetar a realização do XVI Congresso da FEBRACOS, para os próximos dias 7, 8, 9, 10 e 11 de novembro, em Balneário Camboriú, Joinville, Itajaí e Blumenau. Participarão do evento mais de 200 colunis-tas sociais do Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e Sul deste fantástico solo pátrio, dentre eles o jornalista Oswaldo Freire, de Brasília, querido amigo, que edita a Coluna Capital Federal há 16 anos ininterruptamente em mais de 90 jornais de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Registro com satisfação a honrosa presença do Governador Luiz Henrique da Silveira, de Santa Cata-rina, do nosso Secretário Estadual de Turismo, Gilmar Knaesel e das demais autoridades que emprestarão o brilho de cada um deles para a grandeza desse notável conclave de confraternização nacional.

Parabenizo aqueles escolhidos para receberem na noite de Gala Brasil, que ocorrerá na Sociedade Gua-rani, de Itajaí, o Troféu Leonel Pavan (para colunistas e telecomunicadores do Brasil); o Troféu Jacintho de Thormes (para renomados colunistas sociais dos Esta-dos da Federação); e o Troféu Febracos de 2007 (para personalidades do mundo artístico de nosso País).

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59158 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Faço minha sincera saudação à Sra. Jeanine Pi-res, Presidenta da EMBRATUR, que participará desse importante evento em terras catarinenses, represen-tando S.Exa. Ministra Marta Suplicy, do Turismo.

O Brasil de ontem, de hoje, e de amanhã deve muito aos colunistas sociais, discípulos da fraternida-de e promotores da solidariedade, todos compromis-sados com a liberdade e a democracia, que buscam a proteção, a ascensão e a prosperidade de todos os brasileiros em benefício da humanidade.

Colunistas sociais do Brasil, sejam felizes!Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aproveito

o ensejo para dizer que, na condição de membro da Comissão de Turismo e Desporto, não posso deixar de divulgar a premiação concedida pela revista Viagem e Turismo, no dia 26 de outubro, na cidade do Rio de Ja-neiro, durante o Congresso da ABAV, numa iniciativa da Editora Abril: O Melhor de Viagem e Turismo – A Escolha do Leitor. Santa Catarina conquistou o primeiro lugar no ranking dos melhores destinos turísticos do País, des-bancando a Bahia, que durante 5 anos foi campeã. A escolha feita pelos leitores da revista elegeu Florianó-polis como a segunda melhor cidade do País para se fazer turismo e o Costão do Santinho, pelo terceiro ano seguido, como o melhor resort de praia.

A sétima edição do Prêmio Viagem e Turismo ocorreu na última sexta-feira, no Rio de Janeiro. Os cariocas ficaram com o título de melhor cidade.

Os atrativos turísticos de Santa Catarina, aliado ao alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), foram os principais motivos que colocaram o Estado no topo.

Somados a isso, temos infra-estrutura, as festas de outubro, campeonatos de surfe e baleias.

Nosso atrativo está na diversidade turística. O tu-rista vem para o Estado em todas as épocas do ano, o que quer dizer que nosso turismo não é sazonal, uma grande vantagem.

É imperativo que se consiga evitar o ambiente de caos que se instala em nossas cidades e balneários quando há o aumento da população flutuante. Sem falar nas fortes chuvas, nas estiagens prolongadas ou nas intempéries que comprometam o fornecimen-to de insumos básicos, como água e energia elétrica. Temos de nos preocupar com essas situações antes de o problema efetivamente ocorrer.

Cumprimentos ao Secretário Estadual de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, extensivos à SAN-TUR, em nome de seu Presidente Valdir Walendowsky, com nossas recomendações de continuar priorizando os investimentos em infra-estrutura e saneamento básico.

Era o que tinha a dizer.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pala-

vra ao nobre advogado, jornalista, professor, ex-Vereador, ex-Deputado Estadual, ex-Governador Interino, ex-Se-nador e ex-Presidente do Congresso Nacional Deputado Mauro Benevides, filiado ao PMDB desde 1966.

O SR. MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB – CE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, muito obriga-

do pelas referências que V.Exa. faz à minha modesta atuação na vida pública do Estado e do País.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a Assem-bléia Legislativa do Ceará homenageou ontem, durante sessão solene, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, entidade que há prestado rele-vantes serviços ao Ceará, procedendo a estudos per-manentes com vistas ao enfrentamento da carência de água com que se defronta a Região Nordeste.

Se é certo que existem órgãos federais incumbidos de acompanhar a eficiência de quedas pluviométricas na mencionada faixa territorial, não há, no caso, superposição de atribuições, cada qual sendo responsável por áreas es-pecíficas, de relevância para aquela Unidade Federada.

O DNOCS, por exemplo, prestes a completar 100 anos, é o modelo presente dessa luta contra a incle-mência da natureza, daí por que não se pode deixar de reconhecer a importância do papel cumprido nessas mais de 9 décadas de incessante atividades.

A FUNCEME há cumprido seu papel, como en-tidade de assessoramento especial, indicando alter-nativas viáveis ao combate às intempéries.

A criação ocorreu quando exercia eu a missão de Deputado estadual, membro que fui em 4 Legislaturas do Poder Legislativo cearense, à cuja chefia ascendi no biênio 1963/1964.

Congratulo-me com todos quantos, ao longo do tem-po, compuseram os quadros da FUNCEME, fazendo-a cumprir exemplarmente seus objetivos institucionais.

Trata-se, pois, de um evento que se insere en-tre os acontecimentos relevantes em nossa estrutura técnico-administrativa.

Aproveito, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, para comentar outro assunto.

Depois de longas articulações, que demandaram alguns meses, a regulamentação da Emenda Consti-tucional nº 29, de 2000, chegou afinal ao término, com a discussão e a votação ocorridas na noite de ontem, numa demonstração de que o tema vinha sendo objeto de preocupações por aqueles angustiados com essa importante área da vida nacional.

Se os dirigentes da Frente Parlamentar, tendo à testa os Deputados Darcísio Perondi e Rafael Guerra, empenharam-se ingentemente na busca de dotações mais expressivas, o Presidente Arlindo Chinaglia contribuiu decisivamente, valendo fazer seu prestígio, para atender-mos de forma ponderável às aspirações do povo brasileiro. No final dos trabalhos, inúmeros colegas externaram o agradecimento ao dirigente máximo da Casa em razão do esforço demonstrado para viabilizar os entendimentos, o que motivou a área econômica a fazer razoáveis con-cessões, que significaram cerca de R$4 bilhões a mais – quantia reputada ainda insuficiente, mas expressiva, no contexto atual das políticas governamentais.

O bloco oposicionista mostrou-se compreensivo diante da magna questão, sem radicalizar no esforço obstrucionista, o que esteve patenteado nos discursos

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59159

proferidos por Líderes de maior preeminência na hie-rarquia das respectivas bancadas.

Depois de apreciado o último destaque, sucede-ram-se na tribuna vários eminentes colegas, num gesto de deferência ao Presidente Chinaglia e aos Vices Nar-cio Rodrigues e Inocêncio Oliveira, que se revezaram na condução de parte dos trabalhos levados a cabo durante o dia anterior neste plenário.

O Ministro José Gomes Temporão fez-se presente a esta Casa para apelar para os representantes das vá-rias legendas, demonstrando com números irrefutáveis que a contribuição do Poder Executivo não poderia ir além da que fora comprometida ao longo das conver-sações estabelecidas entre S.Exa. e os componentes da Frente Parlamentar da Saúde.

Resta agora a definição do Senado Federal so-bre essa importante temática, simultaneamente com a CPMF – objeto, igualmente, de debate acirrado, mas capaz de chegar a pontos de convergência que viabili-zem o acolhimento da matéria por pelo menos 49 dos integrantes daquela Casa do Parlamento Nacional.

Como estamos em novembro, mês que se inicia, é preciso que haja um andamento mais célere, tendo em vista a necessidade de deliberação em 2 turnos, com provável dispensa do interstício de 5 sessões em razão da proximidade do final da atual Sessão Legislativa.

O Congresso há demonstrado, nesta reta final, decisão e firmeza no exame de proposições funda-mentais ao povo brasileiro, não mais se restringindo às medidas provisórias, impeditivas de outras definições de magnitude inquestionável.

Louve-se, pois, a postura, assumida por todas as bancadas, num gesto que deve ter tido ressonância favorável no seio de todos os segmentos da comuni-dade brasileira.

A Câmara conquistou credibilidade diante dos que acompanharam os debates travados durante 7 horas, com a sucessão de oradores testemunhando a relevância dos quantitativos postulados a uma área vital, qual seja a da saúde pública.

É o que tenho a dizer.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Deputado Mauro

Benevides, ainda temos de dizer que V.Exa. foi o se-gundo signatário da Constituição Federal de 1988.

O SR. MAURO BENEVIDES – Obrigado, Sr. Presidente.

O SR. GUSTAVO FRUET – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Tem V.Exa. a palavra.

O SR. GUSTAVO FRUET (PSDB – PR. Pela or-dem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, registro que várias entidades do Paraná estão realizando uma

homenagem ao advogado e empresário do Estado Dr. Francisco Cunha Pereira Filho, concessionário da Rede Paranaense de Comunicação. O Dr. Francisco está muito mal de saúde. Essa homenagem vem num momento importante, enaltecendo seu trabalho.

Deixo aqui o registro em respeito à sua história, à sua família, em especial aos seus filhos, Guilherme e Ana Amélia. Precisamos homenagear as pessoas que fazem e fizeram a história do Paraná e destacar seu trabalho.

Obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre Deputado Carlos Abicalil.O SR. CARLOS ABICALIL (PT – MT. Pronuncia

o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho à tribuna para saudar a Escola Es-tadual Iara Maria Minotto Gomes, localizada em Juara, município do Estado de Mato Grosso, pela brilhante e exemplar conquista da premiação nacional por boa gestão. De iniciativa conjunta do Conselho Nacional de Secretários de Educação – CONSED, da UNESCO e da Fundação Roberto Marinho, o prêmio tem como objetivo incentivar as escolas a adotarem a cultura de auto-avaliação no processo de gestão.

Manifesto minha alegria não somente pelo prêmio conquistado pela escola anônima da pequena cidade de Juara, como também pela referência que pode ser observada por outros gestores Brasil afora. Fundada em 1988, a Escola Estadual Iara Maria Minotto Gomes consegue melhorar os índices de desenvolvimento edu-cacional através da aproximação efetiva da comunida-de no cotidiano da instituição. Com 12 salas de aula, 31 professores e 20 funcionários, atende mais de 800 alunos. Bem zelada, a escola tem pátio arborizado, bem gramado e ornamentado com flores naturais. A horta é outro atrativo da escola e garante a melhoria na qualidade da merenda escolar.

Enfatizo que a escola atende fundamentalmen-te a filhos de trabalhadores assalariados. Não raras vezes, desempregados. Na escola tudo é decidido coletivamente com o corpo docente, pais e Conselho Deliberativo. A avaliação do desempenho e do trabalho escolar é outra prática corrente na instituição.

Um dos principais trunfos da Escola Iara Minot-to é a eficiência de seu projeto político-pedagógico, sempre elaborado a partir de soluções próprias. A Semana Pedagógica é o momento de socialização dos resultados obtidos. Leitura, teatro, reuniões com os pais, civismo, preservação do patrimônio escolar, confraternização, análise bimestral da freqüência es-colar, atividades esportivas e projetos ambientais são outros destaques da instituição.

Há preocupação com os estudantes mais carentes de recursos materiais. Nesse caso, existe o projeto Ma-

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drinha da Escola, em que o interessado doa o material necessário para o estudo. Outra iniciativa reconhecida nacionalmente é o projeto Aluno Voluntário, que con-siste na ida à escola do aluno para monitorar leitura no horário oposto ao da sala de aula. Como toda boa organização, a Escola Iara Minotto tem um rigoroso plano de ação elaborado, com metas sempre voltadas à melhoria da aprendizagem do aluno.

Mas não somente o capricho da estrutura física e a política de gestão utilizada chamam a atenção. Quero aqui divulgar o que disse o Prof. Pedro Martins Silveira, que ensina Língua Portuguesa e Língua Inglesa na Escola Iara Minotto: “Eu dou a vida por essa escola. Na educação, se não for com luta, as coisas não acontecem”. A frase curta e singela resume a batalha travada há décadas no campo da educação brasileira. Esse professor, exemplo de persistência, trabalha há 20 anos na Escola Minotto, e por intermédio dele centenas de alunos aprenderam não somente a Língua Portuguesa e a Inglesa, como também maneiras para alcançar os objetivos traçados e a formação necessária do caráter humano.

O professor é apenas um entre os muitos funcioná-rios dessa escola que alimentam e fomentam o exemplo de educar e trabalhar. É público e notório que o salário desses funcionários da educação não atende o trabalho por eles prestado. A recompensa vem das carteiras das salas de aulas. Daiane Ribeiro de Oliveira, 15 anos, cursa o 5º ano do ensino fundamental. “Aqui eles ensinam direi-tinho, gosto das brincadeiras, de tudo. Até penso em ser professora ou secretária de escola quando me formar”, disse Daiana. Já no 6º ano, Luciana Jorge Preguiça, de 14 anos, garante: “Os professores ensinam muito bem, o lanche é maravilhoso. Agora que a rádio escola está funcionando, está mais animado, melhor ainda”.

São declarações como essas que alimentam a esperança diante dessa luta por melhor qualidade da educação.

Também sou professor, há 23 anos. Quero reafirmar que a luta não terminou, mesmo com os avanços con-quistados pelo nosso Governo Lula, como a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB, o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, a aprovação do Piso Salarial Na-cional dos Professores do Magistério Público, a criação de 30 campi universitários, de modo a promover con-cursos públicos para neles atuarem doutores, mestres, professores, servidores técnicos e para que neles sejam implantados laboratórios de qualidade, a criação de mais de 150 escolas técnicas federais e Centros Federais de Educação Tecnológica, a ampliação da rede de hospitais universitários, que prestam relevantes serviços ao Sis-tema Único de Saúde, entre outros programas e ações que transformam a nossa educação.

Portanto, senhores trabalhadores e trabalhadoras da educação, nossa tarefa não está concluída, segura-mente. Reitero a frase que disse em discurso no começo

da semana. A cada professora e a cada professor que encontramos ao longo de nossa vida inteira – felizmente, hoje, nenhum título coloca fim à nossa capacidade de nos educar, de buscar educação e de sermos educados, pois a educação deve ser feita ao longo da vida –, desejo vida longa, muita esperança, muita condição de luta e muita vontade de realizar a sua tarefa. Não desistam.

Independentemente de sexo, origem econômica, sobrenome ou região brasileira, na escola pública, da mais precária àquela de excelência, do ponto de vista do equipamento e do acesso aos recursos, portamos a mesma dignidade de educadores e educadoras, in-vestidos de uma função pública que garante o direito de 54 milhões de brasileiros e brasileiras todos os dias. Não há outro serviço público nessa mesma condição de alcance, durante 200 dias por ano, para o mesmo público, pelo menos 4 horas por dia.

Parabéns, funcionários e alunos da Escola Iara Maria Minotto Gomes. Vocês são exemplos de gestão escolar no Brasil.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, passo a abordar outro assunto. Denuncio o descaso em relação às creches da Capital do Estado de Mato Grosso, Cuiabá. Refiro-me ao informativo do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso – SINTEP, que em sua última edição destacou que as creches de Cuiabá estão sucateadas. De acordo com a matéria, faltam mate-riais pedagógicos, brinquedos, infra-estrutura adequada. Em algumas unidades, como a anexa ao CAIC Rafael Rueda, no Pedra 90, as crianças viveram este ano 15 dias de racionamento de merenda escolar.

Como se já não bastasse o desrespeito em rela-ção à falta do mínimo de condições humanas para essas crianças, as creches do município não conseguem atender a demanda. Os números incomodam. Cuiabá dispõe de uma população infantil de zero a 4 anos de cerca de 50 mil meninos e meninas, segundo dados oficiais do município. Mas somente 7,7 mil são matriculadas em creches, 4,2 mil delas em 44 instalações ligadas ao Poder Público.

Se houvesse a universalização do acesso às cre-ches, Cuiabá teria que oferecer 50,286 mil vagas para atender crianças de zero a 4 anos. Esse é o número da população infantil na Capital, segundo os dados do Per-fil Socioeconômico de Cuiabá. O déficit de vagas é de 42,394 mil. Apenas 10% das crianças nessa faixa etária são atendidas pelas creches públicas municipais. Se for contar com as unidades privadas, onde os pais têm que pagar uma contribuição mensal, o percentual sobe para 18%. Para atender às metas do Plano Nacional de Edu-cação, seriam necessárias cerca de 18 mil vagas.

No restante os pais dão um jeito. Pagam babá, colo-cam em colégios particulares ou abrem mão de trabalhar para cuidar dos filhos, como no caso da viúva Lucimar

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Machado de Souza, 27, mãe de A., 7, e R., 1. No início deste ano ela tentou a todo custo matricular o filho R. na única creche CAIC do Pedra 90. Ela havia sido contrata-da para trabalhar de caixa em uma loja. O salário era de 490 reais. Uma ajuda a mais na pensão de 380 reais que recebe para se manter. “Não tinha mais jeito, eles estavam até superlotados, o jeito foi dispensar o trabalho”.

A forma que as mães têm encontrado para ga-rantir vaga nas creches tem sido acionar o Conselho Tutelar. Mas o problema já chegou ao limite. As con-selheiras dizem que há vários casos de pedidos de mães, mas a creche já ultrapassou até mesmo o limite de atendimento de 200 vagas – hoje são 215 crianças atendidas. A procura é maior pelo berçário, onde são matriculadas crianças de até 2 anos.

Em relação à falta de merenda escolar nas cre-ches, um retrato desumano e irresponsável, há provas de que as crianças estão sendo tratadas quase que a pão e água, a julgar pela alimentação de suco e bola-cha de água e sal servida na merenda escolar.

Quero lembrar um dispositivo aprovado pelo Con-gresso Nacional que atende, em parte, os problemas das creches. Trata-se do novo modelo de financiamento da educação básica, o Fundo de Manutenção e De-senvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB.

A criação desse fundo compreende um sistema organizado de garantia da educação pública desde o nascimento da criança até a conclusão do ensino médio, independentemente da idade própria para o cumprimento desse direito público subjetivo.

Anteriormente, estava em vigência a Emenda Constitucional nº 14, de 1996, que instituiu um fundo menor, apenas para o ensino fundamental, excluindo, apesar de todas as virtudes que compreendemos na repartição de recursos do FUNDEF, a educação de crianças menores de 7 anos de idade. Criou, particular-mente para os Estados de economia menos dinâmica e menor receita, uma dificuldade adicional no cumpri-mento do dever de ofertar o ensino médio.

A execução da Emenda Constitucional nº 53 en-volve as 3 esferas de Governo, na compreensão de que a educação básica deve corresponder ao preceito constitucional de sua duração: desde a creche, do nas-cimento da criança aos 3 anos de idade; passando pela pré-escola, aos 4, 5 e 6 anos de idade, e pelo ensino fundamental, a partir dos 7 anos de idade obrigatório, com duração de 9 anos, até atingir o ensino médio, aí incluída a formação profissional de nível técnico.

Portanto, se há problemas nas creches do município, evidentemente, é porque ainda há problemas na gestão. Aproveito a oportunidade para convocar as representações sociais e as cuiabanas para fiscalizar os recursos destina-dos à educação, mobilizar os diferentes agentes públicos e atuar em relação ao Plano Municipal de Educação para alcançarmos a garantia do que é de direito: educação de qualidade e cuidado com as nossas crianças.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao engenheiro agrônomo e nobre Deputado Val-dir Colatto, filiado a um único partido, o PMDB, desde 1980, ex-Presidente do Diretório Municipal de Xanxerê, ex-Secretário Municipal de Projetos Especiais da Casa Civil de Santa Catarina, Parlamentar que tão bem exer-ce seu quinto mandato por aquele Estado.

O SR. VALDIR COLATTO (Bloco/PMDB – SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputa-dos, quero fazer alguns registros sobre meu Estado de Santa Catarina. Estamos atravessando, na criação de suínos, uma crise muito grande em relação a preços. E estamos precisando de um SOS da CONAB, na forma de disponibilização de milho, para que os suinocultores possam tratar seus animais, seu plantel. Esse milho pre-cisa chegar o mais rapidamente possível. Fizemos um acordo com a CONAB para o fornecimento de 150 mil toneladas, mas até agora só chegaram 20 toneladas. Desta tribuna, apelamos para o ex-Deputado Wagner Rossi, Presidente da CONAB, para o Dr. Colombini e para o Dr. Libardoni, também da CONAB, no sentido de que procedam a essa remessa urgentemente, para que possamos socorrer os suinocultores de Santa Catarina.

Precisamos de cerca de 2 milhões de toneladas de milho para tratar nosso rebanho. Somos um Estado produtor de suínos e aves, e importador de milho. Pre-cisamos de milho para tratar os suínos de Santa Ca-tarina e as aves também. É importante que a CONAB nos ajude nesse processo. Aliás, ela já está ajudando, mas não com a devida urgência. Portanto, deixamos aqui este apelo à equipe da CONAB no sentido que nos ajude nesse processo, como já vem fazendo, mas com a agilidade e a urgência necessária.

Sr. Presidente, na semana passada tratamos da questão do setor do alho do Brasil, que emprega 40 mil agricultores, e da taxa antidumping sobre o alho que vem da China, onde se cobra uma taxa de US$0,48 por quilo, para que o alho brasileiro tenha condições de concorrer com o chinês. Discutimos o problema com vários Minis-térios, aos quais queremos agradecer o fato de terem prontamente prolongado a taxa antidumping até 2011, o que nos permitirá concorrer com o alho da China.

É preciso denunciar algumas malandragens de empresas que importam alho e não pagam a taxa an-tidumping. Elas ingressam na Justiça, obtêm a liminar, comercializam o alho e depois somem. Isso gera um prejuízo de US$40 milhões para os cofres da Fazenda brasileira. Pedimos então ao Ministério da Fazenda e à Receita Federal que, além de fiscalizarem, tratem com rigor essas questões, buscando a defesa da Receita Federal contra essas liminares que alguns juízes con-cedem tão facilmente. Nós podemos apresentar uma relação, para que seja tratado esse assunto.

Quero dizer também, Sr. Presidente, que estamos mantendo contato com vários Parlamentares da Frente Parlamentar da Agricultura e com a Comissão de Agricul-tura desta Casa para tratar da questão da telefonia rural. A Resolução nº 423 da ANATEL, de dezembro de 2005,

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59162 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

permitiu que as operadoras aumentassem enormemen-te o custo da telefonia rural, fazendo com que faturas de R$300 ou R$400 passassem para R$10 mil, o que trouxe uma grande preocupação ao setor, levando vários Parla-mentares a se debruçarem sobre essa questão.

A ANATEL determinou que as tarifas cobradas dos usuários sobre as ligações que recebem fossem cortadas, conforme o despacho que peço seja transcrito aos Anais como parte integrante deste pronunciamento. Hoje está proibida a cobrança das chamadas recebidas pelos agricultores – o que reduz enormemente o valor das faturas –, como também foi determinado que os agricultores terão direito à devolução desses recursos. As operadoras terão de devolvê-los ou na forma de desconto na fatura seguinte ou em dinheiro. É impor-tante que isso realmente aconteça, para resolvermos de uma vez por todas a questão da telefonia rural.

Quero ainda, Sr. Presidente, dizer que encaminha-mos ao Presidente Lula o pedido de criação de um pro-grama de comunicação rural com verbas do FUST. Mais de R$7 bilhões estão retidos nesse fundo que se destina à telefonia social no Brasil, sem serem aplicados nessa finalidade. Esse dinheiro está sendo usado para formar superávit primário, e não na telefonia social, nas pequenas comunidades agrícolas. Pedimos então ao Governo que crie um programa nacional de comunicação rural e utilize os recursos do FUST para levar a telefonia à área rural, um processo de modernização que está involuindo; em vez de levarmos telefones para o meio rural, nós estamos retirando-os de lá. Os agricultores estão desligando suas linhas telefônicas porque não suportam seus custos.

Sr. Presidente, peço que seja transcrito aos Anais também o documento que encaminhei ao Presidente Lula, reforçando o pedido de seja implantado o pro-grama de comunicação rural, na certeza de que essa decisão constituirá um gol de placa do Governo e será aplaudida por todos os agricultores brasileiros.

Obrigado.

DOCUMENTOS A QUE SE REFERE O ORADOR:

Ofício n° 1.078/2007 – GAB610-CD

Brasília, 1º de outubro de 2007

Ao Excelentíssimo Senhor,Deputado Luiz Inácio Lula da SilvaPresidente da República Federativa do Brasil Palácio do Planalto, 4° Andar70150-900Brasília – DF

Excelentíssimo Senhor Presidente,Com os nossos cordiais cumprimentos, solicitamos

a Vossa Excelência encaminhamento de estudo e análise para a criação do Programa Nacional de Comunicação Rural, e nas pequenas comunidades brasileiras.

Senhor presidente, é fundamental que o Gover-no após o sucesso do Programa Luz Para Todos, leve também a comunicação a todos, especialmente para o homem do campo.

Nossa sugestão é que o programa seja criado com orçamento do FUST – Fundo Social de Teleco-municações, que segundo informações, hoje dispõe de recursos na ordem de R$7.000.000.000,00 (Sete bilhões de reais). Este fundo foi criado exatamente para atender à área rural e as comunidades mais carentes que precisam da telefonia, não como um item supérfluo, mas para facilitar que as atividades daqueles que muitas vezes precisam viajar a longas distâncias para se comunicar, fechar negócios e so-licitar socorro em caso de saúde ou em uma emer-gência qualquer.

Também senhor Presidente, observamos que a falta de telefone e de Internet no campo, tem sido uma das principais causas do êxodo rural, principal-mente dos jovens, que não admitem ficar excluídos digitalmente, e impossibilitados de comunicarem-se por meio destes importantes meios, que influenciam a cada dia de forma mais arraigada a vida de cada um dos brasileiros.

Senhor Presidente, quando da votação do Projeto de Privatização de Telecomunicações, como Deputado Federal votei contra porque não consegui incluir na lei a garantia que as operadoras assumissem a telefonia social, pois tinha certeza que as mesmas não iriam atender a demanda da telefonia rural e das pequenas comunidades, por não terem retorno financeiro igual ao aferido junto aos grandes centros urbanos. Não me enganei. Esperava que a Agência Nacional de Teleco-municações – ANATEL, como das Telecomunicações fizesse alguma coisa em prol do interesse público dos menos favorecidos, mas infelizmente não o fez, e hoje os agricultores estão pagando uma conta absurda, por um serviço telefônico de pouca qualidade e que não leva em conta as suas necessidades básicas de cidadania.

Senhor Presidente, é necessária vossa determi-nação de uma ação emergencial na telefonia rural, para que o homem do campo, que de norte a sul trabalha duramente na produção agrícola, afastado das áreas urbanas, seja incluído nos meios de comunicação e possa assim facilitar e continuar seu árduo trabalho de sol a sol para colocar comida na mesa de todos os bra-sileiros e manter o superávit, na balança comercial.

Respeitosamente, – Eng. Agr. Valdir Colatto, Deputado Federal.

“Você já comeu hoje? Agradeça a um agricultor!”

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59163

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59164 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao nobre Deputado Eduardo Valverde, funcio-nário público, auditor fiscal do Ministério do Trabalho, advogado e administrador, filiado ao Partido dos Tra-balhadores desde 1985. S.Exa., que exerce com com-petência seu segundo mandato pelo PT de Rondônia, dispõe de 5 minutos.

O SR. EDUARDO VALVERDE (PT – RO. Sem revi-são do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, espectadores da TV Câmara, quero registrar uma grave situação que está ocorrendo no Estado de Rondônia.

O Rio Madeira, um rio caudaloso, durante algum tempo foi utilizado por garimpeiros para extração de ouro de aluvião, ouro que vêm dos Andes. O garimpo no Rio Madeira é um fato histórico. Na verdade, toda a região foi povoada em razão do extrativismo mineral. Na década de 80 um decreto do Presidente Figueiredo proibiu a garimpagem no Madeira, mas ocorre que ela continua, mesmo contra a legislação.

Ultimamente tem-se buscado, por meio de coo-perativas, instituir na região uma reserva garimpeira, para que haja o controle ordenado da garimpagem. Particularmente, defendo a atividade como passível de aprovação, desde que feita dentro dos moldes legais, até porque a Constituição Federal estabelece que se-riam destinadas reservas à garimpagem. No entanto, há dificuldades para se obter licenciamento ambiental.

É óbvio que, ao defender a garimpagem, ainda que sob controle, minha preocupação com a proteção ambiental ressurge. A Polícia Federal tem retirado os garimpeiros do Rio Madeira, mas esse contexto leva a um impasse: o que fazer com os quase 1.000 garim-peiros? Neste momento eles aguardam soluções do órgão ambiental estadual e do IBAMA para se licencia-rem; o pedido de concessão de garimpagem já foi feito ao DNPM, que aguarda tão-somente o licenciamento ambiental, como determina nossa legislação.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59165

Essa situação assemelha-se à da Reserva Roose-velt, área dos índios Cinta Larga, onde há uma reserva de diamantes. Os jornais têm divulgado que ali se en-contra a maior mina do mundo. Na verdade, o DNPM ainda não tem estudos conclusivos a respeito disso. O que há é apenas especulação, e isso acaba prejudican-do, acirrando ainda mais o conflito, porque em busca da maior mina de diamantes do mundo para lá se destinam outras levas de garimpeiros, que acabam confrontando-se não só com o meio ambiente mas também com os índios, pois se trata de uma reserva indígena.

A Polícia Federal deverá fazer outra operação na-quela área, como já foi anunciado reiteradas vezes. Na última semana o programa Fantástico apontou a exis-tência de máquinas garimpando naquela área, quando a Constituição Federal estabelece que a mineração em terras indígenas somente pode ser feita com autoriza-ção do Congresso Nacional. Apesar de naquela região haver todo um aparato da Polícia Federal, em tese não poderia ter sido permitida a entrada de uma escavadeira de grande porte. E ela não entrou ali voando nem por debaixo da terra, mas pela estrada. Portanto, alguém deixou uma escavadeira passar por ali.

Estamos, portanto, diante de um impasse ambiental no Rio Madeira, por falta de licenciamento, e de outro na Reserva Roosevelt, por falta de legislação que permita a regularização da atividade na área, dando condições às populações indígenas de utilizarem corretamente seus recursos minerais, de tal forma que isso sirva para me-lhorar a qualidade de vida dessas pessoas e também para que o País não perca divisas com o contrabando, porque talvez o diamante seja o mineral mais facilmente contrabandeado e de maior poder corrompedor. Essas situações têm levado o Estado de Rondônia a um cons-tante sobressalto: ora o conflito é entre garimpeiros e índios, ora entre garimpeiros e a sociedade civil, e todos ficam prejudicados diante da falta de posicionamento do Estado brasileiro em relação a esses fatos.

Tramita nesta Casa projeto de lei que trata da mineração em terra indígena, regulamentando o art. 231 da Constituição Federal e um de seus parágrafos. Esperamos que seja instalada uma Comissão Especial para exame da matéria, para que possamos começar a enfrentar esse problema, cuja solução não pode mais ser negligenciada, porque isso tem levado ao fim a vida de dezenas, quiçá de centenas de pessoas.

Solicitamos ao IBAMA que acelere a liberação da licença ambiental, e a esta Casa que instale uma Comissão Especial para tratar dessa matéria no âm-bito do Legislativo.

São essas as considerações que fazemos.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Seguindo o art.

89 do Regimento Interno da Casa, concedo a palavra ao

nobre Deputado Eliene Lima, para uma Comunicação de Liderança, pelo PP. S.Exa. dispõe de 4 minutos.

O SR. ELIENE LIMA (PP – MT. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, colegas Deputados, gostaria inicialmente de reforçar as observações do Deputado Eduardo Valverde, porque também convivo com essa situação em Mato Grosso, na região noro-este, próximo de Rondônia, e inclusive no último sá-bado participei de seminário do Ministério de Minas e Energia, juntamente com o DNPM, de uma série de 30 seminários que estão sendo realizados no Brasil.

Temos no Município de Juína uma situação aná-loga à que o Deputado Eduardo Valverde citou. A CO-OPRODIL e a COOPERANÃ, cooperativas de produto-res de Juína e Aripuanã, também estão preocupadas com os conflitos e a regulamentação da garimpagem. O Diretor Nacional de Fiscalização do Ministério de Minas e Energia havia inclusive recomendado que eu conversasse com V.Exa., Deputado Eduardo Valverde, no sentido de acompanhar junto com V.Exa. a tramita-ção do substitutivo nesta Casa. Então, quero reforçar sua preocupação.

Sr. Presidente, gostaria também de comentar a questão da política nacional do livro, mas no sentido da reciclagem. Sabemos que a reciclagem de papel tem o objetivo de evitar o desperdício de um precioso ma-terial que, se não reaproveitado, acabará nos lixões e aterros das cidades. Cada tonelada de papel reciclado poupa em média 60 árvores adultas de eucalipto, 2,5 barris de petróleo, 50% da água usada na fabricação normal, ou 30 mil litros, e um volume de cerca de 3 metros cúbicos nos lixões e aterros.

O tempo de degradação do papel é de 3 meses, mas nos aterros o processo pode durar décadas, devido à falta de contato suficiente com ar e água. Estima-se que 40% do lixo urbano brasileiro seja constituído de papel, e que 75% do total de papéis circulantes no mercado são recicláveis. Entretanto, há pouco incentivo para a recicla-gem, tendo em vista que o Brasil é um grande produtor de celulose virgem, oriunda de reflorestamentos.

Devido à falta de estímulos, apenas 49,5% do pa-pel que circulou no País em 2005, o correspondente a cerca de 2 milhões de toneladas, retornaram à produção por meio da reciclagem. Então, estamos apresentando um projeto de lei que acrescenta à Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, um artigo nesse sentido, para aprimorar a Política Nacional do Livro.

Por fim, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, quero fazer o registro do Dia do Servidor Público, ocor-rido no último domingo, 28 de outubro. O Ministério do Planejamento, numa atitude lúcida, transferiu as come-morações dessa data para o dia 16 de novembro, uma sexta-feira, quando o ponto será facultativo.

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59166 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Como servidor público federal do Centro Federal de Ensino Tecnológico de Mato Grosso, uno-me aos milhares de colegas que trabalham em prol deste País, bem como àqueles que não estão mais na ativa, mas que já deram sua importante contribuição.

Funcionário público é todo aquele que toma pos-se de um cargo público municipal, estadual ou federal. Esse cargo é criado por lei e tem vencimento pago pelos cofres públicos. Contudo, desde 1990, com o surgimento do novo Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações pú-blicas federais – Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 –, a denominação de funcionário foi substituída pela de servidor. Esse cargo é, em geral, preenchido por meio de concurso público.

Os servidores públicos têm seus deveres e direitos definidos e estabelecidos na Constituição da República e nos estatutos das entidades estatais e autárquicas. Ou seja, servidor público é um agente ímpar, que me-rece nossa homenagem e reconhecimento. E servir ao público é um ofício, e não apenas um “emprego”.

Nobres colegas, desde 2003, o foco principal do Governo Federal na gestão de pessoal tem sido a construção de um sistema que valorize a categoria, com a adoção de medidas que tenham por objeti-vo motivar os servidores, em um novo ambiente or-ganizacional, de caráter democrático e participativo. Naquele ano foi criada, como instrumento central da política de governo, a Mesa Nacional de Negociação Permanente – MNNP.

A Mesa passou, desde então, a ser a instância que recepciona e processa os debates acerca dos entendi-mentos sobre as reivindicações dos servidores, atual-mente com um quadro formado por 1,1 milhão de pes-soas, entre ativos e inativos civis do Poder Executivo.

As relações de trabalho são historicamente de natureza conflituosa, e o que a Constituição Federal traz de novo, de 1988 para cá, é a permissão de que servidores públicos tenham acesso à organização sindical e, portanto, ao processo de negociação. As negociações significam também que qualitativamente as soluções são de outro nível.

Entre 2003 e 2006, as remunerações dos servido-res foram recompostas de forma que nenhuma categoria tivesse índices de reajustes abaixo da inflação acumulada no período, que foi de 28,9%. Segundo o Ministro Paulo Bernardo, do Planejamento, foram corrigidas distorções salariais e foram pagos os passivos que se arrastavam há vários anos, alguns há mais de 15 anos.

Além dos reajustes salariais, o Ministro ressalta que não podem ser esquecidos os ganhos sociais com os diversos auxílios e benefícios instituídos, como, por exemplo, política de saúde com metas claras, tanto de

saúde ocupacional quanto de saúde suplementar. Foi criado o Sistema Integrado de Saúde Ocupacional do Servidor Público Federal – SISOSP. Houve também uma inovação no preenchimento nos cargos de confiança na administração pública federal, que são aproxima-damente 20 mil. Desse total, apenas os mais altos, os DAS 5 e 6, são 100% de livre provimento. Os demais são destinados, em sua grande maioria, a servidores de carreira, por determinação do Presidente da Re-pública, pelo Decreto nº 5.497/2005, de que 75% dos Cargos de Direção níveis 1, 2 e 3, além de 50% dos de nível 4, sejam destinados exclusivamente a servi-dores que pertençam aos quadros permanentes dos órgãos da Administração.

Sr. Presidente, o Governo também continuará a contratar pessoal e a renovar seus quadros. Além da necessidade de repor a força de trabalho, decorrente de aposentadorias, há o compromisso firmado com o Ministério Público do Trabalho de substituir trabalhado-res que exercem funções privativas de servidores. São cerca de 35 mil funcionários, que serão substituídos dentro das possibilidades orçamentárias do Governo e conforme compromisso firmando com o MPT. Para 2008, a Lei Orçamentária Anual prevê a realização de concursos para preencher cerca de 25 mil vagas.

A decisão do Supremo Tribunal Federal de aplicar aos servidores públicos as regras da Lei nº 7.783/89, que regulamenta a greve do setor privado, não elimina as discussões do Governo para regulamentar o tema e cumprir o que estabelece o art. 37, inciso VII, da Constituição Federal. Atualmente o Governo têm-se reunido com 12 entidades sindicais representativas dos servidores e a Central Única dos Trabalhadores, e o prazo de entrega dos trabalhos de negociação está previsto para 30 de novembro.

Por fim, nobres colegas, quero ressaltar que entre os dias 21 e 23 de novembro acontece aqui em Bra-sília o V Encontro Nacional de Dirigentes e Técnicos de Recursos Humanos do Sistema Pessoal Civil do Executivo – SIPEC. O evento reunirá 600 dirigentes e técnicos de Recursos Humanos da Administração Fe-deral, para uma discussão em torno de 4 eixos: gestão por competência; carreira; avaliação de desempenho; e negociação coletiva. Os debates vão contar com a experiência internacional dos Estados Unidos e de países da Europa, África e América Latina.

Deixo aqui minhas felicitações a todos os servi-dores públicos brasileiros. Desejo a todos nós funcio-nários públicos dias melhores.

Muito obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pala-

vra ao nobre Deputado Luiz Carlos Hauly, economista, professor, ex-Vereador, ex-Prefeito de Cambé, filiado

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59167

ao PSDB desde 1995, que exerce diversas atividades nesta Casa e tão bem desempenha seu quinto man-dato pelo PSDB do Paraná. S.Exa. dispõe de 5 minu-tos na tribuna.

O SR. LUIZ CARLOS HAULY (PSDB – PR. Sem revisão do orador.) – Obrigado, Sr. Presidente.

Agradeço ao colega Deputado Celso Maldaner esta oportunidade de fazermos uma permuta.

Quero falar sobre a participação dos Parlamen-tares no Fórum Interparlamentar das Américas. Em novembro do ano passado fui eleito Presidente dessa organização, criada em 2001 no Parlamento canaden-se e patrocinada por aquele Parlamento.

Já naquela oportunidade estabelecemos as di-retrizes dessa organização que pretende representar os Parlamentos, visando à integração das Américas: o combate à miséria, à pobreza, à violência, ao nar-cotráfico, à guerrilha, a todas as distorções existentes no nosso continente, principalmente às assimetrias do desenvolvimento econômico dos nossos países, e também a luta pela harmonização dos direitos de gê-nero – a questão da mulher nas Américas.

Iniciamos esse trabalho como um embrião do Parlamento Americano. Da mesma maneira foi con-cebida a Confederação Parlamentar das Américas – COPA, foi concebido o PARLATINO nos países da América Latina, e também, por último, o Parlamento do MERCOSUL. E há o prenúncio de um Parlamento da América do Sul, como existe o Parlamento dos Países Andinos e o CARICOM. Nosso projeto é ambicioso, em médio e longo prazos, evidentemente. Há muitos percalços a serem resolvidos até que haja a concre-tização de um Parlamento das Américas. Se isso se concretizar, seguiremos o exemplo do Parlamento da União Européia.

Acreditamos que a América poderá estar mais unida se os grandes países do continente olharem para os países mais pobres, menos desenvolvidos. O Canadá patrocina as 2 principais organizações conti-nentais, a COPA e o FIPA.

Estive na semana passada em Washington para participar de reunião do comitê executivo. Consegui-mos um espaço na OEA e fizemos um discurso em nome do Fórum das Américas. Temos trabalhado em prol de uma maior integração da Organização dos Es-tados Americanos e do Fórum Interparlamentar das Américas. Visitamos o Parlamento americano e con-seguimos que Parlamentares americanos passassem a participar da nossa organização; até então, isso não acontecia. O Deputado Engel, que virá ao Brasil no final do mês liderando uma comitiva de 20 Parlamentares, disse que os Estados Unidos erraram muito ao não dar maior atenção aos países da América. Sua influ-

ência seria muito positiva; ele é do mesmo partido de Nancy Pelosi, presidenta da Câmara dos Deputados americana.

Em seguida estive em Ottawa, para visitar o Par-lamento canadense, onde fui recebido cordialmente e assisti a uma sessão em que houve, durante 45 minutos, a inquirição de todos os Ministros e do Primeiro-Ministro canadense, o que acontece 2 vezes por semana. Fui também a Quebec, para uma reunião da COPA e do FIPA, porque é desejo dos Parlamentos fazer a fusão dos 2 organismos. Fiquei um dia e meio em Quebec City participando de reuniões, e o trabalho que teremos pela frente é exatamente o de tentar promover essa fusão. Na oportunidade, eu disse que, se nos enten-dêssemos na fusão de nossas entidades, poderíamos ter um futuro mais próspero, porque acreditamos que nossa organização, o FIPA e a COPA e todas as enti-dades que representam Parlamentos e Parlamentares têm o objetivo único da integração, por meio de várias gestões – como aconteceu há pouco em relação um Deputado do Equador, ocasião em que ouvimos suas preocupações em defesa da democracia.

O que queremos é desenvolvimento, bem-estar e melhora para o País.

Muito obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Deputado Luiz

Carlos Hauly, agradeço a V.Exa., em nome da Mesa, as explicações a respeito da viagem e sobre a impor-tância desse intercâmbio entre os Parlamentos.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao Sr. Deputado Flávio Dino.

O SR. FLÁVIO DINO (Bloco/PCdoB – MA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, dedico meu pronunciamento a um grande dirigente do quadro político do nosso partido, Edvar Bonotto, que infelizmente faleceu no dia de hoje. Ele foi um grande militante do Partido Comunista do Brasil, e iluminava nossa agremiação com sua presença.

Sr. Presidente, restam 6 semanas para o térmi-no desta Sessão Legislativa. Ontem enfrentamos um dos temas centrais que estavam pautados para este semestre. A despeito das críticas legítimas dos com-panheiros da Oposição, encontramos uma solução que avança na direção correta da priorização das po-líticas públicas.

Não há dúvida de que a Câmara dos Deputados deu uma grande contribuição para a saúde, que vive sempre em situação dramática, em face da imensa de-manda, no caso de um País populoso como o nosso. Com isso, poder-se-á aperfeiçoar o desempenho dos profissionais e das redes e prestar melhor serviço ao povo brasileiro. Tivemos, portanto, uma grande vitória

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59168 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

na data de ontem, com a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, de 2000.

Sugiro 3 tópicos para as semanas que restam, antes da votação do Orçamento. Em primeiro lugar, a votação da PEC da Defensoria Pública. É preciso reafirmar essa proposta, como veículo fundamental para a democratização do Poder Judiciário. Sem de-fesa técnica adequada, as dramáticas desigualdades entre ricos e pobres fazem com que uns gozem em plenitude seus direitos e outros sejam condenados ao cárcere muitas vezes sem defesa adequada. A Defen-soria é uma instituição fundamental. Devemos separar este debate sobre a Defensoria da crítica política que um ou outro pode fazer quanto ao mundo jurídico de modo geral. A Defensoria merece um olhar específico, em razão de seus usuários.

Em segundo lugar, a fidelidade partidária, tema que clama por solução, porque o Tribunal Superior Elei-toral editou a resolução, e nesta semana iniciaram-se milhares de processos pelo País afora, não contra Parlamentares Federais, mas contra Parlamentares Estaduais e Municipais, que estão hoje com seus man-datos populares ameaçados. O Tribunal Superior Elei-toral avançou ao tratar da fidelidade partidária. Não há dúvida de que é um passo positivo, uma nova cultura política do País, mas, infelizmente, no que se refere à regulamentação o Tribunal Superior Eleitoral excedeu-se, instituindo o rito sumaríssimo, sem sequer possi-bilidade de recurso. Se o pior dos piores acusados de um crime tem direito a recurso, e é democrático que assim seja, quanto mais, imagino eu, um detentor de mandato popular. A resolução do TSE, portanto, merece ser superada por uma lei elaborada por esta Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Votamos um projeto, que agora está no Senado, sob a Relatoria do Senador Jarbas Vasconcelos. Vamos fazer um movimento consistente para que o Senado vote esse projeto como entender, como óbvia e sobe-ranamente considerar conveniente, mas que a matéria retorne ainda este semestre para que possamos repor a tripartição funcional do Estado na sua lógica, cabendo a este Parlamento, e não a qualquer outra instituição do Estado, regulamentar conflitos como esse atinente à instituição da fidelidade partidária.

Finalmente, Sr. Presidente, quero ainda falar do Programa Nacional de Segurança Pública com Cida-dania – PRONASCI, lançado pelo Governo Lula sob a liderança do Ministro Tarso Genro, que infelizmente acabou sendo levado de roldão por uma série de outros temas, entre os quais a CPMF e a regulamentação da Emenda Constitucional nº 29. Que, superada essa fase, possamos debater o PRONASCI com mais consistência e serenidade. Insisto que o texto aprovado no Senado

Federal era de alta qualidade, contou com o apoio dos companheiros da Oposição, mas infelizmente não foi possível votar o tema como gostaríamos. Mas houve, na data de ontem, a sanção da medida provisória que votamos para instituir o programa. Remanescem as bolsas e os programas fundamentais.

Que tenhamos a capacidade, a partir da próxima semana, de, com o novo projeto de lei enviado pelo Poder Executivo, debater o tema sem preconceito, compreendendo que a medida é importante para pro-teger as vítimas, para combater as causas sociais da violência, para reprimir o que deve ser reprimido e para promover uma cultura de cidadania e paz no País.

Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Manato) – Muito obriga-

do, nobre Deputado Flávio Dino. Quero dizer a V.Exa. que a bancada do Espírito Santo, na sua responsabi-lidade com a segurança no nosso Estado, obteve re-cursos na ordem de R$16 milhões para a segurança pública. Quarta-feira próxima passada conseguimos a liberação desses recursos, por intermédio do Mi-nistro Walfrido dos Mares Guia. Isso representou um grande avanço.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao nobre Deputado Hugo Leal, do PSC do Rio de Janeiro, advogado, corretor de imóveis, ex-Deputado Estadual, ex-Secretário de Estado da Secretaria de Estado e Justiça e Direitos da Cidade do Rio de Ja-neiro, Parlamentar que tão bem exerce seu primeiro mandato de Deputado Federal.

O SR. HUGO LEAL (Bloco/PSC – RJ. Sem revi-são do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputa-dos, neste breve espaço de tempo, relembrarei meus tempos de Deputado Estadual, na Assembléia Legis-lativa do Rio de Janeiro, quando tive a oportunidade de legislar junto com a Deputada Andreia Zito.

Passo a ler trecho de discurso por mim proferido no plenário daquela Assembléia em 15 de junho de 20059 (prestem atenção à data):

“Não é possível, neste País, em especial no Estado do Rio de Janeiro, o maior incen-tivador da conversão dos veículos para gás natural, ouvir dizer que vai faltar gás. Isso é um acinte com a população. Vêm dizer que vai, inclusive, faltar gás residencial, vai faltar gás no posto de abastecimento. É uma irres-ponsabilidade que nunca se viu. Aliás, nunca, não; pelo contrário, já se viu. Isso é que é mais triste. Sr. Presidente, isso é que é mais triste. Estamos vivendo o “apagão do gás”. Com esse apagão, nitidamente, mais uma vez, o Governo Federal presta um imenso desserviço à socie-dade ao não prever, não planejar. (...) Acontece

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59169

que este Estado do Rio de Janeiro produz 10 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. O País todo produz 40 milhões. E aí, Sr. Presidente, eles vão dizer, e os jornais vão no-ticiar, que vai faltar gás na cozinha do cidadão, vai faltar gás em casa, vai faltar gás, em espe-cial, para os motoristas de táxi que confiaram na proposta do Governo do Estado de fazer a conversão. Hoje, no Estado do Rio de Janei-ro, mais de 400 mil veículos são convertidos para gás, ou seja, 40% da frota nacional está aqui. Primeiro , porque é mais econômico para esses e para outros trabalhadores; segundo, porque não polui. É um combustível que não polui, está mais do que comprovado, e temos que ouvir isso.”

Como disse, esse pronunciamento foi feito no dia 15 de junho de 2005, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Agora, quando abrimos os jornais de hoje, dia 1º de novembro de 2007, vemos estampada a manchete: “Em guerra pelo gás”, e ficamos sabendo que a PE-TROBRAS, simples e unilateralmente, suspendeu o fornecimento de gás para o Estado do Rio de Janeiro, num racionamento, alegando crise energética.

Sr. Presidente, Sras. Deputadas, Srs. Deputados, isso foi alertado há mais de 2 anos. Na verdade há 5 anos, mas esse um discurso foi proferido em 2005.

Mais uma vez desconheceram que a responsa-bilidade é do Estado. Está previsto na Constituição Federal, art. 25, §2º: “Cabe aos Estados explorar di-retamente, ou mediante concessão, os serviços locais de gás canalizado”. O monopólio da distribuição é do Estado, e é o Estado que tem se definir quando e como fará o racionamento, e não a PETROBRAS, empresa que numa atitude autoritária monopoliza e fecha as tor-neiras. Vemos aqui a foto de um posto de gasolina que serve gás natural aos taxistas e está fechado, lacrado. Isso é um acinte para com a população do Estado do Rio de Janeiro, com a população de São Paulo, com a REDUC, da terra da Deputada Andréa Zito, com os taxistas de Itaboraí, de Rio Bonito, terra da Deputada Solange Almeida.

O Rio de Janeiro, Sr. Presidente, não pode pas-sar por esse problema. Teve de ir à Justiça para que a distribuição fosse retomada. E ainda há a proposta de que em São Paulo se bancará o custo da troca do gás por óleo combustível! Tem algo errado nisso. Estamos ocupando a tribuna para fazer esta denúncia. Não é possível que os Estados da Federação assistam a isso passivamente! Essa crise energética não é nova, é an-tiga, e não podem aqueles cidadãos que acreditaram no gás como combustível pagar esse preço.

Por isso ocupo esta tribuna, Sr. Presidente, para mais uma vez fazer esta denúncia e hipotecar meu apoio ao Governo do Estado na ação judicial.

Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre Deputado Assis do Couto, agricultor familiar, filiado ao PT desde 1987, Presidente do Sis-tema CRESOL, que tão bem exerce seu segundo man-dato pelo PT do Paraná. S.Exa. dispõe de 5 minutos na tribuna.

O SR. ASSIS DO COUTO (PT – PR. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, ocupo a tribuna nesta tarde para, em primeiro lugar, cumprimentar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal por tantas ações feitas neste País, mas principalmente pela Operação Ouro Branco, desencadeada recentemente para investigar o leite contaminado, poderíamos dizer envenenado, e infelizmente sendo servido à população brasileira.

Registro nosso compromisso e nossa respon-sabilidade parlamentar, como agricultor, conforme citado aqui pelo Presidente, como produtor de leite, como membro de uma família que depende dessa atividade, e nossa mensagem de que essa é mais uma ação, mais uma operação muito bem executada e muito bem justificada pela Polícia Federal e pelo Mi-nistério Público.

Em segundo lugar, quero, nesta oportunidade, repudiar aquilo que considero um verdadeiro crime contra milhões de consumidores indefesos. Crianças, idosos e milhões de famílias no Brasil sofreram essa violência da ganância de alguns empresários, de alguns membros de supostas cooperativas, pois não conside-ro que um dirigente de uma cooperativa agropecuária ou um agricultor possa cometer um crime contra a po-pulação brasileira e contra si próprio. Portanto, quero deixar aqui também nosso repúdio dessa violência feita contra os próprios agricultores.

São milhões os agricultores no Brasil, principal-mente integrantes da agricultura familiar, que dependem da atividade do leite para sua sobrevivência. No Sul do País, especialmente no meu Estado do Paraná, nos últimos anos, muitos pequenos agricultores familiares migraram da produção de grãos como soja e milho e priorizaram a produção do leite como fonte de renda para sua família. Agora esses produtores estão, sem sombra de dúvida, extremamente preocupados, e já começam a sofrer as primeiras conseqüências desse desastre. A diminuição do preço do leite, em função da queda do consumo, é inevitável. Forçados pela Instrução Normativa nº 51, do Ministério da Agricul-tura, como o Deputado Celso Maldaner sabe, esses agricultores investiram em tecnologia para melhorar a

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qualidade da sua produção; entretanto, infelizmente, o Estado não fez a sua parte.

De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 1995, aproximadamente 2 milhões de famílias depen-dem hoje da atividade do leite. Quem vai pagar essa conta decorrente da queda do preço do leite? Não vamos calar-nos. Cobraremos dos responsáveis uma resposta para esse crime.

Por fim, Sr. Presidente, faço aqui um apelo: pre-cisamos rever o nosso sistema de defesa agrope-cuário, que tem mais de 50 anos e é extremamente centralizado, monopolista e corporativista. Ele não dá mais conta da realidade brasileira. Confiamos em que o Governo do Presidente Lula e o Ministro Reinhold Stephanes aproveitarão este momento de crise para rever o sistema.

Aproveito o ensejo para pedir também que o sis-tema cooperativista brasileiro seja reavaliado, porque, volto a dizer, não dá para acreditar que um dirigente de cooperativa, um agricultor cometa tamanha barba-ridade contra os consumidores, contra seus próprios associados e contra si próprio. Então, essas falsas cooperativas, que certamente não são dirigidas pelos próprios agricultores, precisam ser investigadas.

Muito obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre Deputado economista, empresário, ex-Prefeito de Maravilha, filiado ao PMDB desde 1980 e que tão bem exerce o seu primeiro mandato, Celso Maldaner.

O SR. CELSO MALDANER (Bloco/PMDB – SC. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, agora há pouco assistimos ao colega fa-lando sobre a problemática do leite. Infelizmente, o nosso pequeno agricultor mais uma vez vai pagar a conta. O que mais evita o êxodo rural em Santa Ca-tarina, principalmente na nossa região, é a bovinocul-tura de leite.

Outro episódio que conseguimos reverter, como foi dito há pouco também, foi a questão da telefonia celular fixa. Houve um aumento abusivo de mais de 400%, mas, numa audiência pública requerida por nós com a ANATEL, conseguimos reverter a situação, e os agricultores felizmente vão receber de volta aquilo que pagaram a mais em tarifas. Agora, na terça-feira, às 16h, o Ministro Hélio Costa vai receber os Deputados da Comissão de Agricultura para que possamos, de uma vez por todas, revogar a Portaria nº 423, de 2005, da ANATEL, que determina esse aumento abusivo na telefonia celular fixa. Nós queremos a universalização, queremos que o tratamento dado ao homem da cidade seja também dado ao nosso humilde trabalhador do campo. Todos devem ter a mesma condição, e, presti-

giando o nosso pequeno agricultor, estaremos possi-bilitando que ele continue produzindo no meio rural.

Sr. Presidente, gostaria de aproveitar estes mi-nutos para dizer que, entre tantos assuntos relevantes que foram discutidos aqui na Câmara dos Deputados neste ano, diria que ontem foi uma data muito impor-tante. Não chegamos ao ideal que queríamos. Nós, que fizemos parte da Frente Parlamentar da Saúde, queríamos 10% da arrecadação bruta deste País. É claro que isso representaria algo em torno de 20 a 25 bilhões a mais para a saúde. Não chegamos ao ideal, mas acredito que o saldo foi muito positivo. Fizemos o que foi possível no momento.

Ontem foi um dia importante, com o debate da regulamentação da Emenda nº 29. Na gestão do Pre-sidente Lula, de 2008 a 2011, 24 bilhões de reais se-rão destinados à saúde: em 2008, serão 4 bilhões de reais, sem citar o aumento do PIB, de 3,7 bilhões de reais; em 2009, 5 bilhões de reais; em 2010, 6 bilhões de reais; e, em 2011, 9 bilhões de reais.

Hoje, 0,20% da parcela da CPMF é destinada à saúde, principalmente para atender aos casos de mé-dia e alta complexidade; 0,10% à Seguridade Social; e 0,08% aos programas sociais. De 2008 a 2011, o percentual destinado à saúde passará de 0,20% para 0,28%. É, pois, muito importante o que foi aprovado.

Também é importante destacar que ontem ficou estabelecido, inclusive de forma detalhada, que conti-nuarão os Estados a aplicar 12% na saúde.

Acredito que, se for cumprida realmente a regula-mentação da Emenda nº 29, aprovada ontem, aumen-tarão os investimentos em torno de 7 bilhões de reais nos Estados e 15% nos municípios. Portanto, houve grande avanço com a regulamentação da Emenda nº 29. Muitos assuntos pró-ativos foram aprovados nes-te ano, na Câmara dos Deputados, mas a aprovação da Emenda nº 29 foi muito importante para Estados e municípios.

Ressalto os trabalho dos nobres colegas que vo-taram a favor, ontem, da regulamentação da Emenda nº 29. Não foi o ideal, repito, mas houve um grande avanço com a sua aprovação no Governo Lula.

Muito obrigado.

Durante o discurso do Sr. Celso Malda-ner, o Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pela Sra. Solange Almeida, § 2º do art. 18 do Regimento Interno.

A SRA. PRESIDENTA (Solange Almeida) – Con-cedo a palavra ao Sr. Deputado Antonio Carlos Men-des Thame.

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DISCURSO DO SR. DEPUTADO ANTO-NIO CARLOS MENDES THAME QUE, ENTRE-GUE AO ORADOR PARA REVISÃO, SERÁ POSTERIORMENTE PUBLICADO.

Durante o discurso do Sr. Antonio Car-los Mendes Thame, a Sra. Solange Almeida, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra à Sra. Deputada Solange Almeida.

A SRA. SOLANGE ALMEIDA (Bloco/PMDB – RJ. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, ocupo a tribuna para falar sobre a conquista, ontem, relativa à regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, que estava em debate desde que cheguei a esta Casa. Tínhamos dúvida se seria votada este ano, mas o Presidente Arlindo Chinaglia cumpriu a promessa feita aos Deputados que com ele marcha-ram em sua conquista da Presidência desta Casa. A matéria foi colocada na pauta e votada ontem.

É claro que houve avanços. Sabemos que foram co-locados novos recursos. E a Frente Parlamentar da Saúde teve atuação perseverante, atuante, desde a procissão das velas. Quero saudar todos os Deputados da Frente Parlamentar da Saúde na pessoa do Presidente Darcísio Perondi, que tão bravamente soube conduzir essa luta e flexibilizar na hora em que houve necessidade.

Queríamos vinculação de mais recursos, a fim de possa ser cumprido o PAC da Saúde, que o Minis-tro Temporão vai apresentar semana que vem. Mas a nossa luta não vai terminar. Vamos continuá-la agora no Senado, tentar nova negociação para que se alcan-cem mais recursos para a saúde. Ano que vem vamos continuar lutando por recursos extra-orçamentários, para darmos ao povo o que ele merece.

Nós da Frente Parlamentar não vamos deixar de falar, nesta tribuna, na Comissão de Seguridade So-cial, nesta Casa, sobre o caos em que se encontra a saúde. Acredito que a crise é muito mais grave do que a que se assiste pela tevê. Quem precisa de hospital público, de um hospital conveniado pelo SUS, como o povo humilde, é que sabe o que está passando. Neste ano, 90 mil brasileiros não terão acesso a radioterapia para tratamento de câncer. Há diabéticos com os pés apodrecidos, que precisam ser amputados, precisam de tratamento cirúrgico, o que não conseguem, indo de hospital em hospital. Vamos gastar muito mais se não cuidarmos das doenças cardiovasculares, as que mais matam no País. Se não começarmos a tratar imediata-mente essas doenças, vamos gastar mais com incapa-citados. Estamos criando uma legião de amputados, de

renais crônicos, de cegos porque não tratamos como deveríamos a diabetes e a hipertensão.

Por isso vamos continuar brigando por mais re-cursos na saúde.

Há também as doenças altamente excludentes, para as quais não olhamos muito. Segunda-feira, dia 29, foi o Dia Nacional de Combate à Psoríase, doen-ça de pele que poucas pessoas conhecem, mas que exclui as pessoas. Crianças atingidas por essa enfer-midade não têm coragem de freqüentar uma piscina, jogar bola, conviver com a família, beijar, abraçar as pessoas; adolescentes não têm coragem de se rela-cionar amorosamente, dificultando o relacionamento na sociedade. É uma doença que precisa ser tratada com seriedade, pois tem levado alguns adolescentes ao suicídio, como vimos em São Paulo. É necessário aprovarmos os recursos indispensáveis para que es-sas pessoas tenham acesso à medicação.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no ano que vem, 2008, a Constituição Federal fará 20 anos. Em 1988, ano em que ela foi aprovada, estabeleceu que saúde é direito de todos e dever do Estado.

Gostaria muito que os recursos para saúde e edu-cação não precisassem de vinculação na Constituição para que fossem executados obrigatoriamente. Gos-taria, sim, que os recursos para essas áreas fossem alocados pelos nossos governantes como necessários para proporcionar saúde e educação de qualidade ao povo brasileiro.

Muito obrigada.A SRA. ANDREIA ZITO – Sr. Presidente, peço

a palavra pela ordem.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Tem V.Exa. a

palavra.A SRA. ANDREIA ZITO (PSDB – RJ. Pela ordem.

Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, protocolamos hoje na Comissão do Traba-lho, de Administração e Serviço Público nosso relatório sobre o projeto de lei do Poder Executivo que trata do piso nacional dos profissionais do magistério.

Agradeço ao Presidente Nelson Marquezelli a confiança ao me indicar para relatar a matéria, indica-ção essa ratificada pelo Presidente da Comissão de Educação e Cultura Deputado Gastão Vieira.

Acatamos integralmente o substitutivo aprovado pela Comissão de Educação e Cultura, visto que as conclusões foram realmente fundamentadas em deba-tes. Nosso relatório apenas acrescenta a garantia da previsão do incentivo à qualificação dos professores.

Será igualmente importante a conscientização dos Deputados, na próxima quarta-feira, quando esse projeto entrará em pauta na Comissão, para que ele seja votado rapidamente.

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59172 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao Sr. Deputado João Maia.

O SR. JOÃO MAIA (PR – RN. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, em nome do meu partido, registro a visita histórica do Mi-nistro dos Transportes ao meu Estado.

O povo do Rio Grande do Norte está feliz, par-ticularmente eu, porque a imensa dívida que a União tem com o Estado começou a ser paga pelo Presidente Lula, por intermédio do Ministro Alfredo Nascimento, norte-rio-grandense filiado ao Partido da República.

S.Exa. visitou as obras de duplicação da BR-101 e discutiu com as populações de Parnamirim, São José do Mipibu e Goianinha sobre como adequá-la às ne-cessidades da comunidade local, mostrando imensa sensibilidade para detalhes que dizem respeito ao dia-a-dia de cada habitante daquelas cidades.

Em Jucurutu, o Ministro inaugurou a ponte sobre o Rio Piranhas e comprometeu-se a concluir a BR-226, que liga o Seridó ao oeste do Estado, na divisa com o Ceará, um sonho de mais de 30 anos.

Em Mossoró, assinou documento em que se com-prometeu a iniciar as obras de duplicação da BR-304, que começa pelo Complexo Viário da Abolição. Será duplicada também a Reta da Tabajaras, que liga Ma-caíba à entrada da BR-226, que chega ao Seridó.

O Ministro Alfredo Nascimento comprometeu-se a construir a Estrada do Cajueiro, que liga o oeste norte-rio-grandense ao Ceará, sonho acalentado há mais de 40 anos. Construirá a Estrada do Sol, tão longamente pleiteada e sempre esquecida, a BR-110. E afirmou ao povo norte-rio-grandense que colocou no Orçamento da União os recursos necessários para a construção do contorno rodoviário de Currais e Caicó.

Há muitos anos, diria décadas, não se vê um Governo tão empenhando em fazer investimentos tão importantes para o desenvolvimento e a geração de emprego no Rio Grande do Norte.

Tenho a alegria de dividir com meu povo a sa-tisfação de ver o Presidente Lula, que ajudamos a eleger, resgatar essa grande dívida que a União tem com o Estado.

Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Passo a Pre-

sidência dos trabalhos ao nobre Deputado Vital do Rêgo Filho, a fim de que S.Exa. leia o termo de posse do Deputado Walter Correia de Brito Neto, também representante do Estado da Paraíba.

Durante o discurso do Sr. João Maia, o Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Vital do Rêgo Filho, § 2º do art. 18 do Re-gimento Interno.

O SR. PRESIDENTE (Vital do Rêgo Filho) – Cum-primento os colegas Deputados Gastão Vieira, Luiz Couto e Chico Lopes, e expresso a alegria de poder, neste momento histórico, presidir esta sessão.

O SR. PRESIDENTE (Vital do Rêgo Filho) – En-contra-se presente o Sr. Walter Correia de Brito Neto, representante do Estado da Paraíba, eleito pela Coli-gação PFL/PTC/PSDB/PTdoB, que tomará posse em virtude de vaga decorrente de renúncia do titular.

Convido S.Exa. a prestar o compromisso regi-mental, com o Plenário e as galerias de pé.

(Comparece à Mesa o Sr. Walter Correia de Brito Neto e presta o seguinte compromisso):

PROMETO MANTER, DEFENDER E CUMPRIR A CONSTITUIÇÃO, OBSERVAR AS LEIS, PROMOVER O BEM GERAL DO POVO BRASILEIRO E SUSTENTAR A UNIÃO, A INTEGRIDADE E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.

O SR. PRESIDENTE (Vital do Rêgo Filho) – De-claro empossado o Sr. Walter Correia de Brito Neto, pelo PRB. (Palmas.)

O SR. PRESIDENTE (Vital do Rêgo Filho) – Agra-deço ao Deputado Manato a oportunidade de presidir esta sessão e empossar tão querido conterrâneo.

Registro a presença do Sr. Veneziano Vital do Rêgo, Prefeito Municipal de Campina Grande, que acompanha o recém-empossado.

Retorno a Presidência ao nosso querido Depu-tado Manato, com a gratidão de sempre.

O Sr. Vital do Rêgo Filho, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da pre-sidência, que é ocupada pelo Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Parabéns, no-bre Deputado Walter Correia de Brito Neto. Que V.Exa. exerça seu mandato muito voltado para nosso País. Vejo entre seus amigos Prefeitos, Vereadores e grandes li-deranças, o que mostra o prestígio que V.Exa. tem.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Tem a palavra o nobre Deputado Fernando Ferro.

O SR. FERNANDO FERRO (PT – PE. Sem re-visão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parla-mentares, assomo à tribuna para comentar uma notícia que tem tomado corpo na imprensa nacional: as es-peculações de que estaria havendo uma conspiração pelo terceiro mandato do Presidente Lula.

Espanta-me ver como alguns jornalistas traba-lham essa idéia com uma vontade, um afã de criar constrangimento para a base do Governo e para o próprio Presidente da República. Ora, quando se esta-beleceu o instituto da reeleição no Governo Fernando

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Henrique Cardoso não vi a imprensa tão excitada, tão preocupada em especular que tinha sido autoritária e oportunista a iniciativa do Presidente anterior, que, por estar bem nas pesquisas, lançou a idéia da reeleição – diferentemente do Presidente Lula, que já expressou várias vezes que não quer terceiro mandato, e com muita propriedade, porque sabe que está fazendo um bom governo, mas não pode criar situações oportu-nistas para alterar a legislação.

É claro que precisamos de reforma política. É claro que podemos discutir reeleição dentro da refor-ma política, mas não isoladamente, como pretende a imprensa. O curioso é que parte dela, o chamado PIG – partido da imprensa golpista – gosta de traba-lhar essa idéia para criar constrangimento, como se estivéssemos fazendo uma grande conspiração pela segunda reeleição do Presidente Lula.

Ora, no começo deste ano, na mudança da Le-gislatura, solicitei fosse desarquivada a Proposta de Emenda à Constituição nº 23, de 1999, de minha auto-ria, que – pasmem! – é exatamente contra a reeleição. Agora sai nos jornais matérias como se tivéssemos tomado a iniciativa de debater o terceiro mandato do Presidente Lula!

A PEC nº 23, de 1999, está apensada à PEC nº 492, de 1997, de autoria do ex-Deputado Roberto Valadão, do Espírito Santo, que também é contra a reeleição, e a outra de autoria do ex-Deputado Inaldo Leitão, da Paraíba, que em 1999 queria a reeleição indefinida, talvez empolgado pela reeleição de Fer-nando Henrique Cardoso. Quando solicitei fosse de-sarquivada a PEC nº 23, de 2003, naturalmente vieram com ela as outras propostas, apensadas, que também versam sobre reeleição. Daí a idéia de que estaríamos colocando na Ordem do Dia o debate sobre o terceiro mandato. Isso não existe!

Particularmente, sou contra a reeleição. Se por acaso essa matéria tiver que ser discutida, será dentro do debate da reforma política.

Hoje fui procurado por vários jornais, inclusive a gloriosa revista Veja, que veio perguntar se eu estava por trás dessa conspiração. Digo ao senhores: não pro-voquem; como se diz no ditado popular, não cutuquem a onça com vara curta. Se forem perguntar à popula-ção deste País se querem a reeleição do Presidente Lula, é provável que ela responda que quer. Isso é casuísmo eleitoral, uma vez que estamos cumprindo o segundo mandato. Não vamos agir como o Sr. Fer-nando Henrique Cardoso, que fez uma manobra para haver reeleição. Não queremos a re-reeleição, mas sim um outro procedimento: a reforma política, para que não fiquemos sendo reformados pelo Supremo Tribu-

nal Federal e pelo Judiciário, algo muito ruim para o Congresso Nacional.

Portanto, todos os que desejam criar o clima de debate de reeleição podem ficar tranqüilos. Aviso e alerto: se começarem a provocar esse assunto com tal afã, é capaz de alguém tomar gosto, inclusive a pró-pria população. Depois não vão conseguir controlar a opinião pública.

Essa parcela da população que reclama de au-toritarismo, os riquinhos do Cansei, tem medo do voto popular, de consultar a população. Por que não fazer-mos uma reforma política e consultar a população? Quem tem mais legitimidade para responder sobre isso do que a população brasileira?

Se insistirem na idéia do terceiro mandato, é capaz de a população tomar gosto. O povo pobre, que está sendo bem atendido por este Governo, naturalmente vai querer a reeleição do Presidente Lula. Pessoalmen-te, sou contra isso. Devemos fazer o debate sobre a reforma política, sobre outros assuntos, e seguir nosso rumo. Inclusive deveríamos acabar com a reeleição, criada pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, que, vaidoso como sempre foi, no afã de se perpetuar, criou esse instituto.

A mesma imprensa que não deu combate, à épo-ca, à iniciativa de Fernando Henrique Cardoso agora quer dar combate ao Presidente Lula.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Registro a pre-sença no plenário do Delegado Regional do Trabalho do Espírito Santo, Dr. Enésio Paiva Soares, e do Sub-delegado e funcionário de carreira, Dr. Oscimar Can-deias. S.Sas. vieram lutar pelo imposto sindical.

Muito obrigado pela presença dos senhores.O SR. VANDERLEI MACRIS (PSDB – SP. Pro-

nuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, gostaria de congratular-me com o jornal TodoDia, de Americana, interior de São Paulo, que nesta semana completou 11 anos de existência. Na pessoa de seu fundador e presidente Roberto Romi Zanaga quero parabenizar todos os funcionários e colaboradores que fazem desse jornal um importante veículo de comunicação para a Região Metropolitana de Campinas.

Em pouco mais de uma década, o jornal TodoDia conquistou um importante espaço entre os leitores da região. Já nasceu com a proposta de ser um veículo regional. Da microrregião de Americana, que abran-ge 5 cidades, saltou para 15 cidades. Hoje o TodoDia está presente nas cidades de Americana, Artur No-gueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d´Oeste, Santo Antônio da Posse e Sumaré. Juntos, esses Mu-

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59174 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

nicípios englobam mais de 2 milhões de habitantes e representam um importante pólo de desenvolvimento social e econômico no Estado de São Paulo.

Ao longo dos últimos 11 anos, o jornal TodoDia posicionou-se como um importante instrumento na criação e na consolidação da Região Metropolitana de Campinas. Esse espírito de vanguarda faz do TodoDia um dos principais veículos na luta pela pelo desenvol-vimento regional.

É o que tenho a dizer.A SRA. ANA ARRAES (Bloco/PSB – PE. Pro-

nuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna mais uma vez parabenizar S.Exa. o Sr. Eduardo Campos, Governador de Pernambuco por mais uma atitude que demonstra que as ações do Estado estão voltadas para aqueles que mais precisam, na luta pela tão sonhada igualdade de todos os brasileiros, sem, no entanto, descuidar da necessidade de também criar condições aos produto-res de nosso Estado.

Neste mês, Eduardo Campos retomou um pro-grama que deixou de existir desde 1999 e que teve início no terceiro mandado de Miguel Arraes. Trata-se do Programa do Pão.

Foi assinado um acordo entre Governo do Es-tado e a Cooperativa dos Panificadores do Estado de Pernambuco, que irá garantir o alimento na merenda escolar dos alunos da rede pública de ensino já no próximo mês de novembro. Ao todo serão investidos cerca de R$12 milhões ao ano para atendimento de mais de 1.100 escolas.

Sr. Presidente, além de garantir mais uma fonte de nutrientes para nossas crianças, futuros cidadãos de Pernambuco, o programa vai ajudar ainda a movi-mentar a economia do Estado e a indústria do pão em Pernambuco. Para atender essa demanda, 400 pada-rias foram cadastradas e novos empregos começam a surgir para atender a contento a demanda.

Sras. e Srs. Parlamentares, em Pernambuco, hoje, grande parte das panificadoras são pequenas ou microempresas que enfrentam vários desafios como preço alto da energia, concorrência com os super-mercados e elevado preço do trigo. Esta ação movi-mentará o setor e injetará mensalmente R$1 milhão nesse mercado. Assim, além da geração de emprego e renda para quem produz e comercializa o pão, essa é uma ação que irá melhorar a alimentação e a saúde das nossas crianças e jovens que, bem alimentados, poderão aumentar o rendimento na escola. Tudo isso são fatores que contribuem cada vez mais para a me-lhoria da qualidade de vida dos pernambucanos – das crianças e dos jovens estudantes; dos produtores de insumos; dos industriais do pão e dos trabalhadores

do setor, que se integram, auxiliados por esta ação do Governo que objetiva o desenvolvimento dos pernam-bucanos e o crescimento da nossa economia.

Era o que tinha a dizer. Muito obrigada.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Passa-se ao

V – GRANDE EXPEDIENTEConcedo a palavra ao Sr. Deputado Gastão Viei-

ra. S.Exa. dispõe de 25 minutos na tribuna.O SR. GASTÃO VIEIRA (Bloco/PMDB – MA.

Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, não vou abordar hoje aquele tema que continuadamente me traz a esta tribuna, que é a edu-cação. Hoje, como Parlamentar do Maranhão, quero demonstrar minha inquietude com os rumos que meu Estado vem tomando em relação ao seu processo de desenvolvimento econômico.

Na última semana, Sr. Presidente, estive no Palá-cio do Planalto, para a solenidade em que o Presidente da República assinou a criação dos novos CEFETs, um deles no meu Estado. No encerramento, o Presidente Lula, instado por mim, pelo Senador Edison Lobão e pelo Deputado Waldir Maranhão a inaugurar os 2 CE-FETs que já estão prontos, afirmou que estava con-dicionando sua ida a um sinal positivo da Companhia Vale do Rio Doce no sentido da implantação de uma siderúrgica no meu Estado.

Pelo que vemos, o Presidente da República está tomando a dianteira do processo de atração de inves-timentos para um Estado.

Sr. Presidente, o Maranhão teve a oportunidade de contar com uma enorme siderúrgica, com investimen-tos de R$6 bilhões, para a produção de placas, numa associação entre a Companhia Vale do Rio Doce e a Baosteel, uma empresa chinesa. Tudo estava pronto, mas o empreendimento não se realizou por causa da visão estreita e atrasada de muitos daqueles que no passado se diziam da Oposição e que hoje estão no Governo mas não conseguem mudar o discurso, não conseguem modernizar-se. Só repetem os mesmos chavões, como se o processo de desenvolvimento ou de criação de empregos dependesse de discurso ou de decreto governamental.

Perdemos a siderúrgica. O que fizemos foi en-tregá-la de graça para o Estado do Espírito Santo. O Governador Paulo Hartung, ao saber que a Vale do Rio Doce, embora tivesse feito sucessivas gestões, não encontrara no Maranhão o ambiente necessário para a implantação de um empreendimento desse porte, foi à empresa e ofereceu-lhe essas condições. Assim, a Vale e a Baosteel estão transferindo – já o anunciaram oficialmente – a siderúrgica do Maranhão para o Espírito Santo.

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Sabem V.Exas. o que impediu a implantação dessa siderúrgica no meu Estado? Razões de ordem ambiental. Uma siderúrgica numa ilha? Como, nesse sistema frágil, expulsar a população que vive na área? Como garantir o fornecimento de água? Sim, porque o principal fornecedor, o Rio Itapicuru, está com sua capacidade em um processo rápido de esgotamento.

Pergunto: terá sido Governador Paulo Hartung o responsável pelo malogro do nosso projeto? Será que a população do Espírito Santo, seus políticos, seus intelectuais estão absolutamente alheios dos danos ambientais? Por que a siderúrgica faria mal à Ilha de São Luís, mas não a Vitória? Qual a razão dis-so? Qual é a lógica, o que levou o Maranhão a recu-sar e o Espírito Santo a aceitar o empreendimento? Será que temos uma política ambiental com temores e esperanças diferentes no Maranhão, em relação ao Espírito Santo?

Na verdade, perdemos o investimento – e agora é o Presidente da República que luta para fazer com que a Vale do Rio Doce encontre um novo sócio e construa no meu Estado uma siderúrgica porque esse é um so-nho que alimentamos há mais de 40 anos...

Sonho, apenas? Não! É uma demanda da rea-lidade de um Estado cuja maior dádiva é uma infra-estrutura portuária com portos de grande calado, que permitem que navios recebam 300 mil toneladas de minério de ferro e saiam do Porto do Itaqui até Roter-dã, na Holanda, fazendo uma linha que não encontra paralelo em nenhum outro lugar do Brasil. O porto é, portanto, a lógica do desenvolvimento do Maranhão. Com o porto, agora a siderúrgica pode não ser indis-pensável, mas será amanhã. Com o porto, teremos sempre esse papel fundamental de grandes exporta-dores da nossa Região, trazendo a soja do Tocantins, de Goiás, do sul do Maranhão e despachando-a pelo Porto do Itaqui, que, repito, por sua capacidade de per-mitir que ali atraquem navios de grande porte, reduz consideravelmente o custo do frete e faz com que os investimentos se tornem atrativos.

O Governo que lá está, o Governo que dirige o Maranhão venceu as eleições levando uma enorme esperança para todos os que militavam na Oposição. Eu, que sou do grupo Sarney, testemunhei muitas ve-zes a maneira até hostil como se dizia que o desen-volvimento do Maranhão não acontecia porque a oli-garquia, o grupo político que dominava o Estado não deixava espaço algum para que esse mesmo Estado pudesse crescer. Diziam mais: que o Maranhão é um Estado rico que não se desenvolve porque não dispõe das condições indispensáveis para tanto. Isso, é claro, não passava de mero discurso político de mobilização, porque infelizmente meu Estado, continuadamente,

na sua história, sempre foi um Estado pobre. O Esta-do do Maranhão já dispôs de bons recursos naturais, mas o próprio processo de formação econômica não favoreceu – à exceção de um período muito curto – a manutenção dessa riqueza nas mãos daqueles que habitavam o Maranhão.

Temos, repito, apenas um vetor de desenvolvimen-to, que por sua importância deve ser cuidadosamente tratado: o Porto do Itaqui. Esse “Governo de Oposição” está destruindo o profissionalismo que se tem de exi-gir desse sistema portuário que é a espinha dorsal do processo de desenvolvimento do meu Estado. Há de-núncias de toda sorte no sentido da ausência dessa profissionalização. Não se vem encarando com a de-vida seriedade esse instrumento de desenvolvimento que é o porto, uma concessão do Governo Federal ao Governo do Estado.

Ontem, ou anteontem, não estou certo, o Sr. Mi-nistro dos Portos – acho que esse é o título – anun-ciou que vai promover uma administração comparti-lhada do Porto do Itaqui com os diretores indicados pelo Governo do Estado e os indicados pelo Governo Federal. Eu penso que o Governo Federal, no PAC, nesse programa de desenvolvimento, deveria reto-mar a administração do porto, mantê-lo sob sua res-ponsabilidade, para que ele cumpra papel idêntico ao do Porto da Vale, por exemplo, que lhe fica colado. O Porto do Itaqui não tem classificação em termos de produtividade e de eficiência, e ali do lado, a menos de 1 quilômetro de distância, na outra ponta da Ilha de São Luís encontra-se o Porto da Vale, considerado o mais eficiente e de menores custos de todo o sistema portuário brasileiro.

Portanto, de um e de outro lado, no discurso e na ação política, o que se percebe em meu Estado hoje é um profundo sentimento de atraso, produto de pensamentos antigos em que se repetem chavões que até podem ser eficientes para vencer eleição, mas não para mudar a estrutura estadual.

Não há em meu Estado planejamento algum. O Maranhão apresenta um grande superávit fiscal. A re-ceita está em crescimento e a despesa pode ser sim-bolizada por uma folha de pagamento que compromete apenas 33% dessa mesma receita. Temos, portanto, um grande superávit fiscal. E como é gasto esse dinhei-ro? Em algum plano estratégico de desenvolvimento para o Maranhão? Isso seria pedir demais! Lá o Go-vernador desloca-se com um aliado político para um Município e determina que se instalem 10 quilômetros de asfalto e 5 quilômetros de calçamento, ou que se construa uma nova rodoviária, tudo isso à revelia do Prefeito local. Ora, essa é uma prática política há muito superada em vários lugares do Brasil! Há de se exigir

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59176 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

pelo menos educação política: “Sr. Prefeito, irei ao seu Município levar reivindicações dos seus adversários políticos, mas V.Exa. tem de participar, porque eu não posso intervir diretamente nos assuntos municipais” – é assim que se faz!

O fato é que vão torrar – desculpem-me a expres-são chula – milhões e milhões de reais num processo político que não levará a nada, quando o que exigi-mos é um processo de desenvolvimento econômico sustentável ao longo do tempo, que dê ao Maranhão condições de crescimento. Os jornais de hoje revelam essa dura realidade. Eu, como ex-Secretário de Edu-cação, estou estarrecido: os jornais apresentam uma lista de 10 diretoras que têm de ser trocadas para que um líder político possa viabilizar sua campanha a Prefeito de um Município que faz parte da Grande São Luís. Pelo amor de Deus, isso está absolutamente superado! Hoje , todas as pessoas envolvidas na edu-cação sabem que a gestão escolar é o principal fator de desenvolvimento do sistema! Como é que podem pretender trocar todas as diretoras da rede estadual para viabilizar a campanha eleitoral de um aliado po-lítico em um Município importante?

Deputado João Oliveira, concedo o aparte a V.Exa.

O Sr. João Oliveira – Muito obrigado, Sr. Presi-dente da Comissão de Educação e Cultura Deputado Gastão Vieira. Estou bastante atento ao pronuncia-mento de V.Exa., até por minhas raízes maranhenses, apesar de ter sido criado no Estado do Tocantins. Ao chegar a esta Casa encontrei V.Exa., tão ilustre Par-lamentar, na Presidência daquela Comissão, da qual também faço parte. E informo aos maranhenses que nos ouvem neste momento o empenho de V.Exa., como educador e como Presidente daquela Comissão, o tra-balho que vem desenvolvendo, pensando no Brasil, mas focado também no nosso Estado. V.Exa. citou 2 CEFETs em funcionamento no Maranhão. Parabeni-zo o Parlamentar Waldir Maranhão por isso. Mas fico triste, porque nosso Estado, apesar de antigo, não é dos mais desenvolvidos do País. Pelo contrário, está dando marcha à ré. Perdemos para o Estado do Espí-rito Santo, como V.Exa. citou, a siderúrgica que seria instalada em nossa terra pela Vale do Rio Doce. Temos de convencer novamente a Vale do Rio Doce a investir no nosso querido Maranhão, Estado pelo qual temos o maior apreço. Governo sem planejamento não cresce e só atrapalha. Quando a Prefeitura de um Município faz gestões por conta própria, sem ouvir a base, repre-sentada na Câmara de Vereadores, certamente está atropelando e infringindo a Constituição. Não conhe-ço tanto nosso Estado quanto V.Exa., muito embora o acompanhe à distância. Pessoas da sua estirpe no

Congresso Nacional ajudam a desenvolver o País. Não é fácil encontrar Parlamentares da sua envergadura, do seu caráter e com a mesma atuação de V.Exa. neste Parlamento. Estou feliz por ter nosso querido Mara-nhão um homem da sua capacidade na Comissão de Educação. Juntos trabalharemos no Congresso Nacio-nal por este Brasil e pelos Estados do Tocantins e do Maranhão. Obrigado, e parabéns.

O SR. GASTÃO VIEIRA – Muito obrigado, nobre Deputado João Oliveira.

Deputada Angela Amin, com muito prazer con-cedo o aparte a V.Exa.

A Sra. Angela Amin – Deputado Gastão Vieira, faço referência primeiro à sua atuação como Presiden-te da Comissão de Educação. É para nós uma honra participar daquela Comissão tendo-o na Presidência. Quero reportar uma experiência de direção de esco-la no meu Estado, Santa Catarina. Ela data de 1950. Logicamente, eu nem havia nascido quando começou no Estado um processo de perseguição política – que, aliás, ainda existe. Minha mãe, então diretora de es-cola, por ser parente de um político, foi transferida do Município de Urubici para o de Maruí. Isso já aconte-cia naquele tempo. Infelizmente, sempre faltou a visão da importância do processo político e da educação. Depois, na década de 80, tivemos a oportunidade de participar de um grande debate político em Santa Ca-tarina, um movimento denominado A Democratização da Educação, que instituiu no Estado a eleição direta para diretor de escola, medida que posteriormente foi derrubada, mas que fez avançar o debate sobre a autonomia da escola, a importância do processo de-mocrático. Infelizmente, esse processo não continuou. A partir de 1997, como Prefeita de Florianópolis, tive a oportunidade de reavaliar a proposta de eleição de diretor de escola, por entender que o processo demo-crático, única e exclusivamente, não garantia a quali-dade. Tivemos a coragem de paralisar o processo de democratização e mostrar o perfil do diretor de escola, e, junto com o colégio educacional, rediscutir, reavaliar e implantar uma nova metodologia para que houvesse, sem dúvida, um processo democrático de qualidade, que passava pela atualização, pelo aperfeiçoamento, pela definição do que os educadores entendiam como qualidade. Tendo passado por esse processo de aper-feiçoamento, por essa prova de qualificação, partiriam para o processo democrático. Entendo que deva haver o aperfeiçoamento do quadro de diretores, em vez de seguir-se única e exclusivamente o processo político, ou a indicação política. Lamento que isso ainda persis-ta na educação brasileira. Devemos evoluir, colhendo experiências no Brasil, para aperfeiçoar o setor edu-cacional. Muito obrigada.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59177

O SR. GASTÃO VIEIRA – Muito obrigado, Depu-tada Angela.

Tenho, prezados Deputados e Deputadas, a vi-são de que o fato de um Governador ter sido eleito e democraticamente empossado tem toda uma simbo-logia que devemos respeitar. Pode ter havido a mais acirrada luta política, como houve no Maranhão, onde, no segundo turno, a diferença de votos entre o Gover-nador eleito e nossa candidata foi mínima, mas a partir do momento em que ocupa a cadeira é absolutamen-te necessário que o eleito tome consciência de que é Governador de todos. Suas atitudes políticas podem até ser partidárias, mas a meta de seu governo tem de ser o benefício de todos.

Não quero, Deputado Chico, que preside esta ses-são e me dá a honra desta coincidência, criticar o Go-vernador do meu Estado. Gostaria apenas que S.Exa. tomasse consciência de que manter o Estado pobre, man-ter a população vivendo apenas dos recursos naturais é impor-lhe 2 caminhos: ou fica escrava do Bolsa-Família, recebendo no final do mês esse sustento, como parasi-ta; ou aspira a um futuro melhor, com dignidade, se não para si mesma, ao menos para seus filhos.

É nesse sentido que apelo para nosso Governo. Como é que perde uma siderúrgica de produção de pla-cas, um empreendimento a se realizar numa associação entre a maior empresa brasileira, a maior empresa do mundo de mineração, a Companhia Vale do Rio Doce, e o maior grupo chinês, a Baosteel? Essas empresas eram sócias! Bastava tomar a decisão! Mas nós nos perdemos naquele discurso sobre meio ambiente.

O Sr. Mauro Benevides – Permite-me V.Exa. um aparte, nobre Deputado Gastão Vieira?

O SR. GASTÃO VIEIRA – Permito, sim. Deixe-me apenas completar o raciocínio.

Vejam que não estou dizendo que o discurso de defesa do meio ambiente não seja necessário. Ele é, sim, mas não pode ser burro. Se não houve ou não vai haver dano no Espírito Santo, por que haveria no Mara-nhão? Temos ali o grande empreendimento de alumínio e alumina da Alcoa. Há 20 anos dizia-se que a ilha ia acabar, ia afundar, não pelas lendas maranhenses, mas vitimada pela poluição. Passados 20 anos, não há um único registro de acidente ecológico na Ilha de São Luís, em função da presença da Alcoa.

Essas empresas têm ações pulverizadas nas bolsas de valores do mundo todo. E o maior capital de uma grande empresa, independentemente do seu aporte financeiro, é a credibilidade que ela tem perante seus acionistas. A Vale do Rio Doce não iria para meu Estado para poluir a Ilha de São Luís. É esse discurso atrasado que não permite à população a aspiração de um desenvolvimento mais justo.

Deputado Mauro Benevides, concedo o aparte a V.Exa.

O Sr. Mauro Benevides – Deputado Gastão Viei-ra, desejo compartilhar da sua indignação, talvez sob motivação assemelhada. V.Exa. sabe que se concebeu no Ceará o Complexo Portuário do Pecém, que abri-garia 2 grandes obras. A refinaria está localizada em Pernambuco, por interveniência do Presidente Hugo Chávez. Restou a Usina Siderúrgica Ceará Steel. Pois bem, houve o congraçamento dos grupos coreano, ita-liano e brasileiro, e a formação societária consolidou-se. Surgiram então os entraves. O gás boliviano teve seu preço elevado, e a PETROBRAS teria de subsi-diá-lo, senão se tornaria economicamente inviável o empreendimento. Buscaram outra alternativa, e agora é a vez do carvão. Esse impasse, até o presente mo-mento, não foi resolvido. Estivemos, toda a bancada do Ceará, na Presidência da República. O Presidente Lula, em visita ao Ceará, garantiu em 2 oportunidades que essa siderúrgica seria uma esplêndida realidade. Continuamos esperando que se concretize a promes-sa do Chefe da Nação.

O SR. GASTÃO VIEIRA – Deputado Mauro Be-nevides, eu gostaria que V.Exa. me respondesse se José Gurgel do Amaral não era aquele empresário cearense que montou uma fábrica de jipes.

O Sr. Mauro Benevides – Sim.O SR. GASTÃO VIEIRA – Pois o Governo do Ma-

ranhão troca uma realidade concreta, a associação de 2 grandes empresas para um grande projeto, pelo sonho de um empresário, que vai reproduzir no Estado, segun-do ele, a mesma fábrica que a Vale a e Baosteel fariam. A Vale e a Baosteel tinham o desenho de participação financeira pronto. Já essa empresa que o Governo do Maranhão escolheu no lugar da Vale do Rio Doce terá de buscar o aporte financeiro do Banco Mundial, do Ban-co Interamericano, do BNDES, de fundos de pensão. É evidente que não se pode dar credibilidade a isso.

Mas sou maranhense, e tenho esperanças. Gos-to do meu Estado e acredito em nossa capacidade de desenvolvimento. Só peço ao Sr. Governador que go-verne para todos nós, e não apenas para aqueles que o elegeram, muito mais motivados por um sentimento contra nós do que favorável a S.Exa.

Agradeço aos nobres Deputados seus apartes e espero que o eco deste meu discurso chegue até o Maranhão, para que possamos voltar a sonhar com uma siderúrgica.

Durante o discurso do Sr. Gastão Vieira, o Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Chico Lopes, § 2º do artigo 18 do Regi-mento Interno.

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59178 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

O SR. MAURO BENEVIDES – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Chico Lopes) – Tem V.Exa. a palavra.

O SR. MAURO BENEVIDES (Bloco/PMDB – CE. Pela ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Pre-sidente, Sras. e Srs. Deputados, na última quinta-feira, o Ideal Clube, por intermédio de seu Departamento Cultural, entregue à clarividência do Ministro Ubiratan Diniz de Aguiar, promoveu solenidade para agraciar jovens escritores que se incumbiram de concorrer ao prêmio Gerardo Mello Mourão, grande poeta cearen-se, que alcançou dimensão internacional, a ponto de haver sido considerado por Carlos Drummond de An-drade como o Dante brasileiro, em razão de seu ta-lento fulgurante e a alentada bibliografia, englobando mais de 70 abras.

Presente ao magno evento, troquei idéias com o Presidente Humberto Cavalcante e o Secretário de Cultura do Estado, Prof. Auto Filho, mencionando episódios que garantiram ao grande Vate cearense o reconhecimento de outras Nações, a ponto de haver sido ele indicado ao Prêmio Nobel em duas oportu-nidades.

Na distribuição das comendas aos agraciados, o titular do referido órgão estadual mencionou o apoio emprestado pelo Governador Cid Gomes destinado a estimular a ação de sua Pasta, havendo sido assegu-rado, aliás, decidido apoio do Ministro Gilberto Gil, em audiência mantida no último dia 17, quando aquele au-xiliar direto do Primeiro Mandatário do País reconheceu a relevância das iniciativas do Executivo cearense.

Ao representar o Chefe do Executivo, Auto Filho garantiu que eventos daquela natureza contariam, sempre, com o estímulo oficial, a fim de que as voca-ções latentes despertassem com maior intensidade, abrindo perspectivas bem mais auspiciosas ao nosso desenvolvimento intelectual.

Coube ao Presidente do Ideal Clube agrade-cer, em nome do tradicional sodalício, compromisso então expressado e anunciar que outras promoções inserir-se-iam no roteiro de trabalho do ano vindouro, na intenção de motivar vocações para o campo das atividades literárias.

Em entrevista que concedi à imprensa local, res-saltei o significado da promoção, da mesma forma como o fizeram outros Acadêmicos presentes, entre os quais o Presidente da Academia Fortalezense de Letras, Ednilo Brasil Soares.

Ao registrar desta tribuna o expressivo aconteci-mento, pretendo levar a Humberto Cavalcante as mi-nhas congratulações diante do louvável cometimento, prestigiado através da sociedade local.

O Sr. Chico Lopes, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da Pre-sidência, que é ocupada pelo Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Tem a palavra o próximo inscrito no Grande Expediente, a Deputada Angela Amin, do PP de Santa Catarina, pelo prazo de 25 minutos.

A SRA. ANGELA AMIN (PP – SC. Sem revisão da oradora.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputa-dos, o debate a respeito da prorrogação da cobrança da CPMF está permitindo uma rica análise de várias contradições sociais e econômicas que fazem parte da nossa vida.

Quero abordar 2 dessas contradições, especial-mente porque elas têm reflexos muito importantes para o meu Estado, Santa Catarina, e para o Brasil.

A primeira é decorrente da campanha desenvol-vida por partidos e setores da sociedade civil contra a prorrogação da CPMF.

É preciso salientar que todos, do cidadão menos informado até o Presidente da República, somos a fa-vor da redução da carga tributária. Nem todos, porém, são contra a CPMF especificamente. Mesmo porque há um reconhecimento generalizado de sua utilidade como ferramenta de fiscalização de movimentação fi-nanceira idônea. Todos sabem que a CPMF dificulta o caixa 2 e ajuda a descobrir, de forma automática, movimentação financeira de origem duvidosa ou mes-mo criminosa.

O debate permite e vai permitir que se caminhe no sentido da construção de uma reforma tributária que diminua o peso da carga fiscal sobre a folha de salários e sobre o faturamento, ou seja, a produção. Nesse sentido, todos sabem que a CPMF não é o pior dos tributos, pelo contrário.

A carga fiscal incidente sobre a produção e sobre os salários, esta, sim, afeta negativamente a competi-tividade da nossa economia e representa um gargalo muito ruim para os que empreendem no nosso País, isto é, os que criam oportunidades e verdadeiramente geram riqueza.

Este debate permite também que todos, Parla-mento e Governo, façam uma análise da natureza da despesa que essa carga tributária está pagando.

Temos de cuidar para que uma grande carga tri-butária, expressa em percentual muito elevado, não se transforme no elemento facilitador do aumento desre-grado das despesas correntes, gerando compromissos permanentes que impedirão a redução relativa dessa carga fiscal, engessando nossa capacidade de gestão pública. Isso comprometeria nosso futuro.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59179

Por isso apresentei 2 emendas de texto ao pro-jeto de lei do PPA.

A primeira estabelece um percentual de redu-ção da carga tributária proporcional ao crescimento do nosso PIB.

“A mensagem apresentada ao Congresso Nacional por S.Exa. o Presidente da Repúbli-ca contempla 10 grandes objetivos de gover-no que representam avanço no processo de crescimento nacional, com um significativo destaque para as áreas sociais, em especial para as políticas de redução das desigualda-des regionais e da pobreza. Alinhada com os programas apresentados e buscando sua via-bilização no plano prático, apresento emenda ao texto do projeto de lei do Plano Plurianual para estabelecer a necessária política de me-tas de redução das despesas correntes, que hoje estão a impactar o alcance efetivo dos objetivos propostos pelo Governo”.

A segunda preconiza um percentual de redução de despesas correntes vinculado ao aumento da arre-cadação de tributos, permitindo o aumento da capaci-dade de investimento do Estado brasileiro. Para tanto é necessário que o Governo passe efetivamente a gastar menos do que arrecada. Esta emenda procura estabelecer, como objetivo permanente, que as des-pesas correntes entrem em declínio relativo, ou seja, cresçam menos do que a receita.

Esses investimentos podem ser feitos diretamen-te pelo Poder Público ou em regime de parceria com a iniciativa privada, via PPPs. Jamais, porém, serão possíveis se o Estado ou o Poder Público não demons-trarem a capacidade de investimento necessária, tam-bém, para honrar o contrato de parceria.

O segundo aspecto que o debate em torno da CPMF suscitou é aquele que focaliza quais os setores que merecem tratamento diferenciado. Ontem mesmo travamos nesta Casa um grande debate em torno dos recursos da Saúde. Não se chegou àquilo que a socie-dade esperava, mas já há algum avanço.

Aí surge a questão da carga fiscal que incide sobre o transporte coletivo e os subsídios que o setor reclama há muitos e muitos anos.

Em Florianópolis e na maioria das regiões me-tropolitanas, os ônibus trafegam com um adesivo que reclama isenção de ICMS para o diesel que consomem. Essa isenção foi prometida pelo Governador de Santa Catarina e por outras autoridades, mas a promessa não foi cumprida no momento mais crítico que a socieda-de florianopolitana já vivenciou, que foi quando tive a oportunidade de administrar a cidade.

De cunho político ou não, com movimento articu-lado ou não, foi muito difícil vivenciar aquele momento na condição de autoridade, de cidadã, de mãe. Gosta-ria de dividir essa angústia com meus pares.

O Governador do Estado de Santa Catarina, com grande campanha publicitária, comprometeu-se, não única e exclusivamente com o Município de Florianópo-lis, mas com toda a sociedade catarinense, a garantir a isenção do ICMS no combustível para o transporte coletivo. E mais um de seus compromissos com o ci-dadão catarinense não foi cumprido. Mais uma palavra fácil num momento de crise, de deboche com a socie-dade catarinense, especificamente com o cidadão de Florianópolis de cuja fragilidade ele abusou, e até hoje não cumpriu suas promessas.

Pois não, Deputado Praciano.O Sr. Praciano – Deputada Angela Amin, quero

parabenizá-la por essa demanda no Estado de Santa Catarina, a isenção sobre o diesel.

A SRA. ANGELA AMIN – A demanda é brasilei-ra, não é de Santa Catarina.

O Sr. Praciano – Demanda brasileira. Também travamos essa luta na cidade de Manaus. E consegui-mos. Gostaria que essa mensagem fosse de fato nacio-nal. Primeiro, os Governos têm, sim, sensibilidade para saber que o serviço de transporte é essencialíssimo, que permeia todos os demais serviços e os viabilizam. Só se vai à escola se houver um bom transporte; só se procura emprego ou se vai e volta dele se houver transporte. O lazer, a cultura, todos os demais serviços dependem do transporte. Daí sua essencialidade. No Amazonas, o Governo teve essa sensibilidade e isentou o diesel do ICMS. Mais do que isso, a Prefeitura tam-bém isentou suas taxas sobre o custo dos transportes da cidade de Manaus. Mas sabe o que ocorreu? Não diminuímos a tarifa, apesar da redução em item signi-ficativo. Sabe por quê? Porque as planilhas de custos dos transportes coletivos deste País são uma caixa-preta. Reduzimos o imposto, mas não a tarifa, e não há benefícios para a sociedade. Precisamos, além dessa luta, pela qual parabenizo o Estado de Santa Catarina, que outros Estados travem a mesma luta no sentido de reconhecer que o Poder Público tem de mandar, por se tratar de concessionária, no serviço de transporte coletivo. E uma das lutas, além de reduzir custo com isenções, por exemplo, é abrir a caixa-preta da planilha que está tirando, e muito, do povo brasileiro por meio de impostos e de sistemas quase falidos. Muito obrigado e parabéns a V.Exa. pelo pronunciamento.

A SRA. ANGELA AMIN – Agradeço a V.Exa. a contribuição.

Essa é uma luta antiga da Frente Nacional de Prefeitos, de cujas reuniões participei durante 8 anos,

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59180 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

direta ou indiretamente, e quase nada se avançou para que tivéssemos uma política nacional que garantisse a mobilidade real do usuário do transporte coletivo.

Pior do que isso, o transporte coletivo tem seus custos, conforme V.Exa. destacou, aumentados por diversas formas de carga fiscal. Eu gostaria que a planilha do custo do transporte coletivo no Município Florianópolis estivesse na Internet, item por item, e mostrasse como era feito o cálculo, de forma bastan-te didática, para que o usuário conhecesse como era calculada a tarifa. Mas, realmente, sem subsídios é impossível garantirmos que o usuário tenha uma tarifa nos padrões que lhe permita utilizar o serviço.

É preciso favorecer com subsídios inteligentes o transporte coletivo, especialmente nos grandes centros urbanos. O uso do automóvel não pode ser estimulado pela inexistência de um sistema de transporte coleti-vo razoável, moderno, foi o que procuramos fazer em Florianópolis, racional, utilizando, inclusive, fontes de energia limpa.

A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mun-do de 2014, celebrada por todos nós, vai exigir que se aprimore o sistema de transporte coletivo urbano entre os grandes centros.

É constrangedor ouvir que em 1950, quando foi realizada a Copa do Mundo no Brasil, havia trem de passageiros que serviam ao Rio de Janeiro, a São Paulo e ao sul do Brasil. Na minha cidade, inclusive, no interior de Santa Catarina, o Município de Indaial, havia trem que – e muitas vezes nós o utilizávamos –, servia a região do Alto Vale do Itajaí até o litoral não exclusivamente para atender a passageiros, mas tam-bém carga, fazendo com que toda a movimentação de passageiros e a economia daquela região alcançasse o Porto de Itajaí de maneira bem mais racional.

O trem também facilitou algo que hoje é muito debatido naquela região, o trânsito na BR-470. Mas o Brasil, em vez de modernizar essa modalidade, elimi-nou o transporte de passageiro por trem.

Ainda que pelo caminho mais absurdo, a Copa de 2014 vai fazer com que nos debrucemos sobre a qualidade do transporte coletivo de todas as capitais de Estado e regiões metropolitanas, e precisamos re-almente repensar esse processo.

O Presidente da República encaminhou para esta Casa o PL nº 694, “que institui as Diretrizes Nacionais do Transporte Coletivo Urbano e dá outras providên-cias”, mas até hoje não foi instalada a Comissão Es-pecial para discutir essa matéria.

No primeiro momento, nós nos mobilizamos, por intermédio da Comissão de Desenvolvimento Urbano, para a urgência do tema e dos trabalhos desta Co-missão, mas até agora não conseguimos sensibilizar

nem o Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano nem o Presidente da Casa, Deputado Arlindo Chinaglia, para a urgência da discussão desse tema, para que possamos deliberar sobre essa questão e realmente avançar nessa discussão. Esta Casa pre-cisa definitivamente discutir uma política nacional de transporte coletivo e mobilidade urbana.

O Sr. Chico Lopes – V.Exa. me permite um aparte?

A SRA. ANGELA AMIN – Pois não, Deputado.O Sr. Chico Lopes – Parabenizo V.Exa. pelo

discurso bem equilibrado, pela análise correta que faz ao destacar o transporte no País. Fui Vereador duran-te muito tempo e integrei a Comissão de Transporte. Hoje sou da Comissão de Defesa do Consumidor porque milito nessa área. Não se concebe, num País de tamanha dimensão continental, que já teve muito mais trens de passageiros e de cargas, o fato de que tenhamos feito a opção pela rodovia. E estamos vendo as dificuldades com gasolina, com estradas etc. e tal, mas fomos tirando o poder da nossa malha ferroviá-ria. É muito justa a preocupação de V.Exa. O Governo Federal, seja o que fez lá, olhando holisticamente para o País, não pode desprezar essa questão, apesar de se falar na Transnordestina, o que é positivo, mas não vai resolver o problema do País como um todo. E o transporte urbano, assunto ressaltado aqui pelo com-panheiro do Amazonas, é um gargalo em todas as ca-pitais do Brasil e nas regiões metropolitanas. Fez-se o METROFOR e, passados 10 anos, ainda tem um custo muito alto. Só vai dar retorno em não sei quanto tempo. Então, temos de parabenizar V.Exa. por levantar esse problema, embora não pareça que seja preocupação neste momento de vários governos, e V.Exa. disse que o de Santa Catarina fez uma promessa e não cumpriu. Por outro lado, alguns empresários – não generalizo, porque acho que é prejudicial – aproveitam o prestí-gio político, o poder e a força e tiram vantagem dessa história, e o consumidor fica em segundo plano. Por-tanto, parabenizo V.Exa. pela compreensão dos fatos, por esse discurso muito bem trabalhado que levanta questões estruturais. Para o País desenvolver-se tem de passar por esse processo e resolver esse problema que V.Exa. está discutindo. Obrigado.

A SRA. ANGELA AMIN – Neste momento, Sr. Deputado, depende desta Casa. O projeto de lei está aqui. Depende da instalação da Comissão Especial. Os partidos políticos já indicaram seus representantes e se faz necessário o início dessa discussão. Tenho insistentemente solicitado ao Presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano, e por diversas vezes ten-tamos por intermédio da Presidência da Casa, mas até o presente momento a Comissão não foi instalada.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59181

O Sr. Mauro Benevides – V.Exa. me permite, Deputada Angela Amin?

A SRA. ANGELA AMIN – Pois não.O Sr. Mauro Benevides – Primeiramente, que-

ro saudar a presença de V.Exa. na tribuna, uma vez que a conheço ao longo do tempo marcando sempre a sua presença no Congresso Nacional, em deter-minado momento ao lado do grande Senador e Go-vernador Esperidião Amin. Tive o privilégio de tê-lo como colega no Senado Federal. Muitas e seguidas vezes aqui, nas sessões do Congresso, estávamos presentes discutindo os temas que naquela ocasião despertavam o interesse de todos nós, eu com a res-ponsabilidade de presidir o Congresso e o Senado e V.Exa. aqui representando o povo de Santa Catarina, com a votação maciça em Florianópolis, a mesma ci-dade que haveria de conduzi-la, anos depois, para ser a chefe da municipalidade. Até me regozijo, recuando no tempo, porque convivi, quando cheguei ao Senado, com aquela fase dos Prefeitos nomeados, e foi um tal de Senador Benevides que restabeleceu a autonomia política das capitais para que Florianópolis tivesse, al-guns anos depois, Angela Amin como sua Prefeita para uma grande realização. Esse problema agora aflorado deve ser enfrentado nesta Casa. Vamos diligenciar no sentido de que se busquem alternativas, porque esse é o nosso dever como representantes do povo. V.Exa. representa o povo de Santa Catarina, eu represento o do Ceará, mas todos nós defendemos o interesse do povo brasileiro. Cumprimento V.Exa.

A SRA. ANGELA AMIN – Deputado Mauro Bene-vides, agradeço a V.Exa. o aparte. O seu apoio é fun-damental para instalarmos a Comissão Especial que nos propiciará avançar no debate do projeto de lei.

Continuando, está sendo discutido em Comissão Especial o Projeto de Lei nº 3.057, de 2000 – em 2007, passou a ter o nº 20 –, que “dispõe sobre o parcelamen-to do solo para fins urbanos e sobre a regularização fundiária sustentável de áreas urbanas, e dá outras providências”. Sem dúvida, ele garante infra-estrutura às cidades, refletindo no sistema de transporte coletivo de forma dinâmica.

Na semana passada, o Relator apresentou o seu parecer, houve a primeira discussão sobre o projeto de lei, sobre o qual esperamos deliberar para vir a plená-rio e, em seguida, encaminhá-lo ao Senado Federal para ter seu processo de tramitação concluído. Dessa forma, ofereceremos mais um instrumento de gestão aos municípios brasileiros.

O projeto de lei que institui o Estatuto da Pessoa Portadora de Deficiência é mais um instrumento de in-clusão social e de mobilidade urbana necessário para as gestões municipais.

Estamos realizando esse trabalho na Comissão de Educação e Cultura – da qual tive oportunidade de ser Relatora, quando Deputada Federal, de 1991 a 1995 – referente à revisão, à atualização e à avaliação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Foram realizadas várias audiências públicas, e finalizaremos na próxima terça-feira, tratando de assunto da mais alta importância em que participarão estudiosos de temas referentes à diversidade da escola particular.

Para encerrar, realizaremos grande seminário no dia 29 de novembro e apresentaremos ao Ministério da Educação aquilo que a Câmara dos Deputados e a sociedade brasileira, por suas várias instituições, julgam necessário para a Educação nos próximos 20 anos. E por intermédio delas podemos transformar qualquer setor da sociedade.

Para tanto, faz-se necessário o entendimento de que a área tributária, a gestão pública, o transporte cole-tivo, enfim, todos os setores permeiam a Educação.

Volto a lembrar que as discussões da prorroga-ção da CPMF podem ajudar o Brasil a tratar racional-mente duas questões fundamentais: a reforma tribu-tária – tantas vezes prometida e até hoje postergada – indispensável para o nosso futuro; e a redução da carga fiscal e adoção de subsídios inteligentes para o transporte coletivo.

Esta Casa e todos nós temos grandes responsa-bilidades. Reitero a urgente necessidade de se instalar essa Comissão, para darmos resposta à sociedade brasileira, em especial ao cidadão que utiliza o trans-porte coletivo como mobilidade urbana.

Muito obrigada, Sr. Presidente.

Durante o discurso da Sra. Angela Amin, o Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário deixa a cadeira da Presidência e assumem sucessiva-mente os Srs. Chico Lopes e Asdrubal Bentes, § 2º do art. 18 do Regimento Interno.

O SR. PRESIDENTE (Asdrubal Bentes) – Con-cedo a palavra ao ilustre representante do Espírito Santo, Deputado Manato, com 2 Legislaturas, médico, professor, pós-graduado, enfim, um homem que honra o Espírito Santo nesta Casa.

O SR. MANATO (Bloco/PDT – ES. Sem revisão do orador.) – Nobre Deputado Asdrubal Bentes, que tão bem representa o Estado do Pará e o Brasil, é uma honra usar a tribuna enquanto V.Exa. preside os trabalhos.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, inicial-mente, parabenizo todos os 513 Deputados e a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por ser uma das instituições mais transparentes do País.

Quem desejar saber da nossa vida parlamentar, tudo que acontece conosco, pode acessar o site desta

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59182 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Casa na Internet. Deputado Praciano, a quem para-benizo por estar trabalhando às vésperas do feriado em prol da Nação, tudo sobre nós está ali divulgado: verba de gabinete, cota de passagens, de Correios, a freqüência, a verba indenizatória.

Quando tomei posse na Casa, no primeiro man-dato, a verba indenizatória já existia, não fui eu quem a criou. E fui à Diretoria para saber quais eram meus deveres, porque tinha de cumprir a Constituição, o Re-gimento Interno. Sou recordista nacional, porque sou o único Deputado desta Casa que não faltou a uma sessão na Legislatura passada e este ano estou entre sete Parlamentares, incluída a Deputada Angela Amin, com 100% de freqüência. Não falto, estou sempre pre-sente. Hoje é quinta-feira e estou aqui defendendo os interesses dos meus eleitores.

Mas fico triste, porque os jornais capixabas, em vez de publicar os projetos de lei apresentados por nós, es-tampa matéria dizendo que a bancada federal já gastou mais de 1 milhão de reais com verba extra. A verba inde-nizatória é usada para manter nosso mandato no Estado. Tenho 3 escritórios: na cidade de Serra, de Vitória e em Alegre, onde nasci. Obviamente, isso tem custo. Exerço meu mandato de acordo com os subsídios da Casa.

Certo dia, um eleitor me perguntou por que rece-bemos passagem aérea e auxílio moradia. Respondi-lhe que o meu sonho era o de poder exercer meu mandato em Vitória e não precisar vir a Brasília. Se eu não vier para cá, obviamente não gastarei com passagem. Se encontrarem um modo de o Deputado Federal ficar no seu Estado, eu aceitarei de bom grado.

Atualmente, moro num apartamento em Vitória, com minha esposa, que também é médica há 24 anos, e lutamos muito para comprar aquele imóvel. Não pre-ciso de lugar para morar, quero residir na minha casa em Vitória, ficar perto da minha filha que tanto amo, do meu filho, da minha esposa, mas para vir para cá preciso de subsídios.

Essa a explicação que dou àqueles que criticam a verba indenizatória, criada pela Câmara dos Deputados: ela é necessária para o bom andamento dos trabalhos. O Senador Tião Vianna quis implantar o mesmo proce-dimento no Senado Federal, mas os Senadores foram contrários. Eles gastam os mesmos 15 mil reais sem prestar conta. Se eu quiser saber sobre a freqüência dos Senadores, esses dados não estão disponíveis.

A Casa está de parabéns pela transparência que expõe.

Mas, Sr. Presidente, aproveito para abordar outro assunto: o tráfico de drogas, cujo consumo é genera-lizado e mundial. Li reportagem publicada hoje pelo O Globo intitulada A dor de quem perde filho para o tráfico. Muitas vezes, a mãe e os familiares são pegos

de surpresa, pois ficam sabendo na última hora que tem em casa um viciado em drogas.

Ano passado, o filho de uma amiga, serva de Deus, vinha morar em Brasília. Ela me pediu que o empregasse no meu gabinete, pois ele havia se casado e a nora era daqui e viria para cá trabalhar. Esse rapaz trabalhou no meu gabinete durante 6 meses. Depois, a mãe dele con-seguiu emprego para a nora em Vitória e eles retornaram para a Vitória – só que em Vitória meu gabinete estava completo. Enfim, esse rapaz saiu da minha assessoria no dia 3 de novembro de 2006, exatamente há 1 ano, e tenho documentos para provar. Porém, por infelicida-de, talvez pelo momento que estava passando, ele se envolveu com o tráfico de drogas e foi preso no último final de semana com 40 quilos de maconha.

Fico triste, primeiro, pela família, pois era o único filho, pessoa querida da família, sempre se apostou mui-to nele e não se esperava que isso pudesse acontecer. Segundo, porque a mídia divulgou o caso e se referiu a ele como ex-assessor de Deputado Federal. Afinal, ex é ex, e, portanto, não posso ser culpado pelo ato de uma pessoa que trabalhou comigo há 1 ano. Mesmo que estivesse trabalhando, sou um homem responsável e pai de 2 filhos. Aliás, ontem, recebi uma das melhores notícias da minha vida. Minha filha, Bruna, de 17 anos, que concluirá em dezembro o segundo grau, foi apro-vada no vestibular para Medicina, conforme divulgado ontem às 18h. É com ela e com meu filho que tenho de me preocupar. Eu e minha esposa trabalhamos 24 ho-ras por dia para lhes dar melhores condições de vida. Tenho feito meu dever de pai. E tenho procurado ajudar a sociedade no que posso, mas não sou dono do poder nem da verdade. Posso, sim, estar presente com a minha amiga, a mãe do rapaz, com a família – ser solidário –, mas quem comete crime paga à Justiça.

A Justiça Eleitoral está investigando alguns Depu-tados. Quantos já não cometeram erros administrativos? Ontem, vimos um colega renunciar por causa de um crime cometido há 15 anos. Isso acontece na vida de qualquer um, mas procuro me pautar em outro caminho.

Sr. Presidente, gostaria de abordar outro tema. E aqui expresso um agradecimento muito especial ao nobre Deputado Marcelo Almeida, do PMDB do Paraná.

Apresentei um projeto de decreto legislativo para que seja feito um plebiscito para a população dizer se quer ou não diminuir a idade penal, aprovado na Co-missão de Seguridade Social e Família. A população poderá dizer se a idade penal será 16, 15, 14 ou se ficará mantida em 18 anos.

Logicamente, só diminuir a idade penal não é certo. Precisamos de atividades paralelas. Já temos o Consórcio Social da Juventude. Precisamos de inves-timentos nos jovens e em programas sociais. Preci-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59183

samos colocar os jovens na escola. Há pouco tempo, aprovamos o FUNDEB. Agora temos a pré-escola e a creche. O acesso à escola começará aos 2 anos de idade. Tudo isso ajudará a melhorar a situação.

O que faz um jovem de 16 anos, no mundo glo-balizado proporcionado pela Internet, não é o que fa-zíamos quando tínhamos 18 anos. As informações são outras. Quando eu tinha 16 anos, eu não podia votar; agora, com 16 anos, o jovem pode votar.

Fiz um levantamento sobre a imputabilidade do menor nos Estados Unidos. Em 13 Estados, a idade penal é entre 6 e 12 anos; nos outros, 14 anos. Em quase toda a Europa, é 15 anos. Temos que nos mo-dernizar e dar oportunidade à população, porque, na hora que isso vier a plebiscito, vai haver audiência pública, televisão promovendo debate, um monte de coisas. Temos que chamar essa responsabilidade para todos. Isso foi um grande avanço.

Sr. Presidente, fiquei muito feliz ontem quando ouvi o Governo Federal anunciar que vai descontar no Imposto de Renda a CPMF. Está aqui: Projeto de Lei nº 2.183, de 9 de outubro de 2007. Autor: nobre Deputado Manato. Nesse projeto, que fiz e apresentei à Casa, serão deduzidas da renda bruta anual dos contribuintes todas as tarifas e juros bancários. Com esse projeto, CPMF, IOF, juros e taxas bancárias serão descontados no Imposto de Renda. O Governo Federal pegou um pedaço do meu projeto e apresentou ao Senado em troca de aprovar a CPMF. Com muito orgulho, sou autor desse projeto. Tomara que dê certo, porque estamos aqui para ajudar a população, a quem paga imposto, a todas as classes. Vamos diminuir a carga tributária, que é tão grande e que tanto combatemos.

Passo a tratar de outro assunto, Sr. Presidente. Quando vim para esta Casa, por ter profissão

de médico, filiei-me à Frente Parlamentar da Saúde e fui ser membro da Comissão de Seguridade Social e Família. Desde o primeiro dia na Comissão, ao lado do Deputado Roberto Gouveia, falamos da Emenda nº 29. É uma luta de todos os brasileiros.

Estamos com os hospitais superlotados, sem vagas nas UTIs, sem condições de fazer cirurgias de alta complexidade, com a dengue se alastrando, com crianças morrendo na UTI Neonatal, com os corredores lotados. A Saúde precisa de sangue novo. Esse sangue novo é dinheiro. Com a regulamentação da Emenda nº 29, os Estados vão ser obrigados a gastar os 12%.

Fiquei triste, Deputado Praciano, quando o PSDB quis aprovar um destaque em que os Estados poderiam prorrogar, para cumprir essa data. Ora, eles querem aca-bar com a CPMF. Não queriam a Emenda nº 29 do jeito que é. Os Estados governados pelo PSDB principalmen-te – em primeiro lugar, o Rio Grande do Sul; em segun-

do, Minas Gerais e, em terceiro, São Paulo – investem quase nada, nem 6%. O que acontece? Quando foi no bolso deles – o Governador Aécio Neves tem 5 anos de mandato e já poderia estar cumprindo a regulamentação da Emenda nº 29 –, eles queriam adiar esse processo. Aprovamos uma coisa boa, que são mais 24 bilhões, fora o dinheiro dos Estados e dos Municípios.

E outra coisa que agora dizemos: infra-estrutura não é gasto com saúde, merenda escolar não é gasto com saúde. Nós colocamos o que é gasto com saúde. É o dinheiro que vai para o SUS. Isso está na Emenda nº 29. Esses 24 bilhões são somente do Governo Federal. Há também os recursos dos Estados e dos Municípios. Foi importantíssimo aprovarmos esse ponto ontem.

Então, na condição de médico, Sr. Presidente, fiquei orgulhoso. Vim para esta Casa, e nunca me passou pela cabeça, até 2002, ser Deputado Federal, poder defender a Saúde e aqui encaminhar, pelo Bloco Parlamentar, ontem, pela aprovação da regulamentação da Emenda nº 29, mais 24 bilhões imediatos. Lembro-me de que, quando da votação da CPMF, eu disse no meu Estado: vou apoiar a CPMF, primeiro porque o Governo Federal não pode ficar; segundo porque quem está contra hoje foi quem criou e prorrogou há alguns anos e, terceiro, porque há um compromisso do Governo Federal com toda a bancada e a base aliada de aprovar a regulamen-tação da Emenda nº 29. Por isso, eu me rendi à CPMF. E, ontem, foi cumprida aqui a regulamentação.

Espero, meus amigos, nobres Deputados, que o Senado Federal aumente mais esses valores. Temos esperança disso. Estamos nessa luta na área da saú-de e não vou abrir mão de lutar, cada dia mais, por uma saúde melhor.

Nobre Deputado Praciano, é um prazer ser apar-teado por V.Exa.

O Sr. Praciano – Muito obrigado, Deputado Ma-nato. O homem público – não tem outro jeito e acho que tem que ser assim mesmo – tem a sua vida aber-ta. A Câmara Federal tem um sistema de informação que permite abrir ao máximo a nossa vida, os nossos movimentos, os nossos custos, a nossa presença, as nossas iniciativas e proposituras. Esse é um fato que V.Exa. lembra ao povo brasileiro. Sobre a questão dos custos, realmente há que ter custos para se fazer um bom mandato. Obviamente que se exige um bom uso desses custos. Vou dar um exemplo prático. Sexta-fei-ra, fiz Manaus–Maués–Barreirinha–Urucará–Parintins num vôo que na Amazônia só pode ser feito com avião fretado – pequeno avião, às vezes monomotor –, 1 a 2 horas de viagem, inclusive um risco. Isso custou, da verba indenizatória de 15 mil reais, 6 mil reais. Se eu fizer 2 viagens dessa por mês, gastarei quase toda a verba indenizatória. E isso se faz necessário na Ama-

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59184 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

zônia, porque a região tem dimensões continentais, é uma paróquia grande. Quanto ao assessor, V.Exa. abriu o coração. É bom transparência do Deputado com re-lação à sua comunidade. Mesmo que ele trabalhasse com V.Exa. e tivesse um determinado pecado, vício ou crime, paciência! Não podemos, às vezes, tratar disso. Temos que colocar fora. O assessor tem que ser um bom representante e ter boa imagem. Infelizmente, não podemos, às vezes, evitar esse tipo de coisa. Parabe-nizo V.Exa. pelo discurso, principalmente em relação à Emenda nº 29. V.Exa., como o Brasil todo assistiu, está feliz por ter colaborado com a aprovação da matéria. Fui 4 vezes Vereador em Manaus e quero lembrar o que eu via acontecer. O Prefeito passava um asfalto na frente do hospital e contabilizava como gasto com saúde; o Estado colocava um poste na frente de um posto de saúde e contabilizava como gasto com saú-de. A regulamentação da Emenda nº 29 acaba com esse tipo de aberração. E, graças a Deus, mantivemos a CPMF para custear esse serviço. Se usamos bem nossos impostos, o imposto é bem-vindo; se os usamos mal, vamos colaborar com o País para que use bem os recursos públicos. Parabéns, Deputado Manato.

O SR. MANATO – Muito obrigado, nobre Depu-tado. Incorporo o aparte de V.Exa. ao meu pronuncia-mento.

O Sr. Mauro Benevides – V.Exa. me permite, Deputado Manato?

O SR. MANATO – É lógico.O Sr. Mauro Benevides – Primeiro, quero dizer

a V.Exa. da admiração que tenho pela sua conduta de Parlamentar, de dirigente da Casa, pela afabilidade com que distingue seus companheiros, mas, sobretudo, pela sensibilidade que tem como homem público de trazer a debate as questões que mais intrinsecamen-te se vinculam ao interesse coletivo. Acho que V.Exa., ao se reportar à nossa decisão da noite de ontem, em relação à Emenda nº 29, quis praticamente direcio-nar o seu discurso para o natural reconhecimento do prestígio que esta Casa adquiriu ontem. Não há dú-vida. Se havíamos sofrido, em pesquisas anteriores, aquele desgaste em função da transparência que aqui é exuberante aos olhos de todos, ontem, esta Casa se firmou realmente diante da opinião pública brasi-leira. Oferecemos a um setor extremamente delicado, o da saúde, aqueles recursos que, se não foram tan-tos, como os exigidos pela realidade brasileira, signi-ficaram um esforço ingente que aqui foi despendido para a aprovação daquela matéria. V.Exa. teve parti-cipação saliente não apenas como membro da Mesa, comandando os trabalhos em determinadas oportu-nidades, mas, sobretudo, com o seu notável poder de articulação que esta Casa sabe e identifica em todas

as suas intervenções. Meus cumprimentos a V.Exa., Deputado Manato.

O SR. MANATO – Muito obrigado, eterno Presi-dente do Congresso Nacional, pelo aparte de V.Exa.

Sr. Presidente, gostaria de lembrar que a nossa classe está muito desgastada – é o que podemos ob-servar nas pesquisas –, mas há, como V.Exa. e todos que estão aqui, pessoas muito sérias que trabalham em prol do povo.

Um repórter me questionava a respeito de verba e salário de Deputado. Eu disse-lhe que tinha feito uma pesquisa e era para ele também fazer uma. Perguntei-lhe: você é favorável ao décimo terceiro salário para os tra-balhadores? Ele respondeu: Lógico! Eu lhe disse: faça essa pesquisa com a população e você verá que toda a população é favorável ao décimo terceiro salário para o trabalhador. Continuei: você é favorável a que os pro-fessores e os funcionários públicos recebam o décimo terceiro? Ele respondeu: Lógico que sou favorável. Agora pergunte à população: você é favorável que um Depu-tado Estadual, um Vereador ou um Deputado Federal receba décimo terceiro salário? Você vai ver a respos-ta: não. Não! Nós somos trabalhadores como todos os outros. Por que nós não merecemos receber o décimo terceiro? É diferente? Que diferença há?

Aí aparece uma contradição. Reajuste o salário de todas as categorias em 100% e pergunte à popu-lação se ela é favorável a que o salário do Deputado aumente 1%. Não, não! É a verdade.

Sr. Presidente, eu trabalho muito. Minha família e alguns amigos estão hoje em Brasília. Eles estão passeando, visitando o Museu JK, mas eu estou aqui, trabalhando. Ontem, só cheguei em casa às 10h da noite. Enquanto meus amigos assistiam ao jogo do Flamengo e Corinthians, nós estávamos aqui traba-lhando. Eu tenho 100% de freqüência nesta Casa. Eles perguntam: você não falta? Eu digo: não falto, por questão de responsabilidade. Logicamente, respeito as particularidades de cada um.

Gostaria de saber qual Ministro do Supremo tra-balha mais do que eu. Por que o salário deles é de 24 mil reais e o nosso tem de ser 16 mil reais? Eles traba-lham como nós. Agora aumentaremos os salários dos defensores públicos e dos delegados da Polícia Civil. Por que não se aumentam também os salários dos mé-dicos e professores? Eu sou médico. Vou apresentar emenda para que o médico passe a ganhar 40% do que ganha um delegado de polícia, e quero ver o que vão dizer: médico, não; ele tem de ganhar 800, mil, 2 mil reais e lidar com a vida.

Sr. Presidente, na qualidade de Primeiro Suplen-te, faço questão de dar o exemplo e concluir dentro do prazo regimental.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59185

Gostaria de agradecer a minha esposa Soraya, a minha mãe e a meus amigos Dedé e Rose a presença nesta Casa no dia de hoje. Ficaremos todos em Brasí-lia até domingo. Segunda-feira sigo para meu Estado, mas já na terça-feira estarei de volta.

Sr. Presidente, agradeço a V.Exa. pela tolerância e aos meus amigos pelos apartes.

O SR. PRESIDENTE (Asdrubal Bentes) – Con-cedo a palavra ao nobre Deputado Armando Abílio, para uma Comunicação de Liderança, pelo PTB. S.Exa. dispõe de 3 minutos.

O SR. ARMANDO ABÍLIO (PTB – PB. Como Lí-der. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, ontem, dia 31 de outubro, a Mesa desta Casa recebeu a carta-renúncia do Deputado Ronaldo Cunha Lima.

É com tristeza que registramos esse ato e esse fato, pois, em função de sua história política, esta Casa ficou menor. S.Exa. recebeu, durante a vitoriosa traje-tória política, todos os diplomas distribuídos pelo TRE da Paraíba. Foi Vereador, Prefeito por duas vezes de Campina Grande – numa das vezes foi cassado –, Senador, Governador e Deputado Federal.

O que aconteceu? Por que essa renúncia? Há 14 anos – à época, eu era Deputado Estadual –, a Paraíba assistiu a uma fatalidade, uma tragédia. Um incidente envolveu o ex-Governador Tarcísio de Miran-da Burity e o então Governador Ronaldo Cunha Lima. Inclusive, antes de morrer, Tarcísio de Miranda Burity perdoou o Deputado.

Na próxima semana, o Tribunal ia julgar o Deputa-do Ronaldo Cunha Lima, mas S.Exa. preferiu ser julgado como cidadão comum. Portanto, vai a júri popular, sem imunidade Parlamentar, para que tenha condições de se defender de um ato em que foi envolvido por uma série de circunstâncias.

É bom salientar que, em todas as campanhas de que o Deputado Ronaldo Cunha Lima participou, saiu-se vitorioso. Jamais S.Exa. enfrentou uma derrota. Esse fato demonstra o compromisso, a identificação de S.Exa. com a Paraíba e com os paraibanos. Inclusive, é um poeta de nome nacional.

Há mais ou menos 30 anos, S.Exa. teve opor-tunidade de participar de um programa e dava todas as respostas em forma de poesia. S.Exa. até recebeu um prêmio por isso, demonstração de sua capacidade política e principalmente intelectual – S.Exa. escreveu vários livros. Mas ontem Ronaldo renunciou ao seu mandato de Deputado Federal para enfrentar, repito, um processo jurídico como cidadão comum. A Paraí-ba já o absolveu. Talvez até eu esteja com a veste da emoção porque já participei de uma convenção como seu companheiro de chapa.

Também registro que hoje o ex-Governador está internado em João Pessoa, no Hospital da UNIMED. Não sei sinceramente como Ronaldo enfrentará isso, porque durante toda a vida, exceto no período em que foi cassado, exerceu um mandato eletivo. Hoje será o primeiro dia de S.Exa. sem um mandato. Nesse novo cenário que está vivendo, foi hospitalizado.

Aproveito também para dizer que hoje Walter Brito Neto, até ontem Vereador por Campina Grande, de 25 anos, seu sucessor, já assumiu, inclusive sob sua Presi-dência, Deputado Manato. Quero desejar-lhe muito êxito e felicidade na nova função que a Paraíba lhe deu.

Parabéns e felicidades ao atual Deputado Wal-ter Brito Neto!

Durante o discurso do Sr. Armando Abílio, o Sr. Asdrubal Bentes, § 2º do art. 18 do Regi-mento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pala-vra ao nobre Deputado Rodrigo Rollemberg, para uma Comunicação de Liderança, pelo Bloco Parlamentar PSB/PDT/PCdoB/PMN/PHS/PRB.

O nobre Deputado é funcionário público, bacharel em História, ex-Secretário de Turismo do Distrito Fe-deral, ex-Deputado Distrital, Coordenador Nacional da Juventude Socialista Brasileira, filiado ao PSB desde 1985, e tão bem exerce o seu primeiro mandato nesta Casa pelo Distrito Federal.

Tem S.Exa. a palavra pelo tempo de 7 minutos.O SR. RODRIGO ROLLEMBERG (Bloco/PSB –

DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presi-dente, Sras. e Srs. Parlamentares, em 1996, era então Governador do Distrito Federal o atual Senador Cris-tovam Buarque e eu liderava a Secretaria de Turismo do Distrito Federal. Percebíamos naquele momento que o turismo cívico era uma das grandes alternativas para o Distrito Federal. Entendíamos que visitar o Se-nado, a Câmara, o Palácio do Planalto, o Itamaraty, o Supremo Tribunal Federal, além de ser um direito de todos os brasileiros, era uma oportunidade de forta-lecer uma educação que consolidasse os postulados da democracia.

Visitamos, naquele momento, os Presidentes dessas instituições com o objetivo de sensibilizá-los a abrir as portas desses órgãos à visitação pública, inclusive nos finais de semana.

A primeira instituição a ser visitada foi o Senado Federal, à época presidido pelo Senador José Sarney, que, imediatamente, compreendendo a importância daquela solicitação feita pelo Governo do Distrito Fe-deral, determinou a abertura daquela Casa à visitação

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59186 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

pública, inclusive nos fins de semana. E sua decisão influenciou os demais Poderes.

Em seguida, a Câmara dos Deputados abriu as suas portas, o Supremo Tribunal Federal, o Itamaraty. Apenas o Palácio do Planalto ainda resistiu por alguns anos, o que fez com que o trade turístico liderado pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal organizasse um grande movimento nacional no sentido de que o Palácio do Planalto também abrisse as suas portas à visitação pública, o que foi acontecer alguns anos de-pois, com o apoio do Ministro-Chefe da Casa Civil à época, Aloysio Nunes Ferreira.

Descrevo tudo isso, Sr. Presidente, para relatar que estive ontem com o Presidente do Senado Federal, Se-nador Tião Viana, a fim de esclarecer medida tomada por aquela Casa no sentido de restringir a entrada de turistas no Senado Federal. Apenas grupos de turistas previamen-te agendados serão recebidos naquela Casa.

Alertei o Presidente do Senado Federal de que era uma medida que contrariava o interesse da população do Distrito Federal, sobretudo dos turistas que visitam o Congresso Nacional e querem conhecer o Senado Federal, instituição tão importante para o equilíbrio federativo e que marcou participações fundamentais na história do Brasil.

Confesso que saí mais tranqüilo, porque o Presi-dente me disse que a decisão daquela Casa não tinha o menor objetivo de restringir a visita de turistas. Colo-quei-me à disposição, e S.Exa. aceitou, aliás, convidou-me para, junto com o Diretor-Geral do Senado Fede-ral, o Diretor de Segurança e o de Relações Públicas, estudar a medida tomada pelo Senado Federal para adequá-la no sentido de não ocasionar prejuízo algum aos turistas que visitam o Distrito Federal.

Sugeri um seminário, o que foi aceito pelo Presi-dente, a ser promovido pelo Senado Federal, com todo o trading turístico da Capital, ou seja, com representan-tes de todas as instituições que abriram suas portas, para avaliarmos o turismo cívico e entender que tipos de atitudes podem ser tomadas por essas instituições a fim de aperfeiçoar e promover as visitações, fornecer material didático, com conteúdo, a milhares de pesso-as, sobretudo jovens, que têm interesse em conhecer a nossa Capital. Agora mesmo aquela Casa receberá um grupo de turistas que visita o Senado Federal.

O Senado Federal foi pioneiro ao abrir suas portas e ao criar uma exposição que até hoje está no corredor que liga o plenário às salas das Comissões, chamado de “Túnel do Tempo”, com os momentos mais impor-tantes dessa valorosa instituição.

De lá para cá, Sr. Presidente, nobre Deputado Manato, mais de 1 milhão de pessoas visitaram o Con-gresso Nacional. Sem dúvida, essa atitude contribui

para fortalecer a imagem da instituição perante a opi-nião pública. E que as pessoas possam compreender a enorme contribuição que o Congresso Nacional dá à vida do País, como ontem, aqui à noite, ao aprovar mais 24 bilhões de reais para serem investidos na área de saúde nos próximos anos.

Faço esse registro confiante de que a medida do Senado não atrapalhará a visitação turística, tão importante para a Capital.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aprovei-to a oportunidade, muito rapidamente, para registrar o prêmio recebido por pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília, a bi-óloga Mercedes Bustamante, na categoria Ciências, concedido pela revista Cláudia.

Recentemente a Comissão de Ciência e Tecno-logia promoveu o lançamento da rede de pesquisas sobre o cerrado. Foi realizada uma brilhante exposição da pesquisadora – faz parte do laboratório de ecologia e honra a Universidade de Brasília – sobre o cerrado, os riscos que hoje incidem sobre o cerrado, a riqueza do cerrado, que ocupa 24% do território nacional e é responsável por 70% das águas dos Rios Tocantins, São Francisco e Paraná. Apesar de tudo isso, esse bioma corre perigo, devido a sua ocupação desordenada.

Parabenizo a Profa. Mercedes Bustamante, toda a sua equipe e todos os professores, sobretudo a insti-tuição Universidade de Brasília, porque tenho certeza de que esse prêmio é de todos.

Muito obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Dando conti-

nuidade ao Grande Expediente, concedo a palavra ao último orador inscrito, Deputado Asdrubal Bentes, advogado, servidor público, professor – inclusive de latim, nobre Deputado Mauro Benevides –, ex-Prefeito de Salinópolis, Pará, e que tão bem exerce seu quinto mandato de Deputado Federal.

Vemos que nesta Casa há Deputados do mais alto nível de graduação.

O SR. ASDRUBAL BENTES (Bloco/PMDB – PA. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, Sr. Presi-dente.

Sras. e Srs. Deputados, senhoras e senhores, para não fugir à tradição de ex-professor de latim, vou iniciar minha peroração invocando o grande tribuno romano Cícero. Do alto de sua autoridade, nas Catilinárias, interpelou Catilina, indagando: “Qvovsqve tandem ab-vtere, Catilina, patientia nostra?” Ou seja: Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?

Certamente, Sr. Presidente, V.Exa. e meus ilustres pares, ao me verem assomar a esta tribuna, devem estar no íntimo se indagando: Até quando, Asdrubal, abusarás de nossa paciência? Porque é costumeiro

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que, desta tribuna, eu venha alertar esta Nação, o Po-der Público, para o clima caótico do sistema fundiário no Brasil, particularmente na Amazônia.

Tenham um pouco de paciência, perdoem-me pela impertinência! Pode até parecer que o assunto não lhes diga respeito diretamente, mas indiretamente, com certeza, o tema é da maior relevância não apenas para nós, amazônidas, mas para todo o Brasil, dada a importância da Amazônia no cenário nacional e, por que não dizer, para o mundo todo.

Não se pode, Sras. e Srs. Deputados, desenvol-ver uma região se não tivermos paz, segurança e, no caso, segurança jurídica, que é o que mais se reclama no Estado do Pará.

Sr. Presidente, o jornal O Liberal publicou, sob o título Reforma agrária naufraga e não reduz os conflitos, matéria de autoria do competente e perspicaz jornalis-ta Carlos Mendes, que desenvolve notável trabalho de investigação nesse setor. Tive o cuidado e o zelo de, antes de vir a esta tribuna, consultar o jornalista sobre como teria conseguido esses dados, se eram oficiais ou oficiosos; enfim, como tinha chegado a essas conclu-sões. Ele me respondeu que lamentava profundamente que, apesar de ter instado o INCRA/Regional, o INCRA/Nacional, os movimentos sociais, os sindicatos, em suma, os órgãos onde ele pudesse buscar a realidade, ninguém lhe forneceu esses dados. Faltou transparên-cia. Ele divulgou que esses 10 bilhões de reais torrados nesses últimos 25 anos teriam, em tese, sido destinados à reforma agrária apenas no Estado do Pará.

Senti-me na obrigação de fazer repercutir nesta Casa matéria tão importante, pois ela diz respeito ao dinheiro público que deveria ter sido destinado ao nosso desenvol-vimento por meio das ações de reforma agrária e da me-lhoria das condições de vida do homem no campo.

Lamentavelmente – volto a repetir reiteradas ve-zes o que tenho dito desta tribuna – o caos fundiário na Amazônia inibe o seu desenvolvimento. É preciso que adotemos providências urgentes, e até emergen-tes, para que viabilizemos as ações de reforma agrária no campo – não a que está posta.

Faço questão de ressalvar que isso não é fruto deste Governo, pois o problema já se arrasta há dé-cadas e vem dilapidando recursos públicos. E seu re-sultado é pífio em todos os sentidos.

O Sr. Mauro Benevides – V.Exa. me permite, Deputado Asdrubal Bentes?

O SR. ASDRUBAL BENTES – Honra-me V.Exa., decano desta Casa, Deputado Mauro Benevides, com seu aparte, que certamente enriquecerá meu pronun-ciamento.

O Sr. Mauro Benevides – V.Exa. tem sobradas razões, ao iniciar seu discurso, como latinista, para

socorrer-se da Catilinária e reclama sobre até quando a nossa paciência suportará. “Qvovsqve tandem abvtere, patientia nostra?” Eu diria a V.Exa. que, neste mesmo plenário, durante os trabalhos da Assembléia Nacio-nal Constituinte, naquela efervescência dos debates, já que nós naquele instante estávamos investidos do poder originário para elaborar a nova Lei Maior brasi-leira, essa temática da reforma agrária estava presente em todas as nossas discussões. Fizemos inserir nos dispositivos da “Carta Cidadã” essas normas que iriam favorecer uma celeridade maior na concretização da reforma agrária. A Carta completou 19 anos, estamos prestes a chegar à comemoração vintenária, e V.Exa. vem hoje à tribuna reclamar exatamente que na re-gião amazônica, e acredito que em outras regiões do País também, não se processou, como se esperava, a reforma agrária reclamada por todos os segmentos da sociedade brasileira. Cumprimento V.Exa. pelo seu discurso e faço votos para que tenha ressonância. Que, a exemplo daquelas palavras de Cícero no Senado Romano, as suas palavras na Câmara dos Deputados possam alcançar o objetivo colimado, que é a realiza-ção da reforma agrária na sua região, como também nas outras faixas geográficas do País.

O SR. ASDRUBAL BENTES – Obrigado, Depu-tado Mauro Benevides, por mais uma importante par-ticipação de V.Exa. nos meus pronunciamentos, que já se tornaram costumeiras.

Quero dizer que realmente espero que este pro-nunciamento não volte a ecoar no deserto da insensibi-lidade, como tem ocorrido com tantos outros que tenho feito desta tribuna, sempre solicitando providências, requerendo uma atuação mais presente dos órgãos públicos do campo, para evitar essa violência que nos apavora e que é verdadeiramente aterradora.

Prossigo, Sr. Presidente.O jornalista Carlos Mendes, em sua matéria, diz

que, no segundo semestre do ano passado, uma audi-toria do TCU traçou um panorama desolador da reforma agrária em vários Estados. O que os auditores viram não foi nada perto do que iriam constatar se tivessem vindo ao Pará – e devem vir com urgência, antes que seja tarde. Lá falta assistência técnica aos assentados, o isolamento das famílias é total, e a ausência do Estado chega a assustar quem se aventura a percorrer estra-das intransitáveis para saber como vivem os supostos beneficiados com créditos do INCRA. O próprio órgão também é vítima do abandono que impõe a seus as-sentados. Há escassez de servidores e descontinuidade administrativa. O desempenho é pífio. Mas o Governo Federal não liga para isso; ao invés, exige eficiência e sobrecarga humana, diz o jornalista.

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59188 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Creio, meu caro Deputado Praciano, que o IN-CRA não pode silenciar diante de uma denúncia tão grave. Certamente, o atual Presidente não é o único responsável por bilhões e bilhões de reais que foram torrados sem resultado satisfatório nas ações de re-forma agrária.

Repito que isso já vem ocorrendo há décadas. E até me incluo num rol desses, porque fui Superintendente do INCRA nesse espaço de 25 anos, fui Presidente do GETAT e tenho certeza de que também cometi erros. Daí por que temos que apurar os fatos, buscar a realidade, saber se essa denúncia é verdadeira, saber realmente onde e como foram aplicados esses recursos e por que não apresentaram nem apresentam resultados expres-sivos, como é do anseio da sociedade brasileira.

Tenho a honra de receber o aparte de V.Exa., nobre Deputado.

O Sr. Fernando Ferro – Deputado Asdrubal Ben-tes, V.Exa. toca num assunto que é nevrálgico para o debate da questão agrária no País e para a nossa própria democracia. Não tenho dúvida quanto a isso e comungo com V.Exa. das preocupações com as insufi-ciências de um órgão como o INCRA para responder à demanda por terra, pois há um vasto contingente de pessoas que infelizmente não têm direito à terra para trabalhar neste País. Essa é uma luta grande, imen-sa. Mas, a despeito dos recursos ainda necessários, o avanço que tivemos no presente Governo já nos per-mitiu ter alento e melhor expectativa no tratamento da questão agrária. Concordo com V.Exa. quando diz que essa não é questão que se resolva com canetadas, de chofre ou no grito. O problema de disputa pela terra é sério. Temos uma série de mazelas, temos a herança do trabalho escravo e muitas dificuldades. Mas acredi-to na qualificação dos funcionários do INCRA, com as devidas exceções – porque é evidente que há desvios, não podemos desconhecer isso. Mas insisto em que há um vasto contingente de pessoas que trabalham naquele órgão interessadas em servir ao bem comum e comprometidas com ele. Acho, sim, que temos de cla-mar por mais recursos, por maior apoio para o INCRA, que, sem sombra de dúvida, é um órgão fundamental para resolver essas questões de conflito no campo. Não será exatamente a falência do INCRA ou a sua desmoralização que nos ajudará nessa direção. Enten-do a preocupação de V.Exa. com o aprimoramento e melhor qualificação dos servidores do órgão, em dotar o instituto de mais recursos, porque sei que no âmago desses funcionários há uma vontade grande de con-tribuir para solucionar a questão agrária do País, para tanto melhorando-se as condições de distribuição de terra. Isso requer a fiscalização dos atos do INCRA, mas também o reconhecimento pelos bons trabalhos

prestados pelo órgão ao longo de sua existência. Acho que o balanço das ações do INCRA é positivo, apesar de reconhecer que há problemas, como os elencados por V.Exa. Parabéns pelo pronunciamento!

O SR. ASDRUBAL BENTES – Agradeço a V.Exa.

Sinto-me muito à vontade para dar um testemu-nho sobre a competência dos servidores do INCRA, com quem convivi e trabalhei durante anos. Como em toda repartição, existem bons e maus funcionários, os que trabalham e os que, diria, assistem à passagem do Círio. No INCRA do Estado do Pará, temos um quadro de servidores competentes, mas insuficiente numerica-mente para atender à demanda. Vêm daí as dificuldades: ausência de assistência técnica no campo, ausência do Estado nos projetos de assentamento, o que tem causado ultimamente até conflitos de pequenos com pequenos por um pequeno pedaço de terra.

O Sr. Zequinha Marinho – V.Exa. me concede um aparte, Deputado Asdrubal Bentes?

O SR. ASDRUBAL BENTES – Com muita honra, Deputado Zequinha Marinho, que pertence à região mais promissora, mas também, no momento, a mais conflituosa.

O Sr. Zequinha Marinho – Meu caro Deputado Asdrubal Bentes, em primeiro lugar, é preciso dizer que é um prazer apartear alguém com uma história de militância política na região que tanto nos orgulha. Par-ticularmente, não acredito em assentamento que não esteja atrelado a um projeto de desenvolvimento. O Go-verno faz o que pode, lança mão dos recursos que têm e vai levando. Mas sabemos que isso pouco tem alte-rado a economia e a vida das pessoas daquela região. Não vemos mudanças, apesar do volume de recursos aplicados – que, diga-se de passagem, não é pequeno. Além de não darmos a assistência técnica de que os assentados precisam, não temos conseguido capacitar o produtor para que ele faça da sua terra muito mais do que um lugar para morar. É preciso que ele faça da sua propriedade um lugar de produção, de construção de seu projeto de vida, de comercialização dos seus pro-dutos. Isso ainda, com certeza, desafia-nos de maneira profunda, seja porque temos a maior superintendência do INCRA do Brasil, ou porque temos um dos menores orçamentos. O quadro mostra exatamente uma posição invertida: a maior demanda contra o menor orçamento. A nossa bancada, e não só a do Estado do Pará, mas a da região toda, está desafiada por isso, que nos insufla a participar de forma mais efetiva e direta no processo de alocação de recursos para que aquela Superintendência tenha o mínimo de condições de fazer o seu trabalho. E não é só dinheiro que resolve o problema; também ati-tudes, planejamento, estratégia, e nisso também temos

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59189

que participar. Quero parabenizar V.Exa. pelo brilhante pronunciamento e dizer que somos parceiros, amigos, companheiros nessa luta que, com certeza, vai redun-dar na melhoria da qualidade de vida e no desenvolvi-mento do nosso povo sul-paraense, que tanto luta para encontrar um meio de vida. Obrigado.

O SR. ASDRUBAL BENTES – Deputado Zequi-nha Marinho, agradeço o aparte de V.Exa.

Duas coisas unem o ser humano: o amor e a dor. Nesse caso, estamos unidos pelo amor que temos à nossa região, que acreditamos e que temos certeza de que vai ser a região que neste século vai representar para o Brasil o que São Paulo representou no século passado – mas desde que haja realmente a discus-são de um plano de desenvolvimento para a Amazônia com os amazônidas, e não aqueles projetos impostos, como sempre foram, ao longo de séculos.

Também estamos unidos pela dor, pois temos visto sofrimento, desgraça, miséria e fome convivendo ao lado de tanta riqueza.

Concedo a palavra ao ilustre Deputado do Ama-zonas, meu conterrâneo, porque, mesmo nordestino, é representante do Amazonas, enquanto eu, amazo-nense, represento o Pará. Deputado Praciano, tenha a palavra para um aparte.

O Sr. Praciano – Muito obrigado, Deputado As-drubal Bentes. Nós nos conhecemos muito bem. Desde que cheguei a esta Casa, conversamos diariamente, e V.Exa. tem demonstrado preocupação constante com a Amazônia. Parabenizo-o por isso, porque V.Exa. reve-la todo dia e toda hora, nas reuniões, nas audiências e até nas conversas informais essa sua paixão pelas coisas da Amazônia. Somos testemunha disso. Não en-tendo como denúncia o que V.Exa. disse. Na realidade, trata-se de uma colaboração. V.Exa. está se referindo à baixa performance, e – na sua opinião – aos poucos resultados, apesar do volume de dinheiro injetado, de uma instituição chamada INCRA. Na realidade, pode-ríamos traduzir isso de forma mais ampla. V.Exa. tem razão: a Amazônia é muito grande, e tem que ser vista de forma mais ampla. Ontem, quando conversamos, dizíamos que os Deputados da Amazônia não podem ser paroquiais; têm que pensar grande. O que acontece com o INCRA acontece com a FUNAI, com o IBAMA. São poucos recursos para conseguirmos uma boa performance, um bom resultado para a Amazônia. O Deputado Zequinha Marinho também acabou de di-zer que poucos são os recursos diante do tamanho da Amazônia. O seu discurso deve colaborar com o Governo. Pessoalmente, gostaria de ver seu discurso por escrito, para levarmos suas reclamações ao IN-CRA, ao MDA. Assim V.Exa. seria colaborador e não denunciante. Parabéns, Deputado!

O SR. ASDRUBAL BENTES – Deputado Pracia-no, agradeço a V.Exa. Tenho V.Exa. como um parceiro nessa luta que visa ao desenvolvimento da Amazônia, embora discorde do Deputado Zequinha Marinho quan-do não vê nos projetos de assentamento um projeto de desenvolvimento.

O cerne dos projetos de assentamento era exa-tamente desenvolver a região por meio da pequena e da média propriedade; transformar um sem-terrra em um pequeno ou médio produtor. Esse é o cerne da reforma agrária, que, lamentavelmente, ao longo dos anos, não vem acontecendo.

A matéria do jornalista se refere a 97 projetos de assentamento do oeste do Pará que foram cancelados por determinação da Justiça Federal. Neles até se es-tabeleceu uma parceria público-privada (PPP): empre-sas substituiriam a ação do INCRA na implementação do projeto de reforma agrária. Com base nisso, elabo-rei um pedido de informações ao INCRA – devido ao tempo exíguo, não me será possível ler o texto, mas vou encaminhá-lo à Mesa – para saber, basicamente, da destinação dos recursos, como e onde foram apli-cados, bem como sobre os créditos.

A propósito, gostaria de conhecer o fundamento legal para a efetivação das parcerias público-privadas. E, se procedentes as denúncias, também gostaria de saber quais as providências que o INCRA adotará.

Por fim, qual o efetivo dos servidores e qual a real necessidade de recursos humanos para que o INCRA possa cumprir a sua missão? Porque de recursos finan-ceiros parece-me que há uma certa abundância, ou, se não for abundância, pelo menos uma má aplicação, que não os otimiza para melhorar a produtividade.

Mas a par desse crucial problema, um outro grave problema me traz à tribuna, Sr. Presidente.

Recebi um alentado dossiê de produtores rurais de Redenção, de Santa Maria das Barreiras, de Santana do Araguaia e de vários municípios do sul e sudeste paraen-se, todos fazendo um apelo patético: as suas fazendas, no momento mais de 10, estão sendo invadidas; e não apenas invadidas: proprietários e trabalhadores estão sendo expulsos, muitos deles mantidos em cárcere pri-vado por uma horda de bandidos que, com armamento bélico, pode-se dizer assim, porque é armamento não convencional, ocupam, invadem, expulsam, depredam. O gado está sendo abatido. Não permitem que os tra-balhadores fiquem nas fazendas para cuidar do gado. E lembro que amanhã começa na região a vacinação contra a aftosa. Lutamos anos a fio para debelar a afto-sa naquela região, e agora estamos correndo o risco de não ver a nossa carne, que é a melhor do País. Temos o maior rebanho do Estado, e da melhor qualidade, no sul do Pará – podemos dizer até mesmo do Norte e Nordeste

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59190 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

–, mas que corre o risco de não ser exportada por culpa desses bandidos que não são reprimidos.

Governadora Ana Júlia, não leve a mal as minhas palavras. Sou da sua base aliada. Tenho muita con-fiança no Governo de V.Exa. Tenho certeza de que ao fim de seu mandato V.Exa. sairá carregada pelo povo. Mas, neste momento, V.Exa. tem que tomar uma atitude drástica, firme, forte. Não precisa esperar por decisão judicial para combater bandidos, para manter a ordem pública. V.Exa. tem que mandar imediatamente a Polícia Militar para aquela região. Converse com o Ministro da Justiça, peça apoio da Polícia Federal, dialogue com o Ministro da Defesa. Trata-se de um problema verda-deiramente de segurança nacional, a continuar da ma-neira como está. A cidade do Rio de Janeiro vive uma guerra civil, mas seu território é pequeno; restringe-se aos morros o problema. Agora imaginem o Estado do Pará, com milhares de quilômetros, em meio à violên-cia desenfreada no campo, não combatida.

Sr. Presidente, os apartes foram muitos. Peço a V.Exa. que me reponha esse tempo, porque a matéria é grave, até porque sou o último orador.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Deputado Asdrubal Bentes, há 8 Deputados esperando V.Exa. terminar.

O SR. ASDRUBAL BENTES – Sr. Presidente, contando com a compreensão de V.Exa. e dos meus ilustres pares, para quem já pedi desculpas antecipadas no início, até citando o tribuno Cícero, meu padrinho e defensor neste caso, quero dizer que há necessidade de uma interação de forças não apenas do Governo do Estado, mas também do Governo Federal.

Governadora, por favor, solicite ao Presidente da República que determine ao Exército Brasileiro – e na região temos uma Brigada e um Batalhão de Infantaria da Selva – que dê combate efetivo, pronto e eficaz, não apenas tirando os invasores, mas processando-os cri-minalmente e mantendo a segurança por algum tempo. O que ocorre no momento é que se vai lá, cumpre-se o mandado judicial, o invasor sai, mas no outro dia ele volta. Onde está a segurança jurídica? Como é que se vai investir naquela região se não se tem segurança jurí-dica? Governadora, não me leve a mal: aqui vai o apelo não apenas de um Deputado, seu aliado, seu amigo, mas de quem quer ver seu governo trilhar pelo caminho que leva ao desenvolvimento do Estado – e o desenvol-vimento passa pela segurança jurídica, que por ora não existe na região sul e no sudeste do Pará.

Sr. Presidente, solicito a inserção nos Anais da Casa da matéria publicada em O Liberal, assinada pelo jornalista Carlos Mendes. Muito obrigado.

MATÉRIA A QUE SE REFERE O ORA-DOR:

REFORMA AGRÁRIA NAUFRAGA E NÃO REDUZ OS CONFLITOS

DESPERDÍCIO

Nos últimos 25 anos, R$10 bilhões escorrem pelo ralo da total ineficácia

Carlos Mendes

Da Redação

Com três superintendências no Pará (Belém, Ma-rabá e Altamira), uma invenção do Governo Federal para tentar resolver os conflitos pela posse da terra em um Estado campeão nacional de mortes, grilagem e invasões, o Instituto Nacional de Colonização e Re-forma Agrária (INCRA) sempre teve todos os motivos e verbas para levar a paz ao campo. Gastou muito e quase nada fez. Torrou no Pará mais de R$10 bilhões nos últimos 25 anos, promovendo desapropriações e compra de fazendas para criação de assentamentos cuja imensa maioria não produz sequer para matar a fome de seus próprios moradores. Os créditos liberados para habitação, fomento, saúde e educação estão anos-luz distantes das reais necessidades das famílias.

Os ingredientes dessa lentidão são fáceis de per-ceber e já incomodam juízes federais que atuam nos três municípios que sediam as superintendências, além de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Esses juízes vêem o aumento da violência e contem-plam a destruição da Amazônia paraense com preo-cupação, creditando ao Incra parcela significativa de responsabilidade pelo que está acontecendo.

No segundo semestre do ano passado, uma audi-toria do TCU traçou um panorama desolador da reforma agrária em vários estados. O que os auditores viram não foi nada perto do que iriam constatar se tivessem vin-do ao Pará. E devem vir com urgência, antes que seja tarde. Aqui, falta assistência técnica aos assentados, o isolamento das famílias é total e a ausência do Estado chega a assustar quem se aventura a percorrer estradas intransitáveis para saber como vivem os supostos bene-ficiados com créditos do Incra. O próprio órgão também é vítima do abandono que impõe a seus assentados. Há escassez de servidores e descontinuidade administrativa. O desempenho é pífio, mas o Governo Federal não liga para isso. Exige eficiência e sobrecarga humana.

RETRATO

Assentamentos criados há mais de dez anos rara-mente recebem visitas de técnicos. Nem os chamados empreendedores sociais querem saber deles e também não comparecem. O relatório da auditoria é um retrato da baixa prioridade para o programa de reforma maciça e com qualidade, exaltado nos Governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Parece que o documento foi produzido sob inspiração do que ocorre nas regiões mais distantes do Pará.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59191

A auditoria verificou que o Incra tem “uma atua-ção esporádica nos assentamentos”, geralmente com o objetivo restrito de fiscalizar as parcelas, checar a permanência dos beneficiários, levantar problemas ambientais e desvios financeiros, sem contemplar a orientação técnica e gerencial na área de produção agrícola. Os auditores encontraram muita “desespe-rança” entre as famílias assentadas, isoladas pela falta de estradas para escoamento da produção.

As dificuldades são imensas, principalmente em áreas do sul e do oeste paraense, onde é quase impos-sível chegar a muitos assentamentos durante o período de chuvas. Escolas apresentam péssimas instalações físicas e não há água potável nos lotes. A saúde das famílias é precária e não há um telefone comunitário por perto na hora de pedir socorro.

DESCONTINUIDADE

Outro retrato semelhante ao do Pará encontrado pelos auditores: o atraso na realização de serviços topo-gráficos dos novos assentamentos provoca a ocupação e o parcelamento das áreas antes de sua elaboração. As famílias se antecipam no trabalho de divisão dos lotes e, posteriormente, quando o Incra faz a nova di-visão, surge o conflitos entre os assentados.

A descontinuidade administrativa no Incra revela que o órgão, desde 1995, teve 15 presidentes. O órgão apresenta “quadro de baixa capacidade operacional para fazer cumprir sua missão”, diz a auditoria, e não se con-segue instituir comunicação entre as superintendências regionais e nacionais. O próprio Incra informou ao TCU que, nos últimos 20 anos, os serviços do órgão cresceram 200% e a redução de pessoal ficou acima de 50%.

No atual exercício, 42% dos servidores estão aptos para a aposentadoria. Há superintendências que só têm um agrónomo para cada grupo de 2.857 famílias.

O ‘jeitinho’ para beneficiar grileiros e madeireiras

No oeste paraense, além de não fazer a reforma agrária, o Incra encontrou um ‘jeitinho’ de beneficiar madeireiras que estão expulsando antigos morado-res de suas terras para colocar a floresta no chão. O procurador da República em Altamira, Marco Antonio Delfino de Almeida, chamou de ‘assentamentos de papel’ as áreas criadas em 2006 pelo órgão.

Foram 97 projetos de assentamento, para 33.700 famílias, num total de 2,2 milhões de hectares. Alguns deles, embora existam no papel, com lista de famílias assentadas e associação de moradores, não passam de pura ficção, segundo levantamento feito pelo mo-vimento Greenpeace. Em certos casos, como nas re-giões de várzea, essas famílias de pequenos produ-tores realmente ocupam a terra e os assentamentos são resultados de sua luta legítima.

‘Porém, em muitos outros, os assentamentos foram criados às pressas, com processos incompletos e simu-lações de assentados – gente que não está lá. O único intuito parece ser viabilizar a ‘legalização’ de madeira ilegal e inflar os números da reforma agrária. Dos 97 as-sentamentos criados na região, 40 são PDS (Projeto de Desenvolvimento Sustentável), modalidade que prevê a gestão coletiva dos recursos naturais por meio de uma associação de moradores, com a destinação da maior parte da área para atividades de manejo sustentável e conservação ambiental. Foram documentadas relações estreitas entre associações de assentados e empresas madeireiras, com o conhecimento do Incra.

ACORDOS

Mais ainda: declarações de gestores do órgão à Imprensa mostram uma participação ativa da repre-sentação local do Incra na condução de muitos desses acordos, conhecidos localmente como ‘PPP (Parcerias Público- Privadas)’. Nesses contratos, as empresas madeireiras assumem parte das obrigações na imple-mentação dos assentamentos – como a construção de estradas e escolas – que seriam tarefas do Incra. Em alguns casos, também se comprometem a remunerar os assentados, com o pagamento de uma ‘mesada’ durante a vigência do contrato.

‘Assentados’ sem histórico de uso dos recursos naturais foram cadastrados em cidades e comunida-des distantes dos assentamentos a eles designados. Segundo depoimento de madeireiros à CPI da Biopi-rataria em 2006, as empresas chegaram, inclusive, a determinar onde os assentamentos deveriam ser cria-dos, escolhendo as áreas com mais disponibilidade de madeira de valor comercial.

Relatório interno do Incra, de maio de 2007, já apon-tava as relações perigosas entre associações de assen-tados e madeireiros na superintendência de Santarém. O relatório foi elaborado por uma comissão nomeada pela direção do órgão que alertou a presidência do Incra para o problema, sem que providências tenham sido tomadas. Os acordos entre madeireiros e associações de assentados, com o conhecimento e aprovação do Incra, configuram uma parceria onde quase todo mundo ganha.

O Incra ganha o ‘cumprimento’ das metas nacio-nais de Reforma Agrária. Os madeireiros ganham o lucro da venda da madeira retirada da área de assen-tamento. Os ‘assentados’ têm a expectativa de um dia ficarem com a terra. Nesse jogo, os grandes perdedo-res são a floresta, sua diversidade de flora e fauna, e o clima do planeta. (C.M.)

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Apresentação de proposições.

Os Senhores Deputados que tenham proposições a apresentar queiram fazê-lo.

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59192 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59193

VI – ORDEM DO DIA(Debates e trabalho de Comissões.)O SR. CHICO LOPES – Sr. Presidente, peço a

palavra pela ordem.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Tem V.Exa. a

palavra.O SR. CHICO LOPES (Bloco/PCdoB – CE. Pela

ordem. Pronuncia o seguinte discurso.) – Sr. Presiden-te, Sras. e Srs. Deputados, no começo da noite dessa quarta-feira, dia 31, os comunistas brasileiros ficaram de luto: Edvar Bonotto deixou a vida, levado por uma grave enfermidade, a cisticercose, que em cerca de 3 meses debilitou fortemente seu organismo, levando-o a esse desfecho triste.

Nascido em 27 de novembro de 1964, Edvar ia completar 43 anos. Filiado ao PCdoB desde o início da década de 80, ele começou a colaborar com a Revista Princípios em 1992, tornando-se depois seu Secretário de Redação, cargo que exerceu até sua grave enfermidade. Teve também atividade intensa na Escola Nacional do Partido, destacando-se no ensino de Filosofia e de socialismo.

Desde o começo do mês estava internado num hospital em Chapecó, Santa Catarina, cidade onde reside seu pai, que é viuvo, e parte de seus irmãos e sobrinhos, entre eles alguns destacados militantes comunistas na cidade, em outros municípios da região e, inclusive, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. Comunista dedicado, que acolhia suas tarefas com determinação e muita vontade, sua ausência será uma lacuna difícil de preencher.

Registro breve biografia de Edvar Bonotto. O Se-cretário Nacional de Formação do PCdoB, Adalberto Monteiro, faz um relato da biografia e das importantes contribuições que o camarada Edvar Bonotto deu ao Partido Comunista do Brasil e à luta pelo socialismo:

“Edvar Bonotto, na Universidade, obteve o título de doutor em Direito, fruto do seu fecundo labor inte-lectual. No PCdoB, seu partido, ganhou o carinho e o respeito, sendo um destacado quadro da equipe de trabalho do Comitê Central. Culto e simples, traba-lhava muito e era refratário à ribalta. Na redação da revista Princípios, pouco se ouvia sua voz, mas era constante o rumor de seu cérebro trabalhando e a ba-tida de seus dedos no teclado. Na revista, na Escola do Partido, no Instituto Maurício Grabois, dedicou-se intensamente para criar e fazer circular informações, idéias, conhecimento, teoria, ciência para alimentar o movimento transformador.

Filho de Mário Bonotto e Edith Anita Peruchi, des-cendentes de imigrantes italianos, Edvar Luiz Bonotto era o caçula de 9 irmãos. Nasceu em 27 de novembro de 1964, no município gaúcho de Serafina Correia, mas

sua infância e parte da juventude se passaram em Cha-pecó, principal município do oeste de Santa Catarina. A saga de sua família camponesa foi de muito trabalho e grandes dificuldades, mas ao final vitoriosa. Desde cedo, ele destacou-se nos estudos, sendo por várias vezes o primeiro da turma. Aos dezesseis, dezessete anos, já lecionava em escolas da região.

Em 1982, instala-se em Florianópolis para ini-ciar sua formação universitária. Na Federal de Santa Catarina, estuda Física, todavia sem concluir o curso. Nesse período, com cerca de vinte anos se torna um ativista do movimento estudantil e se filia ao Partido Comunista do Brasil, PCdoB. Sua origem humilde, seu próprio testemunho da fibra e do sofrimento dos po-bres do campo, seu encanto pela ciência, o levaram a abraçar a bandeira do socialismo.

Em 1983, volta para Chapecó, trazendo na baga-gem livros marxistas e documentos e jornais do Par-tido. Tinha uma missão a cumprir: fundar o Partido na região. A tarefa foi realizada com êxito e entusiasmo. Junto com seus companheiros e companheiras, fortale-ce o movimento estudantil universitário e secundarista da cidade. É eleito presidente do Diretório Central dos Estudantes, da Fundest, hoje, Universidade de Cha-pecó, matriculado no curso de Pedagogia. Um barra-cão nos fundos da casa dos pais é transformado na sede oficiosa do Partido. A família Bonotto, a começar do seu pai e de sua mãe, lhe dá apoio e cobertura. Jovens lá se reuniam para estudar, debater teoria e traçar os planos de ação política. Aqui, já aparece a marca da militância de Edvar: estudo e ação, ciência e revolução.

Em Chapecó, a tarefa é cumprida. A terra recebeu bem a semeadura e o Partido cresceu com solidez. (Atu-almente, o PCdoB é forte no município, tem presença em vários setores da sociedade e no movimento social e tem dois vereadores na Câmara Municipal.)

Dever cumprido, em 1987 ele muda-se para a capital do Maranhão, São Luiz. Lá, gradua-se em Di-reito pela Universidade Federal. Tem intensa partici-pação no movimento estudantil e ajuda a fortalecer o Partido. Nesse período, faz o Curso Panorâmico, de 30 dias, da Escola Nacional de Formação do PCdoB, em Brasília.

Nesse tempo, ele participa e ajuda a criar movi-mentos e entidades que viriam a se constituir no em-brião da atuação do Partido junto à jovem intelectuali-dade e, em particular, aos pós-graduandos: Centro de Estudos Honestino Guimarães; movimentos de Jovens Cientistas na SBPC, e Associação Nacional de Pós-Graduandos, esta última em conjunto com o também saudoso José Augusto Mochel.

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Em 1993, ele transfere-se para a cidade de São Paulo com o objetivo de dar seqüência aos seus pla-nos de formação intelectual e acadêmica. Vincula-se de pronto à estrutura do Partido, atuando no distrital do Centro. Em 1996, conclui o mestrado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC/SP, com a dissertação: Lógica e Dialética – Ensaio Exploratório em Ideologia Jurídica.

Em 1997, passa a integrar a Comissão Editorial da revista Princípios e assume a secretaria de redação dessa publicação teórica e política fundada e dirigida à época por João Amazonas e editada por Olival Freire. Atua, também, na Comissão Editorial do jornal A Clas-se Operária. Participa como organizador na publicação de vários livros, entre eles, Os Desafios do Socialismo no Século XXI, de João Amazonas. Integrou, ainda, a comissão de redação da história do PCdoB. Em 1998, inicia o doutorado em Direito, também pela PUC-SP. Em 2003 obtém o título de doutor em Direito com a tese: A possibilidade de desenvolvimento do Estado nacional e os direitos fundamentais.

Desde 2002, Edvar era membro da Comissão de Formação e Propaganda do Comitê Central do PCdoB, nos anos anteriores fez parte da Comissão de Comu-nicação. Atualmente, ele exercia as seguintes funções: Diretor Administrativo e Financeiro do Instituto Maurício Grabois; membro da Comissão Editorial e secretário de redação da revista Princípios e professor da Escola Nacional de Formação do PCdoB.

Sua vida curta impediu o seu florescimento por inteiro, todavia foi uma existência breve e intensa, com importantes contribuições à luta do povo brasileiro, à causa nacional e, sobretudo, ao PCdoB e ao socia-lismo, bandeiras abraçadas na juventude e às quais dedicou seu talento, sua inteligência, sua competên-cia, sua vida”.

Era o que tinha, com pesar, a dizer.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Vou conceder a

palavra ao nobre Deputado João Almeida, para uma Comunicação de Liderança, pelo PSDB.

S.Exa. é geólogo, ex-Deputado Estadual Consti-tuinte e, filiado ao PSDB desde 1987, tão bem exerce seu quinto mandato de Deputado Federal.

Com a palavra o Deputado João Almeida, que disporá de 5 minutos.

O SR. JOÃO ALMEIDA (PSDB – BA. Como Lí-der. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, acendeu-se a luz anteontem. V.Exa. também percebeu, nobre Deputado Zezéu Ribeiro, a luz que prenuncia um apagão?

A PETROBRAS suspendeu o fornecimento de GNV para as indústrias do Rio de Janeiro, por ne-cessidade de atender às termelétricas, que precisam

produzir energia, tendo em vista os riscos da geração hidrelétrica, dado que não temos garantias, até agora, de chuvas para este período.

Ora, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a suspensão do fornecimento de gás causa um enorme prejuízo ao País. Essa suspensão, aliás, foi restabe-lecida pela Justiça, mas não vai perdurar. Essa deci-são judicial não vai prevalecer porque a prioridade é o fornecimento de energia elétrica para os lares e as pequenas indústrias brasileiras.

Esse fato demonstra claramente que o plane-jamento energético do País não está atendendo as nossas necessidades, que o Governo não está tendo capacidade para prever insucessos.

Em 2003, ele promoveu uma campanha de uso do gás natural veicular. Por conta disso, mais de 1 milhão de veículos tiveram seus motores transformados para consumir GNV e outros tantos foram fabricados com essa possibilidade. Muito bem, agora, de forma abrupta, a PETROBRAS corta o fornecimento do combustível cuja utilização lá atrás incentivou, com campanhas.

Temos discutido aqui o problema do planejamen-to energético. Ouvimos sempre o Governo dizer que não vamos ter dificuldades. As empresas fizeram pla-nejamentos para ampliar seus parques industriais ou mesmo para instalar novas unidades no País! Elas não estão acreditando no que está acontecendo e estão questionando a toda hora essa posição do Governo, que insiste em dizer que não há problemas à vista, que não corremos risco de apagão. De repente, aparece o racionamento de uso do GNV, pela impossibilidade da geração de energia pelas hidrelétricas.

É bom que se tenha atenção. O apagão aéreo começou assim, por negligência: caiu um avião da Gol, pareceu um desastre estatisticamente insignificante; as providências adequadas não foram tomadas a tempo; o Governo não quis reconhecer a dificuldade que vivia o setor aéreo; depois ocorreu um desastre maior, que ceifou a vida de tantos brasileiros e fez com que o País todo passasse a prestar atenção e a sofrer intensa-mente os prejuízos do apagão aéreo, que até hoje não acabou. Embora tenha havido melhoras localizadas e algumas atitudes de resultado do Governo, ainda não se chego a uma solução.

O apagão aéreo tem muita importância para a economia, bem como o racionamento de energia elé-trica. Qualquer racionamento de energia vai causar conseqüências muito graves.

Este Governo ganhou a eleição passada também em cima do apagão ocorrido no Governo anterior, trans-formando-o em tema importante durante a campanha. Ganhou o governo, assumiu-o, instituiu a Empresa de Planejamento Energético, empregou a companheirada

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toda, criou um grande número de cargos, e até agora não temos planejamento energético.

Acendeu-se a luz indicativa de problemas que podem vir a ser multiplicados, se providências não forem tomadas.

Obrigado, Sr. Presidente.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Passa-se ao

horário de

VII – COMUNICAÇÕES PARLAMENTARESConcedo a palavra ao Sr. Deputado Fernando

Ferro, que falará pelo PT.O SR. FERNANDO FERRO (PT – PE. Sem revi-

são do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o discurso do ilustre Parlamentar do PSDB é revelador, porque mostra o desconhecimento da Oposição com relação ao abastecimento de gás. É evidente que a PETROBRAS tem contratos de fornecimento de gás para vários usos, Deputado João Almeida. Parte dele é usado por usinas termelétricas; outra é repassada, por contrato, a concessionárias distribuidoras de gás.

O contrato da PETROBRAS com essas empresas prevê o fornecimento de 5,1 milhões de metros cúbi-cos. Como vivemos um período em que havia sobra de energia hidrelétrica, a parte do gás destinado à geração de energia elétrica foi oferecida no mercado spot para concessionárias distribuidoras de gás. Do total de 5,1 milhões de metros cúbicos, a PETROBRAS chegou a ofertar 7,3 milhões de metros cúbicos, ou seja, de uma parte que sobrava e que não era necessária para geração de energia elétrica, vez que as hidrelétricas estavam disponibilizando energia.

Com o período de seca, a ANEEL, que tem pro-gramação em parceria com o operador nacional do sistema, solicitou a reativação das usinas termelé-tricas, que têm prioridade, por contrato, de fornecer energia elétrica. No entanto, em vez de se fornecer 7,3 milhões de metros cúbicos às concessionárias, reduziu-se o fornecimento para 6 milhões de metros cúbicos. As concessionárias apostaram na especula-ção. Elas sabiam, e foram avisadas a tempo, de que haveria redução da energia.

Sabemos que uma parte da imprensa atende a interesses especulativos e cria um clima de apagão. Paciência, Deputados do PSDB, quando se fala de apagão! V.Exas. demonstram muita competência, pois promoveram o maior apagão da história do País por falta de planejamento.

Deputado João Almeida, a Empresa de Planeja-mento Energético – EPE, que V.Exa. criticou, retomou o planejamento de energia. O Governo Fernando Hen-rique Cardoso não fez planejamento, pois acreditava que o mercado regularia o uso de energia e que tudo

seria controlado e fornecido pelo mercado. Ora, ener-gia é um insumo que requer regulação fina e presença do Estado, em todo lugar do mundo.

Hoje assistimos a essa situação.Estamos acelerando o programa de investimento

em hidrelétricas, vencendo a resistência do Ministério Público e de alguns setores que são contra nossas grandes hidrelétricas. Sermos contrários a elas signi-fica ficarmos cada vez mais dependentes do gás, que é ruim para o meio ambiente e nocivo à economia.

Portanto, estamos assistindo a um rearranjo da nossa distribuição de gás.

Além do mais, essas vozes que se levantam contra a definição do cumprimento de contrato pela PETROBRAS, no fundo procuram atender àquele ve-lho discurso da privatização, de que a PETROBRAS não é capaz. A PETROBRAS é considerada uma das melhores empresas do mundo e está respondendo com eficiência; tem auto-suficiência em petróleo e vai continuar investindo.

Deputado João Almeida, deveríamos ter investi-do mais na área do gás para ficarmos menos depen-dentes da Bolívia. Quem criou a nossa dependência da Bolívia foi o Governo passado. Temos que negociar com a Bolívia, até porque precisamos de mais gás para atender ao nosso mercado. Temos que investir nos campos de gás que temos em Santos e Campos para suprir nossas necessidades.

Portanto, todo esse discurso do apagão do gás ser-ve, na verdade, aos interesses de especuladores que, por má-fé, querem ganhar na Bolsa com esse tipo de espe-culação, ou que desejam privatizar a PETROBRAS, que seria cometer no setor de petróleo o mesmo erro que se cometeu na área da energia elétrica.

Acho que a PETROBRAS responde com com-petência. Os especuladores terão que se ater ao con-trato. A PETROBRAS obedece a contratos firmados com a ANEEL e com as concessionárias de distribui-ção de energia. E ela está cumprindo rigorosamente os contratos.

Quem especulou com gás vai ter que aguardar a disponibilidade de gás, que virá futuramente com os novos investimentos e com os acordos com a Bolívia. O resto é choradeira de quem não teve competência para gerir a nossa energia no passado e agora não tem autoridade para nos criticar neste momento.

Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre Deputado Uldurico Pinto, pelo Bloco Parlamentar PSB/PDT/PCdoB/PMN/PHS/PRB.

O SR. ULDURICO PINTO (Bloco/PMN – BA. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Manato, parabenizo

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V.Exa. pela competência e pelo brilhantismo à frente dos trabalhos desta sessão.

Sras. e Srs. Deputados, Cora Coralina, a poetisa goiana, dizia: “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

Felizes, portanto, os professores, cuja profissão os obriga a estar sempre à procura do conhecimento, o qual, por mais que se tente, nunca é plenamente sa-tisfatório. Já sabia disso Sócrates, professor de Platão e fundador da Academia de Atenas. Foi Sócrates o autor da famosa frase: “Só sei que nada sei”.

É justamente por causa da imperfeição de nos-so saber que precisamos sempre estar em busca do conhecimento. Aliás, dizem que o homem começa a morrer no instante em que desiste de aprender.

No entanto, não é fácil aprender sem um profes-sor. Disse Benjamim Franklin: “O homem que ensina a si mesmo tem um tolo como professor”. Afinal, como descrever, explicar e demonstrar um conhecimento que ainda não temos? Como ser inspirado por ele?

Alguém já disse que o professor medíocre des-creve, o professor bom explica, o professor ótimo de-monstra e o professor fora de série inspira.

Sr. Presidente, a mente não é uma vasilha a ser preenchida, mas um fogo a ser atiçado. Aliás, aluno significa sem luz. É o professor que traz a luz, que ati-ça a brasa da curiosidade e da invenção.

No último dia 15 de outubro, comemoramos os 180 da criação do ensino elementar no Brasil por D. Pedro I. Comemoramos também, como fazemos des-de 1947, o Dia do Professor. Infelizmente, porém, por mais dedicados que esses profissionais sejam, a edu-cação brasileira ainda está longe de ter um padrão de qualidade aceitável. Uma das razões, sem dúvida, é a baixa remuneração da carreira docente.

Uma pesquisa feita pela ONU entre 38 países, inclusive da América Latina, aponta o salário dos pro-fessores brasileiros (em torno de 5 mil dólares anuais) como o terceiro mais baixo. Argentina e Uruguai, onde o custo de vida é 30% menor, pagam o dobro a seus professores.

Pensar numa educação de qualidade é pensar em professores bem remunerados. O piso salarial dos professores era uma intenção de D. Pedro I desde a Constituição do Império, em 1827. Em 2007, 200 anos depois, conseguimos aprová-lo nesta Casa, embora sua tramitação deva se estender até 2008.

O piso pode impedir distorções como as que se verificam no Estado de São Paulo, onde os professo-res da rede pública ganham quase a metade do que ganha um professor do Acre.

Ganhando mal, a quantidade de professores, bem como a qualidade de sua formação tendem a

decair. Eis por que a rede pública carece de 250 mil professores para o ensino básico e de outros 250 mil para o 2º grau.

Sr. Presidente, mesmo com essa carência de meio milhão de profissionais, sem falar das universi-dades, os docentes brasileiros superam 2,6 milhões. São quase 2% da população dedicados a ensinar 54 milhões de alunos – mais de um quarto da população brasileira.

Dizia Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso castigar os homens”. Ora, é mais barato e conveniente investir em escolas do que em peniten-ciárias.

Quero finalizar minha homenagem aos professo-res com 2 citações, sendo que a segunda nos ensina a não levarmos muito a sério a primeira.

A primeira citação é de Maomé, fundador do Is-lamismo. Disse Maomé que a tinta do professor é mais sagrada do que o sangue do mártir. Não é possível saber hoje até que ponto o profeta quis ser interpreta-do literalmente. No entanto, para prevenir abusos na interpretação de Maomé, convém lembrarmos Arnos Alcott. Ele diz que “o verdadeiro professor defende os alunos de sua própria influência”. Afinal, o professor é como uma vela que, depois de acender outras, já não tem autoridade sobre a luz gerada.

Saúdo todos os professores, e que eles possam continuar iluminando a si próprios e ao Brasil, que carece mais desses profissionais do que de qualquer obra de infra-estrutura.

Muito obrigado. O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre Deputado Eduardo Valverde, para uma Comunicação de Liderança, pelo PT.

O SR. EDUARDO VALVERDE (PT – RO. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, para dor de cotovelo dos tucanos, quero fazer uma rápida explanação sobre os 22 trimestres sucessivos de cres-cimento de nosso PIB.

Talvez nos últimos 30 anos este seja o período de maior crescimento ininterrupto. O que mais se apro-ximou deste longo período de crescimento econômico foi o início da década de 1980, quando o PIB cresceu de maneira sucessiva durante 12 trimestres. Em 1994 e 1995, durante o Plano Real, houve 15 trimestres de sucessivo crescimento. Portanto, estamos no 22º tri-mestre sucessivo de crescimento do PIB, o mais longo dos últimos 30 anos.

Isso se deve, Sr. Presidente, a dois fatores im-portantes: aumento de investimento e aumento de consumo.

O aumento de investimento ocorre em face da redução da taxa de juros, que vem caindo. Hoje esta

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na casa de 7%, em termos reais. Na década passada, estava acima de 10% reais.

Portanto, a baixa inflação e a queda dos juros levam o empresariado a fazer investimentos.

Ao mesmo tempo, observamos o aumento da renda no País, o que, por sua vez, faz aumentar o consumo. Consumo esse também fruto do aumento do crédito.

Portanto, temos aí uma espiral positiva de cres-cimento sustentável, porque existem aumento de con-sumo e, ao mesmo tempo, aumento de investimento, principalmente investimento em bens de capital.

Oitenta e cinco por cento das empresas brasilei-ras cresceram acima da média. Esse crescimento foi sustentado com investimento na área de capital. E não se aponta gargalho que possa disparar um processo inflacionário, porque está-se investindo na indústria de base, na indústria de capital, para aumentar a produ-ção, que vai, por outro lado, sustentar esse aumento do consumo.

Portanto, essa economia sustentável, que foi a du-ras penas alcançada pelo Presidente Lula, é que deixa a Oposição um pouco preocupada. Isso fará com que em 2010 tenhamos uma economia mais fortalecida, com inclusão de milhares e milhares de trabalhadores no mercado de trabalho – consumo com crédito, e a indústria nacional crescendo.

O equilíbrio das contas externas só foi alcançado em 2003. O País continua a exportar sem perder a ca-pacidade de importação. Isso vem conseguindo fazer com que a taxa de inflação venha caindo. O Brasil co-meça a enfrentar as questões sociais de peito aberto, como ontem nesta Casa, ao aprovarmos a regulamen-tação da Emenda nº 29. São mais 23 bilhões de reais em 4 anos, totalizando, até 2011, 60 bilhões de reais só para a saúde pública.

Mais recursos são destinados a programas vol-tados para transferência de renda. São 9 milhões de pessoas saindo da faixa de pobreza absoluta, e que já estão consumindo.

É esse mercado consumidor de massa que ala-vanca a economia brasileira, que na década de 1980 teve os olhos voltados somente para o mercado ex-terno, exportador. O País então era um exportador lí-quido de capitais.

É óbvio que isso foi fruto de uma concepção po-lítica, de um ideário.

Por isso, acho inócua a discussão sobre a ree-leição do Presidente Lula. Ele já falou de maneira rei-terada que não é candidato ao terceiro mandato, que ele entende como golpista.

Também considero isso como um golpe, até por-que quem está governando o Brasil não é só uma

pessoa. É uma concepção política. Isso independe da pessoa que governa. O Presidente Lula tem toda uma liderança, toda capacidade de impulsionar; mas junto a ele existe um coletivo muito amplo que formulou, que concebeu esse modelo. Era ideário da esquerda, no passado, criar amplo mercado consumidor com seto-res de baixa capacidade de compra, mas com carteira de trabalho assinada, podendo ir a uma loja comprar à prestação, apresentar uma identidade, um nome, o endereço de sua moradia.

Recentemente, participei da entrega, em Porto Velho, de vários conjuntos habitacionais para mais de 400 famílias que tiveram, pela primeira vez, o direito à casa própria por meio de programas subsidiados pelo Governo, como o PSH e o PAH. Então, este é um novo País, graças a um esforço concentrado.

Sr. Presidente, são inócuos os comentários que parte da imprensa vem estimulando, e parte da Opo-sição vem acolhendo, para fazer disso um cavalo de batalha. Refiro-me às especulações sobre a pretensão do Presidente Lula de mudar a Constituição Federal para poder disputar o terceiro mandato. Ora, isso é um factóide que não ajuda o País a enfrentar os temas ca-dentes, recorrentes, e passa por uma discussão estéril que não ajuda a democracia e deixa de focar aquilo que é o mais essencial: o progresso, o desenvolvimento, a distribuição de renda, o enfrentamento dos problemas sociais brasileiros; fazer com que negros, brancos, ín-dios, mulheres e idosos tenham as mesmas oportuni-dades, como deve ser toda democracia decente.

Era o que tinha a dizer. Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pala-

vra ao nobre Deputado, empresário rural, ex-Vereador, ex-Prefeito de Indaiatuba, ex-Presidente da região me-tropolitana de Campinas, Vice-Líder do Bloco, filiado ao PDT desde 1986, que tão bem exerce o seu primeiro mandato como Deputado Federal, Reinaldo Nogueira. S.Exa. falará pelo Bloco Parlamentar Bloco Parlamen-tar PSB/PDT/PCdoB/PMN/PHS/PRB.

O SR. REINALDO NOGUEIRA (Bloco/PDT – SP. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Manato, com-panheiro de partido, Sras. e Srs. Deputados presentes, é com prazer que ocupo esta tribuna para fazer menção à conquista de ontem para os municípios brasileiros: a aprovação da Emenda nº 29.

Acompanhei os debates e a luta. Sei que não foi o que a Frente Parlamentar da Saúde pleiteava, mas assim mesmo essa é uma grande conquista para os municípios do nosso País.

Desde então, na condição de Prefeito, eu acom-panhava alguns projetos aprovados por esta Casa, em que eram definidas apenas as obrigações para os

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municípios, enquanto nós não víamos entrosamento algum entre os Governos Estadual e Federal.

Hoje, com a aprovação da Emenda nº 29, nós observamos que os Estados são obrigados a repas-sar aos Municípios 12%, e a União, 10%. Com isso, com certeza, haverá mais recursos para a Saúde em todo o País – e aqui lembro que os municípios já são obrigados a aplicar 15% nessa área.

Tenho certeza, como Prefeito, de que todos os municípios ultrapassam os 15% – trata-se de algo que beira à casa de 20%, no que respeita à aplicação na área da Saúde, com recursos próprios do município. Esse reforço, por conseguinte, será muito importante, e nós, Deputados, fiscalizaremos para que esse re-passe realmente chegue ao destino e seja cumprida a lei que ontem aprovamos.

Há outro aspecto a considerar, Sr. Presidente. Como demorou entre 6 e 7 anos para essa lei ser vo-tada, defendo outra lei, que não é de minha autoria, mas originária do Senado Federal, do Senador Romeu Tuma, que serviu como bandeira da minha campanha. E temos de reforçar esse fato, porque, nesse último mês, ela foi retirada.

Refiro-me à PEC nº 534, que dá poder de polícia às guardas municipais. Trata-se de uma bandeira que nós levantamos. Eu sei que há muitos Estados que não utilizam guarda municipal ou mesmo não a pos-suem. Mas posso dizer que no Estado de São Paulo vários municípios contam com ela. É que, por causa da demanda sempre crescente por policiais, a Guarda acaba suprindo necessidades, exercendo o papel de polícia, prática que acaba indo contra o que estabelece a Constituição. Pois essa lei está para ser aprovada. O § 8º do art. 144 acrescenta que a Guarda Municipal terá poder para cuidar da população.

Eu sei que logo será necessário outro decreto do Governo Federal para regulamentar o assunto, pois não basta dar poder de polícia. Sabemos que é preciso todo um treinamento e uma vinculação, o que já estamos conseguindo não só com o Ministério da Justiça, mas também com a Polícia Federal. Estamos lutando para que eles, os guardas municipais, tenham porte de arma definitivo.

Sabemos que todas as pessoas que se ves-tem uma farda acabam sendo alvo de bandidos, seja guarda municipal, seja policial civil ou militar. Enfim, o guarda acaba sendo um alvo, e nós temos de lhe dar proteção, até mesmo quando está em sua residência e não de serviço, porque a qualquer momento ele pode ser acionado pela população do conjunto habitacional em que mora, por exemplo, por ser visto por ela como alguém capaz de oferecer proteção e tomar providên-

cias, mesmo, repito, não estando de serviço. Agora, desarmado, fica-lhe difícil fazer qualquer coisa.

Portanto, peço às Lideranças e a todos os co-legas que trabalhem pela inclusão desse projeto na pauta e por sua aprovação, para que possamos re-solver a situação das Guardas Municipais, dando-lhes poder de polícia. Que o mesmo que aconteceu com a Emenda nº 29 aconteça com a proposta sobre Guar-da Municipal!

Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Vou conceder a

palavra ao Deputado Praciano, analista de sistemas, economista, professor, ex-Vereador e Líder da bancada do PT, que exerce seu primeiro mandato nesta Casa.

Com a palavra o Deputado Praciano, que disporá de 5 minutos, pelo PT.

O SR. PRACIANO (PT – AM. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, cida-dãos brasileiros, já estamos próximos do encerramento do ano. Posso dizer que tivemos o prazer de participar de importantes votações nesta Casa. Aprovamos o PRONASCI, um belo projeto para a área de seguran-ça pública que vai ao encontro das necessidades da população. Aprovamos, com satisfação, o FUNDEB, voltado para a área educacional. Aprovamos o PAC, outro projeto muito interessante, voltado para a área econômica.

Entretanto, companheiros, vou cantar a minha aldeia, vou cantar a Amazônia. Parece paroquial – que seja! –, mas minha paróquia é muito grande, minha paróquia é a Amazônia.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, público que nos acompanha, quero trazer a esta Casa uma reflexão e manifestar minha preocupação sobre o caso dos desmatamentos e queimadas na região amazônica e seus reflexos em nosso País. Segundo estatísticas governamentais, a Amazônia brasileira perde 1 milhão de hectares de floresta por ano.

Recentemente o Ministério do Meio Ambiente – MMA anunciou uma diminuição, nos últimos 3 anos, das taxas de desmatamento na Amazônia, da ordem de 49%, prevendo-se uma redução que chegue a 65% quando forem finalizados os dados referentes ao período 2006/2007. Para se compreender essa redu-ção, segundo o MMA, 3 fatores foram fundamentais: o monitoramento e controle ambiental, com a presen-ça forte do Estado nas áreas mais críticas, o ordena-mento territorial e o fomento às atividades produtivas sustentáveis.

Porém, após 3 anos em queda, o desmatamento voltou a crescer em alguns Estados amazônicos nos últimos 4 meses: 59% no Pará, 84% em Mato Grosso e até 602% em Rondônia. Fazem parte da região que

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se convencionou chamar de Arco do Desmatamento ou Arco do Fogo, que abrange ainda os municípios do sudeste do Acre e oeste do Maranhão.

Esse aumento confirma o importante papel de-sempenhado pela cultura da soja e sobretudo pela pecuária na dinâmica dos desmatamentos. O aumen-to do rebanho bovino e da área cultivada para a soja, além da extração de madeiras e atividades minerais, tem acompanhado os índices de desflorestamento na região amazônica.

Deter os desmatamentos e as queimadas na Ama-zônia é preservar potencialidades biogenéticas não ex-ploradas ou estudadas devidamente ou até mesmo não conhecidas ainda, tal como aconteceu com o cerrado brasileiro, um dos mais ricos ecossistemas da terra que, por não ter sido estudado e protegido devidamente, foi alvo de exploração indiscriminada, dando lugar a mo-noculturas como soja e cana-de-açúcar e à pastagem. Nesse sentido, Sras. e Srs. Deputados, a ciência hoje encontra-se aquém, em termos de pesquisa, do rico e diversificado ecossistema amazônico, o que contribui significativamente para a sua degradação.

A Amazônia não é terra de gado, de soja, de ar-roz, de cana-de-açúcar, de monoculturas, que, ao invés de trazerem o desenvolvimento sustentável, causam danos irremediáveis ao meio ambiente. A Amazônia não é terra de ninguém que sirva de receptáculo a práticas econômicas nocivas ao meio ambiente que comprometem o futuro das mais de 20 milhões de al-mas que habitam a região e o futuro do planeta. Essas práticas econômicas são como nuvens de gafanhotos a devastar as nossas florestas, trazendo atrás de si a destruição, o trabalho escravo e o incremento dos conflitos agrários.

Precisamos romper com esse modelo de ocupa-ção tradicional da Amazônia. Não podemos encará-la como uma região a ser explorada irracionalmente. Mas, para coibir os atos criminosos de grileiros e ma-deireiros ilegais, associados aos empreendimentos do agronegócio, responsáveis pelos desmatamentos e queimadas na Amazônia, é preciso que as ações do Governo Federal sejam focadas no fortalecimento dos órgãos e instituições de desenvolvimento, defesa, proteção e pesquisa da Amazônia, como o Exército, o IBAMA, o INCRA, o MDA, a Polícia Federal, entre outros, de maneira que todos os responsáveis por queimadas e desmatamentos, todos os responsáveis por crimes contra a Amazônia sintam firmemente o peso forte da lei.

É por causa do incremento das queimadas e des-matamentos causados pelo agronegócio na Amazônia, aliado aos grileiros, mineradores e madeireiros ilegais, que se torna urgente que o Estado brasileiro pense a

região como elemento estratégico fundamental para o País, como já pode ser percebido em declarações dos Ministros Nelson Jobim e Mangabeira Unger.

No entanto, só declarações de intenção não é suficiente. É preciso, como já afirmei antes, que o Go-verno brasileiro desencadeie uma verdadeira operação de guerra contra os desmatamentos e queimadas por meio da ação permanente de órgãos como o Exército, o INCRA, o IBAMA, o MDA, a Polícia Federal, entre outros, de modo que os responsáveis sejam punidos exemplarmente através de uma política de tolerância zero.

Por entender que o desmatamento contínuo da Amazônia constitui-se num crime não só contra o povo brasileiro, mas contra a humanidade, estou fazendo uma indicação aos órgãos de defesa, proteção e vigilância em ação na Amazônia, entre eles o IBAMA, as Forças Armadas, o INCRA, a Polícia Federal, Delegacias do Trabalho, entre outros, para que desencadeiem uma operação permanente que identifique, notifique e pren-da os responsáveis por esses graves crimes ambientais, principalmente os registrados na região chamada de Arco do Fogo ou Arco do Desmatamento.

Sras. e Srs. Deputados, para mim o Estado bra-sileiro tem que declarar uma guerra permanente aos desmatamentos e queimadas e adotar, verdadeira-mente, uma política de tolerância zero contra os res-ponsáveis por esses crimes ambientais.

Governo Federal, companheiro Lula, Ministra do Meio Ambiente, companheira Marina Silva, Ministério da Defesa, Ministério do Desenvolvimento Agrário, responsável pelo INCRA, e Ministérios que têm algu-ma correlação forte com a Amazônia, está na hora de criarmos uma força-tarefa naquela região, no Arco do Desmatamento, para se aplicar uma política de tole-rância zero. O Brasil, o Governo Federal, os brasilei-ros, o mundo não pode mais aceitar o que estamos vendo naquela área.

Estou encaminhando indicação à Ministra do Meio Ambiente, com cópia ao Ministério da Defesa e aos Ministérios afins, para que seja criada uma força-ta-refa urgente, com a presença das Forças Armadas e do INCRA.

O Brasil não pode, companheiro Deputado Luiz Couto, agüentar, tolerar o que assistimos todos os dias. Um milhão de hectares se perde por ano! Há, no Arco do Desmatamento, uma verdadeira agressão. Crimes e mais crimes têm agredido a Amazônia, que tem de ser considerada patrimônio nacional.

A nossa proposta, companheiro Luiz Inácio Lula da Silva, companheira Marina Silva e Ministro da Justi-ça, Nelson Jobim, é criação de uma força-tarefa cons-tante, contínua, de maneira urgente, pelo menos nes-

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te momento, no Arco do Desmatamento, no Arco do Fogo.

Sr. Presidente, solicito a V.Exa. que este pronun-ciamento seja divulgado nos meios de comunicação desta Casa e no programa A Voz do Brasil.

Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre advogado, ex-Vereador e ex-Secretário de Administração do Governo do Estado de Sergipe, o Deputado Mendonça Prado, pelo Democratas, que tão bem exerce seu segundo mandato nesta Casa. S.Exa. tem 5 minutos na tribuna.

O SR. MENDONÇA PRADO (DEM – SE. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho externar a minha percepção sobre as despesas públicas. A todo instante, o Parlamento brasileiro discute temas relacionados ao Direito Tribu-tário: carga tributária, prorrogação de contribuições, aumento de alíquotas, ampliação de bases de cálcu-lo, enfim, temas relativos ao nosso sistema tributário. No período em que estou aqui, sempre ouvi uma série de Parlamentares observar sobre a necessidade de reformularmos esse sistema. Entretanto, as reformas tão prometidas nunca acontecem.

Por outro lado, o Governo sempre reclama da falta de recursos para realizar investimentos. Então busca a todo momento aumentar a já elevada car-ga tributária que massacra o contribuinte brasileiro. Foi assim no Governo passado e é assim no atual: a mesma política de aumento do peso da carga tributá-ria. Não vislumbramos nenhuma ação no sentido de se reduzir o número de tributos, muito menos no da diminuição da já elevada carga. Observamos, sim, to-tal falta de planejamento e de prioridade na aplicação dos recursos públicos.

Ultimamente temos constatado que é desejo do Governo criar uma TV pública, um empreendimento que irá consumir 350 milhões de reais só na sua fase inicial. Ora, que Governo é esse, que não tem recur-sos para aplicar na saúde e em obras essenciais para melhorar a qualidade de vida do cidadão brasileiro, mas que pode gastar 350 milhões de reais para im-plantar uma TV pública? Já temos a TV Câmara, a TV Senado, as televisões que servem às Assembléias Le-gislativas nos Estados, as TVs Educativas. Para que mais uma, agora a TV Pública? Apenas para gastar o dinheiro público?!

Sr. Presidente, Deputado Felipe Maia, V.Exa. que acaba de assumir a condução desta sessão, ilustre re-presentante do Estado do Rio Grande do Norte, sabe muito bem o preço de uma casa de alvenaria – para substituir as casas de taipa – com cisterna acoplada: 12 mil reais. Fiz os cálculos. Com 350 milhões de re-

ais, o Governo substituiria no mínimo 29.166 casas de taipa, atendendo a aproximadamente 120 mil nor-destinos que hoje sofrem angústias e agruras, vivendo em habitações subumanas que não atendem nem às necessidades de um animal.

Dirijo-me aos sertanejos que nos assistem agora, graças a uma parabólica, à TV pública da Câmara dos Deputados. Nossa sugestão é esta: que o Presidente Lula, que se diz defensor do Nordeste brasileiro, em vez de aplicar 350 milhões de reais em mais uma TV pública – que talvez até seja boa para o Brasil, mas no futuro, quando estiverem solucionados os problemas maiores do nosso povo, que sofre com o desemprego, a seca, a fome, a miséria e a falta de habitação digna –, que ele invista esses recursos num programa para o Nordeste, um programa de erradicação de todas as casas de taipa. Assim ele atenderia às populações do Maranhão, do Piauí, do Ceará, do Rio Grande do Nor-te, da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas, da Bahia e de Sergipe, minha terra.

Sr. Presidente, o problema do Brasil é de ges-tão. Há muito desperdício de dinheiro público. A con-tinuarmos assim, ainda veremos muitas vezes esta Casa apreciar matérias da natureza da que votamos ontem, com o Governo alegando que, para aumentar os recursos da saúde, terá de prorrogar mais uma vez a CPMF.

Não há brasileiro que agüente este desgoverno, esta falta de planejamento, esta falta de direção! E não me refiro apenas ao Governo do Presidente Lula. O anterior também era assim. Enquanto isso, o Nordeste brasileiro continua sofrendo.

Durante o discurso dos Sr. Mendonça Prado, o Sr. Manato, 1º Suplente de Secre-tário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Felipe Maia, § 2º do art. 18 do Regimento Interno.

O SR. JOAQUIM BELTRÃO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Felipe Maia) – Tem V.Exa. a palavra.

O SR. JOAQUIM BELTRÃO (Bloco/PMDB – AL. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, quero apenas registrar que estou encaminhando uma indicação ao Ministério da Agricultura, para criação de uma Superintendência da CONAB em Arapiraca, Ala-goas. Essa medida será muito importante para a agri-cultura familiar. É o requerimento que protocolo.

O SR. PRESIDENTE (Felipe Maia) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Rodovalho, para uma Comunicação de Liderança, pelo Democratas. S.Exa. dispõe de 6 minutos na tribuna.

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O SR. RODOVALHO (DEM – DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, caros assessores, equipe que nos auxilia esta tarde, ocupo a tribuna nesta oportunidade para noticiar que protocolamos requerimento solicitando audiência pública na Comissão de Meio Ambiente para tratar da política atômica do Brasil. A Marinha e a CNEN têm feito algumas propostas para o desen-volvimento de reatores nucleares, uma forma de gerar energia alternativa no Brasil.

Pois bem. Há 20 anos, testemunhávamos o maior acidente radioativo da história deste País, ocorrido na cidade de Goiânia, precisamente em 13 de setembro de 1987. O acidente não foi provocado por vazamento numa usina nuclear, mas pelo simples manuseio de uma cápsula retirada de um aparelho de raios X.

Sabemos que no acidente com o césio 137 pelo menos 66 pessoas morreram e 743 tiveram algum tipo de seqüela. E a lista de contaminados e mortos sobe até hoje, porque as conseqüências do contato com o césio aparecem lenta e progressivamente.

Até hoje, o lixo atômico oriundo daquele aciden-te está enterrado na cidade de Abadiânia de Goiás, próxima à cidade de Goiânia.

E os “filhos do Césio”, as crianças que nasceram de pais contaminados por aquele pó branco de brilho azul, carregam marcas e seqüelas em seus corpos.

Mas há outras vítimas, entre servidores públicos, médicos, enfermeiros, bombeiros e policiais militares que trabalharam no atendimento às vítimas da tragé-dia – infelizmente, na sua maioria, pessoas de baixa renda. Entre elas, alguns funcionários do chamado Consórcio Rodoviário Intermunicipal e da Construtora Andrade Gutierrez.

Dados do Ministério Público de Goiás e dos sin-dicatos trabalhistas revelam que pelo menos 40 ser-vidores morreram sem receber assistência médica ou financeira do Poder Público e que outras 170 tentam ou tentaram auxílio em vida, brigando na Justiça. Al-gumas estão até hoje desamparadas.

Há 2 meses, no aniversário de 20 anos do aci-dente, o jornal Correio Braziliense publicou diversas reportagens lembrando a tragédia radioativa. O que me preocupa, até porque sou Presidente da Subcomissão de Acidentes Ambientais, é que ainda não desenvol-vemos uma política de proteção e de manuseio com relação a equipamentos que, muitas vezes, ficam aban-donados em hospitais e em clínicas de saúde, muitos deles ao léu. Soubemos há alguns meses, pelos jor-nais de Brasília, que alguns dos grandes aparelhos do HRAN e do Hospital de Base estavam sem utilização e sujeitos a acidentes como esse de Goiânia.

Lembro, Sr. Presidente, que o Brasil tem hoje fontes de energia suficientes e não precisa adotar a energia nuclear como opção. Além de ser cara, ela gera um passivo ambiental gravíssimo, e não sabe-mos como tratar esse lixo. Falo na qualidade de pro-fessor de Física com especialização em ressonância eletromagnética nuclear e grande experiência na área científica. Ensino essa disciplina há mais de 18 anos em salas de aula.

Eu gostaria que a Câmara dos Deputados, a CNEN e a Marinha repensassem a política brasileira de energia nuclear e promovessem investimentos em fontes alternativas, ecologicamente limpas. O Brasil tem potencial para ser um grande celeiro de energia, exportador para os países fronteiriços. Não podemos aceitar a opção da energia nuclear.

É preciso debater este assunto. Uma audiência pública na Comissão de Meio Ambiente será marcada. Convidamos os membros desta Casa e a população em geral para, já em novembro, formarmos uma posição firme e coesa sobre as nossas fontes de energia.

Vivemos hoje praticamente um caos ecológico, às voltas com o desmatamento de milhões de metros quadrados na Amazônia, o aquecimento global, a con-taminação de nossas águas. E ainda temos de lidar com passivos nucleares!

Espero que encontremos caminhos ecologica-mente seguros para nossos filhos e netos.

Muito obrigado, Sr. Presidente. O SR. ZEZÉU RIBEIRO – Sr. Presidente, peço

a palavra pela ordem.O SR. PRESIDENTE (Felipe Maia) – Tem V.Exa.

a palavra.O SR. ZEZÉU RIBEIRO (PT – BA. Pela ordem.

Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, registro o avanço da implantação da política de habitação em nosso País. Na terça e na quarta-feira da semana pas-sada tivemos a oportunidade de conquistar avanços significativos nesse sentido.

Na terça-feira aprovamos emenda que garan-te às associações de moradores e às cooperativas habitacionais o recebimento do repasse de recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social para a construção de moradia via processos de auto-construção.

Na quarta-feira tivemos 2 vitórias, uma delas em relação a recursos para o Plano de Subsídio à Habita-ção – PSH. Aprovamos na Comissão de Desenvolvi-mento Urbano a extensão desse programa e assegu-ramos recursos até 2010, enquanto o previsto era sua manutenção até 2008. Com isso, garantimos que eles cheguem diretamente às associações e cooperativas de habitação. Também na quarta-feira, na Comissão

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59202 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

de Tributação e Finanças, conseguimos aprovar o pro-grama da assistência técnica.

As 3 coisas conjugadas afirmam a política ha-bitacional no Brasil. Num primeiro momento, assegu-rando recursos; depois, garantindo que esses recursos sejam repassados diretamente às associações, às cooperativas de moradores; e, por fim, dando suporte técnico, com o trabalho profissional de engenheiros e arquitetos.

O sistema CONFEA/CREA, chamado de enge-nharia pública, vem garantindo assistência técnica gratuita à população de baixa renda para assegurar moradia de melhor qualidade, com projeto, resolvendo-se problemas de estabilidade, com redução de cus-to, além da implantação de programas que evitem a ocupação de áreas de risco, a fim de que façam não apenas uma habitação segura, mas que construam uma cidade melhor.

Esses registros me parecem importantes porque todos eles têm conseqüência. A MP aprovada nesta Casa foi ao Senado Federal e precisa lá ser consa-grada; a emenda adotada ao PPA vai à Comissão de Orçamento, o que esperamos consagrar com a contri-buição de todos os companheiros; e a assistência téc-nica, em caráter definitivo, conclusivo, vai à Comissão de Constituição e Justiça desta Casa, seguindo depois para o Senado Federal para então se transformar de-finitivamente em lei.

Essas são as expectativas do Movimento Nacional de Luta pela Moradia, do Fórum Nacional de Reforma Urbana, que constituímos durante o processo Cons-tituinte. Das articulações forjadas àquela época acho que essa é a que perdura até hoje com efetividade, respeitando a diversidade dos movimentos, mas afir-mando uma política pública que vem se implantando com determinação durante o Governo Lula.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, registro também a eleição, ontem, para o Tribunal de Contas do Estado da Bahia, do atual Deputado Estadual Zil-ton Rocha, pelo PT da Bahia, com quem tive o prazer e a honra de ser Vereador na Câmara Municipal de Salvador.

Em 1992, o PT elegeu 3 Vereadores: eu, o Depu-tado Federal Walter Pinheiro e o hoje Deputado Esta-dual Zilton Rocha. Em 1998, Zilton se elegeu Deputado Estadual e exerceu mais 3 mandatos. S.Exa. tem uma bela política afirmativa, particularmente no âmbito da educação, cultura e meio ambiente. Sempre preocupado com a transparência da gestão pública, firmou-se como uma liderança na Assembléia Legislativa daquele Esta-do e foi eleito, por ampla maioria, membro do Conselho do Tribunal de Contas do Estado da Bahia.

Parabenizo o Deputado Zilton Rocha pela as-sunção a esse cargo, bem como o companheiro Isaac Cunha, que era 1º Suplente e hoje se torna Depu-tado Estadual, representando a cidade de Jequié, na Bahia.

Eram esses os registros. Muito obrigado, Sr. Pre-sidente.

O SR. LUIZ COUTO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Felipe Maia) – Tem V.Exa. a palavra.

O SR. LUIZ COUTO (PT – PB. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, podemos verificar que algumas pessoas podem, até por falta de informação, de conhecimen-to, fazer certas afirmações, mas o que é mais grave é quando alguém age de má-fé. Como diz uma can-ção de Ataulfo Alves: “A maldade dessa gente é uma arte” – que destrói, que difama, que calunia. E há um provérbio que diz: “A calúnia é como o carvão; quando não queima, suja.”

Na Paraíba, temos uma luta pela interiorização da universidade pública, com a criação de diversos campi universitários, e também pela interiorização do ensino tecnológico, com a instalação de CEFETs.

Logo que conseguimos a instalação de um cam-pus universitário para a cidade de Cuité, na Paraíba, estive com o Prefeito daquele Município, no Ministé-rio da Educação, e lá entregamos documento em que solicitamos seja implantado em Picuí uma unidade do CEFET. Naquele dia estava conosco no Ministério o Vereador José Onildo, de Picuí, que presenciou a en-trega desse documento.

Depois, encaminhei uma lista de cidades parai-banas para serem contempladas com a instalação de CEFETs. Fizemos essa ação em conjunto com a Depu-tada Fátima Bezerra, do PT/RN, porque a companheira é paraibana de Nova Palmeira e conhece muito bem aquela realidade. E trabalhamos em conjunto para, dentro do plano de expansão do ensino tecnológico federal, fazer com que o Município de Picuí fosse con-templado com o CEFET.

Para nossa surpresa, durante uma reunião ocor-rida na semana passada para discutir os cursos que deveriam ser implementados no CEFET de Picuí, com atividades previstas para serem iniciadas em 2008, quando o Vereador Olivânio, que é do PT de Picuí, fez a entrega de um ofício nosso solicitando que o CEFET fosse implantado em Picuí, o Prof. Raimundo Nonato, do CEFET de João Pessoa, afirmou que a decisão de ins-talação daquele estabelecimento de ensino tecnológico no Município de Picuí teria sido técnica, sem qualquer intervenção política. Pois quero dizer a esse professor

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e ao Prefeito Buba, que vive me “queimando” e afir-mando que a instalação do CEFET deveu-se apenas à decisão da Deputada Federal Fátima Bezerra (que, com certeza, trabalhou e foi importante nesse traba-lho) e que eu teria sido omisso, nada tendo a ver com a decisão do Governo Lula de instalar aquele CEFET. Rebato isso, afirmando que as intervenções, tanto a minha quanto a da Deputada Fátima Bezerra, ela por ser titular da Comissão de Educação e Cultura, e eu por ser Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, foram importantes para que Picuí tivesse um CEFET, que será implementado em 2008.

Também foi importante porque conseguimos, no Plano de Expansão de Interiorização do Ensino Tecno-lógico, mais 4 CEFETs para a Paraíba, sendo que um deles, o quinto, deverá ser implementado em Picuí, no próximo ano, juntamente com o de Princesa Isabel, na Paraíba; depois em Patos, Monteiro e em Cabedelo, em 2010, na última etapa da instalação.

A atitude do Prof. Raimundo Nonato pode ser moti-vada por falta de informações ou desconhecimento. Não quero acreditar que ele esteja agindo da mesma forma que o Prefeito Buba, com má-fé, porque o Prefeito, na minha frente, me agradece por ter lutado e consegui-do também esse CEFET. Mas, na minha ausência, diz que eu não tenho nada a ver com isso e que, se Picuí tem hoje um CEFET, é apenas em decorrência da in-tervenção da companheira Fátima Bezerra.

Sabe o Prefeito Buba que o Presidente Lula, do Partido dos Trabalhadores, está decidido a descentra-lizar o ensino superior e tecnológico em nosso País e que tanto eu como a Deputada Fátima Bezerra, por sermos – com muito orgulho – militantes do PT, esta-mos engajados nessa interiorização.

O Prefeito Buba, de Picuí, em vez de agir dessa forma, deveria cumprir as determinações do Tribunal de Contas do Estado, que lhe aplicou multa por não ter fornecido informações sobre contratos firmados e por burlar a lei ao contratar servidores sem realizar concurso público.

A maldade desse Prefeito é uma arma de má-fé!

Durante o discurso do Sr. Luiz Couto, o Sr. Felipe Maia, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-lavra ao nobre Deputado, empresário, advogado, com MBA na Fundação Getúlio Vargas em gestão empresa-rial, filiado ao Democratas, e que também representa o Estado do Rio Grande do Norte, Felipe Maia. S.Exa. tem 5 minutos na tribuna.

O SR. FELIPE MAIA (DEM – RN. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, como costumo fazer diariamente pelo período da manhã, na manhã desta quinta-feira li os jornais do dia e acessei os portais de notícias. Um as-sunto me preocupou bastante – e me preocupou não só desta vez –, e é por esta razão que ocupo a tribuna novamente para falar desse assunto que já foi vasta-mente abordado, para o qual já se buscou soluções: a crise do sistema aéreo brasileiro.

Poderia trazer pilhas de notícias que saíram hoje na imprensa sobre o caos que se instala nos aeropor-tos de todo o Brasil, derivado da operação padrão dos funcionários da INFRAERO, cujo acordo firmado com a empresa deveria ser oficializado, mas até agora não foi, e quem está pagando é a população brasileira.

Trago uma notícia da Agência Brasil: “O Presidente da INFRAERO alerta para a possibilidade de atrasos e cancelamentos de vôos no feriado. O Presidente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, o Sr. Sérgio Gaudenzi, recomendou nesta quarta-feira, ontem, a quem pretende viajar de avião nos próximos dias, que opte pelos horários de menor movimento”.

Sr. Presidente, estamos às vésperas de um fe-riado. Amanhã, sexta-feira, apesar de ser uma data triste, por ser feriado de Finados, diversas pessoas no Brasil pretendiam ir às capitais do Nordeste, do Sul, do Estado de V.Exa., Espírito Santo; capitais como Natal, no Rio Grande do Norte, capitais de Estados como a Paraíba, do Deputado Luiz Couto, como a Bahia, do Deputado Zezéu, que aqui se pronunciou, ou seja, de tantos lugares no Brasil, que iriam receber turistas e aquecer a economia do nosso País. Mais pessoas iriam ocupar os hotéis, os restaurantes, gerar renda extra para os “bugueiros”, os guias-mirins, ou seja, para enorme cadeia ligada ao turismo.

O que mais me preocupa é que alguns falam em 14 meses de crise, 14 meses sem solução.

Ocupei-me hoje em dar uma olhada na Internet para ver desde quando se fala sobre a crise do sistema aéreo brasileiro, e fiquei muito preocupado. Em janeiro de 2002, o jornal Gazeta Mercantil publicou artigo do então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, intitulado Morte anunciada do transporte aéreo. O referido artigo chamava atenção para a falta de segurança dos vôos, as filas nos aeroportos, a falência das companhias aéreas. Isso faz 4 anos e 10 meses.

“Pimenta nos olhos dos outros é refresco!” Lula hoje é Presidente da República, e o maior responsá-vel pela crise do sistema aéreo brasileiro. Resolveu? Não resolveu.

Faço uma cronologia dos fatos. Em 2003, já eleito, Lula foi alertado pelo Ministro

da Defesa, José Viegas, para o risco de colapso aéreo caso investimentos não fossem feitos. Não foram. Ao

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59204 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

invés de aumentar gastos com aeroportos, com a ma-lha aérea, com segurança, o Ministério da Fazenda reduziu o orçamento para essa finalidade.

Em setembro de 2006 a crise explodiu quando um Boeing da Gol chocou-se contra um pequeno avião particular sobre a floresta amazônica, vitimando 154 pessoas.

Em outubro de 2006 os controladores de vôos começaram a realizar greves brancas para pressionar o Governo a atender as reivindicações da classe. Em outubro desse mesmo ano uma pane no Centro de Processamento de Dados obrigou o CINDACTA II a desligar todo o sistema de radar do Sul do País. Hou-ve atraso generalizado de vôos, alguns chegando ao recorde de 24 horas.

Em março de 2007 os controladores de vôo de-ram um nó no sistema aéreo e praticamente pararam o País. Houve motim. O Presidente Lula convocou reu-nião de emergência e pediu prazo certo para acabar com essa crise: em março de 2007. Em julho, porém, ocorre outro grave acidente aéreo: uma aeronave da TAM, ao pousar no Aeroporto de Congonhas, não con-seguiu parar e chocou-se contra um prédio, levando à morte 199 pessoas.

Waldir Pires, Ministro da Defesa, foi substituído por Nelson Jobim. E, a partir daí, começaram as mudanças na INFRAERO e na ANAC. Só ontem, 14 meses de-pois da crise, o atual Ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou o fim dos problemas. Mas – pasmem V.Exas. – não para agora, e, sim, para março de 2008.

Disse o Ministro Nelson Jobim: “Talvez pela déci-ma vez neste Governo irá haver uma solução. Determino uma data para a solução desse problema.”

Quando, Sr. Ministro? Amanhã? Hoje? Quantas vezes este Governo já disse que quer solucionar o pro-blema? Pois agora tem mais uma data: março de 2008. Isso é empurrar o problema para frente para, quando chegar março de 2008, ainda não se ter resolvido o problema. Será que o Deputado Felipe Maia vai ter de vir novamente a esta tribuna cobrar solução?

Finalizo este pronunciamento, Sr. Presidente, relem-brando algumas frases interessantes sobre a crise.

De Guido Mantega, Ministro da Fazenda: “Os atrasos e cancelamentos de vôos são parte do preço do sucesso da economia”.

De Marta Suplicy, Ministra do Turismo: “Relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos”.

De José Carlos Pereira, então Presidente da IN-FRAERO, em 1º de abril de 2007: “A crise termina às 21 horas de segunda-feira”.

De Lula, em dezembro de 2006: “O problema está controlado”.

De Milton Zuanazzi, então presidente da ANAC, no Natal do ano passado: “Esse problema que está acontecendo não vai acontecer mais”.

Era o que tinha a dizer, Sr. Presidente. Muito obrigado.O SR. PRESIDENTE (Manato) – Concedo a pa-

lavra ao nobre Deputado Paulo Piau, engenheiro agrô-nomo, com mestrado em zootecnia, ex-Deputado Es-tadual, ex-Secretário Municipal de Indústria, Comércio, Turismo e Esporte da Prefeitura Municipal de Uberaba, que tão bem exerce seu primeiro mandato pelo PPS de Minas Gerais. S.Exa. dispõe de 5 minutos.

O SR. PAULO PIAU (Bloco/PMDB – MG. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente Ma-nato, agradeço a V.Exa. a deferência.

Na qualidade de Presidente da Frente Parlamentar Mista de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Transferên-cia de Tecnologia – congregamos hoje 219 Deputados Federais e Senadores, uma frente para dar exatamente sustentação ao sistema de desenvolvimento científico e tecnológico de nosso País –, presto a homenagem desta Casa à Empresa Brasileira de Pesquisa Agrope-cuária – EMBRAPA, que teve, há duas semanas, seu nome registrado num dos maiores jornais do mundo, The New York Times, numa referência elogiosa ao tra-balho que a empresa faz no Cerrado brasileiro.

Um dos trechos do artigo diz que a EMBRAPA é parada obrigatória para qualquer líder do Terceiro Mun-do que visita o Brasil. Mais adiante cita a EMBRAPA como modelo não apenas para o chamado mundo em desenvolvimento, mas para todos os países. Portanto, a EMBRAPA, com as universidades, os institutos de pesquisa, são nosso orgulho. É bom dar esse crédito porque se há pesquisadores na EMBRAPA é porque há uma universidade para formá-los. Mas nos Estados há vários institutos de pesquisa, empresas estaduais que, no sistema nacional de pesquisa, estão dando sua contribuição para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro e, evidentemente, da chamada agricultura familiar e a agricultura empresarial.

Presto esse tributo aos diretores da EMBRAPA, na pessoa do Presidente Silvio Crestana, ao corpo de servidores e, sobretudo, aos pesquisadores da instituição espalhados por todo o Brasil pela grande contribuição, com outras instituições como universida-des e institutos de pesquisa. Nossos parabéns a essa grande empresa que não só contribui com o País no desenvolvimento do alimento, mas também da ener-gia, sobretudo do etanol e do biodiesel. É uma linha de pesquisa que se inicia e contribuirá para a solução dos problemas nessa área do mundo inteiro.

Aproveito ainda, Sr. Presidente, para abordar assunto.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59205

Há duas semanas esta Casa aprovou o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, que traz a expectativa de dobrar a aplicação de recursos na área do desenvolvimento científico e tecnológico, setor em que o Brasil investe muito pouco, menos de 1% do seu Produto Interno Produto. Com a criação do Fundo, a expectativa é a de chegar próximo a 2% do PIB na aplicação de desenvolvimento da ciência e tecnologia e do conhecimento.

O Brasil, com certeza, dará qualitativo salto de conhecimento e transformar isso em produtos, proces-sos, empregos, exportação e abastecimento do merca-do interno. Nossos cumprimentos ao Senado Federal pela aprovação do projeto, que se encontra na mão do Presidente da República para sanção ou veto.

Na condição de membro da base de sustenta-ção do Governo do Presidente Lula, faço um apelo a S.Exa. Por iniciativa dos Deputados Arnaldo Jardim e Emanuel Fernandes o projeto foi emendado, inserindo a EMBRAPA como membro do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Assim, pedimos ao Presidente Lula que tenha clarividência, e certeza terá, de manter a EM-BRAPA no Conselho do Fundo. Isso é muito importante para o Brasil.

Por último, cumprimento a imprensa brasileira, sobre a qual falamos mal e tanto criticamos. Ontem, fizemos um protesto na Comissão de Agricultura, Pe-cuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural con-tra o que estamos chamando de ação contra o leite neste País.

Na verdade, essa fraude está sob investigação. Ainda não há conclusão das investigações, mas tudo indica que o leite foi adulterado. É histórico, coisa de 500 anos. Quem não se lembra da famosa água no leite? Portanto, a fraude existe e tem de ser coibida. Não queremos nada fora da lei, mas condenamos a ação espetacular da Polícia Federal que, na minha avaliação, cometeu um ato de desserviço ao País. No fundo, quem vai pagar essa conta são os produ-tores de leite. Praticamente 70% do leite deste País é produzido pelos pequenos produtores, até 100 litros/dia. Essas pessoas têm no leite o seu salário e vão pagar a conta em decorrência da redução do preço e do consumo.

Ontem fizemos um protesto na Comissão de Agri-cultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – trouxemos o leite de 2 cooperativas, a COO-PERVALE, de Uberaba, e a CASMIL, de Passos, que sofreram a conseqüência maior, foram o bode expiatório desse processo –, primeiro, para dizer que o sistema cooperativista brasileiro é sadio e necessário e traz grande contribuição ao País, e que não podemos, de

forma nenhuma, deixar que nossas cooperativas sejam danificadas; segundo, para defender os produtores de leite, sobretudo os pequenos; terceiro, para concordar que temos de combater a fraude, coincidência verificada em 2002, na CPI feita por 6 Estados, onde se apontava a fraude como um dos itens que se deveria coibir, com fiscalização; e, quarto, alertar para o consumo do leite. O brasileiro não pode deixar de consumir leite – já o consome tão pouco frente aos outros países. Não há razão nenhuma, pela qualidade do leite do País, que o brasileiro deixe de consumir leite no dia-a-dia.

Cumprimento a imprensa brasileira, porque ela retratou fielmente todas as nossas preocupações, dando esclarecimento à população, não defendendo um segmento, mas a economia brasileira – os países que concorrem conosco querem isso para criar mais uma barreira – e, sobretudo, os pequenos produtores de leite que estão na labuta para ganhar o seu dia, sendo esse o seu salário.

Aproveitando o tempo que me foi concedido, gostaria de fazer uma comunicação extremamente importante. Fizemos, no início do segundo semestre, nesta Casa, uma reunião muito importante. Chama-mos 9 entidades da sociedade civil, mais a Câmara dos Deputados, para discutir a ética na vida da socie-dade. Estiveram presentes a Associação da Justiça; a Associação dos Magistrados Brasileiros; a Associa-ção do Ministério Público; a CNBB; o CONIC, ligado à Igreja Católica e à Igreja Evangélica; o Lions Club; o Rotary; a Maçonaria; a União Nacional dos Legislativos Estaduais – UNALE, e nosso CEFOR.

O Conselho de Ética promoveu essa audiência pública com um resultado espetacular: todos com vontade exatamente de levar essa palavra ética ao conhecimento da sociedade, porque ética, nada mais é do que o meu comportamento individual perante o coletivo.

Então, todas essas entidades citadas estão numa corrente para que possamos levar essa mensagem a todos os brasileiros. Evidentemente, entregamos ao Presidente Arlindo Chinaglia, também há 10 dias, o projeto, que está hoje nas mãos do CEFOR, o nosso centro de formação.

Temos certeza de que a nossa Diretora, junta-mente com os técnicos do CEFOR, vão desenvolver esse trabalho, para que, junto com essas entidades, possamos estar em contato permanente, falando uma vez, mil vezes, um milhão de vezes, para ficar na ca-beça dos brasileiros, que nós temos de abolir ou di-minuir a prática da Lei do Gerson, que é a do apro-veitamento individual, e partir para o coletivo, que é o mais importante.

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Com isso, quero agradecer ao Presidente Arlindo Chinaglia e, evidentemente, ao Deputado Ricardo Izar, que é o Presidente do Conselho de Ética.

Sr. Presidente, agradeço a V.Exa. a tolerância.Desejo a todos um bom feriado e um bom fim

de semana.Muito obrigado, Sr. Presidente.

O Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Augusto Carvalho, § 2º do art. 18 do Regimento Interno.

O SR. MANATO – Sr. Presidente, peço a palavra pela ordem.

O SR. PRESIDENTE (Augusto Carvalho) – Tem V.Exa. a palavra.

O SR. MANATO (Bloco/PDT – ES. Pela ordem. Sem revisão do orador.) – Sr. Presidente, inicialmente vou tratar de assunto importantíssimo, sobre o qual o nobre Deputado Paulo Piau, engenheiro agrônomo, também falou: o leite. Realmente, nobre Deputado, essa situação dá tristeza, porque todos sabemos da importância desse alimento nutritivo não só para as crianças, como para todas as pessoas; da quantidade de famílias ligadas à agricultura familiar que dependem dessa produção. Num ato de covardia, de ganância, algumas pessoas, querendo sempre o melhor, ousam roubar, corromper. Se um fiscal, que está a serviço da ANVISA, aceita o leite nessas condições, Deputado Augusto Carvalho, está sendo corrompido. Não pode-mos aceitar isso.

Fico triste, porque são milhões e milhões de bra-sileiros que dependem da produção de leite e outros milhões e milhões que o consomem. Acredito, Sr. Pre-sidente, que a única alternativa é a cadeia para essas pessoas. Mas fico feliz pelo protesto que membros da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural fizeram ao beberem o leite produzido pelas duas cooperativas para mostrar con-fiança na qualidade do produto. Que as companhias produtoras de leite mandem seus produtos para serem investigados, como forma de provar que trabalham com seriedade. Muitas pessoas trabalham de forma correta. Não é porque meia dúzia está fraudando que vamos prejudicar os milhões de produtores rurais de leite que produzem no dia-a-dia nossa alimentação.

Portanto, quero me solidarizar com toda a ca-deia produtiva. Vai acabar nisso mesmo: provando que o Brasil está no caminho certo. Vamos conseguir reverter isso.

Sr. Presidente, gostaria de agradecer aos fun-cionários da Casa, que hoje, véspera de feriado, às 18h42min, estão aqui, trabalhando, mostrando que são

brasileiros. E agradecer ao Ministro Walfrido dos Ma-res Guia, que deu uma contribuição muito importante ao Estado do Espírito Santo ao liberar R$50,5 milhões como emenda de bancada para o turismo, sendo que R$16 milhões referem-se a uma emenda que a ban-cada fez, num ato muito consciente, para acabar de vez – ou pelo menos diminuir – com a instabilidade na segurança. Nós, da bancada, destinaremos esse dinheiro para programas importantes na área de segu-rança pública. Com certeza, ele será muito bem-vindo para o Estado do Espírito Santo. Informo, ainda, que ontem a bancada participou de reunião com o Ministro José Temporão, que garantiu passar para a bancada, até terça-feira, o valor a que teremos direito.

Para finalizar, Sr. Presidente, pai é pai. Ser pai coruja faz bem à saúde. Não vou estar em Vitória no próximo final de semana. Portanto, não vou poder ver minha filha – estou morrendo de saudade – e dizer que a amo muito. O feito de passar no vestibular para Medicina com 17 anos é um orgulho para este pai. On-tem, quando recebi a notícia, estávamos discutindo a Emenda Constitucional nº 29. Minha esposa perguntou o que estava acontecendo, porque eu tinha parado de falar. Eu não contive as lágrimas. É muita emoção para um pai ver sua filha de 17 anos entrar numa faculda-de de Medicina. Eu e minha esposa somos médicos, e nossa filha começa a trilhar essa carreira, que, com certeza, será brilhante.

Sr. Presidente, muito obrigado. Um abraço a todos.

O Sr. Augusto Carvalho, § 2º do art. 18 do Regimento Interno, deixa a cadeira da pre-sidência, que é ocupada pelo Sr. Paulo Piau, § 2º do art. 18 do Regimento Interno.

O SR. PRESIDENTE (Paulo Piau) – Concedo a palavra ao nobre Deputado Augusto Carvalho, conter-râneo de Patos de Minas, que muito nos orgulha pelo trabalho que desenvolve, para uma Comunicação de Liderança, pelo PPS.

O SR. AUGUSTO CARVALHO (PPS – DF. Como Líder. Sem revisão do orador.) – Muito obrigado, que-rido companheiro Deputado Paulo Piau.

Deputado Manato, também acho que é muito gra-ve o que o País está acompanhando pelo noticiário da televisão e dos jornais, no que respeita a um alimento básico para a nutrição de nossas crianças e dos nos-sos jovens, enfim, da família brasileira.

Os fraudadores não se contiveram nem em rela-ção ao leite. É inaceitável, sob qualquer ponto de vis-ta, uma fiscalização tão frágil, meios de controle tão pouco auditados. É inaceitável que tenham permitido que se adicionasse soda cáustica e água oxigenada ao leite consumido pelo nosso povo. Como o Deputado

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disse, há um impacto muito grande. A opinião pública está sob comoção.

O trabalho da Polícia Federal, do Ministério Pú-blico, enfim, dos órgãos de investigação, tem de ser realmente levado a fundo, para punir, de maneira im-placável, os responsáveis por um possível assassinato coletivo. Embora se diga que não há prejuízo imediato à saúde, não se sabe a dimensão das seqüelas que esses produtos estranhos podem provocar em razão do uso prolongado.

Então, acho extremamente grave tudo isso ao que o País está assistindo.

Lamentavelmente, Deputado Paulo Piau, que é muito ligado ao segmento vinculado às cooperativas de produtores rurais, sabemos que, lamentavelmente, o impacto desses fatos sobre a cadeia produtiva do leite é extremamente danoso, especialmente para os pequenos produtores rurais e para os agricultores fa-miliares, cuja produção média varia de 50 ou 100 litros de leite. Esses são realmente os mais afetados.

Quando S.Exa. falou sobre o tema, eu não pude deixar de me lembrar de nossa querida região do Alto Paranaíba e de Patos de Minas, de Carmo do Paranaíba, de Lagoa Formosa, enfim, de todas aquelas cidades no caminho de Belo Horizonte. Não bastassem todos os pro-blemas que afetam os produtores rurais, especialmente os de Patos de Minas, cidade de que somos filhos, com muito orgulho, a estrada que liga nossa cidade, conhecida como a Capital do Alto Paranaíba, à Capital do Estado, Belo Horizonte, está em péssimo estado.

Há quase 2 meses, nós e vários Deputados da região estivemos com o Ministro dos Transportes, que convocou à sua sala a assessoria do DNIT. Na ocasião, prometeram-nos ação imediata, um processo licitató-rio que já tinha sido suspenso não sei quantas vezes – foi preciso o Judiciário interditar a estrada para que medidas fossem tomadas –, mas até hoje a promessa não se concretizou.

As chuvas chegaram, e o povo de nossa região está absolutamente ilhado. O desespero está tomando conta dos habitantes, que não têm como se deslocar até a Capital ou a outras cidades vizinhas. É um des-respeito de parte do Ministério dos Transportes aos Parlamentares que se mobilizaram e aos Prefeitos da região que aqui vieram.

É inaceitável, Sr. Presidente, que, apesar dos 45 bilhões de reais arrecadados pela CIDE, imposto criado para colocar em estado de trafegabilidade as estradas brasileiras, tantas vidas sejam tragicamente ceifadas em razão da má conservação de nossas estra-das. A nossa região, Deputado Paulo Piau, é uma das vítimas desse descalabro, desse descontrole e desse

desrespeito com uma região tão produtiva quanto o Alto Paranaíba.

Finalmente, depois de 2 meses de enrolação, foi anunciado que o DNIT assinou contrato com a emprei-teira. Os 18 milhões de reais previstos para se fazer um trabalho de maior envergadura foram reduzidos para simplesmente 9 milhões de reais. Portanto, já podemos imaginar o serviço porco que será feito com a Operação Tapa-Buracos, que não resolve problema algum. Com as chuvas que se avizinham, logo, logo esse trabalho será totalmente destruído. Os recursos públicos são arrancados do povo por meio de uma carga tributária escorchante. Estamos vendo esse di-nheiro público escoar pelo ralo da incúria e da desídia dos nossos administradores.

Sr. Presidente, nesta tarde, também não poderia deixar de fazer menção à audiência pública convocada pelo Senado da República para debater o Projeto de Lei nº 1.990, do Governo, que reconhece as centrais sindicais. Este projeto recebeu emenda de minha au-toria e do Deputado Antonio Carlos Pannunzio para dar nova dimensão ao sindicalismo brasileiro.

Hoje, enfrentei algumas centenas de militantes de al-guns profissionais do sindicalismo brasileiro que ali estavam não para debater os novos desafios, as novas realidades que se impõem diante de um mundo que não mais aceita qualquer tipo de atrelamento de sindicatos de trabalhado-res ao aparelho de Estado. Essa herança maldita legada pela ditadura Vargas, que, em 1939, instituiu o imposto sindical, que, como todos sabem, representa um dia de trabalho arrancado do trabalhador, além da contribuição dos empregadores, proporcionalmente ao capital social das empresas. No ano de 2007, isso representou a bagatela de 1,3 bilhão de reais, arrancados compulsoriamente do trabalhador, seja ele sindicalizado ou não.

Nós, da tradição do Partido Comunista Brasilei-ro, que desde os tempos da clandestinidade lutáva-mos pela redemocratização do Brasil, coerentes com a defesa que fazíamos pela libertação dos sindicatos da estrutura, do aparelho do Estado, desde aquela ocasião, repito, sustentávamos que o imposto sindi-cal era a coluna principal do atrelamento do sindicato e da falta de democracia das nossas instituições, da estrutura sindical brasileira.

Sr. Presidente, esse debate foi ferido na Consti-tuição, no tempo da Assembléia Nacional Constituin-te, após a redemocratização. O Deputado Gushiken apresentou, pela bancada do PT, emenda que previa a extinção do imposto sindical. Fomos derrotados.

Coerentemente com a defesa dessa tese, em 1989, apresentamos um projeto que previa a extinção gradativa do imposto sindical, de tal maneira que, ao longo de 5 anos, teríamos definitivamente extinguido

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aquela interferência abusiva do Estado nas relações entre trabalhadores e suas entidades representativas. Apresentamos o projeto e logramos aprová-lo na Câ-mara em 1992 e foi para o Senado há 15 anos. Sofreu a pressão brutal das centrais sindicais, confederações, federações, sindicatos que, por 8 anos, não deixaram que o projeto viesse a debate no Senado. O projeto acabou sendo arquivado e não pôde ser apreciado.

Dizer agora que nossa emenda, que torna facultativa a contribuição sindical, é um golpe, foi uma armação na calada da noite, era um tema que o movimento sindical desconhecia, ora, Sr. Presidente, é abusar da inteligên-cia dos 215 Parlamentares de quase todos os partidos. Tenho orgulho de dizer que 8 Deputados do PT votaram conosco, Deputados do PMDB, como o Deputado Paulo Piau, da base do Governo, e várias outros que eu poderia nominar do PMDB, do PTB. Talvez V.Exa. tenha votado também. Se não votou, no fundo da sua consciência, te-nho certeza de que estava torcendo pela nossa proposta de tornar voluntário, facultativo esse imposto. Aliás, só no Brasil que contribuição sindical é compulsória. Contribui-ção, segundo o dicionário Aurélio, é um recurso que se dá voluntariamente. É um contra-senso a contribuição compulsória, como é o caso do imposto sindical.

Sr. Presidente, a matéria não é nova e foi debati-da há 20 anos, durante a Assembléia Nacional Cons-tituinte, quando estávamos aqui defendendo as idéias e os direitos dos trabalhadores.

Nesse momento em que o Senado aprecia esse projeto, que sofreu alterações democráticas conce-dendo ao trabalhador o direito de decidir se quer ou não contribuir com suas entidades e de avaliar seus dirigentes, esperamos que o Senado Federal reafirme essa vontade libertária que a Câmara dos Deputados expressou nessa sessão histórica. Ao retornar a esta Casa, esperamos contar novamente com o apoio de todos para a aprovação desse projeto.

Muito obrigado.

Durante o discurso do Sr. Augusto Car-valho, o Sr. Paulo Piau, § 2º do art. 18 do Regi-mento Interno, deixa a cadeira da presidência, que é ocupada pelo Sr. Manato, 1º Suplente de Secretário.

VIII – ENCERRAMENTOO SR. PRESIDENTE (Manato) – Nada mais ha-

vendo a tratar, vou encerrar a sessão, lembrando que segunda-feira, dia 5, às 10h, haverá sessão solene em homenagem aos microempresários do Brasil.

O SR. PRESIDENTE (Manato) – Encerro a ses-são, convocando para segunda-feira, dia 5, às 14h, sessão ordinária da Câmara dos Deputados.

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS OU RECURSOS

I – EMENDAS

1. PROJETOS COM URGÊNCIA – ART. 64, § 1º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERALPrazo para apresentação de emendas: 5 Sessões (Ato da Mesa nº 177, de 1989).

PROJETO DE LEI

Nº 1.650/07 (PODER EXECUTIVO) – Dispõe sobre a apuração do imposto de renda na fonte incidente so-bre rendimentos de prestação de serviços de trans-porte rodoviário internacional de carga, auferidos por transportador autônomo pessoa física, residente na República do Paraguai, considerado como sociedade unipessoal nesse País.SOBRESTA A PAUTA EM: 9-12-2007 (46º dia)DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

2. PROJETO DE RESOLUÇÃO QUE ALTERA O RICDPrazo para apresentação de emendas: 5 Sessões (Art. 216, § 1º, do RICD).

Nº 94/07 (Marcelo Teixeira) – Acrescenta o inciso XX-A ao art. 32 do Regimento Interno, criando a Comissão Permanente do Nordeste e Desenvolvimento Local.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

II – RECURSOS

1. CONTRA APRECIAÇÃO CONCLUSIVA DE CO-MISSÃO – ART. 24, II, DO RICDINTERPOSIÇÃO DE RECURSO: art. 58, § 3º, c/c o art. 132, § 2º (PARECERES FAVORÁVEIS),ou com o art. 133 (PARECERES CONTRÁRIOS), to-dos do RICD.Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (art. 58, § 1° do RICD).

1.1 COM PARECERES FAVORÁVEIS

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO

Nº 305/2007 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que ou-torga permissão à AMG Publicidade e Comunicação Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Nioaque, Esta-do de Mato Grosso do Sul.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59209

Nº 335/2007 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Co-municação e Informática) – Aprova o ato que renova a permissão outorgada à Rádio Tribuna de Petrópolis Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Petrópolis, Es-tado do Rio de Janeiro.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 338/2007 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Co-municação e Informática) – Aprova o ato que autoriza a Associação Comunitária de Comunicação e Cultura de Palmeira a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Palmeira, Estado do Paraná.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 369/2007 (Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática) – Aprova o ato que au-toriza a Associação Comunitária Vida Nova de Canara-na a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Canarana, Estado do Mato Grosso.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

PROJETO DE LEI

Nº 5.644/2005 (Geraldo Resende) – Institui o ano de 2007 como “Ano de Combate à Mortalidade Materna”.ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-2007

Nº 5800/2005 (Manoel Salviano) – Altera a Medida Provisória nº 2.134-31, de 21 de junho de 2001, que altera a Lei nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 5.971/2005 (Senado Federal – Iris de Araújo) – Altera o art. 36 da Lei nº 5.991, de 17 de dezembro de 1973, que dispõe sobre o controle sanitário do co-mércio de drogas, medicamentos, insumos farmacêu-ticos e correlatos, para proibir a captação de receitas contendo prescrições magistrais e oficinais por outros estabelecimentos de comércio de medicamentos que não as farmácias e vedar a intermediação de outros estabelecimentos.DECURSO: 1ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 9-11-2007

Nº 6.917/2006 (Leandro Vilela) – Inscreve o nome do General Joaquim Xavier Curado no Livro dos Heróis da Pátria.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 6.934/2006 (Eduardo Valverde) – Inclui e altera a Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973 que aprova o Plano Nacional de Viação prolongando a Rodovia BR-421, a partir de Ariquemes, Estado de Rondônia até o município de Machadinho do Oeste, Estado de Rondônia, na divisa com o Estado do Amazonas.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 7.252/2006 (Poder Executivo) – Dá nova redação à alínea “o” do inciso VII do art. 27 da Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, que dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 7.559/2006 (Supremo Tribunal Federal) – Dispõe sobre a criação de cargos e de funções no Quadro de Pessoal do Conselho Nacional de Justiça e altera a Lei nº 11.364, de 26 de outubro de 2006.ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-2007

Nº 1.040/2007 (Regis de Oliveira) – Altera o parágrafo único do art. 538 do Código de Processo Civil.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 1.100/2007 (Senado Federal-Inácio Arruda) – Institui o ano de 2007 como “Ano Nacional Oscar Niemeyer”.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 1.140/2007 (Bonifácio de Andrada) – Inscreve o nome do General Osório no Livro dos Heróis da Pá-tria.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

1.2 COM PARECERES CONTRÁRIOS

PROJETO DE LEI

Nº 7.048/2006 (Jair Bolsonaro) – Altera a redação do art. 86 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito Brasileiro.ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-2007

Nº 315/2007 (Izalci) – Proíbe a comercialização de produtos destinados a crianças sem o selo do Institu-to Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro, e dá outras providências.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 942/2007 (Inocêncio Oliveira) – Declara imunes ao corte as árvores situadas dentro do domínio do Bioma Caatinga.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

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59210 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

2. CONTRA PARECER TERMINATIVO DE COMISSÃO – ART. 54 DO RICD C/C ART. 132, § 2º DO RICD(MATÉRIAS SUJEITAS A DELIBERAÇÃO DO PLE-NÁRIO EM APRECIAÇÃO PRELIMINAR, NOS TER-MOS DO ART.144 DO RICD)INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – PEC: art. 202, § 1º do RICD.INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – DEMAIS PROPO-SIÇÕES: art. 58, § 3º, c/c o art. 132, §2º, do RICD.Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (art. 58, § 1° do RICD).

2.1 PELA INCONSTITUCIONALIDADE E/OU INJU-RIDICIDADE OU INADMISSIBILIDADE

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO

Nº 631/1998 (Gonzaga Patriota) – Dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do Estado do Rio São Francisco. E seus apensados.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

2.2 PELA INADEQUAÇÃO FINANCEIRA E/OU OR-ÇAMENTÁRIA

PROJETO DE LEI

Nº 6.810/2002 (Lincoln Portela) – Dispõe sobre o cancelamento de multas aplicadas às rádios não au-torizadas.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 7.395/2002 (Senado Federal – EDISON LOBÃO) – Altera a Lei nº 8.670, de 30 de junho de 1993, que dispõe sobre a criação de Escolas Técnicas e Agro-técnicas Federais, e dá outras providências.DECURSO: 4ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 6-11-2007

Nº 598/2003 (Walter Feldman) – Institui o Gatilho DesempregoÚLTIMA SESSÃO: 5-11-2007

Nº 5.781/2005 (Senado Federal-Comissão de Direi-tos Humanos e Legislação Participativa) – Autoriza o Poder Executivo a criar a Universidade Federal do Vale do Rio Doce, na cidade de Governador Valadares, no Estado de Minas Gerais.ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-2007

Nº 5.803/2005 (Edson Ezequiel) – “Isenta do Impos-to sobre Importação e do Imposto sobre Produtos In-dustrializados, computadores, periféricos, softwares e aplicativos, adquiridos por estudantes, professores e profissionais liberais autônomos.”ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-2007

3. CONTRA DECLARAÇÃO DE PREJUDICIALIDA-DE – ART. 164, § 1º, DO RICD(SUJEITO A DELIBERAÇÃO DO PLENÁRIO, APÓS OUVIDA A CCJC, NOS TERMOS DO ART. 164, §§ 2º e 3º DO RICD)Prazo para apresentação de recurso: 5 sessões (Art. 164, § 2º, do RICD).

PROJETO DE LEI

Nº 3.613/2000 (Ricardo Izar) – Dispõe sobre a venda fracionada de medicamentos nas farmácias.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 5.909/2001 (Senado Federal – ERNANDES AMO-RIM) – Acrescenta parágrafo ao art. 11 da Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que “dispõe sobre a vi-gilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamen-tos, as drogas, os insumos farmacêuticas e correlatos, cosméticos, saneantes e outros produtos, e dá outras providências”, para determinar que medicamentos em determinadas apresentações sejam vendidos à granel, na quantidade indicada na prescrição.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 1.761/2003 (Coronel Alves) – Estabelece a obri-gatoriedade das farmácias, drogarias e congêneres a venderem comprimidos e pílulas por unidade e dá outras providências.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 2.073/2003 (Carlos Nader) – “Adiciona-se o art. 83-A, à Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, e dá outras providências”. E seus apensados.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 2.728/2003 (Carlos Eduardo Cadoca) – Dispõe sobre a venda fracionada de medicamentos. E seus apensados.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 2.935/2004 (Vieira Reis) – Dispõe sobre a obri-gatoriedade da venda de medicamentos a granel no comércio varejista. E seus apensados.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

Nº 3.323/2004 (Alexandre Cardoso) – Dispõe sobre a obrigação de a indústria farmacêutica produzir medi-camentos em embalagens individualizadas para aten-der às prescrições de medicamentos que especifica. E seus apensados.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59211

Nº 1.340/2007 (Senado Federal – Paulo Octávio) – Dispõe sobre a obrigatoriedade de inclusão, nas cédulas brasileiras, de elemento que possibilite a sua identificação por pessoas com deficiência visual.DECURSO: 1ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 9-11-2007

PROJETO DE RESOLUÇÃO (CD)

Nº 58/2007 (Angela Portela) – Institui Grupo de Tra-balho destinado a elaborar programação alusiva aos 20 anos de promulgação da Constituição Federal, a serem comemorados em 5 de outubro de 2008.DECURSO: 3ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 7-11-2007

4. DEVOLVIDO(S) AO(S) AUTOR(ES)INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – RCP: art. 35, §§ 1º e 2º, do RICD.INTERPOSIÇÃO DE RECURSO – DEMAIS PROPO-SIÇÕES: art. 137, § 1º, do RICD.PRAZO PARA APRESENTAÇÃO DE RECURSO: 5 sessões.

PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO

Nº 177/2007 (Manuela D’ávila) – Acrescente-se o art. 217-A à Constituição Federal para assegurar recursos mínimos, de 1% (um por cento) anualmente, na União, nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios para a promoção do desporto.DECURSO: 2ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 8-11-2007

PROJETO DE LEI

Nº 2.227/2007 (Luiz Carlos Hauly) – Fixa reserva de cargos públicos para mulheres e dá outras provi-dências.DECURSO: 2ª SESSÃOÚLTIMA SESSÃO: 8-11-2007

III – DIVERSOS

1. PRAZO PARA RECEBIMENTO DE SUGESTÕES A PROJETO DE CONSOLIDAÇÃO: art. 212, § 2º, do RICD ( 30 dias).

PROJETO DE LEI

Nº 1.987/2007 (Cândido Vaccarezza) – Consolida os dispositivos normativos que especifica referente ao Di-reito Material Trabalhista e revoga as leis extravagantes que especifica e os artigos 1º ao 642 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.(Publicado no DCD nº 196, Suplemento, de 30-10-2007 e DOU de 30-10-2007, Seção 3)DECURSO: 7º DIAÚLTIMO DIA: 28-11-2007

Nº 678/2007 (Bonifácio de Andrada) – Consolida a legislação educacional brasileira em complementação à Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que esta-belece as diretrizes e bases da educação nacional, e dá outras providências.(Publicado no DCD nº 196-A, Suplemento, de 30-10-2007 e DOU de 30-10-2007, Seção 3)DECURSO: 7º DIAÚLTIMO DIA: 28-11-2007

Nº 679/2007 (Bonifácio de Andrada) – Consolida a legislação ambiental brasileira. (Publicado no DCD nº 196-B, Suplemento, de 30-10-2007 e DOU de 30-10-2007, seção 3)DECURSO: 7º DIAÚLTIMO DIA: 28-11-2007

ORADORES SORTEADOS PARA O GRANDE EXPEDIENTE DO MÊS DE NOVEMBRO DE 2007

Dia 5, 2ª-feira

15:00 PAULO MAGALHÃES (DEM – BA)15:25 ANDRÉ DE PAULA (DEM – PE)15:50 VICENTINHO (PT – SP)16:15 MAURO BENEVIDES (PMDB – CE)16:40 AELTON FREITAS (PR – MG)

Dia 6, 3ª-feira

15:00 ARNON BEZERRA (PTB – CE)15:25 LUCENIRA PIMENTEL (PR – AP)

Dia 7, 4ª-feira

15:00 B. SÁ (PSB – PI)15:25 EFRAIM FILHO (DEM – PB)

Dia 8, 5ª-feira

15:00 EDSON DUARTE (PV – BA)15:25 GERMANO BONOW (DEM – RS)

Dia 9, 6ª-feira

10:00 SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO (PT – BA)10:25 DARCÍSIO PERONDI (PMDB – RS)10:50 SUELI VIDIGAL (PDT – ES)11:15 LUIZ CARREIRA (DEM – BA)11:40 REGIS DE OLIVEIRA (PSC – SP)

Dia 12, 2ª-feira

15:00 RUBENS OTONI (PT – GO)15:25 ALINE CORRÊA (PP – SP)15:50 PROFESSOR VICTORIO GALLI (PMDB – MT)16:15 FLÁVIO BEZERRA (PMDB – CE)16:40 NILSON MOURÃO (PT – AC)

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59212 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Dia 13, 3ª-feira

15:00 JOSÉ ROCHA (PR – BA)15:25 FELIPE MAIA (DEM – RN)

Dia 14, 4ª-feira

15:00 MOREIRA MENDES (PPS – RO)15:25 FELIPE BORNIER (PHS – RJ)

Dia 16, 6ª-feira

10:00 JOÃO PIZZOLATTI (PP – SC)10:25 CIRO NOGUEIRA (PP – PI)10:50 NEUCIMAR FRAGA (PR – ES)11:15 GLADSON CAMELI (PP – AC)11:40 PROFESSORA RAQUEL TEIXEIRA (PSDB – GO)

Dia 19, 2ª-feira

15:00 EDIGAR MÃO BRANCA (PV – BA)15:25 FÁTIMA BEZERRA (PT – RN)15:50 JOÃO DADO (PDT – SP)16:15 LEO ALCÂNTARA (PR – CE)16:40 MARCELO ORTIZ (PV – SP)

Dia 20, 3ª-feira

15:00 ZONTA (PP – SC)15:25 LEONARDO PICCIANI (PMDB – RJ)

Dia 21, 4ª-feira

15:00 JOSEPH BANDEIRA (PT – BA)15:25 SEBASTIÃO BALA ROCHA (PDT – AP)

Dia 22, 5ª-feira

15:00 JACKSON BARRETO (PMDB – SE)15:25 LEONARDO MONTEIRO (PT – MG)

Dia 23, 6ª-feira

10:00 REBECCA GARCIA (PP – AM)10:25 FÁBIO RAMALHO (PV – MG)10:50 MARIA LÚCIA CARDOSO (PMDB – MG)11:15 ELIENE LIMA (PP – MT)11:40 AUGUSTO FARIAS (PTB – AL)

Dia 26, 2ª-feira

15:00 BETO ALBUQUERQUE (PSB – RS)15:25 LAERTE BESSA (PMDB – DF)15:50 THELMA DE OLIVEIRA (PSDB – MT)16:15 HUGO LEAL (PSC – RJ)16:40 ONYX LORENZONI (DEM – RS)

Dia 27, 3ª-feira

15:00 IRAN BARBOSA (PT – SE)15:25 ROBERTO ROCHA (PSDB – MA)

Dia 28, 4ª-feira

15:00 ZEQUINHA MARINHO (PMDB – PA)15:25 WILLIAM WOO (PSDB – SP)

Dia 29, 5ª-feira

15:00 CEZAR SILVESTRI (PPS – PR)15:25 RAFAEL GUERRA (PSDB – MG)

Dia 30, 6ª-feira

10:00 BETINHO ROSADO (DEM – RN)10:25 JOÃO CARLOS BACELAR (PR – BA)10:50 COLBERT MARTINS (PMDB – BA)11:15 EDUARDO LOPES (PSB – RJ)11:40 DR. TALMIR (PV – SP)

ORDEM DO DIA DAS COMISSÕES I – COMISSÕES PERMANENTES

COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 9-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 6.424/05 – Do Senado Federal – Flexa Ribeiro – (PLS nº 110/2005) – que “altera a Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965, que institui o novo Código Florestal, para permitir a reposição florestal e a recomposição da reserva legal mediante o plantio de palmáceas em áreas alteradas”. (Apensados: PL 6840/2006 e PL nº 1.207/2007) RELATOR: Deputado HOMERO PEREIRA.

COMISSÃO DA AMAZÔNIA, INTEGRAÇÃO NACIONAL E DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: ATÉ 10-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 2.150/07 – Do Sr. Marcos Me-drado – que “dispõe sobre a criação de uma zona fran-ca no Subúrbio Ferroviário do Município de Salvador, Capital do Estado da Bahia”. RELATOR: Deputado CARLOS SOUZA.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59213

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e § 1º)

A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicida-de e Mérito:

PROJETO DE LEI Nº 5.117/05 – Do Sr. Fernando de Fa-binho – que “acrescenta o art. 757-A à Lei nº 10.406, de 2002, Código Civil, para extinguir a cobrança de franquia nos contratos de seguro de veículos automotores”.RELATOR: Deputado JOSÉ CARLOS ALELUIA.

PROJETO DE LEI Nº 5.983/05 – Do Sr. Inaldo Leitão – que “dá nova redação aos artigos 178, 330 e 511 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil –, e dá outras providências”. (Apensa-do: PL nº 7.462/2006) RELATOR: Deputado MAURÍCIO RANDS.

B – Da Análise da Constitucionalidade e Juridici-dade (art. 54, I):

PROJETO DE LEI Nº 2.690/97 – Do Sr. Fernando Fer-ro – que “altera a Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989, para acrescentar parágrafos ao art. 13”. RELATOR: Deputado NELSON PELLEGRINO.

PROJETO DE LEI Nº 3.561/00 – Do Sr. Raimundo Go-mes de Matos – que “altera a redação do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.787, de 10 de fevereiro de 1999”. RELATOR: Deputado VITAL DO RÊGO FILHO.

PROJETO DE LEI Nº 874/03 – Do Sr. Gilmar Machado – que “torna obrigatório o exame do fundo de olho de recém – nascidos”. (Apensados: PL nº 2.420/2003, PL nº 3.646/2004, PL nº 3.489/2004, PL nº 7.383/2006, PL nº 7.517/2006, PL nº 1.395/2007 e PL nº 1.625/2007) RELATOR: Deputado VITAL DO RÊGO FILHO.

PROJETO DE LEI Nº 2.640/03 – Do Senado Federal – Aelton Freitas – que “altera a Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que aprova o Plano Nacional de Viação, para modificar a descrição da rodovia BR-461, na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Ro-doviário Federal”. RELATOR: Deputado ARACELY DE PAULA.

PROJETO DE LEI Nº 4.642/04 – Do Sr. Alex Canziani – que “altera o art.1º da Lei nº 8.989, de 1995, com a redação dada pela Lei nº 10.690, de 2003”. RELATOR: Deputado VITAL DO RÊGO FILHO.

PROJETO DE LEI Nº 4.858/05 – TRIBUNAL SUPE-RIOR DO TRABALHO – (OF nº 74/2005) – que “dispõe sobre a transformação de Funções Comissionadas no Quadro de Pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região e dá outras providências”. RELATOR: Deputado COLBERT MARTINS.

PROJETO DE LEI Nº 7.505/06 – Do Poder Executivo – que “institui o Estatuto do Garimpeiro, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado FLÁVIO DINO.

PROJETO DE LEI Nº 567/07 – Do Sr. Fernando de Fabinho – que “determina ao Poder Público Federal que promova a preservação das nascentes e matas ciliares”. RELATOR: Deputado JOSÉ CARLOS ALELUIA.

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridici-dade (art. 54, I):

PROJETO DE LEI Nº 765/95 – Do Sr. Júlio Redecker – que “acrescenta parágrafo ao artigo 71 do Decreto-Lei nº 37, de 18 de novembro de 1966, que “dispõe sobre o Imposto de Importação, reorganiza os serviços aduaneiros e dá outras providências””. RELATOR: Deputado JOSÉ PIMENTEL.

PROJETO DE LEI Nº 6.492/06 – Da Sra. Sandra Ro-sado – que “dispõe sobre a dispensação de medica-mentos contendo antimicrobianos”. RELATOR: Deputado REGIS DE OLIVEIRA.

PROJETO DE LEI Nº 7.460/06 – Da Sra. Mariângela Duarte – que “estabelece a visão monocular como de-ficiência visual”. (Apensado: PL nº 7.672/2006) RELATOR: Deputado GERALDO PUDIM. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridici-dade (art. 54, I):

PROJETO DE LEI Nº 421/03 – Do Sr. José Pimentel – que “acrescenta dispositivos à Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, para descaracterizar a sucessão de empregador no caso que menciona e dá outras provi-dências”. (Apensado: PL nº 1.192/2003) RELATOR: Deputado JOÃO MAGALHÃES. DECURSO: ATÉ 10-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

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59214 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

A – Da Análise da Constitucionalidade e Juridici-dade (art. 54, I):

PROJETO DE LEI Nº 6.202/05 – Do Sr. Geraldo Re-sende – que “denomina Rodovia Federal Deputado Ivo Cersósimo a BR-463 – trecho Dourados – Ponta Porã”. RELATOR: Deputado CEZAR SCHIRMER.

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

A – Da Análise da Constitucionalidade, Juridicida-de e Mérito:

PROJETO DE LEI Nº 6.693/06 – Da Sra. Sandra Ro-sado – que “altera o art. 375 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil”. RELATOR: Deputado FRANCISCO TENORIO.

COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 9-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 813/07 – Do Sr. Sandes Júnior – que “altera o art. 47 inserindo parágrafo único e dá nova redação ao § 2º do art. 52 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990”. RELATOR: Deputado CHICO LOPES.

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 716/07 – Do Sr. Fernando Co-ruja – que “proíbe a industrialização, comercialização

e uso de inaladores contendo propulsores de cloro-fluorcarbono”. RELATOR: Deputado LEANDRO SAMPAIO.

PROJETO DE LEI Nº 1.636/07 – Do Sr. Lúcio Vale – que “modifica a Lei nº 9.537, de 1997, que “dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências”, re-lativamente ao serviço de praticagem”. RELATOR: Deputado VICENTINHO ALVES.

PROJETO DE LEI Nº 2.060/07 – Do Sr. Carlos Be-zerra – que “altera o art. 1º da Lei nº 10.931, de 2 de agosto de 2004, que “Dispõe sobre o patrimônio de afetação de incorporações imobiliárias, Letra de Crédito Imobiliário, Cédula de Crédito Imobiliário, Cédula de Crédito Bancário, altera o Decreto-Lei nº 911, de 1º de outubro de 1969, as Leis nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, nº 4.728, de 14 de julho de 1965, e nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002, e dá outras providências””. RELATOR: Deputado ANTÔNIO ANDRADE.

PROJETO DE LEI Nº 2.097/07 – Do Sr. Antonio Car-los Magalhães Neto – que “acrescenta parágrafo ao artigo 16 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, que dispõe sobre a Contribuição para os Programas de In-tegração Social e de Formação do Patrimônio do Ser-vidor Público e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social incidentes sobre a importação de bens e serviços e dá outras providências”. RELATOR: Deputado GUILHERME CAMPOS.

PROJETO DE LEI Nº 2.152/07 – Da Sra. Gorete Pe-reira – que “dispõe sobre a venda e a transferência de propriedade de motocicletas, e dá outras provi-dências”. RELATOR: Deputado OSÓRIO ADRIANO.

PROJETO DE LEI Nº 2.161/07 – Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “dispõe sobre a “economia das florestas”, instituindo o Programa de Apoio à Preser-vação de Florestas – PRÓ-FLORESTA”. RELATOR: Deputado VANDERLEI MACRIS.

PROJETO DE LEI Nº 2.167/07 – Do Sr. Décio Lima – que “proíbe o uso de amianto como matéria-prima pela indústria nacional”. RELATOR: Deputado DR. UBIALI.

PROJETO DE LEI Nº 2.184/07 – Da Sra. Perpétua Almeida – que “institui taxas de autorização, registro e fiscalização relativas às atividades integrantes da indústria do petróleo e as atividades integrantes do abastecimento nacional de combustíveis”. RELATOR: Deputado ALBANO FRANCO.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59215

COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 3ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 7-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 2.081/03 – Do Sr. João Campos – que “modifica a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que “dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adoles-cente e dá outras providências”, limitando a veiculação de espetáculo ou programa impróprio em local público ou em veículo de transporte público”. RELATORA: Deputada MARIA DO ROSÁRIO.

PROJETO DE LEI Nº 3.961/04 – Do Senado Federal – Eduardo Azeredo – (PLS nº 287/2003) – que “permite a utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de parcelas de anui-dade escolar do trabalhador ou de seus filhos dependen-tes, de até 24 (vinte e quatro) anos de idade”. (Apensa-dos: PL nº 2.752/2003 (Apensados: PL nº 2.979/2004 e PL nº 2.765/2003 (Apensado: PL nº 3.286/2004)), PL nº 4.454/2004, PL nº 4.897/2005, PL nº 5.371/2005, PL nº 6.382/2005, PL nº 6.436/2005, PL nº 6.580/2006, PL nº 6.961/2006, PL nº 7.312/2006, PL nº 7.595/2006, PL nº 110/2007, PL nº 253/2007 e PL nº 1.447/2007)RELATORA: Deputada MARIA DO ROSÁRIO. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 2.082/03 – Do Sr. Paes Landim – que “altera a redação dos dispositivos que menciona da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acres-centa outros”. (Apensado: PL nº 3.366/2004) RELATOR: Deputado ÁTILA LIRA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 1.574/03 – Do Sr. Gonzaga Pa-triota – que “altera a Lei nº 10.473, de 27 de Junho de 2002, que institui a Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco”. RELATOR: Deputado PAULO RUBEM SANTIAGO.

PROJETO DE LEI Nº 4.191/04 – Do Sr. Wladimir Cos-ta – que “dispõe sobre o atendimento educacional especializado em classes hospitalares e por meio de atendimento pedagógico domiciliar”. (Apensado: PL nº 4.610/2004) RELATOR: Deputado PROFESSOR SETIMO.

PROJETO DE LEI Nº 5.300/05 – Do Senado Federal – Romeu Tuma – (PLS nº 181/2004) – que “dá a deno-minação de Aeroporto de Bauru – Comandante João Ribeiro de Barros ao Aeroporto de Bauru, no Estado de São Paulo”. (Apensado: PL nº 5.169/2005) RELATOR: Deputado DR. UBIALI.

PROJETO DE LEI Nº 6.328/05 – Do Sr. Gonzaga Pa-triota – que “denomina a Ferrovia Transnordestina de “Ferrovia Miguel Arraes de Alencar””. (Apensado: PL nº 539/2007) RELATOR: Deputado ARIOSTO HOLANDA.

PROJETO DE LEI Nº 6.354/05 – Do Sr. Leonardo Pic-ciani – que “dispõe sobre a criação da Univesidade Federal da Região Serrana na cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado NEILTON MULIM.

PROJETO DE LEI Nº 6.359/05 – Do Sr. Nelson Mar-quezelli – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal de Dragagem, na cidade de Santos, no Estado de São Paulo”. RELATOR: Deputado ANTONIO BULHÕES.

PROJETO DE LEI Nº 6.749/06 – Da Sra. Maria do Ro-sário – que “altera a Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991, para reservar parte dos recursos do Fundo Nacional de Cultura a projetos destinados a pessoas portadoras de necessidades especiais”. RELATOR: Deputado ANGELO VANHONI.

PROJETO DE LEI Nº 6.798/06 – Do Sr. Vicentinho – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Fundação Universidade Federal do Vale do Ribeira, com sede no município de Jacupiranga / SP” RELATOR: Deputado ALEX CANZIANI.

PROJETO DE LEI Nº 7.061/06 – Do Sr. Leonardo Picciani – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal do Petróleo de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado EDUARDO LOPES.

PROJETO DE LEI Nº 7.463/06 – Do Sr. Leonardo Pic-ciani – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal do Petróleo de Duque de Caxias, no Estado do Rio de Janeiro”. RELATOR: Deputado EDUARDO LOPES.

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59216 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

PROJETO DE LEI Nº 7.533/06 – Do Sr. Félix Mendon-ça – que “autoriza o Poder Executivo a criar a Univer-sidade Federal de Itabuna”. RELATOR: Deputado PAULO MAGALHÃES.

PROJETO DE LEI Nº 7.666/06 – Dos Srs. Ricardo Santos e Manato – que “dispõe sobre o regime de co-laboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, na organização dos seus sistemas de ensino e dá outras providências”. RELATOR: Deputado RAUL HENRY.

PROJETO DE LEI Nº 1.085/07 – Do Sr. Inocêncio Oli-veira – que “denomina “Rodovia Joaquim Pinto Lapa” a BR-408, no trecho que liga o Município de Carpina ao entroncamento com a BR-232”. (Apensado: PL nº 1.709/2007) RELATOR: Deputado RAUL HENRY.

PROJETO DE LEI Nº 1.384/07 – Do Sr. José Santa-na de Vasconcellos – que “denomina “Viaduto Márcio Rocha Martins” o viaduto localizado na BR-040 entre os Municípios de Ouro Preto e Itabirito, Estado de Mi-nas Gerais”. RELATOR: Deputado ELISMAR PRADO.

PROJETO DE LEI Nº 1.749/07 – Do Sr. Juvenil Alves – que “denomina “Ponte Dr. Carlos Geraldo Valadares”, que está localizada na divisa do Município de Martins Campos – Abaeté, no Estado de Minas Gerais, na BR-352, sob o Rio São Francisco”. RELATOR: Deputado GILMAR MACHADO.

PROJETO DE LEI Nº 2.000/07 – Da Sra. Cida Diogo – que “institui o dia 29 de agosto como o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica”. RELATOR: Deputado ÁTILA LIRA.

PROJETO DE LEI Nº 2.002/07 – Do Sr. Dr. Talmir – que “inscreve os nomes de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, heróis paulistas da Revolução Constitucio-nalista de 1932, no Livro dos Heróis da Pátria”. RELATOR: Deputado PAULO RENATO SOUZA.

PROJETO DE LEI Nº 2.036/07 – Do Sr. Jilmar Tatto – que “institui o Dia Nacional do Paisagista, a ser co-memorado em 04 de outubro”. RELATOR: Deputado ROGÉRIO MARINHO.

PROJETO DE LEI Nº 2.052/07 – Do Sr. Zezéu Ribei-ro e outros – que “institui o “Dia Nacional da Reforma Urbana””. RELATOR: Deputado ARIOSTO HOLANDA.

PROJETO DE LEI Nº 2.089/07 – Do Sr. Severiano Alves – que “dispõe sobre a natureza das bolsas de estudo para pós-graduação, pesquisa e extensão e dá outras providências” RELATOR: Deputado WALDIR MARANHÃO.

PROJETO DE LEI Nº 2.109/07 – Do Sr. Valtenir Pereira – que “institui o dia 4 de outubro como o “Dia Nacional dos Agentes de Combate às Endemias””. RELATOR: Deputado JOÃO MATOS.

PROJETO DE LEI Nº 2.114/07 – Do Sr. Carlos Bezerra – que “dispõe sobre o Seguro Educacional”. RELATORA: Deputada PROFESSORA RAQUEL TEI-XEIRA.

PROJETO DE LEI Nº 2.135/07 – Da Sra. Andreia Zito – que “cria no calendário oficial do Brasil o Dia do Seresteiro”. RELATOR: Deputado PAULO RUBEM SANTIAGO.

PROJETO DE LEI Nº 2.140/07 – Da Sra. Sueli Vidi-gal – que “altera a Lei nº 6.454, de 24 de outubro de 1977, que dispõe sobre a denominação de logradou-ros, obras, serviços e monumentos públicos e dá ou-tras providências”. RELATOR: Deputado DR. UBIALI.

PROJETO DE LEI Nº 2.155/07 – Do Sr. Dr. Talmir – que “institui o “Dia do Nascituro”, a ser festejado no dia 8 de outubro de 2007 de cada ano, e prescreve medidas a serem adotadas pelos Poderes a que se refere, para efeito da respectiva comemoração”. RELATOR: Deputado PROFESSOR SETIMO.

PROJETO DE LEI Nº 2.173/07 – Do Sr. Jurandy Lou-reiro – que “dispõe sobre a exibição obrigatória de filmes de curta duração em todos as salas de cine-mas do País, que versam sobre as conseqüências do aquecimento global e a importância da defesa do meio ambiente”. RELATOR: Deputado CLODOVIL HERNANDES.

PROJETO DE LEI Nº 2.187/07 – Do Sr. Manato – que “institui a Semana de Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa para o Brasil” RELATOR: Deputado JORGINHO MALULY.

PROJETO DE LEI Nº 2.191/07 – Do Sr. Narcio Ro-drigues – que “institui o dia 6 de dezembro como Dia Nacional do Extensionista Rural”. RELATOR: Deputado ALEX CANZIANI. DECURSO: ATÉ 10-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 1.113/07 – Do Sr. Brizola Neto – que “altera o art. 2º da Lei nº 9.870, de 23 de novembro de 1999, que “dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e dá outras providências”, visando ampliar a quantidade e a qualidade das informações a serem divulgadas no período de matrícula”. RELATOR: Deputado JORGINHO MALULY.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59217

COMISSÃO DE FINANÇAS E TRIBUTAÇÃO

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 9-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

A – Da Análise da Adequação Financeira e Orça-mentária e do Mérito:

PROJETO DE LEI Nº 1.669/03 – Do Sr. Walter Pinheiro – que “autoriza entidades filantrópicas a explorar lote-ria de números e dá outras providências”. (Apensado: PL nº 2.539/2003) RELATOR: Deputado LUIZ FERNANDO FARIA.

PROJETO DE LEI Nº 5.583/05 – Do Sr. Carlos Souza – que “altera a redação do art. 25 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, para tornar obrigatória a licitação para escolha de empresa ou instituição a ser contrata-da para a realização de concursos públicos”. RELATOR: Deputado ARNALDO MADEIRA.

PROJETO DE LEI Nº 6.524/06 – Do Sr. Carlos Souza – que “altera os percentuais e a forma de aplicação do benefício fiscal de que trata a Medida Provisória nº 2.199-14, de 2001”. RELATOR: Deputado ANDRE VARGAS.

PROJETO DE LEI Nº 182/07 – Do Sr. Takayama – que “dispoe sobre bloqueio judicial de conta bancária”. RELATOR: Deputado COLBERT MARTINS.

PROJETO DE LEI Nº 833/07 – Da Sra. Solange Amaral – que “dispõe sobre a disponibilização do percentual de 0,5% da alíquota do IPI e do IR para aplicação em programas de atendimento social para a população de idosos desempregados no País”. RELATOR: Deputado VIRGÍLIO GUIMARÃES.

PROJETO DE LEI Nº 1.799/07 – Do Sr. Professor Se-timo – que “dispõe sobre a obrigatoriedade da apre-sentação de documento de identidade na realização de pagamentos com cartão de crédito”. RELATOR: Deputado MAX ROSENMANN.

PROJETO DE LEI Nº 2.098/07 – Do Sr. Rocha Lou-res – que “dispõe sobre a alíquota da COFINS não-cumulativa estabelecida na Lei nº 10.833, de 29 de dezembro de 2003”.RELATOR: Deputado JOÃO DADO.

PROJETO DE LEI Nº 2.160/07 – Do Sr. Arnon Bezerra – que “acrescenta o § 3º-A ao art. 8º da Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, que dispõe sobre a legis-lação do imposto de renda pessoa física”. RELATOR: Deputado JOÃO MAGALHÃES.

PROJETO DE LEI Nº 2.213/07 – Do Senado Federal- Francisco Dornelles – (PLS nº 7/2007) – que “altera a Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995, para incluir o nascituro no rol de dependentes que possibilitam dedução na base de cálculo do Imposto de Renda de Pessoa Física”. (Apensado: PL nº 1.617/2007) RELATOR: Deputado JOÃO DADO.

B – Da Análise da Adequação Financeira e Orça-mentária (art. 54):

PROJETO DE LEI Nº 4.657/04 – Do Sr. Paulo Bauer – que “acrescenta art. à Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, de forma a regulamentar o julgamento das penalidades decorrentes de infrações cometidas por veículos de socorro e fiscalização, quando em serviço de urgência”. (Apensado: PL nº 5.778/2005) RELATOR: Deputado JOÃO DADO.

PROJETO DE LEI Nº 5.789/05 – Do Sr. Félix Mendonça – que “dispõe sobre a criação da Universidade Federal de Irecê, na Região Setentrional da Bahia”. RELATOR: Deputado PAULO RENATO SOUZA. DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

A – Da Análise da Adequação Financeira e Orça-mentária e do Mérito:

PROJETO DE LEI Nº 4.810/05 – Do Sr. Edson Duarte – que “dispõe sobre a aplicação de recursos do Pro-grama Nacional de Combate à Desertificação e Miti-gação dos Efeitos da Seca (PAN-BRASIL) nas áreas susceptíveis a desertificação”. RELATOR: Deputado LUIZ CARREIRA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

A – Da Análise da Adequação Financeira e Orça-mentária (art. 54):

PROJETO DE LEI Nº 1.581/07 – SUPERIOR TRIBU-NAL DE JUSTIÇA – que “dispõe sobre a criação de cargos de provimento efetivo e em comissão e de fun-ções comissionadas no Quadro de Pessoal do Superior Tribunal de Justiça e dá outras providências”. RELATOR: Deputado EDUARDO CUNHA. DECURSO: ATÉ 10-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

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59218 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 6.479/06 – Do Sr. Zequinha Ma-rinho – que “”Altera os limites do Parque Nacional da Serra do Pardo”” RELATOR: Deputado RODOVALHO.

PROJETO DE LEI Nº 7.675/06 – Dos Srs. Mariângela Duarte e Luiz Bassuma – que “define as diretrizes da Política Brasileira de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade da Mata Atlântica, da Zona Costeira e Marítima, da Amazônia, e outros Bio-mas Nacionais, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DR. NECHAR.

PROJETO DE LEI Nº 648/07 – Do Sr. Rodrigo Rollem-berg – que “altera o art. 16 da Lei n° 4.771, de 15 de setembro de 1965”. RELATOR: Deputado WANDENKOLK GONÇALVES.

PROJETO DE LEI Nº 1.105/07 – Do Sr. Alexandre Silveira – que “regulamenta a Profissão de Técnico de Meio Ambiente”. (Apensado: PL nº 1.431/2007) RELATOR: Deputado GERMANO BONOW.

PROJETO DE LEI Nº 1.409/07 – Do Sr. Beto Faro – que “altera o art. 1º da Medida Provisória nº 2.199-14, de 24 de agosto de 2001, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado SARNEY FILHO.

PROJETO DE LEI Nº 1.706/07 – Do Sr. Rodovalho – que “altera a Lei nº 9.608, de 18 de fevereiro de 1998, que “dis-põe sobre o serviço voluntário e dá outras providências”, para inserir a defesa e a proteção ao meio ambiente entre as atividades compatíveis com o serviço voluntário”.RELATOR: Deputado JUVENIL ALVES.

PROJETO DE LEI Nº 1.862/07 – Do Sr. Jurandy Lou-reiro – que “dispõe sobre a etiquetagem de produtos nacionais ou estrangeiros, alertando o consumidor sobre os graus de impacto ambiental”. RELATOR: Deputado RICARDO TRIPOLI.

PROJETO DE LEI Nº 2.027/07 – Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “dispõe sobre os créditos de carbo-no e os certificados de redução de emissões e a titulari-dade exclusiva deles em empreendimentos para geração de energia elétrica a partir de fontes alternativas”. RELATOR: Deputado GERVÁSIO SILVA.

PROJETO DE LEI Nº 2.047/07 – Do Sr. Marcelo Ortiz – que “dispõe sobre a proteção do patrimônio espele-ológico e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JUVENIL ALVES.

PROJETO DE LEI Nº 2.068/07 – Do Sr. Eduardo da Fonte – que “altera o § 2º e acresce um § 3º ao art. 25 da Lei nº 9.985, de 2000”. RELATOR: Deputado IRAN BARBOSA.

PROJETO DE LEI Nº 2.138/07 – Do Sr. Vinicius Car-valho – que “dispõe sobre a proteção das cargas do transporte ferroviário”. RELATOR: Deputado EDSON DUARTE.

PROJETO DE LEI Nº 2.153/07 – Do Sr. Vander Lou-bet – que “institui a Certidão Negativa de Débito Am-biental – CNDA”.RELATOR: Deputado RICARDO TRIPOLI.

PROJETO DE LEI Nº 2.162/07 – Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “dá nova redação ao § 1º do art. 25 da Lei nº 9.605, de 1998”. RELATOR: Deputado JORGE KHOURY.

PROJETO DE LEI Nº 2.174/07 – Do Sr. Jurandy Lou-reiro – que “institui o Programa Adote uma Nascente, em todo o território nacional”. RELATOR: Deputado GIVALDO CARIMBÃO.

PROJETO DE LEI Nº 2.178/07 – Do Sr. Wellington Fagundes – que “insere dispositivo na Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, relativo à visitação pública em parques nacionais”.RELATOR: Deputado MÁRIO DE OLIVEIRA.

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 1.522/07 – Do Sr. Fernando Coelho Filho – que “reduz as alíquotas da Contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS incidentes sobre a receita bruta da venda de álcool para fins carburantes produzido a partir da utilização de mandioca como matéria-prima”.RELATOR: Deputado EDINHO BEZ.

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 802/07 – Do Sr. Vicentinho Alves – que “altera dispositivos das Leis nº 7.990, de 28 de dezem-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59219

bro de 1989, 9.427, de 26 de dezembro de 1996 e 9.648, de 27 de maio de 1998 e dá outras providências”. RELATOR: Deputado SIMÃO SESSIM.

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 1ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 9-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 6.906/06 – Do Sr. Jair Bolsonaro – que “altera a redação das alíneas a e d do inciso VI, do art. 2º, da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, que “dispõe sobre a contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, nos termos do inciso IX do art. 37 da Constituição Federal, e dá outras providências””. RELATOR: Deputado FLÁVIO BEZERRA.

COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 7.219/06 – Do Senado Federal – Renan Calheiros – (PLS nº 220/03) – que “Autoriza o Poder Executivo a instituir o Programa de Subsídio Habitacional para Policiais Federais, Rodoviários Fe-derais, Militares, Civis e Corpos de Bombeiros Milita-res (PSHP)”. (Apensados: PL nº 4.950/05 (Apensado: PL nº 4.998/05), PL nº 1.910/03, PL nº 89/07 e PL nº 1.133/07) RELATOR: Deputado EDMAR MOREIRA.

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 4.604/04 – Do Sr. Dr. Pinotti – que “dispõe sobre a indicação de membros da Academia Nacional de Medicina para o Conselho Nacional de Saúde e o Conselho Nacional de Educação”. RELATOR: Deputado CHICO D’ANGELO.

PROJETO DE LEI Nº 5.179/05 – Do Sr. Celso Russo-manno – que “acrescenta dispositivo à Lei nº 7.210, de 11 de Julho de 1984 – Lei de Execução Penal – dispondo sobre o tratamento hormonal aos presos por Crime contra os Costumes”. RELATOR: Deputado JOSÉ LINHARES.

PROJETO DE LEI Nº 1.234/07 – Do Sr. Eduardo Go-mes – que “estabelece princípios e diretrizes para as ações voltadas para a educação nutricional e segu-rança alimentar e nutricional da população e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DR. TALMIR.

PROJETO DE LEI Nº 2.067/07 – Do Sr. Manoel Junior – que “altera a redação dos arts. 1.122 e 1.124-A da Lei n° 5.869, de 11 de janeiro de 1973, o Código de Processo Civil, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado JOSÉ LINHARES.

PROJETO DE LEI Nº 2.090/07 – Do Sr. Dr. Talmir – que “altera o art. 86 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para estender o auxílio-acidente às seguradas que tiverem filhos prematuros, em virtude de acidente de trabalho, desde que demandem cuidados especiais”. RELATOR: Deputado RIBAMAR ALVES.

PROJETO DE LEI Nº 2.127/07 – Do Sr. Antonio Carlos Mendes Thame – que “estabelece a não-incidência da contribuição provisória sobre movimentação ou trans-missão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira – CPMF, sobre a movimentação de contas bancárias destinadas exclusivamente ao depósito de proventos de aposentadoria, acrescentando inciso VII e § 6º ao art. 3º da Lei nº 9.311, de 24 de outubro de 1996”. RELATORA: Deputada JANETE ROCHA PIETÁ.

PROJETO DE LEI Nº 2.131/07 – Do Sr. Edgar Moury – que “torna obrigatória a homologação em cartório de todo contrato de empréstimo consignado a ser efetuado por aposentado ou pensionista do INSS”. (Apensado: PL nº 2.205/2007) RELATOR: Deputado DARCÍSIO PERONDI.

PROJETO DE LEI Nº 2.142/07 – Do Sr. Juvenil Alves – que “altera dispositivos da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, que institui o Código de Processo Civil”. RELATORA: Deputada CIDA DIOGO.

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59220 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

PROJETO DE LEI Nº 2.144/07 – Do Sr. Homero Pereira – que “cria o Programa de Redistribuição de Alimentos Excedentes e dá outras providências”. RELATORA: Deputada SOLANGE ALMEIDA.

PROJETO DE LEI Nº 2.185/07 – Do Sr. Dr. Talmir – que “altera o art. 7° da Lei n° 9.263, de 12 de janeiro de 1996, de modo a proibir a participação direta ou indi-reta de empresas ou capitais estrangeiros nas ações e pesquisas de planejamento familiar”. RELATOR: Deputado ARMANDO ABÍLIO.

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 4.268/04 – Do Sr. Pompeo de Mattos – que “regulamenta a publicação da lista dos ci-dadãos beneficiários pelo Programa Bolsa Família”. RELATOR: Deputado ROBERTO BRITTO. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e § 1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 1.145/07 – Do Sr. Jorginho Ma-luly – que “altera o inciso XIV da Lei nº 7.713, de 22 de dezembro de 1988, com a redação dada pela Lei nº 8.541, de 23 de dezembro de 1992, e pela Lei nº 11.052, de 29 de dezembro de 2004”. RELATOR: Deputado JOFRAN FREJAT.

COMISSÃO DE TRABALHO, DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 2ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 8-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 6.770/06 – Do Sr. Edson Ezequiel – que “acrescenta dispositivo à Lei nº 8.036, de 1990, para permitir o saque do saldo da conta vinculada ao FGTS pelo trabalhador que permanecer trabalhando

após completar 65 anos de idade”. (Apensados: PL nº 948/2007, PL nº 1.357/2007 e PL nº 1.844/2007) RELATOR: Deputado SANDRO MABEL.

PROJETO DE LEI Nº 557/07 – Do Sr. Tarcísio Zim-mermann – que “”Altera o caput do art. 13 da Lei nº 10.192, de 14 de fevereiro de 2001, e seu § 2º.”” RELATOR: Deputado TADEU FILIPPELLI.

PROJETO DE LEI Nº 1.036/07 – Do Sr. Magela – que “dispõe sobre a profissão de Instrutor de Formação de Condutores de Veículos Automotores ora denominado de Instrutor de Trânsito”. RELATOR: Deputado DANIEL ALMEIDA. DECURSO: 5ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 5-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 843/07 – Do Sr. Daniel Almeida – que “altera o art.453 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, a fim de permitir a ausência ao serviço para realização de exame preventivo de câncer do colo de útero, de câncer da mama ou de câncer da próstata”. RELATORA: Deputada ANDREIA ZITO. DECURSO: ATÉ 10-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 112/07 – Do Sr. Alberto Fraga – que “altera o art. 22 do Decreto-Lei nº 667, de 2 de julho de 1969, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DANIEL ALMEIDA.

PROJETO DE LEI Nº 172/07 – Da Sra. Professora Raquel Teixeira – que “dispõe sobre a equalização de juros pelo Tesouro Nacional nos empréstimos feitos a microempresas e empresas de pequeno porte com re-cursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT” RELATOR: Deputado SANDRO MABEL.

PROJETO DE LEI Nº 1.397/07 – Do Senado Federal – Augusto Botelho – (PLS nº 29/2007) – que “autoriza o Po-der Executivo a criar “campi” avançados da Universidade Federal de Roraima nos Municípios que especifica”.RELATOR: Deputado MARCIO JUNQUEIRA.

PROJETO DE LEI Nº 2.004/07 – Do Sr. Luiz Carlos Hauly – que “acrescenta a alínea XVIII no art. 20 da Lei nº 8.036, de 1990, que “Dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências””. RELATOR: Deputado DANIEL ALMEIDA.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59221

PROJETO DE LEI Nº 2.123/07 – Dos Srs. Edigar Mão Branca e Edson Duarte – que “dispõe sobre a ativida-de de Vaqueiro”. RELATORA: Deputada GORETE PEREIRA.

PROJETO DE LEI Nº 2.188/07 – Do Sr. Eduardo Val-verde – que “dispõe sobre a criação da Fundação Universidade Federal do Vale do Guaporé, por des-membramento da Fundação Universidade Federal de Rondônia – UFVG, e dá outras providências”. RELATOR: Deputado CARLOS ALBERTO CANUTO.

PROJETO DE LEI Nº 2.194/07 – Da Sra. Solange Al-meida – que “cria o Programa Nacional de Inclusão ao Mercado de Trabalho, para mulheres beneficiadas pelo Programa Bolsa Família”. RELATOR: Deputado JOSÉ CARLOS VIEIRA.

PROJETO DE LEI Nº 2.199/07 – Do Sr. Vignatti – que “autoriza a criação da Universidade Federal da Mesor-região da Grande Fronteira do Mercosul – UFGFM e dá outras providências”. RELATORA: Deputada MANUELA D’ÁVILA.

PROJETO DE LEI Nº 2.234/07 – Do Sr. Duarte No-gueira – que “altera o art. 15 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, que estabelece as normas gerais de licitações e contratos no âmbito da Administração Pública, para dispor sobre o pagamento de despesas públicas mediante utilização de cartão corporativo”. RELATOR: Deputado EUDES XAVIER.

PROJETO DE LEI Nº 2.235/07 – Do Sr. Regis de Oliveira – que “acrescenta o § 13 ao art. 17 da Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, que “Dispõe sobre as sanções aplicáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração pública direta, indireta ou fundacional e dá outras providências.”” RELATOR: Deputado EDGAR MOURY.

PROJETO DE LEI Nº 2.242/07 – Do Sr. Manoel Junior – que “altera a redação do art. 17 do Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, e dá outras providências”.RELATOR: Deputado TADEU FILIPPELLI.

PROJETO DE LEI Nº 2.245/07 – Do Sr. Reginaldo Lopes – que “regulamenta a profissão de Tecnólogo e dá outras providências”. RELATOR: Deputado MARCO MAIA.

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 3.132/04 – Do Sr. Eduardo Val-verde – que “altera o art. 455 da Consolidação das Leis do Trabalho e dá outras providências”. RELATOR: Deputado EDGAR MOURY.

PROJETO DE LEI Nº 1.476/07 – Do Senado Federal – Sérgio Zambiasi – (PLS nº 313/2006) – que “altera o § 9º do art. 28 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, para permitir que o custeio da educação superior dos empregados possa ser abatido da base de incidência da contribuição para o Regime Geral de Previdência Social”. (Apensado: PL nº 5.280/2005 (Apensado: PL nº 5.724/2005)) RELATOR: Deputado DANIEL ALMEIDA.

COMISSÃO DE TURISMO E DESPORTO

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: ATÉ 6-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

Projetos de Lei (Art. 119, I e §1º)

PROJETO DE LEI Nº 5.391/05 – Do Sr. Gilmar Macha-do – que “dispõe sobre as medidas a serem adotadas no traumatismo dentário ocasionado pela prática es-portiva e dá outras providências”. RELATOR: Deputado DJALMA BERGER.

PROJETO DE LEI Nº 2.225/07 – Da Sra. Gorete Pereira – que “dispõe sob a criação do Fundo de Apoio ao Es-porte Não Olímpico – FNO e dá outras providências”.RELATOR: Deputado ARNON BEZERRA.

COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 SESSÕES)

DECURSO: 4ª SESSÃO ÚLTIMA SESSÃO: 6-11-07

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 1.257/07 – Do Sr. Ciro Pedrosa – que “dispõe sobre a obrigatoriedade de as empre-sas transportadoras orientarem os passageiros sobre a prevenção da trombose venosa profunda”. RELATOR: Deputado ILDERLEI CORDEIRO. DECURSO: ATÉ 11-11-07 * prazo prorrogado de ofício pelo Presidente

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59222 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Substitutivo (Art. 119, II e §1º)

AS PROPOSIÇÕES ABAIXO SOMENTE RECEBE-RÃO EMENDAS APRESENTADAS POR MEMBROS DESTA COMISSÃO

PROJETO DE LEI Nº 1.531/07 – Da Sra. Janete Ca-piberibe – que “torna obrigatório o uso de proteção no motor e eixo das embarcações em todo Território Nacional”. RELATOR: Deputado BETO ALBUQUERQUE.

II – COMISSÕES MISTAS

COMISSÃO MISTA DE PLANOS, ORÇAMENTOS PÚBLICOS E FISCALIZAÇÃO

AVISOS PROPOSIÇÕES EM FASE DE RECEBIMENTO

DE EMENDAS (5 DIAS ÚTEIS)

DECURSO: 2º diaÚLTIMO DIA: 8-11-2007

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO, referente ao Aviso nº 33/2007-CN, que “encaminha ao Congresso Nacional cópia do Acórdão nº 2010, de 2007 – TCU (Plenário), bem como dos respectivos Relatório e Voto que o fundamentaram relativo ao Levantamento de Au-ditoria realizada nas obras de Construção das eclusas de Tucuruí, no Rio Tocantins, Estado do Pará – (TC nº 009.362/2007-8).”RELATOR: Deputado WALTER PINHEIRO

III – COORDENAÇÃO DE COMISSÕES PERMA-NENTES

ENCAMINHAMENTO DE MATÉRIA ÀS COMIS-SÕES

EM 1º-11-2007:

Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional:

PROJETO DE LEI Nº 2.258/2007

Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática:

PROJETO DE LEI Nº 2.269/2007

Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indús-tria e Comércio:

PROJETO DE LEI Nº 2.248/2007 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 123/2007

Comissão de Educação e Cultura:

PROJETO DE LEI Nº 2.231/2007 PROJETO DE LEI Nº 2.240/2007 PROJETO DE LEI Nº 2.247/2007

Comissão de Finanças e Tributação:

PROJETO DE LEI Nº 1.650/2007

Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável:

PROJETO DE LEI Nº 2.223/2007 PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 127/2007

Comissão de Minas e Energia:

PROJETO DE LEI Nº 2.263/2007

Comissão de Trabalho, de Administração e Servi-ço Público:

PROJETO DE LEI Nº 2.241/2007 PROJETO DE LEI Nº 2.249/2007

(Encerra-se a Sessão às 18 horas e 56 minutos.)

DECISÃO DO PRESIDENTE

ARQUIVE-SE, nos termos do art. 133 do RICD, a se-guinte proposição:

PROJETO DE LEI

Nº 3.569/2004 (Fernando de Fabinho) – Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de detector de metais em veículos utilizados no transporte coletivo rodoviário interestadual de passageiros.

Em 1º-11-07. – Arlindo Chinaglia, Pre-sidente.

PARECERES

PROJETO DE LEI Nº 7.499-A, DE 2002 (Da Comissão de Legislação Participativa)

Acrescenta dispositivos ao art. 331 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, que institui o Código de Processo Civil; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucio-nalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação, com emenda (relator: DEP. MAURÍCIO RANDS).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação do Plenário.

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

O Projeto de Lei acima ementado, oriundo da Co-missão de Legislação Participativa – SUG nº 74/2002,

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59223

altera o artigo 331 do Código de Processo Civil para permitir que a audiência preliminar seja designada no momento do recebimento da petição inicial.

Autoriza, também, que a realização dessa audiên-cia possa ser delegada a serventuários, auxiliares ou conciliadores, cabendo à autoridade judicial proceder à homologação de acordo porventura obtido.

Na justificação, alega-se que o objetivo do pro-cesso deve ser a rápida solução da lide, motivo pelo qual deve ser incentivada a conciliação logo no início da demanda e antes que as partes tenham fomentado discussões que dificultem a transação e a composi-ção do litígio.

Afirma-se, ainda, que a iniciativa baseia-se no sucesso experimentado pelos Juizados Especiais que, ao romperem com o tradicional formalismo do Direito demonstraram ser possível viabilizar o acesso à Jus-tiça de forma rápida e eficaz, devendo ser este ideal transportado para o processo civil em geral.

II – Voto do Relator

O projeto de lei atende aos preceitos constitu-cionais formais concernentes à competência legisla-tiva da União, às atribuições do Congresso Nacional e à legitimação de iniciativa, nos exatos termos dos artigos 22, inciso I, 48 e 61, todos da Constituição da República.

O Código de Processo Civil vem sendo alvo de constantes alterações, por ter-se chegado ao con-senso de que melhor seria promover-se modificações pontuais no sistema do que elaborar-se uma nova le-gislação codificada.

Com esse propósito, foram editadas as recentes Leis nos 10.352/2001, 10.358/2001 e 10.444/2002. A primeira tratou de recursos e reexame necessário; a segunda alterou dispositivos referentes ao processo de conhecimento e a última trouxe inúmeras e varia-das inovações, inclusive a nova redação dada ao ar-tigo 331 da Lei nº 5.869/1973, que trata da audiência preliminar.

A audiência de conciliação, prevista na Sessão III antigamente conhecida como “do saneamento do processo” e hoje denominada “da audiência preliminar”, passou a obter o seguinte tratamento, na redação dada pela Lei nº 10.444/2002:

“CAPÍTULO V Do Julgamento Conforme o Estado do Processo

SEÇÃO III Da audiência preliminar

Art. 331. Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes, e versar a causa sobre direitos que admitem transação, o juiz designa-

rá audiência preliminar, a realizar-se no prazo de 30 (trinta) dias, para a qual serão as partes intimadas a comparecer, podendo fazer-se representar por procu-rador ou preposto, com poderes para transigir.

§ 1º Obtida a conciliação, será reduzida a termo e homologada por sentença.

§ 2º Se, por qualquer motivo, não for ob-tida a conciliação, o juiz fixará os pontos con-trovertidos, decidirá as questões processuais pendentes e determinará as provas a serem produzidas, designando audiência de instrução e julgamento, se necessário.

§ 3º Se o direito em litígio não admitir transação, ou se as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção, o juiz poderá, desde logo, sanear o processo e ordenar a produção da prova, nos termos do § 2º.”

Verifica-se, portanto, que, no julgamento con-forme o estado do processo, o juiz tomará uma das seguinte decisões: extinguirá o processo (artigo 329, CPC), proferirá o julgamento antecipado da lide (artigo 330, CPC) ou designará audiência preliminar (artigo 331, CPC).

De qualquer forma, a audiência ocorre em mo-mento posterior ao oferecimento da contestação, po-dendo, conforme o caso, suceder o requerimento de declaração incidental (artigo 325, CPC) e a réplica do autor à contestação ofertada pelo réu (artigo 326, CPC). Daí porque parte da doutrina sustenta que a audiência de conciliação se dá em momento procedi-mental muito adiantado, o que dificulta a composição das partes que já trocaram ofensas na inicial, na de-fesa e na réplica, sendo possível que se conheçam as chances de vitória de cada uma, a afastar o interesse pela transação.

Mesmo após a reforma levada a efeito pela men-cionada Lei nº 10.444/2002, adverte Cândido Rangel Dinamarco1 que foram cometidos dois equívocos.

O primeiro teria sido a restrição de que a audi-ência preliminar somente teria razão de ser quando a causa versasse sobre direitos que admitissem transa-ção, consoante determinado pelo artigo 331, caput e § 3º, da Lei Processual. A dispensa da audiência seria inconveniente tendo em vista o disposto no §2º do pró-prio artigo 331, que prevê outras finalidades desse ato processual, qual seja, a fixação de pontos controver-tidos, a decisão de questões processuais pendentes e a determinação das provas a serem produzidas em possível audiência de instrução e julgamento.

O segundo equívoco corresponde à possibilidade de dispensa da audiência quando as circunstâncias

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59224 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

da causa evidenciarem ser improvável a obtenção da transação, caso em que o juiz fica autorizado a sane-ar, desde logo, o processo e ordenar a produção da prova.

Embora louvável o objetivo de se evitar a reali-zação de um ato fadado ao insucesso, o dispositivo acaba por permitir que a audiência preliminar seja lar-gamente desconsiderada, dada a notória indisposição de alguns magistrados de levar a efeito tal diligência, preferindo manter-se distante das partes ao argumento de que a transação lhe pareceu inviável.

Partindo-se dos equívocos retro citados nota-se a pertinência das alterações ora sugeridas, uma vez que a antecipação da audiência para o momento de recebimento da petição inicial, antes, portanto, de tra-vadas as discussões entre as partes, facilitaria a au-tocomposição e esta é sempre conveniente, conforme nos lembra Humberto Theodoro Júnior

“A composição do litígio é o objetivo perseguido pelas parte e pelo juiz. O fim do processo é alcançar esse objetivo. E isto pode ser feito através de ato do juiz (sentença de mérito) ou das próprias partes (au-tocomposição).

Muitas vezes é mais prático, mais rápido e con-veniente que as próprias parte solucionem seu conflito de interesses. Ninguém mais indicado do que o próprio litigante para definir seu direito, quando está de boa-fé e age com o reto propósito de encontrar uma solução justa para a controvérsia que se estabeleceu entre ele e a outra parte.”

Por outro lado, a possibilidade de que a condução da audiência seja feita por conciliadores contribuirá para vencer a resistência de juízes não afeitos à reali-zação da diligência, sem, entretanto, causar qualquer prejuízo às partes, já que ao juiz caberá homologar a transação e averiguar sua conformidade aos ditames legais. A proposição vem transpor, para o processo civil de conhecimento, dispositivos de grande valor para a agilidade do Juizado Especial e da Justiça do Traba-lho, nos quais a primeira providência é a designação de audiência para tentativa de conciliação.

Assim sendo, meu voto é pela constitucionalidade, juridicidade, boa técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação do Projeto de Lei nº 7.499, de 2002.

Sala da Comissão, 13 de dezembro de 2006. – Deputado Maurício Rands, Relator.

COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO

Às razões já expendidas no voto do parecer que acompanha o presente projeto de lei, no sentido de que os efeitos mencionados na justificativa da proposição são suficientes para a sua aprovação quanto ao mérito, destaco a necessidade de alteração da nova redação

a ser dada ao art. 331 da Lei nº 5.869/73, que institui o Código de Processo Civil, a fim de modificar o texto do parágrafo 5º proposto, aperfeiçoando-o.

Na verdade, a intenção da presente proposta vai ao encontro da criação e sustento de meios alternativos de solução de conflitos no âmbito do Poder Judiciário, ao propor tanto a antecipação da audiência preliminar quanto à possibilidade da realização desta ser delegada a terceiros, no caso, serventuários, auxiliares ou con-ciliadores, sendo os encaminhamentos condicionados à homologação de uma autoridade judicial.

A questão reside no preparo técnico desses tercei-ros facilitadores que tem relação direta nos resultados e na qualidade das audiências. A formação insuficien-te dos conciliadores pode ser apontada como um dos gargalos dos Juizados Especiais Cíveis, que impedem que estes desenvolvam sua missão de ampliar, agilizar e- democratizar o acesso à justiça.

Com a nova redação que se lhe pretende dar, o afastamento dos riscos e argumentos de uma possível precarização da conciliação que porventura venham a ocorrer e serem apresentados passam, necessa-riamente, por uma devida e qualificada capacitação desses agentes facilitadores, por meios de atividades e cursos promovidos ou mesmo certificados pelo Po-der Judiciário, a teor da nova redação que se pretende conferir ao §5º. do citado artigo.

Assim sendo, a fim de aperfeiçoar a redação a ser dada ao art. 331 da Lei nº 5.869/73, que institui o Código de Processo Civil, apresento a emenda modi-ficativa que se segue.

Sala da Comissão, 27 de setembro de 2007. – Deputado Maurício Rands, Relator.

EMENDA MODIFICATIVA Nº 1

Dê-se ao art. 2º do projeto a seguinte redação:

“Art. 2º O art. 331 da Lei nº 5869, de 11 de janeiro de 1973, passa a vigorar acrescido dos seguintes §§ 4º e 5º:

‘Art. 331. ...............................................§ 4º A audiência preliminar poderá ser

designada de imediato, no momento do rece-bimento da inicial, devendo, neste caso, cons-tar da citação ao réu a advertência de que o início do transcurso do prazo para a resposta se dará a partir da realização da audiência, desde que as partes tenham sido devidamen-te comunicadas do ato, ainda que a ele não compareçam.

§ 5º A realização da audiência poderá, em qualquer hipótese, ser delegada a serven-tuários, auxiliares ou conciliadores que tenham realizado curso de capacitação em meios de

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59225

autocomposição de conflitos, certificado pelo Poder Judiciário, devendo a conciliação ser homologada pela autoridade judicial.’ (NR)”

Sala da Comissão, 27 de setembro de 2007. – Deputado Maurício Rands, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou, contra o voto do Deputado Felipe Maia,pela constitucio-nalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação, com emenda (apresentada pelo Re-lator), do Projeto de Lei nº 7.499/2002, nos termos do Parecer, com complementação,do Relator, Deputado Maurício Rands. Os Deputados Felipe Maiae Regis de Oliveira apresentaram votos em separado.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

VOTO EM SEPARADO DO SR. DEPUTADO FELIPE MAIA

O presente projeto de lei pretende acrescentar ao artigo 331 do Código de Processo Civil os pará-grafos 4º e 5º com o intuito de que seja instaurada, no momento do recebimento do processo, a audiência preliminar, que poderá ser realizada por auxiliar, ser-ventuário ou conciliador.

O projeto altera ainda, a data para a apresenta-ção da resposta do réu, sendo o prazo contado do dia da realização da audiência preliminar.

Sustenta o Relator em seu parecer, pela apro-vação do projeto, que tal norma visa à celeridade pro-cessual, e a conciliação entre as partes como vem ocorrendo nos Juizados Especiais Cíveis.

Inicialmente deve-se ressaltar que o presente projeto é inconstitucional, pois fere frontalmente o prin-cípio da celeridade insculpido no inciso LXXVIII artigo 5o da Constituição Federal, que assim versa:

“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garan-tindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

... omissis...LXXVIII a todos, no âmbito judicial e ad-

ministrativo, são assegurados a razoável du-ração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação.”

A obrigatoriedade de instauração de uma audi-ência no início do processo com a única finalidade de se promover a conciliação entre as partes, em nada acelera andamento do processo, muito pelo contrário, ela estabelece mais uma fase processual e posterga a apresentação da resposta do réu.

Ademais, a delegação de poderes aos serventuá-rios e auxiliares para que possam realizar a audiência preliminar em nada agilizará o procedimento processu-al. Pelo contrário, retira a atribuição de um magistrado devidamente preparado, com conhecimento técnico e profundo sobre a matéria.

Atualmente, com o escopo de se obter uma pres-tação jurisdicional mais célere, o legislador vem bus-cando medidas tendentes à simplificação dos pro-cedimentos, a supressão de fases processuais e a restrição às vias recursais. O que não é o caso da presente proposta.

O Código de Processo Civil em vigor já prevê e estabelece no artigo 331 a possibilidade de ser instau-rada a audiência preliminar, em casos determinados pelo juiz da causa.

A experiência da instauração da audiência preli-minar nos Juizados Especiais com o intuito de se obter, logo no início, uma conciliação, vem sendo um suces-so, mas não se pode deixar de considerar algumas peculiaridades existentes naquela instância.

Nos Juizados Especiais as ações não precisam ser patrocinadas por advogados, pois são de menor complexidade. São pretensões simples que não neces-sitam de provas periciais e o valor da causa não pode exceder ao valor de 40 salários mínimos. Os processos se pautam pelos princípios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade.

Assim, essas causas não podem ser compara-das àquelas propostas perante a Justiça Comum e a Justiça Federal.

Outro ponto importante a ser observado é a al-teração dos prazos para a apresentação da resposta do réu, que conforme o projeto começará a contar da data da audiência preliminar.

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59226 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Estabelecer tal prazo é contrariar o que determi-na o Código de Processo Civil em seu artigo 241 que no procedimento ordinário, estabelece que o prazo para o oferecimento da resposta do réu é de quinze dias a contar:

– da data da juntada aos autos do aviso de recebimento da carta (art. 241, I);

– da data da juntada aos autos do man-dado devidamente cumprido (art. 241, II);

– da data da juntada aos autos da carta de ordem, precatória ou rogatória, devidamente cumprida (art. 241, IV);

– do termo final do prazo fixado pelo juiz, para o aperfeiçoamento da citação, no caso de citação por edital (art. 241, I).

Outros prazos também serão alterados, como o da impugnação ao valor da causa e o da reconvenção.

Ademais, a conciliação das partes, independente da audiência preliminar, pode ser obtida em qualquer fase processual, conforme o artigo 125 do Código de Processo Civil, que assim versa:

“Art. 125. O juiz dirigirá o processo con-forme as disposições deste Código, compe-tindo-lhe:

(...) IV – tentar, a qualquer tempo, conciliar

as partes.”(grifamos)

Resta claro que, a aprovação do projeto em ques-tão não inovará quanto à possibilidade das partes tran-sigirem, pois essa prerrogativa já existe e pode ser feita a qualquer momento, no início, no meio ou no fim do processo, e não apenas na audiência preliminar.

Diante do exposto, resta clara a inconstitucio-nalidade do projeto, que deve ser rejeitado por esta comissão.

Sala da Comissão, 9 de outubro de 2007. – Deputado Felipe Maia, DEM/RN.

VOTO EM SEPARADO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA

A digna Comissão de Legislação Participativa propôs acrescentar ao art. 331 do Código de Proces-so Civil, dois parágrafos, nos quais busca dinamizar o andamento do processo.

O ilustre relator deputado Maurício Rands apre-senta emenda modificativa, buscando melhorar o pro-jeto, sugerindo que os encarregados da conciliação sejam profissionais capacitados.

É o relatório.

Voto

A proposta apresentada de redação do parágrafo 4º a ser incluído no art. 331 do Código de Processo

Civil é redundante. Evidente está que o juiz, ao des-pachar a inicial, no caso de a ação versar sobre direi-tos que admitam transação, já designa a audiência de imediato, isto é, tão logo despache a inicial. Também é certo que o prazo da contestação corre da audiência realizada, em que se frustrou a conciliação.

Em sendo assim, a redação, de qualquer forma, está em consonância com a cabeça do artigo, o que o torna inútil.

A grande inovação é a permissão de que os atos conciliatórios possam ser realizados por serventuários, auxiliares ou conciliadores que tenham realizado cur-so de capacitação em meios de autocomposição de conflitos, certificado pelo Poder Judiciário, devendo a conciliação ser homologada pela autoridade judicial.

Cuidar-se-ia de ato típico da jurisdição, de forma a impedir a participação de outros atores sociais? Não nos parece que assim seja. O ato essencial da ativi-dade jurisdicional é o que produza a coisa julgada. Do conflito de interesses, nasce a possibilidade de conciliá-los, desde que admitida a transação, isto é, que não sejam direitos personalíssimos. Daí a possibilidade de nascimento da figura do conciliador.

O art. 125 do Código de Processo Civil atribui a conciliação à pessoa do juiz. Assim vem o texto redigi-do: “O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, competindo-lhe: I -..., II – ...III – tentar, a qualquer tempo, conciliar as partes”.

Tais competências são atribuídas ao juiz na dire-ção do processo. Não se cuida de ato que deva praticar de ofício e em sua ausência serão anulados. Nem há tal cominação, conforme se pode ver dos arts. 243 a 250 da legislação processual.

Em sendo assim, legítima se nos afigura o surgi-mento da figura do conciliador, o que dará mais agili-dade ao processo, libertando o juiz para a prolação de suas decisões e presidência das audiências em que haja matéria conflituosa.

Embora tenha dúvidas sobre a pertinência do projeto e sua eficácia na produção dos efeitos busca-dos. O que fundamenta o projeto é a busca de solução rápida para os conflitos que nascem na sociedade. A protelação do feito e seu prolongamento no tempo leva à manutenção do conflito, criando o que se denomina de litigiosidade contida. As partes carregam em seu íntimo a insatisfação na busca da solução de suas pendências. Quanto mais se prolongam, pior para a convivência social. As tensões se protraem no tempo, o que leva à ânsia e a insatisfação.

Subtrair do juiz tarefas burocráticas e menos relevan-tes pode auxiliar na celeridade do andamento dos feitos.

É mais uma tentativa de eliminar o cipoal procedi-mental dos feitos que se burocratizam eternamente.

Daí o voto pela aprovação do projeto.Sala da Comissão, 8 de outubro de 2007. –

Deputado Regis de Oliveira.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59227

PROJETO DE LEI Nº 2.334-C, DE 2003 (D TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO)

OF. STST.GDGCA.GP. Nº 696/2003

Dispõe sobre a criação de cargos de provimento efetivo e funções comissiona-das no Quadro Permanente de Pessoal do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região e dá outras providências; tendo pareceres: da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, pela aprovação, com subs-titutivo (relator: DEP. CLÁUDIO MAGRÃO); da Comissão de Finanças e Tributação, pela adequação financeira e orçamentária deste e do Substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (relator: DEP. JOSÉ PIMENTEL); e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa deste e do Substitutivo da Comis-são de Trabalho, de Administração e Serviço Público (relator: DEP. VALTENIR PEREIRA).

Despacho: Às Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD); e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

O projeto de lei em epígrafe, de iniciativa do Tribu-nal Superior do Trabalho, propõe a criação de 23 (vinte e três) cargos efetivos de analista e técnico judiciários e 35 (trinta e cinco) funções comissionadas, no Qua-dro de Pessoal da Secretaria do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região.

Na justificativa, o TST argumenta que o quadro de pessoal é insuficiente para atender aos serviços já instalados e muito menos fazer frente àqueles exigidos atualmente pelos jurisdicionados e pela sociedade em geral, notoriamente na área de informática.

Dessa forma, e considerando ainda as edições da Lei nº 9.957, de 12 de janeiro de 2000, que intro-duziu o rito sumaríssimo para as causas com valor de até quarenta salários, e da Emenda Constitucional nº 20, de 1998, que ampliou a competência da Justiça do Trabalho, o TST endossa integralmente a reivindicação do TRT da 23ª Região de realizar uma completa rees-truturação interna na área de informática e um incre-mento no apoio ao Gabinete da Presidência.

O projeto foi aprovado na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público com apresentação de Substitutivo transformando 3 (três) funções comis-sionadas em 3 (três) cargos em comissão.

A Comissão de Finanças e Tributação opinou pela adequação orçamentária e financeira do projeto e do substitutivo aprovado pela CTASP.

No prazo regimental, não foram apresentadas emendas ao projeto de lei nesta Comissão Técnica.

II – Voto do Relator

Conforme determina o art. 32, inciso IV, alínea a, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, cumpre a esta Comissão se pronunciar acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Lei nº 2.334, de 2003, e do substitutivo aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administra-ção e Serviço Público.

Estão obedecidos os requisitos constitucionais re-lativos à competência legislativa da União (art. 22, XVII, CF), às atribuições do Congresso Nacional no que con-cerne à criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas (art. 48, X, CF) e à inicia-tiva reservada dos tribunais (art. 96, II, b, CF), além de atendidas as restrições impostas pelo § 1º do art. 169 da Carta Magna, conforme salientado pelo parecer apro-vado pela Comissão de Finanças e Tributação.

Quanto à juridicidade, nada a opor. A técnica legislativa e a redação empregadas estão

adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nosso voto é no sentido da constitu-cionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Lei nº 2.334, de 2003, e do substitutivo aprovado pela Comissão de Trabalho, de Administra-ção e Serviço Público.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Valtenir Pereira, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Lei nº 2.334-B/2003 e do Substitutivo da Comissão de Trabalho, de Admi-nistração e Serviço Público, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Valtenir Pereira.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Marce-lo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Pra-do, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Bar-radas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Covatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayrton Xerez, Beto Albu-

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querque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fer-nando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Itamaraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 4.642-B, DE 2004 (Do Sr. Alex Canziani)

Altera o art.1º da Lei nº 8.989, de 1995, com a redação dada pela Lei nº 10.690, de 2003; tendo pareceres da Comissão de Turismo e Desporto, pela aprovação, com substitutivo (relator: DEP. BISMARCK MAIA) e da Comissão de Finanças e Tributação, pela não implicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas, não cabendo pronunciamento quanto à adequação finan-ceira e orçamentária do Projeto e do Substi-tutivo da Comissão de Turismo e Desporto e, no mérito, pela aprovação, com Substitutivo (relator: DEP. VIRGÍLIO GUIMARÃES).

Despacho: Às Comissões de: Turismo e Desporto; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD); e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) – ART. 24, II.

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Finanças e Tributação

I – Relatório

Com a proposição em epígrafe pretende o nobre autor Deputado Alex Canziani isentar do Imposto sobre Produtos Industrializados(IPI) os automóveis de passagei-ros de fabricação nacional adquiridos por motoristas pro-fissionais autônomos, que sejam titulares de autorização, permissão ou concessão de transporte público, quando o veículo for destinado ao transporte público de passageiros na modalidade de táxi, voltadas para o transporte turís-tico, comprovada por documentação hábil emitida pela Empresa Brasileira de Turismo – EMBRATUR.

Para tal, propõe seja aumentada a capacidade do motor do veículo objeto do incentivo, passando de cilindrada não superior a 2.000 centímetros cúbicos para 4.000 centímetros cúbicos.

A geração de empregos e ocupações vinculadas ao Plano Nacional de Turismo, com reflexos na distri-buição de renda e no fomento da indústria automobi-lística justificam a proposição.

A medida foi aprovada por unanimidade pela Co-missão de Turismo e Desporto em 1º de junho de 2005, na forma de substitutivo, que objetivou unicamente ade-quar a redação do projeto à legislação vigente, a qual transferiu da Embratur para o Ministério do Turismo as

atribuições relativas a cadastramento e fiscalização de empresas dedicadas a atividades turísticas.

Encaminhado à Comissão de Finanças e Tribu-tação em agosto de 2005, o projeto de lei em tela não recebeu emendas no prazo regimental.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Cumpre examinar a matéria sob os aspectos de adequação orçamentária e financeira e do mérito, con-forme dispõem os arts. 24, inc.I, 32, inc. IX, e 54, inc II, todos do Regimento Interno desta Casa.

A proposição em exame não contraria os disposi-tivos constitucionais referentes à matéria orçamentário-financeira e ao Plano Plurianual em vigor. No entanto, por atribuir benefício de natureza tributária, submete-se aos dispositivos do art. 14 da Lei Complementar nº 101, de 2000, denominada de Lei de Responsabilidade Fiscal.

Pelo diploma legal citado, no caso de renúncia de re-ceitas tributárias, os projetos devem estar acompanhados de correspondente estimativa do impacto orçamentário-financeiro e da demonstração de que a renúncia tributária foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e que não afetará as metas propostas, ou das medidas compensatórias pela perda de ingressos públicos.

Entretanto, em abordagem mais específica, observa-se que além de referir-se a suposto acréscimo de renúncia em valor irrisório, este na realidade não ocor-reria, uma vez que a legislação em vigor já estabelece tal incentivo para o transporte individual de passageiros, na modalidade de táxi. Assim, trata-se de mera extensão de benefício vigente, sem implicação orçamentária.

Com relação ao mérito, nada obsta ao acréscimo de potência do veículo objeto do incentivo, de modo a melhor adaptar-se à execução das atividades de transporte de turismo.

Doutra parte, encontra-se resguardado o princípio da isonomia da tributação, porquanto atinge profissionais autônomos, titulares de concessões do Poder Público e su-jeitos à comprovações junto ao Ministério do Turismo.

À vista do exposto, somos pela não implicação orçamentária e financeira do Projeto de Lei nº 4.642, de 2004, e do Substitutivo aprovado pela Comissão de Turismo e Desporto, e no mérito por sua aprovação, na forma do Substitutivo em anexo.

Sala da Comissão, 12 de abril de 2006. – Depu-tado Virgílio Guimarães, Relator.

PROJETO DE LEI Nº 4.642, DE 2004 (Do Sr. Alex Canziani )

Altera o art. 1º da Lei nº 8.989, de 1995, com a redação dada pela Lei nº 10.754, de 2003.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º O artigo 1º da Lei nº 8.989, de 1995, alte-

rada pela Lei nº 10.754, de 2003, passa a vigorar com as seguintes alterações:

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“Art.1º ................................................... ..............................................................“VI – motorista profissional que exerça,

comprovadamente, em veículo de sua proprie-dade a atividade de condutor autônomo de pas-sageiros, na condição de titular de autorização, permissão ou concessão do Poder Público e que destine o veículo à utilização na categoria de aluguel (táxi), aí incluídas as atividades de transporte turístico, desde que comprovadas por certificação emitida pelo Ministério do Turismo.

..............................................................§ 7º No caso do inciso VI do caput des-

te artigo, o limite de cilindradas do motor é de 4.000 centímetros cúbicos. (NR)

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das Comissões, 12 de abril de 2006. – Deputado Virgílio Guimarães, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Finanças e Tributação, em reunião ordinária realizada hoje, concluiu, unanimemente, pela não implicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou da despesa públicas, não cabendo pronuncia-mento quanto à adequação financeira e orçamentária do Projeto de Lei nº 4.642-A/04 e do Substitutivo da Comis-são de Turismo e Desporto e, no mérito, pela aprovação do PL nº 4.642-A/04, com Substitutivo, nos termos do parecer do relator, Deputado Virgílio Guimarães.

Estiveram presentes os Senhores Deputados: Virgílio Guimarães, Presidente; Eduardo Cunha, An-

tonio Palocci e Pedro Eugênio, Vice-Presidentes; Aelton Freitas, Alfredo Kaefer, Armando Monteiro, Arnaldo Madeira, Carlos Melles, Fábio Ramalho, Félix Mendonça, Fernando Coruja, Filipe Pereira, Guilherme Campos, João Dado, João Magalhães, José Carlos Aleluia, José Pimentel, Júlio Ce-sar, Luciana Genro, Luiz Carlos Hauly, Luiz Carreira, Luiz Fernando Faria, Manoel Junior, Marcelo Almeida, Pedro Novais, Rocha Loures, Silvio Costa, Silvio Torres, Vignatti, Bilac Pinto, Colbert Martins e Rodrigo Maia.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Eduardo Cunha, Presidente em exercício.

PROJETO DE LEI Nº 5.276-B, DE 2005 (Da Sra. Vanessa Grazziotin)

Dispõe sobre a intervenção cirúrgica de simpatectomia para correção da Hiper-hidrose e dá outras providências; tendo pareceres da Comissão de Seguridade So-cial e Família, pela aprovação (relator: DEP. GERMANO BONOW) e da Comissão de Fi-nanças e Tributação, pela compatibilidade e adequação financeira e orçamentária (re-lator: DEP. FERNANDO CORUJA).

Despacho: Às Comissões de; Seguri-dade Social e Família Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) Constituição e Justiça e de Ci-dadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Finanças e Tributação

I – Relatório

Pelo Projeto em epígrafe, a intervenção cirúrgica de simpatectomia para a correção de hiper-hidrose dei-xaria de ser considerada tratamento estético, passando a ter a cobertura do Sistema Único de Saúde – SUS.

Em sua justificativa, a Autora explica que essa doença é um distúrbio no sistema excretor, que se reflete por sudorese exagerada, principalmente de mãos, pés e axilas, o que causa profundo desconfor-to e constrangimento, além de afetar as relações so-ciais, em particular na vida afetiva e profissional. Com a nova técnica, feita com o auxílio de microcâmeras, a solução se tornou, relativamente simples, eficiente e segura, com resultados muitos satisfatórios. O SUS ainda considera essa cirurgia como meramente esté-tica, ao contrário do reconhecimento que já adquiriu, por exemplo, a cirurgia reparadora de mama.

Na Comissão de Seguridade Social e Família, a ma-téria foi aprovada por unanimidade. O Relator estima, com base numa projeção da síndrome no mundo, que a mesma acomete mais de um milhão e meio de pessoas no Brasil. E reforça a necessidade da cobertura do SUS, pois a sim-patectomia é o único tratamento atualmente considerado eficaz: além de ser pouco invasivo, é definitivo.

A esta Comissão, cabe o exame da adequação orçamentária e financeira, antes do pronunciamento da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Não foram apresentadas emendas.

II – Voto do Relator

De início, vale lembrar que o SUS já realiza os mais diversos procedimentos cirúrgicos, por força não apenas de leis específicas, como também por ser de sua atribuição, em face dos princípios da universalidade e integralidade insculpidos na Constituição, garantir a assistência integral à saúde a todo cidadão.

A rigor, a proposição, ao assegurar o tratamento cirúrgico no âmbito do SUS aos portadores de hiper-hidrose, não cria serviço novo para o referido Sistema. Com esse propósito, aliás, já são realizadas cirurgias, além de tratamentos variados.

Consultando-se a Tabela do Sistema de Informa-ções Hospitalares do SUS, verifica-se que está previsto o adiante especificado.

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À luz do plano plurianual em vigor – Lei nº 10.933, de 11 de agosto de 2004, reformulada pela Lei nº 11.044, de 24 de dezembro de 2004 –, a proposição em análise apresenta-se compatível com as diretrizes, objetivos e metas ali delineados. Além de estar con-sentânea com o macroobjetivo de assegurar o acesso e a humanização do atendimento na saúde, o Projeto também se coaduna com o programa Atenção Hospi-talar e Ambulatorial no Sistema Único de Saúde, que tem por fim ampliar o acesso da população aos servi-ços ambulatoriais e hospitalares do SUS.

A proposição sob comento também se mostra com-patível com o orçamento vigente – Lei nº 11.451, de 7 de fevereiro de 2007. O programa anteriormente men-cionado encontra-se refletido no orçamento do Ministé-rio da Saúde, com valor autorizado de R$20,2 bilhões, dos quais R$ 18,2 bilhões destinam-se a pagamento da rede conveniada e credenciada pelo SUS para prestação dos serviços ambulatoriais e hospitalares, nos quais se inserem os procedimentos cirúrgicos de diversas ordens. (Na LOA/2007, os recursos para o pagamento da rede credenciada e conveniada ao SUS estão consignados na atividade 8585 – Atenção à Saúde da População nos Municípios Habilitados em Gestão Plena do Sistema e nos Estados Habilitados em Gestão Plena/Avançada.

Registre-se, por último, que o Projeto em exame também não colide com dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias em vigor (2007), que inclui em seu anexo V a assistência ambulatorial e hospitalar do SUS no rol das despesas não passíveis de contingenciamento.

Diante do exposto, voto pela compatibilidade e adequação orçamentária e financeira do Projeto de Lei nº 5.276-A, de 2005.

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Fernando Coruja, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Finanças e Tributação, em reunião extraordinária realizada hoje, concluiu, unanimemente, pela compatibilidade e adequação financeira e orça-mentária do Projeto deLei nº 5.276-A/05, nos termos do parecer do relator, Deputado Fernando Coruja.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Virgílio Guimarães, Presidente; Eduardo Cunha,

Antonio Palocci e Pedro Eugênio, Vice-Presidentes;

Aelton Freitas, Alfredo Kaefer, Arnaldo Madeira, Carlos Melles, Félix Mendonça, Fernando Coruja, Guilherme Campos, João Dado, João Magalhães, José Carlos Aleluia, José Pimentel, Júlio Cesar, Luiz Carreira, Luiz Fernando Faria, Manoel Junior, Marcelo Almeida, Pe-dro Novais, Rocha Loures, Silvio Costa, Silvio Torres, Vignatti, Carlito Merss, Carlos Willian, Colbert Martins, João Bittar, Jorge Khoury e Zonta.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Virgílio Guimarães, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 5.607-B, DE 2005 (Do Sr. Carlos Alberto Leréia)

Altera a Lei nº 9.496, de 11 de setem-bro de 1997, para autorizar a amortização de até cinco por cento do valor refinanciado pelos Estados e pelo Distrito Federal junto à União, conforme os critérios e os limites anuais definidos pelo Ministério da Fazen-da, mediante a execução de despesas de capital em universidades estaduais; tendo pareceres da Comissão de Educação e Cul-tura, pela aprovação, com emendas (rela-tor: DEP. PAULO RUBEM SANTIAGO); e da Comissão de Finanças e Tributação, pela incompatibilidade e inadequação financei-ra e orçamentária do Projeto e das emen-das nºs 1 e 2 da Comissão de Educação e Cultura (relator: DEP. SÉRGIO BARRADAS CARNEIRO).

Despacho: Às Comissões de: Educação e Cultura; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD); e Constituição e Justiça e de Cida-dania (Art. 54 RICD)..

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Finanças e Tributação

i – Relatório

O Projeto de Lei nº 5.607, de 2005, tem por ob-jetivo autorizar os Estados e o Distrito Federal a con-verterem até cinco por cento de suas dívidas refinan-ciadas junto à União, no termos da Lei nº 9.496, de 11

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59231

de setembro de 1997, em despesas de capital a serem realizada em universidades por eles mantidas.

Caberá ao Ministério da Fazenda estabelecer os critérios e os limites anuais e ao Ministério da Educa-ção definir os demais critérios para essas despesas de capital.

O Projeto foi apresentado à Comissão de Edu-cação e Cultura da Câmara dos Deputados, onde re-cebeu duas emendas. A Emenda nº 1, altera o termo “universidades” pela expressão “instituições de edu-cação superior” e a Emenda nº 2 amplia para 8% o percentual máximo de conversão.

II – Voto

Preliminarmente ao exame do mérito, cabe apre-ciar a proposição quanto à sua compatibilidade ou adequação com o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, nos termos do Re-gimento Interno da Câmara dos Deputados (RI, arts. 32, IX, h e 53, II) e de Norma Interna da Comissão de Finanças e Tributação, que “estabelece procedimen-tos para o exame de compatibilidade ou adequação orçamentária e financeira”, aprovada pela CFT em 29 de maio de 1996. Cabe analisar o Projeto, ainda, à luz da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF).

O Projeto permite que investimentos feitos em universidades estaduais, pelos governos dos Estados e do Distrito Federal, sejam contabilizadas como amor-tização do saldo devedor de dívida renegociadas junto à União sob a égide da Lei nº 9.496/97.

A Lei nº 9.496/97 foi um dos principais pilares do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal dos Es-tados e do Distrito Federal. Os valores refinanciados estão sendo pagos pelos Estados em até 360 presta-ções mensais (trinta anos), atualizadas pela variação positiva do IGP-DI, com juros mínimos de 6% a.a.

Esse refinanciamento foi feito sob a forma de se-curitização das dívidas estaduais, por meio da emissão de títulos públicos federais que foram incorporados ao montante da dívida da União, ficando o Tesouro Nacional com a contrapartida em haveres relativos às parcelas a serem pagas pelos Estados e DF. Desse modo, a aprovação do projeto resultará em frustração de receitas financeiras para União, com impacto sobre a administração da dívida pública federal.

Deve-se considerar também que a possibilidade de contabilizar investimentos próprios como amorti-zação de dívida implica a adoção de um novo pacto entre a União e os entes devedores, redundando em novação das dívidas anteriormente contratadas. Cabe ressaltar, porém, que essa possibilidade está vedada pelo art. 35 da LRF, que disciplina:

“Art. 35. É vedada a realização de ope-ração de crédito entre um ente da Federação, diretamente ou por intermédio de fundo, au-tarquia, fundação ou empresa estatal depen-dente, e outro, inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que sob a forma de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída anteriormente”.

As Emendas apresentadas junto à Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados am-pliam o leque de instituições a serem atendidas e o percentual de conversão de investimentos em amor-tização, o que eleva o impacto sobre as receitas pú-blicas federais.

Examinando projeto de lei em tela, assim como as emendas, verifica-se que ferem dispositivos da LRF, e provocam redução de receitas públicas federais, não estando previstos seus efeitos na Lei Orçamentária para 2007 (Lei nº 11.451, de 7 de fevereiro de 2007). Portanto, não podem ser considerados adequados ou compatíveis, sob os aspectos orçamentário e financei-ro, malgrado os nobres propósitos que orientaram a sua elaboração.

Dessa forma, fica prejudicado o exame quanto ao mérito, na Comissão de Finanças e Tributação, em fun-ção do disposto no art. 10 da Norma Interna – CFT:

“Art. 10. Nos casos em que couber tam-bém à Comissão o exame do mérito da pro-posição, e for constatada a sua incompati-bilidade ou inadequação, o mérito não será examinado pelo Relator, que registrará o fato em seu voto.”

Diante de todo o exposto, VOTO PELA INCOMPA-TIBILIDADE E PELA INADEQUAÇÃO ORÇAMENTÁ-RIA E FINANCEIRA DO PROJETO DE LEI Nº 5.607, DE 2005, ASSIM COMO DAS EMENDAS Nºs 1 e 2 da Comissão de Educação e Cultura.

Sala da Comissão, 13 de agosto de 2007. – Deputado Sérgio Barradas Carneiro, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Finanças e Tributação, em reu-nião ordinária realizada hoje, concluiu, unanimemen-te, pela incompatibilidade e inadequação financeira e orçamentária do Projeto de Lei nº 5.607-A/05 e das emendasda Comissão de Educação e Cultura, nos termos do parecer do relator, Deputado Sérgio Bar-radas Carneiro.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Virgílio Guimarães, Presidente; Eduardo Cunha,

Antonio Palocci e Pedro Eugênio, Vice-Presidentes; Aelton Freitas, Alfredo Kaefer, Armando Monteiro, Ar-

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naldo Madeira, Carlos Melles, Fábio Ramalho, Félix Mendonça, Fernando Coruja, Filipe Pereira, Guilherme Campos, João Dado, João Magalhães, José Carlos Aleluia, José Pimentel, Júlio Cesar, Luciana Genro, Luiz Carlos Hauly, Luiz Carreira, Luiz Fernando Faria, Manoel Junior, Marcelo Almeida, Pedro Novais, Rocha Loures, Silvio Costa, Silvio Torres, Vignatti, Bilac Pinto, Colbert Martins e Rodrigo Maia.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Virgílio Guimarães, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 6.206-A, DE 2005 (Do Senado Federal)

Altera o art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, com a finalidade de dis-criminar as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educa-ção; tendo parecer da Comissão de Educa-ção e Cultura, pela aprovação, com emendas (relator: DEP. CARLOS ABICALIL).

Despacho: Às Comissões de: Educação e Cultura; e Constituição e Justiça e de Cida-dania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura

Relatório

Chega a esta Comissão, para apreciação con-clusiva, o Projeto de Lei nº 6.206, de 2005, Projeto de Lei do Senado nº 57, de 2003, na origem, que altera o art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, com a finalidade de discriminar as categorias de tra-balhadores que se devem considerar profissionais da educação.

Não foram apresentadas emendas no prazo re-gimental.

Voto do Relator

A Lei nº 9.394, de 1996, LDB, estabelece as dire-trizes e bases da educação nacional. Dividida em títu-los, o sexto corresponde aos “Profissionais da Educa-ção”. Entretanto, seu primeiro artigo, de nº 61, trata da “formação dos profissionais da educação”, sem definir quem entre as várias categorias de trabalhadores que atuam na educação escolar, são considerados seus profissionais. O art. 62 trata da formação de docentes para atuar na educação básica. O art. 63 dispõe sobre os institutos superiores de educação, para a formação inicial e continuada dos profissionais da educação. O art. 64 trata de categoria específica de profissionais, os que atuam na administração e outras áreas que

compunham o campo específico dos “especialistas em educação”, segundo a LDB anterior, a Lei nº 5.692, de 1971. O art. 65 trata da prática de ensino, inerente à formação dos docentes. O art. 66 dispõe sobre a for-mação de docentes para a educação superior. Final-mente, o art. 67 focaliza a valorização dos profissio-nais da educação, mediante planos de carreira para o “magistério público”, com algumas garantias descritas em seus incisos.

Nas disposições transitórias, o art. 87, que trata da “década da educação”, que se encerra no presente ano, alude duas vezes a “professores”, primeiro pre-vendo programas de capacitação para todos os que estiverem em exercício e, por último, dispondo que “até o fim da década somente serão admitidos professores habilitados em nível superior ou formados por treina-mento em serviço”.

O que se percebe é que o legislador, em 1996, parece não se ter preocupado com uma multidão de trabalhadores que, nas redes públicas e nas escolas privadas, exercem funções educativas e técnicas de inegável importância, diferentes do múnus tradicional da docência. Hoje, esses funcionários de escolas so-mam mais de um milhão no Brasil, somente na edu-cação básica, trabalhando nas áreas de alimentação escolar, manutenção das infraestruturas, multimeios didáticos e gestão educacional.

Na realidade, o que houve, na tramitação da LDB em 1996, foi uma amputação do texto, que então definia como profissionais da educação todos os que tinham ocupação permanente nas escolas e identificação com sua proposta pedagógica.

Nesse ínterim, por iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que abriga tanto os professores como os antigos “es-pecialistas” e os funcionários, surgiram em alguns es-tados e municípios cursos de habilitação profissional para os “trabalhadores em educação não-docentes”. No caso específico de Mato Grosso, a maioria dos funcionários obteve formação profissional em cursos de nível médio.

Em 2005, o Conselho Nacional de Educação, por meio da Resolução nº 5 da Câmara de Educação Básica, reconheceu a área profissional nº 21, que trata dos serviços de apoio à educação escolar, com ênfase nas quatro sub-áreas acima enumeradas. No presente ano, além dos cursos presenciais oferecidos em es-colas de diversos estados, programa do Ministério da Educação (MEC), chamado Profuncionário, disponi-biliza habilitações nas quatro áreas na modalidade a distância, à semelhança do que fez e ainda faz com o Proformação, projeto destinado à habilitação de pro-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59233

fessores leigos em exercício em escolas estaduais e municipais.

Em boa hora, chega a esta Comissão o PL nº 6.206, de 2005, que na origem foi o PLS nº 57, de 2003, da Senadora Fátima Cleide, ela mesma uma funcionária de escola pública em Rondônia. Por ele, o artigo que inaugura o Título VI, “Dos Profissionais da Educação”, passa a definir, em seu caput, quem são considerados como tais na educação básica: os professores habilitados em nível médio e superior, em consonância com o art. 62; os trabalhadores não docentes, equivocadamente designados “especialistas” na legislação revogada; e os trabalhadores da educação, “em efetivo exercício na edu-cação básica, portadores de diploma de curso técnico ou tecnológica em área pedagógica ou afim”.

Os dispositivos que constavam do art. 61, relativos a princípios da formação dos educadores, passam a constituir o parágrafo único, adaptando e enriquecen-do sua formulação à mais ampla abrangência do novo texto do caput.

Resta esclarecer que este projeto de lei trata dos profissionais da educação, sempre habilitados em cur-so profissional de nível médio ou superior. A categoria mais ampla dos “trabalhadores da educação”, que reúne os profissionais habilitados e não-habilitados (também chamados “leigos”), continua presente no texto da LDB. Entretanto, o horizonte desejável é de que todos os trabalhadores se profissionalizem, tanto os docentes como os não-docentes. O preceito constitucional da valorização inclui a profissionalização em graus cada vez mais elevados de escolarização.

Voto

Em vista do exposto, somos favoráveis à aprova-ção do PL nº 6.206, de 2005.

Sala da Comissão, de maio de 2006. – Depu-tado Carlos Abicalil PT/MT, Relator.

COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO

Em reunião ordinária realizada nesta data, tendo avaliado o voto em separado apresentado pelo Depu-tado Átila Lira, resolvi acatar as convenientes suges-tões do nobre deputado, bem como incluir correções na redação do texto do projeto.

Por entender que as modificações beneficiam o Projeto, incorporo-as ao meu voto através das Emen-das Anexas.

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Carlos Abicalil, Relator.

EMENDA 1

Dê-se ao caput e aos incisos I, II e III do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, propostos pelo art. 1º do projeto, a seguinte redação:

“Art.1º ................................................... ..............................................................“Art. 61 Consideram-se profissionais da

educação escolar básica os que, nela estando em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos, são:

I – professores habilitados em nível mé-dio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio;

II – trabalhadores em educação portadores de diploma de pedagogia, com habilitação em ad-ministração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como com títulos de mestrado ou doutorado nas mesmas áreas;

III – trabalhadores em educação porta-dores de diploma de curso técnico ou superior em área pedagógica ou afim.”

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Carlos Abicalil, Relator

EMENDA 2

Dê-se ao parágrafo único do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, propostos pelo art. 1º do projeto, a seguinte redação:

“Art.1º ................................................... ..............................................................“Art. 61 .................................................I – ........................................................;II – .......................................................;III – .......................................................Parágrafo único. A formação dos profis-

sionais da educação, de modo a atender ás especificidades do exercício de suas ativida-des, bem como aos objetivos das diferentes etapas e modalidades da educação básica, terá como fundamentos:

I – ........................................................;II – .......................................................;III – .......................................................”

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Carlos Abicalil, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Educação e Cultura, em reunião ordinária realizada hoje, concluiu unanimemente pela aprovação do Projeto de Lei nº 6.206/05, com emen-das, nos termos do parecer do relator, Deputado Carlos Abicalil, que apresentou complementação de voto. O Deputado Átila Lira apresentou voto em separado.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Gastão Vieira,Presidente; Frank Aguiar,Vice-Pre-

sidente; Antonio Bulhões, Antônio Carlos Biffi, Ariosto

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59234 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Holanda, Átila Lira, Carlos Abicalil, Clodovil Hernan-des, Ivan Valente, Lelo Coimbra, Lobbe Neto, Nilmar Ruiz, Professor Setimo, Professora Raquel Teixeira, Waldir Maranhão, Andreia Zito, Angela Amin, Eliene Lima, Elismar Prado, João Oliveira, Jorginho Maluly, Lira Maia, Mauro Benevides, Pedro Wilson, Professor Victorio Galli e Reginaldo Lopes.

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Gastão Vieira, Presidente.

VOTO EM SEPARADO

O Senhor Deputado Carlos Abicalil apresentou voto favorável ao Projeto de Lei nº 6.206, de 2005, cujo mérito não podemos deixar de reconhecer. Em boa hora, a iniciativa da Senadora Fátima Cleide, com a aprovação do Senado Federal, propõe abrangente caracterização dos profissionais da educação básica, pondo fim a infindáveis discussões conceituais, que freqüentemente têm resultado em prejuízos para os trabalhadores em educação.

O projeto necessita, porém, de pequeno mas importante ajuste. Ao listar as categorias de profissio-nais, serve-se de critérios diferenciados, impondo-se a sua adequação. De fato, no inciso I proposto ao art. 61 da LDB, o critério é a formação ou habilitação para a docência nas diversas etapas da educação básica; já nos incisos II e III, ao critério da formação soma-se o do efetivo exercício na educação básica. O melhor tratamento da questão será uniformizar a exigência de atendimento a ambos os critérios para todos, o que corresponde à realidade dos fatos.

Além disso, somente no inciso I se faz referência a cursos reconhecidos em instituições credenciadas, o que é também requisito comum a todos.

Tendo em vista o exposto, votamos pela aprova-ção do Projeto de Lei nº 6.206, de 2005, mas com a incorporação das modificações propostas na emenda anexa.

Sala da Comissão, 2 de outubro de 2007. – Deputado Átila Lira.

EMENDA

Dê-se ao caput e aos incisos I, II e III do art. 61 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, propostos pelo art. 1º do projeto, a seguinte redação:

“Art.1º ................................................... ..............................................................“Art. 61 Consideram-se profissionais da

educação escolar básica os que, nela estan-do em efetivo exercício e tendo sido formados em cursos reconhecidos de instituições cre-denciadas, são:

I – professores habilitados em nível mé-dio ou superior para a docência na educação infantil e nos ensinos fundamental e médio;

II – trabalhadores em educação portado-res de diploma de pedagogia, com habilitação em administração, planejamento, supervisão, inspeção e orientação educacional, bem como de mestrado e doutorado nas mesmas áreas;

III – trabalhadores em educação portado-res de diploma de curso técnico ou tecnológico em área pedagógica ou afim.”

Sala da Comissão, 2 de outobro de 2007. – Deputado Átila Lira.

PROJETO DE LEI Nº 6.528-C, DE 2006 (Do Sr. Wellington Fagundes)

Dispõe sobre a criação do termo Agri-cultura Indígena; tendo pareceres da Comis-são de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, pela aprovação, com emenda (relator: DEP. DR. RODOLFO PEREIRA); da Comissão de Direitos Huma-nos e Minorias, pela aprovação deste, e da Emenda da Comissão de Agricultura, Pe-cuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (relatora: DEP. IRINY LOPES); e da Comissão de Finanças e Tributação, pela não implicação da matéria com aumento ou diminuição da receita ou da despesa públi-cas, não cabendo pronunciamento quanto à adequação financeira e orçamentária deste e da emenda da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e, no mérito, pela aprovação deste e da emenda da Comissão de Agricultura, Pe-cuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (relator: DEP. AELTON FREITAS).

Despacho: Às Comissões de: Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural Direitos Humanos e Minorias Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD) Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Finanças e Tributação

I – Relatório

O Projeto de Lei nº 6.528, de 2006, de autoria do nobre Deputado Wellington Fagundes, visa a definir a expressão “agricultura indígena”, garantir-lhe apoio e

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59235

assistência técnica dos órgãos públicos, bem assim a criação de linhas de financiamento.

Submetido, inicialmente, à apreciação da Co-missão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o Projeto foi aprovado por unanimidade, com Emenda, que acrescenta, no art. 1º, as atividades pecuárias entre as compreendidas na expressão agricultura indígena. Apreciado a se-guir pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o Projeto original, bem como a Emenda citada, foram igualmente aprovados por unanimidade.

A matéria vem a esta Comissão para exame da adequação orçamentária e financeira e do mérito, não tendo havido apresentação de emendas no prazo re-gimental. A seguir, a proposição deverá ser encami-nhada à apreciação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Corroborando a posição adotada pelas Comissões que examinaram anteriormente o mérito da proposição, entendemos conveniente e oportuna a aprovação do Projeto de Lei em apreço também sob o ponto de vista das finanças públicas, tendo em vista que a definição legal da agricultura indígena, da forma proposta, sem onerar os cofres públicos, representará incentivo ao seu desenvolvimento.

Igualmente meritória consideramos a Emenda adota-da pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, que simplesmente complementa a definição de agricultura indígena contida no Projeto.

A esta Comissão compete, ainda, analisar a com-patibilidade e adequação orçamentária e financeira da matéria com o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, conforme esta-belece o art. 53, II, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, e da Norma Interna da Comissão de Finanças e Tributação, de 29 de maio de 1996.

Segundo o Regimento Interno, somente aquelas proposições que “importem aumento ou diminuição de receita ou de despesa pública” estão sujeitas ao exame de compatibilidade ou adequação financeira e orçamentária. Neste sentido, dispõe também o art. 9º da citada Norma Interna, in verbis:

“Art. 9º Quando a matéria não tiver im-plicações orçamentária e financeira deve-se concluir no voto final que à Comissão não cabe afirmar se a proposição é adequada ou não.”

Analisado o PL nº 6.528, de 2006, assim como a Emenda adotada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, concluímos que não trazem implicação financeira ou orçamentária. Desse modo, não se vislumbra que, da

aprovação da matéria, pudesse advir qualquer impacto sobre o orçamento público.

Diante do exposto, somos pela não-implicação da matéria em aumento ou diminuição da receita ou da despesa pública, não cabendo, portanto, pronuncia-mento desta Comissão quanto à adequação financeira e orçamentária da matéria, e, quanto ao mérito, somos pela aprovação do Projeto de Lei nº 6.528, de 2006, e da Emenda adotada pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Sala da Comissão, 2 de outubro de 2007. – Deputado Aelton Freitas, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Finanças e Tributação, em reunião extraordinária realizada hoje, concluiu, unanimemente, pela não implicação da matéria com aumento ou dimi-nuição da receita ou da despesa públicas, não cabendo pronunciamento quanto à adequação financeira e orça-mentária do Projeto de Lei nº 6.528-B/06 e da emenda da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e, no mérito, pela aprovação do PL nº 6.528-B/06 e da emenda da CAPADR, nos termos do parecer do relator, Deputado Aelton Freitas.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Virgílio Guimarães, Presidente; Eduardo Cunha,

Antonio Palocci e Pedro Eugênio, Vice-Presidentes; Aelton Freitas, Alfredo Kaefer, Arnaldo Madeira, Carlos Melles, Félix Mendonça, Fernando Coruja, Guilherme Campos, João Dado, João Magalhães, José Carlos Aleluia, José Pimentel, Júlio Cesar, Luiz Carreira, Luiz Fernando Faria, Manoel Junior, Marcelo Almeida, Pe-dro Novais, Rocha Loures, Silvio Costa, Silvio Torres, Vignatti, Carlito Merss, Carlos Willian, Colbert Martins, João Bittar, Jorge Khoury e Zonta.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Virgílio Guimarães, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 7.258-B, DE 2006 (Do Sr. Celso Russomanno)

Altera a Lei nº 7.565, de 19 de dezembro de 1986, que “dispõe sobre o Código Brasilei-ro de Aeronáutica”, para definir a abrangên-cia da franquia de bagagem; tendo pareceres da Comissão de Viação e Transportes, pela aprovação (relator: DEP. OSVALDO REIS); e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juri-dicidade e técnica legislativa, com emenda (relatora: DEP. SANDRA ROSADO).

Despacho: Às Comissões de Viação e Transportes; e Constituição e Justiça e de Ci-dadania (Art. 54 RICD).

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59236 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

O projeto de lei sob exame visa a incluir um artigo no Código Brasileiro de Aeronáutica para dizer que a franquia de bagagem poderá ser utilizada no despa-cho de todo e qualquer objeto do passageiro junto à companhia aérea, na forma do regimento, respeitado o previsto no artigo 21 do Código.

Diz o autor que o Código não define a abrangência do conceito “franquia de bagagem”, o que leva a tratamento diferente por parte de cada companhia aérea quanto aos objetos do passageiro (em especial material esportivo).

A Comissão de Viação e Transportes opinou pela aprovação.

Vem agora a esta Comissão para que se mani-feste sobre constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, não tendo sido apresentadas emendas.

II – Voto da Relatora

A matéria é de competência da União (artigo 22, I, da Constituição da República), cabe ao Congresso Na-cional manifestar-se e não há reserva de iniciativa.

Nada há no texto que enseje crítica no que toca à constitucionalidade.

Nada há a opor, igualmente, quanto à juridicidade. O texto pode passar a integrar o ordenamento jurídico.

Está bem redigido, atende ao previsto na legisla-ção complementar relativa à redação de textos legais e não merece correção, salvo no que toca à palavra “oficial”, no fim do último artigo.

Ora, toda publicação de texto legal é oficial, pelo que se considera despicienda a utilização de tal pala-vra na cláusula de vigência.

Opino, portanto, pela constitucionalidade e juri-dicidade e, com a emenda em anexo, boa técnica le-gislativa do PL nº 7.258/06

Sala da Comissão, 26 de setembro de 2007. – Deputada Sandra Rosado, Relatora.

EMENDA DA RELATORA

Suprima-se a palavra “oficial” no art. 3º do projeto.Sala da Comissão, 26 de setembro de 2007. –

Deputada Sandra Rosado, Relatora.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa, com emenda (apresentada pelo

Relator), do Projeto de Lei nº 7.258-A/2006, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Sandra Rosado.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Mendes Ribeiro Filho, Neucimar Fraga e Marcelo

Itagiba – Vice-Presidentes, Antonio Carlos Magalhães Neto, Bruno Araújo, Cândido Vaccarezza, Colbert Mar-tins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Francisco Tenorio, Geraldo Pudim, Ger-son Peres, Ibsen Pinheiro, João Paulo Cunha, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, Magela, Marcelo Guimarães Filho, Marcos Medrado, Maurício Quintella Lessa, Maurício Rands, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Roberto Magalhães, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Valtenir Pereira, Vilson Covatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, André de Paula, Antônio Carlos Biffi, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, Hugo Leal, João Campos, João Magalhães, José Aníbal, Matteo Chiarelli, Paulo Bornhausen, Pinto Itamaraty, Ricardo Tripoli, Sandro Mabel, Sarney Filho, Severiano Alves, Solange Amaral e William Woo.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 7.299-B, DE 2006 (Do Sr. Beto Albuquerque)

Inclui no Anexo da Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973, que dispõe sobre o Plano Nacional de Viação, o trecho rodo-viário que menciona; tendo pareceres da Comissão de Viação e Transportes, pela aprovação (relator: DEP. ELISEU PADILHA) e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: DEP. CEZAR SCHIRMER).

Despacho: Às Comissões de: Viação e Transportes e Constituição e Justiça e de Ci-dadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Cuida-se de projeto de lei de autoria do Deputado Beto Albuquerque, que inclui na Relação Descritiva das Rodovias do Sistema Rodoviário Federal, constante do Anexo ao Plano Nacional de Viação, aprovado pela Lei nº 5.917, de 1973, a rodovia RS-630, que começa no

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59237

entroncamento da BR-290, passa pela cidade de São Gabriel (RS), e termina na BR-293, que passa pela cidade de Dom Pedrito (RS).

A Comissão de Viação e Transportes aprovou, por unanimidade, a proposição, nos termos do voto do Relator, Deputado Eliseu Padilha.

Chega, enfim, o projeto a esta Comissão de Cons-tituição e Justiça e de Cidadania onde, no prazo regi-mental, não foram apresentadas emendas.

Nos termos do artigo 32, IV, a, do Regimento Inter-no da Câmara dos Deputados, cumpre a esta Comissão pronunciar-se acerca da constitucionalidade, da juridicida-de e da técnica legislativa da proposição, que está sujeita à apreciação conclusiva das Comissões (art. 24, II).

É o relatório

II – Voto do Relator

Cuida-se de matéria de evidente competência legislativa da União (CF, art. 21, XXI), cabendo ao Congresso Nacional sobre ela dispor (CF, art. 48, ca-put). A iniciativa parlamentar é legítima, calcada no que dispõe o artigo 61 da Carta da República, não incidindo, na espécie, quaisquer das reservas à sua iniciativa, com atribuição de poderes exclusivos para tanto ao Presidente da República, aos Tribunais ou ao Ministério Público. Os requisitos constitucionais formais da proposição foram, pois, obedecidos.

Inexistem, igualmente, quaisquer afrontas aos re-quisitos materialmente constitucionais, inocorrendo-nos quaisquer reparos ao projeto de lei, no que concerne à sua constitucionalidade.

Também no que se refere à juridicidade, enten-demos que a proposição em exame não diverge de princípios jurídicos que possam barrar a sua aprova-ção por esta Comissão.

Quanto à técnica legislativa, o projeto obedece às disposições da Lei Complementar nº 95, de 26 de feve-reiro de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 26 de abril de 2001, não merecendo reparos.

Feitas essas considerações, votamos pela cons-titucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do PL nº 7.299, de 2006.

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputado Cezar Schirmer, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cida-dania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unani-memente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Lei nº 7.299-A/2006, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Cezar Schirmer.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Mendes Ribeiro Filho, Neucimar Fraga e Marcelo

Itagiba – Vice-Presidentes, Antonio Carlos Magalhães

Neto, Bruno Araújo, Cândido Vaccarezza, Colbert Mar-tins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Francisco Tenorio, Geraldo Pudim, Gerson Peres, Ibsen Pinheiro, João Paulo Cunha, José Eduardo Car-dozo, José Genoíno, Magela, Marcelo Guimarães Filho, Marcos Medrado, Maurício Quintella Lessa, Maurício Rands, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Nelson Pel-legrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Re-nato Amary, Roberto Magalhães, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Valtenir Pereira, Vilson Covatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, André de Paula, Antônio Carlos Biffi, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, Hugo Leal, João Campos, João Magalhães, José Aní-bal, Matteo Chiarelli, Paulo Bornhausen, Pinto Itamaraty, Ricardo Tripoli, Sandro Mabel, Sarney Filho, Severiano Alves, Solange Amaral e William Woo.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 228-B, DE 2007 (Do Sr. Chico D’Angelo)

Institui o Dia Nacional de Combate à Sífilis Congênita; tendo pareceres da Co-missão de Seguridade Social e Família, pela aprovação, com emendas (relator: DEP. DR. TALMIR); e da Comissão de Educação e Cul-tura, pela aprovação deste e das emendas da Comissão de Seguridade Social e Família (relator: DEP. RIBAMAR ALVES).

Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família; Educação e Cultura; e Constitui-ção e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura

I – Relatório

Na proposição em epígrafe, o nobre Deputado CHICO D’ANGELO propõe seja instituído o Dia Na-cional de Combate à Sífilis Congênita.

Nesta Casa, o PL em apreço foi distribuído às Comissões de Seguridade Social e Família – CSSF, Educação e Cultura – CEC e de Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJC, com base no art. 54 do RICD.

A referida proposição tramita sob rito ordinário, sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões (art. 24,II, RICD).

Na CSSF, a proposta em apreço foi objeto de Parecer favorável, com três Emendas, do ilustre Deputado DR. TALMIR.

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59238 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Na CEC, onde não recebeu emendas no prazo regimental, cabe examinar o Projeto de Lei em apre-ço sob a ótica do mérito educacional e cultural, com Parecer de minha autoria, por designação da Presi-dência da Casa.

II – Voto do Relator

Apesar dos pontos que norteiam esta Comissão no sentido de não estimular proposições sobre datas comemorativas, é da nossa salutar tradição apreciar favoravelmente propostas que criam datas com alto valor educativo e cultural, sobretudo quando o assunto se reveste de interesse público.

Esse é o caso do PL em apreço. Não se pode ter dúvida sobre o quanto o Dia Nacional de Combate à Sífilis Congênita dará ensejo à conscientização sobre essa grave doença, na verdade, sobre um grupo de doenças sifilíticas sexualmente transmissíveis, em ambos os sexos.

A proposta em apreço tem, portanto, mérito edu-cacional e cultural, além de elevado espírito de rele-vância para a saúde pública.

Contudo, cabe registrar aqui o quanto foi oportuno a proposta ter passado pelo crivo de um profissional da saúde, meu ilustre colega DR. TALMIR, que no seu Pa-recer favorável na CSSF percebeu equívocos de ordem médica, e prontamente fez os reparos necessários à pro-posta, apresentando, para tanto, três Emendas. De fato, Sífilis é gênero de doença, e Sífilis Congênita é espécie. Daí a importância de que a data a ser instituída seja Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita. Além disso, o nobre relator na CSSF adicionou oportunamente ao Parágrafo único do art. 2º do PL a referência à DST – Doença Sexualmente Transmissível.

Posto isso, voto pela aprovação – no julgamento de mérito educacional e cultural que compete exclusi-vamente à CEC –, do Projeto de Lei nº 228, de 2007, do ilustre Deputado CHICO D’ANGELO, nos termos do texto aprovado na CSSF, com a três Emendas apre-sentadas pelo autor do Parecer nessa Comissão.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputado Ribamar Alves, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Educação e Cultura, em reunião extraordinária realizada hoje, concluiu unanimemen-te pela aprovação do Projeto de Lei nº 228-A/07, de acordo com as emendas adotadas na Comissão de Seguridade Social e Família, nos termos do parecer do relator, Deputado Ribamar Alves.Estiveram presentes os Senhores Deputados:

Gastão Vieira,Presidente; Maria do Rosário e Osvaldo Reis – Vice-Presidentes; Alex Canziani, Alice Portugal, Angelo Vanhoni, Antonio Bulhões, Antônio

Carlos Biffi, Ariosto Holanda, Átila Lira, Carlos Abica-lil, Clodovil Hernandes, Fátima Bezerra, Iran Barbosa, João Matos, Joaquim Beltrão, Lelo Coimbra, Lobbe Neto, Nice Lobão, Nilmar Ruiz, Paulo Renato Souza, Paulo Rubem Santiago, Professor Ruy Pauletti, Pro-fessor Setimo, Professora Raquel Teixeira, Raul Henry, Rogério Marinho, Severiano Alves, Waldir Maranhão, Angela Portela e Raimundo Gomes de Matos.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Gastão Vieira, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 258-B, DE 2007 (Do Sr. Colbert Martins)

Denomina “Viaduto Engenheiro Civil J.J. Lopes de Brito” o viaduto localizado no Km 519,5 do Anel de Contorno sobre a BR-324, no Município de Feira de Santana, Esta-do da Bahia; tendo pareceres da Comissão de Viação e Transportes, pela aprovação (re-lator: DEP. CLAUDIO CAJADO); e da Comis-são de Educação e Cultura, pela aprovação (relatora: DEP. ALICE PORTUGAL).

Despacho: Às Comissões de Viação e Transportes; Educação e Cultura; e Constitui-ção e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Educação e Cultura

I – Relatório

O Projeto de Lei nº 258, de 2007, de autoria do ilustre Deputado Colbert Martins, atribui a denomina-ção de “Viaduto Engenheiro Civil J.J. Lopes de Brito” ao viaduto localizado no Km 519,5 do Anel do Contorno sobre a BR-324, no Município de Feira de Santana, no Estado da Bahia.

A matéria tramita sob rito ordinário, sujeita à apreciação conclusiva pelas Comissões, nos termos do art. 24, II, do Regimento Interno.

O Projeto foi aprovado na Comissão de Viação e Transportes, onde recebeu parecer favorável do nobre Deputado Claudio Cajado.

Nesta Comissão, onde não foram apresentadas emendas no prazo regimental, cumpre-nos examinar o Projeto quanto ao mérito da homenagem cívica, confor-me o disposto no art. 32, inciso IX, alínea f, do RICD.

É o relatório.

II – Voto do Relator

O Senhor José Joaquim Lopes de Brito, a quem a presente iniciativa pretende homenagear, foi o res-ponsável pela primeira planta de Feira de Santana,

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59239

na qual surgiram as longas e extensas avenidas que caracterizam esta cidade de belos traços.

Conhecido por todos conhecido como “Doutor Brito”, formou-se engenheiro civil em 1938, foi servi-dor público municipal e professor de várias gerações nos principais estabelecimentos de ensino da cidade, vindo a falecer, aos 91 anos de idade, em fevereiro úl-timo passado. Durante sua gestão como Secretário de Viação e Obras Públicas de Feira de Santana, deixou a marca de sua incontestável competência profissional nas inúmeras edificações erguidas no município.

Embora a proposição não se faça acompanhar de prova de clara concordância da comunidade local em relação à homenagem pretendida, conforme in-dica a Súmula de Recomendações aos Relatores nº 1/2001, desta Comissão de Educação e Cultura, es-tamos convencidos de sua justeza e do assentimento dos nobres Pares.

Dessa forma, votamos pela aprovação do Projeto de Lei nº 258, de 2007.

Sala da Comissão, 10 de outubro de 2007. – Deputada Alice Portugal, Relatora.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Educação e Cultura, em reunião extraordinária realizada hoje, concluiu unanimemente pela aprovação do Projeto de Lei nº 258-A/07, nos ter-mos do parecer da relatora, Deputada Alice Portugal.

Estiveram presentes os Senhores Deputados: Gastão Vieira,Presidente; Maria do Rosário e

Osvaldo Reis – Vice-Presidentes; Alex Canziani, Alice Portugal, Angelo Vanhoni, Antonio Bulhões, Antônio Carlos Biffi, Ariosto Holanda, Átila Lira, Carlos Abica-lil, Clodovil Hernandes, Fátima Bezerra, Iran Barbosa, João Matos, Joaquim Beltrão, Lelo Coimbra, Lobbe Neto, Nice Lobão, Nilmar Ruiz, Paulo Renato Souza, Paulo Rubem Santiago, Professor Ruy Pauletti, Pro-fessor Setimo, Professora Raquel Teixeira, Raul Henry, Rogério Marinho, Severiano Alves, Waldir Maranhão, Angela Portela e Raimundo Gomes de Matos.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Gastão Vieira, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 498-A, DE 2007 (Do Sr. Dr. Rosinha)

Estabelece a obrigatoriedade de no-tificação compulsória dos casos em que especifica e dá outras providências; tendo parecer da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprovação, com emenda (re-lator: DEP. GERMANO BONOW).

Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Seguridade Social e Família

I – Relatório

O presente projeto de lei torna obrigatória a no-tificação dos atendimentos de casos de tentativa de suicídio, estabelecendo que o poder público manterá equipes multidisciplinares para o acompanhamento desses pacientes, além de estatísticas atualizadas

Na exposição de motivos do projeto, alega que, apesar de a incidência de tentativas de suicídio ser crescente, não existe ainda atendimento especializa-do para esses casos. Ainda, a notificação permitirá mapeamento epidemiológico dos casos, com a pos-sibilidade de se criarem políticas públicas que tratem do assunto.

No prazo regimental, não foram apresentadas emendas ao projeto.

Esta Comissão de Seguridade Social e Família será a única a se pronunciar a respeito do mérito da proposição, que dispensa a apreciação do Plenário por ter caráter conclusivo nas comissões. Em seguida, será apreciada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a respeito da sua constitucionalidade, regimentalidade e juridicidade.

Cabe a esta Comissão de Seguridade Social e Família a análise da proposição do ponto de vista sanitário e quanto ao mérito. Eventuais ponderações acerca da redação ou da técnica legislativa deverão ser apontadas pela Comissão de Constituição e Jus-tiça e de Cidadania.

II – Voto do Relator

O Projeto de Lei em análise vem demonstrar a já notória sensibilidade do nosso insigne Colega, Depu-tado Dr. Rosinha. Com efeito, trata de questão bastante relevante; o suicídio é um grave problema de saúde em nossa sociedade.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade por suicídios no Brasil é bastante ele-vada: 4,5 por 100.000 habitantes. Alguns estados e municípios, porém, chegam a apresentar o dobro da freqüência nacional.

Não por outro motivo, o próprio Governo Federal vem-se empenhando em seu combate. Há alguns anos, por exemplo, o Ministério da Saúde lançou a Estratégia Nacional para Prevenção do Suicídio, que pretende articulação entre os três níveis de gestão do

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SUS e as várias organizações da sociedade civil para o enfrentamento da questão. Uma das ações des-sa estratégia consistiu no lançamento das Diretrizes Nacionais para Prevenção do Suicídio, publicadas na Portaria nº 1.876, de 2006.

Entre outros dispositivos, saliento que as diretrizes prevêem identificação da prevalência dos determinantes e condicionantes do suicídio e tentativas, bem como dos fatores protetores. Esta propositura, portanto, vem ampliar e reforçar as iniciativas já existentes.

A notificação compulsória dos agravos à saúde atu-almente está regulamentada pela Portaria nº 5, de 2006, da Secretaria de Vigilância em Saúde. Tal documento, porém, não inclui os casos de tentativas de suicídio, apesar de sua crescente freqüência em nosso meio.

Dessa forma, considerando que a presente propo-sição representa avanço relevante no instrumental de que dispomos para o combate ao suicídio, manifesto-me favoravelmente à sua aprovação. Entretanto, apenas como sugestão para enxugamento do texto, apresento emenda modificativa para o art. 2º, em anexo.

Sala da Comissão, 28 de agosto de 2007. – Depu-tado Germano Bonow, Relator.

EMENDA Nº 1

Dê-se ao art. 2o do projeto a seguinte redação:

“Art. 2º O órgão público de saúde munici-pal ou estadual manterá equipe para o acom-panhamento às pessoas com o diagnóstico especificado no art. 1º.”

Sala da Comissão, 28 de agosto de 2007. – Depu-tado Germano Bonow, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unani-memente, com emenda o Projeto de Lei nº 498/2007, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Germa-no Bonow.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Jorge Tadeu Mudalen – Presidente, Alceni Guer-

ra e Cleber Verde – Vice-Presidentes, Angela Portela, Armando Abílio, Arnaldo Faria de Sá, Cida Diogo, Dar-císio Perondi, Dr. Pinotti, Dr. Talmir, Eduardo Amorim, Eduardo Barbosa, Geraldo Resende, Germano Bonow, Jô Moraes, João Bittar, Jofran Frejat, José Linhares, Marcelo Castro, Mário Heringer, Maurício Trindade, Neilton Mulim, Pepe Vargas, Rafael Guerra, Raimundo Gomes de Matos, Rita Camata, Roberto Britto, Saraiva Felipe, Solange Almeida, Gorete Pereira, Lelo Coimbra, Manato e Simão Sessim.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Depu-tado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 742-B, DE 2007 (Do Sr. Elismar Prado)

Inclui, no art. 105 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, novo inciso que torna obrigatória a aplicação de tinta fosfo-rescente nas portas de saída de emergência nos veículos de transporte de passageiros. ; tendo pareceres da Comissão de Viação e Transportes, pela aprovação, com emen-das (relator: DEP. PEDRO FERNANDES) e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, ju-ridicidade e técnica legislativa deste e das Emendas da Comissão de Viação e Trans-portes (relator: DEP. RENATO AMARY).

Despacho: Às Comissões de: Viação e Transportes e Constituição e Justiça e de Ci-dadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Trata-se de Projeto que modifica o art. 105 da Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, visando a que as portas de saída de emergência dos veículos de transporte de passageiros sejam pintadas, no seu lado interno, com tinta fosforescente, segundo as normas estabelecidas pelo CONTRAN.

A Comissão de Viação e Transportes aprovou a proposição com duas emendas. Uma delas dispõe sobre a necessidade de as saídas de emergências em ônibus e microônibus serem visíveis independentemente da existência ou não de luz ambiente, segundo normas estabelecidas pelo CONTRAN; a outra promove ajuste na ementa do Projeto.

Vem em seguida o Projeto a este Colegiado, quando se faz o presente parecer.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Consoante a alínea a do inciso IV do art. 32 do Regimento Interno desta Câmara dos Deputados, in-cumbe a este Colegiado a análise das proposições, quanto à constitucionalidade, à juridicidade e à técni-ca legislativa.

O Projeto de Lei n° 742, de 2007, é constitucional, jurídico e de boa técnica legislativa. Ao examiná-lo, esta relatoria não detectou nenhum vício que pudesse macu-lar a sua constitucionalidade, juridicidade e boa técnica

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legislativa. O mesmo se pode dizer das emendas apre-sentadas na Comissão de Viação e Transportes.

Considerando o que acaba de ser exposto, este relator vota pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Lei n° 742, de 2007, e das emendas a ele apresentadas na Comissão de Viação e Transportes.

Sala da Comissão, 4 de outubro de 2007. – Depu-tado Renato Amary, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Lei nº 742-A/2007 e das Emendas da Comissão de Viação e Transportes, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Renato Amary.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 882-A, DE 2007 (Do Senado Federal)

PLS Nº 305/06 OFÍCIO Nº 635/07 (SF)

Altera a alínea “c” e revoga a alínea “d” do art. 2º da Lei nº 2.784, de 18 de junho de 1913, visando alterar o fuso horário do Es-tado do Acre e de parte do Estado do Ama-zonas do fuso Greenwich “menos 5 (cinco) horas” para o fuso Greenwich “menos 4 (quatro) horas”; tendo parecer da Comis-são de Ciência e Tecnologia, Comunicação

e Informática, pela aprovação deste, e dos de nºs 438/2007, 1.323/2007, apensados, com substitutivo (relatora: DEP. REBECCA GARCIA).

Despacho: Às Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD)

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática

I – Relatório

O Projeto em tela altera a Lei nº 2.784, de 18 de junho de 1913, que determina a hora legal no Brasil, a fim de excluir o quarto fuso horário – Greenwich menos 5 (cinco) horas – do sistema horário brasileiro. Assim, o Estado do Acre e todo o Estado do Amazo-nas passam para o fuso horário Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’.

Apensos à proposição principal, o Projeto de Lei nº 438, de 2007, oferecido pela Deputada ELCIONE BARBALHO, e o Projeto de Lei nº 1.323, de 2007, da lavra do Deputado LIRA MAIA, se propõem a reformular o sistema de fusos horários, com o estabelecimento de três fusos apenas e extinguindo a divisão do Es-tado do Pará em dois fusos distintos, o que, segundo os autores, causa transtornos para população, como dificuldades de comunicação com órgãos públicos, empresas e outras instituições em determinados ho-rários do dia.

Os projetos, que tramitam em caráter conclusi-vo, foram distribuídos inicialmente à esta Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, a qual compete se manifestar sobre o mérito, e para os quais não foram apresentadas emendas durante o prazo regimental.

É o Relatório.

II – Voto do Relator

O Estado do Acre e a Amazônia Ocidental são as únicas regiões do Brasil que se submetem ao fuso horário caracterizado como Greenwich ‘menos 5 (cinco) horas’. Essa situação perdura desde a edi-ção da Lei nº 2.784, de 1913, que institui a hora le-gal no País.

Desde então, assistimos a uma evolução tecno-lógica no campo das comunicações que aproxima, de forma jamais vista, as pessoas, pulverizando as dis-tâncias geográficas. Esse novo contexto propicia uma integração cultural, econômica e social de regiões como

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59242 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

a Amazônia Ocidental e Estado ao Acre aos centros mais dinâmicos da economia brasileira.

Assim, uma diferença de três horas, hoje, se con-figura como um verdadeiro obstáculo à esse saudável processo de integração nacional favorecido pelas tec-nologias da informação. Removê-lo é o objeto da inicia-tiva em análise e com a qual concordamos. Podemos relacionar, ainda, outros aspectos que evidenciam a pertinência da proposição.

Adiantar uma hora o sistema horário dessas regi-ões permitirá uma melhor adaptação da ordem tempo-ral interna da população, favorecendo o ciclo laboral. O consumo de energia em tais regiões, também, tende a diminuir, contribuindo com um aspecto que é cada vez mais crítico na economia brasileira: disponibilidade de energia elétrica.

As proposições apensas – Projeto de Lei nº 438, de 2007, e Projeto de Lei nº 1.323, de 2007 – são materialmente similares à principal, incluindo o Estado do Acre e a Amazônia Ocidental no fuso ho-rário Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’, adiantando o sistema horário dessas regiões em uma hora. Além disso, unificam o sistema horário do Estado do Pará – hoje dividido em dois fusos horários – deixando-o inteiro no fuso horário Greenwich ‘menos 3 (três) ho-ras’, o mesmo de Brasília.

A divisão do Estado do Pará em duas regiões ho-rárias implica em transtornos para a população como dificuldades de comunicação com órgãos públicos, empresas e demais instituições em determinados ho-rários do dia. Essa situação é agravada num contexto de disseminação das tecnologias de comunicação, motivo pelo qual somos pela aprovação da disposição que unifica o sistema horário dessa Estado.

Desta feita, elaboramos um substitutivo que, da mesma forma que proposição aprovada no Senado Federal, emenda a Lei nº 2.784, de 1913, congregan-do as disposições previstas nos três Projetos de Lei: altera o fuso horário do Estado do Acre e da Amazônia Ocidental para o Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’, e unifica o horário do Estado do Pará, deixando essa unidade da federação inteira no fuso Greenwich ‘me-nos 3 (três) horas’. Por fim, introduzimos um período de sessenta dias para vigência, para permitir a ampla divulgação da medida.

Diante de todo o exposto, manifestamo-nos pela APROVAÇÃO da proposição principal, Projeto de Lei nº 882, de 2007, e pela APROVAÇÃO dos Projetos de Lei nº 438, de 2007, e nº 1.323, de 2007, na forma do Substitutivo que apresentamos.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputada Rebecca Garcia, Relatora.

SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 882, DE 2007

(Apensos: Projetos de Lei nº 438/2007 e 1.323/2007)

Altera as alínea “b” e “c” e revoga a alínea “d” do art. 2º da Lei nº 2.784, de 18 de junho de 1913, a fim de modificar os fusos horá-rios do Estado do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso Greenwich ‘menos 5 (cinco) horas’ para o fuso Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’, e da parte ocidental do Estado do Pará do fuso horário Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’ para o fuso horário Greenwich ‘menos 3 (três) horas’.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º Esta Lei altera as alíneas b e c e revoga

a alínea d do artigo 2º da Lei nº 2.784, de 18 de junho de 1913, a fim de modificar os fusos horários do Esta-do do Acre e de parte do Estado do Amazonas do fuso horário Greenwich ‘menos 5 (cinco) horas’ para o fuso Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’, e da parte ocidental do Estado do Pará do fuso horário Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’ para o fuso horário Greenwich ‘menos 3 (três) horas’.

Art. 2º As alíneas b e c do artigo 2º da Lei nº 2.784, de 18 de junho de 1913, passam a vigorar com as seguintes redações:

“Art. 2º .................................................. ..............................................................b) o segundo fuso, caracterizado pela

hora de Greenwich ‘menos 3 (três) horas’, compreende todo o litoral do Brasil, o Distrito Federal e os Estados interiores, exceto os re-lacionados na alínea “c” deste artigo;

c) o terceiro fuso, caracterizado pela hora de Greenwich ‘menos 4 (quatro) horas’, com-preende os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Rorai-ma e Acre.”(NR)

Art. 3º Fica revogada a alínea d do artigo 2º da Lei nº 2.784, de 18 de junho de 1913.

Art. 4º Esta lei entra em vigor sessenta dias após sua publicação.

Sala da Comissão, 17 de outubro de 2007. – Deputada Rebecca Garcia, Relatora.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunica-ção e Informática, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 882/2007, o PL nº 438/2007, e o PL nº 1.323/2007, apensados,

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59243

com substitutivo, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Rebecca Garcia.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Julio Semeghini – Presidente, José Rocha, Paulo

Bornhausen e Bilac Pinto – Vice-Presidentes, Bruno Rodrigues, Cristiano Matheus, Dr. Nechar, Edigar Mão Branca, Eduardo Sciarra, Elismar Prado, Emanuel Fernandes, Enio Bacci, Guilherme Menezes, Gusta-vo Fruet, José Aníbal, Leandro Sampaio, Luiza Erun-dina, Manoel Salviano, Maria do Carmo Lara, Miguel Martini, Nazareno Fonteles, Paulo Henrique Lustosa, Paulo Roberto, Roberto Rocha, Rômulo Gouveia, Si-las Câmara, Uldurico Pinto, Valadares Filho, Vic Pires Franco, Zequinha Marinho, Ana Arraes, Cida Diogo, Edson Duarte, Eduardo Cunha, Fernando Ferro, João Carlos Bacelar, Juvenil Alves, Paulo Piau, Rebecca Garcia e Takayama.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Julio Semeghini, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 913-A, DE 2007 (Do Sr. Carlos Alberto Leréia)

Dá nova redação ao art. 585 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973, que institui o Código de Processo Civil; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cida-dania, pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação (relator: DEP. ZENALDO COUTINHO).

Despacho: À Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à aprecia-ção conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

A proposição em tela acrescenta um inciso ao art. 585 do Código de Processo Civil, no qual se en-contra a lista dos títulos executivos extrajudiciais, para fazer constar desta, de forma expressa, os ho-norários do árbitro, quando fixados pelas partes no compromisso arbitral.

A inclusa justificação esclarece que essa modali-dade de título executivo extrajudicial é prevista no pa-rágrafo único do art. 11 da Lei nº 9.307/96. Tratar-se-ia, portanto, de uma maneira de o legislador prestigiar o instituto da arbitragem, forma moderna e pacífica de solução de controvérsias.

A apreciação por esta Comissão é conclusiva, sem que, esgotado o prazo regimental, sobreviessem emendas ao projeto de lei.

É o relatório.

II – Voto do Relator

A proposição atende ao pressuposto de constitu-cionalidade, relativo à competência legislativa da União e à atribuição do Congresso Nacional para legislar so-bre Direito Processual, sendo legítima a iniciativa par-lamentar e adequada a elaboração de lei ordinária.

A juridicidade acha-se preservada, não sendo ofen-didos princípios norteadores do ordenamento pátrio.

A técnica legislativa encontra-se em consonân-cia com a legislação de regência – Lei complementar nº 95/98.

Passa-se ao mérito.Como observa CARLOS ALBERTO CARMONA1,

“a extensa e eclética lista do art. 585 não é exaustiva: pode a lei criar outros títulos além daqueles predispos-tos pelo legislador. Utilizando-se dessa prerrogativa, o legislador foi pródigo na criação de múltiplos títulos executivos, enfraquecendo ainda mais a já precária harmonia tentada no art. 585.”

Esta tendência legislativa não foi corrigida com a nova redação dada ao citado art. 585 pela Lei nº 11.382, de 2006, que alterou artigos do diploma processual civil relativos ao processo de execução.

Assim, este projeto de lei tem o mérito de con-tribuir para a unificação da lista de títulos executivos extrajudiciais, trazida pelo art. 585 do CPC, e o de dar a devida importância ao instituto da arbitragem, sem dúvida de grande valia para o desafogamento do Po-der Judiciário brasileiro.

Com efeito, a procura pela enumeração de todos os títulos executivos extrajudiciais na mesma lei (Có-digo de Processo Civil) vai ao encontro do espírito de consolidação da legislação brasileira, preconizado pela Lei Complementar nº 95/98.

O voto, portanto, é pela constitucionalidade, ju-ridicidade, adequada técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação do PL nº 913, de 2007.

Sala da Comissão, 25 de setembro de 2007. – Deputado Zenaldo Coutinho, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação do Pro-jeto de Lei nº 913/2007, nos termos do Parecer do Re-lator, Deputado Zenaldo Coutinho.O Deputado Regis de Oliveira apresentou voto em separado.

1 Código de Processo Civil Interpretado, Ed. Atlas, 2004, p. 1734

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59244 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Mendes Ribeiro Filho, Neucimar Fraga e Marcelo

Itagiba – Vice-Presidentes, Antonio Carlos Magalhães Neto, Bruno Araújo, Cândido Vaccarezza, Colbert Mar-tins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Francisco Tenorio, Geraldo Pudim, Ger-son Peres, Ibsen Pinheiro, João Paulo Cunha, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, Magela, Marcelo Guimarães Filho, Marcos Medrado, Maurício Quintella Lessa, Maurício Rands, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Nelson Pellegrino, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Roberto Magalhães, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Valtenir Pereira, Vilson Covatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, André de Paula, Antônio Carlos Biffi, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, Hugo Leal, João Campos, João Magalhães, José Aníbal, Matteo Chiarelli, Paulo Bornhausen, Pinto Itamaraty, Ricardo Tripoli, Sandro Mabel, Sarney Filho, Severiano Alves, Solange Amaral e William Woo.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

VOTO EM SEPARADO DO DEPUTADO REGIS DE OLIVEIRA

I – Relatório

O ilustre Deputado Carlos Alberto Leréia apresen-tou o Projeto de Lei nº 913/2007, com o objetivo de inserir os honorários do árbitro, quando fixados pelas partes no compromisso arbitral, na lista dos títulos executivos extraju-diciais, prevista no art. 585, do Código de Processo Civil.

O autor deste projeto justifica que tal medida va-lorizará o instituto da arbitragem, instrumento moderno de solução pacífica de controvérsia.

O nobre Deputado Relator Zenaldo Coutinho se manifestou favorável à aprovação da presente proposta, por entender que essa iniciativa contribuirá para unifi-car a lista de títulos executivos extrajudiciais, descrita no art. 585, do mencionado Código.

É o relatório.

II – Voto

De acordo com a lição ministrada por Moacyr Amaral Santos1, “Título executivo consiste no documento que, ao mesmo tempo em que qualifica a pessoa do credor, o le-gitima a promover a execução. Nele está a representação de um ato jurídico, em que figuram credor e devedor, bem como a eficácia, que a lei lhe confere, de atribuir àquele o direito de promover a execução contra este.”

1 SANTOS, Moacyr Amaral, Primeiras Linhas de Direito Processual Civil. São Paulo: Saraiva, 1983, 6ª ed., pág. 217.

De maneira didática, os títulos executórios são divididos em judiciais e extrajudiciais.

Os títulos executivos judiciais são definidos pela doutrina como aqueles formados com a participação de órgão do Poder Judiciário, traduzindo-se em ato estatal.

Por sua vez, os títulos executivos extrajudiciais são os atos da vida privada aos quais a lei processual agrega tal eficácia, proporcionando uma tutela rápida e mais fácil.

Atualmente, os honorários do árbitro, fixados pelas partes no compromisso arbitral não constam expres-samente como título executivo extrajudicial, no rol do art. 585, do Código de Processo Civil.

Os honorários do árbitro são considerados título executivo extrajudicial pela conjugação de dois dispo-sitivos, ou seja, por força de uma construção jurídica.

De um lado, o inciso VII, do art. 585, do Código de Processo Civil, determina que são títulos executi-vos extrajudiciais todos os demais títulos, a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva.

De outra banda, o parágrafo único, do art. 11, da Lei nº 9.307/1996, que dispõe sobre arbitragem, estabelece que, fixando as partes os honorários do árbitro, no compromisso arbitral, este constituirá título executivo extrajudicial.

Indiscutivelmente, a menção expressa dos honorá-rios do árbitro como título executivo extrajudicial, na lista prevista no art. 585, do citado diploma legal, dará maior credibilidade ao instituto da arbitragem, evitando qualquer questionamento quanto à validade de tal obrigação.

De fato, a pretendida inclusão é importante, por-que vigora em nosso ordenamento jurídico o princípio da tipicidade legal do título executivo, isto quer dizer que títulos executivos são apenas aqueles que estão previamente definidos em lei.

Em outras palavras, significa que cabe exclusivamen-te ao legislador conferir o caráter de título executivo a deter-minados documentos ou fatos. Eles são numerus clausus. Não podem as partes convencionar a esse respeito através de cláusulas que conduzam à execução forçada.

É relevante esclarecer que essa regra encontra fundamento na gravidade dos atos executivos, onde praticamente não há espaço para o contraditório.

Por outro lado, é muito importante valorizar o ins-tituto da arbitragem, que constitui poderosa ferramenta de dissolução de conflitos de interesse, auxiliando a desafogar o Poder Judiciário.

À luz de todo o exposto, voto pela constitucio-nalidade, juridicidade, técnica legislativa e, no mérito, pela aprovação do PL nº 913, de 2007.

Sala da Comissão, 8 de outubro de 2007. – Deputado Regis de Oliveira.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59245

PROJETO DE LEI Nº 944-A, DE 2007 (Do Sr. Sebastião Bala Rocha)

Altera o art. 19 da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Es-tatuto do Idoso e dá outras providências; tendo parecer da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprovação (relator: DEP. DR. NECHAR).

Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Seguridade Social e Família

I – Relatório

Trata-se de projeto de lei que modifica a redação do art. 19, da Lei nº 10.741, de 2003 – Estatuto do Ido-so –, que tem por objetivo ampliar o nº de entidades responsáveis pela comunicação de violência contra idosos, estabelecendo também a obrigatoriedade de comunicação à autoridade sanitária, para efeitos es-tatísticos.

Argumenta com a magnitude do nº de violência contra idosos, que se sentem desprotegidos e até sen-tem culpa pelo fracasso das relações familiares.

Nesse contexto de relações negativas, as pessoas de idade avançada, face às suas circunstâncias pesso-ais, por temor ou impossibilidade, não comunicam às autoridades as violências das quais são vítimas.

É o relatório.

II – Voto do Relator

A este órgão colegiado compete examinar o mé-rito do PL.

Como bem ressalta a justificação, os idosos de-vem ter, para exercer seus direitos ou para se defende-rem, salvaguardas especiais, superiores às dispensa-das às pessoas em idade de total produtividade.

Muitos dos maus tratos e desprezos ocorrem no ambiente interno, familiar. Os idosos, em sua maioria, são dependentes totais, que necessitam de atitudes das pessoas com quem convivem para realizar suas atividades; por isso mesmo, tem ele fundado temor de noticiar às autoridades e até a terceiros as agruras de que são vítimas, com medo de represálias. E mesmo quando procuram algum estabelecimento de saúde, para se beneficiarem de seus serviços, na maioria das vezes, pelas razões apresentadas, eles omitem aos atendentes a verdade dos fatos delituosos de que são vítimas.

Assim, é oportuna a apresentação do presente PL que, inclusive, aumenta o elenco de órgãos públicos – a vigilância sanitária – a que o lesado, idoso, possa se socorrer, fator que tornará, com certeza, mais efe-tiva sua proteção.

Face ao exposto, votamos, no mérito, pela apro-vação do PL de nº 944, de 2007.

Sala da Comissão, 2 de agosto de 2007. – Depu-tado Dr. Nechar, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 944/2007, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Dr. Nechar.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Jorge Tadeu Mudalen – Presidente, Alceni Guer-

ra e Cleber Verde – Vice-Presidentes, Angela Portela, Armando Abílio, Arnaldo Faria de Sá, Cida Diogo, Dar-císio Perondi, Dr. Pinotti, Dr. Talmir, Eduardo Amorim, Eduardo Barbosa, Geraldo Resende, Germano Bonow, Jô Moraes, João Bittar, Jofran Frejat, José Linhares, Marcelo Castro, Mário Heringer, Maurício Trindade, Neilton Mulim, Pepe Vargas, Rafael Guerra, Raimundo Gomes de Matos, Rita Camata, Roberto Britto, Saraiva Felipe, Solange Almeida, Gorete Pereira, Lelo Coimbra, Manato e Simão Sessim.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Depu-tado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 1.127-A, DE 2007 (Do Sr. Jair Bolsonaro)

Institui a Semana Nacional da Saúde Masculina; tendo parecer da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprova-ção (relator: DEP. DR. NECHAR).

Despacho: Às Comissões de Seguri-dade Social e Família; Educação e Cultura e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Seguridade Social e Família

I – Relatório

A proposição sob análise institui a Semana Nacio-nal da Saúde Masculina, definindo a segunda semana do mês de agosto para sua comemoração.

Determina que as autoridade do Sistema Único da Saúde organizem, em conjunto com entidades de especialistas e outros órgãos públicos, atividades, vi-

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59246 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

sando educar e ampliar a consciência sobre os princi-pais problemas vinculados à saúde do homem.

Prevê, ainda, a participação das unidades de saúde, que poderão prestar atendimentos relaciona-dos às doenças do homem.

Da mesma forma, poderão ser envolvidas as escolas de segundo grau, onde serão desenvolvidas atividades educativas e preventivas sobre o tema.

Sustenta sua proposta, principalmente, no fato de os homens não terem o mesmo grau de iniciativa das mulheres para se informar sobre seus problemas de saúde, bem como de buscar os cuidados neces-sários.

Destaca que a ignorância e o desinteresse sobre os principais fatores de risco das doenças que afetam, exclusiva ou predominantemente, o homem têm pro-vocado inúmeras mortes ou a necessidade de proce-dimentos mais agressivos para o tratamento.

Entende que, destinar uma semana voltada para esclarecer e conscientizar os homens sobre seus pro-blemas de saúde seria importante para mudar esta situação.

A matéria está sujeita à manifestação conclusiva das comissões, conforme reza o art. 24, II, do Regi-mento Interno.

Não foram apresentadas emendas no prazo re-gimental.

II – Voto do Relator

A proposição ora sob apreciação, de autoria do nobre Deputado Jair Bolsonaro, demonstra sua sen-sibilidade para os graves problemas de saúde dos homens brasileiros.

Procura oferecer uma contribuição para quebrar a prejudicial cultura dos homens de descuido com a própria saúde. Ao contrário da maioria das mulheres, que já formaram uma cultura de buscar informações sobre seus problemas, o homem tem pautado sua participação pelo desinteresse, falta de informação e de baixa consciência sobre as doenças que mais o atingem.

Não são poucos os males responsáveis por mor-tes que poderiam ser evitadas, caso as medidas pre-ventivas elementares fossem tomadas.

Destaca-se, neste universo, o câncer de prósta-ta, que é a segunda maior causa de óbitos por câncer em homens, sendo superado apenas pelo de pulmão. Assim como em outros cânceres, a idade é um fator de risco importante, ganhando um significado especial no câncer da próstata, uma vez que, tanto a incidên-cia como a mortalidade, aumentam exponencialmente após a idade de 50 (cinqüenta) anos.

Assim, quanto maior a idade, mais indicados os exames preventivos, que poderiam evitar sérios trans-tornos à vida ou mesmo à morte.

Todavia, a grande maioria dos homens ou des-conhecem a importância e a simplicidade dos exames ou, por descuidado ou preconceito, não realizam os exames rotineiros indispensáveis. A postura do homem diante do câncer de próstata ilustra bem a situação da saúde masculina no Brasil.

É inquestionável a existência da diferença dos cuidados adotados por uma mulher com sua saúde em relação ao homem. Muitos fatores poderiam explicar essa realidade, mas, diante da altíssima relevância do ponto de vista sanitário das doenças cardiovasculares, câncer de vários tipos, impotência, doenças transmis-síveis e muitas outras, as autoridades sanitárias têm a obrigação de tomar todas as iniciativas necessárias para reverter esse quadro.

Nessas circunstâncias, torna-se muito oportuna a instituição de uma Semana Nacional da Saúde Mas-culina, que se constituirá em um momento fundamental para mobilizar e conscientizar os homens sobre seus sérios problemas de saúde.

Diante do exposto e pela relevância da matéria, manifestamos nosso voto favorável ao Projeto de Lei nº 1.127 de 2007.

Sala da Comissão, 2 de agosto de 2007. – Depu-tado Dr. Nechar, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 1.127/2007, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Dr. Nechar.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Jorge Tadeu Mudalen – Presidente, Alceni Guer-

ra e Cleber Verde – Vice-Presidentes, Angela Portela, Armando Abílio, Arnaldo Faria de Sá, Cida Diogo, Dar-císio Perondi, Dr. Pinotti, Dr. Talmir, Eduardo Amorim, Eduardo Barbosa, Geraldo Resende, Germano Bonow, Jô Moraes, João Bittar, Jofran Frejat, José Linhares, Marcelo Castro, Mário Heringer, Maurício Trindade, Neilton Mulim, Pepe Vargas, Rafael Guerra, Raimundo Gomes de Matos, Rita Camata, Roberto Britto, Saraiva Felipe, Solange Almeida, Gorete Pereira, Lelo Coimbra, Manato e Simão Sessim.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – De-putado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

PROJETO DE LEI Nº 1.273-A, DE 2007 (Do Sr. Alexandre Silveira)

Inclui as vacinas contra meningites pneumocócicas e meningocócicas no Ca-

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59247

lendário Básico de Vacinação da Criança; tendo parecer da Comissão de Seguridade Social e Família, pela aprovação deste e dos de nºs 1.460/2007, 1.539/2007 e 1.793/2007, apensados, com substitutivo (relatora: DEP. RITA CAMATA).

Despacho: Às Comissões de Seguridade Social e Família e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Aprecia-ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

Publicação do Parecer da Comissão de Seguridade Social e Família

I – Relatório

O projeto principal determina a inclusão no Calen-dário Básico de Vacinação da Criança as vacinas contra meningites pneumocócicas e meningocócicas.

O Projeto de Lei nº 1.460/07 apensado, de autoria do Deputado Dr. Talmir, torna obrigatória a vacinação contra hepatite A, pneumonia, varicela, gripe, menin-gite, em crianças de 0 a 5 anos. Determina ainda que o Sistema Único de Saúde disponibilize os meios para o cumprimento da lei.

Já o PL nº 1.539/07, de autoria do deputado Ge-orge Hilton obriga a vacinação de todo cidadão contra a meningite Bacteriana Meningocócica do Grupo C e contra infecção pneumocócica. Também estabelece que o Governo Federal disponibilizará verba pública no orçamento da União a fim de garantir os recursos necessários para a realização dessa vacinas.

O PL nº 1.793/07, do deputado Manoel Júnior, incluí no Calendário Básico de Vacinação da Criança a vacina contra Doenças Pneumocócicas.

As quatro iniciativas ressaltam a grande inci-dência de agravos como gripe e hepatite A na popu-lação. Considerando-se o potencial de complicações destas patologias, por vezes extremamente graves, evidencia-se a importância de incluir estas vacinas no calendário de vacinação das crianças. Do mesmo modo, vacinas contra as diversas formas de meningi-te são indispensáveis, tendo em vista o alto índice de letalidade desta doença.

Distribuídas para exame de mérito em nossa Co-missão de Seguridade Social e Família, será a seguir analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

No decurso do prazo regimental, não foram apre-sentadas emendas.

II – Voto da Relatora

Não se discute a importância de proporcionar a mais ampla proteção vacinal à população brasileira. Não

há como negar que, em existindo vacina que apresente segurança e proteção adequadas para um agravo de repercussões importantes na sociedade, este instru-mento deve ser incorporado ao arsenal da saúde.

De acordo com o art. 3º da Lei nº 6.259, de 30 de outubro de 1975, que trata do Programa Nacional de Imunizações, estabelece a competência do Minis-tério da Saúde para definir as vacinações de caráter obrigatório, emergencial, ou em situações específicas, “cabe ao Ministério da Saúde a elaboração do Programa Nacional de Imunizações, que definirá as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório.”

Vemos, assim, que estas propostas se apropriam de ações específicas do Sistema Único de Saúde. No entanto, quanto a esta questão nada temos a opinar, uma vez que esta Comissão de Seguridade Social e Família tem o dever de se ater ao exame do mérito enfocando questões de saúde pública. Sem dúvida nenhuma, a Comissão de Constituição e Justiça pro-nunciar-se-á a respeito do questionamento de ordem de iniciativa. Atenho-me, pois, ao mérito da matéria.

Hoje são três os calendários de vacinação:Calendário Básico de Vacinação da Criança;Calendário de Vacinação do Adolescente; eCalendário de Vacinação do Adulto e do Idoso.A proposição principal, PL nº 1.273/07, e dois dos

projetos apensados, PL nº 1.460/07 e PL nº 1.793/07 pretendem acrescentar vacinas ao Calendário Básico da Criança. Trata-se de vacinação contra meningites pneu-mocócicas e meningocócicas, Hepatite A, pneumonia, varicela, gripe, meningite e doenças pneumocócicas. Já o PL nº 1.539/07 tem como objetivo a vacinação de todos os cidadãos contra a Meningite Bacteriana Me-ningocócica tipo C e infecção pneumocócica.

Sobre tais propostas é preciso registrar que exis-tem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite. Dentre estas, estão disponíveis no Calendário de Va-cinação da Criança as vacinas BCG, que previne a meningite tuberculosa, e a Tetravalente contra a me-ningite por Haemophilus influenzae tipo B. As vacinas contra a meningite meningocócica, no entanto, estão disponíveis apenas para controle de surtos.

De acordo com a Organização Mundial de Saú-de (OMS), as doenças pneumocócicas já estão em primeiro lugar no mundo em número de mortes de crianças até cinco anos por causas que poderiam ser prevenidas com vacinação. Crianças com menos de 2 anos têm maior probabilidade de contrair estas do-enças, justamente em uma fase em que a pneumo-nia pode ser fatal. Além disso, no Brasil, a meningite pneumocócica ocorre com freqüência 15 vezes maior em crianças abaixo dos 5 anos, de acordo com estudo divulgado em 2002 no Jornal de Pediatria.

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59248 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

No caso da Hepatite o Calendário de Vacinação da Criança prevê a vacinação de apenas um tipo, a Hepatite tipo B. A Hepatite A, no entanto, é a mais fre-qüente no Brasil e bastante comum em crianças. Vale lembrar que existe vacina segura para a Hepatite A.

A vacina que previne a pneumonia já consta do Calendário de Vacinação de Adultos e Idosos, mas não está à disposição no Calendário Básico de Vaci-nação da Criança. Tão pouco está incluída no referido calendário a vacina contra a varicela.

Salientamos que nota técnica elaborada pela Coordenação Geral do Programa Nacional de Imuni-zações do Ministério da Saúde afirma que o Programa Nacional de Imunizações – PNI, “tem como prioridade a introdução no Calendário de Vacinação de 4 (qua-tro) novas vacinas, a saber: vacina contra a hepatite A, vacina meningocócica conjugada C, vacina pneu-mocócica conjugada sete valente, e vacina contra a varincela”.

Vemos, pelo exposto, que a inclusão de novas vacinas é uma preocupação do Departamento de Vi-gilância Epidemiológica do Ministério da Saúde que ainda não se efetivou pela ausência de previsão or-çamentária compatível.

Assim sendo, observando estritamente a com-petência da Comissão de Seguridade Social e Famí-lia, que é defender o ponto de vista da saúde pública brasileira manifestamos o voto pela aprovação dos Projetos de Lei nºs 1.273, de 2007, 1.460, de 2007, 1.539, de 2007, e 1.793, de 2007 na forma do subs-titutivo anexo.

Sala da Comissão, 20 de setembro de 2007. – Deputada Rita Camata, Relatora.

SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI Nº 1.273, DE 2007

(Apensos os PL nº 1.460, de 2007, 1.539, de 2007 e 1.793, de 2007)

Inclui as vacinas contra Hepatite A, meningocócica conjugada C, pneumocócica conjugada sete valente, varicela e pneumo-coco no Calendário Básico de Vacinação da Criança.

O Congresso Nacional decreta:Art. 1º Esta Lei amplia o rol de vacinas constantes

do Calendário Básico de Vacinação da Criança.Art. 2º Ficam incluídas no Calendário Básico de

Vacinação da Criança a vacina contra a hepatite A, a vacina meningocócica conjugada C, a vacina pneu-mocócica conjugada sete valente, a vacina contra a varicela e a vacina contra o pneumococo.

Art. 3º O Sistema Único de Saúde – SUS, dis-ponibilizará os meios necessários à consecução do disposto nesta Lei.

Art. 4º Esta Lei entra em vigor a partir do primei-ro dia do exercício financeiro subseqüente à data de sua publicação.

Sala da Comissão, 20 de setembro de 2007. – Deputada Rita Camata, Relatora.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião ordinária realizada hoje, aprovou unanimemente o Projeto de Lei nº 1.273/2007, o PL nº 1.460/2007, o PL nº 1.539/2007, e o PL nº 1.793/2007, apensados, com substitutivo, nos termos do Parecer da Relatora, Deputada Rita Camata.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Jorge Tadeu Mudalen – Presidente, Alceni Guer-

ra e Cleber Verde – Vice-Presidentes, Angela Portela, Armando Abílio, Arnaldo Faria de Sá, Cida Diogo, Dar-císio Perondi, Dr. Pinotti, Dr. Talmir, Eduardo Amorim, Eduardo Barbosa, Geraldo Resende, Germano Bonow, Jô Moraes, João Bittar, Jofran Frejat, José Linhares, Marcelo Castro, Mário Heringer, Maurício Trindade, Neilton Mulim, Pepe Vargas, Rafael Guerra, Raimundo Gomes de Matos, Rita Camata, Roberto Britto, Saraiva Felipe, Solange Almeida, Gorete Pereira, Lelo Coimbra, Manato e Simão Sessim.

Sala da Comissão, 24 de outubro de 2007. – Deputado Jorge Tadeu Mudalen, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 267-A, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 592/2005 MSC Nº 227/2005

Aprova o ato que autoriza a Associa-ção Comunitária Cultural Filadélfia – ACCFI a executar, pelo prazo de dez anos, sem di-reito de exclusividade, serviço de radiodi-fusão comunitária no município de Tucuruí, Estado Estado do Pará; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juri-dicidade e técnica legislativa (relator: DEP. WLADIMIR COSTA).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59249

I – Relatório

Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comu-nicação e Informática, que aprova o ato a que se refe-re a Portaria nº 668, de 9 de dezembro de 2003, que autoriza a Associação Comunitária Cultural Filadélfia – ACCFI a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Tucuruí, Estado do Pará.

De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Conforme determina o Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise.

A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior.

A matéria é de competência exclusiva do Con-gresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis-lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno.

Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não con-traria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua cons-titucionalidade material.

A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 267, de 2007.

Sala da Comissão, 18 de outubro de 2007. – Deputado Wladimir Costa, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº

267/2007, nos termos do Parecer do Relator, Depu-tado Wladimir Costa.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 278-A, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 47/2007 MSC Nº 188/2007

Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio e TV Difusora do Mara-nhão Ltda para explorar serviço de radio-difusão de sons e imagens, no município de São Luís , Estado do Maranhão; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucio-nalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: DEP. PINTO ITAMARATY).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR)

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Co-municação e Informática, que aprova o ato constante do de 26 de agosto de 1998, que renova, por quinze anos, a partir de 5 de outubro de 1992, a concessão

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59250 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

outorgada à Rádio e TV Difusora do Maranhão Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão de sons e imagens, no município de São Luís, Estado do Maranhão.

De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Conforme determina o Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise.

A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior.

A matéria é de competência exclusiva do Con-gresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis-lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno.

Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não con-traria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua cons-titucionalidade material.

A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 278, de 2007.

Sala da Comissão, 16 de outubrode 2007. – Deputado Pinto Itamaraty, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 278/2007, nos termos do Parecer do Relator, Depu-tado Pinto Itamaraty.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-

dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 309-A, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 560/2005 MSC Nº 220/2005

Aprova o ato que autoriza a Associa-ção Baionense de Rádio Difusão Comunitá-ria – ABARCO a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Baião, Estado Estado do Pará; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucio-nalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: DEP. GERSON PERES).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR)

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de au-toria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunica-ção e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 159, de 16 de abril de 2004, que autoriza a Associação Baionense de Rádio Difusão Comunitária – ABARCO a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comu-nitária no município de Baião, Estado do Pará.

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59251

De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Conforme determina o Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise.

A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior.

A matéria é de competência exclusiva do Con-gresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis-lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno.

Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não con-traria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua cons-titucionalidade material.

A técnica legislativa e a redação empregadas parecem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 309, de 2007.

Sala da Comissão, 16 de outubro de 2007. – Deputado Gerson Peres, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 309/2007, nos termos do Parecer do Relator, Depu-tado Gerson Peres.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-

celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 354-A, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 61/2007 MSC Nº 188/2007

Aprova o ato que renova a concessão outorgada à Rádio Cidade de Sumé Ltda. para explorar serviço de radiodifusão sono-ra em onda média, no município de Sumé, Estado da Paraíba; tendo parecer da Comis-são de Constituição e Justiça e de Cidada-nia, pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: DEP. VITAL DO RÊGO FILHO).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à apre-ciação conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comu-nicação e Informática, que aprova o ato constante do 10 de julho de 2002, que renova, por dez anos anos, a partir de 14 de setembro de 1997, a concessão ou-torgada à Rádio Cidade de Sumé Ltda. para explorar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão sonora em onda média, no município de Sumé, Esta-do da Paraíba.

De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou

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59252 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Conforme determina o Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise.

A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior.

A matéria é de competência exclusiva do Con-gresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis-lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno.

Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não con-traria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua cons-titucionalidade material.

A técnica legislativa e a redação empregadas pa-recem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 354, de 2007.

Sala da Comissão, 16 de outubro de 2007. – Deputado Vital Do Rêgo Filho, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 354/2007, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Vital do Rêgo Filho.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-

vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 355-A, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 87/2007 MSC Nº 185/2007

Aprova o ato que outorga permissão à Rádio Santiago FM Ltda. para explorar ser-viço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, no município de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucionalidade, juri-dicidade e técnica legislativa (relator: DEP. DILCEU SPERAFICO).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição sujeita à apre-ciação conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de au-toria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunica-ção e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 392, de 16 de agosto de 2006, que outorga permissão à Rádio Santiago FM Ltda. para explorar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, servi-ço de radiodifusão sonora em freqüência modulada, na cidade de Laranjeiras do Sul, Estado do Paraná.

De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Conforme determina o Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta

Page 201: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - imagem.camara.gov.brimagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD02NOV2007.pdf · ENÉAS CARNEIRO FERREIRA patrono da Eletrocardiografia no Brasil

Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59253

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise.

A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior.

A matéria é de competência exclusiva do Con-gresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis-lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno.

Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não con-traria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua cons-titucionalidade material.

A técnica legislativa e a redação empregadas pa-recem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 355, de 2007.

Sala da Comissão, de de 2007. – Deputado Dilceu Sperafico, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 355/2007, nos termos do Parecer do Relator, Depu-tado Dilceu Sperafico.

Estiveram presentes os Senhores Deputados: Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Mar-celo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Prado, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Barradas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Co-vatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayr-ton Xerez, Beto Albuquerque, Carlos Abicalil, Carlos

Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fernando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Ita-maraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 363-A, DE 2007

(Da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática)

TVR Nº 105/2007 MSC Nº 223/2007

Aprova o ato que autoriza a Associa-ção de Radiodifusão Comunitária para o Desenvolvimento de Santana dos Garrotes – PB a executar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Santana dos Garrotes, Estado da Paraíba; tendo parecer da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela constitucio-nalidade, juridicidade e técnica legislativa (relator: DEP. LUIZ COUTO).

Despacho: À Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54, RICD).

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre-ciação Conclusiva (Parecer nº 9/90 – CCJR).

Publicação do Parecer da Comissão de Constitui-ção e Justiça e de Cidadania

I – Relatório

Trata-se de Projeto de Decreto Legislativo, de autoria da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comu-nicação e Informática, que aprova o ato a que se refere a Portaria nº 729, de 23 de outubro de 2006, que auto-riza a Associação de Radiodifusão Comunitária para o Desenvolvimento de Santana dos Garrotes – PB a exe-cutar, pelo prazo de dez anos, sem direito de exclusivi-dade, serviço de radiodifusão comunitária no município de Santana dos Garrotes, Estado da Paraíba.

De competência conclusiva das comissões, o ato normativo, emanado do Poder Executivo, foi apreciado, primeiramente, no mérito, pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que aprovou parecer favorável, apresentando o Projeto de Decreto Legislativo em epígrafe.

É o relatório.

II – Voto do Relator

Conforme determina o Regimento Interno da Câ-mara dos Deputados (art. 32, IV, a), cumpre que esta Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania se

Page 202: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - imagem.camara.gov.brimagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD02NOV2007.pdf · ENÉAS CARNEIRO FERREIRA patrono da Eletrocardiografia no Brasil

59254 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

pronuncie acerca da constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposição em análise.

A proposição atende aos requisitos constitucionais formais relativos à competência legislativa da União e às atribuições do Congresso Nacional, nos termos do art. 223 da nossa Lei Maior.

A matéria é de competência exclusiva do Con-gresso Nacional, sendo o Projeto de Decreto Legis-lativo o instrumento adequado, conforme preceitua o art. 109 do Regimento Interno.

Obedecidos os requisitos constitucionais formais, podemos constatar que o projeto em exame não con-traria preceitos ou princípios da Constituição em vigor, nada havendo, pois, a objetar no tocante à sua cons-titucionalidade material.

A técnica legislativa e a redação empregadas pa-recem adequadas, conformando-se perfeitamente às normas estabelecidas pela Lei Complementar nº 95, de 1998, alterada pela Lei Complementar nº 107, de 2001.

Isto posto, nada mais havendo que possa obstar sua tramitação nesta Casa, nosso voto é no sentido da constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislativo nº 363, de 2007.

Sala da Comissão, 15 de outubro de 2007. – Deputado Luiz Couto, Relator.

III – Parecer da Comissão

A Comissão de Constituição e Justiça e de Ci-dadania, em reunião ordinária realizada hoje, opinou unanimemente pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do Projeto de Decreto Legislati-vo nº 363/2007, nos termos do Parecer do Relator, Deputado Luiz Couto.

Estiveram presentes os Senhores Deputados:Leonardo Picciani – Presidente, Mendes Ribeiro

Filho, Neucimar Fraga e Marcelo Itagiba – Vice-Presi-dentes, Cândido Vaccarezza, Colbert Martins, Edmar Moreira, Edson Aparecido, Felipe Maia, Flávio Dino, Geraldo Pudim, Ibsen Pinheiro, Indio da Costa, José Eduardo Cardozo, José Genoíno, José Mentor, Marce-lo Guimarães Filho, Mauro Benevides, Mendonça Pra-do, Moreira Mendes, Nelson Trad, Odair Cunha, Paes Landim, Paulo Teixeira, Professor Victorio Galli, Regis de Oliveira, Renato Amary, Sandra Rosado, Sérgio Bar-radas Carneiro, Vicente Arruda, Vilson Covatti, Vital do Rêgo Filho, Wolney Queiroz, Zenaldo Coutinho, Antonio Bulhões, Arnaldo Faria de Sá, Ayrton Xerez, Beto Albu-querque, Carlos Abicalil, Carlos Willian, Chico Lopes, Décio Lima, Edmilson Valentim, Eduardo Cunha, Fer-nando Coruja, George Hilton, Gonzaga Patriota, Hugo Leal, Humberto Souto, João Magalhães, José Pimentel, Matteo Chiarelli, Pinto Itamaraty e Rubens Otoni.

Sala da Comissão, 23 de outubro de 2007. – Deputado Leonardo Picciani, Presidente.

COMISSÕES

ATAS

COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA

DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 272-A, DE 2000, DO SENADO FEDERAL, QUE

“DÁ NOVA REDAÇÃO À ALÍNEA “C” DO INCISO I DO ART.12 DA CONSTITUIÇÃO E ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS

DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, ASSEGURANDO O REGISTRO NOS CONSULADOS DE BRASILEIROS NASCIDOS NO

ESTRANGEIRO”. (REGISTROS NOS CONSULADOS)

Ata da 1ª Reunião Ordinária, realizada em 26 de abril de 2007.

Aos vinte e seis dias do mês de abril de dois mil e sete, às onze horas e sete minutos, no plenário oito do Anexo II da Câmara dos Deputados, reuniu-se, or-dinariamente, a “COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 272-A, DE 2000, DO SENADO FEDERAL, QUE “DÁ NOVA REDAÇÃO À ALÍNEA “C” DO INCISO I DO ART.12 DA CONSTITUIÇÃO E ACRESCENTA ARTIGO AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, ASSEGURAN-DO O REGISTRO NOS CONSULADOS DE BRASI-LEIROS NASCIDOS NO ESTRANGEIRO”. Compa-receram os Deputados Bruno Araújo, Carlito Merss, Fernando Lopes, Flávio Bezerra, George Hilton, Léo Alcântara, Marcondes Gadelha, Nilson Mourão, Pedro Wilson, Rita Camata, Ronaldo Cunha Lima, Takayama, Walter Ihoshi, titulares; Ricardo Tripoli, suplente. Não compareceram os Deputados Moreira Mendes e Sar-ney Filho. ABERTURA: Havendo número regimental, a Senhora Presidenta declarou abertos os trabalhos. ORDEM DO DIA: Instalação da Comissão e eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes. A Deputada Rita Camata, na forma do artigo 39, § 4º do Regi-mento Interno da Câmara dos Deputados, assumiu a presidência dos trabalhos. Procedeu à leitura do Ato da Presidência e informou ao Plenário que houve um acordo de Lideranças com relação à chapa compos-ta dos nomes dos Deputados Carlito Merss (PT/SC) para Presidente; Léo Alcântara (PMDB/PR), Bruno Araújo (PSDB/PE) e George Hilton (PP/MG) para Pri-meiro, Segundo e Terceiro Vice-Presidentes e que as cédulas com a referida chapa encontravam-se sobre a mesa. A Senhora Presidenta convidou o Deputado Fernando Lopes para colaborar com a Presidência no

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Novembro de 2007 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Sexta-feira 2 59255

decorrer da eleição. A seguir, deu início ao processo de votação com a chamada nominal dos deputados. Encerrada a votação, verificou-se coincidência entre o número de sobrecartas e o número de votantes. Apu-rados os votos, foram eleitos os Deputados Carlito Merss para Presidente; Léo Alcântara, Bruno Araújo e George Hilton para Primeiro, Segundo e Terceiro Vice-Presidentes, com onze votos cada um. Participa-ram da votação os Deputados Carlito Merrs, Fernando Lopes, George Hilton, Nilson Mourão, Pedro Wilson, Rita Camata, Bruno Araújo, Walter Ihoshi, Takayama, Marcondes Gadelha e Ricardo Tripoli. A Senhora Pre-sidenta declarou os eleitos empossados e passou a Presidência ao Deputado Carlito Merss, que assumiu a condução dos trabalhos e, usando da competência que lhe confere o artigo 41, inciso VI do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, indicou para Re-latora da Comissão a Deputada Rita Camata, a quem concedeu a palavra. O Senhor Presidente comunicou ao Plenário a abertura do prazo de dez sessões para recebimento de emendas, de acordo com art. 202, § 3°, do Regimento Interno. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente encerrou a reunião às onze horas e trinta e um minutos, antes convocando os membros para a reunião do dia três de maio, quinta-feira, às nove horas e trinta minutos, para definição da agenda dos trabalhos e apreciação de requerimentos. Para constar, eu, , Maria Fátima Moreira, Secretária, lavrei a presente Ata, que, depois de lida e aprovada, será assinada pelo Senhor Presidente, Deputado Carlito Merss e encami-nhada à publicação no Diário da Câmara dos Depu-tados. O inteiro teor foi gravado e o arquivo de áudio correspondente passa a integrar o acervo documental desta reunião.

COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA

DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 272-A, DE 2000, QUE “DÁ NOVA REDAÇÃO À

ALÍNEA “C” DO INCISO I DO ART. 12 DA CONSTITUIÇÃO E ACRESCENTA ARTIGO

AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, ASSEGURANDO O REGISTRO

NOS CONSULADOS DE BRASILEIROS NASCIDOS NO ESTRANGEIRO”

Ata da 2ª Reunião Ordinária, realizada em 3 de maio de 2007.

Aos três dias mês de maio de dois mil e sete, às dez horas e oito minutos trinta, reuniu-se a Comissão Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 272-A, de 2000, que “dá nova redação à alínea c do inciso I do art. 12 da Cons-

tituição e acrescenta artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, assegurando o registro nos consulados de brasileiros nascidos no estrangei-ro”, no plenário oito do Anexo II da Câmara dos Depu-tados, em Brasília-DF, com a presença dos Senhores Deputados Carlito Merss, Presidente; Léo Alcântara e Bruno Araújo, Vice-Presidentes; Rita Camata, Relato-ra; Pastor Manoel Ferreira, Pedro Wilson, Sarney Filho e Walter Ihoshi – titulares; Jair Bolsonaro e Leonardo Monteiro, suplentes. Não compareceram os Deputa-dos Fernando Lopes, Flávio Bezerra, George Hilton, Marcondes Gadelha, Moreira Mendes, Nilson Mourão, Ronaldo Cunha Lima e Takayama. ABERTURA: Haven-do número regimental, o Senhor Presidente declarou abertos os trabalhos. ATA: Foi dispensada a leitura da ata da reunião anterior por solicitação do Deputado Pedro Wilson. Colocada em votação, a ata foi aprova-da. ORDEM DO DIA: Requerimentos: 1 – REQUERI-MENTO Nº 1/07, da Deputada Rita Camata – (PEC nº 272/2000) – que “requer a realização de audiência pública com os seguintes convidados: Embaixador Oto Agripino Maia – Ministério das Relações Exteriores – Subsecretaria-Geral das Comunidades Brasileiras no Exterior; e Sr.ª Denise da Veiga Alves – Movimento Brasileirinhos Apátridas”; 2 – REQUERIMENTO Nº 2/07, do Deputado Pedro Wilson – que “solicita sejam convidados o Ministério das Relações Exteriores, na pessoa do Excelentíssimo Senhor Celso Amorim ou representante; Sr. Roberto Antônio Buzzato, Presiden-te da Comissão de Relações Internacionais da OAB Nacional; e membros do movimento “Brasileirinhos Apátridas”; REQUERIMENTO Nº 3/07 – do Depu-tado George Hilton – que “requer sejam convidados o Secretário-Executivo do Ministério da Justiça, Dr. Luiz Paulo Telles Ferreira Barreto; o Diretor do Departamento das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Manoel Gomes Pereira; e o diplomata Leandro de Oliveira Moll, da Di-visão Jurídica do Ministério para prestar informações sobre a situação do registro, nos Consulados, de bra-sileiros nascidos no Exterior”. Fizeram uso da pala-vra para encaminhar os requerimentos os Deputados Pedro Wilson, Rita Camata, Pastor Manoel Ferreira, Carlitos Merss. Os requerimentos foram aprovados por unanimidade. O Requerimento nº 2, de autoria do Deputado Pedro Wilson, foi aprovado com o acrésci-mo de um representante da Onu. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Senhor Presidente agradeceu a presença de todos e encerrou a reunião às onze horas, antes convocando a próxima para o dia dez de maio, quinta-feira, às quatorze horas, em plenário a ser definido. . Para constar, eu, , Ma-ria Fátima Moreira, Secretária, lavrei a presente Ata,

Page 204: REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL - imagem.camara.gov.brimagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD02NOV2007.pdf · ENÉAS CARNEIRO FERREIRA patrono da Eletrocardiografia no Brasil

59256 Sexta-feira 2 DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Novembro de 2007

que, depois de lida e aprovada, será assinada pelo Senhor Presidente, Deputado Carlito Merss , e encaminhada à publicação no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado e o arquivo de áudio correspondente passa a integrar o acervo do-cumental desta reunião.

COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA

DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 272-A, DE 2000, QUE “DÁ NOVA REDAÇÃO À

ALÍNEA “C” DO INCISO I DO ART. 12 DA CONSTITUIÇÃO E ACRESCENTA ARTIGO

AO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS, ASSEGURANDO O REGISTRO

NOS CONSULADOS DE BRASILEIROS NASCIDOS NO ESTRANGEIRO”

Ata da 3ª Reunião Ordinária, realizada em 10 de maio de 2007.

Aos dez dias do mês de maio de dois mil e sete às quatorze horas e trinta e sete minutos reuniu-se a Comissão Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 272-A, de 2000, que “dá nova redação à alínea c do inciso I do art. 12 da Constituição e acrescenta artigo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, asseguran-do o registro nos consulados de brasileiros nascidos no estrangeiro”, no plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília-DF, com a presença dos Senhores Deputados Carlito Merss – Presidente; Bru-no Araújo – Vice-Presidente; Rita Camata – Relatora; Flávio Bezerra, Nilson Mourão, Pastor Manoel Ferreira, Pedro Wilson, Ronaldo Cunha Lima e Takayama – ti-tulares. Não compareceram os Deputados Fernando Lopes, George Hilton, Léo Alcântara, Marcondes Ga-delha, Moreira Mendes, Sarney Filho e Walter Ihoshi. ABERTURA: Havendo número regimental, o Senhor Presidente declarou abertos os trabalhos. ATA: Foi dispensada a leitura da ata da reunião anterior por solicitação da Deputada Rita Camata. Colocada em votação, a ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Audiên-cia Pública. O Senhor Presidente convidou a tomarem assento à mesa os convidados Ministra Mitzi Gurgel Valente da Costa, Diretora-Geral do Departamento de Estrangeiros do M