O soldado joão

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Powerpoint construído a patir do texto integral "O soldado João" de Luísa Ducla Soares.

Text of O soldado joão

  • 1. O soldado Joo Escola EB1 Quinta da Vista Alegre Ano lectivo 2010 / 2011 3 ano A

2. Era uma vez um soldado chamado Joo. Beatriz Tejo 3. Vinha de sachar milho, de regar cravos, de semear couves e manjericos. Dbora Varela 4. Pelos campos fora, o soldado Joo era a vergonha dos batalhes.Agora, toca a marchar, de espingarda ao ombro, mochila s costas, botas de cano, farda a rigor. Joo Fanha 5. Trazia uma flor ao peito, punha as mos nas algibeiras, coava o nariz, no acertava o passo.Joo Grade 6. E, para cmulo, assobiava ou cantava modinhas da sua aldeia. Bem lhe ralhava o sargento, o ameaava o capito, o castigava o general. Joo Francisquinho 7. O soldado Joo continuava a marchar, feliz e desengonado como se fosse feira comprar gado ou ao mercado vender feijo. Leonor Oliveira 8. Mas tanto, tanto marchou o soldado Joo que chegou terra da guerra. Todos os soldados carregaram as espingardas e fizeram pontaria. Madalena Carvalho 9. Mas o soldado Joo achou indelicado no ir cumprimentar os colegas da outra banda. Ento os outros soldados, espantados, estenderam tambm a mo. Pousou a arma, saltou a trincheira, avanou estendendo a mo. Beatriz Grades 10. - Fogo! - gritava o sargento. - Disparem! - mandava o capito. - Atirem! - ordenava o general. Maria Amado 11. Mas os soldados eram tantos que demorava muito tempo cumpriment-los.Madalena Gies 12. Foi o sargento buscar o soldado Joo, dizendo: - Rapaz, no te lembras de que te ensinei que a guerra para matar? - Vou pr-te a corneteiro, j que no tens jeito para atirador. Maria Mira 13. O soldado Joo pegou na corneta, ei-lo a soprar e logo o fandango ecoou pelos campos fora, convidando dana. Miguel Quintas 14. Sapateava a tropa, rodopiava, batia palmas. Miriam Ponte 15. - Parem! - ordenava o general. - Basta! - mandava o capito. - Alto! - gritava o sargento. Patrcia Ramos 16. Arrancou o sargento a corneta ao soldado Joo e, zangado, explodiu:- Vais para cozinheiro do exrcito. Ao menos a no empatars a guerra. Pedro Silva 17. Mal chegou cozinha, foi buscar caf. Arrastava pelas fileiras, fumegando, o enorme panelo, apetitoso, perfumado. Aproximava-se de cada soldado, tirava-lhe o capacete, para fazer de malga,despejava-lhe uma concha de caf. Pedro Passareiro 18. Amigos e inimigos, todos se deliciavam com to inesperado pequeno-almoo. Rita Dias 19. - Ao vosso lugar! - gritava o sargento. - A postos! - mandava o capito. - Perfilar! - ordenava o general. Rodrigo Alves 20. - J no s atirador, nem corneteiro, nem cozinheiro. Daqui por diante s enfermeiro militar. Tiraram a panela ao soldado Joo, enrolaram-no numa bandeira da cruz vermelha, dizendo: Tiago Tavares 21. Mal se viu na nova funo, ei-lo a correr procura de feridos. Viu um tenente com um olho negro e foi trat-lo. Toms Cardoso 22. Viu um furriel com uma picada de abelha e num instante lhe arrancou o ferro. Viu um tenente com um olho negro e foi trat-lo. Vasco Pereira 23. Notou que os dois generais inimigos coxeavam ligeiramente, descalou-lhes as botas e ps-se a tirar-lhes os calos. Vasco Candeias 24. Ento o incrvel aconteceu.Os dois generais levantaram-se ao mesmo tempo e condecoraram-no com duas luzentes medalhas de ouro. Como era de noite, acharam que j passara o tempo da guerra, apertaram as mos e partiram em paz. Guilherme Coelho 25. O soldado Joo sete dias andou at chegar sua aldeola, onde de novo sacha milho, rega cravos, semeia couves e manjericos. Joo Silva FIM