TÉCNICAS DE PESQUISA EM ECONOMIA

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TÉCNICAS DE PESQUISA EM ECONOMIA. Maria Christina Siqueira de Souza Campos. Aspecto. Conhecimento. Conhecimento. Conhecimento. Conhecimento. Considerado. Popular. Religioso. Filosófico. Científico. Base. Valorativo. Valores. Valores. Factual. Fonte. Reflexão: Resultado. - PowerPoint PPT Presentation

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TÉCNICAS DE PESQUISA EM ECONOMIA

Maria Christina Siqueira deSouza Campos

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AspectoConsiderado

ConhecimentoPopular

ConhecimentoReligioso

ConhecimentoFilosófico

ConhecimentoCientífico

Base Valorativo Valores Valores Factual

Fonte Reflexão: Resultadode experiências

pessoais

Inspiração:fé: apóia-se na

doutrina

Razão:Emerge da

experiência e doraciocínio

Experiência:Emerge da experi-mentação (teorias

verificáveis)Organização Assistemático Sistemático Sistemático Sistemático

Verificabili-dade

Verificável Não verificável Nãoverificável

Verificável

Grau deconfiabilidade

Falível Infalível Infalível Falível

Exatidão Inexato Exato Exato Aproximadamenteexato

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Técnicas de Trabalho Intelectual

B. Análise Externa:

PRESSUPOSTO TEXTO IMPLICAÇÕES

CONTEXTO

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Técnicas de Trabalho Intelectual

A. A Redação:1. Introdução: Deve enunciar de

forma clara o tema que é proposto; deve indicar como ele vai ser desenvolvido e deve mencionar de forma sucinta o método e o material utilizado.

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Técnicas de Trabalho Intelectual

1. Como ler:A. Análise Interna:

1. A idéia básica:Ler inicialmente o texto inteiro para obter uma visão geral de conjunto do todo

2. As idéias secundárias:Na segunda leitura procurar identificar as partes

do texto que contêm as idéias secundárias, bem como o modo como estão relacionadas.

3. Os conceitos:Uma terceira leitura do texto deve-se apreender os vários elementos componentes das diferentes partes, os conceitos.

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Técnicas de Trabalho Intelectual

2. Desenvolvimento: É o corpo da redação. Procura desenvolver uma idéia central de acordo com um plano previamente traçado e de maneira direta, clara e coerente.Conclusão: Deve procurar articular a “introdução” e o “desenvolvimento”, para que o leitor guarde um esquema mais ou menos nítido do que acabou de ler.

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Técnicas de Trabalho Intelectual

B. Bibliografia e Comunicação Científica:- Bibliografia é o conjunto de obras a respeito

de um autor ou de um assunto e a comunicação científica se faz por meio de revistas, congressos e centros de documentação e informática.

C. Apontamentos:- Os apontamentos devem reproduzir, de forma

cômoda, as idéias centrais do texto, de forma a dispensar novas e freqüentes consultas.

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Técnicas de Trabalho Intelectual

D. Terminologia científica e o uso de dicionários técnicos:

- Para o estudo de qualquer ciência é necessária a familiarização com seu vocabulário científico. Além dos textos, o recurso auxiliar recomendado é o uso freqüente dos vocabulários ou dicionários técnicos.

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PESQUISA EM ECONOMIA

Fontes para busca da verdade: Intuição: gregos (Demócrito: “Tudo é

constituído por partículas indivisíveis que se movem no vácuo”) – intuição + observação conhecimento claro, imediato e direto da verdade sem raciocínio (papel importante na construção das hipóteses)

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PESQUISA EM ECONOMIA Autoridade: livros religiosos, pessoas

consideradas capazes ou de projeção Tradição: mais tranqüilizadora (eficiente no

passado), comodidade, repetição do engano, empecilho à mudança

Bom senso: enganador (visto como suficiente para se chegar à verdade)

Ciência: nos últimos 200 anos a forma mais procurada de busca da verdade, > probabilidade de se atingir a verdade

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PESQUISA EM ECONOMIA Ciência econômica: forma de

ciência empírica (≠ ciências formais)

Início da Ciência Econômica: administração da casa, do patrimônio particular (Grécia)

Economia Política: administração da polis desuso séc. XVI: novamente em uso

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PESQUISA EM ECONOMIA Escola Marginalista: novamente em

desuso (projeção da visão marxista) Ausência de consenso entre diversos

autores quanto à definição de Economia Marshall (1985): “Economia é o estudo

da humanidade nas diversas atividades correntes da vida: examina a ação individual e social em seus aspectos mais estreitamente ligados à obtenção e uso dos elementos materiais do bem estar”.

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PESQUISA EM ECONOMIA Davenport (1929): “Economia é a

ciência que estuda o comportamento como uma relação entre fins e meios escassos cujos usos são alternativos”.

Dicionário de Ciências Sociais: “Economia é o estudo do comportamento humano em relação a meios escassos, cujos usos são alternativos para atingir determinados fins, tais como a maximização da renda, empregando habitualmente na comparação dados de preço”.

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PESQUISA EM ECONOMIA Dimensões:

Estudo dos fenômenos pelos quais os homens procuram satisfazer suas necessidades a partir de bens essenciais

Estudo das trocas comerciais e do sistema que regula as relações dos homens nessas trocas e

Estudo das organizações humanas com vistas a torná-las mais eficazes no seu intento de aumentar o bem-estar de todos os seres humanos.

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PESQUISA EM ECONOMIA

Objetivos: a) descrever e analisar as atividades

nos seus diferentes aspectos (produção de bens e serviços, repartição dos bens de consumo) pesquisa econômica

b)compreender e explicar os mecanismos da atividade (ex.: produção, mercado, preços, moeda etc.) teoria econômica

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PESQUISA EM ECONOMIA c) controlar e aperfeiçoar a atividade

econômica na linha das opções admitidas pela justiça social política econômica

Métodos da Economia:I – Um grupo de métodos proporciona a

base lógica da investigação, garante objetividade necessária para tratamento dos fatos (estabelecimento de regras de explicação dos fatos e da validade das generalizações)

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PESQUISA EM ECONOMIA Dedutivo:

Parte de princípios gerais considerados verdadeiros e indiscutíveis para chegar a conclusões de uma maneira puramente formal, em virtude de sua lógica

Indutivo: Utilizado na Ciência Econômica a partir da

Escola Histórica Alemã (2ª metade do séc. XIX)

Mostra distância entre teoria e realidade econômica

Representantes da escola: leis econômicas são provisórias e contingentes (podem ser modificadas para se adaptar à realidade)

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PESQUISA EM ECONOMIA

Métodos da Economia: II – Outro grupo indica os meios

técnicos para atingir o conhecimento, dando a orientação necessária à realização da pesquisa econômica (obtenção, processamento e validação de dados)

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PESQUISA EM ECONOMIA 1. observacional: muito antigo; se

planejado e cuidadosamente, é preciso e conduz a resultados claros;

2. comparativo: fundamental em pesquisas macro-econômicas, único método capaz de proporcionar controle das variáveis com variação sentida ao longo do tempo;

3. estatístico: aplicação da teoria estatística da probabilidade(não há total garantia de veracidade, mas permite razoável grau de precisão)

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PESQUISA EM ECONOMIA Dificuldades da Economia:

Complexidade dos fatos econômicos: barreira superável com linguagem clara e precisa e utilização de testes empíricos;

Inexatidão: Ciência Econômica entre as humanas é a que oferece maior grau de exatidão ao estudar manifestar e não sentimentos;

Impossibilidade de experimentação: não é indispensável no trabalho científico (estudos post-factum)

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TIPOLOGIA DE PESQUISAS

I. De acordo com sua aplicabilidade:- pesquisa pura ou fundamental- pesquisa aplicada

II. De acordo com sua originalidade:- pesquisa original- diagnóstico

III. De acordo com a complexidade teórica :- pesquisa descritiva (hipóteses univariadas)- pesquisa explicativa (hipóteses bivariadas)

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A MONTAGEM DE UM PROJETO DE PESQUISA

Prof.a Dra. Maria Christina Siqueira de Souza Campos

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TIPOS DE TRABALHOS ACADÊMICOS

propostas ou planos, trabalhos didáticos (preparar textos

sobre algum tema), trabalhos de revisão bibliográfica

(geralmente primeiro capítulo de um trabalho acadêmico),

levantamentos (surveys), geralmente estudos descritivos,

trabalhos teóricos e trabalhos teórico-empíricos.

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PROJETO

Toda proposta deve responder às seguintes perguntas:

- por quê? Justificativa da escolha do problema- quem falou sobre o tema? Revisão bibliográfica- o quê? Problema de Investigação, base teórica

e conceitual - hipóteses- para quê? Propósitos, objetivos do estudo

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PROJETO

- como? Procedimentos Metodológicos

- quando? Cronograma de execução

- com que recursos? orçamento

- pesquisado por quem? equipe de trabalho

- bibliografia ou referências bibliográficas

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ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

I - JUSTIFICATIVA 1 Contexto ou Problemática 2 Interesse Pessoal: modo como foi escolhido o tema 3 Revisão Bibliográfica Interesse ou contribuição científica (aspectos inovativos do trabalho) 4 Contribuição prática (aplicação) 5 Viabilidade 6 Aspectos sobre o(s) local(is) que será(ão) pesquisado (nível local, regional ou nacional)

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II - DEFINIÇÃO DO PROBLEMA DE INVESTIGAÇÃOIII - MARCO TEÓRICO: apresentação das diversas correntes teóricas e escolha com justificativa da linha teórica escolhidaIV - OBJETIVOS 1 Gerais 2 EspecíficosV - HIPÓTESES E SUB-HIPÓTESES

ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

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ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

VI - DEFINIÇÃO DAS VARIÁVEIS 1 Constitutivas 2 Operacionais

VII - ESPECIFICAÇÃO DO PLANO DE PESQUISA 1 Descrição do plano de pesquisa: - estudo exploratório (visa conhecimento do

fenômeno) - estudo descritivo (para estudar

características do fenômeno) - estudo explicativo (análise de relação entre

fenômenos).

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ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

2 Descrição do tratamento a ser dado às variáveis

3 Especificação dos procedimentos estatísticos

ou qualitativos da análise

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VIII- ESPECIFICAÇÃO DA AMOSTRA: 1 Área de execução

2 População da pesquisa ou tipo de dados

3 Tipo de amostra e tamanho

4 Forma de seleção dos sujeitos da pesquisa

ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

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ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

IX - PLANO DE COLETA DE DADOS 1 Instrumento(s) de coleta de dados

selecionado(s): justificativa 2 Montagem do(s) instrumento(s) 3 Seleção dos auxiliares

(entrevistadores) 4 Treinamento dos entrevist. 5 Teste do(s) instrumento(s) 6 Correção do(s) instrumento(s) 7 Discussão do(s) instrumento(s) com

os participantes da pesquisa

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ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

8 Descrição dos procedimentos de sua aplicação definitiva

9 Definição da ordem de aplicação e do prazo de coleta geral da pesquisa

10 Definição da época de coleta de dados (checagem aleatória e revisão final do(s) instrumento(s) aplicado(s))

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ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

X - ANÁLISE DOS RESULTADOS 1 Especificação do tratamento dos

dados em pesquisa quantitativa: tabelas, gráficos e testes estatísticos

2 Especificação do tipo de análise em pesquisa qualitativa

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XI - CRONOGRAMA E ORÇAMENTO 1 Especificação das diferentes etapas por unidade de tempo (mensal, trimestral ou anual) 2 Estimação dos recursos humanos (pessoal constante e temporário - consultores e técnicos), materiais (de consumo, permanentes nacionais e importados), serviços de terceiros e recursos financeiros necessários

ROTEIRO DE UM PROJETO DE PESQUISA

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ORÇAMENTO1 Recursos humanos: durante todo o projeto ou

temporários (coordenadores, assessores e auxiliares)

2 Recursos materiais: material de consumo e permanente (nacional ou importado)

3 Serviços de terceiros: xerox, transcrição de fitas, digitação, revelação de fotos etc.

4 Diárias e passagens 5 Previsão para participação em eventos

científicos

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Atividades

1º trim. 2º trim. 3º trim. 4º trim. 5º trim. 6º trim.

Levantam.bibliogr.

_________ _________ ___________

Ficham. _____ _________ ___________ _____

Levant. dedocument

_________ _________

Análise dedocument

________ _________ ___

Elabor.técnicas

___

Teste-piloto

___

Coleta deDados

_____

_________ ____

Transcri-ção _________ _____Análise ____ _____ ___Redação ______ ____

Revisão ___

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MÉTODOS QUANTITATIVOS E QUALITATIVOS

I - QUANTITATIVOSAmostragem e tratamento estatísticoTipos: 1 Descritivos 2 Correlação de variáveis 3 Comparativos causais 4 Experimentais

Técnicas para coleta de dados

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VARIÁVEIS:

Propriedades dos objetos de estudo - ConstrutosRequisito: classificação em duas ou mais categorias I - De acordo com o número de valores: 1. Dicotômicas 2. Tricotômicas 3. Politômicas II - De acordo com a natureza dos valores: 1. Categóricas 2. Contínuas 3. Ordenadas 4. Construídas

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III - De acordo com a função na hipótese: 1. Independentes 2. Dependentes 3. Intervenientes IV - De acordo com a forma de verificação: 1. Medidas 2. Manipuladas

VARIÁVEIS:

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II - QUALITATIVOS

Coleta e análise

Tipos: 1. Pesquisa para elaboração de material didático 2. Pesquisa documentária: Análise de conteúdo Pesquisa histórica 3. Reconstituição histórico-sociológica de uma época, de uma empresa etc. 4. Estudo de caso 5. Pesquisa etnográfica

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Tipos de Pesquisa Qualitativa (segundo Arilda S. Godoy)1. Pesquisa Documental:Não tem todas as características de uma pesquisa qualitativa, mas é uma importante fonte de dados.Exame de materiais de natureza diversa (escritos: jornais, revistas, diários, obras literárias, científicas e técnicas, cartas, relatórios, prontuários ou iconográficos: filmes, sinais, desenhos, fotografias, imagens, grafismos) buscando novas ou interpretações complementares.Vantagens:possibilidade de obtenção de informações de outro modo inacessíveisdocumentos são fonte não-reativapermite estudo de longos períodos de tempo (tendências)

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Dificuldades:documentos produzidos com outra finalidade: possibilidade de viesessão a história ou o ponto de vista de pessoas que sabem ler e escreversão documentos que registram geralmente informação sobre comportamentos verbaisnem sempre constituem amostras representativas do fenômeno em estudopossível arbitrariedade da escolhafalta de formato padrãocomplexidade de codificação

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1. Pesquisa DocumentalCuidados: escolha dos documentos não deve ser

aleatória, mas em função dos objetivos, idéias e propósitos

acesso a documentos: mais fácil a documentos oficiais

análise do conteúdo: visa apreensão do sentido por trás do discurso aparente e simbólico.

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1. Pesquisa DocumentalAntigamente: análise de conteúdo: busca

de cientificidade e objetividade (cálculo de freqüência). Hoje: “um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando a obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção /recepção (variáveis inferidas) destas mensagens” (BARDIN, Análise de Conteúdo, p. 42).

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2. Estudo de Caso

Análise mais profunda de uma unidade: um ambiente, uma instituição, uma situação particular, um sujeito. Estuda-se um fenômeno dentro de seu contexto de vida real, em situações em que as fronteiras entre o fenômeno e o contexto não estão claramente estabelecidas.

Possibilidade de estudo de situações típicas ou excepcionais.

Apropriado para estudos em que há pouca possibilidade de controle sobre eventos estudados e quando o foco de interesse reside sobre fenômenos atuais que só podem ser analisados dentro de algum contexto de vida real.

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2. Estudo de CasoMesmo com esquema teórico de base o

pesquisador deve: dar atenção a possíveis descobertas de novos

elementos; preocupar-se em mostrar a multiplicidade de

dimensões presentes numa determinada situação.

Técnicas fundamentais: observação (participante ou não) e entrevista.

Relatórios incluem citações, exemplos e descrições fornecidas pelos sujeitos, assim como ilustrações (desenhos, fotos, colagens) – Pode haver associação de dados quantitativos.

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2. Estudo de CasoDesenvolvimento do estudo de caso:Ponto de partida: temática de interesse- Decisões a serem tomadas:

- Qual a unidade a ser estudada?- Trata-se de um caso típico ou raro?- Com quem falar? Quando e como observar?

Quantos documentos (de que tipo) analisar?- Acesso ao local escolhido (obter permissão)- Esclarecimento inicial do papel do pesquisador e

dos objetivos da pesquisa (incompreensão pode gerar vieses nas respostas ou nos comportamentos)

Observação participante: recomendável para estudos de grupos ou comunidades

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2. Estudo de CasoPerspectiva da totalidade, mas focos de interesse

precisam estar claros (observação dirigida).Importância do diário de campo ou de pesquisa.Entrevistas podem ser curtas e rápidas (várias) ou

mais longas, dependendo dos objetivos.Análise deve ser iniciada durante o processo de

coleta de dados, reflexão contínua.Ex.: Florestan Fernandes: “Tiago Marques

Aipobureu: um bororo marginal”: análise de uma história de vida com base na história recolhida por Herbert Baldus e complementada com observações efetuadas por outros dois pesquisadores.

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3. EtnografiaMais associada à Antropologia: estudos de

populações ágrafas e minorias culturais.Hoje: uso no estudo de temáticas ligadas à

educação, Psicologia Social e até Administração de Empresas (estudos de cultura organizacional, por exemplo) “a arte e a ciência de descrever uma cultura ou grupo” (FETTERMAN, Ethnography Step by Step, 1989, p. 11): descrição e interpretação do significado de eventos na vida de um grupo.

Grande importância do trabalho de campo: contato intenso e prolongado com a cultura do grupo em questão.

Descrição do grupo social da forma mais ampla possível para poder chegar a apreender as in-relações que emergem de um dado contexto.

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3. EtnografiaNecessidade de manter atenção desperta a tudo.Papel fundamental da intuição, empatia,

descoberta acidental (padrão de serendipidade) e criatividade.

Desenvolvimento da pesquisa etnográfica:Ponto de partida: definição de um problema ou

tópico de interesseAdoção de um modelo conceitual ou teoria útil à

compreensão do evento ou criação de um esquema interpretativo a partir de um ou mais construtos.

Conceito básico orientador: cultura.Conhecimento bom sobre o tema em estudo.

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3. EtnografiaParalelamente à coleta de dados: análise constante da

adequação do modelo adotado para interpretar os dados coletados refutação, modificação, corroboração.

Vários tipos de dados são relevantes:- forma e conteúdo das interações verbais entre os

membros do grupo,- forma e conteúdo das interações verbais dos

participantes com o pesquisador,- comportamentos não verbais,- padrões de ação e não-ação,- desenhos, gravações, artefatos e documentos.Fundamental: escolha dos informantes mais adequados

aos propósitos.

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3. EtnografiaEstudo de campo:- estudo é exploratório: seis meses a dois anos para

conhecimento aprofundado da situação em estudo, visando à compreensão das regras, costumes e convenções que orientam a vida do grupo.

Análise dos dados permeia todo o processo de investigação (só termina quando é colocado o ponto final no relatório).

Percepções do pesquisador vão se refinando no decorrer do estudo.

Análise das transcrições e anotações: identificação de dimensões, categorias, tendências, padrões e relações, com desvendamento dos significados.

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Técnicas de coleta de dados em estudos qualitativos

1. Relatos orais:

- Entrevistas - Histórias de vida

- Relatos orais de vida - Depoimentos 2. Observação 3. Fotografias 4. Músicas 5. Desenhos etc.

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Complementaridade de ambos os métodos:

Planejamento da pesquisa

Coleta de dados

Análise dos dados

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Problemas e HipótesesProblemas

Problemas não testáveis: problemas de engenharia, problemas de valor. Requisitos de problemas de

investigação:

questão interrogativa, 2 ou mais variáveis, implicar possibilidade de

teste.

Hipóteses

Requisitos:

enunciado conjectural

2 ou mais variáveis, passível de teste.

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Características das hipóteses nem todas as pesquisas necessitam de hipóteses são mais específicas que os problemas devem responder ao problema, sendo propostas de

sua solução capacitam o homem a testar aspectos da realidade

com um mínimo de distorções, servindo de orientação para a investigação

ferramenta poderosa para o avanço do conhecimento

freqüentemente são deduzidas da teoria

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Exercícios de problemas e hipóteses1 Pessoas infelizes desenvolvem com maior freqüência

tumores.2 Pais que usam de muito rigor na educação têm filhos

que conseguem melhor resultado na escola?3 Como se pode resolver definitivamente o problema

das queimadas em Ribeirão Preto?4 Comentários elogiosos do professor induzem a um

melhor aproveitamento dos estudantes.5 Somente 50% dos estudantes de Economia tendem a

se formar junto com sua turma.6 Deve-se dar créditos aos estudantes por participação

em atividades complementares?7 Como influenciam no aproveitamento escolar os

elogios do professor, a atenção e o nível educacional dos pais, a disponibilização de material adicional para consulta e a permanência por mais tempo na escola?

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Hipóteses

Exemplos: Frustração tende a produzir

agressão. Indivíduos que têm papéis

ocupacionais iguais ou semelhantes terão atitudes semelhantes em relação a coisas significativamente relacionadas ao papel ocupacional.

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CONCEITOS E CONSTRUTOS

CONCEITO: Abstração a partir da observaçãoCONSTRUTO: Conceito elaborado com finalidade científica Faz parte de uma teoria

Definições: - Constitutivas: teóricas (dicionários especializados) - Operacionais: especificação do modo como será medida a variável

Lazarsfeld: 4 etapas para operacionalização: 1. Representação imaginada do "conceito" 2. Especificação do "conceito" 3. Escolha dos indicadores 4. Formação do índice

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Critério de Classificação

Buscando unificar em um critério de avaliação econômica do consumidor brasileiro, ABA, ANEP e ABIPEME vinham trabalhando, desde 1996, na busca de uma alternativa que incorporasse, ao mesmo tempo, as experiências e dados anteriores com as propostas de atualização, levando-se em consideração as realidades do mercado contemporâneo. Este novo sistema, batizado de CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA BRASIL, enfatiza sua função de estimar o poder de compra das pessoas e famílias urbanas, abandonando a pretensão de classificar a população em termos de classes sociais.

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Essa nova divisão de mercado é, exclusivamente, de classes econômicas. O novo critério mantém a pontuação a partir de itens de posse, mas optou-se por considerar apenas os mais significativos. Dessa forma, itens como telefone celular e TV a cabo, por exemplo, apesar de, simbolicamente, representar modernidade, não foram considerados por não oferecer índice discriminador real na base total da população. O sistema de pontos utilizado no CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA BRASIL é apresentado nos quadros seguintes:

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Sistema de Pontos

Possui

 1  2  3  4  5  6 e +

 Televisão em cores  0  2  3  4  5  5  5

 Videocassete  0  2  2  2  2  2  2

 Rádio  0  1  2  3  4  4  4

 Banheiro  0  2  3  4  4  4  4

 Automóvel  0  2  4  5  5  5  5

 Empregada mensal.  0  2  4  4  4  4  4

 Aspirador de pó  0  1  1  1  1  1  1

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Geladeira e Freezer

Não possui 0

Possui só geladeira sem freezer 2

Possui geladeira duplex ou freezer 2

Grau de Instrução

Analfabeto/Primário incompleto 0

Primário completo/Ginasial incompleto 1

Ginasial completo/Colegial incompleto 2

Colegial completo/Superior incompleto 3

Superior completo 4

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Considerando esses itens de consumo, grau de instrução do chefe da família e presença de empregada mensalista, foi obtida uma distribuição de pontos que permitiu dividir a população brasileira em cinco classes econômicas, ou seja, cinco grupos com poder de compra diferenciado. Foi feita, ainda, uma subdivisão nas duas classes superiores, chegando-se a um total de sete segmentos de renda e poder de compra, conforme pode ser observado a seguir:

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Cortes do Critério Brasil (dados LSE 96)

 A1  30 - 34

 A2  25 - 29

 B1  21 - 24

 B2  17 - 20

 C  11 - 16

 D  6 -10

 E  0 - 5

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A divisão das classes A e B em A1, A2, B1 e B2 atende às necessidades das empresas interessadas em ter uma “sintonia fina” do mercado, em função do processo de segmentação que estamos vivendo. De qualquer forma, é importante notar mais uma vez que o CRITÉRIO DE CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA BRASIL não estabelece diferenças ou classificações psicográficas ou culturais, pois tem características exclusivamente econômicas. Usando-se técnicas e cálculos adequados, é possível estabelecer um parâmetro confiável de renda familiar de cada classe, tanto em termos de faixa de renda como de renda média. Os resultados são apresentados abaixo:

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Renda Familiar por Classe

Classe Pontos Faixa de Renda

 A1  30 - 34  R$ 5.555 ou +

 A2  25 - 29  R$ 2.944 a R$ 5.554

 B1  21 - 24  R$ 1.771 a R$ 2.943

 B2  17 - 20  R$ 1.065 a R$ 1.770

 C  11 - 16  R$ 497 a R$ 1.064

 D  6 - 10  R$ 263 a R$ 496

 E  0 - 5  até R$ 262

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BIBLIOGRAFIA SOBRE TÉCNICAS DE PESQUISA

Diário de Pesquisa: Oracy Nogueira: cap. 10

Observação assistemática: Goode e Hatt: cap.10 (155-164), Mann: cap. 5 (89-99), Selltiz: cap. 6 (225-247), Richardson: cap. 13

Oracy Nogueira: cap. 8

Observação sistemática: Goode e Hatt: cap.10 (155-157; 165-170), Mann: cap. 5 (89-99), Selltiz: cap. 6 (225-232; 247-261), Richardson: cap. 13, Oracy Nogueira: cap. 8

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BIBLIOGRAFIA SOBRE TÉCNICAS DE PESQUISA

Entrevista: Goode e Hatt: cap.13 Selltiz: cap. 7 (265-267 ; 270-273; 286-

300; 644-657) Richardson: cap. 10 Mann: cap. 5 (99-107) Oracy Nogueira: cap. 11 Questionário: Goode e Hatt: cap.13 Selltiz: cap. 7 (265-270 ; 273-286; 613-

643) Richardson: cap. 9 Oracy Nogueira: cap. 12 Mann: cap. 7 e 8 (151-165)

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BIBLIOGRAFIA SOBRE TÉCNICAS DE PESQUISA

Questionário pelo correio: Goode e Hatt: cap.12

Formulário: Oracy Nogueira: cap. 13 Pesquisa Histórica: Richardson: cap. 12 Dados disponíveis (estatísticos): Selltiz: cap. 9

(355-365) Documentos pessoais: Selltiz: cap. 9 (365-372) História de vida: Oracy Nogueira: cap. 14 Teresa Haguette Von Simson

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DIÁRIO DE PESQUISA

Técnica complementar a outras técnicas de pesquisa, especialmente à observação e à entrevista, consistindo em anotações do pesquisador sobre a situação de pesquisa. Devem responder a quatro perguntas:

- o quê? - onde? - quando? - quem? Na prática da anotação constante o pesquisador

percebe as relações fundamentais na comunidade pesquisada, além de permitir reflexão mais acurada sobre os fatos.

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Outras vantagens: - serve de ponto de referência e orientação; - possibilita avivar consciência do

pesquisador para fatos até então desapercebidos;

- contribui para suscitar novas hipóteses; - possibilita reconhecer a evolução do

próprio estágio de compreensão da realidade;

Momento para se parar de fazer o diário, especialmente no caso de observação: saturação dos dados.

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OBSERVAÇÃO

Técnica imprescindível em qualquer pesquisa, seja conjugada a outras, seja empregada de forma exclusiva. Serve a um objetivo determinado, é sistematicamente planejada, registrada e ligada a proposições mais gerais, sendo submetida a verificações e controles de validade e precisão.

Tipos:1. Não participante2. Participante

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1. Não participante: - assistemática: observação mais livre, sem

estabelecimento das categorias ou aspectos específicos a serem observados; será registrada após o conhecimento; usada em estudos exploratórios.

- sistemática: anotação de fatos ocorridos de

acordo com aspectos e/ou categorias pré-estabelecidas ; exige conhecimento prévio do problema.

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2. Participante:

Observador faz parte do grupo ( estudo recomendado para estudo de comunidades e grupos); possibilita conhecer os hábitos, atitudes, interesses, relações pessoais e características da vida diária da comunidade.

Vantagens: - possibilidade de obter a informação no

momento em que ocorre o fato;

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Vantagens:

-possibilidade de observar o fato pessoalmente e não precisar depender do relato de um participante;

-muitas vezes é o meio mais direto de estudar uma ampla variedade de fenômenos;

-certos aspectos do comportamento só podem ser estudados pela observação;

- exige pouca ou nenhuma participação do sujeito do estudo.

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Desvantagens:

- exige muito preparo do observador;

- muitas vezes este se esquece o que viu até poder fazer as anotações;

- na observação sistemática o observador pode ficar muito preso às categorias pré- estabelecidas que não presta atenção a outros fenômenos não previstos.

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Cuidados:

- de preferência dois observadores;

- registrar imediatamente após o evento;

- comparar regularmente as observações dos vários observadores;

- registrar a fala dos observadores o mais fiel possível.

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ENTREVISTA Processo de interação social entre

pesquisador e entrevistado para obtenção de informações.

Tipos: - entrevista aberta: papel do

pesquisador: orientação e estímulo; - entrevista padronizada ou dirigida:

mínimo de liberdade para informante; - depoimentos: dá-se o tema e o

entrevistado fala livremente; - histórias de vida: a mais aberta

possível.

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Vantagens:

- pode ser usada com quase todos os segmentos da população;

- atingem melhor amostra da população;

- maior flexibilidade;

- pesquisador pode observar não só o que é dito, mas como é dito (avaliar veracidade);

- técnica mais adequada para assuntos complexos.

81

Desvantagens:

- exige grande preparo do entrevistador;

- ausência de anonimato;

- tempo longo e custo maior;

- maior pressão para resposta.

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Cuidados:

- fazer um roteiro e o testar sempre que possível;

- procurar apreender clima e criar ambiente agradável (rapport);

- insight: informante deve ser respeitado e ouvido com simpatia;

- não emitir opiniões, usar palavras que incentivem a continuação do relato;

- usar roupa discreta e linguagem simples;

83

Cuidados:

- não se satisfazer com registro de uma resposta qualquer;

- escolher ocasião adequada para sair, deliberada e abertamente;

- padronizar instruções (quando há mais de um entrevistador).

84

QUESTIONÁRIO

Técnica pela qual se obtêm respostas escritas a questões preenchidas pelo próprio informante visando descrever características e/ou medir determinadas variáveis relativas ao objeto de estudo ( indivíduos, grupos ou criações de mente humana).

85

Tipos:

1.Quanto ao tipo de pergunta feita aos informantes:

-questionário de perguntas fechadas; -questionário de perguntas abertas; -questionários mistos (combinação dos

dois tipos).

2.Quanto ao modo de aplicação do questionário:

- por contato direto; - pelo correio.

86

Vantagens: -menor custo e tempo de entrevista; -anonimato; -menor pressão para obter resposta

( informante mais à vontade);

-abrangência;

-das questões fechadas:

- respostas fáceis de codificar;

-entrevistado não precisa escrever; -instrumento mais rápido e fácil de

responder;

87

Vantagens:

- das questões abertas: -maior liberdade para entrevistado;

-indicado quando o assunto é mais complexo;

-indicado quando o pesquisador dispõe de pouca informação.

88

Desvantagens:- superficial;- não se adapta a temas complexos;- só atinge população de certo nível educacional;- pesquisador não pode perceber dúvidas e as

esclarecer;-perda de certas manifestações e informações

adicionais que apareceriam em uma entrevista;

-das questões fechadas: - incapacidade de o pesquisador fornecer

todas as alternativas possíveis ao informante: ao fornecer tipos de resposta estará refletindo sua posição e não a do entrevistado;

89

- é comum ao entrevistado responder à primeira alternativa para acabar logo, especialmente numa escala de atitudes.

- das questões abertas: -dificuldade de classificação e codificação

(respostas semelhantes podem significar algo) totalmente diferente;

- -diferença de capacidade de redação entre informantes – tempo exigido para responder pode cansar informante.

90

Cuidados:

- duração de não mais de 30’ (até uma hora para informantes especiais);

- início: perguntas simples, irrelevantes e inofensivas, mas próprias para despertar interesse;

- seqüência lógica;- cada item deve se referir a uma hipótese ou parte

de hipótese, formando unidade;- limitar questionário em extensão e finalidade;

- aparência bem cuidada com espaço entre as questões, papel bom, espaço para informações adicionais;

- deixar pedido de informações pessoais para o meio do questionário;

91

Cuidados:

- não pedir informação embaraçante sem explicar;

- passar suavemente de um item para outro e não pular para diante e para trás;

- fazer perguntas – teste para verificar a veracidade de certas respostas;

- lista de temas, áreas e questões deve ser mostrada a especialistas no problema;

- estudo piloto – exploratório ajuda na redação de um questionário;

- fazer sempre teste piloto com mesmo tipo de informante.

92

Problemas de fidedignidade

- respostas “não sei” e “não compreendo”: distorções;

- alto índice de respostas em branco

- grande índice de respostas e comentários irrelevantes

- grande proporções de respostas iguais.

93

QUESTIONÁRIO PELO CORREIODifere do formulário e da entrevista por ser auto –

administrado. Colocado dentro de revistas e jornais ou remetido pelo correio. Deve ser preenchido e devolvido pelo próprio informante.

Vantagens: - muito útil quando informantes estão dispersos; - custa menos no caso de informantes dispersos; - utilidade aumenta quando houver grande

quantidade de material exploratório para limitar as questões a serem respondidas;

- mais eficaz quando a hipótese é precisamente focalizada.

94

- Não se pode obter quantidade extensa de dados com questionário pelo correio;

- provavelmente não haverá devolução se exigir mais de dez a quinze minutos para ser preenchido;

- é eficaz somente quando o informante quer e sabe expressar as suas opiniões claramente;

- não pode ser usado para uma amostra representativa da população;

- os que não podem ou não querem responder ao questionário distorcem a amostra numa direção conhecida mas de grau indeterminável;

Desvantagens:

95

- geralmente os que são os que têm mais interesse no assunto, os que têm status sócio-econômico mais alto e os que têm maior grau de instrução;

- não é um instrumento de pesquisa eficiente, a não ser quando aplicado a um grupo de informantes altamente selecionado.

Cuidados:- deve ser acompanhado de uma carta de

apresentação explicando os objetivos da pesquisa, quem a está fazendo e para quem, incluindo ainda as seguintes informações:

1. Patrocínio: tipo de organização patrocinadora do estudo, seu endereço e o número do telefone para permitir verificação rápida;

96

2. Por que o estudo? Explicar porque a informação é necessária.

3. Por que o informante deve responder? Fazer apelo no sentido de persuadi-lo a participar da pesquisa;

4. Instruções: como preencher o questionário para garantir o interesse;

5. Garantia de anonimato: deve –se dizer claramente que o informante permanecerá anônimo.

-enviar envelope selado ( com selo colado)e auto-endereçado;

-utilizar papel e impressão de boa qualidade com bom espaço para respostas;

-tabular separadamente questionários devolvidos em períodos sucessivos de tempo e com atraso;

97

- Após um mês enviar nova carta ( com outra redação, perguntando também por que não foi respondido antes ) com novo apelo e outro questionário;

- o normal é receber de volta entre 30 e 40% dos questionários enviados.

98

COMUNICAÇÃO DE MASSA

Criações literárias, jornais, revistas, fitas de cinema

ou vídeo, gravações de programas de rádio e TV feitas com objetivo de divertir, informar ou convencer o povo.

Objetivos: -esclarecer alguns aspectos da cultura de um

povo; -comparar diferentes grupos através da cultura; -verificar a origem da mudança cultural.

99

Vantagens:

- estão livres da influência de viés teórico ou pessoal do pesquisador;

- permitem lidar com passado histórico ou momento atual;

- refletem aspectos amplos do clima social em que foram criados.

100

ANÁLISE DE CONTEÚDO

Técnica muito antiga. Hoje: criação de técnicas complexas para a

qualificação de material, de forma sistemática e objetiva.

Processo de análise de conteúdo:1. Definição das categorias de análise;2.Classificação metódica de todo o material

significativo da amostra;3.Utilizar processo quantitativo para medir

importância e presença de certas idéias para poder comparar com outras amostras.

101

Desvantagens:-interesse exagerado pela quantificação pode levar

ao obscurecimento do interesse pelo conteúdo singular das comunicações;

-pode haver acentuação do processo de análise e não do caráter dos dados disponíveis;

-dificuldade no cálculo da amostragem;-dificuldades de delimitação do período ( natureza

e tamanho das unidades).

Cuidados:1. Amostragem : -amostragem de fontes -amostragem de datas e -amostragem de unidades.

102

2. Estabelecimento de categorias de análise (palavras usadas, modo de tratar a questão, menção a valores etc.

- objetivo da pesquisa (hipóteses); - material. 3. Precisão da classificação: - especificar claramente as

características de afirmações que precisam ser colocadas em determinada categoria (exemplos).

103

DADOS DISPONÍVEIS (ESTATÍSTICOS)

Referem-se a características sócio-econômicas de indivíduos. Interesse do pesquisador refere-se ao comportamento ou a características refletidas diretamente nos registros estatísticos ( segregação, suicídio, votação, produtividade). Outras vezes registros de comportamento específico podem ser usados como indicadores de um comportamento mais geral.

104

Vantagens:-informações periódicas – estabelecimento de

tendências temporais;-obtenção de informações não exige cooperação

de informantes;-processo de obtenção de dados não revela

objetivo do pesquisador e informante não muda seu comportamento.

Princípios orientadores:-conhecer as melhores fontes de dados;-ter capacidade criadora para descobrir material

menos conhecido;

-proposição de questões ligadas ao problema.

105

Desvantagens:- dados coletados com outros objetivos;- definição dos termos muitas vezes não coincide

com a definição empregada na pesquisa social.

Cuidados:- conhecer a definição dos termos;- conhecer o método de coleta de dados.

106

PESQUISA HISTÓRICA

Visa à compreensão do presente em função do contexto dos fatos passados dos quais surgiu. Tarefa do historiador: “localizar, avaliar e sintetizar sistemática e objetivamente as provas para estabelecer os fatos e obter conclusões referentes aos acontecimentos do passado” (BORG).

Objetivos básicos: 1. Produzir registro fiel do passado (corte

transversal e longitudinal); 2. Contribuir para a solução de problemas

atuais.

107

Características:- baseia-se em observações que não podem ser

repetidas – exigência de intenso trabalho bibliográfico- documental e de grande paciência;

- realizada geralmente por um só pesquisador;- análise quantitativa;- relatório de pesquisa é menos rígido e mais

normativo.

Processo de pesquisa histórica:1.formulação do problema;2.especificação dos dados;3.determinação da adequação dos dados

disponíveis;4.coleta de dados:

a) análise dos dados conhecidos,

108

b) busca de novos dados de fontes conhecidas: -fontes primárias, -fontes secundárias. c) busca de dados de fontes previamente

desconhecidas: -na forma de dados, -na forma de fontes.5.Preparação do relatório;6.Interação entre preparação do relatório e análise de

dados;7.Conclusão da fase descritiva da pesquisa;8.Conclusão da fase interpretativa da pesquisa;9.Aplicação da pesquisa aos problemas atuais e hipóteses

futuras;Conclusão do relatório.

109

1. Formulação do problema:1.1 Onde ocorrem os acontecimentos? (Área geográfica)1.2 Que pessoas estão envolvidas nesses

acontecimentos? (Tipos ou categorias envolvidas e quantidade)

1.3 Quando ocorrem os acontecimentos? (Tempo considerado)

1.4 Que tipos de atividade(s) humana(s) abrange? ( setores, áreas)

2. Especificação e adequação dos dados: -especificação dos aspectos a serem coletados, -exame dos dados para verificar se existe

informação suficiente disponível.

110

3.Avaliação dos dados: Passo mais importante da pesquisa histórica: - Procurar distinguir fatos das versões e

interpretações dos autores, -avaliar as fontes de informações (confiabilidade e

experiência), -analisar a informação produzida em termos da

consciência interna e externa e seriedade (exame das opiniões sobre a capacidade, integridade e qualidade das informações produzidas),

-examinar a respeitabilidade da fonte no transcorrer dos anos (ver referências),

-examinar os documentos quanto à autenticidade e à falta de precisão dos dados – comparação com outras fontes (corroboração através de duas fontes confiáveis):

111

Quem é o autor do documento? Qual a relação do autor com o acontecimento? Em que medida o autor sofria pressões ? Qual foi a intenção do autor? Qual o nível da especialização do autor no registro dos

acontecimentos? Verificar forma de escrever para distinguir fato de

interpretações no relato de um escritor (especialmente dos renomados).

4. Coleta de dados: -pesquisador deve conhecer toda a informação

disponível sobre o acontecimento; -deve procurar novas fontes já existentes; -procurar novas fontes e dados, no momento

desconhecidos.

112

5. Fontes de dados: - fontes primárias: proximidade da fonte com

o acontecimento e mínimo de interferência de pessoas no registro;

- fontes secundárias: - maior distanciamento do

acontecimento; - existe pelo menos uma pessoa

que participa na geração da informação; - dados já coletados e publicados

podem ser analisados enquanto fonte secundária.

113

Amostragem: -pesquisa histórica não permite controle dos dados; -problema sério é a representatividade da amostra:

informação disponível geralmente é apenas uma parte dos dados relevantes existentes e pode haver atualmente somente parte da informação previamente disponível.

-amostra da informação:dados conhecidos em determinado ponto do tempo em relação à informação que existe na atualidade ( parte da informação original).

Cuidados: -verificar motivos que levaram à perda dos

documentos originais; -verificar definição dos conceitos em diferentes

períodos históricos.

114

Interpretação dos dados: - Para produzir novo conhecimento e criar novas

formas de compreender os fenômenos e mostrar como estes têm se desenvolvido pesquisador deve interpretar os dados, sintetizar a informação recopilada, determinar tendências e generalizar os significados.

- procurar reconstruir motivos das pessoas, valores, temores, conflitos íntimos, lutas com a consciência, sentimentos.

Limitações: - tempo requerido para realizar o levantamento dos

documentos (dificuldade de o estimar); -falta de controle rigoroso nas relações estabelecidas

entre os fatos passados e presentes – não generalizar indevidamente.

115

Vantagens da pesquisa histórica:

-certos temas não podem ser estudados

por outro tipo de pesquisa; -certas experiências não podem (e não

seria desejável) ser reproduzidas.

116

ANÁLISE DE DADOS

Objetivo: obter informação sobre todo o universo pesquisado I- Categorização:Agrupamento dos dados em certo número de categorias de acordo com algum princípio de classificação.Critérios:1. Utilizar um único princípio de categorização;2. Categorias devem ser mutuamente exclusivas;3. Categorias devem esgotar todas as possibilidades (incluir a totalidade das respostas).Observ.: Importância do "não sei", "não respondeu" e "outros" (categoria residual). Explorar só os princípios de classificação que interessam à análise. Não esquecer dados ausentes no teste

117

II- Codificação:Processo pelo qual são transformadas em códigos estabelecidos na categorização as respostas (dados brutos) dos informantes.Dificuldade: exigência de julgamento.Codificação pode ser feita pelo: - próprio informante (perguntas fechadas); - entrevistador ou observador dos dados; - codificador (mais vantajoso para dados mais complexos).Origem de problemas de precisão na codificação:a) dos próprios dados a serem categorizados:Informação insuficiente devido a processos inadequados de coleta de dados

ANÁLISE DE DADOS

118

ANÁLISE DE DADOS

(perguntas mal feitas, observadores mal treinados) Correção possível:- examinar cuidadosamente os dados logo após coleta;- interrogar entrevistador/observador;- rever (já durante o teste) quanto à: - completude; - legibilidade; - compreensibilidade; - coerência; - uniformidade (seguimento de instruções); - adequação das respostas.

119

b) das categorias que devem ser aplicadas: - devem ser conceitualmente bem definidas e significativas (devem ser definidas em função de indicadores aplicáveis aos dados imediatos) c) dos codificadores: - devem ser treinados nas várias etapas

ANÁLISE DE DADOS

120

ANÁLISE DE DADOS

III - Tabulação = Contagem do número de casos que estão nas várias categorias. Tipos: tabulação marginal: contagem das freqüências com que ocorrem as várias categorias em cada conjunto;

tabulação cruzada: tabulação do número de casos que ocorrem juntamente em duas ou mais categorias (correlação de variáveis).

121

ANÁLISE DE DADOS

IV – Montagem de tabelas:1. Tabelas de freqüência:Distribuição por freqüência útil - Problemas:a) categorias devem ser mutuamente exclusivas e incluir a totalidade das observações;b) tabulação deve ter lógica interna e ordem;c) intervalos de classe devem ser escolhidos cuidadosamente: - não menos de oito ou dez e não mais de dezoito a vinte; - intervalos devem ter tamanho uniforme; - designação clara dos intervalos na tabela com limites inferiores e superiores bem definidos.

122

ANÁLISE DE DADOS

2. Tabelas de dupla entrada (correlação de variáveis):a) a variável independente deve ser colocada na coluna;b) o título deve ser colocado antes da tabela, sem verbos, iniciando pela variável dependente;c) as tabelas de correlação são apresentadas preferentemente com números relativos, colocando o sinal de porcentagem no título (as porcentagens sempre com duas casas decimais)

N.B.: Verificar sempre se a soma dá 100%; em caso negativo aproximar as casas decimais

123

Razões para Compra de Creme Facial

Razões Porcentagem de Informantes

Recomendação.................................Beneficia a pele...............................Ouviu o reclame no rádio.................Viu sobre o balcão...........................Preço razoável.................................Bom aroma......................................Condições especiais da pele...........

28 21 18 15 10 8 7

TOTAL 107

124

Razões para Compra de Creme Facial

Razões Porcentagem

de Informantes

Relativas ao informante: Beneficia a pele............................21 Condições especiais da pele......... 7

Relativas ao produto: Preço razoável..............................10 Bom aroma................................... 8

Relativas ao meio através do qual ouviu sobre o produto:

Recomendação...............................28 Ouviu no rádio reclame.................18 Viu sobre o balcão........................ 15

28

18

61

Total 107

125

EXERCÍCIO DE MONTAGEM DE TABELA

Estrutura das relações correspondente a duas definições da variável “eminência”

Menos de 40anos

De 41 a 50 anos Mais de 50 anos

Eminência(cargos, títulos): Elevada 18 % (312) 65 % (308) 88 % (368) Média 6 -- (298) 28 -- (149) 73 -- (148) Baixa 2 -- (488) 22 -- (150) 44 -- (132)Eminência (produtividade): Elevada 15% (324) 63 % (358) 87 % (421) Média 7 -- (349) 39 -- (131) 65 -- (122) Baixa 2 -- (439) 23 -- (126) 45 -- (108)Fonte: BOUDON, 1971, p.55.

126

RELATÓRIO

I Estrutura: Capa Página de rosto Página de aprovação (Dedicatória) (Agradecimentos) Resumo Abstract Lista de tabelas e ou gráficos (quando mais de cinco) Sumário (Prefácio: geralmente escrito por outra pessoa para apresentar o autor e a obra (facultativo) – mais freqüente em livros)

127

(CAPA)ANA MARIA DE CASTRO

CORREÇÃO MONETÁRIA E LUCRO TRIBUTÁVEL

RIBEIRÃO PRETO2008

128

(página de rosto)ANA MARIA DE SOUZA

CORREÇÃO MONETÁRIA E LUCRO TRIBUTÁVEL

Proposta de monografia (dissertação, tese) de

conclusão do curso de... Orientador: Prof. Dr....

RIBEIRÃO PRETO2008

129

ANA MARIA DE SOUZA

CORREÇÃO MONETÁRIA E LUCRO TRIBUTÁVEL(Página de aprovação)

Dissertação de mestrado .... Programa de Pós-Graduação.......

Faculdade de........... Banca: Prof. Dr.......__________________ Prof. Dr...... __________________ Prof. Dr....... __________________ Data de defesa:

São Paulo

130

RESUMOS Trabalhos acadêmicos: de 150 a 500

palavras Artigos de revistas: entre 100 e 250

palavras. Usar parágrafo único Verbo: voz ativa na 3a. pessoa do singular

ou voz passiva Palavras-chave: separadas por pontos

e escritas com a primeira letra maiúscula

131

MODELOS DE TÍTULOS

INTRODUÇÃO (centralizado)

I O REGIME TRIBUTÁRIO BRASILEIRO(centralizado)

1 A tributação no período colonial (junto à margem)

1.1 As normas da tributação em Portugal (no ponto do parágrafo)

132

SUMÁRIOINTRODUÇÃO........................................................4I MOTIVAÇÃO: ALGUMAS VISÕES TEÓRICAS....................................................10II AS EMPRESAS ANALISADAS...............................24III O DESEMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS.......................................32IV A MUDANÇA DO DESEMPENHO.........................47CONCLUSÕES.......................................................61REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...........................67APÊNDICE A: ROTEIRO DE ENTREVISTA................71ANEXO A: LEI 5540/68..........................................74

133

INTRODUÇÃO Justificativa - Problema de investigação - Objetivos - Procedimentos metodológicos: - Técnica(s) escolhida(s) e justificativa - População alvo: sujeitos da pesquisa - Amostragem - Teste dos instrumentos e correções efetuadas - Limitações do estudo - Visão geral do relatório

134

RELATÓRIO

I MOTIVAÇÃO: ALGUMAS TENDÊNCIAS TEÓRICAS Sumário do capítulo em um parágrafo II (HIPÓTESES E DEFINIÇÕES) III AS EMPRESAS ANALISADAS Sumário dos principais dados IV O DESEMPENHO DOS FUNCIONÁRIOS Correlações - tabelas de dupla entrada – Levantamento de hipóteses explicativas Sumário das principais correlações

135

RELATÓRIO

CONCLUSÕES - retomada das principais idéias - retorno às hipóteses mostrando se foram ou não provadas e por quê; - sugestões para próximos estudos (o que não pode ser estudado e o que os dados mostraram precisar ser ainda verificado) - sugestões para atuação concreta (estudos aplicados)

BIBLIOGRAFIA (sem numerar): Por ordem alfabética do sobrenome dos autores (ver modelo)

136

RELATÓRIO

APÊNDICES e ANEXOS (Numerar com letras maiúsculas: A, B, C etc.):

Apêndices: Modelo de questionário e/ou roteiro de entrevista Tabelas feitas, mas não mencionadas no texto Cálculo das regressões

Anexos necessários: textos legais, cópias de documentos etc.

137

RELATÓRIO

FORMAS DE APRESENTAÇÃO DOS DADOS 1. Textual (básica); 2. Gráfica: evolução no tempo, comparação entre duas freqüências; 3. Tabular: quando o quadro ou a tabela for pequeno e integrado ao texto, não pôr título e não numerar.

138

RELATÓRIO ESTILO

levar em conta o público-leitor (texto científico, de divulgação etc.)

usar de clareza de pensamento e exatidão

organizar logicamente o texto interpretar corretamente

139

RELATÓRIO

ESTILO

Linguagem: Simplicidade, correção gramatical (consultar dicionário), o mais interessante possível

Evitar: - sentenças longas demais, - sentenças complexas e obscuras, - parágrafos com uma única frase (só abrir parágrafo quando o assunto mudar).

140

RELATÓRIO

ESTILO:

Passos: - fazer esquema do que deve ser dito; - conferir esquema (dar a alguém para ler); - passar para o papel o que tem que ser dito (primeira redação); - releitura (após quinze dias e/ou dar a outra pessoa para ler); - correção (atenção às repetições e idas e vindas na redação).

141

RELATÓRIO

ASPECTOS GRÁFICOS:1 Notas de rodapé: pequenas explicações, conceituação de termos utilizados, chamada para autores que tratam do assunto;2 Citações: se o autor já foi mencionado no texto (em letras normais), indicar logo após o nome a data da obra e página (2003, p. 34). Se o autor não foi mencionado, indicar após a citação (BOURDIEU, 1982, p. 35).Dois ou três autores: (CAMPOS; DEMARTINI; LANG, 1998).No caso de se ter suprimido uma parte do texto original, colocar no lugar [...]. Se se tiver acrescentado algo para dar sentido à continuação do texto, colocar entre colchetes [...].

142

RELATÓRIO

Citação de teses, monografias e dissertações:BARCELOS, M.F.P. Ensaio tecnológico, bioquímico e sensorial de soja e guandu enlatados no estádio verde dematuração de colheita. 1998. 160f. Tese(Doutorado em Nutrição) – Faculdade de Engenharia de Alimentos, UniversidadeEstadual de Campinas, Campinas.

Artigo de revista em meio eletrônico:SILVA, M.M.L. Crimes da era digital. Net, Rio de Janeiro,

nov. 1998. Seção Ponto de Vista. Disponível em: <

http://www.brazilnet.com.br/contexts/brasilrevistas.htm>. Acesso em: 28 nov. 1998.

143

RELATÓRIO

Citações de mais de três linhas (quatro em diante) devem ser escritas em letra comum, fonte 10, deixando um espaço antes e depois do texto um pouco maior do que o espaçamento entre linhas utilizado. O recuo à esquerda da citação deve ser de 4 (quatro) cm em relação à margem; não se colocam aspas. O espaço entre linhas na citação é simples.

144

RELATÓRIO

Ex.: O contexto histórico-cultural oferece ao ser

humano a oportunidade de uma interação contínua, fundamental a sua socialização.

Esse processo de interação contínua gera uma agenda de desenvolvimento cuja influência se sobrepõe à ontogênese e inclui a prescrição de papéis e normas etárias, que desempenham um papel crucial na aprendizagem de expectativas sociais e individuais de comportamento. Portanto, o estudo do envelhecimento diz respeito a diversas áreas do conhecimento e constitui por si mesmo uma disciplina científica (NERI, 1995, p. 34).

145

RELATÓRIO

3 Quando não tiver sido feita cópia literal do texto, mas somente menção ao pensamento do autor, não colocar aspas, mas indicar a procedência do texto do mesmo modo que para citações literais.4 Abreviações: loc. cit. (loco citato: no lugar citado) op. cit. (opus citatus: obra citada) et alii (e outros): quatro ou mais autores ibid. (ibidem): no mesmo lugar (obra) id. (idem): mesmo autor passim (aqui e ali: em vários pontos da obra)

146

RELATÓRIO

(id., ibid., p. 35): mais usado em rodapé

(p.35s. ou p.35ss.) (sic): assim (para confirmar

expressão errada ou estranha no texto original

etc. (et coetera): nunca colocar vírgula antes e só um ponto depois

147

RELATÓRIO

5 Numeração: escrever números por extenso quando abaixo de cem:- exceções: datas, número de páginas, porcentagens Margens da página: 3 cm à esquerda e acima; 2 cm à direita e embaixo. Numeração das páginas: acima à direitaNão numerar: capa, página de rosto, páginas de agradecimento e dedicatória, sumário,(devem ser levadas em conta na numeração, exceto a capa)

148

RELATÓRIO

Bibliografia Publicações avulsas: a) Autor da publicação (sobrenome com letras todas maiúsculas seguido de vírgula, primeiros nomes só iniciais, ponto); b) Título da publicação (em negrito ou em itálico) seguido de ponto; c) Título original (quando tradução) e nome do tradutor; d) Número da edição; e) Local da publicação seguido de dois pontos; f) Nome da editora seguida de vírgula (sem escrever editora); g) Ano da publicação (se um mesmo autor tiver publicado duas ou mais obras em um mesmo ano, distingui-las colocando a, b, c etc. após a data): 1982a, 1982b.

149

RELATÓRIO

NB: Se os dados não couberem em uma única linha: começar a segunda junto à margem, sem recuo. Espaçamento simples entre linhas numa referência Entre as referências usar 1,5.Numa bibliografia, se houver duas obras de um mesmo autor, a partir da segunda, não escrever novamente o nome do autor, passar um traço de cinco espaços (_____.) Dois ou três autores: separação com ponto e vírgula (;)

150

RELATÓRIO

Exemplos: ECO, U. Como se faz uma tese. São Paulo:Perspectiva, 1989.

_____. O nome da rosa. São Paulo: Cidade,

1990.

CAMPOS, M.C.S.S.; DEMARTINI, Z.B.F.;LANG, A.B.S.G. História oral e pesquisasociológica. São Paulo: CERU/Humanitas,1998.

151

RELATÓRIO

Colaboração em obras coletivas: Colocar In antes da indicação do autor da obra (se não for o mesmo do autor da parte referenciada).

Exemplo: CORÇÃO, G. O papel e a responsabilidade das elites nos tempos presentes. In: BRASIL. Confederação Nacional do Comércio. Problemas Jurídicos e Sociais. Rio de Janeiro, 1959: 113-30.

152

RELATÓRIO

Artigos de periódicos: Não colocar in antes do nome da revista; Indicar o local de publicação logo após o nome do periódico (só escrever Revista se a palavra fizer parte do nome do periódico: Revista dos Tribunais) A indicação das páginas de início e final deve vir logo após a indicação do volume e número da publicação, antes da data de publicação (o mês em português é escrito somente com três letras minúsculas, com exceção de maio).Ex.: CAMPOS, D.A. "Cuba e o Princípio da Soberania". Revista Brasiliense, São Paulo, 36: 94-99, jul./ago.1961.

153

RELATÓRIO

Observações sobre a redação e apresentação: as tabelas não devem conter linhas verticais

a não ser separando as palavras indicativas; quanto às horizontais, só colocar em cima (acima e abaixo dos títulos internos) e embaixo;

títulos de tabela e quadro são colocados acima (centralizados), indicando o número da tabela ou do quadro acima do título;

títulos de gráficos são colocados abaixo, devendo ser centralizados.

154

RELATÓRIO

Parágrafo: não recuar à esquerda no início da primeira linha e aumentar o espaço entre parágrafos (sem recuo);

numa enumeração após dois pontos (:) colocar os itens com letras minúsculas. Exemplo:

Os objetivos deste estudo são: - verificar... ; - estudar... ; - analisar... .

155

RELATÓRIO

Evitar: - sendo que, - uso de verbos na primeira pessoa

(singular e plural), - através (substituir por: por meio de,

mediante, com base em etc.), - uso indevido de este, esta e isto, - uso de pontuação em títulos, - a partir de ...

156

RELATÓRIO

Evitar: - implicar em (implicar pede objeto direto), - onde: só usar referindo-se a lugares, - possuir: só para bens materiais (substituir

por ter, apresentar, dispor etc.) - contribuir com ou em (contribuir para), - abuso de maiúsculas

157

APRESENTAÇÃO DO PROJETO Página de rosto Resumo incluindo palavras-chave

(sem parágrafos e espaço simples entre linhas)

Sumário Justificativa (seis itens) Problema de investigação Objetivos

158

APRESENTAÇÃO DO PROJETO

Marco teórico Hipótese(s) e definições Procedimentos metodológicos Análise preliminar de dados Cronograma Referências bibliográficas Bibliografia a consultar

159

APRESENTAÇÃO DO PROJETO

Títulos: junto à margem e com letras normais (se em negrito, não sublinhar)

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