Tribunal de Contas Sec§£o Regional da Madeira .Tabua Processo n. 03/14 ... Responsabilidade financeira

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  • Tribunal de Contas

    Seco Regional da Madeira

    Relatrio n. 5/2015-FP/SRMTC

    Auditoria de fiscalizao prvia ao contrato

    da empreitada de reconstruo da ER 227

    Tabua

    Processo n. 03/14 Aud/FP

    Funchal, 2015

  • Tribunal de Contas

    Seco Regional da Madeira

    PROCESSO N. 03/14-AUD/FP

    Auditoria para apuramento de responsabilidades indiciadas

    no exerccio da fiscalizao prvia, no mbito do contrato

    da empreitada de reconstruo da ER 227 Tabua,

    outorgado, em 13 de agosto de 2012, entre a RAMEDM,

    S.A., e o consrcio externo denominado AFA/ZAGOPE, em Consrcio

    RELATRIO N. 5/2015-FP/SRMTC

    SECO REGIONAL DA MADEIRA DO TRIBUNAL DE CONTAS

    Maro/2015

  • Tribunal de Contas

    Seco Regional da Madeira

    1

    NDICE

    1. SUMRIO .......................................................................................................................................................... 3

    1.1. CONSIDERAES PRVIAS ............................................................................................................................ 3

    1.2. OBSERVAES .............................................................................................................................................. 3

    1.3. RESPONSABILIDADE FINANCEIRA ................................................................................................................. 4

    1.4. RECOMENDAES......................................................................................................................................... 4

    2. CARACTERIZAO DA AO ................................................................................................................... 5

    2.1. FUNDAMENTO, MBITO E OBJETIVOS ............................................................................................................ 5

    2.2. METODOLOGIA ............................................................................................................................................. 5

    2.3. AUDIO DOS RESPONSVEIS ....................................................................................................................... 5

    3. RESULTADOS DA ANLISE......................................................................................................................... 7

    3.1. DESCRIO DOS FACTOS RELEVANTES ......................................................................................................... 7

    3.1.1. Exigncia da habilitao constante do n. 2 do art. 31. do DL n. 12/2004, de 9 de janeiro, em

    inobservncia da determinao nsita ao n. 1 do mesmo art. 31. .............................................................. 7

    3.1.2. Modelo de avaliao de propostas adotado fixado em desrespeito pelo disposto nos art.os

    132., n.

    1, al. n), e 139., n.os

    2, 3 e 5, do CCP ............................................................................................................ 8

    3.1.3. A Deciso n. 17/FP/2012, de 5 de novembro ................................................................................... 11

    3.2. NORMAS LEGAIS APLICVEIS ...................................................................................................................... 15

    3.3. CARATERIZAO DAS INFRAES E RESPETIVO ENQUADRAMENTO LEGAL ................................................. 15

    3.4. IDENTIFICAO DOS RESPONSVEIS ........................................................................................................... 16

    3.5. JUSTIFICAES OU ALEGAES APRESENTADAS NO MBITO DA VERIFICAO PRELIMINAR ...................... 16

    3.6. IDENTIFICAO DE ANTERIORES CENSURAS/RECOMENDAES FORMULADAS ............................................ 18

    3.7. APRECIAO DAS ALEGAES PRODUZIDAS EM SEDE DE CONTRADITRIO ................................................ 18

    4. DETERMINAES FINAIS ......................................................................................................................... 23

  • Auditoria de fiscalizao prvia ao contrato da empreitada de reconstruo da Estrada Regional n. 227-Tabua

    2

    RELAO DE SIGLAS E ABREVIATURAS

    Sigla / Abreviatura

    Denominao

    Al(s). Alnea(s)

    Art.o(s) Artigo(s)

    Aud Auditoria

    CA Conselho de Administrao

    CCP Cdigo dos Contratos Pblicos

    CRP Constituio da Repblica Portuguesa

    DL Decreto(s)-Lei

    DRR Decreto Regulamentar Regional

    FP Fiscalizao Prvia

    IAS Indexante dos Apoios Sociais

    INCI, I.P. Instituto de Construo e do Imobilirio, IP

    JC Juiz Conselheiro

    LOPTC Lei de Organizao e Processo do Tribunal de Contas

    PL Plenrio

    S Seco

    RAM Regio Autnoma da Madeira

    RAMEDM, S.A. RAMEDM Estradas da Madeira, S.A.

    SRES Secretaria Regional do Equipamento Social

    SRMTC Seco Regional da Madeira do Tribunal de Contas

    TC Tribunal de Contas

    UAT Unidade de Apoio Tcnico

    UC Unidade (s) de Conta

    VPGR Vice-Presidncia do Governo Regional

    FICHA TCNICA

    SUPERVISO

    Miguel Pestana Auditor-Coordenador

    EQUIPA DE AUDITORIA

    Alexandra Moura Auditora-Chefe

    Maria Joo Carreira Tcnica Verificadora Superior de 2. Classe

  • Tribunal de Contas

    Seco Regional da Madeira

    3

    1. SUMRIO

    1.1. Consideraes prvias

    O presente documento integra os resultados da auditoria para apuramento de responsabilidades finan-

    ceiras identificadas no exerccio da fiscalizao prvia, incidente sobre o processo de visto n.

    35/2012, respeitante ao contrato da empreitada de reconstruo da Estrada Regional n. 227 - Tabua,

    celebrado, em 13 de agosto de 2012, entre a RAMEDM Estradas da Madeira, S.A. (RAMEDM,

    S.A1), e o consrcio externo denominado AFA/ZAGOPE, em Consrcio, pelo preo de 13.300.005,87

    (s/IVA).

    1.2. Observaes

    Com base na anlise promovida, apresentam-se as seguintes observaes, que sintetizam os principais

    aspetos da matria exposta no presente documento:

    1. A legalidade da deliberao de adjudicao da obra pblica que constitui o objeto do contrato em apreciao e, bem assim, a conformidade legal deste ttulo contratual, foi colocada em causa:

    a) Pela exigncia formulada pela RAMEDM, S.A., na al. k) do ponto 13.1. do programa do proce-dimento que antecedeu a aludida adjudicao, que obrigava a que os concorrentes fossem titula-

    res da autorizao de Empreiteiro Geral de Obras Rodovirias, na classe correspondente ao

    valor da proposta, sem aludir alternativa da posse de uma subcategoria especfica em classe

    que cobrisse o valor global da obra, fixando assim habilitaes tcnicas para alm das legalmen-

    te exigidas no n. 1 do art. 31. do DL n. 12/2004, de 9 de janeiro2 (cfr. o ponto 3.1.1.), e

    b) Pelo modelo de avaliao das propostas plasmado no ponto 11. do referenciado programa do concurso, cujo desenvolvimento do critrio de adjudicao adotado o da proposta economi-

    camente mais vantajosa para a entidade adjudicante , no observou a disciplina normativa

    plasmada no CCP)3, em concreto os art.

    os 132., n. 1, al. n), e 139., n.

    os 2, 3 e 5.

    Isto porquanto as respetivas escalas de pontuao comportavam intervalos classificativos que

    no foram devidamente concretizados, utilizou expresses pouco claras e precisas, e fez uso de

    paradigmas de referncia demasiado vagos e genricos, pondo em questo a objetividade e a

    transparncia que deveria ter norteado o dito critrio de adjudicao, de tal modo que eram pas-

    sveis de fundamentar a escolha da entidade adjudicatria segundo critrios discricionrios (cfr.

    o ponto 3.1.2).

    2. As ilegalidades assinaladas concretizam ainda uma potencial ofensa ao princpio da concorrncia por serem suscetveis de terem afastado do procedimento outros eventuais interessados em contra-

    tar, e impedido a RAMEDM, S.A., de receber outras propostas porventura mais vantajosas do que a

    escolhida (cfr. os pontos 3.1.1. e 3.1.2.).

    1 Refira-se que esta empresa foi extinta pelo Decreto Legislativo Regional (DLR) n. 7/2013/M, de 14 de fevereiro, a qual

    foi substituda pela Direo Regional de Estradas, que absorveu as respetivas atribuies, enquanto a Regio Autnoma

    da Madeira, atravs da Vice-Presidncia do Governo Regional (VPGR) e da referida Direo Regional, sucedeu nos

    direitos e obrigaes, legais e contratuais, que integravam a esfera jurdica da RAMEDM, S.A., data da sua extino. 2 Alterado pelos DL n.os 18/2008, de 29 de janeiro, e 69/2011, de 15 de junho. 3 Aprovado pelo Decreto-Lei (DL) n. 18/2008, de 29 de janeiro, objeto da Declarao de Retificao n. 18-A/2008, de 28

    de maro, e alterado pela Lei n. 59/2008, de 11 de setembro, pelos DL n.os 223/2009, de 11 de setembro, e 278/2009, de

    2 de outubro, pela Lei n. 3/2010, de 27 de abril, pelos DL n.os 131/2010, de 14 de dezembro, e 69/2011, de 15 de junho,

    pela Lei n. 64-B/2011, de 30 de dezembro, e pelos DL n.os 117-A/2012, de 14 de junho, e 149/2012, de 12 de julho.

  • Auditoria de fiscalizao prvia ao contrato da empreitada de reconstruo da Estrada Regional n. 227-Tabua

    4

    3. Do ponto de vista da fiscalizao prvia, as situaes controvertidas identificadas antecedentemen-te eram passveis de integrar o motivo de recusa de visto traado no quadro da previso normativa

    da al. c) do n. 3 do art. 44. da Lei n. 98/97, de 26 de agosto, que aprovou a LOPTC4, na medida

    em que poderiam ter conduzido alterao do resultado financeiro do contrato.

    No obstante, porquanto no se deu por adquirida a aludida alterao do resultado financeiro do