TAMO LÁ - SET/OUT

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    06-Apr-2016

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5 edio do "Tamo L", jornal do cursinho Pr-Vestibular Esperana Popular Restinga

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  • * TAMO L! * 1SET E OUT/2014

    SETEMBRO E OUTUBRO DE 2014N5 ANO 1 GRATUITO

    AS COTAS NA UFRGS 6 ANOS DEPOIS resultados e desafi os

    DICASA segunda parte da aula inter-

    disciplinar de Literatura e Histria sobre as leituras obrigatrias para o vestibular 2015, no Programa Convivncias Restinga, esto neste nmero. Aproveite!

    PGINA 6

    EXPERINCIA

    PGINA 3

    PGINAS 4 E 5

    Daiane Moraes, do DEDS, mostra como surgiu a UFRGS enquanto um campus de ensino e como passou a fazer parte da memria e do patrimnio cultural dos porto-alegrenses e do Rio Grande do Sul.

    O Restinga REDSKULLS, que tem hoje em sua equipe 50 atletas, acredita que o futebol americano um esporte democrtico que fun-ciona como ferramenta de transfor-mao social.

    COMUNIDADE

    PGINAS 7 PGINAS 8

    FUTURO

    Uma anlise de Edilson Nabarro, da Coordenadoria de Aes Afi r-mativas, sobre a implantao do sistema de cotas na UFRGS, revela o avano na ocupao das vagas nos cursos de graduao, assim como a necessidade da expanso do direi-to ao ingresso no ensino superior para 40% em 2015 e 50% em 2016.

    Duas trajetrias de educadores de cursinhos populares, Stphani, do Esperana Popular e Jos Claudio, do Zumbi dos Palmares, revelam a responsabilidade e o prazer que vo sendo descobertos durante a caminhada.

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  • * TAMO L! *2 SET E OUT/2014

    VESTIBULAR 2015 UFRGSAs inscries devero ser realizadas exclusi-vamente pela internet no site www.vestibular.ufrgs.br, da zero hora do dia 15 de setembro at as 23h59 do dia 13 de outubro. O valor da inscrio de R$ 110,00.http://www.ufrgs.br/ufrgs/noticias/ufrgs-di-vulga-edital-do-vestibular-2015

    MINUTO ENEM -dicas para as provas 2014http://www.ebc.com.br/educacao/2014/07/minuto-enem-confira-dicas-em-audio-para-as-provas-de-2014

    VIDEO-AULAS, SIMULADOS, DICAS PARA O ENEM E VESTIBULAR, ATUALI-DADES, GUIA DE PROFISSESAcesse: http://guiadoestudante.abril.com.br/

    VESTIBULARES 2014 RSAcesse e fique por dentro: http://www.calen-dariodovestibular.com.br/category/sul/rio-grande-do-sul/

    AGENDAEDITORIALTe liga nessas dicas do Cursinho Pr-Ves-

    tibular Esperana Popular Restinga. No es-quece dessas datas! Anota, memoriza, copia, recorta, circula, mas no perde!

    T SABENDO DE ALGUM EVENTO LEGAL? COMPARTILHA! Envie um e-mail para o Cursinho Esperana: deds@prorext.ufrgs.br

    Na convivncia, o tempo no importa.Se for um minuto, uma hora, uma vida...

    Mario Quintana Conviver: viver junto com algum/algo, mesmo que no lhe agrade ou concorde. A base para uma boa convivncia o respeito, algo que pude perceber durante o Programa de Extenso Convivncia, no Bairro Restinga. A oportunidade de participar deste programa trouxe para minha vida uma nova forma de perceber o mundo e as pes-soas que nele habitam, atravs do respeito, que se fez presente entre os conviventes - moradores da Restinga e integrantes da UFRGS. Como uma semente que se desenvolve, a ponto de tornar-se uma bela flor, a amizade entre os representantes da UFRGS, professores, tcnicos, alunos e moradores da Restinga, foi aflorando e crescen- do. A troca de conhecimentos veio somar na vida de cada partici-pante deste projeto, que tem como objetivo a simples convivncia e interao das pessoas. As atividades realizadas me proporciona-ram, alm da reflexo social, reflexes a respeito de quem eu sou, onde quero chegar e o que posso fazer para ser uma pessoa melhor. Realizei com meus amigos e colegas Daniel e Jos Antnio o plane-jamento e a apresentao de uma aula interdisciplinar com o titulo Leituras Obrigatrias da UFRGS e seus Contextos Histricos, o que ampliou meus horizontes como educador. Para elaborao desta aula, realizamos diversos encontros, estudamos formas de transmitir nossos saberes a respeito do assunto de uma forma simples e intera-tiva, trazendo uma perspectiva mais participativa que no abor-dada com frequncia nas escolas. O aspecto da interdisciplinaridade tambm foi muito explorado na elaborao da aula, articulando Li-teratura e Histria. Afinal, apesar de serem duas disciplinas sepa-radas pela escola ocidental, so saberes que andam de mos dadas, pois para entendermos uma necessitamos respectivamente da outra. Outro fator a destacar na experincia do Convivncias foi a percepo da valorizao das diferenas, cotidianamente trabalhada pelo DEDS e tambem pelo Esperana Popular, o que valoriza um novo olhar a respeito da educao no pas. Tal educao deve buscar a incluso e socializao do ensino, que direito de todo cidado brasileiro. Quando fui convidado para realizar uma atividade no Convivncias, no fazia ideia do quanto isto viria a acrescentar na minha vida, dos momentos bons que passaria, dos aprendizados para minha formao como educador e dos amigos que conheceria. Nos momentos em que estive presente, um sentimento de felicidade e amor tomavam conta do meu corao, pois tinha certeza que aquilo que estava vivenciando fi-caria gravado em minha memria at o derradeiro dia de minha vida. Hoje ainda convivo... Com a saudade daqueles momentos, com a alegria pelo resultado do projeto e com o saber de que ano que vem tem mais.

    Obrigado DEDS! Viva a Restinga!

    Informaes: http://www.ufrgs.br/deds

    EDUCADORES Adriele Albuquerque Bruno AffeldtCamila DemirofDaniel BomqueirozDenise SantosFilipe de ZanettiGabriel GonzagaGabriela de MatosIgor BortolottiJulio BaldassoLucas SequeiraLucas EbbesenPedro CladeraRodrigo dos SantosSaul Bastos

    CURSINHO PR-VESTIBULAR ESPERANA POPULAR

    RESTINGACOMISSO EDITORIALDaiane MoraesLuciane Bello Rita Camisolo DIAGRAMAO E PROJETO GRFICOGregory Benes RaabeMarlia Bandeira

    A Arte de Conviver em HarmoniaPedro Felice Cladera

    *As matrias assinadas nesta edio so de exclusiva responsabili-dade de seus autores

    REVISONora Cinel

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  • * TAMO L! * 3SET E OUT/2014

    FUTURO

    Daiane Moraes

    COMO A UFRGS SURGIU...

    Ace

    rvo

    DE

    DS

    A cidade de Porto Alegre no sculo XIX teve sua economia concentrada na regio do porto, onde era o lo-cal em que se d e s e n v o l v i a toda a econo-

    construdo o primeiro prdio prprio (de dois pavimentos) nas terras doadas pelo governo municipal no Campo da Redeno localizado no antigo Potrei-ro da Vrzea (o inte-rior do centro de Porto Alegre). Assim sendo, a Escola de Engenharia passou a formar um grupo de tcnicos para atender a produo industrial gacha. A Escola teve como uma de suas metas o crescimento e o desenvolvimento da cidade de Porto Alegre, e consequentemente do Es-tado, proporcionando mo-de-obra qualificada para atender o mercado da poca. Como esta meta tambm fazia parte das metas do governo, ele apoiou a Escola de Engenharia com recursos de oramento estadual, para terminar de construir o prdio e ampliar as suas instalaes (criao de um novo pr-dio na atual Rua Sarmento Leite, mon-

    mia da cidade. Com o crescimento e a expanso dos recursos deste sculo (luz eltrica, servio de distribuio de gua, criao de esgotos, utiliza-o de carros eltricos); o centro da cidade prosperou, e era o local onde se desenvolvia toda a vida econmica, social e comercial de Porto Alegre. No centro foram criados novos prdios, novas ruas, novos estabelecimentos comerciais; e o transporte eltrico (o

    esta construo, estava criada a base para a Universidade no Rio Grande do Sul, o primeiro campus universitrio do Pas. E somente em 1934, foi funda-da a Universidade de Porto Alegre, que mais tarde passou a se chamar Univer-sidade Federal do Rio Grande do Sul. Com o passar dos anos a Univer-sidade no virou s um campus de ensino, mas passou a fazer parte da memria e do patrimnio cultural dos porto-alegrenses e do Rio Grande do Sul. Os edifcios da UFRGS ilustram duas geraes histricas e artsticas dos sculos XIX e XX, onde a primeira gerao corresponde a onze edifcios construdos entre 1898 e 1928, repre-sentativos do Ecletismo e do Art Nou-veau; e a segunda gerao corresponde a dez edifcios construdos entre 1951 e 1964, representativos do Movimento

    dios do Museu da UFRGS, da Rdio da Universidade, da Faculdade de Direito, do Observatrio Astronmi-co, do Chteau e do Castelinho so reconhecidos como Patrimnio Cul-tural do Estado do Rio Grande do Sul. -Texto baseado no trabalho de concluso de curso de Es-pecializao em Economia da Cultura/ UFRGS-2009 Patrimnio Histrico e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul

    bonde), que estava no auge, conduzia muitas pessoas que iriam garantir o borbulhar econmico do comrcio. Foi neste quadro de desenvolvi-mento porto-alegrense que a Escola de Engenharia foi gerada, por volta de 1896, por um grupo de engenhei-ros que se uniram para tal finalidade. A denominao de Escola surgiu, porque o grupo de fundadores eram adeptos s ideias positivistas, e uma delas era a favor da criao de Esco-las de ensino tcnico; ao contrrio da proposta do imprio, que era fundar Universidades. O objetivo da Escola de Engenharia era incluir os cidados ao mercado de trabalho, oferecendo a eles uma profisso. Este objetivo de in-cluso da sociedade no mercado local ganhou o apoio popular que os ajudar-am na arrecadao de fundos para fazer funcionar as primeiras aulas da Escola de Engenharia. E, em 1900, foi

    tagem de gabinetes e laboratrios.). J a elite da cidade estudava na Fa-culdade Livre de Direito, formada em 1900. Com o auxlio do governo esta-dual e, tambm do municipal, mais as doaes de campanhas pblicas junto comunidade, se arrecadou recursos para a construo de um prdio prprio, na atual Avenida Joo Pessoa. Com mais

    Moderno. Esta im-portncia histri-ca foi observada pelo Instituto do Patrimnio Histri-co e Artstico Na-cional, que tombou os prdios da Fa-culdade de Direito e do Observatrio A s t r o n m i c o reconhecendo-os como Bens Cul-turais. E os pr-Ac

    ervo

    DE

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