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VIVER EM SOCIEDADE: Um compromisso com o direito de todos Propostas para um projeto didático

VIVER EM SOCIEDADE - edicoessm.com.br · Para o Fundamental 1, a temática Viver em comunidade a serviço do bem comum pretende facilitar o entendimento sobre o valor da vida em comunidade,

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VIVER EM SOCIEDADE:

Um compromisso com o direito de todos

Propostas para um projeto didático

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Silveira, Valeska Freman Bezerra de Freitas Viver em sociedade [livro eletrônico] : um compromisso com o direito de todos : propostas para um projeto didático / Valeska Freman Bezerra de Freitas Silveira. -- São Paulo : Edições SM, 2015.

Bibliografia.

1. Convivência 2. Diferenças individuais 3. Direitos humanos 4. Discriminação 5. Pedagogia 6. Valores (Ética) I. Título.

15-01321 CDD-370

Índices para catálogo sistemático:

1. Vida em sociedade : Ensino fundamental e médio : Proposta pedagógica : Educação 370

Direção Comercial e de MarketingSandra Bensadon de Carvalho

Gerente de MarketingLuciane Righetti

Coordenação de Serviços EducacionaisMônica de Souza Gouvêa

EdiçãoInês Calixto

RevisãoMarina Ruivo

Capa e Projeto GráficoAriane Ramos de Azevedo - Nany Produções Gráficas

ColaboraçãoMaria Carolina Dias Carreira, Thaisi Lima

2015Todos os direitos reservados à Edições SMRua Tenente Lycurgo Lopes da Cruz, 55Água Branca – São Paulo – SP – [email protected]

SUMÁRIO

APRESEntAção ........................................................4

ViVER EM CoMuniDADE A SERViço Do bEM CoMuM

EnSino FunDAMEntAl 1 ..........................................6

A PARtiCiPAção DoS PoVoS inDÍGEnAS nA FoRMAção DA iDEntiDADE bRASilEiRA

EnSino FunDAMEntAl 2 ........................................18

A DitADuRA MilitAR no bRASil: uMA AMEAçA AoS DiREitoS HuMAnoS

EnSino MéDio .........................................................26

Vivemos em uma sociedade fortemente marcada pelo individualismo, hedonismo e competitividade, em relações nas quais o “outro” é tido como uma ameaça, ou simplesmente é desconsiderado, tornando-se um invisível social.

Por conseguinte, as diferenças raciais, sociais, religiosas e étnicas sofrem discriminação e violências de todo tipo, gerando um mal-estar social.

Diante desse desafio, a SM desenvolveu, para os três segmentos da Educação Básica, roteiros didáticos interdisciplinares que buscam resgatar valores como respeito às diferenças, respeito ao direito do outro, tolerância, alteridade e diálogo.

As propostas possibilitam aos alunos enxergar as relações sociais, políticas e culturais ocorridas no interior de um grupo, contribuindo para a formação do sentido da vida em comunidade.

Além disso, os projetos almejam valorizar pessoas, grupos e instituições que trabalham em prol dos direitos humanos como um valor fundamental para a vida em sociedade.

Para o Fundamental 1, a temática Viver em comunidade a serviço do bem comum pretende facilitar o entendimento sobre o valor da vida em comunidade, bem como oportunizar experiências coletivas, que permitam apreender os valores necessários para viver em comunidade.

A temática Povos indígenas na formação da identidade brasileira, pensada para o Fundamental 2, tem por objetivo resgatar a importância desta matriz na formação cultural do povo brasileiro, bem como mostrar a alteridade como valor fundamental para a convivência humana.

Para o Ensino Médio, o tema A ditadura militar no brasil: uma ameaça aos direitos humanos pretende que os alunos aprofundem o assunto, tendo como foco a defesa dos direitos humanos, percebendo-os como fundamentais para a existência humana.

Acreditamos que as reflexões aqui propostas contribuirão para a formação de cidadãos comprometidos com a cultura da paz.

APRESENTAÇÃO

VIVER EM COMUNIDADE A SERVIÇO DO

BEM COMUM

ENSINO FUNDAMENTAL 1

6

ViVER EM CoMuniDADE

A SERViço Do bEM CoMuM

objetivos

Reconhecer-se como parte integrante de uma comuni-dade (família, escola, bairro, religião, sociedade).

Perceber a importância de servir (ajudar) o próximo.

Desenvolver noções de respeito aos direitos dos outros.

Compreender o sentido de “comunidade” e “bem co-mum”.

Vivenciar valores necessários para a vida em comunida-de: cooperação, respeito, partilha, serviço, etc.

Conteúdos

Comunidades: família, grupo de amigos, grupo religioso e bairro.

Bem comum e reconhecimento do direito alheio.

Partilha e serviço como forma de cooperação e amor ao próximo.

Valores necessários para a vida em comunidade: a partilha, a cooperação, o serviço.

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tempo estimado20 aulas.

Materiais necessários

Painéis para a montagem de exposição interativa.

Folhas para produção de cartaz (cartolina, papel-cartão, color 7, papel-manilha).

Imagens de grupos sociais com diferentes composições (religiões, famílias, amigos, escola, bairro).

Cesta para o piquenique.

Máquinas fotográficas.

Papel para desenho.

Lápis de cor, giz de cera e canetas hidrocor.

Pincéis atômicos de diferentes cores.

Tesoura e cola.

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PLANEJAMENTO DAS ETAPAS

Olhar a realidade,

partindo das sensações, daquilo que

se percebe de imediato.

VER A REALIDADE

Primeiras impressões

Dinâmica de grupos

Proponha aos alunos algumas situações para serem encenadas. A quantidade de alunos por grupo deve variar de acordo com a cena proposta, como: cumprimentar com aperto de mão, com os ombros, com o nariz, com os cotovelos, com a testa; tirar uma foto na praia ou uma foto em família; dançar aos pares; fazer uma pescaria; lanchar na escola.

Por último, sugira aos alunos que se organizem em cinco grupos. Essa formação servirá para os trabalhos coletivos do projeto.

levantamento de grupos que compõem a sociedade

Converse com os alunos a respeito dos grupos dos quais eles fazem parte. Motive-os a pensar no grupo de amigos, na família, no grupo religioso ao qual pertencem, no bairro onde vivem, etc.

Anote no quadro de giz os grupos mencionados. Explore as características próprias de cada agrupamento e faça-os perceber a diversidade existente entre eles.

Caracterização dos grupos sociais

Organize a sala para o trabalho coletivo. Cada grupo se responsabilizará por produzir um cartaz apresentando um dos grupos sociais que foram assunto na roda de conversa.

Disponibilize folhas para a produção de cartazes, revistas, jornais, cola, tesoura, pincéis atômicos, etc.

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As primeiras sensações são agora

confrontadas com outros

“olhares”. Novas percepções

serão construídas.

O olhar agora é ampliado, novos elementos são

investigados sob a perspectiva do cinema, da literatura e do

jornal.

O cartaz deve conter o nome do grupo social em estudo e ser ilustrado com imagens de revistas. Oriente-os a construir diferentes representações do mesmo grupo. Exemplo: diferentes famílias, diferentes religiões, etc.

Confrontar ideias

Com os cartazes prontos, oriente a apresentação, que deve mostrar os lugares de atuação desses grupos e o que os motiva a permanecer juntos.

Faça inferências no decorrer da apresentação. Acrescente outros aspectos que facilitam as agremiações, como sentimentos, a identificação de ideias, crenças e objetivos comuns, etc.

Para ampliar o repertório trazido pelos alunos, apresente outras imagens de grupos familiares, religiosos, escolares, de bairro e de amigos. Sugira a eles que acrescentem essas imagens aos seus cartazes.

Explore as diferenças existentes entre os grupos sociais estudados e as variações ocorridas num mesmo grupo, por exemplo: as diferentes composições de família.

Concluídas as apresentações, deixe os cartazes expostos na sala de aula.

Ampliar o conhecimento da realidade

Com o intuito de “ampliar o olhar”, promovendo o conhecimento dos valores e princípios necessários à convivência num grupo social, sugerimos exibir o filme A fuga das galinhas.

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Promova uma roda de conversa sobre o filme. Questione-os: Como era a relação das galinhas no galinheiro? Que motivo comum fez com que elas se unissem? Elas conseguiram atingir o objetivo almejado? De que forma?

Para ampliar a discussão, proponha a leitura do livro As panquecas de Mama Panya.

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ão A fuga das Galinhas

Gênero: ComédiaDireção: Nick Park, Peter LordDuração: 85 minAno: 2000

A história acontece em uma fazenda chamada Granja dos Tweedy, localizada na cidade de Yorkshire, Inglaterra, na década de 1950. Lá algumas galinhas vivem uma vida muito triste e monótona. Presas no galinheiro, elas são obrigadas a botar ovos em horários determinados, e vivem apavo-radas com a possibilidade de virar jantar.

Entre o medo e a obrigação, as galinhas alimentam o sonho de uma vida feliz em liberdade, mas, para realizá-lo, elas preci-sarão aprender os princípios da convivên-cia e da cooperação. A busca pela solução de seus problemas comuns levará as gali-nhas a perceber o valor de cada uma para a consecução de um projeto coletivo.

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Estimule os alunos a falar de suas impressões sobre a obra, a destacar cenas que chamaram a atenção, a estabelecer relações de similaridade entre a atitude de Mama Panya e exemplos extraídos da sociedade brasileira, a compartilhar suas experiências de partilha, a elencar as lições que extraíram da história.

Proponha a leitura do artigo A ética dos esquimós, de Luciana Withaker1.

1 Withaker, Luciana. A ética dos esquimós. Disponível em: <http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/26/a-etica-dos-esquimos>. Acesso em: 29 jan. 2015.

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MAs panquecas de Mama PanyaAutores: Mary e Rich Chamberlinilustradora: Julia Cairnstradutora: Cláudia Ribeiro Mesquita

As panquecas de Mama Panya retrata uma forte experiência de partilha e amor protagonizada pela Mama e por seu filho Adika ao enfrentar o desafio de acolher os amigos e vizinhos para dividir suas panquecas, mesmo possuindo pouco.

A narrativa africana estimula o leitor a colocar a vida a serviço do bem comum e ensina que a família pode ser maior do que somente aquelas pessoas que moram conosco, facilitando a compreensão de que a felicidade individual está necessariamente interligada à felicidade do outro.

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trabalhando com o texto

Sensibilização:

Leve para a sala de aula o livro 11 anos no Alasca, de Luciana Withaker.

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SM/I

D/ES

O artigo mostra a cooperação como o maior valor das comunidades que vivem nas terras geladas do Alasca, onde a cultura iñupiaq há milhares de anos se alimenta de caça e de virtude.

Três crianças inuítes (esquimós) posando com roupas típicas para um fotógrafo no Ártico.

Capa do livro 11 anos no Alasca, de Luciana Withaker.

“A ética dos esquimós”, de Luciana Withaker

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13

Apresente um breve histórico da autora.

Analise as imagens e estimule os alunos a levantar hipóteses sobre elas. Pergunte: Onde fica o Alasca? Como vivem os esquimós? Por que matam as baleias?

leitura e pós-leitura:

Leia o artigo com os alunos. Localize o Alasca no mapa--múndi.

Pergunte se, pelo título e subtítulo, imaginam qual seja o assunto do texto.

Peça aos alunos que grifem no texto as palavras desconhecidas e elaborem um glossário.

Oriente-os a marcar, de outra cor, as palavras e frases relacionadas ao tema vida em comunidade, ressaltando como é a vida cotidiana dos esquimós, as ações que desenvolvem em prol do bem comum e os sentimentos que tais ações lhes proporcionam.

Promova a leitura das frases sublinhadas, estimulando-os a falar sobre o que mais lhes chamou a atenção. Pergunte: Que relação podemos estabelecer entre os esquimós e nosso modo de viver? Que lições podemos tirar desta história?

Sugira a leitura de outros livros sobre a mesma temática. A ampliação do conhecimento pode ser feita também por meio de pesquisa em outras fontes, como internet e revistas especializadas.

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PRODUTO FINAL

Exposição fotográfica Viver em comunidade a serviço do bem comum

Chegou o momento de identificar, registrar e publicar exemplos de união, cooperação, alegria e solidariedade vi-vidos nos grupos sociais estudados.

1º Momento – O registro fotográficoOs alunos deverão fotografar, em seu grupo-tema (fa-

mília, amigos, escola, grupo religioso ou bairro) situações em que prevaleça a busca pelo bem comum, por exemplo: partilha dos alimentos; envolvimento dos membros da fa-mília nos trabalhos domésticos; jogos interativos, etc.

2º Momento – A legendaPara cada foto, os alunos deverão compor uma legenda,

contendo o título da imagem, o nome das pessoas que apa-recem na foto, a data, o local, o nome do fotógrafo e o ano escolar em curso.

3º Momento – O ambiente da exposiçãoPlaneje com os alunos o ambiente da exposição. Deve-

-se pensar nos seguintes itens: o local da escola onde as imagens serão expostas; os suportes para as fotografias e o painel interativo que será usado para as produções ar-tísticas; a seleção de música ambiente, etc. Prepare uma lista contendo o que será necessário para a realização do evento.

4º Momento – O conviteElabore com os alunos um convite para a exposição.

Para a divulgação, pode-se usar o site e o jornal da escola e do bairro, se houver.

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5º Momento – Sobre a exposição das imagensPlaneje com os alunos a melhor forma de expor as fo-

tos. A ideia é que seja uma exposição interativa, em que os convidados possam expressar sua opinião sobre as foto-grafias e o tema da exposição.

Ao lado dos painéis, disponibilize pincéis atômicos para que os visitantes interajam respondendo à pergunta: o que mantém estes grupos unidos?

COLOCANDO EM PRÁTICA

Sugerimos um piquenique para que vivenciem momen-tos de companheirismo, união, amizade, amor e respeito às diferenças na busca pelo bem comum. Preparação:

Agende a melhor data. Escolha o local para o piquenique.

Prepare a turma para o momento em que, além de saborear comidinhas gostosas, retomarão juntos as descobertas feitas durante o projeto e vivenciarão experiências de partilha.

Faça a lista dos itens que comporão a cesta do piquenique e, ao lado, escreva o nome dos responsáveis por levá-los.

Piquenique:

Os alunos participarão da arrumação da mesa. Disponha a toalha, os alimentos, as bebidas, os descartáveis.

Organize as brincadeiras. Deixe o grupo bem à vontade para explorar o espaço.

No momento do lanche, peça aos alunos que se sentem ao redor da mesa. Escolha uma canção que pode ter o sentido de oferenda.

Convide-os a citar momentos marcantes do projeto.

Peça aos alunos que, ao colocar o alimento sobre a mesa, façam a oferenda de uma atitude que considerem importante para que o grupo seja cada vez mais unido.

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AVALIAÇÃO

Ao som de uma música instrumental, distribua aos alunos papel para desenho. Peça a eles que, em silêncio, recordem cada momento do projeto.

Oriente-os a escolher uma das fontes trabalhadas (filme, livro, artigo). Feita a escolha, devem representar o tema por meio de desenho e apresentá-lo à turma.

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SUGESTõES DE LEITURA

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ervo

SM

As panquecas de Mama Panya. Mary e Rich Chamberlin. São Paulo: SM, 2005.

Numa e os mosquitos. Kurusa. São Paulo: SM, 2012.

Minha família é colorida. Georgina Martins. São Paulo: SM, 2005.

Acer

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M

Uma cama para três. Yolanda Reyes. São Paulo: SM, 2011.

18

Acer

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Acer

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M

11 anos no Alasca. Luciana Whitaker. Rio de Janeiro: Ediouro, 2008.

Uma camela no pantanal. Lucília Junqueira de Almeida Prado. São Paulo: SM,2012.

Acer

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M

Nascemos livres. Bartolomeu Campos de Queirós (org). São Paulo: SM, 2008.

A PARTICIPAÇÃO DOS POVOS INDÍGENAS

NA FORMAÇÃO DA IDENTIDADE

BRASILEIRA

ENSINO FUNDAMENTAL 2

20

objetivos

Reconhecer os direitos fundamentais para uma vida digna.

Identificar os grupos sociais que ainda carecem da ga-rantia dos direitos fundamentais para uma vida digna.

Constatar situações de conflito envolvendo desrespeito e intolerância para com os indígenas brasileiros.

Estabelecer relação entre violência contra os indígenas e a carência dos direitos fundamentais desses povos.

Valorizar a diversidade étnica e cultural dos povos indí-genas.

Conhecer a atuação do Conselho Indigenista Missioná-rio (Cimi).

Assegurar o diálogo e o respeito como imperativos na superação de conflitos.

Compreender o papel de instituições e movimentos so-ciais que trabalham em prol da dignidade humana e da justiça social.

A PARtiCiPAção DoS PoVoS inDÍGEnAS nA FoRMAção DA iDEntiDADE bRASilEiRA

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Conteúdos

Conceito de etnia.

Etnias indígenas brasileiras.

Irmãos Villas-Bôas e a política indigenista.

Parque Indígena do Xingu.

Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Fundação Nacional do Índio (Funai).

Diálogo, respeito e direitos fundamentais da pessoa humana.

tempo estimado18 aulas

Materiais necessários

Cartolinas.

Aparelho de projeção para assistir ao documentário da Funai e ao filme Xingu.

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PLANEJAMENTO DAS ETAPAS

VER A REALIDADE

Primeiras impressões

Numa roda de conversa, explore a diversidade étnica presente na sala de aula. Pergunte: De onde viemos? Recolha os dados de parentesco étnico dos alunos e faça-os perceber diferenças e similaridades presentes nesse círculo.

Enfatize a riqueza étnica presente na formação do povo brasileiro.

Amplie a reflexão questionando-os sobre o que sabem a respeito dos povos indígenas.

Confrontar ideias Após o debate inicial, convide os alunos a ver o docu-

mentário Povos Indígenas: conhecer para valorizar.

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Pedr

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Bra

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Aldeia Ipatse (Parque Indígena do Xingu). Pôr do sol na principal comunidade dos Kuikuro, 29 jul. 2007.

Povos indígenas: conhecer para valorizar Produzido pelo Museu do Índio/ Funai em parceria com a Secretaria do Estado do Rio de Janeiro, 2011. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=MwMEuK-DfEw>. Acesso em: 22 jan. 2015.

Organize a sala em quatro grupos. Para cada grupo entregue uma cartolina acompanhada pelo título relacionado a um dos quatro equívocos desenvolvidos pelo documentário: Equívoco 1: Índio é tudo igual. Equívoco 2: Índio é atrasado e primitivo. Equívoco 3: Índio parou no tempo. Equívoco 4: Índio é passado.

Peça aos grupos que registrem as ideias apresentadas no vídeo e depois confronte-as com as ideias da turma a respeito do mesmo tema.

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Ampliar o conhecimento da realidade

Exiba o filme Xingu.

Divu

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ão

Capa do filme Xingu. (Direção: Cao Hamburger. Brasil, 2012).

Apresente aos alunos um pouco da história dos irmãos Villas-Bôas e fale sobre o projeto indigenista proposto por eles. Localize no mapa do Brasil a região do Parque Indígena do Xingu. Peça aos alunos que observem a situação das comunidades indígenas, os conflitos econômicos, sociais, culturais, religiosos e a violência sofrida por esses povos.

Debata o filme confrontando-o com as ideias mostradas no documentário anterior.

Para aprofundamento das questões apresen-tadas no filme e no documentário, oriente uma pesquisa em grupo sobre os seguintes temas:

– A saúde indígena (ver dossiê CIMI). – A demarcação de terras indígenas.

Como fonte de pesquisa, sugerimos as páginas da web listadas a seguir: • ConselhoIndigenistaMissionário(Cimi): <http://www.cimi.org.br/site/pt-br/>• InstitutoSocioambiental: <http://www.socioambiental.org/pt-br>• PovosIndígenasnoBrasil: <http://pib.socioambiental.org/pt>• MuseudoÍndio–Funai: <http://www.museudoindio.gov.br/>

– A violência contra as comunidades indígenas. – A preservação das culturas e tradições indígenas.

A pesquisa deverá conter: uma seleção de imagens, dados estatísticos, artigos de jornal, etc. Poderá ser produzida em versão impressa ou digital, dependendo dos recursos disponíveis. Os dados da pesquisa serão usados para a elaboração de um dossiê.

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Proponha a visita a uma aldeia próxima da sua cidade, caso exista.

PRODUTO FINAL

Dossiê das questões indígenas

Para esta etapa, procure fazer parcerias com docentes de outras áreas do conhecimento.

Retome a pesquisa realizada na etapa VER. Proponha aos alunos a produção de dossiês sobre os indígenas brasileiros. Como exemplo, cite o dossiê sobre saúde da população indígena elaborado pelo Cimi. Disponível em: <www.cimi.org.br/site/pt-br/>. Acesso em: 29 jan. 2015.

Faça-os ver o dossiê como uma possibilidade concreta de diálogo entre as necessidades das comunidades indígenas e o governo. Apresente o dossiê como uma ação de cidadania.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Estimule os alunos a escrever uma carta coletiva que apresente as problemáticas discutidas nos grupos de trabalho. A carta deverá ser anexada aos dossiês e enviada à presidenta do Brasil, por e-mail ou correio, dependendo da forma escolhida para produção dos dossiês.

AVALIAÇÃO

Propomos que o trabalho de avaliação seja individual. Cada aluno(a) deverá selecionar um dos temas pesquisados pelos colegas para representá-lo de forma artística (pinturas, desenhos, maquetes, escultura de argila ou material reciclado).

O material produzido deverá trazer uma legenda contendo nome, série, turma e título.

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SUGESTõES DE LEITURA

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M

Acer

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M

ABC dos povos indígenas. Marina Kahn. São Paulo: SM, 2011.

ABC do Brasil. Ana Maria Machado. São Paulo: SM, 2009.

Pequena história da guerra e da paz. Sylvie Baussier. São Paulo: SM, 2005.

A DITADURA MILITAR NO BRASIL: UMA

AMEAÇA AOS DIREITOS HUMANOS

ENSINO MÉDIO

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2 Para a realização deste projeto, sugerimos fazer parceria com o docente da área de História. É importante que os alunos já tenham estudado o período da ditadura militar no Brasil para que entendam o contexto em que se deu a formação e atuação da Comissão Justiça e Paz.

objetivos

Reconhecer a importância da Comissão Justiça e Paz, assim como de outros atores sociais na luta contra a violação dos direitos humanos durante o período da di-tadura militar no Brasil.

Perceber como se deu a relação entre setores da Igreja católica com a política do governo durante a repressão militar.

Conteúdos

Comissão Justiça e Paz. Arte de protesto: cinema, música e teatro durante a

ditadura militar. Canção Cálice, de Chico Buarque de Holanda, e

resistência à ditadura militar. Atuação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em

favor dos presos políticos. Biografia de religiosos e leigos que atuaram em prol dos

direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil.

tempo estimado18 aulas

Materiais necessários

Computador com acesso à internet. Caixa de som.

A DitADuRA MilitAR no bRASil: uMA

AMEAçA AoS DiREitoS HuMAnoS2

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VER A REALIDADE

Primeiras impressões Exiba para os alunos o documentário Comissão Justiça e

Paz e a ditadura militar no Brasil3.

Peça a eles que registrem no caderno suas impressões, seguindo o roteiro:

- O que foi a Comissão Justiça e Paz?

- Como foi composta? Que pessoas e organizações fizeram parte dela?

- Qual seu papel na luta contra a violação dos direitos humanos?

- Como era a relação entre os setores católicos e a política durante o regime militar?

Confrontar ideias

Promova um debate na sala com base nos registros dos alunos. Ressalte o importante papel da Comissão Justiça e Paz na luta contra a violação dos direitos de prisioneiros políticos.

Ampliar o conhecimento da realidade

Organize os alunos em grupos. Distribua entre eles um dos temas relacionados a seguir:

- Dom Paulo Evaristo Arns e a Comissão Justiça e Paz.

- A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

- O Cinema e o teatro: a atuação contra a repressão.

- Músicas de protesto.

- Imprensa: a notícia censurada.

PLANEJAMENTO DAS ETAPAS

3 Disponível em: <http://agemt.org/?p=2937>. Acesso em: 29 jan. 2015.

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4 Os alunos devem pensar na melhor forma de apresentação. A feira pode ser bastante rica e atrativa, com apresentação de peças do período e/ou escrita pelos próprios alunos, vídeos, apresentações musicais de canções da época, painéis fotográficos, reprodução de jornais, etc.5 A feira pode ser organizada em conjunto com outros professores e agregar trabalhos que estejam relacionados ao que foi estudado durante o projeto.

Cada grupo deverá fazer uma pesquisa ampla sobre o tema, recolhendo imagens, textos e vídeos.

Após o levantamento de dados, eles deverão elaborar uma apresentação4 de seu tema para expor numa “feira” que faça memória à luta contra a violação dos direitos humanos durante o período de repressão.

PRODUTO FINAL

Feira em memória à luta contra a violação direitos humanos durante a repressão militar

organizando a feira

Escolha com os alunos um nome para a feira, que faça referência ao que foi estudado5.

Elabore o convite para a feira.

Escolha e prepare o espaço onde acontecerá a feira.

COLOCANDO EM PRÁTICA

Entregue aos alunos a letra da canção Cálice, de Chico Buarque e Gilberto Gil. Contextualize o período em que foi escrita e lançada, respectivamente, 1973-1978. Comente a posição política dos autores da música e sua importante participação na luta contra a repressão militar.

Comente as estratégias usadas por artistas e jornalistas para denunciar as situações de violência que a sociedade vivia sem ser censurados.

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Discuta com os alunos a letra da música, destaque a relação metafórica entre o religioso e a situação política6.

Depois das análises e debates, peça aos alunos que preparem uma dramatização da música Cálice, levando em conta a participação dos religiosos e de todas as pessoas que lutaram em defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar.

Para as apresentações

As apresentações podem ocorrer no mesmo dia da feira.

Prepare o ambiente com todos os materiais produzidos pelos alunos: os cartazes sobre as pessoas envolvidas na defesa dos direitos humanos (intelectuais, artistas, políticos, religiosos), os banners sobre os movimentos contra a ditadura militar no Brasil, etc.

Promova a apresentação das dramatizações que poderão acontecer, como abertura ou fechamento do evento.

Promova um debate sobre a dramatização da canção Cálice e destaque sua relação com os outros materiais produzidos pelos alunos. Enfatize a importância da luta em defesa dos direitos humanos e a participação de todos os grupos envolvidos neste propósito.

AVALIAÇÃO

A avaliação será feita pelos próprios alunos durante a visita à feira. Estabeleça anteriormente os critérios a serem avaliados em cada item:

1. Conteúdo.

2. Apropriação da temática.

3. Forma de apresentação.

6 Convide os alunos a assistir ao clip da canção. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=13SqV1lQ-TQ>. Acesso em: 29 jan. 2015.

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SUGESTõES DE LEITURAVo

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Acer

vo S

M

arns, Paulo Evaristo Arns. Brasil Nunca Mais. Petrópolis: Vozes, 1996.

antonio, João. Frio. In: ruffato, Luiz (Org.). Leituras de escritor. São Paulo: SM, 2008.

Vallejo, Cesar. Paco Yunque. In: ruffato, Luiz (Org.). Leituras de escritor. São Paulo: SM, 2008.

Maupassant, Guy de. O colar de diamantes. In: scliar, Moacyr (Org.). Leituras de escritor. São Paulo: SM, 2008.