Trabalho detalhado

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    26-Dec-2014

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Trabalho detalhado do roteiro.

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<ul><li> 1. Universidade do Estado do Rio de JaneiroFaculdade de Formao de ProfessoresEstgio Supervisionado IVProfessora: Larissa de Oliveira e GabarraEquipe: Bruna Vieira Gomes Camilla Elizabeth Ribeiro Paixo Fernanda Pereira Pessoa Flvio Rodrigues Neves Rosilene Vieira da Costa TRABALHO DETALHADO SOBRE O MUSEU IMPERIAL PETRPOLIS: UM POUCO DA HISTRIA Petrpolis abriga-se na parte interna da Serra da Estrela, espremida entre vales e emoldurada por altas montanhas delargas pedreiras. Na parte plana, seus rios - Quitandinha, Piabanha e Palatino unem-se em vrios pontos e conferem acidade um panorama pitoresco com a presena de vrias pontes. A exuberante vegetao com a presena de matas, quetanto impressionaram os primeiros viajantes, a pesar da crescente urbanizao, mantem-se, em parte, nas montanhasprximas. O clima foi e dos maiores atrativos da cidade, bastante frio no inverno e agradvel no vero, quando as chuvasso freqentes. Muito comum ter-se em Petrpolis, principalmente ao amanhecer, a presena do ruo, marca registradada cidade A histria da cidade de Petrpolis, localizada 809 metros acima do nvel do mar, com 70% de sua rea encravada emuma das ltimas reservas de Mata Atlntica do planeta, comea quando seu clima excelente e natureza exuberanteganharam mais um ilustre admirador: D. Pedro I. Percorrendo o chamado "Caminho do Ouro" em direo a Minas Gerais,no ano da proclamao da Independncia - 1822 - aquele que seria o primeiro Imperador do Brasil ficou encantado com aregio, aps hospedar-se na fazenda do Padre Corra, atual Distrito de Cascatinha. Durante os anos seguintes, D. Pedrocontinuou como hspede freqente da fazenda, trazendo a famlia e, mais tarde, se propondo a compr-la. Contudo, D.Arcngela Joaquina, irm e herdeira do Padre Corra, acabou sugerindo ao Imperador a compra da fazenda vizinha:Crrego Seco, onde hoje se encontra o Centro Histrico da cidade de Petrpolis, um dos mais significativos conjuntosarquitetnicos referentes ao sculo XIX de todo o mundo - um rico patrimnio histrico que atrai, hoje, mais de 300.000turistas/ano, nacionais e internacionais. Porm, muitas guas rolaram sob as pontes dos rios Quitandinha, Palatino e Piabanha, que cortam a cidade, antes queesta viesse, de fato, a se tornar uma realidade. Apesar de ter sido adquirida em 1830 para abrigar um grande palcio, afazenda passou 12 anos praticamente abandonada, envolvida nas discrdias polticas que se seguiram abdicao de D.Pedro I, em 1831. Somente em 1843, D. Pedro II comea a dar forma ao projeto "Povoao-Palcio de Petrpolis", deforma mais efetiva, graas orientao de dois ilustres patronos: o mordomo da Casa Imperial e administrador dos bens deSua Majestade, Paulo Barbosa e o major alemo Jlio Frederico Koeler, j h alguns anos servindo na engenharia dasForas Armadas. As dificuldades da empreitada no eram poucas. A rea onde hoje se encontra o Centro Histrico era pouco mais queum charco, cujo clima mido e frio assustava os brasileiros. A distncia era considerada impeditiva, j que vir atPetrpolis era uma viagem que inclua a travessia da Baa de Guanabara por barco e depois, uma spera subida de 14 lguasem lombo de cavalos ou carruagem em declive acentuado. Koeler, porm, guardava um trunfo especial: a sua crena nasuperioridade do trabalho livre sobre o escravo, comprovada anos antes quando, com a anuncia do Imperador, contratou238 trabalhadores alemes para a construo da Estrada Normal da Serra da Estrela: o primeiro caminho que veio asubstituir as trilhas abertas pelos bandeirantes e outros aventureiros, durante os dois sculos anteriores. Os primeirosalemes, na verdade, permaneceram no Brasil por acaso: aps embarcarem no Velho Mundo com destino Sidney, </li> <li> 2. Austrlia, acabaram se amotinando por conta dos maus-tratos sofridos no navio francs Justine e, a partir do Rio de Janeiro,no quiseram mais seguir viagem. Permaneceram na regio de "Serra Acima" e adaptaram-se muito bem. Paralelamente a Petrpolis Imperial, existia a cidade de imigrantes estrangeiros. Atualmente, ela facilmenteidentificada pelo nome de alguns bairros, como Bingem Remnia, Ingelheim, Mosela, Quarteito Suo e Morro doAlemo. Partindo deste dado, Koeler uniu-se Paulo Barbosa, para convencer o Imperador a fundar uma colnia agrcolana fazenda do Crrego Seco. Entusiasmado, o Imperador assinou, em 16 de maro de 1843, o decreto que criou Petrpolis -primeira cidade planejada do Brasil. neste ponto que surge um fator importantssimo para a fisionomia que a cidade iriaadquirir ao longo do tempo: os novos colonos alemes. O que gerou um fato interessante. Um intermedirio foi contratadoem Dunkerque para enviar, por acordo firmado com o Governo Brasileiro, 600 casais de agricultores para Petrpolis: afirma Delrue &amp; Cia. Porm, valendo-se de um artifcio desonesto, a empresa aproveitou-se da grande crise econmicareinante na Alemanha naquela ocasio, para trocar a palavra "casais" por "famlias" e enviar para o porto do Rio de Janeiro,em levas quinzenais totalmente desorganizadas, um grupo imenso de pessoas ligadas por laos distantes - tios, primos,cunhados, sogros, etc. - com qualificaes profissionais inteiramente diversas das estabelecidas. At a suspenso docontrato com Delrue, os alemes j somavam mais de 2.000 pessoas, que o Imperador D. Pedro II recebeu com to notriagenerosidade, que a colnia no deixou de homenage-lo nem mesmo aps a Proclamao da Repblica, chamando-osempre, carinhosamente, de "Unser Kaiser" (Nosso Imperador). Petrpolis acabou tendo um destino diferente do imaginadopor Koeler. No se tornou uma povoao agrcola, mas sim uma cidade que no parou mais de progredir, mostrando umaclara vocao para a beleza, a cultura, a arte e a introspeco que facilita o estudo, a pesquisa e a meditao. Durante todo o Imprio e tambm na Repblica, foi a preferida de inmeros nobres e intelectuais, para descanso elazer. D. Pedro II - e, em conseqncia, toda a sua corte - passava na cidade seis meses por ano, de novembro a maio: nesteperodo, Petrpolis era, de fato, a capital administrativa do Imprio. Soberano afeito s artes e cincia, D. Pedro IIinaugurou a tradio que estabeleceu, em Petrpolis, uma concentrao incomum de pessoas ilustres, reconhecidas aolongo destes 155 anos: Frana Jnior, Afonso Arinos, Raimundo Correia, Rui Barbosa, Santos Dumont, Stephan Zweig,Gabriela Mistral, Alceu Amoroso Lima, Sylvia Orthof, e muitos outros. Na Repblica, a cidade manteve este "status", j que o Palcio Rio Negro, residncia oficial de vero dos Presidentesda Repblica, hoje a primeira "guest-house" oficial aberta visitao do pas, continuou a receber todos os presidentes, de1904 a 1960 - tradio retomada em 1997, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas o crescimento comeara bem antes. J em 1854, por iniciativa do maior empresrio do sculo passado, IrineuEvangelista de Souza, o Baro e Visconde de Mau, a cidade recebe novo impulso, com a construo da primeira estradade ferro brasileira, que ligava o Porto de Mau Raiz da Serra. Nesta fase, o pioneirismo e esprito vanguardista da cidadese solidificaram. Em 1861, a primeira estrada de rodagem do pas, a Unio e Indstria, foi inaugurada ligando Petrpolis Juiz de Fora. Em 1883, a Estrada de Ferro Prncipe do Gro-Par, mais tarde Leopoldina Railway, fez com que o primeirotrem subisse a serra. Em 1897, Petrpolis assistiu no Teatro Cassino Fluminense, primeira exibio pblica de filmeproduzido em territrio nacional: uma pelcula de menos de um minuto de durao, que retratava justamente a chegada dotrem estao de Petrpolis. De 1894 a 1903 - ano em que a cidade assistiu a assinatura do Tratado de Petrpolis, queanexava o Acre ao territrio Nacional - Petrpolis tornou-se a capital do Estado do Rio de Janeiro. E, no ano seguinte, oPalcio Rio Negro foi adquirido para ser residncia oficial de vero dos presidentes da Repblica. A conseqncia diretadesta ntima relao com o poder foi a inaugurao, em 1928, da Rodovia Washinton Lus, a primeira do pas a serasfaltada, ligando Petrpolis ao Rio. E a permanncia de Petrpolis no cenrio decisrio do pas at o incio do governomilitar, em 1964. Paralelamente, outros plos da cidade se desenvolviam. Nos anos 40, Petrpolis destacava-se no cenrio txtil etambm no turismo. Um marco desta poca a inaugurao do Hotel e Cassino Quitandinha, em 1944, que atraiu para acidade artistas e personalidades do jet set internacional, como Errol Flynn, Orson Wells e Carmen Miranda. No final dosanos 90, Petrpolis se prepara para o sculo XXI disposta a guardar o melhor de suas tradies e a entrar, decisivamente, naera tecnolgica. A inaugurao do Laboratrio Nacional de Computao Cientfica - LNCC coloca a cidade em posio dedestaque no desenvolvimento de setores que dependem de alta tecnologia e pesquisa para sua produo. Petrpolis abrigarento, o SP-2, que o computador mais avanado da Amrica Latina. E o projeto de revitalizao do Centro Histrico, queteve como prvia a restaurao e abertura ao pblico do Palcio Rio Negro e do Palcio de Cristal de Petrpolis, nico nasAmricas, bem como o amplo desenvolvimento do centro gastronmico e de lazer da regio de Itaipava e adjacncias, estestimulando o crescimento turstico nos seus segmentos ecolgico, de compras e de convenes, devolvendo cidade todoo charme que seduziu D. Pedro I, h mais de 150 anos. 2 </li> <li> 3. MUSEU IMPERIAL Museu Imperial de Petrpolis - Rua da Imperatriz, 220 - Centro - Petrpolis - RJ CEP 25610-320 Tel.: (24) 2245-5550/ Fax: (24) 2245-5560 www.museuimperial.gov.br ATIVIDADES OFERECIDAS Visitao ao MuseuDe tera a domingo das 11h s 18hBilheteria: de tera a domingo das 11h s 17h30Jardins: das 8h s 18hSetores tcnicos: de 13h30 as 17h30Preos do Museu ImperialAdultos: R$ 8,00Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00 Visitas Orientadas A narrativa utilizada pela equipe de monitores do museu procura dar sentido ao acervo trabalhado, como tambmgerar questionamentos que levem os alunos a se entenderem dentro de um contexto histrico-temporal. Dessa forma, adota-se a metodologia dialgica de anlise e explorao dos objetos e espaos do Museu, propondo hipteses sobre o que elessignificam, buscando um movimento de recriao e interpretao das informaes, dos conceitos, significados e sentidosneles contidos e na exposio que os apresenta.Pblico-alvo: Alunos do Ensino Fundamental, Mdio e Superior.Horrio: De tera a sbado, de 11h as 16h30min. necessrio agendar previamente.Durao: 1 hora e 10 minutosObjetivo: Instigar a percepo, a anlise e a comparao dos objetos expostos, levando compreenso dosaspectos sociais, polticos, econmicos, histricos e tecnolgicos da sociedade brasileira no sculo XIX.Atendimento: Cada grupo de 20 a 25 alunos ser acompanhado por um monitor do museu. Espetculo Som e Luz Quem nunca pensou em voltar no tempo? O Som e Luz Petrpolis oferece esta oportunidade ao reviver alguns dosmais importantes momentos do segundo reinado no Brasil. Trata-se de uma superproduo que utiliza efeitos especiais deiluminao e sonorizao para reviver a histria de d. Pedro II. A viagem comea no dia do baile das princesas, quando as irms Isabel e Leopoldina so apresentadas a seus futurosmaridos: o conde dEu e o duque de Saxe. Toda a corte est subindo a serra para comparecer ao evento. Voc vai ouvir ococheiro convid-lo para embarcar na carruagem que leva os convidados para o palcio imperial. Seus acompanhantes soningum menos do que o marqus de Caxias futuro duque de Caxias, e o baro do Bom Retiro, amigo pessoal de d.Pedro II. Enquanto a narrao em off guia os espectadores pelo jardim do atual Museu (simulando o trajeto de subida da serra),a iluminao cenogrfica complementa a magia do espetculo. De frente para a fachada do prdio, uma das principaissurpresas do espetculo: o palcio est iluminado e pronto para a festa, como h 150 anos. Inclusive, possvel ver, atravsdas janelas, as silhuetas de d. Pedro II e seus convidados. Esto todos l: a famlia imperial e a corte brasileira. Mas como a viagem apenas comeou, o Som e Luz Petrpolis prepara outra surpresa: uma cortina dgua posicionada estrategicamente no lado oposto fachada do palcio torna-se a tela em que so projetadas cenas do filmeque complementa o show. Ser possvel acompanhar a fofoca das convidadas sobre a dana da princesa Isabel com AndrRebouas, um negro que frequentava os sales da famlia imperial. 3 </li> <li> 4. O espetculo ainda reserva espao para contar sobre a Guerra do Paraguai, a assinatura da Lei urea e termina com achegada da Repblica. Em 45 minutos, a noite de Petrpolis iluminada pelos efeitos especiais que permitem oferecer umadas mais inesquecveis e emocionantes aulas de histria brasileira.Apresentaes: de quinta-feira a sbado s 20h.Valor: Adultos: R$ 20,00 Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 10,00 Um Sarau Imperial Em 1878, a princesa Isabel e seus amigos recebem convidados especiais para uma reunio social. Embalado pormodinhas imperiais cantadas por uma soprano e acompanhadas por um (a) pianista, o sarau conta ainda com declamao depoesias e conversas sobre assuntos polticos, sociais e culturais da poca, retirados da correspondncia particular da famliaimperial. Os convidados podero tambm apreciar os mais belos figurinos daquela poca, entrar em contato com notciasjornalsticas daquele perodo e com a rotina de vida da princesa Isabel e de outros personagens histricos como a condessade Barral, baronesa de Loreto, Isidoro Bevilacqua (professor de piano da princesa Isabel) e Adelaide Taunay (canto). A atividade tem como levar ao conhecimento dos alunos alguns aspectos sociais, econmicos, polticos e culturais dosculo XIX, bem como divulgar o acervo documental do Arquivo Histrico do Museu Imperial, do qual foi extrado ocontedo utilizado no texto apresentado pelas personagens do sarau. O projeto apresenta como novidade a interatividade entre as personagens e o pblico como forma de suscitarcomparaes entre o passado e o presente, estimulando, ao mesmo tempo, a reflexo crtica sobre as mudanas ocorridas nopas.Valor: Adultos: R$ 10,00 Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 5,00 concedida gratuidade...</li></ul>