As doenças no espaço e no tempo

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DISTRIBUIÇÃO DAS DOENÇAS NO ESPAÇO

E NO TEMPO

PARA EPIDEMIOLOGIA

DOENÇA

Determinantes

TempoEspaço

Estudos Epidemiológicos

Quem OndeQuando

ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS

Quem Quando

Onde

Sexo, idade, raça, situação socioeconômic

a, hábitos alimentares e

culturais

Períodos de maior

ocorrência:estações do

ano,com o passar de anos ou

décadas

Verifica se há padrão espacial de distribuição

QUAL A IMPORTÂNCIA DESSA ANÁLISE?

PLANEJAMENTO EM SAÚDE

Quais as áreas de

risco?

Qual a população afetada?

Quais intervenções podemos aplicar para resolver a situação?

DISTRIBUIÇÃO DAS DOENÇAS NO ESPAÇO

Para o conceito de espaço não se deve apenas

incorporar características geográficas e naturais, mas

também os processos sociais, as questões culturais e os

processos históricos.

O que é espaço?

Medronho, 2009

ALGUM TEMPO ATRÁS...

Século V a.C.

Livro “Dos ares, dos mares e dos lugares”

Chamava atenção para questões como temperatura, posição da

região em relação ao vento e ao nascimento do sol para investigações médicas.

MAPAS

Associada à distribuição espacial de doenças está a elaboração de mapas desde o século XVIII

James Lind

(1768)

Valentine Seaman (1798)

André-Michel Guerry (1833)

Precursor da geografia médica, mapeou a distribuição geográfica de diversas doenças.

Febre amarela em NY

Suicídios e crimes

JOHN SNOW

Analisou epidemia de cólera em

Londres, em 1854

Demonstrou associação espacial entre mortes por cólera e

suprimento de água de bombas públicas.

DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL EM DIFERENTES PERÍODOS

Dengue no Brasil

GEOPROCESSAMENTO

É o conjunto de técnicas de coleta, tratamento e exibição de informações indexadas geograficamente.

SIG (Geographic Information System): é o processamento eletrônico de dados que permite captura,

armazenamento, manipulação, análise e demonstração de dados referenciados geograficamente

GEOPROCESSAMENTO NA EPIDEMIOLOGIA

Contribui para avaliar relações do processo saúde-doença

Instrumento para atividades

VIGILÂNCIA PLANEJAMENTO

Ações de prevenção e controle de doenças

Cruzamento de mapas de tipo de população por estado

natural

TIPOS DE IDENTIFICAÇÃO

1. Análise de dados em área ou em treliça

2. Análise de padrões pontuais

3. Mapa SIG

Há diversos tipos de formas para identificação de doenças em mapas:

MAPA EM TRELIÇA

Mortalidade infantil

MAPA ANÁLISE DE PADRÕES PONTUAIS

Nível de escolaridade dos beneficiários da reforma agrária (1996)

MAPA SIG

Temperatura

DISTRIBUIÇÃO DAS DOENÇAS NO TEMPO

Por que conhecer a relação doença-

tempo?

Compreensão, previsão, busca etiológica, prevenção,

avaliação de interferências.

Conhecer os períodos de maior risco para determinadas doenças pode contribuir para a

prevenção e o diagnóstico de doenças

Ex:

Dengue Maior incidência no verão

Rubéola Maior incidência no final do

inverno e no início da

primavera

ANÁLISE TEMPORAL DAS DOENÇAS

O exame da evolução temporal de uma doença antes e após uma intervenção é útil para

avaliar a efetividade da medida.

Ex:

Poliomelite

Redução drástica após vacinação em massa.

Também é útil para verificar se houve elevação acima da

frequência habitual (esperada), o que poderia indicar a presença

de uma epidemia.Ex:Epidemia de gripe suína em 2009

4 TIPOS DE ANÁLISE DA EVOLUÇÃO TEMPORAL DE DOENÇAS

1. Tendência secular ou

histórica

2. Variações cíclicas não-

sazonais

3. Variações sazonais

4. Variações irregulares

TENDÊNCIA SECULAR OU HISTÓRICA

Análise da mudança de frequência de uma doença por um longo período de tempo,

geralmente décadas.AIDS no Brasil

1985-1990

1990-1995

1996-1998

Rondônia

Brasil

Não havia ou falta de diagnóstico?

VARIAÇÕES CÍCLICAS

Flutuações na incidência de uma doença em um período maior que um ano.

Saramp

o

Variação:+- 3 em 3

anos

VARIAÇÕES SAZONAIS

Ciclos de variações que coincidem com as estações do ano

Fatores determinantes:

Sol

Temperatura

Umidade

Precipitação

Poluentes

Ex:

Concentração de pessoas no inverno

= mais doenças respiratórias

OBS:Causas não infecciosas, acidentes de

trabalho em áreas rurais na época de colheita

VARIAÇÕES IRREGULARES

São variações inusitadas na incidência de doenças:Endemias

Epidemias

EPIDEMIA

É uma elevação brusca, temporária e significantemente acima do habitual de

determinada doença

Epidemia de cólera em Fortaleza, 1992-1994

É causada por alterações

relacionadas ao agente (biológico,

químico), ao hospedeiro ou ao

ambiente

ENDEMIA

É a presença usual de uma doença, dentro dos limites esperados, em uma determinada área geográfica, por

tempo ilimitado.Ocorre quando há constante renovação de pessoas

suscetíveis, exposição múltipla e repetida a um determinado agente.

Ex:Doença de Chagas

Malária

epidemeion =

“visitar”

endemeion =

“habitar”

SURTO

É uma ocorrência epidêmica onde todos os casos estão relacionados entre si, atingindo

uma área pequena e delimitada.

Ex:Diversos casos de

intoxicação alimentar em uma

creche, por ingestão de leite

contaminado.

PANDEMIA

É a ampla distribuição de uma doença que atinge diversos países ou continentes.

Está associada a condições

facilitadoras de propagação de um agente infeccioso:

- Movimentos migratórios

- Facilidade de transporte

Pandemia Influenza A (H1N1)

ATENÇÃO!

A presença de uma epidemia NÃO é caracterizada por um grande número de

pessoas afetadas, mas sim o claro excesso de casos quando comparado à frequência

esperada a uma população em um determinado tempo.

Dessa forma, o número de casos varia com o agente, o tamanho da população e o local de

ocorrência.

ATENÇÃO!

Caso autóctone:

oriundo do mesmo

local em que

ocorreu

Caso alóctone:

caso importado

de uma outra

localidade

Ex:

PoliomeliteDesde 1989 não ocorre nenhum caso no Brasil

1 caso autóctone

=epidemia

EPIDEMIA EXPLOSIVA OU POR FONTE COMUM

A doença (agente infeccioso) é

veiculada por um fator extrínseco.

ÁguaAlimentos

ArInoculação

Doença bacteriana transmitida

principalmente por alimentos

contaminados

EPIDEMIA PROGRESSIVA OU PROPAGADA

Tem progressão mais lenta e a transmissão ocorre, geralmente, por meio do contato de pessoa para pessoa ou por vetores. Não há

exposição simultânea de um grupo de pessoas a um determinado agente.

Vias de transmissão:

SexualRespiratória

Vetores

Ex:

Malária, dengue, sífilis, gripe, sarampo

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