Somos Servos - Junho de 2014

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Text of Somos Servos - Junho de 2014

  • 1. Somos Servos Revista OSM Comunidade Santa Maria dos Servos Matola PENTECOSTES SANTSSIMA TRINDADE ASCENSO DO SENHOR CORPUS CHRISTI SANTA JULIANA MARIA E O ESPRITO SANTO O BEM COMUM TESTEMUNHO VOCACIONAL CRNICAS E NOTCIAS ECLESIAIS Nmero 5 Junho de 2014
  • 2. 2 EDITORIAL Queridos amigos, leitores da nossa Revista Somos Servos, uma cordial saudao neste clima de Pentecostes, em que nos abrimos a aco do Esprito Santo de Deus, que vem em nosso auxlio para fazer memria dos ensinamentos de Jesus Cristo e para nos guiar, sustentar, na misso que Ele nos confiou! O Esprito Santo o Parclito, o Consolador! O Hspede de nossas almas! Que a sua presena incendeie a nossa alma! Que nada em ns obscurea a sua presena e a sua aco no mundo. Neste nmero da nossa revista refletiremos sobre a ascenso de Jesus, sobre o evento de Pentecostes, no qual Maria nos ensina a ser dceis sua presena; sobre a Santssima Trindade, plenamente revelada. O artigo sobre a festa de Corpus Christi nos destaca a importncia da eucaristia, inclusive numa dimenso csmica, transformando a nossa vida e o mundo em que vivemos. Tambm oferecemos aos leitores o modelo de vida de Santa Juliana Falconieri, Terciria da Ordem dos Servos de Maria. O testemunho vocacional do ms nos convida a tomar conscincia da presena do Senhor em nossas vidas. E refletiremos sobre o princpio do bem comum, luz da nossa f. No poderia deixar de mencionar nesse editorial dois eventos importantes para a nossa Arquidiocese, que ocorreram durante o ms de Maio: a peregrinao ao Santurio de Namaacha e o Despertar vocacional. Somente agradecer a Deus a oportunidade de poder sentir o seu chamamento por meio da f que nos faz peregrinos e inteiramente consagrados a Ele. Que os jovens se disponham a servi-Lo com generosidade numa entrega de vida que se consuma na prtica do amor. Na prxima edio oferecemos aos nossos leitores os seguintes artigos: Cristo a luz dos povos, Maria nos evangelhos de Mateus e Marcos, A orao, Santa Cllia Barbieri, Presena dos Servos de Maria em Moambique, Formao inicial dos Servos de Maria, Testemunho Vocacional, Justia e Paz, Crnicas e notcias eclesiais. Boa leitura! Escreva para somosservos@gmail.com e receba a revista em formato PDF, com fotografias coloridas e diagramao em formato A4. Verso ONLINE no Blog Somos Servos: www.somosservos.blogspot.com
  • 3. 3 PENTECOSTES A festa de Pentecostes a realizao do Plano de Deus, um plano de unidade, onde todos se entendem pela vinda do Esprito Santo. Em Pentecostes a Igreja torna-se missionria e se difunde em todos os povos, lnguas e culturas, e reforamos a conscincia do papel e da misso do Esprito Santo na vida da Igreja e na nossa vida. No Esprito Santo, tudo tem sentido, tudo se enche de profundo significado: com o Esprito, a Igreja o Corpo vivo de Cristo, no qual os membros recebem a vida que vem da Cabea, a seiva que vem do Tronco, que Cristo; com o Esprito, Jesus est vivo entre ns e ns O recebemos em cada sacramento que celebramos; com o Esprito, os mandamentos podem ser cumpridos na alegria, porque o Esprito nos convence que eles so verdadeiros e libertadores e nos d, no amor de Cristo, a fora para tentar cumpri-los na generosa alegria; com o Esprito, a obra da evangelizao testemunho vivo do Senhor Jesus, dado com a convico de quem experimentou Jesus; com o Esprito, j temos a garantia, o penhor da ressurreio, pois comungamos a Eucaristia, alimento espiritual, que nos d a semente da vida eterna. A presena do Esprito Santo continua a ser fecunda, porque para a Igreja sopro vital e origem da nova criao; portador do dom divino da paz; construtor da unidade na pluralidade dos carismas; destruidor da diviso, do fechamento, do egosmo e da incomunicabilidade; fundamento da f-certeza de que Jesus o Senhor; gerador de homens e mulheres novos transformados por dentro; e fonte de comunho. Com esta Solenidade encerramos o Tempo Pascal, aqueles cinquenta dias que a Igreja celebra como se fosse um s dia, santo e glorioso, o Dia da Ressurreio. O dom do Esprito o fruto excelente e principal da Pscoa de Cristo: no Esprito que nossos pecados so perdoados, no Esprito que o fruto da paixo e morte de Cristo nos dado, no Esprito que somos transfigurados imagem de Cristo Jesus. No nosso Batismo, banhados pela gua, smbolo do Esprito, ns tambm recebemos em ns o Esprito de Cristo e nos tornamos templos do Esprito Santo, chamados a viver uma vida segundo o Esprito de Cristo. O Esprito de amor a nova lei, a Lei do cristo, pois O amor de Deus foi derramado em nossos coraes pelo seu Esprito que nos foi dado (Rm 5,5)! Frei Cosme Jos, osm
  • 4. 4 SANTSSIMA TRINDADE A doutrina da Santssima Trindade ensina que existe um s Deus em trs pessoas distintas, que possuem uma mesma natureza. Uma s natureza sustenta as trs pessoas da trindade. Afirma o Catecismo da Igreja que a verdade revelada da Santssima Trindade esteve desde as origens na raiz da f viva da comunidade crist, principalmente por meio do Batismo, encontrando sua expresso na regra da f Batismal, formulada na pregao, na catequese e na orao da Igreja. No decurso dos primeiros sculos, a Igreja procurou formular mais explicitamente sua f trinitria, tanto para aprofundar sua prpria compreenso da f como para defend-la de erros que a estavam deformando. Isso foi obra dos conclios antigos, ajudados pelo trabalho teolgico dos padres da Igreja e apoiados pelo senso da f do povo cristo (cf. CIC 249-250). O esforo racional dos telogos (entre os quais: So Toms de Aquino) trataram de ilustr- lo da maneira seguinte: Como as trs divinas pessoas no se distinguem nem por sua natureza, nem por suas perfeies, nem por suas obras exteriores, se distinguem unicamente por sua origem. No se distinguem por sua natureza porque tem uma natureza em comum, a natureza divina. Assim, no so trs deuses, mas um s Deus. No se distinguem por suas perfeies porque estas se identificam com a natureza divina, assim, nenhuma das trs Pessoas mais sbia ou poderosa, mas todas possuem infinita sabedoria e poder; nenhum anterior ao outro, mas sim igualmente eternas. No se distinguem por suas obras exteriores, j que tendo os trs a mesma onipotncia, se um realiza obras, as outras Pessoas esto juntas. Distinguem-se unicamente por sua origem, porque o Pai no provm de nenhuma pessoa; o Filho gerado pelo Pai; e o Esprito Santo procede vez do Pai e do Filho. Este o que impede que uma das pessoas se confunda com as outras. Frei Percy Astopillo, osm
  • 5. 5 ASCENSO DO SENHOR A palavra Ascenso provm do latim Ascenso que quer dizer subida. No contexto religioso emprega-se essa palavra na comemorao da festa da elevao do Nosso Senhor Jesus Cristo aos discpulos em corpo e alma perante os discpulos, aos quais promete enviar o Parclito, o Consolador que lhes dar fora de continuar anunciar as maravilhas do Reino. A Ascenso de Jesus relatada no Novo Testamento mostra Jesus ressuscitado que se eleva ao cu em corpo fsico na presena dos onze apstolos aps quarenta dias da sua ressurreio. Jesus elevou-se ao cu e sentou-se no seu trono Sagrado. Os evangelistas incluem duas descries da Ascenso de Jesus em Lc 2 ,50-53, e Marcos 16,19. Outra descrio do episdio da Ascenso de Jesus encontramos em Actos 1, 9-11. Jesus ressuscitado sobe aos cus e a partir daquele momento garante sua presena vai manifestar-se de outra maneira, na palavra anunciada, nos sacramentos celebrados na Igreja, na pessoa do nosso prximo e na unio com o Mestre Jesus atravs da Orao. Cristo ressuscitado na Ascenso marca o fim de perodo de encontro com os seus discpulos fortalece-os na f e delega um compromisso missionrio e explica-lhes a misso. As palavras Eis que eu estarei convosco todos os dias, at o fim do mundo no so tericas, mas uma realidade. Este o motivo da firmeza da nossa f, numa profunda esperana sem fim, um irmo nosso, um de nossa raa est direita do Pai e intercede por ns. Ele o nosso juiz, somente nEle nossos pobres problemas podem encontram soluo, nossos dias podem converter-se em dia de glria. Ascenso marca o caminho para o Pentecostes, marca a inaugurao da misso da Igreja, sustentada pelo Esprito. esse Esprito que consola a Igreja e a guia na misso pelas estradas do mundo. rei da glria e Senhor do universo, que hoje subis triunfante ao cu, no nos abandoneis, mas enviai-nos, segundo a vossa promessa, o esprito da verdade. Frei Dionisio Antonio, osm
  • 6. 6 CORPUS CHRISTI No ms de junho, a Igreja Catlica celebra a festa de Corpus Christi, nomenclatura que vem do latim e significa Corpo de Cristo. A festa tem por objetivo celebrar solenemente o mistrio da Eucaristia. A Festa de Corpus Christi surgiu no sc. XIII, na diocese de Lige, na Blgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (1258) que recebia vises nas quais o prprio Jesus lhe pedia uma festa litrgica anual em honra do sacramento da Eucaristia. O bispo, percebendo a luz sobrenatural que a iluminava e a sinceridade de seus apelos, em 1246 celebrou na sua diocese, pela primeira vez, a festa do Corpo de Cristo. A festa foi somente oficializada e extendida para toda a Igreja quando ocorreu, em 1264, o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dvidas se a Consagrao era algo real, e no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. Hoje se conservam os corporais - onde se apia o clice e a patena durante a Missa - em Orvieto, e tambm se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue. O Papa Urbano IV (1262-1264) informado do milagre, o