SUMARIO - .SUMARIO JUNHO—1940 POLmCA^AÇUCAREIRA DIVEllSASXOTAS— 3 Liberaçãodeexcessos—Ocarburantenacionalnos

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SUMARIOJUNHO 1940

POLmCA^ AUCAREIRA 3DIVEllSAS XOTAS Liberao de excessos O carburante nacional nos

automveis de corrida Alaquinrios para usinas e engenhos de aguar Provimento negado Acucar do Brasil para a Grcia 4INCORPORAES DE QUOTAS DE ENCENHOS A USINAS 7O ACAR E A GUERRA Adrio Caminha Filho 10O COMBUSTVEL E A GUERRA GiUno De Carli IGBAGAO DE CANA COAIO :MATERL\ FKIMA DA CELULOSE 18DESPACHOS DO 1'KESnENTE DO 1 A A 19PODE A INDUSTRIA DRIGIR-SE A SI MESMA ? O \V. Wilicox 24A IRRIGAO DA CANA NOS PAlSES SUB-TROPICA!S 31ATAS DA COMISSO EXECUTIVA E CONSELHO CONSULTIVO DO I.A.A. 32COOPERATIVISMO NA INDUSTRIA AUCAREIRA 34PRINCIPAIS ACONTECI.AIENTOS DA ECONO^lIA AUCAREIRA EM 1939 35QUADROS DA SECO DE ESTATSTICA 37UM MTODO EFICAZ PARA CONTROLAR A COLHEITA DE CANA

William E. Cross 42O ACAR COMO SUBSTANCIA EXPLOSIVA 45DEFESA DO ACUCAR DE TIPO INFERIOR 47CONVENO INTERNACIONAL DE ACAR 48BALANCETE E ORAMENTO DO I A A 49CRNICA AUCAREIRA INTERNACIONAL 52INTEGRAO DO APROVEITAMENTO DOS SUB PRODUTOS NA FA-

BRICAO DO ACUCAR William L. Owen 54MAIS UM SUB PRODUTO DA CANA DE ACUCAR 56O NITROGNIO NO Cl LTIVO DA CANA Alexander Gordon 57AUMENTO DA QUOTA DA FABRICA "RIO GRANDE" 58A ECONOMIA AUCAREIRA DE GUERRA NA ALEMANHA 60PRODUO E MOVIMENTO DE LCOOL NO MUNDO 64A SAFRA IMUNDIAL DE 1939/40 65OS SUB PRODUTOS QUE PODEM SAIR DE UMA USINA DE ACAR

Carlos L. Loesin (concluso) 66PUBLICAES 71A DEFESA DO ACAR DOS BANGUS 73PREO VIL amenon Magalhes 74COMENTRIOS D IMPRENSA 75ndice ALFABTICO E REMISSIVO 77O MELAO COMO FERTILIZANTE 98

ANNCIOS

NOTICIAS DE PETREE & DORR 2E. G. FONTES & Co 9USINA SERRA GRANDE S/A 18LES USINES DE MELLE 22-23EMPRESA COMERCIAL IMPORTADORA LIMITADA 36INTERMACO 41SQUIER 59S. C. DE DISTILARIAS E INDUSTRIAS CHIMICAS LTDA 63BALANA TOLEDO . . 76BANCO DO BRASIL CapaCOMPANHIA USINAS NACIONAIS "

Kedao e Administrao - RUA GENERAL CAMARA N. 19 - 7." Andar - Sala 12Telefone - 23-6252 Caixa Postal, 420

Diretor: MIGUEL COSTA FILHORedator principal : Joaquim de MeloRedatores : Gileno D Carli, Jos Leite e Renato Vieira de Melo.

Noticias de Petree & Dorr

SO PAULO

Mais da metade do acar a produzir-se na safra nova 1940 nas Usinas no Estadode So Paulo ser com a CLARIFICAO COMPOSTA DORR.

Nas provas de filtrabilidade o acar das Usinas com Clarificao Composta DORRa quantidade de xarope filtrado numa hora era 400% maior ou 4 vezes mais daquantidade das Usinas com defecao aberta antiga.

A filtrao mais fcil do acar feito com a Clarificao Composta DORR tornamais barata a refinao. Os refinadores devem escolher acar cristal proce-dente das Usinas, que adotam o processo de Clarificao Composta DORR.

OLIVER CMPBELL ROTARY FILTER

O maior filtro rotativo OLIVER na America do Sul est sendo montado na UsinaAmlia em So Paulo.

Numa carta do Sr. Mrio Dubeux, da Usina Unio e Industria, em Pernambuco,nos diz que o filtro Oliver est trabalhando ali h 10 annos, sem outro concertoalem das telas novas em cada 3 safras e que a perda de acar na torta fica em1% ou menos de polarizao, precisando s um operrio numa moagem de 900toneladas de cana em 24 horas.

As economias com o filtro Rotativo OLIVER CAMPBELL permitem a amortizaode seu custo em menos de 3 safras.

Mquinas para Usinas

A Casa Petree & Dorr Engineers Inc. 120 Wall St. New York City E.U. da Ame-rica do Norte oferece seus servios e oramentos a todos os Usineiros na aquisiode mquinas de todos os tipos para Usinas de acar. Tem representao paracaldeiras, distilarias, moendas, evaporadores, clarificadores, filtros, aquecedorese material de construo e encanamentos.

PETREE & DORR ENGINEERS INC1,20 WALL STREET, NEW YORK CITY

Caixa Postal 3623 - Telefone 26-6084RIO DE JANEIRO

SIL AUCAREIROrgo Oficial do

[NSTITUTO DO ACUCAR E DO LCOOL

K'0 VIU VOL. XV JUNHO DE 1940 N. 6

POLITICA AUCAREIRA

o ltimo boletim publicado pela Secode Estatstica do Instituto do Acar e dolcool contem detalhadas informaes sobrea safra 1938-39, que examinada sob vriosaspectos, fazendo-se ainda confrontos com osresultados obtidos nas safras anteriores.

Do primeiro quadro do boletim em apre-o consta uma demonstrao da produode acar no pas desde a safra 1925-26 a1938-39, discriminados os tipos de usina eengenho, as respectivas percentagens e va-lores totais. Em 1925-26, produzimos12.489.362 sacos, sendo 5.282.071 sacos de a-car de usina e 7.207.291 sacos de acar deengenho; o valor da produo foi de 518.242contos. Subindo gradualmente, essa produ-o atingia no ano agrcola 1929-30 cifra de19.601.272 sacos, sendo 10.804.034 de acarde usina e 8.797.238 sacos de acar de en-

genho; o valor elevou-se a 775,292 contos.

No se manteve, porm, essa animadoraprogresso, pois que logo no segumte ano so-breveiu grave crise que abalou profundamentea economia aucareira nacional. Os efeitosforam imediatos e profundos. O volume f-sico da produo desceu sensivelmente nasafra 1930-31 e o valor reduziu-se de manei-

ra verdadeiramente alarmante. Assim queo Brasil produziu no referido ano

16.996.145 sacos, valendo 384.336 contos, me-nos da metade do valor da safra anterior.Convm notar ainda que a produo das usi-nas nesse ano foi inferior a dos engenhos 8.256.153 sacos de acar de usina contra

8.739.992 sacos de acar de engenho, ou

seja, respectivamente, as percentagens de

48,6 para as usinas e 51,4 para os engenhos.

A crise que afligiu a nossa tradicional in-dustria no chegou, felizmente, s suas lti-

mas consequncias. Os produtores compre-enderam, em tempo, que era indispensvela interveno oficial, no sentido de sal-

var uma das nossas principais fontes de ri-queza. A interveno se fez por intermdioda Comisso de Defesa, a principio, e, pos-teriormente, pelo Instituto do Acar e dolcool, com os melhores resultados. O qua-dro a que nos estamos reportando constituouma demonstrao eloquente de que a poli-tica oficial do acar poude reanimar a in-dustria, amparando os produtores e dando-Ihes elementos para resistir depresso. Areao se fez prontamente e a produo au-careira, a partir de 1931-32, se exprime emndice animadores, que documentam umamarcha firme para a recuperao.

Observa-se no somente aum.ento deproduo e uma mais acentuada superiorida-de das usinas sobre os engenhos o que sig-nifica produo de acar de melhor quali-dade como ainda um correspondente au-mento de valor, a mostrar que os labores deagricultores e industriais da cana recebiammelhor e mais justa compensao. Na safra1932-33, a produo aucareira foi de17.125.279 sacos, predominando o acar dasusinas que entrou para esse total com9.156.948 sacos. O valor tambm subiu a432.836 contos,

Com o desenvolvimento das medidas dedefesa, a economia aucareira firmou-se emsuas novas bases e as cifras que traduzem ovalor e o volume da produo nacional, nosanos subsequentes, mostram que a economiaaucareira nacional poude chegar a uma si-tuao de estabilidade que no seria poss-vel se os produtores fossem abandonados aojogo da concorrncia num momento de gran-de dificuldades.

De 1932-33 a 1935-36, a produo auca-reira se exprime nas seguintes cifras:16.269.997, 16.602.100, 16.564.703 e 17.900.199.Os valores correspondentes so estes:468.764, 547.671, 622.779, 659.539 contos. No

BRASIL AUCAREIRO JUNHO, 1940 Pg. 3

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DIVERSAS NOTAS

LIBERAO DE EXCESSOS

Na sua sesso de 8 de abril ultimo, a Co-misso Executiva do I. A. A. resolveu di-versos casos de liberao de excessos de a-

car produzidos na safra de 1939-40.

Sobre um requerimento do sr. RenatoRibeiro Coutinho, pedindo a liberao demais 30.000 sacos de acar da produoextra-limite das usinas da Paraba do Norte,

foram pedidas as necessrias informaes Delegacia Regional do I. A. A. naquele Es-tado.

Dessas informaes concluiu a Gerncia

do Instituto que de um estoque de 126.000sacas, existentes no Estado da Paraba, cer-ca de 25.000 provinham da sua produoextra-limite e 14.000 ainda do saldo de20.000 anteriormente liberados.

O consumo mensal do Estado de cercade 16 a 17.000 sacos, de sorte que a disponi-bilidade de 29.000 satisfz ainda, integral-

mente, as necessidades do seu mercado in-terno, no se justificando assim o pedido deuma nova liberao imediata. O acar li-berado, segundo resoluo expressa do Ins-tituto, no dever se destinar aos mercadosde outros Estados, pois tal medida viria pre-judicar os interesses de outros centros pro-dutores, ainda com avultados estoques intra-limites.

A vista dessas consideraes, a Comis-so Executiva julgou inoportuna, no momen-to, qualquer liberao dos excessos da produ-o das usinas paraibanas. E determinou tam-bm que fossem solicitadas novas informa-es Delegacia Regional da Paraba, sobreestoques intra e extra-limites e sua posio

em relao ao consumo do Estado, at o iiii-cio da futura safra. Os proprietrios da Usina So Francis-

co, no Rio Grande do Norte, pediram libera-o de um excesso de 4.479 sacos de acarverificado na referida fbrica.

Examinando a situao da safra das usi-nas do Estado, ficou constatado que o seuexcesso total de 8.959 sacos, representadopor 6.677 sacos da Usina Ilha Bela e 4.479da Usina So Francisco, menos o saldo pro-veniente da Usina Estiva, de 2.197 sacos.

Redistribudo o saldo de 2 . 197 sacos sduas usinas mencionadas, na proporo de1.170 sacos para a Ilha Bela e 1.027 para aSo Francisco, decidiu a C. E. autorisar aliberao dos excessos restantes, isto 5.507sacos da Usina Ilha Bela e 3.452 da UsinaSo Francisco, mediante o pagamento dasobre-taxa de 5$000 por saco, alm da taxanormal.

A firma Sabino Ribeiro & Cia., pro-prietria da Usina Carabas, no Estado deSergipe, pediu a liberao simples de 4.061sacos de acar de sua produo extra-li-mite.

Exam