A busca da perfeição

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  • A BUSCA DA PERFEIO

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  • o charco triunfante trombeteou suasuperioridade, ameaando o lrio em boto:- Tenho-te as razes presas ao meu lodo, com oqual irei envenenar-te.

  • Sem qualquer reprimenda ou ressentimento, a planta permaneceu silenciosa e, ao amanhecer do dia seguinte, coroou-se de flores alvas, que amenizaram a podrido do paul com o suave perfume que trescalava.

  • A noite vitoriosa e dominadora, desafiava o Soloculto:

    Que s e que podes fazer, pobre Estrela que eu cubro com as minha sombras? Onde te escondes, iluso dos parvos?Evitando a contenda intil, o Astro-rei lentamente surgiu no amanhecer e devorou atreva com beijos de luz, avanando com o seu carro de fogo pelo zimbrio transparente.

  • A perversidade espalhava sua virulncia em gargalhadas de zombaria em relao ao amor, e interrogava, alucinada:

    - A tudo submeto sob o meu talante. Temida e respeitada, avano pelos campos juncados de vtimas, ampliando o meu terreno de vitrias e submetendo multides. Que fazes, pobre amor desprezado?

  • Levantando os tombados e vencidos pelaperversidade, o amor alimentava-os de reconciliao com o inimigo, conquistando, um a um, aqueles que haviam sido vitimados pelo horror, apontando-Ihes o rumo da compaixo e da bondade, com quealterariam o rumo do futuro prprio e de outros seres humanos inexperientes.

  • Sou um soberano que governa incontvel nmero de vidas - blasonava o medo -. Por onde passo, deixo marcas de sofrimentos e receios em torno do futuro. Sou imbatvel, porque me alimento da ignorncia e da desconfiana. Reino, triunfante, sem qualquer temor de ser vencido.

  • Lentamente, a sade vestiu-se de esperana, comeando a aninhar-se nos coraes temerosos e abriu os braos ao bem-estar, que passou a dominar as pessoas, recuperadas e laboriosas, sem qualquer exibio ou debate intil.

  • A degenerescncia, a sombra, a perversidade, o medo, so filhos diletos da ignorncia, do desconhecimento da Verdade.

  • Estradas acidentadas por onde transitam muitas vidas, so incapazes, no entanto, de impedir o avano, no rumo da sabedoria, que elimina todos os fatoresde perturbao e de desdita.

  • Quem ignora, teme. Quem conhece e sabe, avana no rumo da perfeio.Enquanto a ignorncia domina, o desconforto e a agressividade estabelecem morada no corao. No momento em que a sabedoria se instala, peregrina luz penetra o ser e liberta-o de toda sombra para sempre.

  • Vicejando a superstio, a falsa cultura, a presuno e a violncia nos sentimentos humanos, desaparecem os ideais de nobreza e felicidade, substitudos pela alucinao e pelo sofrimento.

  • A busca da sabedoria constitui um grandedesafio, que no deve ser postergado, porque, quanto mais conhecedor da Verdade, mais livre se encontra o ser, que avana no rumo da plenitude, que a perfeio, sua meta.

  • Este pequeno livro contm algumas estrias, lendas e propostas com temtica oriental, algumas crists, que induzem ao conhecimento da sabedoria, contribuindo humildemente para o despertar de algum que se encontre no letargo da ignorncia, ensejando-Ihe o amanhecer de novos motivos existenciais que proporcionam a felicidade.

  • EROS / DIVALDO FRANCOLIVRO: A BUSCA DA PERFEIO

    MONTAGEM DE RO/SCPrimeira Parte.