Apostila engenharia civil concreto armado recomendacoes

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  • RECOMENDAES PARA A PRODUO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO EM EDIFCIOS

    PROJETO EPUSP/SENAI

    Responsveis:

    Mercia Maria S. Bottura de Barros

    Silvio Burrattino Melhado

    So Paulo

    1998

  • SUMRIO

    1 INTRODUO............................................................................................................................ 1 2. A PRODUO DA ESTRUTURA DE EDIFCIOS COM CONCRETO ARMADO.............. 4

    2.1 PRODUO DAS FRMAS E ESCORAMENTO............................................................. 4 2.1.1 Conceituao.................................................................................................................... 4 2.1.2 Propriedades ou Requisitos de Desempenho (para atender as funes das frmas)........ 5 2.1.3 O Custo da Frma no Conjunto do Edifcio .................................................................... 6 2.1.4 Elementos Constituintes de um Sistema de Frmas ........................................................ 6 2.1.5 Principais Materiais Utilizados para a Produo de Frmas ........................................... 7 2.1.6 O Conceito Estrutural das Frmas ................................................................................... 7 2.1.7 Estudo do SISTEMA CONVENCIONAL de frmas de MADEIRA ............................. 8

    2.1.7.1 Caractersticas da frma de laje................................................................................. 9 2.1.7.2 Caractersticas da frma de viga.............................................................................. 10 2.1.7.3 Caractersticas da frma do pilar ............................................................................. 11

    2.1.8 Estudo de SISTEMAS de FRMAS RACIONALIZADAS......................................... 12 2.1.8.1 Objetivos da racionalizao do sistema de frmas.................................................. 12 2.1.8.2 Recomendaes de projeto do edifcio para aumentar a racionalizao ................. 12 2.1.8.3 Aes de racionalizao do sistema de frmas ....................................................... 12 2.1.8.4 Parmetros para escolha ou projeto do sistema de frmas ...................................... 20 2.1.8.5 Consideraes sobre a execuo das frmas ........................................................... 20 2.1.8.6 Outros tipos de frma .............................................................................................. 20

    2.2 A MONTAGEM DA ARMADURA ................................................................................... 23 2.2.1 Introduo ...................................................................................................................... 23 2.2.2 A Compra do Ao .......................................................................................................... 25 2.2.3 A organizao do Ao no Canteiro................................................................................ 26 2.2.4 Corte da Armadura......................................................................................................... 27 2.2.5 Preparo da Armadura ..................................................................................................... 30 2.2.6 Montagem da Armadura ................................................................................................ 31

    2.3 ASPECTOS SOBRE A PRODUO DA ESTRUTURA DE CONCRETO ARMADO.. 33 2.3.1 Recebimento do Sistema de Frmas .............................................................................. 34 2.3.2 Montagem das Frmas dos Pilares ................................................................................ 34 2.3.3 Controle de Recebimento da Montagem dos Pilares ..................................................... 35 2.3.4 Montagem de Frmas de Vigas e Lajes......................................................................... 35 2.3.5 Controle de Recebimento da Frma de Vigas e Lajes................................................... 36 2.3.6 Procedimentos para a Concretagem dos Pilares ............................................................ 36 2.3.7 verificao da Concretagem do Pilar ............................................................................. 37 2.3.8 colocao das Armaduras nas Frmas de Vigas e Lajes................................................ 37 2.3.9 Verificaes para liberao da Armadura de Vigas e Lajes .......................................... 37 2.3.10 Procedimentos para a Concretagem das Vigas e Lajes................................................ 38 2.3.11 Procedimentos Recomendados para Lanamento do Concreto ................................... 38 2.3.12 Procedimentos para Desforma ..................................................................................... 39

    3. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ...................................................................................... 40

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    1 INTRODUO Considerando-se as estruturas dos edifcios comumente construdos, pode-se propor uma classificao fundamentada tanto na sua concepo estrutural, como na intensidade de seu emprego e, ainda, a partir dos materiais que constituem a estrutura. Uma proposta de classificao, baseada nestes parmetros, apresentada a seguir: - classificao quanto concepo estrutural Quanto concepo estrutural, ou seja, quanto forma de transmisso dos esforos, as estruturas podem ser classificadas em: * reticulada * elementos planos * outras - cascas; espaciais; pneumticas; boxes, etc.. As estruturas reticuladas so aquelas em que a transmisso dos esforos ocorre atravs de elementos isolados tais como lajes, pilares e vigas ou prticos. Nas estruturas planas a transmisso de esforos faz-se atravs de um plano de carregamentos, como o caso dos edifcios constitudos por paredes macias de concreto armado ou mesmo de alvenaria estrutural. - classificao quanto intensidade de emprego Quanto freqncia com que so empregadas, as estruturas podem ser classificadas em: * tradicionais; e * no tradicionais. As estruturas tradicionais so consideradas como aquelas mais empregadas em um certo local. o caso, por exemplo, dos edifcios de mdio e grande porte, construdos com estrutura de concreto armado moldado no local e dos pequenos edifcios (um e dois pavimentos) construdos com alvenaria resistente. Pode-se considerar os no tradicionais como sendo aqueles de uso menos freqente, tais como os edifcios com estrutura de madeira, de ao, de alvenaria estrutural (armada ou no armada) e os de concreto pr-moldados. - classificao quanto ao materiais constituintes Considerando-se as construes atualmente existentes no mundo sob a tica do processo construtivo, pode-se dizer que os materiais comumente empregados na produo das estruturas de edifcios so: * madeira; * ao; * alvenaria; * concreto armado e protendido: pr-moldado e moldado no local.

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    A madeira, sobretudo pela dificuldade de obteno e consequentemente pelo seu elevado custo, um material que vem tendo pouca utilizao na construo de estruturas de edifcios, principalmente no Brasil. Alm disto, suas deficincias quanto a resistncia mecnica e durabilidade, a falta de tradio do usurio, a legislao restritiva quanto sua utilizao (problemas decorrentes do elevado potencial de queima) e a no-poltica de reflorestamento, tambm contribuem para o seu reduzido emprego, sendo empregada apenas em edifcios de pequena intensidade de carregamentos (casas trreas ou sobrados). Existem, porm, estudos que procuram viabilizar a utilizao de madeira de reflorestamento como material estrutural; outros que procuram desenvolver as ligaes entre peas de madeira para formarem componentes de maiores dimenses, viabilizando a execuo de estruturas maiores; outros ainda que procuram desenvolver materiais para serem empregados no tratamento da madeira, seja contra agentes agressivos (umidade, fungos, insetos) seja contra o fogo, a fim de aumentar a sua vida til. possvel pois, que num futuro prximo, com o avano dos processos industrializados de construo a utilizao desse material seja retomada. O ao, largamente empregado em pases mais desenvolvidos, e com elevado potencial de utilizao devido s suas caractersticas mecnicas (elevada resistncia compresso e trao) tambm vem sendo pouco utilizado no Brasil para a construo de estruturas de edifcios, principalmente nos de mltiplos pavimentos. Sua utilizao vem se concentrando sobretudo na produo da estrutura de edifcios industriais. Pode-se dizer que existem alguns fatores "responsveis" pela pequena utilizao do ao no Brasil, dentre os quais se destacam: - custo elevado do ao quando comparado ao do concreto armado; - falta de tradio construtiva e desconhecimento do processo construtivo; - normalizao precria, sendo ainda empregada normalizao estrangeira; - caractersticas da mo-de-obra nacional: de baixo custo e pouca qualificao; da j no se necessita de ganho de produtividade, que uma das grandes vantagens oferecidas pela estrutura de ao; - falta de perfis adequados construo de edifcios, o que seria essencial para a implantao de um mercado consumidor, no entanto, as indstrias produtoras no assumem o investimento necessrio. No obstante essas dificuldades, a produo de um edifico em ao apresenta um elevado potencial de racionalizao devido s caractersticas intrnsecas ao material, pois: - toda a estrutura previamente preparada em uma fbrica ou indstria, ficando apenas a montagem para o canteiro; - para o preparo de cada pea necessrio um detalhamento prvio, e sendo assim, as decises so necessariamente tomadas durante a elaborao do projeto e no no canteiro durante a execuo do edifcio; logo, no h decises de canteiro, os detalhes construtivos vm previamente definidos; - possvel a modulao de componentes racionalizando-se as atividades de preparo e montagem da estrutura, bem como, possibilita o emprego de outros elementos construtivos modulados (vedaes, caixilhos);

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    Em resumo, a con