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93410676 27 Aghata Christie Morte Na Mesopotamia Agatha Christie

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Morte na MesopotmiaMurder in Mesopotamia

Na misteriosa e fascinante Bagd, uma expedio arqueolgica procura vestgios de uma antiga cidade assria. Mas a arqueologia pouco pode ajudar, quando a bela e encantadora Louise Leidner, esposa do chefe da expedio, brutalmente assassinada. preciso que entre em cena o maior de todos os decifradores de enigmas: um conhecido detetive belga... Morte na Mesopotmia uma das mais sensacionais aventuras de Hercule Poirot, o genial investigador criado pela imaginao da velha dama do crime, Agatha Christie.

AGATHA CHRISTIE

MORTE NA MESOPOTMIA

http://groups.google.com/group/digitalsource Digitao, Reviso Lorna ris

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Dedico este livro aos meus vrios amigos Arquelogos no Iraque e na Sria.

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NDICEPrembulo do Dr. Giles Reilly................................................................... 006 I Introduo....................................................................................... 007 II Apresentando Amy Leatheran........................................................ 009 III Rumores......................................................................................... 014 IV Minha chegada em Hassanieh....................................................... 018 V Tell Yarimjah................................................................................. 025 VI A primeira noite............................................................................. 028 VII O homem diante da janela............................................................. 037 VIII Alarme noturno............................................................................. 044 IX A histria de Mrs. Leidner............................................................ 049 X Sbado de tarde............................................................................. 056 XI Um negcio esquisito..................................................................... 060 XII Eu no acreditei... ...................................................................... 064 XIII A chegada de Hercule Poirot......................................................... 068 XIV Um de ns? ................................................................................... 076 XV Poirot faz uma sugesto ............................................................... 082 XVI Os suspeitos .................................................................................. 088 XVII A mancha ao p do lavatrio ......................................................... 093 XVIII Ch em casa do Dr. Reilly ............................................................. 099 XIX Uma nova desconfiana................................................................. 108 XX Miss Johnson, Mrs. Mercado, Mr. Reiter ................................. 114 XXI Mr. Mercado, Richard Carey 123 XXII David Emmott, Padre Lavigny e uma descoberta ........................ 131 XXIII Uma experincia medinica .......................................................... 140 XXIV O crime um hbito ...................................................................... 147 XXV Suicdio ou crime? ........................................................................ 151 XXVI A prxima vai ser eu ..................................................................... 157 XXVII O comeo de uma viagem ............................................................. 162 XXVIII Fim da viagem............................................................................... 180 XXIX Lenvoi............................................................................................ 186

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GUIA DO LEITOR Em uma ordem alfabtica convencional relacionamos a seguir os principais personagens que intervm nesta obra BOSNER (Frederick): Primeiro marido da senhora Leidner. BOSNER (William): Jovem irmo do anterior. TARTARUGA MARINHA (Richard): Jovem arquiteto e membro de uma expedio arqueolgica. COLEMAN (Bill): Jovem arquelogo e membro tambm da dita expedio. EMMOTT (David): Jovem americano, auxiliar da expedio. JOHNSON (Anne): Solteira, adicionada s citadas tarefas arqueolgicas. KELSEY (John): Comandante do exrcito ingls. KELSEY (Mary): Esposa do comandante Kelsey. LAVIGNY (Pai): Frade francs, da ordem dos Pais Brancos. LEATHERAN (Amy): Enfermeira da senhora Leidner, narradora e protagonista desta novela. LEIDNER (Eric): Arquelogo, diretor da expedio arqueolgica a Mesopotmia. LEIDNER (Louise): Esposa do Eric Leidner. MAITLAND: Capito da polcia iraquiano. MERCADO (Joseph): Outro componente da expedio citada. MERCADO (Enjoe): Esposa do Joseph Mercado. POIROT (Hrcules): Famoso detetive, alma desta obra. REITER (Carl): Integrante da expedio arqueolgica, encarregado da fotografia. REILLY: Mdico cirurgio, residente em um lugar prximo ao Bagd. REILLY (Sheila): Filha do doutor Reilly.

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Prembulo do Dr. Giles ReillyOs fatos cuja crnica se inclui nesta narrao ocorreu faz uns quatro anos. Determinadas circunstncias tornam necessrias, em minha opinio, que se fizesse pblico um relato ntegro dos acontecimentos. Tem circulado os rumores mais absurdos e ridculos dizendo que se suprimiram provas importantes para o caso e outras tolices desta ordem. Tais interpretaes deturpadas da realidade apareceram, principalmente, na imprensa americana. Por razes bvias no era aconselhvel que o relato no fosse da autoria de nenhum participante da pluma de expedio arqueolgica, j que era natural supor que tivesse certos prejuzos sobre a questo. Em conseqncia, sugeri senhorita Amy Leatheran que se encarregasse daquele trabalho, pois era a pessoa, no meu entender, mais indicada para isso. Possui uma seriedade profissional a toda prova, sem se deixar influenciar pela sua ligao anterior com a Expedio da Universidade de Pittstow ao Iraque, alm disso, era uma testemunha ocular observadora e inteligente. No foi tarefa fcil convencer senhorita Leatheran. Tenho que confessar que persuadi-la foi uma das dificuldades mais rduas com que me deparei ao longo de minha carreira. E at quando teve o trabalho terminado demonstrou uma curiosa resistncia a me deixar ler o manuscrito. Descobri que isso, em parte, era devido, a certas observaes crticas que tinha feito relacionadas com minha filha Sheila. Resolvi logo o problema, assegurando-lhe que, j que os filhos se atreviam na atualidade a criticar abertamente a seus pais na imprensa, os pais ficam simplesmente encantados quando os filhos recebem sua parcela de descompostura! Outra objeo, apoiada em uma modstia extrema a respeito de seu estilo literrio. Expressou o desejo de que eu "corrigisse os erros de gramtica e tudo o mais". Eu, pelo contrrio, me recusei a mudar a mnima palavra. O estilo da senhorita Leatheran , ao meu ver, vigoroso, pessoal e inteiramente apropriado. Se em algum caso chama Hercule Poirot de "Poirot" num pargrafo, e no seguinte pargrafo o trata de "senhor Poirot", tal variedade , ao mesmo tempo, interessante e sugestiva. Se em determinados momentos se preocupa, por assim dizer, em "manter as boas maneiras", (e as enfermeiras de hospital sempre so defensoras cerradas da etiqueta). Mas, entretanto, em outros momentos seu interesse pelo que est contando o de um simples ser humano; esquece-se ento por completo da touca e dos punhos engomados. A nica coisa que fiz foi tomar a liberdade de escrever uma introduo com a ajuda de uma carta amavelmente cedida por uma amiga da senhorita Leatheran. Visa fornecer uma espcie de ilustrao isto , traar o retrato, em linhas gerais, da narradora.

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PRIMEIRO CAPTULO

IntroduoNo saguo do Tigre Palace Hotel em Bagd uma enfermeira de hospital estava escrevendo uma carta. Sua caneta deslizava velozmente sobre o papel. "... Bom; acredito que isto , em resumo, tudo o que tenho que para lhe contar. Confesso que foi timo conhecer um pouco de mundo, embora para mim no h nada como a Inglaterra. No pode imaginar asujeira" e a "confuso" que reina aqui no em Bagd, voc precisaria ver para crer. No tem nada de romntico, como a gente imagina depois de ler As mil e uma noites. As bordas do rio so bonitas, certamente; mas a cidade horrorosa. No h nenhuma loja que possa considerar-se como tal. O major Kelsey me levou a dar uma volta pelos bazares, e no nego que so curiosos. Mas neles no h mais que bugigangas e um estrondo terrvel, produzido pelas panelas de cobre, que ocasiona, a qualquer um, uma dor de cabea insuportvel. J sabe que eu no gosto de usar utenslios de cobre, a no ser que me assegure de que esto completamente limpos. Precisa-se tomar muito cuidado com o azinhavre que se cria no cobre. Mais tarde escreverei, contando se deu certo o emprego de que me falou o doutor Reilly. Ele disse que o tal americano se encontra agora em Bagd e talvez viesse procurar-me hoje tarde. pra sua mulher. O doutor Reilly diz que "tem fantasias". No acrescentou mais nada, e naturalmente, meu bem, a gente sabe o que isso geralmente significa (s espero que no sofra de delirium tremens!). Como ia contando, o doutor Reilly no acrescentou nada mais, mas me olhou de uma forma... bom, j sabe a que me refiro. O tal de doutor Leidner arquelogo e est fazendo umas escavaes no deserto para algum museu americano. Bem, querida, termino aqui. Aquilo que voc me contou a respeito do pequeno Stubbins, achei simplesmente uma bomba!. O que diz a diretora? Nada mais por agora. "Tua sempre, Amy Leatheran Colocou a carta em um envelope e o endereou-o Irm Curshaw, Hospital de So Christopher, Londres. Quando fechava a tampa da caneta, um funcionrio indgena se aproximou. Um cavalheiro, o doutor Leidner, deseja v-la. A enfermeira Leatheran virou a cabea e avistou um homem de estatura mediana, ombros ligeiramente cados; tinha barba castanha e olhos de expresso doce e cansada.7

O doutor Leidner, por sua parte, contemplou a uma mulher de uns trinta e dois anos, de porte elegante e seguro. Seu rosto refletia um carter agradvel e bem-humorado, seus olhos azuis eram doces e meio salta

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