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  • Pesquisa Estatsticas doRegistro Civil

    2014

    Manual deInstruo

  • INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATSTICA - IBGEDiretoria de Pesquisas - DPE

    Coordenao de Populao e Indicadores Sociais - COPIS

    Pesquisa Estatsticas do Registro Civil

    Manual de InstruoVerso 2014

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  • Equipe Tcnica

    Coordenadora de Populao e Indicadores SociaisBrbara Cobo Soares

    Gerente de Estatsticas Vitais e Estimativas PopulacionaisCristiane dos Santos Moutinho

    Gerente da Pesquisa Estatsticas do Registro CivilCarlos Alberto Maia

    Equipe TcnicaPlanejamentoEliana Brando de JesusEnnio Leite de MelloFtima Honorata Brando PratesFrancisco Gil de Oliveira LedaJorge Pereira FerreiraIvan Ribeiro da FonsecaWaldir Alves Cavalcanti

    Reviso Tcnica dos TextosEnnio Leite de Mello

  • APRESENTAO

    A Gerncia de Estatsticas Vitais e Estimativas Populacionais - GEVEP

    apresenta, atravs deste manual, as instrues para o preenchimento dos questionrios

    da Pesquisa Estatsticas do Registro Civil referentes aos registros de nascimentos,

    bitos, bitos fetais, casamentos, divrcios e divrcios extrajudiciais ocorridos no ano

    de referncia da pesquisa.

    As informaes oriundas desta pesquisa constituem um importante instrumento

    no acompanhamento da evoluo populacional no pas, proporcionando, alm de

    estudos demogrficos, subsdios para a implementao de polticas pblicas e o

    monitoramento do exerccio da cidadania. Por outro lado, os registros de casamentos e

    dissolues das unies legais contribuem para que se possa observar como a sociedade

    brasileira vem se constituindo como grupos familiares.

    Este manual foi elaborado para garantir a qualidade do trabalho de coleta e se

    destaca por conter as informaes indispensveis compreenso dos conceitos e

    objetivos da pesquisa. Ele fruto dos estudos e do trabalho tcnico das equipes

    envolvidas na pesquisa que tiveram como objetivo oferecer diretrizes para a coleta,

    recepo, importao, crtica e avaliao das informaes. As orientaes aqui contidas

    devem ser rigorosamente seguidas e, toda e qualquer dvida dever ser dirigida

    superviso da pesquisa em sua rea de trabalho, e, se necessrio, a mesma encaminhar

    gerncia da pesquisa.

    Brbara Cobo SoaresCoordenao de Populao e Indicadores Sociais

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  • SUMRIO

    Apresentao 031. Introduo 072. Conceitos Gerais 103. Universo da Pesquisa 124. Instrumentos de Trabalho 18 4.1. Manual de Instruo 18 4.2. Manual dos Sistemas 18 4.3. Questionrios 18 4.3.1 Modelo RC.1 Nascidos Vivos 19 4.3.2 Modelo RC.2 Casamentos 24 4.3.3 Modelo RC.3 bitos 28 4.3.4 Modelo RC.4 bitos Fetais 33 4.3.5 Modelo DJ Divrcios Judiciais 38 4.3.6 Modelo DE Divrcios Extrajudiciais 43 4.3.7 Folha de Cadastro RC.10 485. Bibliografia 49

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  • 1. INTRODUO

    No Brasil, a coleta, a apurao e a divulgao das estatsticas relativas aos

    eventos de nascimentos, bitos, bitos fetais, casamentos, divrcios judiciais e divrcios

    extrajudiciais so de responsabilidade da Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e

    Estatstica - IBGE. As informaes sobre os registros de nascimentos, bitos, bitos

    fetais e casamentos vm sendo publicadas desde 1974, enquanto os outros eventos

    passaram a ser divulgados pela Instituio a partir de 1984. A disseminao dessas

    informaes ocorre anualmente atravs da publicao Estatsticas do Registro Civil.

    Segundo Simes (2002), o registro civil, no Brasil, teve suas origens no perodo

    colonial, com a obrigatoriedade do casamento por escritura pblica, em 1784. Ao longo

    de vrios perodos da histria brasileira, o registro civil passou por inmeras

    modificaes e esteve sob a coordenao de vrios rgos, em um processo

    diversificado e tumultuado de implantao e consolidao. Em 1814, proibiu-se o

    sepultamento de pessoas sem certido passada por mdico ou outro facultativo, e

    durante o imprio, o Pas teve a sua primeira lei que tratava do censo e do registro. Na

    segunda metade do sculo XIX surgiram os decretos que regulamentaram os

    casamentos e o registro de bitos dos que no professavam a f catlica. Com a

    proclamao da Repblica, foi criado em 1889 o Registro Civil de Pessoas Naturais e as

    estatsticas de nascimentos, bitos e casamentos deixaram de ser atribuies da Igreja

    Catlica, passando Diretoria Geral de Estatstica, cuja subordinao sofreu grandes

    variaes e, mais tarde, ao Servio de Estatstica Demogrfica, Moral e Poltica, do

    Ministrio da Justia1.

    O Decreto n 70210, de 28 de fevereiro de 1972, dispe sobre a coleta e o

    processamento das estatsticas do registro civil determinando, desde ento, que o IBGE

    seja o responsvel por fornecer os formulrios necessrios aos oficiais dos cartrios do

    registro civil, e que esses deveriam remeter ao Instituto, dentro dos primeiros oito dias

    dos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano, os dados referentes aos

    nascimentos, matrimnios, bitos e bitos fetais registrados.1 Registro Civil 1961. Ministrio da Justia e Negcios Interiores, Rio de Janeiro, 1963.

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  • O atual sistema do registro civil resultou das atribuies delegadas pela Lei n

    6015, de 31 de dezembro de 1973, com as modificaes introduzidas pelas Leis ns

    6140, de 28 de novembro de 1974, e, 6216, de 30 de junho de 1975, a qual transferiu a

    responsabilidade pelo processamento das estatsticas vitais do mbito do Ministrio da

    Justia para o Ministrio do Planejamento, atravs do IBGE.

    Com relao ao registro sobre casamento, o Cdigo Civil Brasileiro estabelece

    normas para o casamento civil entre homens e mulheres, e destaca entre os direitos e

    deveres do casal, o respeito e a considerao mtuos, alm da assistncia moral e

    material recproca. A diferena entre unio estvel e casamento civil que na primeira,

    os laos acontecem sem formalidades, de forma direta auto declarada, a partir da

    convivncia do casal, enquanto no casamento civil prevalece um contrato jurdico

    formal acordado entre as duas partes. O princpio bsico de direito estabelecido no

    artigo 3, inciso IV, da Constituio Federal Brasileira veda qualquer forma de

    preconceito e discriminao em virtude de sexo, raa, cor e que, nesse sentido, ningum

    pode ser diminudo ou discriminado em funo de sua preferncia sexual, ou seja, todos

    os homens e todas as mulheres so iguais perante a lei, sem distino de qualquer

    natureza. As normas constitucionais no distinguem o gnero masculino e feminino, ou

    seja, no fazem distino em relao a sexo. O reconhecimento de casamento entre

    pessoas do mesmo sexo no Brasil como entidade familiar, por analogia unio estvel,

    foi declarado possvel pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 05 de maio de 2011 no

    julgamento conjunto da Ao Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n 4277, proposta

    pela Procuradoria Geral da Repblica, e da Arguio de Descumprimento de Preceito

    Fundamental (ADPF) n 132, apresentada pelo governador do estado do Rio de Janeiro.

    E de acordo com a Resoluo n 175, de 14 de maio de 2013, passa a inexistir

    impedimentos celebrao de casamento entre pessoas de mesmo sexo. Conforme

    dispostos nos artigos 1 e 2 dessa resoluo. Art. 1 vedada s autoridades

    competentes a recusa de habilitao, celebrao de casamento civil ou de converso de

    unio estvel em casamento entre pessoas de mesmo sexo. Art. 2 A recusa prevista no

    artigo 1 implicar a imediata comunicao ao respectivo juiz corregedor para as

    providncias cabveis.

    No caso de divrcios, as informaes coletadas junto aos tribunais de famlia se

    amparam na Lei n. 5.534, de 14 de novembro de 1968, que determina que toda pessoa

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  • natural ou jurdica que estiver sob a jurisdio brasileira obrigada a prestar

    informaes solicitadas pelo IBGE. Em se tratando de divrcio extrajudicial, a Lei n

    11.441, de 04 de janeiro de 2007, tornou possvel a ambos os cnjuges requererem a

    separao ou o divrcio, atravs de escritura pblica, em qualquer tabelionato do Pas.

    Nota-se que at ento, as separaes e os divrcios eram feitos somente atravs de

    processo judicial. E esse tipo de procedimento somente era facultado aos casos de

    natureza consensual e que no envolvessem os filhos menores de idade ou incapazes.

    No que se refere ao divrcio judicial, a partir da promulgao da Emenda Constitucional

    n 66, de 13 de julho de 2010, pelo Congresso Nacional que alterou o pargrafo 6 do

    art. 226 da Constituio Federal, retirando da redao, o seguinte texto - aps prvia

    separao judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada a

    separao de fato por mais de dois anos-, as separaes tornam-se um fato rescisrio

    do casamento civil entre as partes requerentes. Em virtude a citada emenda

    constitucional, no mbito da Gerncia do Registro Civil tem-se observado acentuada

    queda dos nmeros de registros de separaes em todo o territrio nacional, conforme

    os ltimos trs ltimos levantamentos de 2011, 2012 e 2013. Em decorrncia dessas

    ocorrncias e de questes relacionadas a diferentes procedimentos judiciais, as

    Gerncias de Estatsticas Vitais e Estimativas Popula